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Ministro afirma que gravação na praia é de maio de 2023, mostra carro particular e critica manipulações que, segundo ele, alimentam ódio e ameaças graves.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino voltou a desmentir neste domingo a circulação de um vídeo em que aparece em uma praia, próximo a um veículo. Segundo ele, as imagens são antigas, foram registradas em maio de 2023 e mostram um carro particular, período em que ainda não integrava a Corte.
Em publicação feita em seu perfil no Instagram, fonte original da informação, Dino afirmou que a gravação tem sido usada fora de contexto e ressaltou que tomou posse no STF apenas em 2024. “Informo, mais uma vez, que esse VÍDEO em que apareço na praia – abrindo a porta de um carro – é BEM ANTIGO, quando NÃO ERA ministro do STF. E aquele carro mostrado é PARTICULAR. Basta ver a data no print: maio de 2023. Minha posse no STF foi em 2024.”
A manifestação ocorre após a repercussão das imagens nas redes sociais. No registro divulgado, é possível visualizar a indicação de maio de 2023, elemento destacado pelo próprio ministro para contestar versões que associam o episódio ao período em que passou a exercer o cargo de ministro do Supremo.
Ao comentar críticas relacionadas à segurança de autoridades, Dino argumentou que ameaças e ações criminosas não se restringem ao horário de trabalho nem aos ambientes institucionais. “De todo modo, ASSASSINOS e criminosos em geral não respeitam locais de lazer e o horário de expediente normal dos servidores públicos.”
O ministro acrescentou que pessoas dispostas a cometer crimes também não observam regras administrativas ou trabalhistas que delimitem jornadas e espaços de atuação. “Pessoas que não cumprem as leis penais não obedecem leis trabalhistas e administrativas sobre jornadas laborais, nem leis de proteção a crianças e adolescentes.”
Na mesma publicação, Dino rejeitou a ideia de que uma autoridade pública tenha de se expor a riscos como consequência de suas atribuições. “Destaco que “aceitar” ser alvo de crimes não se insere no rol de minhas obrigações funcionais.”
Dino também associou a divulgação de informações falsas ou manipuladas ao aumento da hostilidade contra autoridades. Para ele, esse processo pode alimentar novos ataques e, consequentemente, elevar a necessidade de medidas de proteção.
“Lamento que a indústria criminosa de fake news e manipulações gere ainda mais ÓDIOS, com isso mais ataques e, portanto, mais necessidade de segurança, em um ciclo sem fim”, declarou o ministro.
A crítica foi acompanhada de uma defesa da apuração jornalística e do cumprimento das leis como instrumentos para preservar a liberdade. Dino sustentou que o debate público deve se basear em informações verificadas e em uma análise responsável dos fatos.
“O cumprimento das leis, a boa apuração jornalística e a reflexão serena são FONTES essenciais para realmente defender a liberdade”, afirmou. Na sequência, o ministro delimitou o que, em sua avaliação, não pode ser apresentado como exercício legítimo de liberdade.
“Afinal, não existem liberdades para mentir, agredir, perseguir, ameaçar, atacar, matar. Tampouco para tentar intimidar juízes”, escreveu Dino, ao relacionar a disseminação de conteúdos falsos a possíveis consequências concretas para integrantes do Judiciário e outras autoridades.
Ao encerrar a publicação, o ministro reiterou que o vídeo é anterior à sua chegada ao Supremo e pediu a retificação das informações divulgadas de forma equivocada. “Sobre essa mentira do vídeo na praia – que é de 2023 e com carro particular – espero que jornalistas, comentaristas de TV e demais autores de postagens corrijam, em nome da ética (a fonte da verdade).”
Flávio Dino tomou posse como ministro do STF em 2024, enquanto a data indicada no registro compartilhado por ele aponta para maio de 2023. Esse intervalo temporal é o principal argumento apresentado pelo magistrado para desmentir a interpretação de que as imagens mostrariam uma situação ocorrida já durante seu exercício no Supremo.
Além de contestar a cronologia atribuída ao vídeo, Dino enfatizou que o automóvel que aparece na gravação era particular. A explicação busca afastar também interpretações relacionadas ao uso de estrutura pública no episódio retratado pelas imagens.
Com a publicação, o ministro procurou responder tanto ao conteúdo específico que voltou a circular nas redes quanto ao que classificou como um problema mais amplo de desinformação. Em sua manifestação, ele defendeu a correção pública de informações falsas e atribuiu à imprensa, aos comentaristas e aos autores de postagens a responsabilidade de retificar versões incorretas sobre o episódio.
Fonte: Brasil 247
Presidente afirma que retorno ao estádio de São Bernardo do Campo representa uma viagem à história das lutas dos trabalhadores e à mobilização que contribuiu para a reconquista da democracia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou neste domingo (16) o significado de sua volta à Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local que se tornou símbolo das grandes mobilizações do movimento sindical brasileiro no final da década de 1970 e início dos anos 1980.
Em post publicado nas redes sociais, Lula relacionou o retorno ao estádio à memória das lutas dos trabalhadores e ao processo histórico que contribuiu para a redemocratização do Brasil.
“Minha volta à Vila Euclides é uma viagem ao passado e à história de luta dos trabalhadores brasileiros, que tiveram papel fundamental na reconquista da democracia”, afirmou o presidente.
A Vila Euclides ocupa um lugar central na trajetória política e sindical de Lula. Foi na região do ABC paulista que o então dirigente sindical ganhou projeção nacional durante as grandes greves dos metalúrgicos, em meio à ditadura militar.
Ao explicar a decisão de retornar ao estádio, Lula destacou o protagonismo coletivo dos trabalhadores que participaram das mobilizações daquele período.
“Este estádio foi palco de uma história escrita pelas mãos de homens e mulheres que nos permitiram sonhar com um Brasil soberano, democrático e que pode muito mais”, escreveu.
A declaração recupera três elementos recorrentes na trajetória política do presidente: a valorização da organização dos trabalhadores, a defesa da democracia e a ideia de soberania nacional.
As assembleias realizadas na Vila Euclides tornaram-se marcos do chamado novo sindicalismo brasileiro. Em plena ditadura militar, milhares de trabalhadores se reuniam para decidir os rumos das greves e reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
A mobilização operária do ABC ultrapassou as reivindicações trabalhistas e ganhou dimensão política, contribuindo para o fortalecimento da sociedade civil e das forças que pressionavam pela abertura democrática.
O retorno de Lula ao local, portanto, carrega um forte conteúdo histórico. Ao definir a visita como uma “viagem ao passado”, o presidente associa sua própria trajetória à de homens e mulheres que participaram daquele ciclo de mobilizações e ajudaram a transformar a vida política brasileira.
No post, Lula também conecta a memória das lutas da Vila Euclides a um projeto de futuro para o país. Ao mencionar um Brasil “soberano, democrático e que pode muito mais”, o presidente apresenta a preservação da democracia e da soberania como parte do legado das mobilizações dos trabalhadores.
A volta à Vila Euclides ocorre, assim, como uma retomada simbólica de um dos lugares mais importantes da história política de Lula e do movimento sindical brasileiro, décadas depois das assembleias que projetaram nacionalmente o então líder dos metalúrgicos do ABC.
Fonte: Brasil 247
Petista diz que estado perdeu posições na educação e cresceu menos que o Brasil
Fernando Haddad (PT) anunciou neste domingo (16) o início oficial de sua campanha ao governo de São Paulo com uma mensagem nas redes sociais em que apresentou o mote de sua candidatura e afirmou ter um plano para o estado.
Em publicação no X, fonte original da informação, Haddad afirmou que São Paulo “pode e merece muito mais” e citou educação, segurança, serviços públicos e crescimento econômico como áreas que, segundo ele, exigem mudança de rumo. O início das campanhas eleitorais de 2026 foi autorizado pela Justiça Eleitoral a partir deste domingo (16), conforme registrado pela imprensa.
“Bom dia, pessoal! Comecei oficialmente a campanha eleitoral e quero pedir um instante da sua atenção. São Paulo pode e merece muito mais”, escreveu Haddad.
Na mensagem, o candidato petista disse que o estado “perdeu posições na educação, enfrenta problemas na segurança e nos serviços públicos e vem crescendo menos do que o Brasil”. Ele também procurou associar sua candidatura à necessidade de redefinir prioridades na administração estadual.
“Tenho orgulho de ser paulista e acredito na força do nosso povo. Precisamos mudar as prioridades e colocar as pessoas no centro das decisões”, declarou.
Haddad afirmou ainda que coloca seu nome “à disposição” e defendeu que suas propostas são viáveis. “Tenho um plano para São Paulo, com propostas possíveis e concretas. Conheça, compare e tire suas próprias conclusões”, disse.
O petista encerrou a mensagem pedindo apoio eleitoral e mobilização de seus simpatizantes. “Se eu merecer sua confiança, conto com seu voto e com sua ajuda para espalhar essa mensagem. Vamos fazer isso juntos. Vamos construir o Estado que queremos deixar para as futuras gerações. É 13.”
A candidatura de Haddad ao governo paulista foi oficializada pelo PT em convenção estadual realizada em 25 de julho, em Campinas, com Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador na chapa.
A disputa em São Paulo repete o confronto de 2022 entre Haddad e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. Reportagens publicadas neste domingo (16) registram que Tarcísio também iniciou sua campanha oficial, com agenda em Osasco, na região metropolitana.
Fonte: Brasil 247



Ex-ministra detalha compromissos para o mandato legislativo, garante dedicação integral aos 645 municípios paulistas e coloca a defesa da Constituição e a indústria do futuro como prioridades
Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, da TV 247, a candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, traçou um panorama detalhado de como pretende atuar no Congresso Nacional a partir de 2027. Com o respaldo da experiência acumulada em oito anos como senadora, na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no comando das contas públicas federais, Tebet afirmou que sua principal missão será atuar como uma fortaleza institucional em defesa da democracia, dos direitos sociais e do desenvolvimento estratégico do estado de São Paulo.
A ex-ministra foi taxativa ao afastar qualquer hipótese de trocar o Legislativo por novos cargos no Poder Executivo:
“O presidente Lula tem quadros competentes de sobra para assumir ministérios. O que o país e a democracia vão precisar é de uma muralha de contenção no Senado Federal contra retrocessos civilizatórios e contra qualquer tentativa de ferir as cláusulas pétreas da Constituição.”