quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Nunes Marques libera vídeos de Flávio que ligam Lula a Moraes




O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, manteve no ar propagandas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao endividamento das famílias.

Nunes Marques rejeitou pedidos de direito de resposta apresentados pela campanha de reeleição de Lula contra um vídeo em que Flávio afirma que o governo teria criado um “desequilíbrio institucional” e decidido “governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”. A peça também diz que Lula teria “dividido seu poder com Alexandre de Moraes”.

O PT sustentou que a propaganda tentou construir artificialmente uma coalizão política entre Lula e Moraes, sem indicar qual competência presidencial o ministro do STF teria compartilhado ou exercido. A sigla pediu que a Justiça Eleitoral reconhecesse ofensa e determinasse a resposta da campanha petista.

Na decisão, o presidente do TSE entendeu que as críticas integram o debate eleitoral. Ele apontou que a atuação do Supremo e de seus ministros ocupa espaço relevante na discussão pública e recebe ampla cobertura jornalística, sem caber à Justiça Eleitoral definir qual interpretação política deve prevalecer.

Preso há 7 meses, cunhado de Vorcaro promete falar: “Não vou me calar”


     Fabiano Zettel dentro de veículo após se entregar à Polícia Federal, em março. Foto: Reprodução

Preso há sete meses, o empresário Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a pessoas que o visitam na prisão que não pretende mais ficar calado. Com informações da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.

Zettel disse ter informações importantes sobre autoridades que pretende revelar, sem detalhar quais nomes ou fatos levaria ao conhecimento das autoridades.

O empresário também relatou a interlocutores que está há sete meses sem ver os filhos desde que foi detido. Em abril, Zettel tentou negociar uma delação premiada, mas a Procuradoria-Geral da República rejeitou a iniciativa.

PF arquiva investigação sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

 Decisão encerra apuração que preocupava a campanha de Flávio Bolsonaro diante do segundo turno

Polícia Federal - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal decidiu arquivar o inquérito instaurado para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A apuração vinha sendo acompanhada com preocupação pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a ausência de elementos que sustentassem a suspeita levou a PF a arquivar o procedimento, que havia sido aberto após uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Assessor de Flávio defende corte de R$ 200 bi e ampla reforma constitucional

 Plano prevê redução de ministérios e mudanças no STF, mas enfrenta resistência dentro da própria campanha

     Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

O assessor econômico do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Felipe Trevisan, propôs um amplo pacote de mudanças constitucionais para cortar entre R$ 190 bilhões e R$ 200 bilhões em despesas primárias e tentar aprová-lo antes da posse de um eventual governo. A proposta voltou a circular no mercado financeiro e entre políticos e passou a provocar ruído dentro da campanha, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Trevisan apresentou o desenho a investidores da Eurasia Group no início de setembro. A equipe econômica pretendia aproveitar o período entre a eleição e a posse para tentar avançar com o pacote. A reportagem apurou agora que integrantes da equipe de Flávio consideram politicamente inviável prometer um corte de R$ 200 bilhões antes mesmo da posse e avaliam que o eventual descumprimento poderia frustrar o mercado financeiro e comprometer a credibilidade de um novo governo.

Valdemar admite que pode haver plano de novo golpe num governo Flávio


          Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta (7) que “pode haver planejamento” de um novo golpe num eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Timeline”, da Rádio Gaúcha, quando ele foi questionado diretamente sobre a possibilidade.

“Sei lá, sei lá, pode haver planejamento. Isso deu certo? Olha o (Jair) Bolsonaro que tá pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, respondeu Valdemar.

Na mesma entrevista, o dirigente do PL reconheceu que houve planejamento de um golpe após a eleição presidencial de 2022. Segundo ele, militares discutiram a possibilidade, mas o plano não teria sido executado.

“A lei diz o seguinte: você pode planejar um assassinato e você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime”, declarou.

Apesar de admitir a possibilidade de planejamento, Valdemar afirmou que o resultado das urnas será respeitado caso o presidente Lula (PT) vença o segundo turno. “Lógico, sempre foi (respeitado). Eu sempre respeitei as urnas. Tem muita gente da direita que é contra as urnas, eu nunca tive dúvida sobre urna”, disse.

Miguel Reale Jr. alerta para risco de golpe e declara apoio a Lula

     Miguel Reale Jr. Foto: André Coelho/Agência O Globo


O jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, publicou nesta quarta-feira (7) uma manifestação em que faz críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas alerta para o risco de o Brasil voltar a conviver com tentativas de ruptura institucional.

No texto divulgado em seu perfil nas redes sociais, Reale Júnior afirma que o PT e Lula demonstram o “desgaste do tempo” e que existe na sociedade um “cansaço com o discurso petista”. Na sequência, porém, contrapõe essa avaliação ao risco que enxerga no campo adversário.

“Uma coisa é segura: com os governos petistas não se instala a apologia ou a tentativa do golpe militar, se preserva nossa independência e não se promove um estado policialesco”, escreveu o jurista.
Post de Miguel Reale Jr. nos stories do Instagram. Foto: Reprodução

Lula reconhece campanha ‘desorganizada’, mas reafirma confiança na virada no 2º turno

 Presidente faz balanço do resultado do primeiro turno e projeta vitória ao defender a continuidade de políticas sociais e da educação

Lula   -  Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou os resultados do primeiro turno das eleições e reconheceu falhas na condução da campanha eleitoral durante encontro com parlamentares jovens realizado nesta quarta-feira (7).

Ao analisar o desempenho do pleito, Lula admitiu que o projeto eleitoral ficou abaixo das possibilidades e que houve falhas de organização. “Acho que fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. A gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho [Silva] que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta. Eu tinha convicção de que eu ia ganhar no primeiro turno. Nessas eleições eu não conseguia enxergar, depois de tudo que entregamos a esse país, a gente não ganhar. Eu não conseguia. Porque do ponto de vista da entrega do governo e de coisas que a sociedade reivindicou a vida inteira, fizemos muito mais do que fizemos em 2008 e 2007. Se a gente conseguiu se explicar corretamente eu não sei”, declarou o mandatário.

O presidente prosseguiu explicando que os dados mostraram a necessidade de melhor comunicação com o eleitorado, reforçando, contudo, a sua convicção na vitória na etapa final da disputa. “O dado concreto é que isso não foi suficiente para que uma parcela da sociedade compreendesse o que fizemos e votasse em nós. Então eu disse no dia e estou dizendo agora: eu, sinceramente, estranhei não ter ganho as eleições no primeiro turno. Mais grave ainda: estranhei não terminar em primeiro lugar. O que isso me leva a crer? Que nós vamos ganhar as eleições para presidente da República. Se a gente fizer o que a gente tem que fazer, não há por que a gente perder a eleição para o retrocesso que significa o nosso adversário”, afirmou.

Lula também pontuou o impacto da disseminação de informações falsas no debate público e a dificuldade inerente de combatê-las. “Era uma briga constante entre a verdade e a mentira. Porque a mentira é fácil. Não tem que explicar. A verdade você tem que explicar. Quando o cara te chama de qualquer coisa errada o cara não tem que explicar, mas você tem que passar a vida inteira explicando que você não é aquilo que ele falou. Isso demora mais”, analisou.

Estudantes vão às ruas no Rio em defesa da democracia e contra Flávio Bolsonaro (vídeos)

 Ato reúne estudantes no centro do Rio de Janeiro por direitos e educação

Ato no Rio de Janeiro - Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudantes se concentram nesta quarta-feira (7) na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para um ato convocado pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). A caminhada, segundo o Brasil de Fato, seguirá em direção à Cinelândia em uma mobilização anunciada em defesa da democracia, dos direitos estudantis, da educação e da igualdade, além de se posicionar contra o avanço da extrema direita e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Para Allysson Souza, diretor de Comunicação da UEE-RJ, a mobilização da juventude e dos estudantes não deve se limitar exclusivamente ao período eleitoral. Ele defende a necessidade de os estudantes se manterem organizados e presentes nas ruas após o pleito, independentemente do resultado das urnas, com o objetivo de combater o avanço do fascismo e resguardar os direitos conquistados.

“Os atos agora tem um viés de conscientização sobre o voto e, após a eleição, nós precisamos continuar nas ruas barrando o avanço do fascismo no nosso país”, afirmou Souza.

O dirigente estudantil também relacionou a presença ativa dos jovens nas manifestações a diferentes momentos marcantes da história política brasileira. “Sempre que algum direito de estudante é ameaçado, nós somos os primeiros a ocupar a rua para conquistar o que é nosso”, disse.

Crise no casamento: Patrícia Abravanel e Fábio Faria não dividem mais o teto


      Patrícia Abravanel e Fábio Faria juntos. Foto: Reprodução/Instagram

O jornalista Leo Dias afirmou nesta terça-feira (06), durante o programa “Melhor da Tarde”, da Band, que a apresentadora Patrícia Abravanel e o empresário Fábio Faria não moram mais juntos. Segundo ele, o casamento permanece oficialmente existente, sem anúncio de separação definitiva.

“O casamento ainda existe no papel e o futuro a Deus pertence, mas eles não moram mais juntos e ela está muito triste e decepcionada”, disse Leo Dias na atração. O jornalista acrescentou que o casal ainda pode se reconciliar.

Patrícia Abravanel, uma das filhas de Silvio Santos e apresentadora do SBT, foi vista sem a aliança de casamento em meio aos rumores sobre uma crise na relação. O detalhe alimentou especulações sobre o status do casamento.

Pedro Serrano: pauta anti-STF de Flávio Bolsonaro fere cláusula pétrea da Constituição e “é golpe”

 Jurista aponta risco de outorga constitucional e enfraquecimento do Judiciário para esvaziar a democracia brasileira

      Pedro Serrano -   Crédito: Divulgação

O plano do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de promover uma “reforma” na Constituição Federal com alterações profundas na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ferir cláusulas pétreas e pavimentar o caminho para a consolidação de um golpe de Estado no Brasil, afirmou o professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pedro Serrano, em entrevista ao UOL.

Serrano alertou para a extrema gravidade das declarações de Flávio Bolsonaro e destacou com preocupação o uso do termo “redemocratização” por parte do candidato para defender a aprovação de mudanças constitucionais que incluem a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição. Para o jurista, a fala carrega implicitamente uma tentativa de ruptura institucional.

“Tem todo o cheiro de ser um discurso para propiciar o que a gente chama, gentilmente, de um poder constituinte originário, ou seja, querer fundar um novo Estado, uma nova Constituição, sem ter uma Assembleia Constituinte eleita especificamente para isso, o que significa uma outorga. É um ato ditatorial, o que ele está pretendendo é juntar dois poderes para outorgarem uma nova constituição, me parece. Isso é um golpe, tem que falar, tem nome isso — isso é um golpe”, disse Serrano.

Aliados de Flávio Bolsonaro alertam sobre clima de “já ganhou” e veem risco em fala sobre mudar a Constituição

 Interlocutores avaliam que o senador está “salto alto” ao já falar sobre eventual governo

     Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Diego Herculano

 Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a demonstrar preocupação com o tom adotado pelo candidato no início do segundo turno da eleição presidencial. A avaliação interna é de que, embora o senador tenha terminado a primeira etapa da disputa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a vantagem ainda não assegura a vitória e pode ser revertida nas próximas semanas.

Segundo o jornalista Valdo Cruz, do G1, interlocutores de Flávio consideraram arriscada a postura adotada pelo candidato nesta terça-feira (6), em Goiânia, durante um evento de apoio do ex-governador Ronaldo Caiado. Na avaliação desses aliados, o senador transmitiu um clima de “já ganhou” ao falar de medidas que pretende adotar em um eventual governo.

A principal preocupação surgiu depois de Flávio afirmar que uma eventual maioria de direita no Congresso abriria caminho para mudanças na Constituição com o objetivo, segundo ele, de “redemocratizar o país”.

Lula adota formato ‘selfie’ e desafia Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1

 Campanha do PT reformula estratégia digital no 2º turno e presidente cobra posicionamento do PL no Senado sobre o fim da jornada de trabalho 6×1

Lula - Crédito: Reprodução/X/@LulaOficial | Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, publicou um vídeo no formato “selfie” em suas redes sociais nesta quarta-feira (7) para cobrar publicamente o posicionamento do seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), e de sua bancada sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Na gravação, o chefe do Executivo direcionou o debate diretamente ao eleitorado e questionou a postura do partido opositor diante da pauta trabalhista no Congresso Nacional.

“Você percebeu que o Congresso Nacional começou a votar o fim da escala 6×1. Eu quero saber como o Flávio Bolsonaro vai votar. Quero saber como ele vai orientar o PL para votar. O que é o fim da escala 6×1? É o trabalhador deixar de trabalhar seis dias e descansar só um para trabalhar só cinco dias e ficar dois em casa. É isso que é o fim da escala 6×1. E por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para ele passear com os filhos, para ele visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida, e a mulher poder descansar mais. É isso que é o fim da escala 6×1. Agora chegou a hora do povo saber a verdade, quem é quem nesse país”, declarou Lula no vídeo divulgado em suas plataformas digitais


TRE-MG fecha o cerco contra Nikolas por divulgação de documento falso da PF

 Tribunal manda Meta e X fornecerem dados sobre alcance e origem das publicações; ação apura abuso de poder e uso indevido das redes

Nikolas Ferreira - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) afirmou que é “fato incontroverso” a falsidade do documento atribuído à Polícia Federal que foi divulgado pelo deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão, assinada pelo relator Sálvio Chaves, mantém em andamento a apuração sobre a circulação do material e determina novas diligências às plataformas Meta e X.

A decisão integra uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo também candidato a deputado federal Rogério Correia. O processo apura suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social pela divulgação, nos perfis oficiais de Nikolas no Instagram e no X, de um documento falso que simulava uma conclusão oficial da Polícia Federal sobre diálogos entre o parlamentar e Daniel Vorcaro.

O documento divulgado apresentava-se como um “Relatório de Análise de Dados” e afirmava que não teriam sido identificadas promessas de vantagens, negociação de valores ou outros elementos que indicassem, por si só, a prática de crime na conversa entre Nikolas e Vorcaro.

Na nova decisão, o TRE-MG registrou que a autenticidade do documento já não está em discussão no processo. Segundo o relator, “a falsidade do documento impugnado é fato incontroverso”, porque foi reconhecida pelo próprio investigado em sua defesa e, conforme registrado na decisão, pela Polícia Federal.

A partir disso, o tribunal concentra a produção de provas em outros pontos considerados relevantes para o julgamento, como a dimensão da circulação do conteúdo, os horários de publicação e retirada, a origem do arquivo e uma eventual ligação entre os perfis que participaram de sua disseminação.

O que o CEO da Nexus diz sobre as pesquisas de Lula para o 2º turno


O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) entra no segundo turno presidencial como favorito diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao “Bastidores CNN”, nesta terça-feira (6), o analista afirmou que “os números são bastante cruéis para Lula”.

Flávio terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos a mais que Lula, uma diferença que Tokarski classificou como a menor já registrada entre os dois primeiros colocados de uma eleição presidencial brasileira.

Ao comparar o cenário com 2022, ele lembrou que Lula abriu 6,1 milhões de votos de vantagem no primeiro turno e venceu Jair Bolsonaro por 2,1 milhões no segundo. “Em 2022, Jair Bolsonaro reduziu a diferença em 4 milhões de votos, feito que, se Lula conseguir esse ano, superaria Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Tokarski também apontou que nenhuma disputa presidencial brasileira teve uma virada entre o primeiro e o segundo turnos. Para ultrapassar o adversário, Lula precisaria ampliar sua votação em pelo menos 2,3 milhões de votos a mais que Flávio.

Voto útil, abstenção e eleitores da terceira via

Na avaliação do CEO da Nexus, a reta final do primeiro turno registrou uma corrida de voto útil que favoreceu Flávio Bolsonaro. Candidatos da chamada terceira via, que somavam cerca de 12% dos votos válidos na segunda-feira anterior à votação, encerraram a apuração com aproximadamente 7,8%.

Resultado do 1º turno para a Presidência do Brasil; com 100% das urnas apuradas pelo TSE. Foto: Reprodução/BBC News


O destino dos cerca de 8,8 milhões de eleitores que votaram em nomes como Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) ainda representa uma incógnita. “A gente não sabe em quem essas pessoas votariam no segundo turno. As pesquisas internas já começaram a circular, mas as pesquisas divulgadas ainda não saíram”, disse Tokarski.

Cúpula da Polícia Federal se reúne com Alexandre de Moraes no STF

 Encontro reuniu o diretor-geral Andrei Rodrigues e chefes de departamentos no gabinete do ministro

       Alexandre de Moraes - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reuniu-se, na tarde desta terça-feira (6), com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, além do diretor da Divisão de Crime Organizado (Dicor), Dennis Cali, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O encontro ocorreu no gabinete do magistrado.

Até o momento, nem a Polícia Federal nem o STF detalharam a pauta das conversas ou explicaram os motivos de a reunião ter ocorrido exatamente neste instante de acirrada crise interna na Corte. O cenário de tensão no tribunal foi intensificado com o avanço das apurações ligadas ao caso do Banco Master, em que surgiram descobertas sobre mensagens e contratos do grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo não apenas Alexandre de Moraes, mas também os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.

“Acinte” e “desserviço à Justiça”: Folha fulmina plano de Kassio Nunes para soltar Bolsonaro


          O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

A Folha de S.Paulo criticou, no editorial “Pretensão de Kassio de soltar Bolsonaro é um acinte”, a possibilidade de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), adotar uma decisão individual capaz de anular os efeitos da condenação de Jair Bolsonaro e permitir sua soltura. O jornal classificou a possibilidade como um “desserviço à Justiça” e afirmou que uma medida monocrática desse tipo aprofundaria a percepção de interferência político-partidária na Corte.

O editorial sustenta que a condenação do ex-presidente ocorreu dentro do devido processo legal, com denúncia da Procuradoria-Geral da República, direito ao contraditório e julgamento público no STF. A Folha acredita que há espaço para criticar o tamanho das penas aplicadas, mas afirma que isso não compromete a legitimidade do processo.

Causa espécie a notícia de que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, cogita anular os efeitos da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitir a sua soltura, mediante decisão monocrática. Parece que juízes da corte constitucional não compreenderam a intolerância da sociedade com esse padrão de intromissão político-partidária.

A causa é acintosa. Não há dúvidas da participação do então candidato derrotado à reeleição numa trama para subverter o resultado das urnas. Testemunhos e provas asseguram que o Brasil só não viveu a recidiva autoritária pela resistência da cúpula das Forças Armadas, liderada pelo general Freire Gomes, do Exército.

Pode-se criticar os julgadores pela opção maximalista no momento de definir os crimes e as penas —exagero que se repetiu com diversos réus, não só com o ex-presidente. Isso, porém, não tisna a legitimidade do processo.

Na arrancada do 2º turno, Lula aposta na imprensa e promete maratona de entrevistas com tom de cobrança

 “Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente

Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O início formal da campanha para o segundo turno eleitoral marcou uma guinada calculada na postura de comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um pronunciamento diante de repórteres no início de outubro, cercado por aliados de primeira linha, o petista não apenas colocou o Congresso e a oposição contra a parede em pautas populares, como também fez questão de selar um pacto direto com os profissionais de mídia: a promessa de rodadas contínuas de entrevistas abertas e sem filtros prévios ao longo das próximas semanas.

“Daqui para frente a gente vai fazer entrevista com vocês. Preparem as perguntas inteligentes, que as respostas virão certamente todas muito inteligentes”, disparou o presidente ao encerrar sua fala, em um misto de provocação, desafio e sinalização tática.

A declaração não foi casual. Ao colocar a relação cotidiana com os repórteres no centro da estratégia de visibilidade, o Palácio do Planalto e a coordenação de campanha sinalizam a intenção de ocupar os holofotes do debate público sem depender exclusivamente da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e televisão ou da guerra de algoritmos nas redes sociais.

Gonet dá sinal verde para Jair receber Flávio; decisão está com Moraes

 Procurador-geral da República afirma que não há fatos novos que justifiquem manter a restrição às visitas; defesa pede encontro antes do fim da medida

Procurador-geral da República Paulo Gonet - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável para que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a receber a visita do filho Flávio Bolsonaro antes do término da restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final caberá ao magistrado. As informações são do jornal O Globo.

Em manifestação encaminhada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não surgiram fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro ou que justifiquem a prorrogação da restrição.

“Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado”, escreveu Gonet.

TSE registra eleitores que compareceram às urnas como faltosos e gera onda de indignação; órgão se pronuncia

 Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE

Aplicativo e-Título - Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Eleitores que compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026 relataram que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exibir, de forma temporária, a indicação de “faltou” na consulta sobre participação eleitoral. Após uma onda de reclamações nas redes sociais, incluindo imagens dos eleitores com seus comprovantes de voto físicos em mãos, o tribunal afirmou que os dados ainda estão em processamento e que a situação não é definitiva.


Usuários encontraram a informação incorreta nesta terça-feira (6) ao acessar a área de “Justificativa eleitoral” no sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE.

A divergência provocou dúvidas sobre o registro do comparecimento às urnas. “Fui conferir meu voto e mostra que eu não fui votar. Eu fui votar e tenho o comprovante que fui até as urnas”, relatou um eleitor nas redes sociais.

Outro usuário demonstrou preocupação por não saber onde havia guardado o comprovante entregue após a votação. “O meu também está como ‘faltou’ mas eu fui. Só que não faço ideia de onde esteja esse papelzinho”, escreveu.

“Quem compareceu à votação e visualizou a indicação anterior não precisa tomar nenhuma providência neste momento. A orientação é aguardar a conclusão do processamento até 11 de outubro”, disse o TSE.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Deputado Cabo Gilberto compara avanço do bolsonarismo à ascensão do nazismo


         Deputado federal Cabo Gilberto Silva. Foto: Reprodução

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), reeleito como o parlamentar mais votado da Paraíba, comparou o avanço da direita nas eleições deste ano ao contexto que antecedeu a ascensão do nazismo na Alemanha. A declaração foi dada nesta segunda-feira (5), durante entrevista à Rádio Arapuan, em João Pessoa. Cabo Gilberto recebeu 267.142 votos.

Ao comentar o resultado das urnas, o deputado atribuiu o fortalecimento da direita ao que chamou de “humilhação” promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“A gente quer fazer justiça, e a justiça é cassar o ministro Xandão, para ele pagar pelos seus crimes. Mas sem ultrapassar a questão da humilhação. A gente tem que respeitar”, afirmou.

Eleições 2026: como Lula pode virar o jogo no segundo turno?


       O presidente Lula. Foto: Miguel Schincariol/AFP

O primeiro turno das eleições presidenciais terminou com 47,03% dos votos para Flávio Bolsonaro (PL) e 45,16% dos votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um resultado que surpreendeu muita gente, embora institutos de pesquisa já sinalizassem que a campanha do senador estava investindo na narrativa do voto útil na reta final, promovendo uma migração de votos de candidatos não competitivos.

A escolha do eleitorado para compor o Congresso Nacional, com avanço de representação do PL, partido hoje que é a expressão do bolsonarismo, também deu ao Brasil um recado para o próprio sistema político atual.

Ao BdF Entrevista, Juarez Guimarães, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo, avalia que o país vivencia uma forte instabilidade na qual “as duas candidaturas principais à presidência do país não estavam conseguindo organizar uma maioria clara e estável”.

Segundo Guimarães, contudo, o crescimento de Flávio Bolsonaro se dá por alguns aspectos que contribuem para o que ele define como resiliência do bolsonarismo. Um deles provém da naturalização que a candidatura de Flávio tem, já que ele parece imune a todo o tipo de revelação de envolvimento em escândalos e corrupção.

“É uma brutal normalização da candidatura do Flávio Bolsonaro diante da já amplamente documentada interação com circuitos do crime organizado, e também de corrupção, além de toda a herança que recebeu da família Bolsonaro, e da tentativa de golpe contra a democracia”, afirma.