sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Passarela das Cataratas do Iguaçu resiste a cheias; como é possível?

 A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14)

A vazão no vertedouro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, chegou a quase 9,3 milhões de litros de água por segundo na manhã de domingo; excesso de água escoado pelas três calhas – condição rara, registrada pela última vez no dia 22 de novembro de 2015 – é o equivalente a seis vezes o volume normal das Cataratas do IguaçuCrédito: José Barbacena

A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi projetada para resistir à força de grandes enchentes por meio de fundações fixadas diretamente na rocha do leito do Rio Iguaçu. A técnica permite que a estrutura suporte a pressão de milhões de litros de água por segundo, mesmo quando a correnteza ultrapassa a altura do passeio utilizado pelos turistas. As informações são do g1.

A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14), volume mais de dez vezes superior à média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. Apesar da intensidade da cheia, a passarela foi construída para enfrentar situações ainda mais extremas e já suportou vazões de até 46 milhões de litros por segundo sem que seus pilares e vigas de concreto fossem arrastados.

Fundações ancoradas na rocha garantem resistência

O principal recurso utilizado na construção é um sistema de fundações conhecido como estacas-raiz. Diferentemente das estruturas apoiadas superficialmente no terreno, essas estacas são instaladas em perfurações profundas, que alcançam o interior da rocha.


VÍDEO: Com a presença de Lula, Congresso promulga fim da escala 6×1


Lula ergue um exemplar da Constituição durante cerimônia no Congresso Nacional. Foto: Reprodução

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (16) a emenda constitucional que encerra a escala de trabalho 6×1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da sessão solene realizada no plenário do Senado.

A Emenda Constitucional 141 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana aos trabalhadores formais. A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara e no Senado, com votos de governistas, parlamentares do centrão e integrantes da oposição.

A mudança será aplicada de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação, o trabalhador passará a ter direito ao segundo dia de folga semanal e o limite da jornada cairá das atuais 44 para 42 horas.


Doze meses depois da primeira redução, a jornada máxima será novamente diminuída, desta vez para 40 horas semanais. A mudança não prevê redução salarial. Lula adotou o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso como uma das principais bandeiras de sua campanha pela reeleição.

Durante a cerimônia, Lula foi ovacionado por parte dos presentes no plenário. Parlamentares e convidados entoaram o coro “olê, olê, olá, Lula, Lula” enquanto o presidente acompanhava a promulgação da emenda.

Lavareda: Lula recuperou a competitividade e pode vencer

 Cientista político traça paralelo com a virada histórica de 2014, mas alerta: o combate à abstenção dos mais pobres é a chave para a vitória

Antonio Lavareda - Crédito: Reprodução

 A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno ganhou novos contornos e entrou em uma fase de alta voltagem política. Em entrevista concedida aos jornalistas da TV 247, o cientista político e presidente do conselho do IPESP, Antônio Lavareda, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou a competitividade eleitoral após um início adverso no pós-primeiro turno e abriu uma rota concreta para uma possível virada contra Flávio Bolsonaro.

Segundo o especialista, o cenário que se desenhava na semana anterior — quando as simulações e levantamentos apontavam uma desvantagem de 4 a 6 pontos percentuais, deixando a candidatura governista sob forte pressão — começou a se transformar com a entrada de novos atores na campanha, a mobilização da juventude e a reação do eleitorado nas redes sociais e nas ruas.

⦾ O fôlego da reação e o precedente de 2014

Lavareda explicou que, embora Flávio Bolsonaro ainda mantenha certo favoritismo em razão da vantagem consolidada no primeiro turno, o movimento captado pelas pesquisas mais recentes (como Nexos, PoderData e Quest) sinaliza uma curva de estreitamento consistente.

Para ilustrar o momento, o analista resgatou a trajetória da eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu superar Aécio Neves nos momentos decisivos da reta final:

“Lula recuperou a competitividade e abre a possibilidade de nós repetirmos a linha do tempo do segundo turno de 2014. Naquela eleição, Dilma só conseguiu ultrapassar Aécio Neves por volta de 20 de outubro, virando uma marca de desvantagem que depois se consolidou na reta de chegada. A pesquisa alimenta a expectativa de assistirmos a algo semelhante.”

TSE manda Meta tratar Lula e Flávio Bolsonaro igualmente, sob multa de R$ 500 mil


                Mark Zuckerberg, dono da Meta. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta garanta tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sob multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A decisão, noticiada pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, também exige reposição de publicidade contratada pela campanha petista que não foi entregue.

A ordem responde à representação da campanha de Lula sobre tratamento desigual nas plataformas. Entre os episódios relatados, a Meta AI recusava pedidos de criação de material para o presidente, mas atendia a solicitações semelhantes para Flávio Bolsonaro. A empresa atribuiu o problema a erros técnicos e negou favorecimento deliberado.

Bellizze deu 24 horas para que a inteligência artificial aplique critérios idênticos às candidaturas, atendendo ou recusando os mesmos tipos de solicitação. A companhia também deverá informar os parâmetros usados. O ministro ressaltou que, nessa fase, não há elementos para concluir que houve manipulação intencional, mas considerou necessário prevenir tratamentos desiguais na disputa.

A Meta não poderá restringir de forma desigual buscas, distribuição ou recomendação de conteúdos políticos. Bloqueios de contas de anúncios e restrições à publicidade das campanhas deverão passar por revisão humana. Quando uma limitação for aplicada automaticamente, a empresa terá até duas horas para revisá-la e comunicar à Justiça Eleitoral a medida e sua justificativa.

Ex-ministro de Bolsonaro, Weintraub diz que não votará em Flávio por suspeitas de corrupção

 Ex-titular da Educação afirma que não votará no segundo turno, critica aproximação com o Centrão e questiona o sistema eleitoral brasileiro

Ministro fez vários posts no Twitter para defender Jair Bolsonaro, cada vez mais isolado politicamente - Crédito: Marcos Correa – PR

 O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL), anunciou que não votará no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Apesar de ter mantido proximidade com os filhos do ex-presidente durante sua passagem pelo governo, Weintraub descartou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando suspeitas de corrupção envolvendo o candidato.

Em declarações à coluna Painel, da Folha de São Paulo, o ex-ministro afirmou que pretende repetir a abstenção registrada no primeiro turno. Atualmente residente nos Estados Unidos, ele justificou sua decisão com uma frase atribuída ao teólogo Charles H. Spurgeon: “Entre dois males, não escolha nenhum”.

A recusa em apoiar Flávio Bolsonaro representa mais um episódio do distanciamento político entre Weintraub e a família do ex-presidente. O economista afirmou que sua ruptura com o bolsonarismo ocorreu ainda em 2020, quando o governo passou a ampliar sua articulação com partidos do Centrão.

“Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”, declarou à coluna.

Flávio perde força, Lula cresce e Centrão já admite virada, diz Eliane Cantanhêde


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Foto: Jean Carniel/Adriano Machado/Reuters

A recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais já provoca movimentos nos bastidores do Centrão. Embora seus principais líderes tenham declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o avanço do petista e a possibilidade de uma virada no segundo turno fazem o bloco político reconsiderar suas posições.

Segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no Estadão nesta quinta-feira (15), os dirigentes do Centrão identificam sinais de mudança no cenário eleitoral e temem ficar subordinados ao PL no Congresso Nacional caso Flávio vença a disputa.

O movimento envolve especialmente o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que se reuniu nesta quinta-feira com o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um dos principais articuladores da campanha de Lula. De acordo com Cantanhêde, Kassab já demonstrava maior simpatia pelo presidente e agora avalia que o petista passou a ser favorito.

A mudança de percepção ocorre após a divulgação da nova pesquisa Datafolha, que aponta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. A diferença, que era de quatro pontos percentuais na semana passada, caiu para apenas dois, dentro da margem de erro do levantamento.

Lula participa hoje de promulgação do fim da escala 6×1 no Senado

 Presidente estará na cerimônia nesta sexta-feira e seguirá para atos em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno

          O presidente Lula em campanha pelo fim da escala 6×1. - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, nesta sexta-feira (16), da sessão solene de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. A cerimônia está marcada para as 9h, no plenário do Senado. Depois, o presidente seguirá para compromissos eleitorais em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno.

A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a coluna, Lula decidiu acompanhar presencialmente a promulgação da proposta, aprovada no Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

A presença do presidente foge ao padrão de sua agenda institucional, já que ele não costuma comparecer a cerimônias desse tipo. Uma das exceções recentes ocorreu em dezembro de 2023, quando esteve no plenário da Câmara dos Deputados para a promulgação da reforma tributária.

Lula cresce, tira vantagem de Flávio Bolsonaro e empata em 50% no segundo turno, diz PoderData/Aya

 Pesquisa mostra recuperação do presidente, que eliminou diferença de seis pontos percentuais em duas semanas; disputa está empatada a nove dias da eleição

           Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou terreno na corrida presidencial e alcançou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2026. Os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (16), a nove dias da votação marcada para 25 de outubro.

O resultado representa uma mudança significativa no cenário eleitoral desde o primeiro turno. A vantagem de seis pontos percentuais que Flávio Bolsonaro registrava sobre Lula no levantamento divulgado em 8 de outubro caiu para dois pontos na pesquisa anterior e desapareceu na rodada mais recente. O estudo ouviu 3 mil eleitores entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

A recuperação de Lula ocorre após um período de crescimento de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente do presidente. Na votação inicial, o senador recebeu 47,03% dos votos, enquanto o petista conquistou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Desde então, o desempenho dos candidatos nas pesquisas passou por uma inversão de tendência. Enquanto Lula ampliou suas intenções de voto, Flávio perdeu parte da vantagem conquistada após a primeira votação. O empate registrado agora indica que nenhum dos dois candidatos chega à reta final da disputa com favoritismo consolidado nas intenções de voto.

PF aponta que empresa ligada a investigado no caso INSS pagou voos de Flávio Bolsonaro na Europa


Flávio Bolsonaro durante evento de campanha em Porto Alegre. Foto: Silvio Avila /AFP

Uma investigação da Polícia Federal apontou que a Cathedral Holdings, empresa portuguesa ligada ao advogado Willer Tomaz e proprietária da bet Rede Loto, contratou voos entre Portugal e França para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2025. Willer é investigado sob suspeita de repassar recursos obtidos em fraudes contra a Previdência no caso do INSS. Com informações de Folha de S.Paulo.

Documentos reunidos pela PF incluem canhotos de passagens encontrados no computador de Willer. Um dos trajetos ocorreu em 11 de abril de 2025, de Lisboa a Nice, na França, com contratação da empresa de táxi aéreo NetJets para Willer e Flávio.

Em 23 de maio daquele ano, os dois viajaram de Cascais, cidade próxima a Lisboa, a Nice acompanhados por familiares. O grupo seguiu depois para Paris em outro voo.

Flávio disse que mantém com Willer uma relação “exclusivamente de amizade” e rejeitou qualquer associação entre os deslocamentos e irregularidades. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou.

Defesa diz que viagens foram custeadas pessoalmente por Willer

Relações de Flávio Bolsoanaro com a Cathedral Holdings e Rede Loto. Gráfico: Reprodução/Folha

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Lula vira placar e supera Flávio Bolsonaro entre jovens, diz Datafolha

 Presidente alcança 50% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos, contra 43% do senador; petista também lidera entre mulheres e mais pobres

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal  - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de 16 a 24 anos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento mostra que o petista registra 50% das intenções de voto nesse segmento, enquanto o filho do ex-mandatário Jair Bolsonaro aparece com 43%.

De acordo com O Globo, o resultado representa uma inversão em relação à pesquisa anterior, quando Flávio liderava entre os mais jovens. A margem de erro específica desse grupo é de seis pontos percentuais, o que coloca os dois candidatos em situação de empate técnico. Os eleitores dessa faixa etária correspondem a 12% do eleitorado.

Brasil deve voltar ao posto de 8ª maior economia do mundo em 2027, projeta FMI

A projeção é que o Brasil fechará este ano com PIB de US$ 2,65 trilhões em valor corrente, pouco atrás da Itália e da Rússia; Produto Interno brasileiro deve chegar a US$ 2,88 trilhões no ano que vem

Logotipo do FMI é visto do lado de fora do prédio da sede em Washington — Foto: Yuri Gripas/Reuters

O Brasil deve passar da 10ª posição entre as maiores economias do mundo em 2026 para o 8º posto em 2027, patamar que deve manter pelo menos até 2031. A estimativa está em dados atualizados do Fundo Monetário internacional (FMI), que divulgou nesta semana seu mais recente Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês).

O ranking do Fundo utiliza como parâmetro o valor corrente em dólares do Produto Interno Bruto (PIB) e prevê que Estados Unidos e China continuarão nas duas primeiras posições em todo o período.

A projeção é que o Brasil fechará este ano com PIB de US$ 2,65 trilhões em valor corrente, pouco atrás da Itália (US$ 2,7 trilhões) e da Rússia (US$ 2,83 trilhões). No ano que vem, no entanto, o produto brasileiro deve atingir US$ 2,88 trilhões, passando tanto Itália (US$ 2,77 trilhões) como Rússia (US$ 2,68 trilhões).

TSE manda Meta garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

 Decisão atende a pedido da campanha de Lula e prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta, controladora do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, adote medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Em caso de descumprimento, a empresa estará sujeita a multa diária de R$ 500 mil.

A decisão estabelece que a plataforma não pode reduzir a distribuição de conteúdos políticos, limitar resultados de buscas ou excluir publicações dos sistemas de recomendação de maneira desigual entre as duas candidaturas.

Bellizze também determinou que eventuais restrições às recomendações sejam limitadas aos perfis oficiais dos candidatos. A medida não deve alcançar contas de terceiros que publiquem conteúdo político.

Renan Santos diz que perigo ‘é maior’ com Flávio Bolsonaro, mas descarta apoio a Lula no 2º turno

Derrotado no primeiro turno, Renan recebeu 2,67 milhões de votos e terminou a primeira etapa da eleição na quarta colocação

                        Renan Santos - Crédito: Gilberto Cardoso/ Agência CNM

O candidato à Presidência derrotado no primeiro turno Renan Santos (Missão) avalia que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representa um risco maior de concentração de poder do que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da avaliação, ele descartou apoiar o mandatário petista no segundo turno e afirmou que não pretende votar na disputa.

“Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada”, disse em entrevista ao programa Alt Tebet, do UOL, na quarta-feira (14).

Flávio aparece com 51% contra 49% de Lula, aponta Datafolha


    Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% dos votos válidos contra 49% do presidente Lula (PT) no segundo turno, apontou pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a dez dias da votação marcada para 25 de outubro.

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 47% e Lula, com 45%. No levantamento anterior, o senador tinha 49% e o presidente, 45%; nos votos válidos, a distância entre os dois era de quatro pontos, de 52% a 48%.

O instituto entrevistou 2.520 eleitores em 153 municípios entre terça-feira (13) e quarta-feira (14). A pesquisa, encomendada pela Folha, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00466/2026.

A apuração oficial exclui votos brancos e nulos. Na pesquisa, os indecisos também saem desse cálculo: esse grupo variou de 1% para 2%, enquanto brancos e nulos passaram de 5% para 6%.

Os números mostram uma aceleração do presidente e queda do senador da extrema-direita. Foto: Divulgação

Flávio Bolsonaro mantém vantagem no Sudeste, região que concentra 42% da amostra, por 51% a 41% nos votos totais. Ele também lidera entre eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, por 55% a 40%, e no Sul, por 57% a 35%.

Entre evangélicos, que representam 30% dos entrevistados, o senador marca 62% contra 29% de Lula. O índice de Flávio nesse segmento caiu sete pontos em relação à rodada anterior, oscilação dentro da margem específica de quatro pontos percentuais.

Lula lidera entre os eleitores mais pobres, por 53% a 38%, entre católicos, por 52% a 42%, e entre nordestinos, por 61% a 32%. O presidente também vence entre mulheres, por 49% a 40%, enquanto Flávio abre 52% a 40% entre homens.

Os candidatos se enfrentam pela primeira vez em debate ao vivo no domingo (18), na Band. Lula tenta mobilizar os 33,4 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente por 2,2 milhões de votos.

Fonte: DCM

Juristas pedem suspeição de Kassio no TSE por censurar “Exército do Lula”


        Kassio Nunes Marques usa terno azul e gravata em ambiente interno. Foto: Reprodução

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de suspeição por alegada parcialidade partidária contra o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques. A entidade questiona as decisões que restringiram o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O canal de apoio ao presidente Lula (PT) reúne mais de 4 milhões de membros. Procurado, Kassio Nunes Marques não se manifestou sobre o pedido apresentado pela associação.

Na petição, a ABJD sustenta que o ministro teria ultrapassado atribuições administrativas e se sobreposto à atuação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação que trata do caso. A associação pediu que o plenário do TSE analise o incidente.

O pedido surgiu no processo movido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Janones. Os juristas também querem que a corte reúna documentos sobre as decisões e os registros dos canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”.

125 mensagens revelam detalhes da festa de Vorcaro atribuída a Nunes Marques

 Mordomo relatou quarto supostamente ocupado por ministro e cinco mulheres e enviou fotos de preservativos encontrados no imóvel

      Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

O banqueiro Daniel Vorcaro mobilizou funcionários e prestadores de serviços para organizar uma festa destinada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, em 28 de fevereiro de 2025, em seu tríplex no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. A organização do encontro, que envolveu mulheres contratadas por intermédio de uma agenciadora e despesas de aproximadamente R$ 27 mil, foi detalhada em uma reportagem da revista piauí publicada nesta quinta-feira (15), com base em 125 mensagens extraídas de um celular do então controlador do Banco Master apreendido pela Polícia Federal.

As conversas, às quais a reportagem teve acesso, mostram que Vorcaro coordenou os preparativos do evento por meio de contatos com motoristas, empregados domésticos, um chef de cozinha, uma intermediária responsável pelas mulheres e um arquiteto. Os registros também apresentam relatos sobre a utilização dos quartos e da piscina do apartamento. Ao ser questionado pela revista, Nunes Marques afirmou que nunca solicitou favores ao banqueiro, negou ter trocado mensagens com ele e declarou não poder responder por atos de terceiros.

A documentação amplia as informações divulgadas anteriormente pelo Metrópoles e pelo UOL sobre o encontro. A nova reportagem permite acompanhar os preparativos, a chegada dos participantes e as comunicações feitas ao banqueiro ao longo da noite.

Lula barra redução da maioridade penal e prioriza PEC da Segurança

 Presidente rejeita proposta articulada por Camilo Santana e busca acelerar a aprovação da PEC para criar o Ministério da Segurança Pública



Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia sobre medidas para microempreendedores individuais, no Palácio do Planalto, Brasília – DF (Crédito: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu impedir que o partido apresente uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e determinou que seus aliados priorizem a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Segundo a Folha de S.Paulo, a orientação busca evitar mudanças no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acelerar a criação do Ministério da Segurança Pública, que o governo pretende anunciar antes do segundo turno da eleição presidencial.

A decisão interrompe uma articulação conduzida pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), que defendia a inclusão de regras mais rígidas para adolescentes envolvidos em crimes graves. O petista comunicou sua posição diretamente ao relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), depois que a iniciativa provocou divergências entre parlamentares petistas e representantes de movimentos sociais ligados ao partido.

Pavanato é condenado a pagar R$ 20 mil por expor e ridicularizar mulher


       Lucas Pavanato. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) a pagar R$ 20 mil de indenização a uma mulher que ele abordou e expôs em vídeo nas redes sociais. Em segunda instância, o tribunal manteve o valor definido inicialmente e concluiu que o político usou a gravação para ridicularizá-la e obter engajamento. Com informações do UOL.

O episódio ocorreu em fevereiro do ano passado, na avenida Paulista, na capital paulista. Pavanato fez perguntas políticas à mulher e publicou três postagens a partir da abordagem em suas redes sociais, onde reúne cerca de 6 milhões de seguidores no Instagram.

Em uma das publicações, o deputado eleito escreveu: “Como travar uma feminista”. A mulher acionou a Justiça após a divulgação dos vídeos, e seu advogado, Márcio de Castro, sustentou que Pavanato conduziu a conversa de forma maldosa.

“Ele sequer a deixava responder, cortando suas respostas ou mesmo a ignorando e a enchendo de mais perguntas, constrangendo-a por completo”, afirmou Castro no processo.

Decisão aponta edição para desqualificar mulher

O desembargador Eduardo Marcondes, relator do caso, afirmou que Pavanato editou os vídeos para induzir o público a concluir que a mulher não tinha capacidade intelectual para responder às perguntas feitas na rua.

“A liberdade de crítica não autoriza que a imagem de uma pessoa seja utilizada, fora do contexto original, como instrumento de ridicularização pessoal”, escreveu o magistrado ao manter a indenização de R$ 20 mil.

Pavanato obteve mais de 3 milhões de votos na eleição e se tornou o deputado federal mais votado de São Paulo. Ele ainda pode recorrer da decisão judicial.

TSE retira do ar publicações do PL e de Flávio Bolsonaro que associam Lula a supostas fraudes no INSS

Por maioria, Tribunal determina remoção de publicações em até 24 horas

       TSE - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (15), a remoção de vídeos publicados nas redes sociais pelo Partido Liberal (PL) e pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. As postagens associam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, a supostas irregularidades envolvendo seu filho em investigações de fraudes contra aposentados do INSS.

Por maioria de votos, o Plenário divergiu parcialmente da decisão liminar do relator, ministro André Mendonça, e ordenou a retirada ou indisponibilização dos conteúdos em até 24 horas.

A ação, movida pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais, tem como alvos o PL, Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. O processo questiona dois tipos de conteúdo: vídeos que utilizam trechos de um discurso de Lula sobre trabalhadores da limpeza urbana, sobrepostos a críticas de opositores, e publicações que acusam o filho do presidente de ter recebido R$ 300 mil no âmbito das fraudes apuradas no INSS.

Moraes autoriza consulta médica e internação urgente de Augusto Heleno

 Ex-ministro de Bolsonaro tem retorno com neurocirurgião marcado para 22 de outubro; hospitalização urgente dispensa autorização prévia do STF

Augusto Heleno - Crédito: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Augusto Heleno, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), a se deslocar para uma consulta médica no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília (DF). O retorno com um neurocirurgião está marcado para quinta-feira (22), às 10h. As informações são da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Heleno comandou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2023. Ele foi condenado a 21 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de suas condições de saúde.

TSE determina remoção de vídeos que associavam Lula ao crime organizado

 André Mendonça determinou a exclusão de três publicações no Instagram e proibiu novas divulgações, sob pena de multa diária de R$ 10 mil

       André Mendonça - Crédito: Antonio Augusto/TSE

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) a retirada de três vídeos publicados no Instagram que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado. A decisão também proíbe o compartilhamento ou a republicação dos conteúdos.

A medida atende a um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, que sustenta a candidatura de Lula à reeleição. As publicações foram feitas em 4 de outubro por Frank Willians de Paula e Marques, responsável pelo perfil @frankoficialreserva.

Nos vídeos, ele atribuía ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho supostas ações de compra de votos, intimidação de eleitores e preparação de ataques para favorecer Lula, sem apresentar comprovação das acusações.

Mendonça estabeleceu o prazo de três horas, a partir da intimação, para que o responsável pelo perfil exclua os vídeos. O descumprimento poderá resultar em multa diária de R$ 10 mil.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, também deverá tornar as publicações indisponíveis em até três horas após receber a ordem, caso os conteúdos continuem acessíveis.

Providência e Honpar são habilitados para atendimento de urgência a pacientes de AVC

Hospitais também passam a dispor, via SUS, do medicamento Alteplase, que reverte sequelas pós-AVC 

Foto: Divulgação


      A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, está habilitando o Hospital da Providência e o Honpar, para atendimento de urgência a pacientes de Acidente Vascular Cerebral (isquêmico). O termo de adesão já foi firmado com o Hospital da Providência e, nos próximos dias, o termo também será celebrado com o Honpar.

A partir de agora, os dois hospitais que dispõem de atendimento especializado em neurologia – com centros de trombose – irão ofertar, via SUS, o medicamento Alteplase, que garante significativos benefícios, incluindo a reversão de sequelas do AVC isquêmico. Uma ampola do medicamento tem um custo estimado de R$ 6 mil, que será custeado pelo Estado.  

Com a adesão dos dois hospitais, a 16ª Regional de Saúde de Apucarana, promove nesta sexta-feira (16), das 8h30 às 11h30, no Cine Teatro Fênix, um treinamento  de urgência e emergência, com atualização no AVC (reconhecimento, atendimento e fluxo assistencial). Até ontem (15), já estavam inscritos para o evento 290 profissionais de saúde, incluindo secretários municipais de saúde, médicos, enfermeiros e membros do comitê gestor da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE). 

Quaest: anistia a Bolsonaro é rejeitada, enquanto bets e fim da 6×1 têm apoio


O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro é rejeitada por 47% dos eleitores, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (14). O levantamento também registrou apoio majoritário a propostas defendidas por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre as medidas com maior adesão está a proibição de bets, apostas e cassinos on-line: 72% dos entrevistados apoiam a ideia. O fim da escala 6×1, com limite de 40 horas semanais, reúne 68% de aprovação.

A anistia soma 38% de apoio, dos quais 28% afirmaram que já conheciam a proposta e a aprovam, enquanto 10% disseram não conhecê-la, mas considerá-la uma boa ideia. Outros 15% não souberam responder.

A pesquisa também mediu a proposta de extinguir a reeleição e instituir mandatos de cinco anos. Nesse caso, 47% rejeitam a medida, ante 44% que a apoiam, enquanto 9% não responderam.