sábado, 25 de julho de 2026

Fachin repudia ofensa de Milei a Moraes feita em solo brasileiro


O presidente atual do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autor da nota em resposta ao relatório feito pelos Estados Unidos. Fonte: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, repudiou neste sábado (25) o insulto feito pelo presidente da Argentina, Javier Milei, contra Alexandre de Moraes durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Fachin classificou a declaração como desrespeitosa e incompatível com a civilidade exigida nas relações entre países.

“Tomei conhecimento da declaração do presidente da Argentina sobre ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do país, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.

O presidente do STF também ressaltou a independência da Corte diante de pressões estrangeiras. “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, completou.

Milei Fachin
O presidente argentino, Javier Milei, e o candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Jean Carniel/Reuters
A nota foi divulgada depois de Milei chamar Moraes de “lixo careca” no palco da convenção do PL, realizada em São Paulo. O argentino atacou o ministro por não ter autorizado uma visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e está temporariamente proibido de receber visitantes.

A restrição foi imposta por Moraes depois que o ministro concluiu que Jair Bolsonaro participou da elaboração de uma carta de apoio eleitoral a Flávio posteriormente divulgada nas redes sociais. Além da suspensão das visitas por 30 dias, a decisão proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026.

No discurso, Milei afirmou que Jair Bolsonaro está “injustamente encarcerado”, acusou os responsáveis por sua prisão de agir por vingança e comparou o caso às visitas recebidas por Lula durante o período em que o presidente esteve preso. O argentino também chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, pediu votos para Flávio Bolsonaro e afirmou que o candidato do PL poderá impedir o avanço do que chamou de “socialismo” no Brasil.

Fonte: DCM

Milei chama Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca” em convenção de Flávio Bolsonaro


Milei na convenção do PL em SP com Flávio Bolsonaro

O presidente da Argentina, Javier Milei, transformou a convenção do Partido Liberal (PL), realizada neste sábado (25), em São Paulo, em um palanque de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes, à esquerda latino-americana e às instituições brasileiras.

Principal convidado do evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o argentino afirmou confiar no senador para “parar Lula” e derrotar o que chamou de “socialismo da pobreza”.

Em um discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino classificou Lula como um “presidiário” e disse que o kirchnerismo representa, na Argentina, uma versão do modelo político liderado pelo petista.

“O kirchnerismo é a versão argentina do presidiário”, afirmou Milei, ao associar Lula ao legado de Fidel Castro e acusar governos de esquerda de espalharem pobreza e autoritarismo pela América Latina.

Segundo Milei, apenas Flávio Bolsonaro seria capaz de interromper esse processo no Brasil. “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Confio plenamente nele para enfrentar o socialismo, o crime organizado e o narcotráfico”, disse.


Alexandre de Moraes é chamado de “lixo careca”

O presidente argentino também atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por não ter autorizado uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Chamando Bolsonaro de “grande amigo”, Milei afirmou que foi impedido de encontrá-lo e se referiu a Moraes como “lixo careca”, arrancando aplausos da plateia.

Durante o discurso, o argentino ainda alertou Flávio Bolsonaro para o que chamou de uma disputa eleitoral dura. “Os esquerdistas vão jogar duro. Prepare-se para uma grande batalha”, falou.



Em diversos momentos da fala, apoiadores presentes na Arena Pacaembu puxaram o coro de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Milei reagiu incentivando os manifestantes, fazendo gestos para que aumentassem o volume dos gritos e balançando a cabeça em sinal de aprovação.

Ao longo da apresentação, o presidente argentino voltou a defender sua agenda econômica liberal, repetiu críticas ao socialismo e afirmou que espera ver o Brasil seguir o mesmo caminho adotado por seu governo.

Tarcísio recebe Milei antes da convenção

Antes do evento partidário, Milei foi recebido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, recebeu a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo Estado de São Paulo.

Também participaram do encontro o prefeito Ricardo Nunes e o próprio Flávio Bolsonaro.

A convenção do PL oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de outubro. O senador tenta consolidar sua candidatura em meio às dificuldades para ampliar alianças partidárias e herda a liderança do grupo político após a inelegibilidade e a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Mesmo ausente, Michelle Bolsonaro participou por meio de uma mensagem gravada em vídeo. Na gravação, desejou sucesso ao senador e pediu proteção divina para sua campanha, em uma rara demonstração pública de apoio após semanas de atritos internos na família Bolsonaro.

VÍDEO: Michelle cita uma vez Flávio e exalta Bolsonaro na convenção do PL


       Michelle Bolsonaro ao lado do enteado Flávio Bolsonaro. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

A reconciliação pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro coube a uma única frase. Em um vídeo de 4 minutos e 25 segundos exibido na convenção que oficializou a candidatura presidencial do senador, a ex-primeira-dama pronunciou o nome do enteado somente uma vez. O restante da gravação foi dedicado a Jair Bolsonaro, às mulheres do partido e à própria trajetória política de Michelle.

Ela abriu a mensagem recordando a convenção presidencial de 2022 e tratou a ausência do marido como o centro do evento. Disse que Jair carrega a confiança de mais de 58 milhões de eleitores, chamou-o de “meu galego” e explicou que também não havia viajado a São Paulo porque estava em casa cuidando dele. Em seguida, definiu o ex-presidente como o “grande líder” do grupo.

Flávio apareceu apenas no meio do discurso, em uma breve bênção. “Flávio, que Deus abençoe e proteja a sua candidatura. Que ele te dê sabedoria, coragem e força”, afirmou Michelle. Encerrado o recado, ela voltou imediatamente a falar sobre seu trabalho com o eleitorado feminino, as dirigentes estaduais do PL Mulher e o projeto Alicça Brasil.

A ex-primeira-dama ressaltou que as mulheres representam 53% do eleitorado e convocou suas apoiadoras a ocuparem espaços de “decisão, liderança e poder”. Também agradeceu a Valdemar Costa Neto pelo apoio recebido durante sua passagem pelo comando do PL Mulher e afirmou ter transformado o grupo no maior movimento feminino partidário do país.

VÍDEO: Livre na Itália, Zambelli volta ao X e divulga candidatura da mãe a deputada


      Carla Zambelli falando para a câmera em vídeo nas redes sociais. Foto: Reprodução

A ex-deputada federal Carla Zambelli voltou ao X após deixar a prisão na Itália e usou um vídeo para avisar que retomará a comunicação direta com seus seguidores durante a campanha eleitoral.

No mesmo vídeo, Zambelli divulgou a candidatura da mãe, Rita Zambelli (PL-SP), que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Durante o período em que a ex-parlamentar ficou presa, Rita administrava as redes sociais da filha.

“Volto para minhas redes e vamos conversar durante toda essa campanha. Muita coisa tem para acontecer. Nós temos que falar do que está acontecendo de errado no Brasil e temos que apontar qual é o caminho, qual é a solução. E a solução passa, obviamente, pela eleição”, disse Zambelli.

VÍDEO: Bolsonaro de IA critica Judiciário em evento de Flávio e levanta questionamentos jurídicos


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro, em evento de seu lançamento ao planalto. Foto: Jean Carniel/Reuters

Jair Bolsonaro não estava na convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, mas o PL colocou uma versão artificial do ex-presidente no telão. Um vídeo produzido com inteligência artificial recriou sua imagem e sua voz para transmitir um pronunciamento de apoio ao filho neste sábado (25), em São Paulo.

“Estou preso e calado por uma decisão arbitrária”, declarou o Bolsonaro sintético. Na sequência, a gravação afirmou que “nenhuma prisão” poderia interromper o movimento político comandado pelo ex-presidente e pediu aos apoiadores que recebessem Flávio “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar telefone ou redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Em julho, Alexandre de Moraes também vetou a divulgação de manifestações político-eleitorais do ex-presidente por outras pessoas até o fim da eleição. É o caso de se perguntar: é legal atribuir ao condenado uma falação ainda que seja artificial?

VÍDEO – Lula reage à tentativa de interferência dos EUA: “Não venham meter o dedo nas nossas eleições”


           O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25) que qualquer tentativa estrangeira de interferir nas eleições brasileiras enfrentará uma reação dura do país. “Quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições”, declarou durante a convenção estadual do PT em Campinas.

“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições”, acrescentou Lula. O presidente afirmou que o destino do país será decidido pelos 157 milhões de eleitores brasileiros e reforçou que nenhuma autoridade estrangeira terá o direito de questionar ou dirigir o processo eleitoral.

A declaração ocorreu um dia depois de o Itamaraty negar vistos a Riley M. Barnes e Samuel Samson, dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar a Brasília para tratar do sistema eleitoral brasileiro. A missão foi descrita por autoridades brasileiras como inusitada e politicamente sensível.

Segundo apuração do jornal The Washington Post, Barnes e Samson pretendiam levantar dúvidas sobre a integridade das urnas poucas semanas antes da votação. Autoridades ouvidas pela agência avaliaram que a iniciativa buscava influenciar o ambiente político e enfraquecer a confiança nas eleições.

VÍDEO: Rubinho ataca mãe falecida de Glauber e é chamado de “bandido”


O vereador e candidato a Deputado Federal, Rubinho Nunes (União Brasil) e o Deputado Federal, Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Douglas Ferreira/Câmara dos Vereadores de São Paulo/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O debate entre Glauber Braga (PSOL-RJ) e Rubinho Nunes (União Brasil-SP) no Podcast Três Irmãos terminou em gritaria depois que o vereador paulistano atacou a memória da mãe falecida do deputado. Glauber apontou o dedo para o adversário, chamou-o de “canalha”, “bandido” e “criminoso”, enquanto o apresentador Rodrigo Tchioro tentava encerrar uma discussão que já havia ultrapassado qualquer limite de civilidade.

Na reta final do programa, Rubinho afirmou que Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo, havia sido processada por crimes e improbidade. Disse ainda que ela teria dado o primeiro emprego ao filho e questionou se Glauber alguma vez havia criado uma vaga de trabalho ou se sempre teria “mamado nas tetas públicas”. Em vez de enfrentar o deputado, Rubinho escolheu usar uma pessoa morta, que não estava ali para responder, como porrete político.

“Fale de mim, seu bandido criminoso”, reagiu Glauber. O deputado repetiu que sua mãe era falecida, exigiu que Rubinho deixasse sua família fora do confronto e disse que seria capaz de “muito mais do que um chute na bunda” para defender a honra dela.

Lula: “São Paulo na mão do Haddad vai ser muito maior”

Presidente oficializa chapa com Fernando Haddad, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva e destaca conquistas econômicas e de biografia dos aliados
Lula e Fernando Haddad
Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente, neste sábado (25), a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado de São Paulo. Durante o evento de oficialização, Lula defendeu a trajetória de seus aliados, exaltou as conquistas econômicas de sua gestão e alertou para o uso de tecnologias digitais e desinformação na disputa eleitoral pelos adversários.

Além da cabeça de chapa liderada por Haddad, a coligação paulista conta com o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador. A composição para o Senado Federal é formada pelas candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Durante o seu discurso, o presidente destacou a densidade política e histórica dos nomes reunidos na aliança. “Poucas vezes na história de São Paulo a gente conseguir ter uma chapa da qualidade da que foi montada. São quatro pessoas que têm história e não se envergonham do passado. É conhecendo o passado deles é que a gente vai ter certeza de que o que eles assumirem de compromisso eles vão cumprir”, afirmou Lula.

Haddad detona “desleixo” de Tarcísio na economia, educação e segurança

Candidato ao governo paulista ainda criticou privatizações malsucedidas e denúncias de corrupção na gestão estadual

Fernando Haddad
Crédito: Reprodução/YouTube/PT

Durante discurso realizado neste sábado (25) no evento de lançamento oficial de sua candidatura ao governo de São Paulo, o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad (PT) fez duras críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad apontou o que classificou como “desleixo” do governo paulista em áreas prioritárias como economia, educação pública, segurança e saneamento, além de denunciar casos de corrupção na administração e pedir mobilização para derrotar a atual gestão estadual.

A chapa encabeçada por Haddad conta com o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e com as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Ao abrir o seu discurso, Haddad relembrou o cenário político e econômico enfrentado no âmbito federal nas eleições de 2022, quando o presidente Lula (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL).

“Em 2022 enfrentamos um grande desafio, que foi derrotar o governo Bolsonaro. E quando a população derrota um governo ela coloca na balança uma série de problemas que ela enfrentou ao longo da gestão e toma a decisão de mudar”, afirmou. Haddad enfatizou a gravidade da crise sanitária no período, destacando que o Brasil registrou 10% de todas as mortes mundiais por Covid-19, totalizando mais de 700 mil vítimas, mesmo representando apenas 2% da população do planeta, devido a uma atuação que classificou como “irresponsável”.

Em vídeo na convenção do PL, Michelle exalta apoio feminino, faz menção única a Flávio e justifica ausência para cuidar de Bolsonaro

Ex-primeira-dama direcionou discurso às mulheres do partido, citou o pré-candidato pontualmente e afirmou ter ficado em Brasília com o marido

Michelle Bolsonaro
Crédito: Reprodução

Em vídeo exibido durante a convenção nacional realizada pelo PL para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro exaltou o papel do eleitorado feminino na disputa eleitoral, fez uma única menção direta ao enteado e justificou sua ausência presencial no evento para prestar assistência a Jair Bolsonaro (PL).

No registro audiovisual transmitido ao público presente no ato político promovido na manhã deste sábado, a ex-presidente do PL Mulher direcionou sua fala central à mobilização das militantes e filiadas da agremiação, destacando o peso das eleitoras no resultado final do pleito. “Essas eleições serão decididas por vocês [mulheres]”, declarou a ex-primeira-dama. “São vocês que podem conquistar cada voto”, acrescentou, aproveitando o espaço para registrar agradecimentos às integrantes da legenda e ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

A menção ao postulante do PL ao Palácio do Planalto ocorreu de forma pontual no decorrer da gravação. “Flávio, que Deus abençoe e proteja a sua candidatura, que ele te dê sabedoria, coragem e força a você e a sua família para cumprir essa missão com a lealdade que o nosso povo merece”, disse Michelle ao abençoar a empreitada eleitoral do senador.

Ao longo da mensagem, Michelle também relembrou a convenção de 2022, ocasião em que foi oficializada a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição, para traçar um comparativo com a conjuntura atual. Ao abordar a não participação presencial de ambos no evento deste ano, ressaltou que o ex-presidente não pôde estar presente e que ela permaneceu em Brasília para acompanhá-lo. “Já vencemos algumas batalhas e também enfrentamos derrotas, mas não recuaremos porque Deus está conosco”, afirmou.

Alckmin defende que privatização da Sabesp, feita por Tarcísio, seja investigada

Vice-presidente participou do lançamento da candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista ao lado de Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva

Geraldo Alckmin
Crédito: Reprodução/YouTube/PT

Durante o evento de lançamento oficial da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, realizado neste sábado (25), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), proferiu um discurso enfático de combate à extrema direita e em defesa das políticas públicas do governo federal.

Em sua fala, Alckmin destacou o papel determinante que o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad teve no processo de aproximação entre ele e o presidente Lula (PT). “O amálgama da minha união com o presidente Lula foi o Fernando Haddad, com seu espírito público, senso de justiça e capacidade de unir. E juntos, presidente Lula, salvamos a democracia no Brasil. E estamos juntos de novo para mais quatro anos”, afirmou o vice-presidente, destacando que o atual ciclo governamental tem garantido avanços cruciais no crescimento do emprego, da renda, da educação, da saúde, da proteção ao meio ambiente e na consolidação democrática.

“Tarcísio é um político ingrato e traíra”, dispara Márcio França



Chapa encabeçada por Fernando Haddad lança candidatura em São Paulo com discurso forte de França contra o atual governador

Márcio França
Crédito: Reprodução/YouTube/PT

Durante a convenção partidária realizada neste sábado (25) para oficializar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado de São Paulo, o ex-ministro e ex-governador Márcio França (PSB), candidato a vice-governador na chapa, proferiu um discurso contundente de crítica à postura ética e política do atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A composição do grupo político reúne Fernando Haddad como candidato ao governo, Márcio França como candidato a vice-governador e apresenta as candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para a disputa das vagas ao Senado Federal.

Em sua fala de abertura, França enfatizou o papel e a força de liderança do presidente Lula (PT) na articulação das forças políticas no estado, ressaltando o valor do exemplo prático e da representatividade de gênero promovida na formação do grupo local.

“As palavras ajudam, mas o que arrasta é o exemplo. E estamos aqui arrastados pelo exemplo do presidente Lula, pela perseverança deste homem que com mais de 80 anos está tinindo. Ele arrasta pelos exemplos. Ele insiste, persiste. Ele nunca deixa que a gente desanime. E ele nos fez chegar até aqui hoje”, afirmou França, detalhando a estratégia de formação da chapa. “Foi a intuição do presidente que falou o seguinte: nos outros estados vamos fazer várias coligações diferentes. Mas São Paulo é um exemplo para todo o Brasil. Não adianta a gente ficar falando que existe metade de mulheres e metade de homens e na hora de ocupar os espaços ocupar tudo com homens. É preciso saber dividir estes espaços. E aqui em São Paulo o presidente Lula escolheu e temos duas mulheres e dois homens disputando as quatro vagas. Nosso adversário tem quatro homens disputando as quatro vagas. Por aí vocês já podem pegar o exemplo”, apontou.

Marina critica privatização da Sabesp e a educação em São Paulo sob Tarcísio

Em discurso na convenção que oficializou candidaturas no estado, a ex-ministra defendeu a preservação dos serviços públicos e destacou avanços ambientais do governo federal

Marina Silva
Crédito: Reprodução/YouTube/PT

Durante o discurso na convenção que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), fez duras críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), focando na precarização dos serviços públicos do estado. Marina condenou a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), criticou as recentes diretrizes para a educação paulista e alertou para o crescimento expressivo da população em situação de rua.

A chapa majoritária apresentada no encontro conta com Fernando Haddad na disputa ao governo estadual, o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador, além das candidaturas ao Senado da ex-ministra Simone Tebet (PSB) e da própria Marina Silva.

Ao abrir sua fala, Marina fez um agradecimento direto ao público e aos líderes da coligação, ressaltando o papel da militância e a união política articulada para defender as instituições brasileiras. “Aqui temos o lastro dessa campanha, os principais espelhos, que são nossa militância. Parabéns, presidente Lula, porque o senhor ajudou, no momento mais difícil da nossa história, a juntar o povo brasileiro e as forças políticas democráticas, para salvar a nossa democracia”, afirmou.

Simone Tebet chama Flávio Bolsonaro de “golpista de plantão”: “tal pai, tal filho”

“2022 não acabou”, afirma a candidata ao Senado no evento de lançamento da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo

Simone Tebet (Crédito: Reprodução/YouTube/PT)

Durante discurso proferido na convenção realizada neste sábado (25) para o lançamento oficial da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado de São Paulo, a ex-ministra e candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao cenário político nacional. O evento também marcou a consolidação da chapa que traz Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador e conta com a participação de Marina Silva (Rede) concorrendo ao Senado ao lado de Tebet, além do apoio ao presidente Lula (PT) e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Em sua fala, Simone Tebet destacou o papel fundamental do eleitorado feminino na corrida eleitoral ao dirigir uma mensagem direta ao chefe do Executivo. “Presidente Lula, quem vai colocar a quarta estrela no seu peito, como quatro vezes presidente da República, serão as mulheres”, declarou a candidata.

Itamaraty nega vistos a enviados dos EUA citados em ofensiva contra urnas brasileiras


    Riley M. Barnes, um dos diplomatas que viriam ao Brasil. Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores negou vistos aos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos, citados pelo jornal americano The Washington Post como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

O governo brasileiro comunicou a negativa nesta sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem. A decisão impediu a viagem dos dois funcionários, que estava prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro.

Autoridades brasileiras receberam a informação de que a missão tinha caráter “inusitado” e decidiram barrar a entrada dos representantes americanos. A avaliação no governo foi a de que a agenda apresentada não se enquadrava em uma visita diplomática usual.

Diplomatas e assessores presidenciais associaram a iniciativa do secretário de Estado Marco Rubio ao momento em que Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas. Para esses interlocutores, o envio da missão indicava uma operação articulada para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.

PDT lança Requião Filho ao governo do Paraná

Deputado apresenta programa de oposição a Ratinho Júnior e confirma apoio a Gleisi Hoffmann para o Senado

Requião Filho
Crédito: Eduardo Matysiak

O PDT lançou neste sábado (25) a candidatura do deputado estadual Requião Filho ao Palácio Iguaçu. Presidente da legenda no estado, ele colocou a revisão das privatizações, o planejamento da infraestrutura e o incentivo aos pequenos e médios produtores entre as prioridades de seu programa eleitoral.

O nome do candidato a vice-governador ainda não foi definido. O partido também deixou para 5 de agosto o anúncio dos concorrentes às vagas de deputado estadual e federal, além da composição das alianças para a eleição paranaense.

Requião Filho confirmou que o PDT apoiará a candidatura da deputada federal e ex-ministra Gleisi Hoffmann ao Senado. Neste ano, cada estado elegerá dois senadores.

VÍDEO: Suspeito de importunação sexual em academia é preso na Bahia

 

Viatura da Polícia Civil
Viatura da Polícia Civil. Foto: Reprodução
O estudante de educação física Pedro Henrique Sales, de 21 anos, foi preso nesta sexta-feira (24), cinco dias após ser flagrado se masturbando enquanto observava uma vizinha que se exercitava na academia de um condomínio em Feira de Santana, na Bahia. Equipes da Polícia Civil cumpriram o mandado de prisão preventiva.

A investigação aponta que o suspeito estava escondido em uma casa em construção em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A polícia afirma que familiares ajudaram na fuga e ocultaram seu paradeiro após o episódio. Durante a abordagem, Pedro Henrique tentou escapar pelos escombros da obra em direção a uma área de matagal, mas os agentes o alcançaram. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e deve passar por audiência de custódia.

O caso ocorreu no domingo (19), quando a vítima caminhava na esteira e posicionou o celular para gravar um vídeo para as redes sociais. Ao revisar as imagens, percebeu que o estudante aparecia ao fundo se masturbando enquanto a observava. Ela deixou a academia e acionou a Polícia Militar; o investigado saiu do condomínio antes da chegada dos agentes. A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Feira de Santana investiga o caso como importunação sexual, sob segredo de Justiça. Moradores do condomínio também abriram uma votação para decidir se o estudante será expulso do residencial e se haverá ação contra ele.

Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro pode beneficiar Lula, aponta La Nación

Viagem do presidente argentino ao Brasil mobiliza bolsonarismo e gera alerta e reação no Planalto

Flávio Bolsonaro e Javier Milei
Crédito: Reprodução/YT

Pela segunda vez desde que assumiu a presidência da Argentina, Javier Milei viajou ao Brasil para cumprir uma agenda estritamente ideológica e sem qualquer tipo de contato oficial com o governo Lula (PT), informa o La Nación. O argentino desembarcou em São Paulo para uma permanência de menos de 24 horas no país, onde atua como a principal atração internacional da Convenção Nacional do PL. O evento partidário oficializa a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Milei também planejava realizar uma visita a Jair Bolsonaro (PL) – condenado e preso por tentativa de golpe de Estado -, mas o encontro foi impedido pela Justiça.

Apesar da ausência de agendas bilaterais entre os dois chefes de Estado, assessores do Palácio do Planalto monitoram atentamente cada passo da passagem do argentino por solo brasileiro. A avaliação em Brasília é de que o apoio de Milei à família Bolsonaro já se tornou um fato naturalizado, mas existem linhas vermelhas bem delimitadas pelo governo brasileiro que não podem ser cruzadas sem deflagrar uma resposta diplomática e política imediata.

O governo adota uma postura de cautela e observação estratégica. “Quando vemos um adversário [referindo-se a Milei] fazendo bobagens, observamos. Há um delicado equilíbrio entre ficar em modo observação e reagir, pensando na nossa base. Dependerá de Milei”, afirmou um interlocutor do governo Lula.

Com tapete azul, Tarcísio recebe Milei em São Paulo e concede honraria ao impopular presidente argentino

Encontro antecede convenção nacional do PL e representa reunião da extrema-direita em meio a forte desgaste social de Milei na Argentina

Tarcísio de Freitas e Javier Milei
Crédito: Reprodução/X/@Estadao

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu na manhã deste sábado (25) o presidente da Argentina, Javier Milei, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, para a entrega da Medalha de Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo estado.

O evento, realizado no Salão dos Pratos do palácio, foi precedido por uma reunião a portas fechadas na ala residencial entre Tarcísio de Freitas e o mandatário argentino. A imprensa foi convidada para acompanhar a cerimônia oficial, mas acabou barrada na entrada do hall nobre — localizado nos fundos do palácio —, podendo apenas registrar a chegada das autoridades. Para a recepção, foi estendido um tapete azul, em alusão à chamada “onda azul”, expressão utilizada por Milei para se referir à eleição de políticos de direita na América do Sul.

Após a agenda na sede do governo paulista, Tarcísio e Milei seguem para a convenção nacional do PL, realizada no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. O ato político vai selar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Também participam das agendas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o próprio Flávio Bolsonaro, entre outras lideranças políticas.

A viagem de Javier Milei ao Brasil representa um gesto explícito de apoio à extrema-direita brasileira e tende a aprofundar as tensões diplomáticas com o governo do presidente Lula (PT). Além do impacto nas relações internacionais, a visita ocorre em um momento em que o presidente argentino enfrenta forte impopularidade em seu próprio país, decorrente da destruição social e econômica provocada por suas políticas ultraliberais.


Rejeição e colapso social na Argentina

Pesquisas divulgadas em 2026 indicam que a desaprovação de Javier Milei já supera os 60% em alguns levantamentos nacionais. A imagem positiva do líder argentino, que chegou ao poder prometendo combater a chamada “casta política”, caiu para aproximadamente um terço do eleitorado. O desgaste reflete a insatisfação popular diante da perda acelerada do poder de compra, do aumento do desemprego, da precarização do trabalho e do surgimento de denúncias envolvendo integrantes do seu governo.