terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mendonça manda excluir posts falsos que dizem que Lula jogou bandeira do Brasil no chão

 Ministro determinou retirada de 16 publicações e afirmou que vídeo mostra presidente entregando símbolo nacional a fotógrafo

Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O ministro André Mendonça determinou que plataformas digitais retirem do ar 16 publicações que afirmam falsamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jogou ou deixou a bandeira do Brasil no chão após votar no domingo (4), em São Bernardo do Campo (SP).

A decisão foi publicada na segunda-feira (5) e estabeleceu prazo de até 24 horas para a exclusão do conteúdo. Na manhã desta terça-feira (6), porém, ao menos dez das publicações indicadas pelo ministro ainda permaneciam disponíveis nas redes sociais.

Mendonça fundamentou a medida no vídeo completo do episódio, divulgado pela GloboNews. As imagens mostram que Lula entrega a bandeira nacional ao fotógrafo de sua campanha, contrariando a versão disseminada nas publicações de que o presidente teria atirado o símbolo ao chão.

Diante das imagens, o ministro considerou que as postagens individualizadas divulgavam uma informação falsa sobre o episódio e, por isso, deveriam ser removidas.

“Mostra-se adequada, portanto, a remoção apenas das publicações especificamente individualizadas em que se reproduz a afirmação factual de que Luiz Inácio Lula da Silva jogou, atirou ou deixou a bandeira do Brasil no chão”, afirmou Mendonça na decisão.

O episódio ocorreu quando Lula chegou para votar nas eleições gerais, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente, candidato à reeleição pelo PT, carregava uma bandeira nacional durante a chegada ao local de votação.

Eduarda Campopiano é denunciada ao MP-SP por transfobia contra Erika Hilton

 Representação de Sofia Favero acusa deputada eleita do PL de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero contra parlamentar do PSOL

Eduarda Campopiano - Crédito: Reprodução

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após publicar nas redes sociais uma mensagem em que se refere à deputada federal Erika Hilton (PSOL) como “homem biológico”.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (5) pela também deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.

Na representação, Favero sustenta que a publicação pode configurar transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero e pede a abertura de investigação e a responsabilização de Campopiano.

A postagem foi feita após as eleições de domingo (4). Ao comentar os resultados das urnas, Campopiano dirigiu-se a Erika Hilton e escreveu: “como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”.

A denúncia argumenta que a declaração constitui um ataque dirigido à identidade de gênero de Erika, mulher trans que exerce mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Moraes autoriza Débora do Batom a passar para o regime semiaberto

 Condenada a 14 anos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, cabeleireira ficou conhecida por pichar a estátua A Justiça com batom vermelho

Após pedido de Moraes, Secretaria de SP afirma ao STF que "Débora do Batom" não violou tornozeleira eletrônica - Crédito: Joedson Alves/Agência Brasil / Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Débora recebeu pena de 14 anos de prisão por crimes relacionados à invasão e à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A cabeleireira ganhou notoriedade após escrever “perdeu, mané” com um batom vermelho na estátua A Justiça, obra de Alfredo Ceschiatti instalada diante da sede do STF. O episódio ocorreu durante os ataques de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo.

Com a autorização de Moraes, Débora poderá passar do regime fechado para o semiaberto. Nessa modalidade, o condenado pode exercer trabalho externo durante o dia, mas deve retornar ao estabelecimento prisional para o recolhimento noturno e permanecer no local nos dias de folga.

A pena de 14 anos imposta a Débora foi dividida entre cinco crimes. Pelo delito de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ela foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão. A condenação por golpe de Estado corresponde a outros cinco anos.

Miriam Leitão critica euforia do mercado com Flávio Bolsonaro: “Por quê?”


          A jornalista Miriam Leitão durante participação na “Central das Eleições”, da GloboNews. Foto: Reprodução

A jornalista Miriam Leitão criticou nesta segunda-feira (5) a euforia do mercado financeiro após o primeiro turno da eleição presidencial, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na GloboNews, ela questionou a alta dos ativos sem que o candidato do PL tenha detalhado medidas fiscais durante a campanha.

“O mercado hoje comemorou. Bolsa subiu, eu vi. Dólar caiu. Felizes da vida. E aí você pergunta, por quê mesmo? Não, porque o Flávio vai fazer o ajuste fiscal, mas qual o ajuste que ele disse? Em algum momento ele explicou o ajuste? Não”, afirmou a comentarista.

Miriam também ironizou as referências genéricas a cortes de despesas e impostos atribuídas ao candidato. “Ele vai dar uma tesourada, mas tesourada é o quê? O que é uma tesourada? Tesourada não é nada, né? Vai cortar imposto, mas qual é o imposto que ele disse que vai cortar?”, disse.

O Ibovespa subiu mais de 7% e atingiu recorde após a divulgação do resultado eleitoral. No mesmo movimento, o dólar caiu cerca de 4%, em uma reação associada por analistas à expectativa de uma agenda econômica mais alinhada aos interesses dos investidores.

Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro nesta terça

 Ex-governador de Goiás receberá candidato do PL em Goiânia e formalizará posição no segundo turno; Romeu Zema também declarou voto no senador

    Ronaldo Caiado  - Crédito: Divulgação

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciará nesta terça-feira (6) seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, na disputa do segundo turno contra o presidente Lula. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em comunicado da assessoria de Caiado.

Flávio será recebido por Caiado em Goiânia. O anúncio está previsto para a tarde e deverá contar também com a participação do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Depois do encontro, está prevista uma entrevista coletiva.

Caiado disputou o primeiro turno da eleição presidencial e terminou na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos, equivalentes a cerca de 2,6 milhões de votos.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira posição, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula obteve 45,16%. Os dois voltarão a se enfrentar nas urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Lula perdeu votos principalmente no interior e em cidades pequenas na comparação com 2022

 Queda chegou a 7,2 pontos em municípios de até 5 mil habitantes; cidades de até 50 mil concentraram metade das perdas do petista

       Coletiva presidente Lula  - Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A queda da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os primeiros turnos de 2022 e 2026 foi proporcionalmente mais intensa no interior do Brasil e, sobretudo, nas cidades pequenas. Nos municípios com até 5 mil habitantes, o petista perdeu 7,2 pontos percentuais, enquanto nas cidades com mais de 500 mil moradores o recuo foi de apenas 1,1 ponto.

Os dados fazem parte de levantamento do cientista político Marco Antonio Faganello, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizado a partir do cruzamento dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações do Censo de 2022 e do PIB municipal. A análise foi divulgada pelo pesquisador e detalhada em reportagens da Agência Pública e do Estado de Minas.

O contraste entre capitais e interior é significativo. Nas capitais, Lula praticamente preservou o percentual obtido quatro anos antes, com redução média de apenas 0,6 ponto percentual. No conjunto dos municípios do interior, a queda chegou a 4,1 pontos.

O tamanho das cidades também teve peso relevante. Quanto menor o município, maior foi, em média, a perda proporcional do presidente. Segundo Faganello, quando são considerados os municípios de até 50 mil habitantes, esse conjunto responde por aproximadamente 50% da perda de votos registrada por Lula entre as duas eleições.

A análise encontrou redução da participação de Lula nos votos válidos em 98% dos municípios avaliados. Entre 5.561 cidades que tinham mais de 95% das seções totalizadas no momento do levantamento, o presidente havia ampliado sua votação proporcional em apenas 102.

PL rejeita acordo com STF e já mira impeachment de Moraes e Dino


Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Foto: Reprodução

O PL decidiu rejeitar qualquer acordo político com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e passou a discutir a apresentação de um pedido de impeachment contra ele no Senado em 2027. A sigla também coloca o ministro Flávio Dino entre os possíveis alvos da ofensiva.

Integrantes do partido avaliam que sinais atribuídos a ministros vistos como próximos ao governo poderiam abrir uma negociação envolvendo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A direção partidária, porém, não pretende vincular essas questões a uma trégua com Moraes.

O movimento ocorre após a defesa de Bolsonaro protocolar um novo pedido de revisão criminal. O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, indicou que pretende levar o processo a julgamento depois do segundo turno.

O ex-presidente Michel Temer também entrou nas conversas políticas por ter manifestado apoio a Flávio Bolsonaro antes de outros candidatos derrotados e partidos. Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e mantém interlocução com o ministro e com a família Bolsonaro.


O festival de erros dos institutos de pesquisa não pode ficar impune


       Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Folhapress

Os principais institutos de pesquisa do país chegaram à véspera do primeiro turno das eleições de 2026 apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. O resultado das urnas neste domingo (4), porém, mostrou uma ordem diferente: Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. (Tribunal Superior Eleitoral)

Segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 56.104.268 votos e Lula, 53.876.617. A diferença entre os dois foi de 2.227.651 votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. (Tribunal Superior Eleitoral)

Nenhum dos cinco levantamentos finais citados pelo Metrópoles colocou Flávio numericamente à frente. O Datafolha apontava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%. A Quaest registrava 46% a 45%. No Real Time Big Data, eram 43% para Lula e 39% para Flávio. A AtlasIntel indicava 47% a 44,1%, enquanto a CNT mostrava 47,8% a 42,1%. (Metrópoles)