terça-feira, 1 de setembro de 2026

Após ação de Flávio Bolsonaro, Mendonça barra propaganda de Lula com “Rap do Silva”


       Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de voltar a exibir uma propaganda com o jingle “Rap do Silva” sem a identificação de Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa.

A decisão atende a uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro (PL), autor do pedido contra a inserção levada ao ar em 28 de agosto. A peça usa o funk para apresentar a trajetória política de Lula.

Mendonça determinou que a coligação Brasil Pronto Pra Mais só poderá veicular novamente a propaganda depois de adaptá-la às regras da legislação eleitoral. A decisão ainda seguirá para referendo do plenário do TSE.

Em análise inicial, o ministro considerou que a inserção aparentemente descumpriu a exigência de exibir o nome do candidato a vice de forma clara e legível. A norma fixa que o nome deve ter tamanho equivalente a pelo menos 30% do usado para o titular da chapa.

Senado aprova indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU

 Nome do ex-presidente do Senado segue à Câmara para ocupar a vaga aberta com a renúncia antecipada de Bruno Dantas

Rodrigo Pacheco - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

 O Senado aprovou a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). O nome do ex-presidente da Casa seguirá para votação na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2) e, se confirmado, ocupará a vaga aberta com a renúncia antecipada de Bruno Dantas.

A indicação foi apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em conjunto com outros 19 parlamentares. A iniciativa recebeu apoio de integrantes de diferentes campos políticos, incluindo a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Antes da votação, os senadores aprovaram simbolicamente um requerimento de urgência que permitiu levar a indicação diretamente ao plenário, sem análise prévia da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Alcolumbre designou o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), como relator da matéria.

O presidente do Senado agradeceu o apoio das bancadas e destacou que a indicação havia sido subscrita por representantes do governo, da oposição e dos blocos partidários.

“Os meus agradecimentos a todos os líderes partidários. Sejam de partidos políticos com representação na nossa Casa, sejam de líderes de blocos partidários, sejam de líderes de partidos de oposição ou de partidos de situação, lideranças de toda ordem foram subscritoras da indicação”, declarou Alcolumbre.

Alcolumbre barra pressão por impeachment de Moraes e deve esperar posição do STF

 Novos pedidos contra ministro do STF foram apresentados após divulgação de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Davi Alcloumbre e Alexandre de Moraes
Crédito: Davi Alcolumbre/Jefferson Rudy/Agência Senado / Alexandre de Moraes/Gustavo Moreno/STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não dar andamento aos novos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, Alcolumbre já confidenciou a aliados que não pretende atender aos pedidos apresentados por parlamentares bolsonaristas. Deputados e senadores protocolaram novas iniciativas pelo afastamento do ministro depois da divulgação das conversas.

A avaliação do presidente do Senado é de que é necessário aguardar a situação se estabilizar e esperar, ao menos, uma decisão do próprio STF sobre o episódio antes de qualquer avanço no Legislativo.

Pressão bolsonarista não muda posição no Senado

Mendonça abriu “as portas do inferno” para favorecer Flávio Bolsonaro, dizem ministros do STF


                    André Mendonça em sessão do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acusam André Mendonça de atropelar procedimentos da Corte para beneficiar eleitoralmente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmam que o ministro abriu “as portas do inferno” ao lançar o tribunal em uma crise de consequências imprevisíveis. Com informações da Folha de S.Paulo.

PT cobra de Mendonça quebra de sigilo do caso “Dark Horse” que liga Flávio a Vorcaro


O deputado Alan Lopes (PL-RJ) na mesa com André Mendonça, ministro do STF e Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Reprodução

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a pressionar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que retire o sigilo das investigações do caso “Dark Horse”, que envolve diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O movimento ocorre após uma decisão do ministro sobre mensagens relacionadas a Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na terça-feira (1º), Mendonça determinou a abertura do sigilo de mensagens que tratam da relação entre Moraes e Vorcaro. A medida alimentou a cobrança de integrantes do PT por tratamento semelhante para procedimentos que alcançam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Petistas também citam a decisão de Mendonça, no fim de julho, de levantar o sigilo de uma investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado. O caso fazia parte das apurações sobre o Banco Master.

Integrantes do partido avaliam que a manutenção do sigilo no caso Dark Horse pode estimular questionamentos sobre a atuação do ministro em meio ao cenário eleitoral. Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro em 2021.

Eventuais provas contra Moraes devem ser anuladas, dizem ministros do STF

      Edson Fachin durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que eventuais provas contra Alexandre de Moraes no caso Banco Master podem ser anuladas, sob o argumento de que a Polícia Federal não obteve a autorização prevista no regimento da Corte para apurar um integrante do tribunal.

Conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se tornaram públicas nesta terça-feira (01). O ministro André Mendonça, relator do caso, indicou que a discussão deve chegar ao plenário do STF por iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin.

Na avaliação de magistrados ouvidos pelo Correio Braziliense, Mendonça precisaria solicitar aos demais ministros autorização para que uma investigação contra Moraes avançasse. A exigência decorre do fato de o alvo ser um colega de plenário.

Entre os integrantes do STF, a expectativa relatada é que o plenário tenha mais chance de invalidar os elementos já reunidos do que de autorizar a abertura de um inquérito contra Moraes.

Toffoli derruba restrições e libera campanha de Renan Santos


                               Renan Santos (Missão). Foto: Ana Branco/Agência O Globo

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou nesta terça (1º) a propaganda digital e a participação de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, em debates, entrevistas e sabatinas. A decisão revisa restrições impostas à campanha no dia anterior.

Em despacho, Toffoli autorizou a divulgação eleitoral em sites, blogs, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e outras aplicações de internet que já estejam cadastradas no sistema do TSE.

O ministro também permitiu que Renan participe de debates em rádio e televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A autorização alcança ainda entrevistas e sabatinas do candidato.

A decisão saiu no mesmo dia em que os advogados de Renan apresentaram um mandado de segurança ao presidente do TSE, Edson Fachin, contra as medidas anteriores. A defesa chamou a determinação de “teratológica” e “manifestamente ilegal”.

Kakay diz que mensagens divulgadas por Mendonça não podem ser usadas para responsabilizar Moraes


        Alexandre de Moraes e André Mendonça. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que é necessário analisar sob uma perspectiva técnica e processual as mensagens tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, que envolvem, de maneira indireta, o ministro Alexandre de Moraes.

Para Kakay, uma eventual mensagem enviada por alguém prestes a ser preso deve ser interpretada levando em conta o contexto de desespero de quem teme a prisão. Ele destacou ainda que o conteúdo de uma das mensagens sequer teria sido confirmado.

“Como advogado criminal, posso afirmar que o cidadão que está prestes a ser preso, com medo da cadeia, manda mensagens para todas as pessoas com o desespero natural de quem está sentindo o cheiro da cadeia”, afirma.

O advogado questionou se uma mensagem supostamente enviada por alguém nessa situação poderia ser utilizada para responsabilizar o destinatário de um pedido.

“Uma suposta mensagem — tendo em vista que seu conteúdo sequer foi confirmado — de quem está para ser preso pode ser usada contra o destinatário de um pedido desesperado? Por favor. É ridículo. É politizar um relatório”, disse.

Lindbergh vê “bomba atômica” em cima de Flávio Bolsonaro e cobra a prisão do senador (vídeo)

 Deputado do PT denunciou mentiras ditas pelo presidenciável da extrema direita sobre o filme Dark Horse

Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados I Geraldo Magela/Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou nesta terça-feira (1) a prisão do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a informação de que o senador mentiu ao relatar que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, havia interrompido os pagamentos para o filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

“Bomba atômica! A revista Piauí revelou novos pagamentos de Vorcaro ao ‘Dark Horse’, inclusive depois da abertura do inquérito da Polícia Federal sobre o Banco Master”, escreveu o petista na rede social X.

Além da mensagem, o parlamentar fez um vídeo e aproveitou para cobrar a prisão do senador e denunciou algumas mentiras do candidato a presidente. “Flávio Bolsonaro tem que ser preso”, desabafou.

O filho de Jair Bolsonaro havia dito que o último pagamento para o filme havia ocorrido em maio de 2025. “Agora aparecem repasses em setembro e outubro”, destacou Lindbergh.

“Disse que não conhecia Vorcaro. Depois surgiu o áudio do ‘irmãozão’. Disse que rompeu a relação, mas continuava mantendo contato”, acrescentou o petista em referência a declarações de Flávio Bolsonaro. “É mentira atrás de mentira.”

Mendonça usa manobra em inquérito e cria “clima de guerra” no STF, diz Daniela Lima


       André Mendonça e Alexandre de Moraes ao fundo. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A jornalista Daniela Lima afirmou nesta terça-feira (01) que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou pessoalmente à Polícia Federal um despacho impresso para apurar o destinatário ou o conteúdo de uma mensagem atribuída ao empresário Daniel Vorcaro. A medida, segundo ela, não seguiu o canal eletrônico usual de comunicação entre o relator e a PF e criou um clima de “vale-tudo” e “guerra” dentro da Corte.

No UOL, Daniela disse ter recebido a informação de que Mendonça imprimiu a ordem, levou o documento ao responsável pela diligência e pediu um visto escrito no carimbo. “Em vez de utilizar o sistema de comunicação judiciária direto relator-PF”, o ministro teria optado pela entrega física, afirmou.

Para a apresentadora, o procedimento expõe uma desconfiança instalada entre a Polícia Federal, o gabinete de Mendonça e o próprio ministro. Ela sustentou que a escolha de não inserir imediatamente a ordem no sistema também levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para o centro da controvérsia.

Daniela avaliou que há regras específicas quando uma apuração menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet. “O detentor único do mandato para apresentar ou não uma denúncia contra um investigado é o Ministério Público”, disse, ao defender que a PGR deveria ter sido cientificada pelo rito regular.


Mendonça cometeu abuso de autoridade em ação contra Moraes, avalia diretor da PF


      André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considera que o pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por informações sobre Alexandre de Moraes no caso Banco Master pode configurar abuso de autoridade e provocar nulidades na investigação.

Mendonça determinou na semana passada que a PF produzisse um relatório com todas as menções a Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao próprio Andrei Rodrigues no material apreendido durante as apurações sobre o banco.

Ao Uol, pessoas próximas a Rodrigues avaliam que o pedido de Mendonça é ilegal na avaliação do diretor da PF. A divergência entre ele e Mendonça envolve a natureza do relatório: Mendonça busca dados já recolhidos na investigação, enquanto Andrei entende que a medida pode abrir uma apuração sobre um integrante do STF.

Ministros do Supremo defendem que uma investigação contra um colega da Corte exige autorização do plenário. Esse entendimento sustenta a preocupação de Andrei Rodrigues com os efeitos do relatório solicitado por Mendonça.

Justiça suspende propaganda do PDT após pedido de Michelle Bolsonaro


     Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) suspendeu uma propaganda eleitoral do PDT após ação movida por Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo PL-DF. A ex-primeira-dama questionou a participação de Leila do Vôlei, candidata ao Senado, em inserção de Rafael Parente, candidato a deputado federal pelo PDT, segundo o Metrópoles.

Michelle alegou que o programa usou o espaço de televisão destinado à candidatura proporcional para promover exclusivamente Leila. Ela alegou que a participação ultrapassou o limite legal de 25% reservado a apoiadores, o equivalente a sete segundos, e pediu tutela de urgência para retirar a inserção do ar.

O juiz eleitoral Rafael Moreira Mota acolheu o pedido e concluiu que a propaganda extrapolou o apoio ao titular do horário. Na decisão, ele afirmou que Leila “não limita sua fala ao apoio do titular do horário, mas realiza pedido de votos em favor de sua própria candidatura ao pleito majoritário”.

Para o magistrado, o conteúdo desviou a finalidade do tempo reservado à campanha de deputado federal. “Evidencia-se, assim, o indevido desvio de finalidade e o sacrifício do tempo destinado à propaganda proporcional, assumindo o candidato majoritário o protagonismo da veiculação, ainda que por breve período”, escreveu.

Alexandre de Moraes não recebeu pagamentos de Vorcaro, aponta PF


         Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

Um relatório da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro não identificou mensagens que tratem de pagamentos, transferências ou vantagens financeiras destinadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). André Mendonça retirou o sigilo do documento nesta terça-feira (1º).

Segundo o Poder Paraná, a perícia analisou comunicações do ex-controlador do Banco Master com diversos interlocutores. As conversas que citam valores, cobranças e ordens de transferência envolvem principalmente Vorcaro, funcionários do banco e intermediários, sem pedido de dinheiro atribuído a Moraes.

O exame também não encontrou conversa em que Vorcaro ofereça ou discuta alguma vantagem financeira com o ministro. Nos contatos diretos entre os dois, parte das mensagens foi apagada e outras foram enviadas como imagens de visualização única, conteúdo que a perícia não conseguiu recuperar.

O documento registra negociações financeiras entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A PF anotou a existência do contrato e seus valores, mas não apontou crime ou impedimento legal na contratação.

Quanto custam os ingressos para os ensaios de Anitta em SP

     Anitta durante participação no programa Estrelas da Casa. Foto: Reprodução


Os ingressos para os Ensaios da Anitta 2027 em São Paulo custam entre R$ 110 e R$ 450, sem considerar as taxas de serviço e administração. A apresentação está marcada para 31 de janeiro de 2027, na Mercado Livre Arena Pacaembu.

No setor Arena, a meia-entrada e o ingresso para pessoas com deficiência (PCD) saem por R$ 110, enquanto a inteira custa R$ 220. No Premium, os valores são de R$ 140 para meia-entrada e PCD, e de R$ 280 para a inteira. Já o setor Open cobra R$ 450 tanto pelo ingresso individual quanto pelo destinado a PCD.

A briga entre Mendonça e Moraes que quase chegou às vias de fato


      Os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes Foto: Reprodução

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam protagonizado uma discussão acalorada depois que uma investigação sob relatoria de Mendonça identificou Moraes como interlocutor do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O encontro, segundo o Metrópoles, ocorreu após Moraes pedir uma conversa com o colega na segunda (31).

O diálogo entre os dois ministros teria evoluído para um bate-boca e quase terminado em agressões físicas. Moraes questionou Mendonça pelo aprofundamento das apurações que levaram a Polícia Federal a esclarecer a identidade de uma pessoa mencionada em conversas de Vorcaro.

Na conversa, Vorcaro teria pedido a Moraes “proteção” do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A Polícia Federal apurou que Moraes era o interlocutor do empresário.

Durante a discussão, Mendonça quis saber como Moraes tomou conhecimento da investigação sigilosa. Moraes disse que tinha suas fontes e acusou o colega de direcionar a apuração contra ele.

As regras do STF exigem concordância de todos os ministros da Corte para investigar um integrante do tribunal. A exigência coloca o episódio sob análise dos demais membros do Supremo caso surjam medidas formais relacionadas à apuração.

Após o desentendimento, Moraes passou a reunir elementos para reagir a Mendonça.

Mendonça retira sigilo de relatório da PF sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro


Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado afirmou que o plenário da Corte, “de forma pública e transparente”, sobre uma eventual abertura de investigação contra o colega.

Antes de o caso chegar ao colegiado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá apresentar manifestação sobre as informações reunidas pela Polícia Federal.

O relator indicou que levará os elementos ao plenário mesmo que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, adote posição contrária à abertura de uma investigação.

“Após a análise preliminar das novas informações apresentadas, considerando que seriam aptas a ensejar a adoção de modalidade procedimental própria”, escreveu Mendonça.

Leia trecho da decisão:
Trecho da decisão de Mendonça. Foto: Reprodução

Fabio Faria articulou encontro entre Vorcaro e Moraes em Brasília

 Ex-ministro de Bolsonaro organizou reunião entre os dois em novembro de 2024

Fábio Faria  - Crédito: Divulgação

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria atuou para organizar um encontro entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Os registros foram incluídos em uma seção do relatório da PF intitulada “Outros encontros entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes”. Faria encaminhou a Vorcaro uma mensagem atribuída a Moraes com a proposta de uma reunião para o dia seguinte, às 19h30.

Esposa de Moraes aceitou receber imóveis de Vorcaro como pagamento em contrato

 Acordo com empresa do banqueiro estabelecia honorários de até R$ 50 milhões em 36 meses e permitia quitação com bens móveis e serviços

Viviane Barci de Moraes - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O contrato firmado pelo escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com uma empresa de Daniel Vorcaro permitia que honorários advocatícios fossem pagos por meio de imóveis, bens móveis ou serviços. A informação foi publicada nesta terça-feira (1º).

O acordo foi celebrado em 12 de maio de 2025 entre o escritório e a Viking Participações, empresa responsável pelo controle do patrimônio de Vorcaro, e estabelecia um limite máximo de remuneração de R$ 50 milhões ao longo de 36 meses.

Segundo o contrato, a forma de pagamento não ficava restrita a transferências bancárias. O documento autorizava expressamente a chamada dação em pagamento, mecanismo pelo qual uma obrigação financeira pode ser quitada mediante a entrega de um bem ou a prestação de um serviço

“Todos os honorários e custas previstos neste pacto poderão ser pagos mediante Transferência Eletrônica Disponível (TED) para crédito na conta corrente que a CONTRATADA mantém junto ao Banco Itaú S.A., […], São Paulo, SP, ou mediante Dação em pagamento – de bens imóveis, móveis ou serviços –, nos termos dos artigos 356 a 359 do Código Civil; sempre mediante a apresentação da Nota Fiscal de Serviços aos respectivos contratantes, cujos valores serão os previamente fixados, conforme cláusula 10 ‘b’”, estabelece uma das cláusulas reproduzidas pelo Metrópoles.

O dispositivo significa que, dentro das condições estabelecidas no acordo, imóveis pertencentes à empresa de Vorcaro poderiam ser utilizados para quitar valores devidos ao escritório de advocacia.

Apresentador do ‘Podcast 3 irmãos’ chama Marina Silva de “veiaca” (vídeo)

 Confrontado pela ex-ministra após fala pejorativa durante entrevista, apresentador pediu desculpas alegando uso de gíria regional

Marina Silva e Roberto Borracha  - Crédito: Reprodução/YouTube/Podcast 3 irmãos

 Durante entrevista concedida ao ‘Podcast 3 irmãos’ na última segunda-feira (31), a candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, Marina Silva (Rede), repreendeu o apresentador Roberto Andrade Filho, conhecido como Roberto Borracha, após ser chamada por ele de “veiaca”. A ex-ministra rebateu o rótulo imediatamente, esclarecendo a conotação pejorativa do termo e rejeitando a conduta do entrevistador.

Também implicado no caso Master, Flávio Bolsonaro pede renúncia de Moraes

 Candidato defendeu saída do ministro do STF, mas relatório do Coaf desmente declarações do parlamentar sobre o fim dos repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para Dark Horse

Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro - Crédito: Luiz Silveira/STF | Carlos Moura/Agência Senado

 O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria renunciar ao seu cargo na Suprema Corte após a revelação de que o magistrado editou um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“Isso é muito grave. Eu acho que o Alexandre de Moraes deveria renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo”, declarou o parlamentar antes de participar de uma sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado.

Moraes determina que armas de Bolsonaro sejam destruídas ou doadas a órgãos de segurança

 Ministro do STF rejeitou pedido da defesa para transferir registros a pessoa indicada pelo ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF – 14/09/2025 - Crédito: REUTERS/Mateus Bonomi

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (1º) que as armas de fogo vinculadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam encaminhadas de forma definitiva ao Comando do Exército. O destino dos armamentos deverá ser a destruição ou a doação a órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas, após a realização dos laudos periciais.

A decisão ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favoravelmente ao envio das armas ao Exército. A defesa de Bolsonaro havia pedido que a medida não fosse definitiva e tentou transferir o registro dos armamentos para uma pessoa escolhida pelo ex-presidente, mas Moraes rejeitou a solicitação.

Na decisão, o ministro afirmou que, diante do momento atual do processo, não há mais justificativa para manter as armas sob cautela com finalidade de persecução penal.

“Considerando o atual estágio processual, não subsiste interesse na manutenção cautelar das armas de fogo para fins de persecução penal, circunstância que autoriza sua destinação ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas, após a confecção dos respectivos laudos periciais”, escreveu Moraes.

Mendonça já calcula votos para abrir investigação contra Moraes no STF

Ministro considera graves suspeitas sobre suposta proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça determinou que Lula retire do ar trechos de discurso em convenção do PT na Bahia por possível propaganda eleitoral antecipada
Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia apresentar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido formal para abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, em meio a novas suspeitas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a coluna de Caio Junqueira, da CNN Brasil, Mendonça teria considerado graves as revelações de que Moraes poderia ter solicitado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, algum tipo de proteção a Vorcaro. Por se tratar de um integrante do Supremo, uma investigação desse porte só poderia ser autorizada pelo plenário da Corte.

Brasil deve retornar ao grupo das 10 maiores economias do mundo até o fim do ano, aponta FMI

 Projeções mostram que o país ultrapassará o Canadá em 2026 e pode assumir a 8ª posição global até o fim da década

Bandeira do Brasil instalada na fachada do Palácio do Planalto - Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Mesmo diante de uma desaceleração no segundo trimestre, a economia brasileira deverá retornar ao posto de décima maior do mundo até o encerramento deste ano, superando o Canadá. A estimativa consta nos dados e projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). No ano passado, o país havia ficado de fora da lista das dez maiores economias globais, ocupando o 11º lugar tanto em 2024 quanto em 2025.

De acordo com o FMI, a melhora no desempenho do Brasil ocorre em um cenário no qual a economia global enfrenta perda de ritmo. O organismo multilateral revisou ligeiramente para baixo suas estimativas para o crescimento mundial este ano, reduzindo a projeção de 3,1% para 3%. Em contrapartida, o avanço brasileiro ganha sustentação não apenas na atividade interna, mas também na dinâmica cambial.

Lula disse a empresários para comparar Alckmin a Alfredo Gaspar

 Em encontro no Alvorada, presidente defendeu ações do governo e ouviu cobranças sobre segurança pública e responsabilidade fiscal

Lula e Geraldo Alckmin - Crédito: Ricardo Stuckert

Em um jantar com empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou reforçar a comparação entre sua chapa e a do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa presidencial de 2026.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Lula pediu aos convidados que começassem a comparação pelos candidatos a vice. De um lado, citou Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente; do outro, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para compor a chapa de Flávio e ex-relator da CPMI do INSS no Congresso.

Moraes editou contrato de R$ 131 milhões da esposa com o Banco Master

 Registros obtidos em investigação mostram que perfil com nome do ministro fez alterações em documento da esposa com Daniel Vorcaro

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes - Crédito: Ascom STF

Registros obtidos pela Polícia Federal em uma investigação apontam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi o responsável por editar a versão final de um contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

Relatório do Coaf desmente Flávio Bolsonaro e mostra repasse de R$ 65 milhões de Vorcaro para Dark Horse

 Pagamentos de Daniel Vorcaro intermediados por Flávio Bolsonaro podem ter alcançado a cifra de R$ 72 milhões

Cartaz do filme Dark Horse- Jair Bolsonaro-Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro
Crédito: Dark Horse-Flávio Bolsonaro-Jair Bolsoanro (Foto: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Flávio Bolsonaro/Adriano Machado/Reuters/Daniel Vorcaro/Reprodução/ Montagem/IA Dall-e)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mentiu ao afirmar em entrevista à GloboNews que o banqueiro Daniel Vorcaro havia interrompido os repasses financeiros para o filme Dark Horse — cinebiografia sobre seu pai, Jair Bolsonaro (PL) — em maio de 2025, informa reportagem da revista piauí. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela que, em 16 de setembro de 2025, Vorcaro enviou mais uma parcela no valor exato de US$ 1.666.667 para o Havengate Development Fund, fundo norte-americano responsável por administrar os recursos da produção.

O repasse financeiro ocorreu exatamente oito dias após Flávio Bolsonaro enviar uma mensagem de texto ao banqueiro cobrando o pagamento das parcelas que estavam atrasadas. Com esta nova transferência, que permaneceu desconhecida do público até o momento, o montante total enviado por Vorcaro para a cinebiografia subiu de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões — o que, considerando a cotação da época, equivalia a mais de R$ 65 milhões.

“Inverossímil”: MP rejeita tese da PM sobre contatos com carro de Haddad


        Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O Ministério Público Eleitoral arquivou o procedimento que apurava uma possível abordagem irregular da Polícia Militar ao motorista da campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, mas rejeitou a hipótese de que os contatos sucessivos de viaturas com o veículo tenham ocorrido por “mera coincidência”. A apuração não encontrou elementos para atribuir ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, eventual ilícito eleitoral.

A Procuradoria Regional Eleitoral afirmou que os elementos reunidos “afastam por completo a verossimilhança de uma ‘mera coincidência’ no patrulhamento ordinário”. Para o procurador eleitoral, é “inverossímil” que, em um intervalo de 44 minutos e numa área geográfica restrita, duas equipes da Força Tática de batalhões diferentes tenham mantido contatos sucessivos com o mesmo carro.

O arquivamento não encerra a apuração criminal sobre o episódio de 11 de agosto. A Polícia Civil mantém um inquérito no 96º Distrito Policial, na área da 2ª Seccional, e a Procuradoria encaminhou cópia integral do procedimento ao Ministério Público de São Paulo para avaliação de eventuais providências na esfera criminal. O MP Eleitoral havia cobrado anteriormente explicações do governo paulista sobre a atuação das viaturas.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (31), Haddad afirmou que não acusou ninguém desde o início do episódio. “Eu, desde o começo desse episódio, não acusei ninguém, pressupus boa-fé, disse para todo mundo que só queria o esclarecimento do que aconteceu. (…) O procurador eleitoral disse que a versão apresentada foi inverossímil”, declarou.