Resultado positivo até o terceiro trimestre reflete aumento do faturamento e forte expansão dos investimentos públicos
Presidente Lula, ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e presidente da Petrobras, Magda Chambriard (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
O desempenho das empresas estatais federais voltou a apresentar números robustos em 2025. Até o fim do terceiro trimestre, essas companhias registraram crescimento expressivo tanto no lucro quanto nos investimentos, consolidando uma trajetória de resultados positivos observada nos últimos anos. De acordo com dados divulgados pela Agência Gov, com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o faturamento das estatais federais somou R$ 1,017 trilhão nos primeiros nove meses de 2025. O valor representa uma alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, o lucro líquido alcançou R$ 136,3 bilhões, avanço de 22,5% na comparação anual.
O crescimento dos investimentos também se manteve consistente. No acumulado até setembro, as estatais aplicaram R$ 86,4 bilhões, montante 34,3% superior ao registrado nos três primeiros trimestres de 2024. O resultado dá continuidade a um ciclo de expansão iniciado em 2022, período em que os investimentos dessas empresas já haviam aumentado 87% em termos nominais até 2024.
Os números constam do Boletim Trimestral da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest/MGI), que passou a ser publicado regularmente para os três primeiros trimestres do ano. O levantamento considera informações de 39 das 44 estatais federais existentes, ficando de fora cinco companhias cujos dados do terceiro trimestre ainda não haviam sido homologados no Sistema de Informações das Estatais (Siest) até a conclusão do relatório.
Entre as 27 estatais não dependentes do Tesouro Nacional, 24 já haviam divulgado seus balanços contábeis até setembro. Destas, 21 apresentaram lucro e três registraram prejuízo. Como reflexo do desempenho positivo, as estatais distribuíram, no acumulado do terceiro trimestre, R$ 65,1 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. Desse total, R$ 33 bilhões foram destinados à União e R$ 32,1 bilhões aos demais acionistas.
O boletim também detalha a estrutura do setor estatal federal. Atualmente, o governo mantém 44 empresas sob controle direto, sendo 27 não dependentes e 17 dependentes de recursos do Tesouro para custear suas operações. Entre as não dependentes estão Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste, Dataprev, Correios e Serpro, entre outras.
Já as estatais dependentes incluem principalmente empresas da área de saúde e pesquisa, como a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e a Embrapa. Juntas, essas instituições concentram mais de 70% da subvenção repassada pelo Tesouro às empresas dependentes.
Além de consolidar os resultados trimestrais, o novo formato do boletim permite uma visão agregada mais frequente sobre o desempenho das estatais, complementando o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais, publicado anualmente. Também foi disponibilizada uma planilha com dados desagregados por empresa, ampliando a transparência e o acesso às informações sobre o setor público empresarial.
Fonte: Brasil 247


