domingo, 25 de outubro de 2026

Em virada histórica, Lula é reeleito presidente da República

 Presidente supera Flávio Bolsonaro no segundo turno após terminar atrás do adversário na primeira votação e conquista novo mandato no Palácio do Planalto

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha - Crédito: Ricardo Stuckert

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), em uma virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após terminar o primeiro turno na segunda colocação, Lula reverteu a vantagem do adversário e conquistou mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto. Com a apuração concluída, Lula recebeu 98,27% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta é a primeira vez que um candidato derrotado no primeiro turno vence no segundo.

 vitória representa uma recuperação eleitoral expressiva do presidente, que havia obtido 45,16% dos votos válidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%. De acordo com os resultados divulgados pelo TSE, o candidato do PL abriu uma vantagem superior a 2,2 milhões de votos naquela etapa da disputa, impondo ao petista o desafio de conquistar novos apoios nas três semanas seguintes.

A eleição presidencial de 2026 foi marcada pela forte polarização política e pelo confronto entre dois projetos antagônicos de governo. De um lado, Lula defendeu a continuidade das políticas sociais, a valorização do salário mínimo, os investimentos públicos e a atuação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico. Do outro, Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentou-se como representante da oposição de direita, concentrando sua campanha em críticas à gestão petista, na segurança pública e em propostas econômicas de orientação liberal.

A disputa também foi atravessada por embates sobre a democracia, o funcionamento das instituições e o legado político do bolsonarismo. Durante a campanha, os candidatos trocaram acusações e buscaram mobilizar eleitores indecisos, em uma corrida especialmente intensa após o resultado apertado do primeiro turno. A votação deste domingo ainda foi marcada por dificuldades no transporte de eleitores em diferentes regiões do país, que levaram o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar a prorrogação do horário de votação até as 19h.

Com o resultado, Lula, de 80 anos, conquista seu quarto mandato como presidente da República, um feito inédito na história política brasileira. Eleito pela primeira vez em 2002 e reeleito em 2006, o petista retornou ao poder em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Sua trajetória, iniciada no movimento sindical do ABC paulista, passa a incluir mais uma vitória nacional, desta vez diante do filho do ex-presidente.

O novo mandato, previsto para começar em 5 de janeiro de 2027, terá como desafios a manutenção do crescimento econômico, o controle da inflação, a geração de empregos, a redução das desigualdades e a articulação política com o Congresso Nacional. A reeleição também mantém Geraldo Alckmin (PSB) na Vice-Presidência da República e consolida a permanência do projeto político liderado por Lula no comando do governo federal até 2030.

Fonte: Brasil 247

Eleitores da Bahia e de São Paulo ficam sem votar mesmo após prorrogação até as 19h

Vídeos mostram seções eleitorais fechadas e eleitores impedidos de votar; Zanin esclareceu que ampliação do horário só valia para urnas ainda abertas

Eleitores relatam impedimento para votar em Salvador e São Paulo após fechamento de seções, apesar da prorrogação do horário de votação determinada pelo STF - Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

 Eleitores da Bahia e de São Paulo relataram ter ficado sem votar no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25), mesmo após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação das 17h para as 19h. Registros divulgados nas redes sociais mostram cidadãos do lado de fora de locais de votação e seções eleitorais que já haviam encerrado suas atividades.

Segundo informações publicadas pela jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles, os episódios ocorreram em meio às dificuldades de deslocamento enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país. A situação foi registrada especialmente em Salvador, na Bahia, e na zona leste da capital paulista, onde o fechamento de seções impediu que parte dos cidadãos exercesse o direito ao voto.

Na Escola Estadual Osvaldo Aranha, localizada em Artur Alvim, na zona leste de São Paulo, vídeos publicados nas redes sociais mostram eleitores que permaneceram do lado de fora da unidade após o encerramento das atividades eleitorais.

Em Salvador, imagens registradas no Colégio Luiz Viana também mostram seções fechadas e urnas retiradas. Os registros indicam que o atendimento havia sido encerrado, apesar da divulgação da decisão judicial que ampliava o período de votação.

⦾ Zanin esclarece limites da prorrogação do horário

A ampliação do horário foi determinada por Cristiano Zanin diante das dificuldades de transporte relatadas ao longo deste domingo. A medida previa a extensão da votação até as 19h, duas horas além do encerramento inicialmente programado para as 17h.

Entretanto, uma nova decisão publicada pelo ministro neste domingo esclareceu que a prorrogação se aplicava exclusivamente às urnas que ainda permaneciam abertas. Dessa forma, a determinação não estabeleceu a reabertura das seções que já haviam encerrado suas atividades.

O esclarecimento é central para compreender a situação enfrentada pelos eleitores. Embora a primeira decisão tenha anunciado a ampliação do período de votação em todo o território nacional, a interpretação posteriormente apresentada por Zanin limitou os efeitos da medida às seções que continuavam funcionando.

Com isso, cidadãos que chegaram a locais onde as urnas já haviam sido fechadas não conseguiram registrar seus votos, conforme os episódios relatados na Bahia e em São Paulo.

⦾ Problemas no transporte motivaram decisão judicial

A determinação do ministro ocorreu após denúncias de dificuldades de deslocamento de eleitores em pelo menos dez estados brasileiros. Os relatos envolveram problemas na oferta de transporte público, circunstância que poderia comprometer o comparecimento às urnas.

Na Bahia, a situação foi particularmente grave em Salvador, onde passageiros relataram dificuldades para encontrar ônibus durante parte da manhã. A redução da oferta de veículos prejudicou o deslocamento de cidadãos que dependiam do transporte coletivo para chegar aos locais de votação.

A crise levou a federação formada por PT, PCdoB e PV a acionar o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Os partidos solicitaram a aplicação de multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e os proprietários das empresas responsáveis pela operação dos ônibus na capital baiana.

O pedido ocorreu em meio às denúncias de insuficiência de veículos para atender à população durante o segundo turno presidencial.

⦾ Fechamento das seções expõe dificuldades para garantir o direito ao voto

Os registros divulgados em Salvador e São Paulo evidenciam uma dificuldade na aplicação da prorrogação determinada pelo STF. A medida foi anunciada para permitir que eleitores afetados pelos problemas de transporte tivessem mais tempo para comparecer às urnas, mas seu alcance ficou condicionado à manutenção das seções em funcionamento.

A distinção entre ampliar o horário de votação e determinar a reabertura de urnas já fechadas tornou-se decisiva para os cidadãos que chegaram aos locais de votação após o encerramento do atendimento.

A reportagem do Metrópoles não informa o número total de eleitores impedidos de votar nos episódios registrados nas duas capitais. Também não apresenta um balanço oficial das seções que já estavam fechadas quando a prorrogação foi determinada.

Os acontecimentos colocam em evidência as consequências das dificuldades de mobilidade no dia da eleição e os limites operacionais da decisão judicial destinada a assegurar o comparecimento dos eleitores.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles



Edinho Silva vê gravidade na falta de ônibus em SP e Salvador e pede prorrogação da votação

 Presidente do PT classifica a situação como muito grave e aponta prejuízos à base eleitoral do presidente Lula

     Edinho Silva - Crédito: Divulgação/PT

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, classificou como “muito grave” a redução da oferta de ônibus em São Paulo e Salvador neste domingo (25), data do segundo turno da eleição presidencial. A legenda defende a prorrogação do horário de votação para garantir que os eleitores prejudicados pelas dificuldades de deslocamento possam votar.

Segundo a coluna de Andréia Sadi, no G1, a avaliação da direção petista é de que os problemas no transporte público atingem principalmente a base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que inclui eleitores dependentes dos ônibus para chegar às seções eleitorais.

O PT considera que a redução da frota pode comprometer a participação dos eleitores, sobretudo nas regiões mais populares das duas capitais. Diante desse cenário, a legenda defende a ampliação do período de votação como forma de assegurar o exercício do direito ao voto.

⦾ TSE cobra explicações sobre transporte na Bahia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrou explicações urgentes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sobre a redução ou interrupção do transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas durante o segundo turno deste domingo (25).

A situação levou a Justiça Eleitoral a solicitar esclarecimentos sobre os problemas que afetam o deslocamento dos eleitores nos municípios baianos.

⦾ PT denuncia redução da frota em São Paulo

Na capital paulista, o PT denunciou à Justiça Eleitoral que a prefeitura estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus neste domingo (25).

A denúncia foi apresentada em meio a relatos de passageiros sobre longas esperas nos pontos e dificuldades para utilizar o transporte público em diferentes regiões da cidade.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

São Paulo tem apenas 71% dos ônibus em circulação, diz levantamento

 Dados do BusInfo apontam que quase 4 mil veículos estavam fora de operação às 14h40 deste domingo, enquanto eleitores relatam dificuldades para chegar às urnas

Ônibus de São Paulo - Crédito: Renato Pinheiro/PrefSP

A cidade de São Paulo registrava apenas 71% de sua frota municipal de ônibus em circulação às 14h40 deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições de 2026, apesar de uma determinação da Justiça Eleitoral para que 100% dos veículos fossem colocados em operação. Dos 13.767 ônibus disponíveis na capital paulista, somente 9.786 haviam saído das garagens, deixando 3.981 veículos fora de serviço.

O levantamento considera os veículos que deixaram as garagens, mas há denúncias de que parte dos ônibus contabilizados como disponíveis não chegou a circular efetivamente pelas ruas. Dessa forma, o número de veículos atendendo passageiros pode ser inferior ao registrado pelo sistema.

A operação deste domingo supera a quantidade normalmente disponibilizada nos fins de semana, mas permanece abaixo do patamar determinado pela Justiça Eleitoral. Em domingos convencionais, aproximadamente 35% da frota municipal entra em circulação, o equivalente a cerca de 4.900 ônibus. Aos sábados, o percentual habitual é de 50%, ou aproximadamente 6.900 veículos.

⦾ Eleitores enfrentam longas esperas em diferentes regiões

Os problemas no transporte público foram relatados por moradores de bairros das zonas Norte e Sul de São Paulo. No Jaraguá e na Vila Zilda, passageiros denunciaram dificuldades para conseguir embarcar nos coletivos.

Na Zona Sul, os transtornos atingiram a Avenida Ibirapuera, a Estrada do M’Boi Mirim e o Jardim Ângela. Neste último bairro, moradores enfrentaram horas de espera sob chuva para conseguir utilizar os ônibus e se deslocar até os locais de votação.

Registros divulgados pela imprensa também mostraram pontos de ônibus lotados. Na Zona Norte, houve relatos de resistência de motoristas em sair das garagens para realizar o transporte de passageiros durante a eleição.

A situação ocorre em um momento em que a disponibilidade do transporte coletivo é fundamental para garantir o deslocamento dos eleitores, especialmente daqueles que dependem exclusivamente dos ônibus municipais.

⦾ Sudeste tem pior índice de circulação de ônibus

Entre as regiões da capital, o Sudeste apresentava a situação mais crítica às 14h40. Dos 1.304 ônibus contabilizados, apenas 745 estavam em operação, o equivalente a 57,13% da frota. Outros 559 veículos, correspondentes a 42,87%, permaneciam nas garagens.

O Oeste registrava o maior percentual de circulação, com 75,02% dos ônibus disponíveis. Na região, 877 dos 1.169 veículos estavam em operação, enquanto 292 continuavam fora de serviço.

Nas demais regiões, os índices também ficaram abaixo da determinação judicial. A Zona Leste tinha 70,92% da frota em circulação, seguida pela Zona Sul, com 70,27%, e pela Zona Norte, com 69,68%.

Em números absolutos, a Zona Sul concentrava a maior quantidade de ônibus em operação, com 2.662 veículos. Na sequência apareciam a Zona Leste, com 2.485, e a Zona Norte, com 2.284 coletivos.

Os dados mostram que nenhuma das regiões com informações detalhadas havia alcançado a totalidade da frota exigida pela Justiça Eleitoral até o horário do levantamento.

⦾ SPTrans alega prazo insuficiente para cumprir determinação

Em nota, a São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pela gestão do sistema municipal de ônibus, afirmou que recebeu a notificação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) às 13h10 de sábado (24), menos de 12 horas antes do início da operação deste domingo.

Segundo a empresa, todas as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da capital foram comunicadas às 13h32 do mesmo dia, pouco depois do recebimento da determinação judicial.

A SPTrans argumentou que a reorganização da operação em prazo reduzido trouxe dificuldades para as empresas responsáveis pelo transporte, especialmente em relação às escalas de trabalho e à disponibilidade dos motoristas.

“Os operadores relataram dificuldades para readequar, de forma imediata, escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas”, afirmou a empresa.

A companhia acrescentou que a programação dos trabalhadores também considerava as folgas e a necessidade de garantir o exercício do voto pelos próprios profissionais do transporte.

“A SPTrans respeita as determinações da Justiça Eleitoral e atua para viabilizar o atendimento à população, observadas as condições operacionais necessárias à execução do serviço”, declarou.

⦾ Prefeitura defende planejamento anterior à decisão judicial

A SPTrans também sustentou que a programação originalmente prevista para o segundo turno foi elaborada com base em dados de demanda e critérios técnicos.

Segundo a empresa, no domingo anterior aproximadamente 6.900 ônibus estiveram em operação, oferecendo cerca de 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de passageiros.

Esses números, de acordo com a companhia, foram utilizados para definir a quantidade de veículos inicialmente prevista para este domingo.

A empresa afirmou ainda que o planejamento havia sido encaminhado previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos registrados até a determinação de ampliação da frota. O mesmo modelo operacional, segundo a SPTrans, havia sido adotado no primeiro turno.

A justificativa apresentada pela companhia é que a alteração de um planejamento já estabelecido, comunicada com menos de 12 horas de antecedência, exige a mobilização de veículos e profissionais em condições consideradas operacionalmente difíceis.

Apesar das dificuldades alegadas, a empresa informou que continuava acompanhando a disponibilidade dos ônibus e mantendo contato com as concessionárias para ampliar o atendimento aos passageiros.

⦾ Tarifa zero permanece em vigor durante a eleição

O transporte municipal de São Paulo permanece gratuito neste domingo, conforme a política do Domingão Tarifa Zero, implementada em dezembro de 2023.

A gratuidade, entretanto, não elimina os problemas enfrentados pelos passageiros diante da quantidade insuficiente de ônibus em circulação.

A determinação da Justiça Eleitoral para disponibilizar 100% da frota busca assegurar condições de deslocamento aos eleitores durante o segundo turno. Até as 14h40, porém, os dados divulgados indicavam que quase 29% dos veículos municipais permaneciam fora de operação, enquanto moradores de diferentes bairros relatavam dificuldades para chegar às urnas.

Fonte: Brasil 247

Ministério da Justiça identifica falhas no transporte de eleitores em oito estados

 Problemas foram registrados no segundo turno das eleições; Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador e cobrou esclarecimentos sobre a falta de ônibus

    MJSP - Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

 O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte público para eleitores em sete estados brasileiros neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os problemas foram registrados na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe, no Pará, em Alagoas, na Paraíba e no Rio de Janeiro.

Segundo a Folha de São Paulo, os registros foram reunidos pelo setor de inteligência do Ministério da Justiça a partir de comunicações de órgãos públicos locais, incluindo o Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e entidades responsáveis pela gestão do transporte coletivo.

A situação mais grave relatada ocorreu em Salvador, onde o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que a Polícia Federal prendesse o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A decisão foi tomada após o PT solicitar sua detenção em razão da insuficiência de ônibus em circulação na capital baiana durante a votação.

A Prefeitura de Salvador informou que o secretário está em Paris, na França, participando de uma missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, Pablo Souza retornará ao Brasil nesta segunda-feira (26), quando deverá se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.

Em outra iniciativa judicial, a federação partidária integrada pelo PT também solicitou a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), aliado do candidato presidencial Flávio Bolsonaro. Até o momento informado pela reportagem, o pedido ainda não havia sido analisado pela Justiça.

⦾ TSE cobra informações sobre falta de ônibus na Bahia

Diante das denúncias, o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que o TRE-BA apresente informações sobre as ocorrências relacionadas à insuficiência de transporte coletivo.

A determinação prevê o encaminhamento dos dados à presidência do TSE para “ciência e adoção das providências que entender cabíveis”.

A medida amplia a atuação da Justiça Eleitoral diante dos problemas relatados no deslocamento de eleitores, especialmente em municípios onde a redução da oferta de ônibus pode ter dificultado o acesso aos locais de votação.

No Rio de Janeiro, entretanto, a Secretaria de Segurança Pública estadual informou que não havia registros de ocorrências relacionadas à falta de ônibus nos municípios fluminenses. A manifestação contrasta com as informações reunidas pelo Ministério da Justiça, que incluiu o estado entre aqueles com relatos de falhas no transporte.

⦾ Campanhas pedem ampliação do horário de votação

Os problemas de mobilidade também motivaram iniciativas judiciais das duas campanhas presidenciais para ampliar o período de votação em duas horas.

A campanha de Lula apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prorrogação do horário em todo o território nacional. O ministro Cristiano Zanin foi sorteado para analisar a solicitação.

Antes disso, a equipe do presidente já havia solicitado a extensão do horário eleitoral em São Paulo e nos municípios baianos de Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.

A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou pedidos ao STF e ao TSE relacionados à ampliação do período de votação.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, acolheu o pedido de ampliação do horário de votação, estendendo o funcionamento das urnas até as 19h deste domingo (25) em todo o território nacional. A decisão foi tomada em meio às denúncias de problemas no transporte público que dificultaram o deslocamento de eleitores.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Site do TSE contabiliza votos, apesar da prorrogação da votação

 A totalização, contudo, foi pausada em virtude da decisão do ministro do STF Cristiano Zanin.

      TSE - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Mesmo após a ordem cautelar expedida pelo Supremo Tribunal Federal para estender a votação até as 19h em todo o país, a plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral registrou o início da contabilização de votos para a disputa ao governo do Distrito Federal. A exibição dos dados no portal de divulgação da Justiça Eleitoral ocorre simultaneamente à vigência do novo prazo determinado pela Suprema Corte. A totalização, contudo, foi pausada em virtude da decisão do ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Cristiano Zanin.

Posteriormente, o Centro de Divulgação das Eleições, do TSE, informou que “a totalização foi pausada em virtude da decisão do min. Zanin”.

A determinação de estender o horário de encerramento das urnas por mais duas horas partiu do ministro Cristiano Zanin, relator de uma reclamação constitucional ajuizada pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais. A medida de urgência visou compensar os entraves provocados pela escassez de frota no transporte público coletivo em municípios da Bahia, como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, assegurando o direito de voto aos cidadãos que enfrentaram dificuldades de deslocamento.

Apesar do comando expresso emitido pelo STF e direcionado à Corte Eleitoral para o cumprimento unificado do novo limite em todas as seções do território nacional, o sistema informatizado de divulgação do TSE passou a publicar parciais da contagem de votos no Distrito Federal. O fluxo de dados do tribunal começou a registrar os quantitativos apurados no DF logo após o horário habitual de encerramento originalmente previsto.

O acionamento do STF fundamentou-se no descumprimento do precedente firmado na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013/DF, no qual o Supremo estabeleceu diretrizes vinculantes sobre a oferta de transporte público em dias de pleito. Na decisão, Zanin atribuiu força de mandado e ofício para cumprimento imediato pelo TSE.

Fonte: Brasil 247

Wálter Maierovitch aponta crime de responsabilidade de Kassio Nunes Marques

 Jurista critica omissão no comando do TSE durante pane no transporte de eleitores e cita desmoralização da Justiça Eleitoral

Kássio Nunes Marques - Crédito: Divulgação

A inação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, diante dos gargalos no transporte público durante o pleito, configura crime de responsabilidade e expõe a desmoralização da Justiça Eleitoral, na avaliação do jurista, professor e ex-magistrado Wálter Maierovitch, feita neste domingo (25), no UOL, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ser forçado a intervir para estender o horário de votação em todo o país.

A omissão do comando do TSE diante do déficit de ônibus em municípios baianos como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas levou a Coligação Brasil Pronto Pra Mais a acionar diretamente a Suprema Corte por meio de uma reclamação constitucional às 16h32. Diante da ameaça ao exercício do voto, o ministro Cristiano Zanin concedeu liminar determinando a prorrogação da votação por mais duas horas, até as 19h (horário de Brasília), em todas as seções eleitorais do território nacional. A petição apontou o descumprimento, por parte das gestões municipais, de diretriz vinculante firmada pelo próprio STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013/DF.

Ao analisar o episódio, Maierovitch direcionou duras críticas à condução de Kassio Nunes Marques frente à Justiça Eleitoral e à própria escolha de seu nome pela Suprema Corte. “Foi uma lambança gravíssima, pela lerdeza do Kassio. Ele não quis… Há crime de responsabilidade, porque não é possível alguém, presidente de um tribunal, que vá empurrando, empurrando… Não. Ele precisa decidir. Isso é uma questão constitucional, do jogo democrático, da validade da democracia, de uma democracia que não pode excluir o cidadão, que é o legitimado. A questão é gravíssima. (…) A Justiça Eleitoral está totalmente desmoralizada. Essa lambança está na cara de todo mundo. O grande culpado foram os ministros do Supremo, que elegeram Kassio Nunes Marques para que ele mandasse a eleição”, declarou o jurista.

Na decisão proferida em caráter de urgência, Zanin sublinhou o impacto direto dos fatos sobre a soberania popular e a necessidade de pronta resposta da Justiça. “Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje (doc. 8), e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, destacou o relator no despacho que serviu como mandado de eficácia imediata para execução pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Brasil 247

Zanin adequa prorrogação e diz que votação continua nas urnas que não foram fechadas

 Ministro do STF limita extensão temporal às seções ainda em funcionamento e libera contagem normal das urnas já encerradas

    Ministro Cristiano Zanin  - Crédito: LUIZ SILVEIRA/STF

A determinação de prorrogar o horário de votação por mais duas horas aplica-se estritamente aos locais em que as seções eleitorais permanecem abertas, devendo as urnas já encerradas ter seus votos apurados e computados sem interrupção, definiu o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ao expedir esclarecimento formal na Reclamação 101.673.

O ajuste proferido pelo integrante da Corte Suprema decorre de dados atualizados repassados pelo Tribunal Superior Eleitoral, que reportaram a conclusão dos trabalhos e o fechamento regular de diversas urnas pelo país às 17h. Diante da realidade operacional apresentada pela Justiça Eleitoral, o magistrado ressaltou que a medida liminar concedida atendeu a contestações apresentadas por ambas as coligações que disputam o segundo turno da eleição presidencial, as quais apontaram falhas e entraves na frota de transporte público colocada à disposição dos eleitores.

“As duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedi a medida liminar”, ponderou o relator no despacho assinado na capital federal.

Ao readequar a execução do ato sem invalidar a análise de eventuais irregularidades cometidas no processo, Zanin delimitou o alcance prático da prorrogação para resguardar a lisura da apuração e garantir o acolhimento dos votos nas seções com fluxo pendente.

“Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados”, escreveu o ministro do STF.

Dessa forma, os boletins de urnas que fecharam no horário regulamentar seguem imediatamente para o sistema de totalização do TSE, enquanto as seções que continuam em atendimento estendem o recebimento dos eleitores até o limite estabelecido de duas horas adicionais.

Fonte: Brasil 247

Kassio Nunes Marques referenda decisão de Zanin que prorrogou horário de votação

 Presidente do TSE envia orientação aos TREs para manter seções abertas até as 19h em cumprimento ao STF

     Kassio Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma instrução oficial aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país para garantir o cumprimento da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu o encerramento do pleito até as 19h, horário de Brasília, informa o Ofício-Circular GAB-PRES nº 354/2026.

A ordem transmitida às instâncias regionais decorre do julgamento da Reclamação nº 101.673/BA, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, que fixou a ampliação do prazo de recepção de votos em virtude dos problemas relatados no transporte público. Com a diretriz do TSE, a orientação é para que o atendimento continue prioritariamente nos locais em que o fluxo de eleitores e os trabalhos das mesas receptoras ainda não tenham sido concluídos no horário padrão.

“Comunico a Vossas Excelências que, nos autos da Reclamação nº 101.673/BA, o Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, proferiu decisão determinando a prorrogação, até as 19h (horário de Brasília), do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções eleitorais do país, incumbindo ao Tribunal Superior Eleitoral assegurar seu cumprimento”, destacou Nunes Marques no documento direcionado às cortes estaduais.

Ao acionar a estrutura da Justiça Eleitoral, o presidente do tribunal reforçou a necessidade de repassar as instruções de forma imediata às mesas receptoras e aos juízos locais encarregados da condução da votação.

“Nesse sentido, orienta-se que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília), em estrito cumprimento à determinação judicial”, reafirmou o ministro no comunicado oficial.

Fonte: Brasil 247

PF abre inquérito para investigar falta de ônibus no segundo turno das eleições

 Polícia Federal vai apurar problemas no transporte coletivo que prejudicaram eleitores em diferentes regiões do país neste domingo (25)

Polícia Federal - Crédito: Divulgação/Arquivo/PF

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar a falta de ônibus que prejudicou o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). A medida busca esclarecer as circunstâncias dos problemas registrados no transporte coletivo em diferentes regiões do Brasil.

Segundo a coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a informação foi divulgada pelo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da PF, Dennis Cali, durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). 

Zanin estende votação até 19h no país por falta de ônibus na Bahia

 Decisão cautelar atende pedido de coligação após registro de frota insuficiente no transporte público baiano em Salvador, Feira e Lauro de Freitas

    Cristiano Zanin - Crédito: Antonio Augusto/STF

Diante de grave quadro de insuficiência no transporte coletivo que dificultou o deslocamento de eleitores até os locais de votação em cidades baianas, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a extensão do horário de votação em todo o território nacional. A medida estipula a prorrogação do encerramento da recepção dos votos por mais duas horas, fixando o novo limite às 19h, pelo horário de Brasília, cabendo à Justiça Eleitoral a execução imediata da ordem.

A determinação atende a uma reclamação constitucional ajuizada pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais contra ações das administrações municipais de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. O grupo partidário fundamentou o pedido no descumprimento do entendimento vinculante estabelecido pela própria Corte Suprema no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013/DF.

Zanin é sorteado relator de pedido do PT ao STF para prorrogação da votação

 Coligação de Lula aciona STF e TSE após ‘falhas’ no transporte gratuito em nove estados

     Cristiano Zanin - Crédito: Gustavo Moreno/STF

 O ministro Cristiano Zanin foi sorteado para relatar o pedido urgente apresentado pela coligação do presidente Lula (PT) ao ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a prorrogação do horário de votação até as 19h em municípios de ao menos nove estados.

A petição com pedido de liminar abrange localidades nos estados de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. De acordo com os advogados da campanha, uma série de reclamações se multiplicou no decorrer deste domingo de segundo turno, no qual os brasileiros decidem a eleição presidencial entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A articulação jurídica sustenta que a redução indevida da frota de ônibus e os obstáculos para utilizar a gratuidade do transporte público comprometeram severamente o deslocamento da população às seções eleitorais, afetando sobretudo os cidadãos que dependem do serviço público de passageiros para exercer o direito ao voto.

Falta de ônibus provoca crise eleitoral e Lula denuncia “banditismo” de prefeitos

 Problemas no transporte público em São Paulo e Salvador provocam intervenção da Justiça Eleitoral; na capital baiana, tribunal determina prisão de secretário municipal

Presidente Lula denuncia dificuldades no transporte público durante o segundo turno das eleições, enquanto Justiça Eleitoral intervém em Salvador e cobra cumprimento de medidas para garantir o deslocamento dos eleitores
Crédito: Reprodução

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, as dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação devido à falta de ônibus em grandes cidades brasileiras. O petista classificou a situação como “banditismo” e acusou gestores municipais de prejudicar o deslocamento da população em um momento decisivo para o processo eleitoral.

Segundo reportagem do UOL, as denúncias de problemas no transporte coletivo ganharam força em São Paulo e Salvador, provocando disputas judiciais, pedidos de responsabilização de autoridades municipais e medidas da Justiça Eleitoral para assegurar o funcionamento dos serviços. Na capital baiana, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

A gravidade das denúncias levou Lula a se manifestar publicamente. Em conversa com jornalistas, o presidente condenou as dificuldades impostas aos eleitores e dirigiu críticas a prefeitos, governadores e empresários.

“Desta vez, está acontecendo uma coisa abominável [..] Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau caratismo de prefeito, de governador e de empresário”, afirmou.

Lula também classificou a situação como “sacanagem”, em uma reação às denúncias de que a insuficiência de ônibus estaria comprometendo o acesso de eleitores às urnas.

Coligação de Lula pede ao TSE e STF prorrogação da votação em nove estados após denúncias de falta de ônibus

 Campanha solicita extensão do horário até as 19h e prisão em flagrante de responsáveis por impedir o deslocamento de eleitores

Passageiros denunciam dificuldades para embarcar em ônibus de João Pessoa durante o segundo turno da eleição presidencial, neste domingo (25) - Crédito: Reprodução


A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, na tarde deste domingo (25), um pedido urgente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar até as 19h o horário de votação em municípios de pelo menos nove estados. O pedido ao STF foi apresentado durante a tarde deste domingo, quando a votação já estava em andamento. A eventual alteração do horário dependerá de decisão das autoridades judiciais competentes.

As iniciativas ocorrem após denúncias de redução da frota de ônibus, dificuldades de acesso ao transporte gratuito e outros obstáculos que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo o G1, a petição junto ao TSE foi protocolada com pedido de liminar e abrange municípios de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Os advogados da campanha sustentam que as reclamações se multiplicaram ao longo do domingo, comprometendo o acesso de parte da população às seções eleitorais.

No documento encaminhado ao STF, segundo o Metrópoles, os representantes da campanha argumentam que a extensão nacional do horário permitiria preservar a uniformidade do processo eleitoral, atualmente organizado para encerrar o recebimento dos votos às 17h, pelo horário de Brasília.

“A prorrogação nacional por duas horas preserva essa unidade, porque todas as seções passam a encerrar o recebimento dos votos às 19h, sem que a divulgação dos resultados de uma região preceda o término da votação em outra”, afirma a petição.

A argumentação sustenta que a medida evitaria diferenças entre os horários de encerramento da votação nas regiões afetadas e nas demais localidades, impedindo que a divulgação dos resultados começasse enquanto eleitores ainda estivessem votando em determinados municípios.

Nunes Marques está roubando a eleição na base da toga, diz Kátia Abreu

 Ex-senadora faz duras críticas ao presidente do TSE após denúncias de redução da frota de ônibus em cidades brasileiras durante o segundo turno

     Kátia Abreu - Crédito: Brasil 247

A ex-senadora Kátia Abreu fez uma dura acusação contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, neste domingo (25), em meio às denúncias de redução da oferta de transporte público em diferentes cidades brasileiras durante o segundo turno das eleições presidenciais. Em publicação na rede social X, ela afirmou que o magistrado estaria interferindo no processo eleitoral e o acusou de favorecer uma suposta fraude na votação.

“Kassio Nunes está roubando essa eleição na base da toga. Infeliz ! A justiça da terra e do céu tratarão de você”, escreveu Kátia Abreu.

Justiça Eleitoral determina prisão de secretário após retenção de ônibus em Salvador

 O TRE-BA também determinou que a circulação dos coletivos fosse restabelecida integralmente

Justiça eleitoral manda prender Pablo Souza, chefe da Semob, por reter ônibus em Salvador - Crédito: Jefferson Peixoto/Secom PMS

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncias de retenção de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25).

A decisão noticiada surge em meio às dificuldades de deslocamento enfrentadas por eleitores da capital baiana. Desde o início da manhã, passageiros relataram demora nos pontos, escassez de veículos e superlotação em linhas que atendem diferentes regiões da cidade. A situação levou o funcionamento do transporte municipal à análise da Justiça Eleitoral.

O TRE-BA também determinou que a circulação dos coletivos fosse restabelecida integralmente, com frequência equivalente à praticada nos dias úteis e transporte gratuito aos passageiros. A ordem estabelece multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, conforme a decisão divulgada neste domingo. A medida busca impedir que a redução do serviço comprometa o acesso às seções eleitorais.