quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Nunes Marques libera vídeos de Flávio que ligam Lula a Moraes
Preso há 7 meses, cunhado de Vorcaro promete falar: “Não vou me calar”
PF arquiva investigação sobre suposta interferência dos EUA nas eleições
Decisão encerra apuração que preocupava a campanha de Flávio Bolsonaro diante do segundo turno
A Polícia Federal decidiu arquivar o inquérito instaurado para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A apuração vinha sendo acompanhada com preocupação pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto.
Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a ausência de elementos que sustentassem a suspeita levou a PF a arquivar o procedimento, que havia sido aberto após uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Assessor de Flávio defende corte de R$ 200 bi e ampla reforma constitucional
Plano prevê redução de ministérios e mudanças no STF, mas enfrenta resistência dentro da própria campanha
Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O assessor econômico do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Felipe Trevisan, propôs um amplo pacote de mudanças constitucionais para cortar entre R$ 190 bilhões e R$ 200 bilhões em despesas primárias e tentar aprová-lo antes da posse de um eventual governo. A proposta voltou a circular no mercado financeiro e entre políticos e passou a provocar ruído dentro da campanha, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Trevisan apresentou o desenho a investidores da Eurasia Group no início de setembro. A equipe econômica pretendia aproveitar o período entre a eleição e a posse para tentar avançar com o pacote. A reportagem apurou agora que integrantes da equipe de Flávio consideram politicamente inviável prometer um corte de R$ 200 bilhões antes mesmo da posse e avaliam que o eventual descumprimento poderia frustrar o mercado financeiro e comprometer a credibilidade de um novo governo.
Valdemar admite que pode haver plano de novo golpe num governo Flávio
Miguel Reale Jr. alerta para risco de golpe e declara apoio a Lula

Lula reconhece campanha ‘desorganizada’, mas reafirma confiança na virada no 2º turno
Presidente faz balanço do resultado do primeiro turno e projeta vitória ao defender a continuidade de políticas sociais e da educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou os resultados do primeiro turno das eleições e reconheceu falhas na condução da campanha eleitoral durante encontro com parlamentares jovens realizado nesta quarta-feira (7).
Ao analisar o desempenho do pleito, Lula admitiu que o projeto eleitoral ficou abaixo das possibilidades e que houve falhas de organização. “Acho que fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. A gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho [Silva] que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta. Eu tinha convicção de que eu ia ganhar no primeiro turno. Nessas eleições eu não conseguia enxergar, depois de tudo que entregamos a esse país, a gente não ganhar. Eu não conseguia. Porque do ponto de vista da entrega do governo e de coisas que a sociedade reivindicou a vida inteira, fizemos muito mais do que fizemos em 2008 e 2007. Se a gente conseguiu se explicar corretamente eu não sei”, declarou o mandatário.
O presidente prosseguiu explicando que os dados mostraram a necessidade de melhor comunicação com o eleitorado, reforçando, contudo, a sua convicção na vitória na etapa final da disputa. “O dado concreto é que isso não foi suficiente para que uma parcela da sociedade compreendesse o que fizemos e votasse em nós. Então eu disse no dia e estou dizendo agora: eu, sinceramente, estranhei não ter ganho as eleições no primeiro turno. Mais grave ainda: estranhei não terminar em primeiro lugar. O que isso me leva a crer? Que nós vamos ganhar as eleições para presidente da República. Se a gente fizer o que a gente tem que fazer, não há por que a gente perder a eleição para o retrocesso que significa o nosso adversário”, afirmou.
Lula também pontuou o impacto da disseminação de informações falsas no debate público e a dificuldade inerente de combatê-las. “Era uma briga constante entre a verdade e a mentira. Porque a mentira é fácil. Não tem que explicar. A verdade você tem que explicar. Quando o cara te chama de qualquer coisa errada o cara não tem que explicar, mas você tem que passar a vida inteira explicando que você não é aquilo que ele falou. Isso demora mais”, analisou.
Estudantes vão às ruas no Rio em defesa da democracia e contra Flávio Bolsonaro (vídeos)
Ato reúne estudantes no centro do Rio de Janeiro por direitos e educação
Estudantes se concentram nesta quarta-feira (7) na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para um ato convocado pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). A caminhada, segundo o Brasil de Fato, seguirá em direção à Cinelândia em uma mobilização anunciada em defesa da democracia, dos direitos estudantis, da educação e da igualdade, além de se posicionar contra o avanço da extrema direita e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Para Allysson Souza, diretor de Comunicação da UEE-RJ, a mobilização da juventude e dos estudantes não deve se limitar exclusivamente ao período eleitoral. Ele defende a necessidade de os estudantes se manterem organizados e presentes nas ruas após o pleito, independentemente do resultado das urnas, com o objetivo de combater o avanço do fascismo e resguardar os direitos conquistados.
“Os atos agora tem um viés de conscientização sobre o voto e, após a eleição, nós precisamos continuar nas ruas barrando o avanço do fascismo no nosso país”, afirmou Souza.
O dirigente estudantil também relacionou a presença ativa dos jovens nas manifestações a diferentes momentos marcantes da história política brasileira. “Sempre que algum direito de estudante é ameaçado, nós somos os primeiros a ocupar a rua para conquistar o que é nosso”, disse.
Crise no casamento: Patrícia Abravanel e Fábio Faria não dividem mais o teto
Pedro Serrano: pauta anti-STF de Flávio Bolsonaro fere cláusula pétrea da Constituição e “é golpe”
Jurista aponta risco de outorga constitucional e enfraquecimento do Judiciário para esvaziar a democracia brasileira
Pedro Serrano - Crédito: Divulgação
O plano do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de promover uma “reforma” na Constituição Federal com alterações profundas na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ferir cláusulas pétreas e pavimentar o caminho para a consolidação de um golpe de Estado no Brasil, afirmou o professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pedro Serrano, em entrevista ao UOL.
Serrano alertou para a extrema gravidade das declarações de Flávio Bolsonaro e destacou com preocupação o uso do termo “redemocratização” por parte do candidato para defender a aprovação de mudanças constitucionais que incluem a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição. Para o jurista, a fala carrega implicitamente uma tentativa de ruptura institucional.
“Tem todo o cheiro de ser um discurso para propiciar o que a gente chama, gentilmente, de um poder constituinte originário, ou seja, querer fundar um novo Estado, uma nova Constituição, sem ter uma Assembleia Constituinte eleita especificamente para isso, o que significa uma outorga. É um ato ditatorial, o que ele está pretendendo é juntar dois poderes para outorgarem uma nova constituição, me parece. Isso é um golpe, tem que falar, tem nome isso — isso é um golpe”, disse Serrano.
Aliados de Flávio Bolsonaro alertam sobre clima de “já ganhou” e veem risco em fala sobre mudar a Constituição
Interlocutores avaliam que o senador está “salto alto” ao já falar sobre eventual governo
Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Diego Herculano
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a demonstrar preocupação com o tom adotado pelo candidato no início do segundo turno da eleição presidencial. A avaliação interna é de que, embora o senador tenha terminado a primeira etapa da disputa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a vantagem ainda não assegura a vitória e pode ser revertida nas próximas semanas.
Segundo o jornalista Valdo Cruz, do G1, interlocutores de Flávio consideraram arriscada a postura adotada pelo candidato nesta terça-feira (6), em Goiânia, durante um evento de apoio do ex-governador Ronaldo Caiado. Na avaliação desses aliados, o senador transmitiu um clima de “já ganhou” ao falar de medidas que pretende adotar em um eventual governo.
A principal preocupação surgiu depois de Flávio afirmar que uma eventual maioria de direita no Congresso abriria caminho para mudanças na Constituição com o objetivo, segundo ele, de “redemocratizar o país”.
Lula adota formato ‘selfie’ e desafia Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1
Campanha do PT reformula estratégia digital no 2º turno e presidente cobra posicionamento do PL no Senado sobre o fim da jornada de trabalho 6×1
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, publicou um vídeo no formato “selfie” em suas redes sociais nesta quarta-feira (7) para cobrar publicamente o posicionamento do seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), e de sua bancada sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Na gravação, o chefe do Executivo direcionou o debate diretamente ao eleitorado e questionou a postura do partido opositor diante da pauta trabalhista no Congresso Nacional.
“Você percebeu que o Congresso Nacional começou a votar o fim da escala 6×1. Eu quero saber como o Flávio Bolsonaro vai votar. Quero saber como ele vai orientar o PL para votar. O que é o fim da escala 6×1? É o trabalhador deixar de trabalhar seis dias e descansar só um para trabalhar só cinco dias e ficar dois em casa. É isso que é o fim da escala 6×1. E por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para ele passear com os filhos, para ele visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida, e a mulher poder descansar mais. É isso que é o fim da escala 6×1. Agora chegou a hora do povo saber a verdade, quem é quem nesse país”, declarou Lula no vídeo divulgado em suas plataformas digitais
TRE-MG fecha o cerco contra Nikolas por divulgação de documento falso da PF
Tribunal manda Meta e X fornecerem dados sobre alcance e origem das publicações; ação apura abuso de poder e uso indevido das redes
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) afirmou que é “fato incontroverso” a falsidade do documento atribuído à Polícia Federal que foi divulgado pelo deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão, assinada pelo relator Sálvio Chaves, mantém em andamento a apuração sobre a circulação do material e determina novas diligências às plataformas Meta e X.
A decisão integra uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo também candidato a deputado federal Rogério Correia. O processo apura suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social pela divulgação, nos perfis oficiais de Nikolas no Instagram e no X, de um documento falso que simulava uma conclusão oficial da Polícia Federal sobre diálogos entre o parlamentar e Daniel Vorcaro.
O documento divulgado apresentava-se como um “Relatório de Análise de Dados” e afirmava que não teriam sido identificadas promessas de vantagens, negociação de valores ou outros elementos que indicassem, por si só, a prática de crime na conversa entre Nikolas e Vorcaro.
Na nova decisão, o TRE-MG registrou que a autenticidade do documento já não está em discussão no processo. Segundo o relator, “a falsidade do documento impugnado é fato incontroverso”, porque foi reconhecida pelo próprio investigado em sua defesa e, conforme registrado na decisão, pela Polícia Federal.
A partir disso, o tribunal concentra a produção de provas em outros pontos considerados relevantes para o julgamento, como a dimensão da circulação do conteúdo, os horários de publicação e retirada, a origem do arquivo e uma eventual ligação entre os perfis que participaram de sua disseminação.
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Resultado do 1º turno para a Presidência do Brasil; com 100% das urnas apuradas pelo TSE. Foto: Reprodução/BBC NewsCúpula da Polícia Federal se reúne com Alexandre de Moraes no STF
Encontro reuniu o diretor-geral Andrei Rodrigues e chefes de departamentos no gabinete do ministro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reuniu-se, na tarde desta terça-feira (6), com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, além do diretor da Divisão de Crime Organizado (Dicor), Dennis Cali, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O encontro ocorreu no gabinete do magistrado.
Até o momento, nem a Polícia Federal nem o STF detalharam a pauta das conversas ou explicaram os motivos de a reunião ter ocorrido exatamente neste instante de acirrada crise interna na Corte. O cenário de tensão no tribunal foi intensificado com o avanço das apurações ligadas ao caso do Banco Master, em que surgiram descobertas sobre mensagens e contratos do grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo não apenas Alexandre de Moraes, mas também os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.
“Acinte” e “desserviço à Justiça”: Folha fulmina plano de Kassio Nunes para soltar Bolsonaro
Na arrancada do 2º turno, Lula aposta na imprensa e promete maratona de entrevistas com tom de cobrança
“Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente
O início formal da campanha para o segundo turno eleitoral marcou uma guinada calculada na postura de comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um pronunciamento diante de repórteres no início de outubro, cercado por aliados de primeira linha, o petista não apenas colocou o Congresso e a oposição contra a parede em pautas populares, como também fez questão de selar um pacto direto com os profissionais de mídia: a promessa de rodadas contínuas de entrevistas abertas e sem filtros prévios ao longo das próximas semanas.
“Daqui para frente a gente vai fazer entrevista com vocês. Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente ao encerrar sua fala, em um misto de provocação, desafio e sinalização tática.
A declaração não foi casual. Ao colocar a relação cotidiana com os repórteres no centro da estratégia de visibilidade, o Palácio do Planalto e a coordenação de campanha sinalizam a intenção de ocupar os holofotes do debate público sem depender exclusivamente da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e televisão ou da guerra de algoritmos nas redes sociais.
Gonet dá sinal verde para Jair receber Flávio; decisão está com Moraes
Procurador-geral da República afirma que não há fatos novos que justifiquem manter a restrição às visitas; defesa pede encontro antes do fim da medida
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável para que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a receber a visita do filho Flávio Bolsonaro antes do término da restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final caberá ao magistrado. As informações são do jornal O Globo.
Em manifestação encaminhada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não surgiram fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro ou que justifiquem a prorrogação da restrição.
“Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado”, escreveu Gonet.
TSE registra eleitores que compareceram às urnas como faltosos e gera onda de indignação; órgão se pronuncia
Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE
Eleitores que compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026 relataram que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exibir, de forma temporária, a indicação de “faltou” na consulta sobre participação eleitoral. Após uma onda de reclamações nas redes sociais, incluindo imagens dos eleitores com seus comprovantes de voto físicos em mãos, o tribunal afirmou que os dados ainda estão em processamento e que a situação não é definitiva.
Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE.
A divergência provocou dúvidas sobre o registro do comparecimento às urnas. “Fui conferir meu voto e mostra que eu não fui votar. Eu fui votar e tenho o comprovante que fui até as urnas”, relatou um eleitor nas redes sociais.
Outro usuário demonstrou preocupação por não saber onde havia guardado o comprovante entregue após a votação. “O meu também está como ‘faltou’ mas eu fui. Só que não faço ideia de onde esteja esse papelzinho”, escreveu.
“Quem compareceu à votação e visualizou a indicação anterior não precisa tomar nenhuma providência neste momento. A orientação é aguardar a conclusão do processamento até 11 de outubro”, disse o TSE.















