terça-feira, 14 de abril de 2026

Datafolha aponta desconfiança no STF, mas maioria ainda vê corte como essencial para a democracia

Pesquisa revela percepção de excesso de poder entre ministros e queda de confiança pública e pressão política sobre o Supremo

    Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma pesquisa do instituto Datafolha revela um retrato complexo da percepção dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal (STF): ao mesmo tempo em que 75% consideram que os ministros têm poder excessivo, 71% avaliam que a corte é essencial para a proteção da democracia. Os dados foram divulgados pela Folha de S. Paulo.

O levantamento, realizado entre os dias 7 e 9 de abril de 2026, ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa mostra ainda que 75% dos entrevistados acreditam que a confiança no STF diminuiu em relação ao passado.

Kássio Nunes Marques deve ser eleito presidente do TSE nesta terça

Ministro vai comandar organização das eleições de 2026

      Kassio Nunes Marques (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta terça-feira (14) a eleição que deve confirmar o ministro Kássio Nunes Marques como novo presidente da Corte, em um processo que segue o critério de antiguidade e tem caráter simbólico.

A nova gestão terá a responsabilidade de coordenar todas as etapas das eleições de 2026, incluindo o planejamento, fiscalização e organização do pleito em nível nacional, destaca reportagem da CNN.

O ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência do tribunal, compondo uma chapa formada pelos dois representantes do Supremo Tribunal Federal (STF) na Corte eleitoral, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Será a primeira vez que um magistrado indicado por Bolsonaro ocupará o comando do TSE. A eleição marca também o início do processo de transição administrativa, que envolve o compartilhamento de dados e o planejamento logístico com os tribunais regionais eleitorais, etapa considerada essencial para a preparação do próximo ciclo eleitoral.

Ramagem pode ser deportado após visto vencer nos EUA, diz DHS


                    O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem – Reprodução

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirma que o ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem, preso em Orlando nesta segunda-feira (13), está sujeito à deportação. O enquadramento consta em documento obtido pelo Metrópoles e aparece no mesmo dia em que a Polícia Federal confirmou a detenção do brasileiro em cooperação com autoridades americanas.

Segundo o documento, Ramagem entrou nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2025 com visto B-2, destinado a visitante não imigrante para turismo. O prazo de permanência informado pelas autoridades americanas ia até 10 de março de 2026. Após essa data, o DHS registrou que ele permaneceu no país em situação irregular. “Fica determinado que você está sujeito à remoção (deportação) dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade”, diz o trecho reproduzido pela reportagem.

Governo vê votos indefinidos de Alcolumbre e Pacheco sobre indicação de Messias ao STF

O Planalto vê uma disputa apertada na votação do Senado

                        Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O governo federal mapeia um cenário de incerteza no Senado em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para votos ainda indefinidos de nomes influentes como Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco. A indefinição desses senadores ocorre em meio a uma disputa apertada, enquanto o Palácio do Planalto mantém expectativa de aprovação da indicação.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o levantamento interno do governo aponta ao menos 16 votos considerados indefinidos, evidenciando fissuras políticas relevantes no processo de sabatina e votação. Entre os nomes listados estão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que, apesar de ser aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi preterido na escolha para o STF e atualmente é pré-candidato ao governo de Minas Gerais com apoio do próprio presidente.

Governo prepara mais trocas no INSS

Mudanças no INSS são discutidas após nomeação de nova presidente e foco em reduzir fila de 2,7 milhões de pedidos e combater fraudes

                 Lula e Ana Cristina Viana Silveira (Foto: Presidência da República)

A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Viana Silveira, iniciou sua gestão discutindo mudanças internas com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, em meio à estratégia do governo de promover ajustes no órgão e enfrentar a fila de 2,7 milhões de requerimentos, além de problemas relacionados a fraudes no sistema, informa o jornal O Globo.

A reunião entre o ministro e a dirigente marca o início de uma possível reestruturação no INSS, incluindo substituições em cargos estratégicos da diretoria e de assessores ligados à gestão anterior.

Governo Lula aponta risco de fuga de Ramagem para barrar asilo nos EUA

Ramagem foi preso na último segunda-feira pelo ICE

        Alexandre Ramagem (Foto: Agencia Brasil-EBC)

O governo Lula deve alegar às autoridades dos Estados Unidos o risco de fuga do ex-deputado Alexandre Ramagem como principal argumento para impedir a concessão de asilo político, informa a CNN Brasil. A estratégia busca reforçar que não há perseguição política no caso e que a situação jurídica do ex-chefe da Abin envolve condenações graves, o que pode influenciar a decisão americana sobre o pedido.

Gleisi defende reforma do Judiciário e do Legislativo após as eleições

Ministra defende uma reforma para “arejar” as instituições nacionais

                         Gleisi Hoffmann (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que o Brasil precisa discutir reformas nas instituições após o ciclo eleitoral, incluindo mudanças no Judiciário e no sistema político. Segundo ela, o debate deve ocorrer de forma ampla e considerar diferentes áreas do Estado, em meio às discussões provocadas pelo caso Banco Master.

Em entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, a ministra destacou que a prioridade inicial é a transparência sobre as relações entre autoridades e o banco, antes de avançar para reformas estruturais.

Gleisi defendeu que o país precisa renovar suas instituições após as eleições. “Se formos falar de reformas em instituições, precisamos de reformas em várias áreas, inclusive na política. Está na hora de, passadas as eleições, pensarmos de que forma arejamos as instituições nacionais, não só o Judiciário, mas também o Legislativo, através da reforma política e de outras ações”, afirmou.

Deputado federal Sandro Alex será o candidato de Ratinho Jr ao Governo do Paraná

Deputado foi secretário estadual de Infraestrutura e está em seu quarto mandato

O ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex / Foto: Cláudio Araújo/PSD/Divulgação

O governador Ratinho Jr (PSD) divulgou na noite dessa segunda-feira (13 de abril), seu candidato a sucessão no Governo do Paraná. A escolha foi pelo deputado federal Sandro Alex, ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística e presidente do PSD no estado. O vice não foi divulgado.

"O governador Ratinho Júnior escolheu Sandro Alex, ex-secretário de Infraestrutura e Logística e atual deputado federal, como seu candidato para sucessão do Palácio Iguaçu. Ele é filiado ao PSD e é o atual presidente estadual do partido", diz a nota da assessoria do Ratinho Jr.

Nesta segunda-feira, Ratinho Jr disse que a chapa com os nomes dos vices e dos candidatos ao Senado será anunciada até quinta-feira (16). Os mais cotados são Alvaro Dias (MDB), Rafael Greca (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos).

Reinaldo Azevedo contesta Datafolha e aponta Moraes como ministro melhor avaliado do STF

Jornalista questiona metodologia do Datafolha e afirma que Alexandre de Moraes lidera aprovação quando se considera o total da amostra

Brasília (DF), 02/02/2026 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Análise do jornalista Reinaldo Azevedo sustenta que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é, na prática, o mais bem avaliado entre os integrantes da Corte, contrariando o ranking divulgado pelo Datafolha. Segundo o colunista, a metodologia utilizada pelo instituto distorce os resultados ao desconsiderar parte relevante da amostra. A avaliação foi publicada no Metrópoles.

Azevedo argumenta que o Datafolha adotou um critério considerado arbitrário ao calcular o desempenho dos ministros, subtraindo o percentual de avaliações negativas (“ruim/péssimo”) do índice de avaliações positivas (“ótimo/bom”). Para ele, esse método ignora a categoria “regular”, que não representa reprovação, e, além disso, limita a análise apenas aos entrevistados que afirmam conhecer os ministros.

O jornalista propõe uma releitura dos dados com base no conjunto total dos entrevistados, incluindo aqueles que não conhecem os integrantes do STF. A partir desse cálculo, Moraes aparece com 29,37% de avaliações positivas, à frente de Cármen Lúcia, com 28,56%, e de André Mendonça, que registra 16,38%.