quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Cúpula da Polícia Federal se reúne com Alexandre de Moraes no STF

 Encontro reuniu o diretor-geral Andrei Rodrigues e chefes de departamentos no gabinete do ministro

       Alexandre de Moraes - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reuniu-se, na tarde desta terça-feira (6), com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, além do diretor da Divisão de Crime Organizado (Dicor), Dennis Cali, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O encontro ocorreu no gabinete do magistrado.

Até o momento, nem a Polícia Federal nem o STF detalharam a pauta das conversas ou explicaram os motivos de a reunião ter ocorrido exatamente neste instante de acirrada crise interna na Corte. O cenário de tensão no tribunal foi intensificado com o avanço das apurações ligadas ao caso do Banco Master, em que surgiram descobertas sobre mensagens e contratos do grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo não apenas Alexandre de Moraes, mas também os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.

“Acinte” e “desserviço à Justiça”: Folha fulmina plano de Kassio Nunes para soltar Bolsonaro


          O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

A Folha de S.Paulo criticou, no editorial “Pretensão de Kassio de soltar Bolsonaro é um acinte”, a possibilidade de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), adotar uma decisão individual capaz de anular os efeitos da condenação de Jair Bolsonaro e permitir sua soltura. O jornal classificou a possibilidade como um “desserviço à Justiça” e afirmou que uma medida monocrática desse tipo aprofundaria a percepção de interferência político-partidária na Corte.

O editorial sustenta que a condenação do ex-presidente ocorreu dentro do devido processo legal, com denúncia da Procuradoria-Geral da República, direito ao contraditório e julgamento público no STF. A Folha acredita que há espaço para criticar o tamanho das penas aplicadas, mas afirma que isso não compromete a legitimidade do processo.

Causa espécie a notícia de que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, cogita anular os efeitos da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitir a sua soltura, mediante decisão monocrática. Parece que juízes da corte constitucional não compreenderam a intolerância da sociedade com esse padrão de intromissão político-partidária.

A causa é acintosa. Não há dúvidas da participação do então candidato derrotado à reeleição numa trama para subverter o resultado das urnas. Testemunhos e provas asseguram que o Brasil só não viveu a recidiva autoritária pela resistência da cúpula das Forças Armadas, liderada pelo general Freire Gomes, do Exército.

Pode-se criticar os julgadores pela opção maximalista no momento de definir os crimes e as penas —exagero que se repetiu com diversos réus, não só com o ex-presidente. Isso, porém, não tisna a legitimidade do processo.

Na arrancada do 2º turno, Lula aposta na imprensa e promete maratona de entrevistas com tom de cobrança

 “Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente

Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O início formal da campanha para o segundo turno eleitoral marcou uma guinada calculada na postura de comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um pronunciamento diante de repórteres no início de outubro, cercado por aliados de primeira linha, o petista não apenas colocou o Congresso e a oposição contra a parede em pautas populares, como também fez questão de selar um pacto direto com os profissionais de mídia: a promessa de rodadas contínuas de entrevistas abertas e sem filtros prévios ao longo das próximas semanas.

“Daqui para frente a gente vai fazer entrevista com vocês. Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente ao encerrar sua fala, em um misto de provocação, desafio e sinalização tática.

A declaração não foi casual. Ao colocar a relação cotidiana com os repórteres no centro da estratégia de visibilidade, o Palácio do Planalto e a coordenação de campanha sinalizam a intenção de ocupar os holofotes do debate público sem depender exclusivamente da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e televisão ou da guerra de algoritmos nas redes sociais.

Gonet dá sinal verde para Jair receber Flávio; decisão está com Moraes

 Procurador-geral da República afirma que não há fatos novos que justifiquem manter a restrição às visitas; defesa pede encontro antes do fim da medida

Procurador-geral da República Paulo Gonet - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável para que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a receber a visita do filho Flávio Bolsonaro antes do término da restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final caberá ao magistrado. As informações são do jornal O Globo.

Em manifestação encaminhada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não surgiram fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro ou que justifiquem a prorrogação da restrição.

“Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado”, escreveu Gonet.

TSE registra eleitores que compareceram às urnas como faltosos e gera onda de indignação; órgão se pronuncia

 Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE

Aplicativo e-Título - Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Eleitores que compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026 relataram que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exibir, de forma temporária, a indicação de “faltou” na consulta sobre participação eleitoral. Após uma onda de reclamações nas redes sociais, incluindo imagens dos eleitores com seus comprovantes de voto físicos em mãos, o tribunal afirmou que os dados ainda estão em processamento e que a situação não é definitiva.


Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE.

A divergência provocou dúvidas sobre o registro do comparecimento às urnas. “Fui conferir meu voto e mostra que eu não fui votar. Eu fui votar e tenho o comprovante que fui até as urnas”, relatou um eleitor nas redes sociais.

Outro usuário demonstrou preocupação por não saber onde havia guardado o comprovante entregue após a votação. “O meu também está como ‘faltou’ mas eu fui. Só que não faço ideia de onde esteja esse papelzinho”, escreveu.

“Quem compareceu à votação e visualizou a indicação anterior não precisa tomar nenhuma providência neste momento. A orientação é aguardar a conclusão do processamento até 11 de outubro”, disse o TSE.