Empresário bolsonarista Diogo Freire desferiu três socos contra uma mulher que usava uma camiseta vermelha
Bolsonarista Diogo Freire deu três socos em mulher que usava camisa vermelha, policiais viram e o liberaram sem nem perguntar o nome deleCrédito: Bolsonarista Diogo Freire deu três socos em mulher que usava camisa vermelha, policiais viram e o liberaram sem nem
perguntar o nome dele
Dois policiais militares presenciaram uma agressão contra uma mulher na entrada da estação Butantã do Metrô, na zona oeste de São Paulo, mas liberaram o suspeito sem sequer identificá-lo ou encaminhá-lo à delegacia. O episódio ocorreu no domingo (18), quando o empresário bolsonarista Diogo Freire desferiu três socos contra uma mulher que usava uma camiseta vermelha. Apesar da presença dos agentes, o agressor deixou o local sem ser detido.
Segundo informações publicadas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, os policiais estavam próximos ao local da violência e chegaram a intervir para separar os envolvidos. As imagens registradas por uma testemunha mostram a atuação dos agentes, que não conduziram o agressor à delegacia nem colheram seus dados pessoais. A identificação de Freire só foi possível posteriormente, depois que o vídeo circulou nas redes sociais e uma fonte da coluna reconheceu o empresário.
O caso levanta questionamentos sobre a conduta dos policiais militares diante de uma agressão física presenciada pelos próprios agentes. Mesmo após os três socos, a vítima não recebeu, naquele momento, o encaminhamento necessário para o registro da ocorrência, segundo seus representantes legais.
Os advogados Leandro Raca e Miguel Fragelli, responsáveis pela defesa da mulher, criticaram a atuação policial e afirmaram que os agentes deixaram de adotar providências fundamentais para proteger a vítima e responsabilizar o agressor.
“A atuação do policial militar na estação Butantã deveria ter sido mais efetiva na proteção e no acolhimento da vítima, agredida com três socos sem reagir. O policial não prestou o suporte necessário para o registro da ocorrência nem realizou uma intervenção que resultasse na prisão em flagrante do agressor. Confiamos no trabalho das forças de segurança para que, agora, o caso seja devidamente apurado e as medidas cabíveis sejam adotadas”, afirmaram os advogados em nota.