sábado, 17 de outubro de 2026

Após vexame na Globo, Flávio enfrenta Lula em 30 minutos de embate livre na Band


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Foto: Jean Carniel/Adriano Machado/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) terão 30 minutos de confronto livre no primeiro bloco do debate da Band, neste domingo (18), a partir das 20h, em São Paulo. Será o primeiro encontro dos dois em um debate nesta eleição. As regras definidas pela emissora e pelos representantes dos partidos reservam espaço para perguntas dos apresentadores e embates diretos entre os candidatos.

Flávio Bolsonaro chegará ao confronto dois dias depois de deixar sem resposta uma pergunta de Renata Lo Prete na sabatina da TV Globo. A jornalista cobrou uma explicação para sua atuação em favor de uma proposta que retiraria a identificação de munições compradas pelas forças de segurança. Após insistir e ouvir respostas sobre outros temas, encerrou: “Eu entendi que fiquei sem resposta”.

A pergunta tratava de uma mudança que dificultaria investigar desvios de munições para milícias e facções criminosas. Antes, quando questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o dinheiro recebido para “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro contou mentiras em série, enquanto se desviava da pergunta, fazendo Renata Lo Prete disparar contra o candidato: “Eu vou insistir com o senhor em dois pontos. Eu não vou me referir aqui a informações que não estão confirmadas”.

Na Band, a mediação ficará a cargo de Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, que também formularão as perguntas da emissora. No primeiro bloco, cada candidato responderá a uma questão dos âncoras. Em seguida, Lula e Flávio Bolsonaro ficarão livres no estúdio para debater durante meia hora.

Flávio Bolsonaro Band
Púlpito de Flávio Bolsonaro vazio durante o debate presidencial do primeiro turno na Band. Foto: Renato Pizzutto/Band

Proposta do PL levaria 90% dos internos da Fundação Casa à Justiça criminal; a do PT, apenas 4%


                            Internos da Fundação Casa – Foto: Reprodução/TV Globo

A proposta do PL para reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes gerais e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico, terrorismo e organização criminosa alcançaria 4.382 dos 4.886 atos infracionais registrados pela Fundação Casa em São Paulo. O total equivale a 89,7% dos casos e levaria adolescentes hoje submetidos a medidas socioeducativas à Justiça comum, com inquérito policial, denúncia e processo criminal.

O cálculo considera os dados da Fundação Casa referentes a setembro. Pela proposta defendida pelo PT, que prevê a responsabilização penal a partir dos 16 anos apenas para crimes hediondos, o alcance cairia para 191 casos, ou 3,91% do total. Nessa categoria estão delitos como homicídio qualificado, feminicídio, latrocínio, estupro, extorsão mediante sequestro e lesão corporal seguida de morte.

Lula dispara nas redes e tem quase quatro vezes as interações de Flávio Bolsonaro


             O presidente Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumulou 97,5 milhões de interações nas redes sociais entre 6 e 15 de outubro, contra 26,9 milhões de Flávio Bolsonaro (PL). O volume do petista equivale a aproximadamente 3,6 vezes o do adversário, segundo levantamento da Bites feito a pedido do R7.

A análise reúne curtidas, comentários e compartilhamentos nas contas dos candidatos no Instagram, Facebook, TikTok e X. São interações com publicações, que podem incluir várias ações de uma mesma pessoa, e não uma contagem de eleitores.

Lula também publicou mais durante o período: foram 559 postagens, contra 121 de Flávio Bolsonaro. Na média por publicação, o senador ficou à frente, com cerca de 222,4 mil interações, ante 174,5 mil do presidente. Os indicadores mostram, portanto, diferenças tanto no volume de conteúdo quanto na repercussão média de cada postagem.

O Instagram concentrou a maior parte das interações de Lula. Foram 82,8 milhões nessa plataforma, aproximadamente 85% do total registrado pelo presidente nas quatro redes monitoradas.

Entre os conteúdos de maior repercussão está a publicação de 14 de outubro sobre a aprovação do fim da escala 6×1. O post ultrapassou 2,7 milhões de interações no Instagram. Mensagens de mobilização eleitoral também apareceram entre os destaques do petista.

TSE dá 24 horas para vice de Flávio Bolsonaro apagar mentira que liga Lula a facções


O candidato a vice-presidência, Alfredo Gaspar (PL). Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), retire em até 24 horas um vídeo que associa Lula (PT) ao crime organizado. Publicada nesta sexta-feira (16), a decisão atende a um pedido da coligação do presidente.

Gaspar compartilhou uma publicação sobre o assassinato do empresário Fred Williams, morto a tiros no sertão de Pernambuco. O empresário é apontado como organizador de uma carreata de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Na legenda, o candidato a vice usou o homicídio para fazer uma acusação contra o adversário. “Gravíssimo! O crime organizado tem lado na eleição presidencial, apoia Lula. Chega de impunidade!”, escreveu.

Estela considerou a publicação propaganda eleitoral irregular. Segundo a ministra, a autoria e a motivação do assassinato continuam sob investigação, sem elementos que permitam relacionar o episódio a organizações criminosas ou à candidatura de Lula. A própria reportagem compartilhada por Gaspar informa que o caso ainda está em apuração.

TSE nega pedido de Flávio Bolsonaro e mantém vídeo que o chama de “mentiroso Master”

                    O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Sergio Lima/AFP


A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou um pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para retirar um vídeo da campanha de Lula (PT) que o chama de “mentiroso Master”. A relatora considerou a expressão uma crítica à credibilidade do candidato, admissível no debate eleitoral, segundo a CNN Brasil.

Publicado em 26 de setembro no perfil @brasilcomlula, no Instagram, o vídeo reúne entrevistas e aponta contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro. A peça afirma que o senador mentiu ao negar conhecer o ex-banqueiro, receber dinheiro dele e viajar em seu jatinho.

Na ação contra Lula, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, Gleisi Hoffmann e Marcelo Freixo, o candidato alegou que suas falas foram descontextualizadas. Também contestou a referência a “pelo menos 43 mentiras” e sustentou que o termo “mentiroso Master” ultrapassava os limites da crítica política.

Estela rejeitou esses argumentos. Segundo a ministra, o próprio vídeo apresenta as reportagens que sustentam as referências a Vorcaro, sem distorções que permitam classificar o conteúdo como falso. A menção às “43 mentiras”, observou, reproduz o título de um levantamento do Aos Fatos identificado na publicação.

TSE proíbe campanha de Lula de associar Flávio Bolsonaro a milícias

 Ministro André Mendonça aponta falta de provas e uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Decisão prevê multa de R$ 10 mil por exibição

                    Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Reprodução/YT

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a organizações milicianas. Na decisão, proferida na quinta-feira (15), o magistrado considerou que a peça eleitoral sugeria vínculos do candidato com o crime organizado sem apresentar elementos suficientes para sustentar a acusação. A medida também questiona o uso de inteligência artificial para simular depoimentos e estabelece multa de R$ 10 mil por veiculação em caso de descumprimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A campanha de Lula apresentou a propaganda durante o horário eleitoral gratuito na televisão, em 13 de outubro. O material reunia relatos atribuídos a vítimas de milícias, trechos de reportagens jornalísticas e declarações antigas de Flávio Bolsonaro. A montagem sustentava a ideia de que o senador não teria condições de enfrentar o crime organizado em razão de supostas ligações com essas organizações. A campanha do parlamentar contestou o conteúdo e pediu a intervenção da Justiça Eleitoral.

Ao analisar a representação, o ministro entendeu que a propaganda ultrapassava os limites da crítica política permitida durante a disputa presidencial de 2026.

Em manifesto, ex-ministros de FHC e nomes da centro-direita declaram apoio a Lula

 Documento cita ameaças atribuídas ao projeto político de Flávio Bolsonaro e defende reeleição de Lula para preservar direitos e a democracia

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

Ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), intelectuais e personalidades identificadas com a centro-direita divulgaram um manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento aponta riscos associados ao projeto político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defende a preservação da democracia, dos direitos sociais e das instituições brasileiras.

Entre os signatários estão Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça e autor do pedido que resultou no golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), Beatriz Cardoso, filha de Fernando Henrique Cardoso, e Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda. Ao todo, quatro ex-integrantes do governo FHC assinaram a declaração.

“Neste segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e ideológicas”, afirma o manifesto.

O texto sustenta que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, garantir direitos e liberdades, manter o diálogo político e evitar retrocessos. O documento também menciona conquistas nas áreas social, trabalhista, educacional, da saúde pública e da preservação ambiental.

“Ao mesmo tempo, vemos, no projeto representado por Flávio Bolsonaro, ameaças a esses princípios, intenções de desarticular patamares de conquistas sociais consolidados e riscos à interlocução internacional multilateral consagrada pelo Brasil”, diz outro trecho do documento.

Marina chama Flávio Bolsonaro de “ignorante” após fala sobre Amazônia

 Em ato de apoio a Lula em São Paulo, ex-ministra contesta declarações do senador sobre queimadas e desmatamento e cita dados do Inpe

Marina Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil I Vittor Sales

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) chamou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de “ignorante” e “incompetente” neste sábado (17), durante um ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no centro de São Paulo. A ex-titular da pasta reagiu às declarações do parlamentar sobre queimadas e desmatamento na Amazônia, feitas na noite anterior durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. O senador da extrema direita ignorou que, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o atual governo registrou as menores taxas de desmatamento da história.

Na sabatina desta sexta-feira (16), o senador da extrema direita afirmou que o governo Lula registrava índices recordes de destruição ambiental na Amazônia. O senador também declarou que outubro teria apresentado o maior número de queimadas da história do País.

A ex-ministra questionou a interpretação dos indicadores ambientais apresentada pelo candidato do PL e afirmou que os dados oficiais não sustentam as acusações feitas durante a entrevista. “O Flávio Bolsonaro foi dizer lá no debate ontem que era o maior desmatamento do governo do presidente Lula. É um incompetente. Eu vou imitar o Darcy Ribeiro: ‘um ignorante’”, declarou Marina.

Richarlison cobra PF e cita Flávio Bolsonaro em caso de mansão avaliada em R$ 10 milhões (vídeo)

 Jogador citou o presidenciável da extrema direita e um advogado. ‘Tomaram o imóvel ilha sem gastar um tostão. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada’

Richarlison, mansão em Angra dos Reis e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução I Agência Senado

O atacante Richarlison, do Tottenham, da Inglaterra, cobrou a Polícia Federal (PF) investigação sobre as negociações envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, Angra dos Reis (RJ). O esportista acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento em uma disputa por uma propriedade na Ilha Comprida, Em vídeo no Instagram, o jogador afirmou que investiu cerca de R$ 10 milhões no imóvel, recusou uma proposta de compra do parlamentar e posteriormente perdeu a posse da propriedade por decisão judicial. 

O esportista mencionou também o advogado Willer Tomaz. “Flávio Bolsonaro e o tal do William Thomas pegaram a posse lá da ilha. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada. Peço ajuda à Polícia Federal. A gente está em busca de resposta. Estou em busca do meu dinheiro. Nem quero a ilha de volta”, afirmou Richarlison, que também viu falhas do Poder Judiciário. “A Justiça falhou. Pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra”, acrescentou. 

O caso ganhou repercussão em setembro de 2022, após reportagem do jornalista Guilherme Amado, publicada pelo Metrópoles. O conflito envolve a Sport 70, empresa ligada ao atacante e a seu então empresário Renato Rocha Velasco, e a WT Administração, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. A disputa judicial gira em torno de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. Embora o senador tenha sido indicado como testemunha no processo, ele não figurava como uma das partes diretamente envolvidas na ação. 

TSE muda local de 4,3 mil seções para o 2° turno entre Lula e Flávio Bolsonaro


            Urnas sendo preparadas para o 2º turno em São José dos Campos – Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 4.352 seções para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a Presidência. O eleitorado afetado representa 0,87% das 499.248 seções instaladas no país.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu as transferências a chuvas fortes, reformas emergenciais, falhas de acessibilidade e falta de energia elétrica. Em parte dos casos, danos em prédios levaram os cartórios a deslocar as seções preventivamente para locais próximos considerados seguros.

São Paulo concentrou o maior número de mudanças, com 982 seções transferidas. Minas Gerais teve 514 alterações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 431, e pela Bahia, com 312.

O TSE afirmou que a troca de endereço não reduziu o número de seções nem retirou o direito de voto dos eleitores. Mesmo quem votou no mesmo local no primeiro turno deve conferir o endereço antes de sair de casa.

Como consultar o local e por que as seções foram transferidas

Eleitora acessa o aplicativo e-Título, que permite consultar o local de votação – Foto: Divulgação

A consulta está disponível no aplicativo e-Título e no Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE. Os sistemas atualizam imediatamente as mudanças definidas pelos cartórios eleitorais.

Como jovens tentam furar a bolha e conquistar votos para Lula no segundo turno


Apoiadores do presidente Lula (PT) em ato no Largo da Batata (SP). Foto: Allison Salles/Folhapress

Jovens apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram a campanha pelo segundo turno com ações em universidades, redes sociais, transporte público, escolas e atos de rua. Em entrevistas ao g1, eles relataram estratégias para conquistar indecisos, virar votos e reduzir a abstenção na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Isadora de Oliveira, de 24 anos, ajudou a organizar um ato pró-Lula que, segundo a reportagem, reuniu cerca de 60 mil pessoas em Brasília, em 13 de outubro. “A gente quer ocupar faculdades, ônibus, metrô e conversar com as pessoas para mostrar que o futuro que a gente precisa não cabe no projeto da extrema-direita nem no de Flávio Bolsonaro, mas que será construído por nós, a partir da luta dos estudantes”, afirmou.

Daniella Dutra, de 21 anos, tornou público seu perfil nas redes sociais durante o segundo turno para falar sobre política e alcançar pessoas fora de seu círculo habitual. Ela aumentou a frequência das publicações e passou a interagir com eleitores de outros estados. “A gente tem que também saber falar com as pessoas de fora”, disse.

Bruna Lima, de 20 anos, participa de banquinhas vira-voto em pontos de ônibus e universidades. “A gente está indo sempre para olhar olho no olho do trabalhador e falar: por que você votou no Flávio Bolsonaro? Ou então por que você não saiu de casa para votar? E dar argumentos, debater, trazer fatos, trazer a história para que a gente consiga, de fato, fazer essa virada”, declarou.

Quaest divulga pesquisa entre Lula e Flávio Bolsonaro após sabatinas na Globo


O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) em sabatinas da TV Globo. Foto: Manoella Mello/TV Globo

A Quaest divulgará na quarta-feira (21) uma nova pesquisa sobre o segundo turno presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o jornal O Globo, será o primeiro levantamento do instituto após as sabatinas dos dois candidatos na TV Globo.

Lula participou da entrevista na quinta-feira (15), enquanto Flávio Bolsonaro foi sabatinado na sexta-feira (16). A coleta da nova pesquisa está prevista para ocorrer entre este sábado (17) e terça-feira (20), com 2.154 entrevistas presenciais.

Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento terá margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08535/2026.

Flávio Bolsonaro recua, Lula sobe e os dois candidatos registram empate técnico, mostra Ipespe/Abrapel

 Diferença entre os dois candidatos está dentro da margem de erro do levantamento

Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Charles Vieira I Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (17). O levantamento atribui 48,8% dos votos válidos ao petista e 51,2% ao parlamentar, uma diferença de 2,4 pontos percentuais que não permite identificar uma liderança estatisticamente consolidada. O resultado considera somente os votos válidos, excluindo os eleitores que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto. 

Na comparação com a pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada em 10 de outubro, o senador apresentou recuo numérico de 1,5 ponto percentual e o presidente avançou na mesma proporção. Na ocasião, o instituto registrou 52,7% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 47,3% para Lula, uma distância de 5,4 pontos percentuais.

A nova pesquisa, realizada entre os dias 13 e 15 de outubro, ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional. O estudo apresenta margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95,45%. Os números indicam uma disputa eleitoral equilibrada a oito dias da votação, marcada para 25 de outubro.

O Ipespe realizou o levantamento com recursos próprios e entrevistou 1.500 eleitores brasileiros entre 13 e 15 de outubro de 2026. O instituto informa margem de erro de 2,6 pontos percentuais em cada direção e nível de confiança de 95,45%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra a pesquisa sob o protocolo BR-00223/2026.

Acusada de favorecer Flávio, Meta recebe R$ 282 milhões e lidera receitas de campanhas


Mark Zuckerberg, dono da Meta, que é responsável pelo Facebook, WhatsApp, Instagram e pela Meta AI. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

A Meta, alvo de acusações de favorecer Flávio Bolsonaro (PL) e restringir conteúdos da campanha de Lula (PT), é a empresa que mais recebeu pagamentos diretos de candidaturas nas eleições brasileiras de 2026. A Facebook Serviços Online do Brasil, responsável pelas operações do grupo no país, recebeu R$ 282,4 milhões, segundo despesas declaradas à Justiça Eleitoral até quarta-feira (14). A companhia nega interferência política na disputa.

O levantamento foi publicado por Bruno Ribeiro, da Folha de S.Paulo, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e abrange pagamentos desde o início da campanha, em agosto. Os números ainda são parciais e podem aumentar com a atualização das prestações de contas.

Além dos repasses diretos à Meta, as candidaturas declararam R$ 99 milhões pagos à DLocal, empresa de pagamentos que intermedeia despesas de impulsionamento nas plataformas do grupo. Esse valor está registrado em nome da intermediária e não representa, automaticamente, receita integral da Meta. A terceira colocada entre os fornecedores é a Delta3 Comunicação, de Raul Rabelo, que trabalha para Lula, com R$ 31 milhões.

TSE
Foto: Arte/DCM

Os dois pontos de diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula no 2° turno, segundo nova pesquisa

    Flávio Bolsonaro e Lula – Foto: Reprodução

O Instituto Veritá divulgou neste sábado (17) uma pesquisa que aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial. Com duas casas decimais, os percentuais são de 51,07% para o senador e 48,93% para o petista, uma diferença de 2,14 pontos percentuais. O levantamento ouviu 15.554 eleitores entre 12 e 16 de outubro, nas 27 unidades da federação, e tem margem de erro de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

O Veritá foi um dos quatro institutos que apontaram Flávio à frente na reta final do primeiro turno. Apenas Palver, Gerp, Vox Brasil e Veritá apresentavam vantagem para o senador entre 11 pesquisas nacionais analisadas. Na ocasião, o Veritá registrou 45,14% para Flávio e 44,65% para Lula. Nas urnas, o candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente obteve 45,16%. Esta é a segunda pesquisa do instituto sobre o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Os recortes por gênero e religião mostram diferenças expressivas. Entre os homens, Flávio tem 58,9%, contra 38,7% de Lula. Entre as mulheres, que representam 52,8% da amostra, o presidente lidera com 55,7%, diante de 41,6% do adversário. Flávio também aparece à frente entre os evangélicos, com 64,9% contra 32,6%. Lula lidera entre os católicos, com 52,5% a 45,8%, e entre os entrevistados sem religião, com 63,6% a 33,2%.

Gráfico mostra intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro por gênero, religião, idade, escolaridade, raça e renda – Fonte: Instituto Veritá

Lula supera Flávio Bolsonaro na Globo e atrai 800 mil telespectadores a mais

 Entrevista do presidente alcançou 25 pontos de audiência na Grande São Paulo, contra 21 do senador, uma diferença de 19% segundo o Ibope

    Lula e Flávio Bolsonaro durante entrevistas concedidas à Globo - Crédito: Ricardo Stuckert I Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou audiência 19% superior à do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas entrevistas que a TV Globo exibiu em horário nobre nesta semana. De acordo com informações divulgadas pela coluna F5, no jornal Folha de S.Paulo, o petista alcançou 25 pontos no Ibope, contra 21 do adversário, e reuniu aproximadamente 800 mil espectadores a mais na Grande São Paulo.

Os dados mostram que a participação de Lula na quinta-feira (15) alcançou cerca de 4,9 milhões de pessoas na região da capital paulista. Já a entrevista de Flávio Bolsonaro, que a jornalista Renata Lo Prete conduziu na sexta-feira (16), registrou uma média de 4,1 milhões de telespectadores.

A comparação considera os números da Grande São Paulo, principal mercado de televisão do país. Nessa região, cada ponto de audiência corresponde a aproximadamente 199 mil pessoas, segundo os parâmetros utilizados no levantamento.

A entrevista do presidente também conquistou a maior audiência da televisão brasileira na quinta-feira (15), superando inclusive a programação de entretenimento exibida naquele dia

A novela Quem Ama Cuida, protagonizada pela atriz Letícia Colin, marcou 24 pontos de média, um ponto abaixo dos 25 registrados pela participação do chefe do Executivo.

Lavareda diz que Lula recuperou competitividade e pode repetir virada de Dilma em 2014

 

 Lula e Dilma – Foto: Reprodução/Felipe Dana/AP


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou a competitividade eleitoral no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e pode repetir a trajetória de Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014, segundo o cientista político Antônio Lavareda, presidente do conselho do IPESP. Em entrevista à TV 247, o especialista afirmou que a redução da diferença entre os candidatos nas pesquisas abriu a possibilidade de uma virada na reta final da disputa. Ele destacou, entretanto, que a abstenção entre eleitores de menor renda representa um dos principais obstáculos para uma eventual vitória do petista.

Lavareda explicou que, na semana anterior, levantamentos indicavam uma vantagem de quatro a seis pontos percentuais para Flávio Bolsonaro. Segundo sua avaliação, pesquisas mais recentes, como as de Nexos, PoderData e Quaest, passaram a registrar uma aproximação entre os candidatos, em meio à mobilização de jovens e à participação de novos atores na campanha. O cientista político comparou o cenário à eleição de 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu superar Aécio Neves na reta final. “Lula recuperou a competitividade e abre a possibilidade de nós repetirmos a linha do tempo do segundo turno de 2014. Naquela eleição, Dilma só conseguiu ultrapassar Aécio Neves por volta de 20 de outubro, virando uma marca de desvantagem que depois se consolidou na reta de chegada. A pesquisa alimenta a expectativa de assistirmos a algo semelhante.”

VÍDEO: Porteiro é levado pela polícia após panelaço contra Flávio e ameaças de bolsonarista

 

     Policiais abordam moradores após panelaço contra Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/X


Um porteiro que participava de um panelaço contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi levado pela polícia em Maceió, Alagoas, após uma confusão envolvendo um suposto apoiador do senador. Segundo o relato de um morador que presenciou o episódio, o homem teria ameaçado os manifestantes, tentado escalar a parede do edifício e acionado a polícia. Apesar das denúncias de intimidação, o trabalhador que participava do protesto ao lado de moradores e vizinhos acabou conduzido pelos agentes.

A denúncia foi apresentada por Felipe, identificado no Instagram pelo perfil @felipe.verlaine, que afirmou ter registrado parte da ocorrência e feito um boletim de ocorrência pelas ameaças recebidas. O panelaço aconteceu durante a entrevista de Flávio Bolsonaro à TV Globo, na noite desta sexta-feira (16). Felipe contou que aderiu a uma convocação do deputado federal André Janones (Avante-MG) e desceu para a frente do prédio com uma panela. O porteiro também participou da manifestação, acompanhado por moradores do edifício e pessoas que estavam na rua.

Dark Horse: PF identifica “severa” divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro

 Investigação aponta que mais de US$ 12 milhões foram enviados ao exterior, mas apenas US$ 2,8 milhões retornaram ao Brasil; dinheiro passou por fundo ligado a advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro

            Crédito: Brasil 247

 A Polícia Federal identificou uma divergência considerada “severa” entre os valores transferidos ao exterior e os recursos que ingressaram no Brasil para financiar o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões foram enviados a um fundo nos Estados Unidos, enquanto apenas US$ 2,8 milhões tiveram entrada registrada no país. A diferença, superior a US$ 9,2 milhões, levou a corporação a aprofundar as apurações sobre o destino do dinheiro e a possibilidade de utilização do projeto cinematográfico para encobrir movimentações financeiras irregulares.

As informações, segundo o G1, constam em documentos apresentados pela Polícia Federal para justificar a prorrogação da investigação. De acordo com a reportagem, os recursos partiram da Entre Investimentos, empresa ligada ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e foram direcionados ao fundo estadunidense Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Passarela das Cataratas do Iguaçu resiste a cheias; como é possível?

 A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14)

A vazão no vertedouro da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, chegou a quase 9,3 milhões de litros de água por segundo na manhã de domingo; excesso de água escoado pelas três calhas – condição rara, registrada pela última vez no dia 22 de novembro de 2015 – é o equivalente a seis vezes o volume normal das Cataratas do IguaçuCrédito: José Barbacena

A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi projetada para resistir à força de grandes enchentes por meio de fundações fixadas diretamente na rocha do leito do Rio Iguaçu. A técnica permite que a estrutura suporte a pressão de milhões de litros de água por segundo, mesmo quando a correnteza ultrapassa a altura do passeio utilizado pelos turistas. As informações são do g1.

A resistência da construção voltou a chamar a atenção após a vazão das Cataratas atingir 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14), volume mais de dez vezes superior à média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. Apesar da intensidade da cheia, a passarela foi construída para enfrentar situações ainda mais extremas e já suportou vazões de até 46 milhões de litros por segundo sem que seus pilares e vigas de concreto fossem arrastados.

Fundações ancoradas na rocha garantem resistência

O principal recurso utilizado na construção é um sistema de fundações conhecido como estacas-raiz. Diferentemente das estruturas apoiadas superficialmente no terreno, essas estacas são instaladas em perfurações profundas, que alcançam o interior da rocha.


VÍDEO: Com a presença de Lula, Congresso promulga fim da escala 6×1


Lula ergue um exemplar da Constituição durante cerimônia no Congresso Nacional. Foto: Reprodução

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (16) a emenda constitucional que encerra a escala de trabalho 6×1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da sessão solene realizada no plenário do Senado.

A Emenda Constitucional 141 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana aos trabalhadores formais. A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara e no Senado, com votos de governistas, parlamentares do centrão e integrantes da oposição.

A mudança será aplicada de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação, o trabalhador passará a ter direito ao segundo dia de folga semanal e o limite da jornada cairá das atuais 44 para 42 horas.


Doze meses depois da primeira redução, a jornada máxima será novamente diminuída, desta vez para 40 horas semanais. A mudança não prevê redução salarial. Lula adotou o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso como uma das principais bandeiras de sua campanha pela reeleição.

Durante a cerimônia, Lula foi ovacionado por parte dos presentes no plenário. Parlamentares e convidados entoaram o coro “olê, olê, olá, Lula, Lula” enquanto o presidente acompanhava a promulgação da emenda.