quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Operador diz que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a advogado de Eduardo Bolsonaro

Freixo Júnior entregou documentos à PGR; PF apura suspeita de evasão e possível uso dos valores na estadia do ex-deputado nos EUA

     Crédito: Divulgação/Grupo Entre

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior afirmou que recursos do banqueiro Daniel Vorcaro financiaram transferências da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e administrado por um advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A informação, prestada em acordo de colaboração premiada que ainda depende de homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), foi publicada inicialmente por O Globo e confirmada pelo Estado de S. Paulo.

Segundo Freixo Júnior, os pagamentos foram solicitados a Vorcaro pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O argumento apresentado ao banqueiro era que os recursos seriam usados na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos, entregou aos investigadores documentos sobre os repasses ao Havengate. Ele declarou que o dinheiro partiu de uma estrutura financeira que mantinha com Vorcaro e descreveu como uma espécie de conta conjunta, utilizada para executar pagamentos determinados pelo banqueiro.

O empresário também apresentou comprovantes das operações de câmbio realizadas para enviar os valores ao exterior. Os registros podem ajudar os investigadores a verificar a origem do dinheiro e avançar na apuração de uma possível evasão de divisas.

A defesa de Freixo Júnior e a campanha de Flávio Bolsonaro não responderam aos pedidos de manifestação feitos pelo Estadão até a publicação da apuração.

Freixo Júnior atuava como operador financeiro de Vorcaro e assinou o acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi encaminhado na semana passada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF.

O gabinete deverá marcar uma audiência para avaliar se o empresário firmou o acordo de forma espontânea. Mendonça decidirá posteriormente se homologa a colaboração, procedimento que dará respaldo jurídico ao uso das informações como meio de prova.

⦾ Como os repasses teriam sido feitos

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro e divulgadas pelo Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro pediu ao banqueiro, em 2025, US$ 24 milhões para a produção do filme. Planilhas e registros financeiros apontaram o pagamento de pelo menos US$ 10,6 milhões, valor equivalente, na época, a aproximadamente R$ 61 milhões.

As conversas também indicaram que Flávio forneceu posteriormente os dados da conta do Havengate. Em uma das mensagens, Vorcaro informou que os pagamentos seriam realizados pela Entre Investimentos, de Freixo Júnior.

Um comprovante bancário de 13 de fevereiro de 2025 registra uma transferência de US$ 2 milhões da Entre Investimentos e Participações para o Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A operação passou pelo Banco BS2 e teve como destino uma conta vinculada ao JPMorgan Chase Bank.

A Polícia Federal abriu um inquérito, autorizado por André Mendonça, para investigar possíveis crimes nas transferências. A apuração também busca esclarecer se parte dos recursos foi usada para pagar despesas da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Freixo Júnior declarou nos depoimentos que não sabia qual seria a destinação final do dinheiro. Ele sustentou que apenas cumpriu ordens de Vorcaro e atribuiu ao banqueiro a origem dos recursos enviados ao Havengate.

 Situação política dos irmãos Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou na quarta-feira (2) o registro da chapa presidencial formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, ambos do PL. A candidatura foi validada por unanimidade, segundo o TSE.

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em 18 de dezembro de 2025. A Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do cargo porque ele deixou de comparecer a um terço das sessões deliberativas daquele ano, conforme o ato oficial da Câmara dos Deputados.

Fonte: Brasil 247 com informações publicada inicialmente por O Globo e confirmada pelo Estado de S. Paulo

Datafolha: Lula lidera com 38%, Flávio tem 33% e Cury dispara para 8%


Os candidatos a presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/Vitor Salles

O presidente Lula (PT) lidera a corrida presidencial com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8%, após avançar seis pontos percentuais em relação à rodada anterior.

Na pesquisa de 21 de agosto, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 33%. A diferença entre os dois líderes passou, portanto, de seis para cinco pontos percentuais. A oscilação de um ponto do presidente está dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, enquanto o senador permaneceu no mesmo patamar.

A principal mudança do levantamento está no desempenho de Cury. O escritor passou de 2% para 8% e assumiu isoladamente o terceiro lugar. Na pesquisa anterior, estava atrás de Ronaldo Caiado (PSD), que tinha 5%, de Renan Santos (Missão), com 4%, e de Romeu Zema (Novo), com 3%.

Agora, Caiado aparece com 4%, Renan tem 3% e Zema registra 2%. Cury abriu quatro pontos sobre o governador de Goiás e passou a ocupar uma faixa própria entre os dois líderes e o restante dos candidatos. O crescimento do escritor já havia aparecido em outros levantamentos recentes.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 1% cada. Wilson Grassi (Democrata) registra 0%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato somam 6%. A versão consultada da pesquisa ainda não apresentava percentuais fechados para todos os demais nomes e para os indecisos.

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre segunda-feira (1º) e esta quinta-feira (3). O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03669/2026.

A rodada é a primeira do instituto após o início do horário eleitoral gratuito e a sequência de entrevistas dos presidenciáveis na televisão. Lula permanece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, enquanto o avanço de Cury altera a configuração do bloco intermediário da disputa.

Fonte: DCM

Datafolha: rejeição a Flávio Bolsonaro chega a 47% e supera a de Lula


Toalhas com imagens de Flávio Bolsonaro e Lula vendidas por ambulante em São Paulo. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem rejeição de 47% entre os eleitores, enquanto o presidente Lula (PT) registra 45%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (03). Os índices medem a parcela que afirma não votar nos candidatos de jeito nenhum na disputa presidencial de 2026. Com informações de Folha de S.Paulo.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 125 cidades, na terça-feira (01) e na quarta-feira (02). Encomendada pela TV Globo e pela Folha, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Há duas semanas, Flávio Bolsonaro marcava 46% de rejeição, um ponto abaixo do resultado atual. Lula tinha os mesmos 45% aferidos agora. A candidatura do senador passou a ser tratada como o nome do bolsonarismo na corrida depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho para a eleição.

Entre os demais nomes pesquisados, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 9% de rejeição. Romeu Zema (Novo) tem 16%, Renan Santos (Missão) soma 15% e Ronaldo Caiado (PSD) registra 13%.
Gráfico gerado por IA

Augusto Cury ampliou presença nas redes antes da pesquisa

Cury havia sido rejeitado por 8% dos entrevistados na rodada anterior, quando ainda tinha menor nível de conhecimento. Uma estratégia de divulgação nas redes sociais acrescentou 2,5 milhões de seguidores ao perfil do candidato no Instagram, apesar de ele dispor de 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito.

A campanha do candidato nega que tenha pago influenciadores ou usado robôs para impulsionar sua presença digital. Adversários levantaram suspeitas sobre a origem do crescimento nas redes.

Na pesquisa anterior, Zema, Caiado e Renan Santos estavam tecnicamente empatados na rejeição: o ex-governador de Minas Gerais tinha 16%, o governador de Goiás registrava 14% e o dirigente do Missão também somava 14%.

Marqueteiros costumam considerar taxas acima de 40% um obstáculo relevante, especialmente quando o candidato enfrenta adversários menos rejeitados em eventual segundo turno. Se Lula e Flávio Bolsonaro avançarem à etapa final, a proximidade nos índices deve concentrar a disputa nos eleitores ainda indecisos.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Datafolha: desaprovação do governo Lula sobe a 51%, e aprovação cai a 45%


     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em convenção do PT em Salvador, na Bahia. Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51% de desaprovação e 45% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Em relação ao levantamento de agosto, a reprovação oscilou de 50% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%. Com informações de g1.

O instituto também perguntou sobre a avaliação da gestão. Para 42% dos entrevistados, o governo é ruim ou péssimo; 31% o consideram ótimo ou bom, e 25% o classificam como regular.

Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, os índices de ruim ou péssimo somavam 41%, enquanto ótimo ou bom alcançava 33%. O percentual de avaliação regular permaneceu em 25%.

Entre os entrevistados, 4% disseram não saber se aprovam ou desaprovam o governo, ante 3% na rodada anterior. Na avaliação da gestão, 1% não soube responder, mesma taxa registrada em agosto.
Gráfico gerado por IA

Datafolha ouviu 2.002 eleitores em setembro

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 1º e 3 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.

Nos cenários de primeiro turno divulgados junto à pesquisa, Lula aparece com 38% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro tem 33%.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula marca 46%, e Flávio Bolsonaro, 44%, de acordo com os números publicados pelo Datafolha.

Fonte: DCM com informações do G1

Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, em simulação de 2º turno


       Montagem com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto, ante 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência. Os números constam em pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Com informações de g1.

A diferença de dois pontos percentuais entre os dois está no limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior, divulgada em 21 de agosto, Lula marcava 47% e Flávio Bolsonaro, 43%.

Na atual pesquisa, 9% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos. Outros 2% se declararam indecisos.

O instituto ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 1º e 3 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro BR-03669/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Outras simulações de segundo turno

Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 46%, enquanto o adversário registra 41%. Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, e 2% não souberam responder.

Em um confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente alcança 48% e o mineiro tem 39%. O levantamento anotou 12% de brancos, nulos ou nenhum e 2% de indecisos nesse cenário.

A pesquisa também simulou uma disputa entre Lula e Renan Santos, do Missão. O petista obteve 47%, contra 38% do adversário; 13% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos nomes, e 2% não responderam.

O Datafolha realizou o levantamento por encomenda da Globo e da Folha de S.Paulo. As simulações tratam de uma eventual eleição presidencial de 2026.

Fonte: DCM com informações do G1

Erika Hilton volta a denunciar Ratinho após fala contra mulheres trans


                 Erika Hilton e Ratinho em imagens reunidas em montagem. Foto: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma nova representação contra Ratinho ao Ministério Público após o apresentador repetir declarações contra mulheres trans e questionar a atuação dela na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. A defesa da parlamentar pediu investigação por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. Com informações de Metrópoles.

Ratinho fez as declarações no podcast “Papagaio Falante”, apresentado por Sérgio Mallandro. Ao comentar a disputa anterior com a deputada, ele afirmou que não mudou de posição e contestou que uma mulher trans presida a comissão.

“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que a Comissão da Mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, que tem as dores da mulher”, disse o apresentador.

A representação trata a fala como novo episódio de ataques à identidade de gênero de mulheres trans. Erika Hilton preside a comissão da Câmara dos Deputados desde 2025.

Decisão garantiu direito de resposta a Erika Hilton no SBT

A nova medida ocorre meses após outra controvérsia judicial entre os dois. Em seu programa no SBT, Ratinho já havia dito que mulheres trans não seriam mulheres e associado a identidade feminina à menstruação, ao útero e à possibilidade de ter filhos.

Na ocasião, Erika Hilton entrou com ação civil pública e pediu R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti. A deputada também afirmou que as falas atingiam mulheres que não menstruam, não têm útero ou não têm filhos.

“Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, escreveu a parlamentar nas redes sociais.

Em segunda instância, a Justiça de São Paulo assegurou a Erika Hilton direito de resposta. A decisão determinou que o SBT exiba um vídeo da deputada no mesmo programa e horário das ofensas, sob multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Ratinho também move ação contra Erika Hilton na Justiça Federal. O apresentador pede esclarecimentos após a deputada compartilhar uma publicação que acusava um de seus filhos de estupro.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Fim da ‘taxa das blusinhas’ é aprovado pelo Senado; veja o que muda


  Shein, popular loja de ‘blusinhas’ da internet, abre unidade temporária em Fortaleza. Foto: Divulgação

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que autoriza o Ministério da Fazenda a reduzir a zero o imposto de importação cobrado em compras internacionais de até US$ 50. A votação simbólica confirmou o texto já aprovado pela Câmara no mesmo dia, e a proposta agora segue para sanção do presidente Lula.

A MP cria o caminho legal para encerrar a cobrança de 20% que ficou conhecida como taxa das blusinhas. A redução efetiva da alíquota dependerá de ato do ministro da Fazenda, que passa a ter competência para alterar a tributação das remessas postais internacionais nessa faixa de valor.

O ICMS continuará incidindo sobre as compras internacionais. Como se trata de um imposto estadual, uma eventual isenção depende de decisão dos governos de cada estado.

O Congresso precisava concluir a análise antes de 8 de setembro, data em que a medida provisória perderia a validade. O texto avançou após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta. Foto: Divulgação
Na quarta-feira (2), a comissão mista que analisou a MP incluiu um mecanismo para medir os impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação ocorrerá três meses após a entrada em vigor das regras; as seguintes terão intervalo de seis meses.

O Ministério da Fazenda deverá analisar impactos sobre emprego, renda, arrecadação federal, competitividade da indústria e do comércio varejista. Caso identifique efeitos negativos para algum setor, a pasta deverá estudar medidas de mitigação.

A revisão obrigatória alcançará os segmentos de têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O Congresso também reavaliará anualmente o fim da cobrança com base em dados que a Fazenda deverá apresentar até 30 de abril.

A cobrança criada em 2024 enfrentou resistência entre consumidores que compram produtos baratos em plataformas internacionais, como a Shein. Empresários do varejo nacional, por sua vez, sustentam que a isenção para importações de baixo valor amplia a concorrência desigual com empresas brasileiras.

Fonte: DCM

Após “inquisição” no JN, Lula cobra Globo por notícia sobre fim da fila do INSS


     O presidente Lula. Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “inquisição” a entrevista que concedeu à TV Globo na semana passada e disse que decidiu anunciar o fim da fila do INSS depois de ser questionado pelo jornalista César Tralli sobre os pedidos pendentes. Ao falar nesta quinta-feira (03), Lula também cobrou que o Jornal Nacional noticie a medida.

“Fui pra entrevista da Globo, que parecia uma inquisição. O Tralli disse: ‘Mas a Previdência tem 3 milhões’. Falei: ‘Tinha. Você tá convidado a ir a Brasília que vamos anunciar o fim da fila’”, afirmou o presidente. Em seguida, acrescentou: “Anunciamos. Vamos ver se o Jornal Nacional vai noticiar.”

O anúncio ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Lula relatou que reconheceu, durante a entrevista, a existência de uma fila e convidou Tralli a acompanhar a apresentação dos resultados em Brasília.

Três candidatos ao Senado pelo Paraná têm disputa acirrada, diz pesquisa



Uma sondagem da Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira (3), mostra três candidatos praticamente juntos na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Paraná. Pelos números, Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT) estão vivendo uma disputa acirrada.

A Paraná Pesquisas ouviu 1.280 mil eleitores do Paraná. As entrevistas foram feitas de 31 de agosto a 2 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A sondagem está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-03399/2026.

Cenário estimulado

Deltan Dallagnol tem 30,8%, Alexandre Curi aparece com 28,4%, Gleisi Hoffmann tem 25,7% e Filipe Barros, 22,9%. Em seguida, Cristina Graeml (PSD) tem 13%, e Doutor Rosinha (PT)13%. Marcelo Marcelino (PCO) aparece com 1,7%, Joaquim do MLB (UP) 1,3%, e Karen Guerreiro (Missão) com 0,9%. A opção nenhum, brancos e nulos soma 7,4% e a alternativa não sabe ou não opinou representa 6,1%.

Cid e Luizianne empatam na disputa pelo Senado no Ceará, aponta AtlasIntel

 Pesquisa Focus Poder + AtlasIntel mostra quatro candidaturas competitivas e indica que o segundo voto pode ser decisivo na eleição de 2026

Cid Gomes e Luizianne Lins aparecem tecnicamente empatados na liderança da disputa pelas duas vagas do Ceará no Senado, segundo pesquisa Focus Poder + AtlasIntel; Capitão Wagner e Alcides Fernandes também surgem competitivos no campo da direita - Crédito: Agência Senado | Agência Câmara


A corrida pelas duas vagas do Ceará no Senado em 2026 começa sem liderança consolidada e com quatro nomes em condição competitiva. Cid Gomes (PSB) aparece com 24,4% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Luizianne Lins (Rede), que registra 24,2%, segundo pesquisa Focus Poder + AtlasIntel divulgada pelo Focus Poder.

O levantamento mostra ainda Capitão Wagner (União Brasil) com 19,1% e Alcides Fernandes (PL) com 15,7%. Considerando apenas os votos válidos, Cid soma 28,0%, Luizianne tem 27,8%, Wagner aparece com 22,0% e Alcides marca 18,0%.

A principal particularidade da disputa é o peso do segundo voto. Como em 2026 cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, a eleição não se organiza apenas pela ordem tradicional de primeiro, segundo e terceiro colocados. O levantamento indica que Luizianne tem mais força como primeira opção, enquanto Cid cresce quando o eleitor indica a segunda escolha.

No primeiro voto, Luizianne lidera com 29,3%. Wagner aparece em seguida, com 23,9%, Cid tem 22,4% e Alcides, 14,3%. Já no segundo voto, Cid passa à frente, com 26,4%. Luizianne cai para 19,0%, Alcides chega a 17,2% e Wagner registra 14,3%.

AtlasIntel: Zucco lidera disputa pelo governo do RS

Levantamento aponta Zucco com 44,3% das intenções de voto, ante 37,5% de Juliana Brizola

Juliana Brizola e Zucco  - Crédito: Reprodução/X/@JulianaBrizola | Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece à frente na corrida pelo governo do Rio Grande do Sul, com 44,3% das intenções de voto, de acordo com pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (3). Juliana Brizola (PDT) ocupa a segunda posição, com 37,5%. A distância entre os dois primeiros colocados é de 6,8 pontos percentuais.

⦿ Gabriel Souza aparece em terceiro

Na sequência da disputa está Gabriel Souza (MDB), com 10,4% das intenções de voto. Marcel Maranata (PSDB) registra 2,3%. Já os entrevistados que declararam voto branco ou nulo ou disseram não saber em quem votar correspondem a 5,5% da amostra.

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, portanto, Zucco lidera com 44,3%, seguido por Juliana Brizola, com 37,5%. Gabriel Souza aparece com 10,4%, enquanto Marcel Maranata soma 2,3%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder representam 5,5%.

⦿ AtlasIntel ouviu 1.783 eleitores

A AtlasIntel ouviu 1.783 eleitores do Rio Grande do Sul pela internet entre 27 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios da AtlasIntel e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-00652/2026.

Fonte: Brasil 247

Empresa de Ratinho e Ratinho Jr. recebeu R$ 1,68 milhão do Master


             Ratinho Jr., governador do Paraná, e seu pai, o apresentador Ratinho. Foto: Reprodução

A Massa & Massa, empresa que tem como sócios o apresentador Ratinho e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), recebeu R$ 1,68 milhão do Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O Grupo Massa confirmou os repasses, divididos em quatro parcelas de R$ 420 mil, segundo a coluna Painel na Folha de S.Paulo.

Esta é a primeira empresa ligada ao apresentador que aparece em negócios com o Master e também inclui o governador entre os sócios. Constituída para explorar comercialmente a imagem de Ratinho, a companhia pertence ainda à esposa do apresentador e a dois irmãos de Ratinho Junior.

Uma das parcelas de R$ 420 mil constava como atrasada em um documento anexado a um relatório da Polícia Federal. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, divulgou o relatório na terça-feira (01).

Um integrante da tesouraria do Master enviou a relação de contas a pagar a Vorcaro em 14 de julho de 2025. A lista também incluía o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro Alexandre de Moraes, com saldo pendente de R$ 3,4 milhões.

Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Contrato envolvia publicidade do CredCesta

O Grupo Massa afirmou que Ratinho assinou um contrato privado de publicidade para ceder sua imagem à promoção do CredCesta, cartão de crédito consignado oferecido pelo Banco Master.

Após o pagamento das quatro parcelas, as partes encerraram a relação comercial por meio de distrato. O conglomerado atribuiu a decisão a atrasos e ao desencontro entre a prestação dos serviços e os respectivos pagamentos.

“À época da celebração do contrato, o Banco Master operava regularmente e não havia questionamentos públicos sobre sua idoneidade que impedissem ou desaconselhassem uma relação comercial dessa natureza. A contratação teve caráter exclusivamente comercial e publicitário, vinculada ao uso da imagem do apresentador e à divulgação do CredCesta”, declarou o Grupo Massa. O Governo do Paraná não comentou o caso.

Outras duas empresas do apresentador, Massa Intermediação e Gralha Azul Empreendimentos e Participações, já haviam aparecido como destinatárias de pagamentos do Master, mas não tinham Ratinho Junior no quadro societário. O governador desistiu de disputar a Presidência em março e tenta eleger Sandro Alex (PSD) como seu sucessor no Palácio Iguaçu.

Fonte: DCM com informações da coluna Painel na Folha de S. Paulo

Delator de Vorcaro expõe repasse de US$ 10 milhões a fundo ligado a Eduardo Bolsonaro


      Daniel Vorcaro e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, que firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), entregou extratos e comprovantes de transferências para um fundo de investimentos nos Estados Unidos ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele afirmou aos investigadores que o banqueiro Daniel Vorcaro determinou os pagamentos.

Freixo Júnior disse que Vorcaro apresentou como justificativa o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O colaborador relatou operações que teriam enviado recursos ao exterior para custear o projeto.

O acordo prevê o pagamento de cerca de R$ 2 bilhões em multa. Freixo Júnior também descreveu operações financeiras que considera ilícitas, realizadas por meio de fundos de investimento e pagamentos em dinheiro vivo, supostamente a pedido do banqueiro.

A PGR encaminhou a colaboração ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cerca de 15 dias antes da divulgação do caso. O ministro ainda não homologou o acordo, etapa necessária para lhe dar validade jurídica e permitir o uso das informações como meio de prova.

Rafael Fonteles lidera no Piauí com 62,4%, diz pesquisa Atlas

 Governador petista soma 62,4%, contra 20,9% de Joel Rodrigues, segundo o levantamento

Rafael Fonteles  -  Crédito: Divulgação

O governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), alcança 62,4% das intenções de voto e mantém ampla vantagem na disputa pelo Palácio de Karnak, segundo pesquisa Atlas/MeioNorte divulgada nesta quinta-feira (3). Joel Rodrigues (PP), segundo colocado, aparece com 20,9%.

A distância entre Fonteles e Joel Rodrigues chega a 41,5 pontos percentuais. Todos os demais candidatos apresentados no levantamento registram menos de 2% das intenções de voto.

Dra. Lúcia Santos (PSDB) ocupa a terceira posição, com 1,5%. Lourdes Melo (PCO) aparece com 0,8%, enquanto Elizeu Aguiar (Novo) e Professor Gisvaldo (PSOL) registram 0,6% cada.

Gustavo pelo Piauí (Avante) tem 0,5%. Geraldo Carvalho (PSTU), Professor Jurity (DC) e Santiago Belizário (UP) aparecem com 0,2% cada. Ravenna da Inclusão (Democrata) registra 0%.

Entre os entrevistados, 6,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 5,7% ainda não sabem em quem votar para o governo do Piauí.

Tarcísio demite Delegado Da Cunha da Polícia Civil de São Paulo

 Governo paulista aplicou pena de demissão a bem do serviço público após considerar procedentes acusações analisadas em processo administrativo

O deputado federal Delegado Da Cunha foi demitido dos quadros da Polícia Civil de São Paulo por decisão do governador Tarcísio de Freitas após processo administrativo
Crédito: Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou nesta quinta-feira (3) a demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil paulista. A punição aplicada foi a de demissão a bem do serviço público, prevista entre as sanções mais graves do Estatuto da instituição.

A informação foi publicada inicialmente pela coluna do jornalista Alfredo Henrique, do Metrópoles. Segundo a reportagem, o ato apareceu no Diário Oficial do Estado depois de o governo considerar procedentes as acusações examinadas no processo administrativo instaurado contra Da Cunha.