



Partido transfere à executiva nacional a definição sobre candidatura própria, aliança ou neutralidade na eleição presidencial
A convenção nacional do Podemos terminou sem uma posição final sobre o papel do partido na disputa pela Presidência da República em 2026. A legenda, cortejada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), decidiu deixar a definição sobre alianças nas mãos da executiva nacional, que terá até quarta-feira (5) para deliberar sobre o tema.
A informação foi publicada pelo Metrópoles. A tendência interna, segundo dirigentes citados pela reportagem, é que o Podemos opte pela neutralidade e não declare apoio formal a nenhum presidenciável.
Com a decisão tomada na quinta-feira (30), a direção nacional, presidida por Renata Abreu, recebeu autonomia para definir se a sigla lançará candidatura própria, apoiará outro nome ou ficará fora das coligações presidenciais. O prazo coincide com o último dia permitido para a realização de convenções partidárias.



Cúpula do partido avalia que senadora aceitou conversa sobre vice para responder à pressão do agronegócio; Legenda mantém neutralidade
A cúpula do Progressistas avalia que o convite feito por Flávio Bolsonaro (PL) à senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa presidencial chegou tarde demais e sem condições políticas ou formais de prosperar dentro do partido. Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, dirigentes do PP interpretam que Tereza Cristina aceitou abrir a conversa com Flávio porque já sabia que a legenda barraria a aliança.
Nos bastidores, a leitura é que a senadora fez um gesto ao setor produtivo, especialmente ao agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vinha pressionando por uma aproximação com o candidato do PL.
Um deputado do PP resumiu a avaliação feita internamente sobre o movimento da senadora: “No fundo, se avalia que ela também não queria. Ela voltou atrás (em aceitar a vice) apenas para fazer um gesto ao agro, principalmente de Mato Grosso do Sul, que estava cobrando isso dela”.
O encontro entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina ocorreu na quarta-feira (29). A conversa foi comunicada pela senadora na quinta-feira (30), quando ela divulgou nota afirmando que “falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido”.
Aliados de Tereza Cristina afirmaram que uma segunda reunião só seria realizada caso houvesse aval formal do PP. Esse aval, no entanto, não veio. A direção da legenda já havia se manifestado contra a entrada na coligação e decidiu manter a posição de neutralidade no processo eleitoral.
Além da resistência política, o PP identificou um obstáculo burocrático para viabilizar a aliança. Depois de anunciar sua independência, o partido não convocou convenção nacional, formalidade necessária para lançar candidatos ou integrar coligações.
Vereador mais votado da história do PT mineiro afirma que pretende reforçar a defesa do governo Lula e fazer contraponto ao bolsonarismo
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta sexta-feira (31), a candidatura do vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff à Câmara dos Deputados por Minas Gerais durante a Convenção Estadual da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
Sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, Pedro foi eleito vereador da capital mineira em 2024 com 17.595 votos, tornando-se o candidato mais votado da história do PT em Minas Gerais para o cargo. Em 2025, assumiu a vice-presidência estadual da sigla, consolidando sua posição entre as principais lideranças emergentes do partido no estado.
Segundo dirigentes petistas ouvidos pela reportagem original, a candidatura de Pedro Rousseff integra a estratégia eleitoral da legenda para fortalecer sua bancada na Câmara dos Deputados e ampliar sua presença entre o eleitorado jovem. Internamente, o vereador é apontado como um dos principais representantes da nova geração do PT e sua candidatura foi estruturada para fazer contraponto ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo em Minas Gerais.
Pesquisa mede a percepção sobre as responsabilidades pelo tarifaço e a expectativa para as negociações entre Brasil e Estados Unidos
A maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro a principal responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31). As informações são do Metrópoles.
De acordo com o levantamento, 45,4% dos entrevistados afirmam que o grupo político ligado ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) é o principal responsável pelo impasse comercial. Outros 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pesquisa também mostra que 8,5% consideram que ambos têm igual responsabilidade pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos. Já 2,5% disseram que nenhum dos dois é responsável, enquanto 2,1% não souberam responder.





Avanço nas conversas com a senadora busca convencer PP e União Brasil a abandonar a neutralidade e entrar na chapa até 5 de agosto
Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina - Crédito: Agência Senado
O PL aposta na mudança de posição da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para tentar destravar o apoio da União Progressista — federação partidária formada pelo PP e pelo União Brasil — à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A parlamentar, que antes resistia aos apelos para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente, deu indicações a interlocutores e aliados de que aceita avançar na composição, embora o acerto formal ainda dependa da chancela das duas legendas que integram a federação, informa o Metrópoles.
Investigação aponta contatos frequentes entre o senador e Augusto Lima; André Mendonça retirou sigilo do caso e autorizou monitoramento para aprofundar apurações
André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF
A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, no período entre novembro de 2023 e maio de 2025. As informações constam das investigações cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram divulgadas pelo Valor Econômico.
Segundo a reportagem, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos ao longo de 555 dias, dado que, na avaliação da Polícia Federal, demonstra uma relação frequente entre os dois investigados.
Pesquisa mostra a atual governadora com 44% e o ex-prefeito do Recife com 42% na corrida estadual. Marília Arraes lidera disputa ao Senado e gestão estadual atinge 61% de aprovação
Raquel Lyra e João Campos
A corrida eleitoral pelo governo de Pernambuco apresenta um cenário de afunilamento e empate técnico no primeiro turno entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), informa o levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (31). A pesquisa avaliou as intenções de voto para o comando do Executivo estadual, a aprovação do governo e a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.
Na simulação estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra aparece ligeiramente à frente, com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos contabiliza 42%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais nomes da disputa pernambucana encontram-se em situação de igualdade estatística
Distanciados do bloco principal, os demais concorrentes figuram na margem das intenções de voto. Ivan Moraes (PSOL) registra 3%, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1%. O candidato Guilherme Fonseca (PSTU) não obteve pontuação na amostragem. O eleitorado que declara voto nulo ou em branco representa 6%, e a parcela dos indecisos ou que preferiram não responder soma 4%.
Levantamento mostra ampla vantagem do ex-prefeito sobre Douglas Ruas e Anthony Garotinho; Paes também venceria com folga em cenários de segundo turno
Eduardo Paes (Crédito: Tomaz Silva / Agência Brasil)
Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança isolada da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, com 48,6% das intenções de voto, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31). Os dados indicam que o ex-prefeito da capital fluminense mantém uma vantagem de 37,5 pontos percentuais sobre os adversários mais próximos.
No cenário estimulado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), registra 11,1% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 11%. O levantamento aponta ainda que 10,4% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Embora permaneça com ampla dianteira, Paes oscilou negativamente em relação ao levantamento realizado no início do mês, quando tinha 50,7% das intenções de voto. A queda foi de 2,1 pontos percentuais. No mesmo período, Douglas Ruas passou de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno e mostra que Eduardo Paes manteria ampla vantagem sobre os principais adversários.
Em um eventual confronto contra Douglas Ruas, o ex-prefeito alcança 60,1% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 24,3%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10,8%, e 4,8% dos entrevistados não souberam responder.
Na comparação com a pesquisa anterior, Paes recuou dois pontos percentuais, enquanto Ruas avançou 0,4 ponto.
Já em uma disputa contra Anthony Garotinho, o candidato do PSD aparece com 61,1% das intenções de voto, diante de 20,5% do ex-governador. Nesse cenário, 14,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4,3% não responderam.
O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos ao governo fluminense. Anthony Garotinho é o nome com maior índice de rejeição entre os entrevistados, com 37,1%.
Na sequência aparecem o ex-governador Wilson Witzel (Democrata), com 24,2%, e Eduardo Paes, que registra 20,6% de rejeição.
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre terça-feira (28) e quinta-feira (30). O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-09303/2026.
Fonte: Brasil 247
Levantamento mostra petista com 29,8% e republicano com 25,4% na disputa senatorial, além de liderança folgada de Eduardo Paes na corrida ao governo estadual
Benedita da Silva (Crédito: Reprodução/PT)
A deputada federal e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT) aparece na liderança da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, registrando 29,8% das intenções de voto no cenário estimulado, informa o levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31).
Logo atrás da parlamentar petista está o deputado federal e ex-prefeito da capital fluminense Marcelo Crivella (Republicanos), que contabiliza 25,4% na preferência do eleitorado fluminense. Os dois políticos abrem margem na liderança do cenário testado pela pesquisa.
Na sequência das intenções de voto para o Senado, o deputado federal Pedro Paulo (PSD) marca 17,2%, seguido pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que soma 14,2%. O senador Carlos Portinho (PL) e o ex-deputado Waguinho (Republicanos) aparecem empatados com 9,2% das menções cada um.
Integrantes da Corte Eleitoral veem falha diplomática em veto a emissários de Trump, enquanto diplomacia agiu para barrar ofensiva contra a democracia brasileira
Samuel Samson e Riley Barnes (Crédito: Divulgação/Departamento de Estado dos Estados Unidos)
Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que o governo do presidente Lula (PT) cometeu um equívoco diplomático ao negar vistos de entrada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, em uma decisão do Itamaraty que visou proteger a integridade do sistema eleitoral brasileiro contra tentativas externas de desestabilização, relata Malu Gaspar no jornal O Globo.
Ministros da Corte Eleitoral passaram a criticar reservadamente a medida da diplomacia brasileira. Três magistrados sustentam que a administração federal adotou uma solução “muito ruim diplomaticamente”, alegando que a decisão teria elevado a tensão nas relações entre Brasília e Washington a menos de três meses das eleições.
No entanto, a ação preventiva do governo federal ocorreu após a revelação feita pelo jornal The Washington Post de que os enviados vetados pelo Itamaraty — Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA — foram destacados pelo governo de Donald Trump com a missão de questionar publicamente a integridade das urnas eletrônicas brasileiras. Oficialmente, a comitiva norte-americana tentava se credenciar sob o pretexto de discutir “liberdade de expressão”.
Em conversa de mais de duas horas com o apresentador Rogério Vilela, Lula criticou a perseguição da Lava Jato, rechaçou o extremismo e antecipou suas diretrizes para o próximo governo
Em uma das entrevistas mais amplas e reveladoras dos últimos tempos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do podcast Inteligência Ltda. (#1894), comandado por Rogério Vilela. Durante mais de duas horas de bate-papo sem vetos ou pautas pré-combinadas, o chefe do Executivo percorreu toda a sua trajetória: da infância miserável no agreste pernambucano à liderança do maior partido de esquerda da América Latina, passando pela prisão em Curitiba, os triunfos econômicos e os desafios do governo.
Sem desviar de temas espinhosos, Lula entregou declarações de forte impacto político e eleitoral, impondo limites sobre sua participação em debates, tratando de investigações sobre familiares e analisando a disputa narrativa contra a extrema-direita e as interferências externas.
Um dos pontos mais expressivos da entrevista ocorreu quando o apresentador questionou a presença de Lula nos debates das próximas campanhas presidenciais. O presidente foi enfático ao declarar que não aceitará se submeter a espetáculos de agressão ou baixaria política destinados apenas a gerar engajamento em redes sociais.
“Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou. Depois que já estiver tudo organizado, eu quero saber qual é o nível do debate. Se for para um debate que não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou? Para responder sacanagem? Fazer debate com cara que não tem compromisso com ninguém?”, declarou Lula.