À TV 247, deputada denuncia a “relação intrínseca” entre Flávio Bolsonaro e episódios envolvendo crime organizado e corrupção; ela também trata de feminicídio, economia do cuidado e do fim da escala 6×1
Talíria Petrone - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) defendeu o voto no presidente Lula (PT) nas eleições deste ano durante entrevista ao programa 22 Horas, da TV 247. Ao comentar o cenário eleitoral, a parlamentar afirmou que a escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassaria a preferência pessoal pelo atual presidente e envolveria, em sua avaliação, uma disputa sobre a preservação da democracia.
“Não precisa gostar de Lula para compreender a gravidade que está colocada”, afirmou Talíria, ao ser questionada sobre a última pesquisa Quaest que mostra Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente em um eventual segundo turno. Na sequência, disse considerar que a eleição de Lula seria, em sua avaliação, a forma de impedir a volta da extrema-direita à Presidência.
A deputada também fez críticas à atuação de setores do Judiciário e defendeu que os Poderes atuem de maneira independente. Ao abordar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que considera inadequada uma atuação política de ministros, especialmente durante um ano eleitoral. Segundo Talíria, as instituições deveriam ter como parâmetro a defesa da democracia.
⦾ “A única pessoa que pode impedir”
O momento de maior ênfase na defesa do voto em Lula ocorreu quando Talíria relacionou sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro ao cenário eleitoral. Segundo ela, independentemente da preferência individual pelo presidente, seria necessário considerar o que chamou de “relação intrínseca” entre o candidato adversário e episódios envolvendo crime organizado e corrupção.
“A única pessoa que pode impedir Flávio Bolsonaro de vencer as eleições e trazer o fascismo de volta ao poder é o presidente Lula”, declarou. A deputada acrescentou que, por isso, a discussão eleitoral deveria ir “muito para além” de gostar ou não do atual presidente.