quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Talíria Petrone defende voto em Lula: “só ele pode impedir a volta do fascismo ao poder”

 À TV 247, deputada denuncia a “relação intrínseca” entre Flávio Bolsonaro e episódios envolvendo crime organizado e corrupção; ela também trata de feminicídio, economia do cuidado e do fim da escala 6×1

     Talíria Petrone - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) defendeu o voto no presidente Lula (PT) nas eleições deste ano durante entrevista ao programa 22 Horas, da TV 247. Ao comentar o cenário eleitoral, a parlamentar afirmou que a escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassaria a preferência pessoal pelo atual presidente e envolveria, em sua avaliação, uma disputa sobre a preservação da democracia.

“Não precisa gostar de Lula para compreender a gravidade que está colocada”, afirmou Talíria, ao ser questionada sobre a última pesquisa Quaest que mostra Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente em um eventual segundo turno. Na sequência, disse considerar que a eleição de Lula seria, em sua avaliação, a forma de impedir a volta da extrema-direita à Presidência.

A deputada também fez críticas à atuação de setores do Judiciário e defendeu que os Poderes atuem de maneira independente. Ao abordar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que considera inadequada uma atuação política de ministros, especialmente durante um ano eleitoral. Segundo Talíria, as instituições deveriam ter como parâmetro a defesa da democracia.

⦾ “A única pessoa que pode impedir”

O momento de maior ênfase na defesa do voto em Lula ocorreu quando Talíria relacionou sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro ao cenário eleitoral. Segundo ela, independentemente da preferência individual pelo presidente, seria necessário considerar o que chamou de “relação intrínseca” entre o candidato adversário e episódios envolvendo crime organizado e corrupção.

“A única pessoa que pode impedir Flávio Bolsonaro de vencer as eleições e trazer o fascismo de volta ao poder é o presidente Lula”, declarou. A deputada acrescentou que, por isso, a discussão eleitoral deveria ir “muito para além” de gostar ou não do atual presidente.

Robinho já reduziu pena em 301 dias com estudos, trabalho e leituras na prisão


     Robinho preso. Foto: Reprodução

O ex-jogador Robinho obteve três reduções de pena nos últimos onze meses, que somam 301 dias abatidos da condenação de nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália. A Justiça reconheceu atividades de trabalho, qualificação profissional, estudos e leitura de obras literárias realizadas durante o encarceramento.

Em outubro de 2025, Robinho recebeu 69 dias de remição: 49 dias por 464 horas de estudos do ensino médio e 11 cursos feitos na prisão, além de 20 dias pela leitura de cinco livros. O Ministério Público de São Paulo deu aval às duas decisões. Em 14 de janeiro, ele já havia obtido redução de 160 dias por trabalho e estudos; em setembro, a pena caiu mais 72 dias por trabalho, cursos do Senai, atividades da Educação de Jovens e Adultos e leituras.

Folha admite “inexperiência” de Flávio Bolsonaro e o chama de “herdeiro de visão golpista”


   O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Em editorial publicado na última terça-feira (15), a Folha de S.Paulo, sob o título “Flávio é inexperiente e herdeiro de visão golpista”, questionou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, apontando que ele não tem experiência em gestão nem trajetória parlamentar que o credencie, e que seu projeto político é herdeiro do golpismo do pai (condenado pelo STF).

O veículo, que costumeiramente representa a voz do dito “mercado” e da direita, criticou sua subserviência a Trump, sua tentativa de se desvincular de relações com milicianos e as “rachadinhas” em seu gabinete, além do diálogo com Daniel Vorcaro (Banco Master) e o pedido de milhões para o filme “Dark Horse”. Leia trechos do editorial da Folha:

Emenda de Mario Frias bancou repasses irregulares de R$ 920 mil para presidente de associação de tiro

 Associação contratou empresas de seu próprio dirigente usando verba federal direcionada por parlamentares do PL

     Deputado federal Mário Frias - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Recurso público proveniente de emendas parlamentares destinadas pelos deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi utilizado em contratações irregulares por uma entidade do setor de tiro esportivo. A Associação Nacional Rifle (ANR) recebeu R$ 1 milhão por meio de um termo de fomento firmado com o Ministério do Esporte para incentivar a prática do tiro ao prato no município de Saltinho, em São Paulo. Desse valor, R$ 920 mil — equivalente a quase 90% do montante total — foram repassados a empresas que pertencem ao próprio presidente da entidade, informa Tácio Lorran, do Metrópoles.

A maior fatia das emendas indicadas ao orçamento da União em 2025 partiu de Mario Frias. Após a liberação da verba pela pasta do Esporte, a ANR direcionou os pagamentos a duas companhias: a Company Thzt Security LTDA recebeu R$ 527 mil, e o Clube de Tiro Desportivo Red Neck LTDA ficou com R$ 392 mil. Registros oficiais da Receita Federal confirmam que ambas as empresas têm como sócio-administrador Rafael Buscariol Zampaulo, o mesmo que assina como presidente da associação beneficiada.

Candidato por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro gasta R$ 713 mil com gráfica do Rio e empresa ligada a ex-assessores de Ramagem

 Cerca de um terço da verba repassada pelo PL ao candidato em Santa Catarina foi direcionada a fornecedores fluminenses e aliados de ex-deputado

    Carlos Bolsonaro - Crédito: Divulgação

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) já despendeu cerca de R$ 713 mil de sua verba eleitoral com contratadas do Rio de Janeiro — seu tradicional berço político e familiar —, incluindo uma gráfica sediada no estado fluminense e uma produtora de comunicação administrada por dois ex-assessores diretos do ex-deputado Alexandre Ramagem, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Inflação de alimentos caiu de 56% para 13%, destaca Lula em comparação com Bolsonaro

 Com redução expressiva no custo da cesta básica, salário mínimo com ganho real e alta no emprego, presidente reforça compromisso de continuar reduzindo o custo de vida dos brasileiros

         Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Lula (PT) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (16) para destacar a desaceleração da inflação dos alimentos e a recuperação do poder de compra das famílias brasileiras, comparando os indicadores do seu governo com o período da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com o presidente, a taxa de inflação acumulada no segmento de alimentos despencou de mais de 56% — marca registrada no acumulado dos quatro anos do governo anterior — para 13% no período correspondente da atual gestão.

Para exemplificar a diferença no impacto sobre o orçamento das famílias, Lula citou o preço de um dos itens mais presentes na mesa dos brasileiros. “Quando assumimos a Presidência, o Brasil tinha voltado ao Mapa da Fome e enfrentava uma inflação pesada sobre os alimentos, de mais de 56% no acumulado dos quatro anos anteriores. Hoje, o quilo do arroz está mais barato do que estaria se tivesse apenas acompanhado a inflação do governo anterior: seria R$ 8,43, mas está em R$ 4,93”, pontuou o presidente.

Megaoperação nacional cumpre 106 prisões e bloqueia R$ 508 milhões do crime organizado

 Ação simultânea em 19 estados mobiliza a Polícia Federal e forças de segurança contra o tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro

Agentes de diferentes forças de segurança - Crédito: PF/Divulgação

Uma megaoperação de âmbito nacional deflagrada nesta quarta-feira (16) cumpre 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão contra o crime organizado em 19 estados brasileiros. A ofensiva visa desarticulações profundas em estruturas voltadas ao tráfico de drogas e de armas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.

Além do cumprimento das ordens de prisão e de busca, as decisões judiciais determinaram o bloqueio e restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões. Entre os bens atingidos por essas medidas de sufocamento financeiro das organizações criminosas estão imóveis, veículos de luxo, contas bancárias e valores em dinheiro vivo vinculados aos investigados.

Denominada Força Integrada IV, a mobilização reúne simultaneamente 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). As estruturas são coordenadas pela Polícia Federal e atuam em colaboração direta com as polícias civis, militares e penais, a Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e outros órgãos de segurança pública.

Requião Filho vai à Justiça após emissora cancelar debate no Paraná

 Candidato do PDT pede ao TRE-PR que a RIC cumpra compromisso firmado por escrito e mantenha encontro marcado para 21 de setembro

      Requião Filho  - Crédito: Eduardo Matisyak

O candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) acionou a Justiça Eleitoral contra a RIC, afiliada da Record no estado, após a emissora cancelar o debate entre os postulantes ao Palácio Iguaçu que estava marcado para 21 de setembro. A campanha pede ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que o encontro seja restabelecido na data prevista, com adaptação da dinâmica conforme o número de participantes.

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, a emissora havia confirmado por escrito a realização do debate e indicado que a programação seria mantida mesmo se houvesse desistência de candidatos. Requião Filho afirma que sua participação foi formalmente confirmada.

O cancelamento foi comunicado pela RIC no dia 10 de setembro. A justificativa apresentada foi a existência de “incertezas de participação por parte de algumas das principais candidaturas na disputa” e a complexidade operacional do evento, que envolveria mobilização de profissionais, recursos técnicos e alteração da grade de programação.

Antes disso, em ofício enviado à campanha em 2 de setembro, a emissora havia informado que o debate estava confirmado para 21 de setembro, das 18h às 19h45. No mesmo documento, a RIC registrou que todas as candidaturas haviam concordado previamente com as regras estabelecidas para o encontro.

O ofício também previa que a ausência de candidatos não impediria a realização da programação. De acordo com o documento, caso apenas um candidato comparecesse, o espaço poderia ser transformado em entrevista jornalística com o participante presente.

Na representação apresentada ao TRE-PR, a campanha de Requião Filho pede que a emissora cumpra o compromisso assumido anteriormente. Caso apenas o candidato do PDT compareça ao local, a solicitação é para que o horário seja destinado a uma entrevista, conforme possibilidade prevista pela própria RIC.

“A RIC decidiu fazer o debate, estabeleceu as regras, colheu a concordância das candidaturas, pediu a nossa confirmação e garantiu por escrito que a ausência de candidatos não impediria a programação. Nós fizemos a nossa parte e queremos que eles façam a deles”, afirmou Requião Filho.

Em mensagens, Gilmar Mendes enquadra Fux e Nunes Marques: “assumam que estão ferrados”

 Conversas expõem fortes acusações e trocas de farpas entre ministros do STF antes da sessão plenária de terça-feira

    Gilmar Mendes - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

Uma intensa troca de mensagens reservadas em aplicativo de celular revelou um forte embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) antes do início da sessão ao vivo transmitida nesta terça-feira (15). O conflito, que antecedeu os trabalhos conduzidos pelo presidente da Corte, Edson Fachin, envolveu discussões acaloradas e cobranças diretas protagonizadas pelo decano Gilmar Mendes contra os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, informa Andréia Sadi no G1.

O clima de tensão entre os magistrados ocorreu na mesma semana em que foi determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, posteriormente revertido. As mensagens privadas expõem que os atritos internos já estavam acirrados antes mesmo de o plenário abordar a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Tebet vai lançar movimento para revelar quem recebeu cartão de crédito de até R$ 300 mil bancado por Vorcaro

 Candidata do PSB ao Senado por São Paulo prepara ação de rua com cartões fictícios e busca apoio de juristas para quebrar sigilo das informações

    Simone Tebet  -  Crédito: Flickr / Simone Tebet

A campanha da ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, prepara para os próximos dias uma ampla ofensiva para denunciar o escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master, focando nas notícias de que o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, distribuía cartões corporativos com limites de até R$ 300 mil para pessoas de seu interesse, relata Vinicius Passarelli, do Metrópoles.

Paralelamente às mobilizações políticas, a equipe da postulante ao Parlamento tem realizado conversas com juristas de sua confiança para estruturar um movimento formal focado em solicitar a quebra do sigilo dessas informações. O objetivo central da medida é trazer à tona a identidade de todos os reais beneficiários dos cartões. Integrantes da campanha trabalham com a forte suspeita de que centenas de pessoas possam ter sido contempladas pelo “agrado” financeiro.

Para dar visibilidade e chamar a atenção da população sobre o tema, a campanha de Tebet planeja distribuir um material impresso que simula a forma de um cartão de crédito com a palavra “Chega”. A réplica contará com frases como “baste de corrupção”, “bolsomaster”, “todos têm que ser investigados” e a pergunta: “o Brasil quer saber: quem, quanto, como?”.