quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Funcionário bebe demais em ensaios da Anitta e posta VÍDEOS louco no perfil da empresa


        Raoni Medeiros bebendo, dançando e interagindo com o público. Foto: Reprodução

Um funcionário da empresa Jazz Veículos publicou vídeos no perfil corporativo após beber durante um show dos Ensaios da Anitta no Rio de Janeiro, na terça-feira (20). Nas imagens, Raoni Medeiros aparece bebendo, dançando e interagindo com o público enquanto a cantora se apresentava no palco.

Os vídeos chamaram atenção nas redes sociais e passaram a circular fora do perfil da empresa, gerando aumento no engajamento da conta. Ao comentar o episódio, a própria Jazz Veículos escreveu: “Alô, boss! Retira o social media da adm porque ele vai a mais três Ensaios da Anitta nos próximos dias. Anitta, corre aqui”.

Internautas também reagiram às publicações. Entre os comentários, um usuário escreveu: “O divo merece um aumento por esse marketing acidental”, enquanto outro afirmou: “Ele não vai ficar desempregado nunca, serviu muito. E garanto que ajudou muito na divulgação”.

Fonte: DCM

Tarcísio tem agenda vazia após cancelar visita a Bolsonaro por compromissos

Governador paulista recua de encontro com o ex-presidente preso e mantém apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes

Brasília-DF - 02/12/2025 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), optou por não cumprir compromissos públicos nesta quinta-feira (22) e manteve na agenda apenas atividades internas no Palácio dos Bandeirantes. A decisão ocorre após o cancelamento de uma viagem a Brasília, onde estava prevista uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. As informaçoes são do jornal O Globo.

A assessoria pessoal do governador informou que a mudança de planos se deu em razão de compromissos já agendados em São Paulo. O encontro com Bolsonaro havia sido confirmado pelo próprio Tarcísio na terça-feira (20), mas foi desmarcado poucas horas depois.

A visita tinha peso político relevante. Segundo o senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai como pré-candidato à Presidência da República, a conversa serviria para reforçar ao governador paulista que a prioridade do ex-presidente seria a reeleição de Tarcísio em São Paulo. A sinalização, no entanto, não foi bem recebida pelo governador, que ainda nutre expectativas de disputar o Palácio do Planalto.

Interlocutores relatam que Tarcísio já afirmou, em mais de uma ocasião, que apoiaria Flávio Bolsonaro, mas apenas “no momento certo”. A pressão antecipada do entorno bolsonarista para que o governador se engajasse de forma imediata na candidatura do filho mais velho do ex-presidente é apontada como o principal fator de irritação no Palácio dos Bandeirantes.

A orientação atual de Tarcísio é evitar o fechamento de portas e não assumir novos compromissos políticos neste momento. A estratégia delineada por seu entorno é adiar qualquer definição mais clara sobre o grau de envolvimento na disputa presidencial até pelo menos abril. O cálculo leva em conta o cenário de reacomodação do bolsonarismo após a prisão de Bolsonaro, além do risco de que qualquer gesto público seja interpretado como um “carimbo” definitivo de alinhamento.

A visita cancelada havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seria o primeiro encontro presencial entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente, no fim de novembro. Também marcaria a primeira conversa entre ambos após a indicação formal de Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao Planalto, anunciada em dezembro, a pedido da defesa do ex-presidente.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quem é o empresário Sérgio Nahas, preso 23 anos após matar a esposa; relembre o caso


                    Sérgio Nahas, preso na Bahia 23 anos após feminicídio. Foto: reprodução

23 anos após o assassinato de Fernanda Orfali, o nome de Sérgio Nahas voltou ao centro do noticiário policial. Empresário paulista, hoje com 61 anos, ele foi preso no último sábado (17) na Praia do Forte, no litoral da Bahia, após ser identificado por câmeras de reconhecimento facial.

A detenção encerra uma longa trajetória de fuga e recursos judiciais iniciada em 2002, quando Nahas matou a própria esposa dentro do apartamento do casal, no bairro de Higienópolis, área nobre da capital paulista. O crime, ocorrido com um tiro no peito, marcou um dos casos mais emblemáticos de violência contra a mulher envolvendo réus de alto poder aquisitivo no país.

Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos. As investigações apontaram que ela vinha enfrentando conflitos constantes com o marido após descobrir que ele era usuário de cocaína e mantinha relações extraconjugais com travestis.

Segundo a apuração policial, o medo de uma separação com partilha de bens teria sido o principal motivador do homicídio. Logo após o disparo, Nahas alegou à polícia que ouviu um barulho vindo do closet e encontrou a esposa agonizando, sustentando a versão de suicídio e afirmando que Fernanda sofria de depressão.

A perícia, no entanto, descartou essa hipótese e concluiu que se tratava de homicídio doloso, com intenção de matar. A arma usada no crime, sem registro, pertencia ao próprio empresário.

Apesar das provas periciais, o caso só chegou ao Tribunal do Júri em 2018, 16 anos depois do assassinato. Nahas foi condenado por homicídio simples e recebeu pena de sete anos de prisão em regime inicial semiaberto.
Sérgio Nahas e Fernanda Orfali, assassinada por ele. Foto: reprodução
O Ministério Público de São Paulo recorreu, argumentando que a pena era branda diante da gravidade dos fatos. Em segunda instância, a condenação foi ampliada para oito anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado, dosimetria que acabou mantida pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, o empresário não foi preso imediatamente e passou anos fora do radar das autoridades.

A prisão na Bahia ocorreu justamente em um local simbólico da história do casal. A Praia do Forte, onde Nahas foi localizado, foi o mesmo destino escolhido para a lua de mel meses antes do crime. Segundo a Polinter da Bahia, o mandado foi cumprido após o sistema de monitoramento identificar o condenado.

Após audiência de custódia, ele foi encaminhado ao sistema prisional. O nome de Nahas chegou a constar na Difusão Vermelha da Interpol, medida que autorizaria sua prisão caso estivesse fora do país.

Fonte: DCM

Após receber alta, primo entra nas buscas por crianças sumidas em Bacabal


Autoridades procuram os irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, que desapareceram em Bacabal (MA). Foto: Divulgação

O primo de 8 anos das crianças Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20) e passou a auxiliar as equipes envolvidas nas buscas na zona rural de Bacabal, no Maranhão. O menino permaneceu internado por 14 dias após ser encontrado debilitado em uma estrada vicinal do município, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças desapareceram.

Com autorização judicial, a criança acompanhou policiais e indicou o trajeto feito com os primos até uma cabana abandonada, conhecida como casa caída, localizada a aproximadamente 50 metros do rio Mearim. As buscas seguem concentradas na região, com uso de cães farejadores, embarcações e equipamentos de sonar subaquático para varredura do leito do rio.

Segundo informações das autoridades, mais de 500 pessoas participam da operação, que reúne forças de segurança, voluntários e militares da Marinha do Brasil. Nesta terça-feira (20), o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa foi restringido na área do rio e na base das equipes. A Polícia Civil continua investigando o caso.

Fonte: DCM

Empresário viaja à Bahia e é preso por reconhecimento facial 23 anos após matar a esposa


     Sérgio Nahas e Fernanda Orfali, assassinada por ele. Foto: reprodução

O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso na Bahia mais de duas décadas após o assassinato de sua então esposa, Fernanda Orfali, em 2002. Reconhecido por câmeras de reconhecimento facial em Praia do Forte, ele foi localizado em uma acomodação de luxo. A prisão foi mantida em audiência de custódia.

Nahas foi condenado em 2018 e teve a pena, de oito anos e dois meses, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025. “Ele é uma pessoa idosa, com questões graves de saúde e que não tinha interesse em ficar foragido”, afirmou sua advogada, Adriana Machado Abreu, ao Estadão. Na prisão, foram apreendidos 13 pinos de cocaína.

O crime ocorreu em São Paulo, em 2002. Fernanda Orfali, de 28 anos, foi morta com um tiro no peito. A acusação alega que Nahas agiu após a esposa descobrir uso de drogas e traições. O laudo pericial não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da vítima, descartando a tese de suicídio.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Cunhada de Toffoli nega que marido tenha sido sócio de resort: “Não tem dinheiro nem para a casa”


O ministro Dias Toffoli e a casa do irmão dele, José Eugênio Dias Toffoli – Reprodução/Conjur e Estadão

A Maridt Participações, empresa ligada a irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, tem como endereço registrado uma casa de 130 metros quadrados no bairro Jardim Universitário, em Marília, no interior de São Paulo. O imóvel é a residência de José Eugênio Dias Toffoli, que aparece como diretor-presidente da empresa nos registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

A reportagem do Estadão esteve no local e encontrou Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio. Segundo ela, nunca teve conhecimento de que o imóvel funcionaria como sede da Maridt Participações nem de eventual ligação do marido com o resort de luxo Tayayá, localizado no interior do Paraná.

José Eugênio, engenheiro eletricista, estaria em viagem de trabalho no momento da visita. “Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro, por 25 anos. Eu falei para as minhas irmãs que eu tenho vontade de sumir daqui. As pessoas ficam inventando coisas, que (José Eugênio) é dono do Tayayá”, lamentou Cássia.

De acordo com informações já divulgadas pelo jornal, a Maridt chegou a deter cerca de um terço de participação no Tayayá Resort. Em 2021, os irmãos Toffoli venderam metade dessa participação, avaliada em R$ 6,6 milhões, para um fundo ligado ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Dias Toffoli é relator, no Supremo Tribunal Federal, do inquérito que envolve o Banco Master e a Reag Investimentos. O caso chegou à Corte após pedido da defesa de Daniel Vorcaro. O ministro não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Cássia afirmou que a casa onde mora foi adquirida em 1998 por R$ 27 mil, com financiamento da Caixa Econômica Federal, e que reside no local há mais de duas décadas. Corrigido pelo IGP-M, o valor estimado do imóvel chega atualmente a cerca de R$ 276 mil. Ela reiterou que desconhece qualquer uso do endereço como sede empresarial e disse não ter informações sobre o Tayayá Resort ou sobre a atuação da Maridt Participações.

“Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro”, reforçou.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Royalties do petróleo garantiram R$ 81 bilhões ao Brasil em 2025

Estados e municípios concentram maior fatia dos recursos gerados pela exploração petrolífera, com destaque absoluto para o Rio de Janeiro

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, a P-52 (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

A exploração de petróleo e gás natural voltou a exercer papel central no financiamento do setor público brasileiro em 2025. Ao longo do ano, a atividade garantiu um volume expressivo de recursos por meio do pagamento de royalties e participações especiais, beneficiando principalmente estados, municípios e a União, em um cenário de forte dependência fiscal das receitas do setor energético.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o total arrecadado com royalties e participações especiais chegou a R$ 81 bilhões em 2025. Do montante, R$ 26,2 bilhões correspondem aos royalties pagos pelas empresas exploradoras, enquanto R$ 41,8 bilhões vieram das participações especiais, cobradas em campos de alta produtividade e rentabilidade.

A maior parte desses recursos ficou com estados e municípios, que juntos receberam R$ 48 bilhões, o equivalente a 57,7% de todo o valor distribuído no período. A concentração regional é marcante: o Rio de Janeiro foi, de longe, o maior beneficiário, ficando com 85,52% de todo o montante pago em royalties e com 88,35% das participações especiais repassadas aos estados.

Os números refletem o peso da produção do pré-sal, especialmente na Bacia de Santos, onde estão alguns dos campos mais produtivos do país. Um exemplo simbólico dessa atividade é o navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, a cerca de 200 quilômetros da costa fluminense, que integra o conjunto de operações responsáveis pela geração dessa expressiva arrecadação.

Fonte: Brasil 247

Caminhada em rodovia não foi avisada por Nikolas e é um risco à segurança, diz PRF


    Nikolas Ferreira e outros parlamentares bolsonaristas em marcha na BR-040. Foto: reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alertou para riscos operacionais e de segurança viária relacionados à “Caminhada pela Liberdade”, mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao longo da BR-040, no trajeto entre Minas Gerais e Brasília.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (21), a corporação informou que o parlamentar não comunicou previamente às autoridades de trânsito a realização do ato, o que inviabilizou o planejamento antecipado de medidas para reduzir riscos tanto aos participantes quanto aos motoristas que utilizam a rodovia.

Segundo a PRF, a ausência de aviso formal dificulta ações como escolta, controle de fluxo e avaliação de pontos críticos ao longo do percurso.

Mesmo sem a comunicação inicial, a PRF afirmou que acompanha o deslocamento de parlamentares e apoiadores desde o início da marcha, que começou na última segunda-feira (18), em Paracatu (MG), e tem previsão de chegada à capital federal no próximo domingo (25). O trajeto soma cerca de 240 quilômetros e, de acordo com organizadores, já reúne mais de cem pessoas.

A mobilização foi anunciada por Nikolas Ferreira por meio de uma carta aberta publicada nas redes sociais, na qual o deputado afirma protestar contra as prisões de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos últimos dias, a caminhada passou a contar com a presença de outros nomes da direita bolsonarista. Registros divulgados nas redes sociais mostram a participação dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A assessoria de Nikolas afirmou que, após o início da mobilização, foram encaminhados ofícios à PRF e à ANTT comunicando oficialmente o percurso, e que a documentação foi recebida e registrada no Sistema Eletrônico de Informações.

Bolsonaristas pegaram chuva durante caminhada. Foto: reprodução
A marcha, porém, tem chamado atenção não apenas pelo caráter político, mas também pelo histórico judicial de parte de seus participantes. Segundo levantamento de Vinicius Segalla, no DCM, parlamentares que aderiram ao ato acumulam investigações, denúncias, processos ou condenações por ao menos dez crimes distintos.

Entre eles está Gustavo Gayer, que responde por ter causado a morte de um cidadão ao dirigir embriagado e teria sido preso ao tentar fugir da polícia. Carlos Bolsonaro é indiciado por organização criminosa, espionagem e rachadinha. Já o deputado Luciano Zucco (PL-RS) é réu por ataques a indígenas no sul da Bahia, enquanto André Fernandes foi condenado por crime eleitoral e por ataques à imprensa.

O senador Marcos do Val, que também apareceu em registros da caminhada, está com o passaporte retido e licenciado do Senado por supostos motivos de saúde, além de ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Caso sejam condenados nos processos em curso, os parlamentares que acompanham Nikolas Ferreira podem, somadas as penas, enfrentar mais de 40 anos de prisão em regime fechado.

Fonte: DCM

Ciro Gomes aparece na liderança da corrida ao governo do Ceará, aponta pesquisa

Levantamento da Paraná Pesquisas indica vantagem do ex-governador sobre Elmano de Freitas e mostra cenário favorável também em eventual segundo turno

       Ciro Gomes (Foto: Reuters)

 O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo comando do Palácio da Abolição nas eleições estaduais de 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (22). De acordo com a pesquisa, ele aparece à frente do atual governador, Elmano de Freitas (PT), em um cenário estimulado de primeiro turno, consolidando uma vantagem significativa na preferência do eleitorado cearense.

O estudo, realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 17 e 21 de janeiro, aponta Ciro Gomes com 44,8% das intenções de voto. Em segundo lugar está Elmano de Freitas, com 34,2%. O senador Eduardo Girão (Novo) surge na sequência, com 7,9%, enquanto o candidato Professor Jarir Pereira (Psol) registra 1,6%. Entre os entrevistados, 6,3% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 5,3% disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa ouviu 1.502 eleitores em 68 municípios do Ceará. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número CE-05139/2026. O levantamento teve custo de R$ 125 mil e foi financiado pela empresa Don7 Media.

Além do cenário de primeiro turno, o instituto também simulou um eventual segundo turno entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas. Nesse recorte, o ex-governador amplia a vantagem e alcança 51,9% das intenções de voto, contra 37,2% do atual chefe do Executivo estadual. Nesse cenário, 6,4% dos eleitores afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,5% não souberam responder.

Fonte: Brasil 247

Mulher que atacou casal com homofobia em padaria, atropelou pedestre e deu golpes em SC fugiu do país

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico

      Jaqueline Santos Ludovico (Foto: Reprodução)

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico, condenada por homofobia em um episódio ocorrido em uma padaria no Centro da capital, ao concluir que ela deixou o Brasil para viver na Espanha, em uma suposta fuga “em definitivo do país”. Apesar da repercussão do caso de injúria por orientação sexual, o mandado de prisão expedido tem como base outro processo criminal: um atropelamento ocorrido em 2024, na Zona Oeste da capital paulista.

A informação foi divulgada pelo jornalista Ulisses Campbell, no O Globo.

A decisão é assinada pela juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias da 1ª Região Administrativa Judiciária (RAJ – Capital). No despacho, a magistrada acolheu pedido da vítima do atropelamento e parecer favorável do Ministério Público, afirmando haver “fundados indícios” de que Jaqueline deixou o país com o objetivo de residir na Espanha, o que comprometeria a aplicação da lei penal e a instrução do processo.

Segundo a juíza, a investigada descumpriu medidas cautelares impostas após a revogação de sua prisão domiciliar, entre elas a obrigação de comparecer mensalmente em juízo e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial. Uma certidão da Polícia Federal aponta que Jaqueline saiu do Brasil em 9 de outubro de 2025 e não havia registro de retorno até 5 de janeiro de 2026.

Para a magistrada, o conjunto de elementos demonstra não apenas desrespeito às determinações judiciais, mas também a necessidade da prisão preventiva para “assegurar a conveniência da instrução criminal” e garantir eventual aplicação da pena. Com isso, o mandado de prisão foi expedido com urgência, e Jaqueline passou a ser considerada foragida.

O caso que motivou a ordem de prisão ocorreu em junho de 2024, no bairro da Barra Funda. Câmeras de segurança registraram o momento em que um veículo em alta velocidade atinge um pedestre que sinalizava a travessia na faixa. A motorista fugiu do local sem prestar socorro e, conforme a polícia, apresentava sinais de embriaguez. Horas depois, ela retornou acompanhada da irmã e foi presa em flagrante. Posteriormente, a prisão foi convertida em domiciliar e, mais tarde, revogada, com imposição de medidas cautelares.

Embora o mandado atual esteja relacionado ao atropelamento, Jaqueline já foi condenada em primeira e segunda instâncias por injúria em razão da sexualidade, além de ameaça e lesões corporais, em um episódio ocorrido em fevereiro de 2024, em uma padaria no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo. A discussão teria começado por causa de uma vaga de estacionamento e terminou em agressões dentro do estabelecimento.

O caso foi gravado pelas vítimas, Rafael Gonzaga e Adrian Grasson Filho. No vídeo, uma das agressoras afirma que “os valores estão sendo invertidos” e diz: “Eu sou de família tradicional e tenho educação, diferente dessa p****”. Em outro momento, Jaqueline aparece partindo para cima do casal, que sofreu agressões físicas e verbais.

Ainda segundo as imagens, a mulher utilizou termos homofóbicos, como “veados”, e arremessou um cone contra as vítimas. Em meio às agressões, ela diz: “Sou mais mulher do que você. Eu sou mais macho que você” e, na sequência, “Tirei sangue seu, foi pouco”.

Em nota, a defesa das vítimas classificou o episódio como um “odioso episódio de homofobia”. À época, o advogado do casal afirmou: “Espera-se que o presente caso, que ganhou atenção midiática, sirva de lição pedagógica a todos os homotransfóbicos ainda existentes: LTGBTfobia é crime e não tem qualquer lugar na sociedade democrática brasileira”.

Além dos processos em São Paulo, Jaqueline também responde à Justiça de Santa Catarina, onde se tornou ré por fraude eletrônica. A investigação apura um prejuízo estimado em cerca de R$ 200 mil a uma empresa do setor automotivo, supostamente causado por transferências via PIX após contatos fraudulentos envolvendo falsa cobrança cartorial.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Argentina que imitou macaco no RJ passa a usar tornozeleira e reclama de abandono por parte do governo argentino

O advogado Sebastián Robles afirmou que irá ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar reverter as medidas cautelares

Agostina Páez acumula 80 mil seguidores nas redes sociais. Ela é acusada de injúria racial contra gerente de bar no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

 O caso envolvendo a argentina Agostina Páez ganhou novos desdobramentos nesta semana no Brasil. Detida após a divulgação de imagens em que aparece fazendo gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ela passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça brasileira, além de ficar proibida de deixar o país enquanto a investigação segue em andamento.

As informações foram divulgadas pelo site argentino Info del Estero, que acompanha o caso desde que os vídeos ganharam repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional.Segundo a publicação, a equipe de defesa de Páez considerou a decisão judicial “muito severa e excessiva”.

O advogado Sebastián Robles afirmou que irá ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar reverter as medidas cautelares impostas à influenciadora, que incluem monitoramento judicial permanente. A jovem, de 29 anos, é natural de Santiago del Estero e se tornou alvo de investigação após a circulação de um vídeo, divulgado no dia 14, em que aparece fazendo gestos racistas, imitando um macaco, direcionados a funcionários de um bar em Ipanema. As imagens provocaram forte reação pública e levaram à abertura de procedimento criminal no Brasil.

De acordo com a defesa, Agostina Páez sustenta que a discussão começou após funcionários do estabelecimento tentarem cobrar por bebidas que ela e um grupo de amigos afirmam não ter consumido. Ainda segundo sua versão, durante o desentendimento, ela teria sido ameaçada e apalpada nas partes íntimas, o que teria motivado sua reação.

Outro episódio relatado pela imprensa argentina aumentou a tensão em torno do caso. Conforme o Info del Estero, na última segunda-feira, três pessoas teriam invadido o apartamento onde Páez estava hospedada no Rio de Janeiro, fingindo ser policiais brasileiros.

No momento da invasão, a influenciadora não estava no local.Ao retornar ao apartamento e perceber sinais da invasão, Agostina teria sofrido um colapso nervoso. Em ligação telefônica ao pai, o empresário Mariano Páez, ela relatou em tom de desespero: “Pai, estou apavorada, eles querem me matar”.

O caso foi comunicado às autoridades e passou a ser citado pela defesa como um fator de risco à integridade física da investigada.Em declaração ao Info del Estero, Agostina Páez afirmou estar emocionalmente abalada com a repercussão do episódio e com a situação judicial que enfrenta no Brasil.

“Por causa da minha reação terrível, da qual me arrependo, há pessoas me procurando, desejando-me coisas muito piores do que aquilo que fiz”, disse. Em outro momento, completou: “Dói-me ver este abandono do meu país”.

Segundo a influenciadora, os contatos com o consulado argentino no Brasil estão em andamento, mas ainda não resultaram em avanços concretos. Ela afirma se sentir desamparada pelas autoridades de seu país de origem diante da gravidade do caso.

A repercussão também atingiu familiares. Nesta terça-feira, uma tia de Agostina, irmã de sua mãe, publicou um longo vídeo em sua conta no Facebook criticando a atuação de jornalistas e veículos de comunicação, acusando parte da imprensa de tratar o caso de forma sensacionalista.

Enquanto isso, a Justiça brasileira mantém as medidas cautelares e segue apurando os fatos relacionados às denúncias de racismo. O caso continua sob investigação, e novos desdobramentos judiciais são aguardados nos próximos dias.

Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pelo site argentino Info del Estero

Lula mantém Sidônio no governo e articula novo marqueteiro para as eleições

Presidente decide segurar ministro da Secom até o fim do mandato e avalia nome ligado ao núcleo baiano para comandar a estratégia eleitoral

       Sidônio Palmeira e Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu pedir ao ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, que permaneça no governo até o encerramento do mandato, descartando a possibilidade de seu afastamento para atuar diretamente na campanha de reeleição em 2026. A decisão altera os planos internos do PT, já que aliados do ministro consideravam praticamente certa sua volta ao comando do marketing eleitoral do presidente, função que exerceu em 2022, relata a Folha de São Paulo.

Com Sidônio mantido no Palácio do Planalto, Lula deve buscar outro nome para liderar a estratégia de comunicação da campanha. Nesse contexto, ganha força a possibilidade de o publicitário Raul Rabelo, ex-sócio e aliado histórico do ministro, assumir a função. A avaliação no entorno presidencial é que, longe de reduzir o espaço político de Sidônio, a permanência no cargo tende a ampliar sua influência sobre a campanha, ainda que de forma indireta.

Raul Rabelo trabalhou em diferentes campanhas petistas na Bahia no período em que Sidônio atuava mais diretamente no marketing eleitoral. A relação de proximidade entre os dois é vista como um fator que garantiria ao ministro ascendência sobre as decisões estratégicas da campanha presidencial, mesmo sem integrar formalmente a equipe eleitoral. Sidônio, inclusive, já vem sendo consultado sobre temas ligados à comunicação partidária, hoje sob responsabilidade de Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT.

A conversa entre Lula e Sidônio ocorreu na semana passada. Segundo aliados, o presidente avalia que o governo não pode interromper ou enfraquecer a execução de suas políticas durante o período eleitoral, especialmente na área de comunicação institucional. Sidônio ganhou projeção ao longo de 2025, ano em que assumiu a Secom, e passou a figurar entre os conselheiros mais influentes do presidente, sendo ouvido não apenas sobre comunicação, mas também sobre estratégias em outras áreas do governo.

A decisão de mantê-lo no Planalto também busca evitar um distanciamento físico que poderia dificultar o diálogo em momentos considerados decisivos. Além da Secom, Sidônio tem participação na construção do discurso partidário, em razão de sua proximidade com Éden Valadares. De acordo com integrantes do PT, esse alinhamento foi determinante para a escolha do dirigente baiano para a comunicação do partido, permitindo maior convergência entre a narrativa do governo e a da legenda.

Sidônio, Raul Rabelo e Éden Valadares compartilham trajetórias profissionais na Bahia e mantêm relação próxima, o que, na avaliação de petistas, facilita o esforço de padronização da linguagem política com foco na disputa de 2026. O entrosamento entre governo e partido é visto como estratégico para sustentar a campanha de reeleição de Lula.

A aproximação de Sidônio com o presidente teve início ainda em 2022, por intermédio de lideranças baianas do PT, como o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. À época, divergências internas sobre a comunicação da campanha geraram tensões no grupo político de Lula. Após a vitória eleitoral, o nome de Sidônio chegou a ser cogitado para assumir a Secom no início do governo, mas as tratativas não avançaram, e o cargo ficou com Paulo Pimenta (PT-RS), hoje deputado federal.

No núcleo político do Planalto, a estratégia desenhada para 2026 é transformar a eleição em uma espécie de plebiscito, contrapondo a gestão petista ao governo de Jair Bolsonaro (PL). Entre as apostas estão a valorização de programas sociais retomados ou reformulados e novas iniciativas, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Outro eixo da comunicação deve explorar a relação do bolsonarismo com decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente norte-americano elevou tarifas de importação e, no caso brasileiro, associou a medida aos processos judiciais envolvendo Bolsonaro, que está preso após condenação por tentativa de golpe de Estado.

O cenário eleitoral também prevê mudanças na composição do governo. Diversos ministros devem deixar o primeiro escalão até abril para disputar cargos nas eleições de outubro. É o caso de Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, e de Rui Costa, da Casa Civil, que devem se desincompatibilizar para concorrer ao Senado pelo Paraná e pela Bahia, respectivamente. A permanência de Sidônio Palmeira, nesse contexto, também evita que Lula tenha de abrir uma nova frente de articulações para substituir o comando da comunicação no Planalto.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

MP acusa Crivella no caso do QG da Propina e pede devolução de R$ 32 milhões

Denúncia do MP-RJ aponta fraudes em licitação do Previ-Rio e desvio de recursos públicos durante a gestão do ex-prefeito

MP acusa Crivella no caso do QG da Propina e pede devolução de R$ 32 milhões (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e outras dez pessoas por improbidade administrativa no caso conhecido como “QG da Propina”. A ação pede a condenação dos acusados e a devolução de R$ 32 milhões aos cofres da Prefeitura do Rio, valor que, segundo os promotores, teria sido desviado por meio de um esquema estruturado de corrupção. Crivella nega as acusações.

A denúncia foi apresentada em dezembro e ainda aguarda análise da Justiça fluminense. De acordo com o Ministério Público, as investigações identificaram um esquema que envolvia fraudes em licitações da prefeitura, uso de empresas de fachada, contratos simulados e emissão de notas fiscais frias para viabilizar o desvio de recursos públicos. Para os promotores, “tal esquema de corrupção foi executado de forma planejada, consciente e coordenada”.

O foco central da apuração é um contrato de R$ 789 milhões firmado entre o Previ-Rio, instituto de previdência dos servidores municipais, e o grupo Assim Saúde. No inquérito, o MP-RJ concluiu que a licitação foi direcionada de maneira ilegal, com o edital elaborado para beneficiar a empresa vencedora. A acusação sustenta que houve combinação prévia para o pagamento de propina correspondente a 3% do valor global que viesse a ser recebido pela empresa em contratos com o município do Rio.

Segundo a denúncia, Marcelo Crivella tinha pleno conhecimento das irregularidades praticadas por seus subordinados e exercia o controle final sobre os atos investigados. O esquema teria sido coordenado em conjunto com o empresário Rafael Alves, apontado como alguém de grande influência na gestão do então prefeito.

Após vencer a licitação, o grupo Assim Saúde teria firmado contratos com empresas de fachada indicadas pelos integrantes da organização, com o objetivo de justificar pagamentos por serviços que, segundo o Ministério Público, jamais foram prestados. As notas fiscais frias eram utilizadas para mascarar o repasse da propina. Os investigadores estimam que o grupo recebeu R$ 32 milhões em vantagens indevidas, valor cuja devolução aos cofres públicos é solicitada na ação.

Marcelo Crivella, atualmente deputado federal, e Rafael Alves chegaram a ser presos no fim de 2020, acusados de instalar o chamado “QG da Propina” no gabinete do então prefeito do Rio. Além da ação por improbidade administrativa, há outro processo em andamento na Justiça Eleitoral relacionado ao mesmo caso. Rafael Alves não foi localizado para se manifestar, e o grupo Assim Saúde informou que não comentará as acusações.

Em nota, Crivella negou irregularidades e afirmou que ainda não foi ouvido na investigação. Segundo ele, a contratação do plano de saúde “foi conduzida pelo Previ-Rio, com aval da Controladoria-Geral, da Procuradoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas”.

Fonte: Brasil 247

Ministro da Justiça avalia indicar secretário do Piauí para comando da Segurança Pública no governo Lula

Atual secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso, é apontado como peça central na reorganização da pasta

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, deve anunciar nos próximos dias o nome que comandará a Secretaria Nacional de Segurança Pública. A indicação mais provável é a de Francisco Lucas Costa Veloso, atual secretário de Segurança Pública do Piauí, conhecido como Chico Lucas, apontado como peça central na reorganização da pasta. Segundo pessoas próximas ao ministro, a definição dos principais cargos deve ser concluída até o final de semana. As informações são da Folha de São Paulo.

⊛ Indicação integra reestruturação do Ministério da Justiça

Chico Lucas é formado em direito pela Universidade Federal do Piauí e atua como procurador do estado desde 2009. Ele é considerado um nome de confiança do governador Rafael Fonteles (PT) e possui ampla experiência tanto na advocacia quanto na administração pública.

⊛ Trajetória jurídica e atuação no Piauí

Entre 2016 e 2018, Lucas presidiu a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí e também esteve à frente da Associação Piauiense dos Procuradores do Estado. No governo estadual, ocupou o cargo de diretor-geral do Instituto de Terras do Piauí entre 2019 e 2022, durante a gestão de Wellington Dias (PT). Além disso, seu nome vinha sendo defendido pelo Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que reúne os responsáveis pela área em todas as unidades da Federação.

⊛ Outros nomes cotados para a equipe

O ministro também convidou o promotor Paulo Modesto para integrar sua equipe. Professor de Direito Administrativo da Universidade Federal da Bahia, Modesto é presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público e membro do Ministério Público da Bahia. Ainda não está definido qual secretaria ele ocupará.

Paulo Modesto já exerceu o cargo de secretário nacional de Justiça por 14 dias, quando Wellington Silva comandou interinamente o Ministério da Justiça durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Outro nome que circula nos bastidores é o do advogado Ademar Borges, que tem participado de reuniões no ministério e é próximo ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso.

⊛ Mudanças previstas na estrutura da pasta

Wellington Silva sinalizou a interlocutores que pretende alterar o comando de ao menos quatro das oito secretarias do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as áreas que devem passar por mudanças estão a Secretaria-Executiva, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais.

Até que os novos nomes sejam oficialmente anunciados, o atual secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, acumula funções e responde também pela Secretaria-Executiva. Já Jean Uema, atual secretário nacional de Justiça, é apontado como um dos nomes que devem permanecer no ministério, com possibilidade de assumir a Secretaria-Executiva.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Lula prepara anúncios sobre reforma agrária em encontro nacional do MST

Presidente deve divulgar novas terras, assentamentos e avanços do Incra durante evento do Movimento Sem Terra em Salvador

Campo do Meio (MG), 07/03/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às áreas de produção de goiaba, café e milho. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na sexta-feira (23), em Salvador, do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocasião em que pretende anunciar um conjunto de medidas voltadas à reforma agrária e ao fortalecimento da agricultura familiar. Auxiliares do governo classificam as iniciativas como “boas notícias” para o movimento, que reúne trabalhadores rurais de todo o país na capital baiana, relata Igor Gadelha, do Metrópoles.

A agenda do presidente está prevista para o período da tarde e contará também com a presença da primeira-dama, Janja Lula da Silva. Durante o discurso aos participantes do encontro, Lula deve apresentar ações relacionadas à obtenção de novas áreas para a reforma agrária, à criação de assentamentos e à ampliação do crédito destinado aos trabalhadores do campo, além de divulgar dados atualizados sobre a atuação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O presidente pretende destacar que o Incra já alcançou 78% da meta estabelecida pelo programa Terra da Gente. A iniciativa prevê o assentamento de 295 mil famílias até 2026, sendo considerada uma das principais políticas do atual governo para a reestruturação da reforma agrária no país.

O encontro nacional do MST ocorre em um momento de retomada do diálogo entre o governo federal e os movimentos sociais do campo. A expectativa é que os anúncios reforcem o compromisso do Palácio do Planalto com a pauta agrária e com políticas públicas voltadas à redução das desigualdades no meio rural, tema historicamente central na trajetória política de Lula.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Gleisi Hoffmann confirma pré-candidatura ao Senado pelo Paraná

Anúncio foi feito após conversas com Lula e direção do PT, e ministra deverá deixar a SRI até abril para cumprir exigências legais

Edinho Silva, Gleisi Hoffmann, Lula e Enio Verri (Foto: Divulgação (Redes Sociais/Gleisi))

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou, nesta quarta-feira (21), que deixará o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado estado do Paraná. A confirmação foi feita em suas redes sociais:



Gleisi Hoffmann está à frente da Secretaria de Relações Institucionais desde março de 2025, pasta responsável pela articulação política do governo federal junto ao Congresso Nacional. Antes de assumir o ministério, ela exercia mandato como deputada federal pelo Paraná, cargo para o qual foi eleita nas eleições de 2018 e reeleita em 2022.

Para disputar o Senado, a ministra deverá deixar o comando da SRI até abril. A legislação eleitoral estabelece um prazo de seis meses de desincompatibilização para autoridades que ocupam determinados cargos públicos e desejam concorrer a eleições.

Em 2026, duas vagas estarão em disputa no Senado pelo Paraná, o que amplia o peso político da definição das candidaturas. A entrada de Gleisi na corrida é vista como um movimento estratégico para estruturar um palanque robusto em apoio ao governo federal no estado, considerado decisivo para a composição de forças no cenário nacional.

No núcleo do governo, a avaliação é de que o Paraná exige uma candidatura ao Senado com identidade partidária clara e capacidade de mobilização eleitoral. A pré-candidatura da ministra atende a esse perfil, reunindo trajetória política, visibilidade nacional e posição central na articulação institucional do governo Lula.

Nos bastidores do PT, segundo o blog do jornalista Esmael Morais, a leitura é pragmática. A legenda busca apostar em nomes com densidade política e reconhecimento junto ao eleitorado. Gleisi é apontada como um desses quadros, tanto pela experiência acumulada quanto pelo papel que desempenha na coordenação política do Executivo federal.

A presença de Enio Verri na reunião é interpretada como um indicativo de sintonia com a agenda energética e de desenvolvimento regional, especialmente em torno da Itaipu Binacional, enquanto Edinho Silva atua como garantidor da estratégia partidária, trabalhando para assegurar unidade interna e disciplina no processo eleitoral.

Fonte: Brasil 247