quinta-feira, 2 de julho de 2026

PF investiga se aliados de Sóstenes forjaram escritura para justificar R$ 470 mil


                O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Foto: Reprodução

A Polícia Federal investiga se aliados do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) forjaram documentos ligados à venda de um imóvel para tentar justificar a origem de quase R$ 470 mil encontrados em espécie na casa do parlamentar em dezembro de 2025.

Em representação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a PF afirma que ainda não há elementos suficientes para comprovar de forma clara a origem do dinheiro. A partir dessa avaliação, os investigadores abriram duas frentes de apuração sobre os valores apreendidos.

Uma das linhas envolve a suposta venda de um imóvel de Sóstenes em Ituiutaba, em Minas Gerais. A versão apresentada aos investigadores aponta que o bem teria sido vendido por R$ 500 mil a Thiago Ferreira de Paula em novembro de 2025.

A PF, porém, encontrou indícios de que o comprador não teria capacidade financeira compatível com a aquisição. Os investigadores também destacaram que a comunicação da venda ao cartório ocorreu apenas em 30 de dezembro de 2025, depois da apreensão do dinheiro na casa do deputado.

Brasil defende Pix e STF em resposta a relatório dos EUA

 

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira – Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Ministério das Relações Exteriores enviou ao governo dos Estados Unidos a resposta oficial do Brasil à investigação comercial que acusa o país de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos e propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

O documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira e protocolado nesta quarta-feira (1º), afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. No documento, o governo também afirma que o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos.

Mauro Vieira afirma no documento: “As manifestações anteriores do Brasil demonstraram que os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024”. Em seguida, acrescenta: “Essas manifestações também estabeleceram que, na prática, a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas”. A resposta foi encaminhada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O documento afirma: “A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 não autoriza o USTR a impor medidas comerciais apenas porque discorda das escolhas de política pública de outro país soberano”. Em seguida, acrescenta: “Nos seis temas abordados, o USTR identifica áreas de divergência de políticas públicas ou, em alguns casos, desafios internos em curso no Brasil. No entanto, o USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos Estados Unidos.”

Flávio Bolsonaro ignora prejuízo a empresas brasileiras e diz que tarifaço dos EUA daria “vitória política” a Lula

Após articular medidas contra o Brasil junto ao governo Trump, senador apresentou documento pedindo a suspensão do tarifaço

Flávio Bolsonaro e Donald Trump           -    Crédito: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou ao governo dos Estados Unidos um documento em que pede a suspensão da proposta de sobretaxar produtos brasileiros. O parlamentar sustenta que a medida acabaria fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), produzindo efeito contrário ao pretendido pelas autoridades americanas.

A manifestação foi protocolada junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial contra o Brasil. O documento, com 86 páginas, será complementado por uma defesa oral que Flávio pretende fazer em Washington, durante audiência pública prevista para a próxima segunda-feira, etapa anterior à decisão final sobre a adoção das tarifas.

Na conclusão do documento, o senador afirma que uma eventual sobretaxa beneficiaria politicamente o governo brasileiro, além de causar prejuízos econômicos tanto aos Estados Unidos quanto aos brasileiros que defendem uma relação mais próxima entre os dois países.

“Em outras palavras: as tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, afirmou Flávio no documento.

PF vê uso de verba da Câmara em carro da filha de Sóstenes

Investigação da PF aponta indícios de que aluguel do veículo foi pago com verba do mandato do líder do PL na Câmara

Brasília (DF) – 19-12-2024 – Deputado Sóstenes Cavalcante durante coletiva a imprensa no salão verde da Câmara dos DeputadosCrédito: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga se o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), utilizou recursos da cota parlamentar para custear o aluguel de um veículo que seria usado por sua filha. Segundo o jornal O Globo, a suspeita consta de um relatório encaminhado pela corporação ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Rent a Car, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos.

A nova fase da operação foi deflagrada na quarta-feira (1º), tendo o parlamentar entre os alvos das diligências. Além da suspeita relacionada ao aluguel do automóvel, a Polícia Federal também investiga a origem de R$ 468,7 mil em espécie apreendidos com o deputado em uma fase anterior da operação.

Planilha do bicheiro Adilsinho aponta pagamento de R$ 3,2 milhões a Cláudio Castro

Polícia Federal investiga lista atribuída ao bicheiro Adilsinho com suposta doação milionária ao ex-governador do Rio em 2022

Cláudio Castro                               -                        Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal investiga uma lista atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, que menciona uma suposta doação de R$ 3,2 milhões ao então candidato Cláudio Castro (PL), durante a campanha de 2022 ao governo do Rio de Janeiro, informa Octavio Guedes, no G1

O nome de Cláudio Castro aparece em um material que, de acordo com investigadores, reuniria registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações associadas à lavagem de dinheiro. A lista também incluiria referências a agentes políticos do Rio de Janeiro, mas Castro não foi alvo da 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal.

Lula assume a dianteira no Rio e lidera cenários de 1º e 2º turnos

Lula vira e lidera cenários de 1 e 2º turnos em pesquisa Paraná Pesquisas no Rio de Janeiro

      Luiz Inácio Lula da Silva               -                 Crédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Lula (PT) assumiu a dianteira no Rio de Janeiro e agora lidera os cenários de 1º e 2º turnos, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (2). A pesquisa mostra Lula em vantagem numérica sobre o Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,6%, configurando vantagem numérica do presidente. Na sequência, aparecem o empresário Renan Santos (Missão), com 1,6%, além de Cabo Daciolo (Mobiliza), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), todos com 1,3% cada. Joaquim Barbosa (DC) marca 1,1%, seguido de Augusto Cury (Avante), com 0,9%, e Samara Martins (UP), com 0,6%. Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 0,1% cada.

Gleisi rebate Flávio Bolsonaro e convoca oposição feminina: “não merecemos o retrocesso que você representa”

“Nossa cruzada vai ser para que cada vez menos mulheres te apoiem”, afirmou a ex-ministra e deputada, enquanto Flávio tenta diminuir resistência feminina à sua pré-candidatura

Gleisi Hoffmann e Flávio Bolsonaro            -              Crédito: Agência Câmara I Agência Senado

A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebateu pelas redes sociais nesta quinta-feira (2) o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio à disputa pelo eleitorado feminino e à repercussão de falas envolvendo o youtuber Paulo Figueiredo. A manifestação de Gleisi e a reação do entorno de Flávio ocorrem em um contexto de tentativa do PL de conter desgastes junto ao eleitorado feminino após declarações de aliados políticos.

Gleisi Hoffmann fez duras críticas ao senador e ao histórico político da família Bolsonaro: “A maioria [das mulheres] não declara voto em você exatamente porque sabe quem você é e o que você representa”, escreveu. “Só o fato de ter demorado uma semana para se posicionar sobre a fala asquerosa do seu aliado próximo já diz muito sobre sua postura com as mulheres”, declarou.

PF mira Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio em operação contra o CV

Operação Unha e Carne apura o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho e suspeitas de movimentações financeiras ilícitas no Rio

           Rodrigo Bacellar   -   Crédito: Alerj

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (2) o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o pastor e empresário Márcio Poncio e o contraventor Adilsinho no Rio de Janeiro, em operação contra vazamento ao Comando Vermelho e lavagem de dinheiro.

A PF deflagrou uma nova fase da Operação Unha e Carne, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho e suspeitas de movimentações financeiras ilícitas no Rio. Entre os alvos estão Bacellar, Márcio Poncio e Adilsinho, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.

Valdemar já abandona Michelle nas eleições: “Não está garantida”


          Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. Foto: Reprodução

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, deixou de garantir a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado depois que ela comunicou a saída da presidência do PL Mulher. A disputa pelo Distrito Federal era tratada dentro do partido como uma possibilidade para Michelle.

O dirigente afirmou que ainda vê chance de a correligionária concorrer, mas condicionou a decisão a uma conversa dela com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso. “Ainda vejo chances (de Michelle ser candidata), mas ela vai rever com o marido. Muita coisa mudou, não está garantido”, disse Valdemar à coluna Radar.

Eduardo Paes venceria eleição para o governo do Rio no 1º turno, diz Paraná Pesquisas

Ex-prefeito do Rio lidera todos os cenários com folga

Brasília (DF) 11/02/2025 – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes - Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera com ampla vantagem a disputa pelo governo fluminense e, em um dos cenários simulados, venceria a eleição ainda no primeiro turno. É o que aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Paraná Pesquisas, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a pesquisa, Eduardo Paes aparece à frente em todos os cenários estimulados testados pelo instituto. No confronto mais enxuto, contra o deputado federal Douglas Ruas (PL), o prefeito alcança 62,1% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 23,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 14% nesse cenário, indicando que Paes ultrapassa a maioria absoluta dos votos válidos e venceria a disputa já no primeiro turno.

Atlas: 64% acreditam que vídeo de Michelle enfraquece campanha de Flávio Bolsonaro

Pesquisa também mostra que, para 55,4% dos entrevistados, o apoio de Michelle é importante para que Flávio tenha chances de vencer a eleição

Michelle Bolsonaro e senador Flávio BolsonaroCrédito: Michelle Bolsonaro/Reprodução/Redes Sociais Flávio Bolsonaro/Mateus Bonomi/Reuters

A maioria dos brasileiros que assistiu ao vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) avalia que o episódio enfraquece a campanha presidencial do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2).

Segundo o levantamento, 64,1% dos entrevistados afirmaram que a divulgação do vídeo prejudica a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, apenas 9,2% entendem que o episódio fortalece o senador, enquanto 22,4% consideram que a manifestação de Michelle não produz qualquer impacto sobre a disputa eleitoral.

Michelle vira alvo de bolsonaristas nas redes após crise com Flávio Bolsonaro: ‘traidora’ e ‘feminista’

Estudo da consultoria Bites identifica aumento de críticas à ex-primeira-dama e a suas principais aliadas

Michelle Bolsonaro                                -  Crédito: Reuters/Amanda Perobelli

A crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro ganhou um novo capítulo nas redes sociais, com uma intensificação dos ataques direcionados à ex-primeira-dama e ao grupo político que a acompanha. Levantamento da consultoria Bites, divulgado com pelo jornal O Globo, aponta que uma parcela significativa das publicações recentes sobre Michelle passou a ter tom crítico, impulsionando uma ofensiva dentro do próprio campo bolsonarista.

Desde 27 de junho — três dias após Michelle divulgar vídeos nos quais afirmou ter sido maltratada pelo enteado — cerca de um terço das aproximadamente 300 mil menções à ex-primeira-dama nas redes sociais continha críticas ao seu posicionamento.

O estudo mostra que, apenas nos cinco dias mais recentes analisados, foram registradas cerca de 103 mil publicações que associavam Michelle Bolsonaro a figuras consideradas afastadas do núcleo político de Flávio Bolsonaro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o influenciador Rodrigo Constantino. Outras mensagens simplesmente direcionavam ataques à ex-primeira-dama.

Flávio Bolsonaro avalia Daniella Marques para vice

Ex-auxiliar de Paulo Guedes ganha espaço na pré-campanha, enquanto Republicanos adia decisão sobre aliança com o PL

       Daniella Marques  -                                     Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, como uma das principais opções para ocupar a vaga de vice em sua chapa para as eleições de 2026. As informações são da Folha de São Paulo.

Aliados de Flávio afirmam que o senador tem demonstrado preferência pelo nome de Daniella diante da dificuldade em encontrar um vice capaz de ampliar o apoio político à candidatura. Nos bastidores, integrantes das duas legendas avaliam que cresceram nas últimas semanas as chances de uma aliança entre PL e Republicanos, embora ainda existam resistências dentro da sigla comandada por Marcos Pereira.

Feliciano sai em defesa de Michelle e afirma que bolsonarismo virou movimento “antievangélico”


                          O deputado federal Marco Feliciano. Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) elevou o tom na crise interna do bolsonarismo ao sair publicamente em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e afirmar que parte da militância transformou o movimento em algo “antievangélico”.

Em uma série de publicações na rede X, Feliciano criticou os ataques dirigidos a Michelle por apoiadores ligados ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a reação contra lideranças evangélicas e contra a ex-primeira-dama revela um desgaste crescente dentro do próprio campo conservador.

“Lendo os comentários amalucados que deixaram aqui, poderia concluir que o bolsonarismo se tornou um movimento antievangélico. Segundo os amalucados, há uma conspiração evangélica contra o Flávio. Tiro no pé!”, escreveu.

Bolsonaro “corno”? Michelle foi acusada de trair o marido, diz Damares


                A senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Ton Molina/Agência Senado

Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa de Michelle Bolsonaro nesta quarta-feira (1º) e afirmou que a ex-primeira-dama foi alvo de uma ofensiva pessoal nas redes sociais após a crise pública com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a senadora, os ataques chegaram a envolver montagens feitas por inteligência artificial e questionamentos sobre a paternidade de Laura Bolsonaro, filha caçula de Jair Bolsonaro. Com informações do Metrópoles.

A fala amplia a crise que explodiu no PL depois que Michelle deixou a presidência do PL Mulher e se recusou a participar de uma agenda da pré-campanha de Flávio voltada ao eleitorado feminino. O conflito, que começou como disputa de espaço político e palanque, passou a atingir a esfera familiar do bolsonarismo.

Damares disse que Michelle foi alvo de imagens manipuladas e ataques de cunho pessoal. O ponto mais sensível foi a tentativa de colocar em dúvida se Laura seria filha de Jair Bolsonaro. Nas redes, esse tipo de insinuação foi usado para humilhar simultaneamente Michelle e o ex-presidente, tratado por adversários como marido traído em meio à guerra interna da família.

“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. As imagens, inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, de que a menina seja filha do ex-presidente da República”, afirmou Damares.

A senadora também voltou a criticar Paulo Figueiredo, aliado de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que disse que “mulheres votam mal” e atacou Michelle durante a crise. Sem citar nomes, Damares afirmou que os ataques chegaram ao ponto de colocar em dúvida se mulheres têm capacidade de votar, escolher ou serem escolhidas.

Fila da perícia do INSS recua 59% e atinge menor nível em 3 anos

Fila da perícia do INSS recua 59% e atinge menor nível em três anos com 391,4 mil agendamentos e queda no tempo de espera no INSS

     Aplicativo Meu INSS -                                               Crédito: Joedson Alves / Agência Brasil

A fila de espera para perícia médica no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fechou junho com 391,4 mil agendamentos, o menor patamar em cerca de três anos, em um movimento de forte redução no volume de análises presenciais, informa a Folha de São Paulo. O número representa uma queda de 58,8% em relação a agosto de 2023, quando a fila somava 949,3 mil pessoas, e uma redução ainda mais expressiva de 68,2% na comparação com novembro de 2025, período em que o estoque chegou ao pico de 1,23 milhão de pedidos aguardando avaliação médica. A perícia é exigida em solicitações de benefícios por incapacidade, como o auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e o BPC para pessoas com deficiência.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a redução é resultado de um conjunto de medidas, incluindo a contratação de 500 novos peritos, realização de mutirões, pagamento de bônus por produtividade e ampliação do sistema Atestmed. A ferramenta permite a concessão de benefício por análise documental, sem necessidade de perícia presencial em parte dos casos.

Reunião de Flávio Bolsonaro com mulheres tem aceno a Michelle e novo mal-estar


 O pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro, durante reunião dedicada ao eleitorado feminino. Foto: Divulgação

Flávio Bolsonaro tentou transformar a primeira reunião de sua pré-campanha dedicada ao eleitorado feminino em uma agenda positiva, mas a crise com Michelle Bolsonaro atravessou o encontro do início ao fim, com informações do Globo. O senador reuniu em Brasília cerca de 50 parlamentares, vereadoras, dirigentes do PL Mulher e pré-candidatas para discutir propostas voltadas às mulheres, mas o principal assunto nos bastidores foi a ausência e a contrariedade da ex-primeira-dama.

A reunião ocorreu após Michelle Bolsonaro renunciar à presidência do PL Mulher e se recusar a participar da programação do enteado. O gesto agravou a crise interna no partido e expôs a dificuldade da pré-campanha de Flávio Bolsonaro em se aproximar do eleitorado feminino justamente sem a presença da principal liderança mulher do bolsonarismo.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Moraes manda investigar conteúdo do celular de Wassef

Ministro do STF deu 15 dias para a PGR analisar os elementos encontrados pela Polícia Federal; apuração será separada do inquérito que investigou o caso das joias sauditas

Apuração será separada do inquérito que investigou o caso das joias sauditas. - Crédito: Globo News/Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação sigilosa para apurar conteúdos encontrados no celular do advogado Frederick Wassef, que atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo o jornal O Globo, Moraes estabeleceu o prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os elementos identificados pela Polícia Federal (PF) e sobre as hipóteses criminais levantadas pelos investigadores. A nova apuração será conduzida em procedimento separado do inquérito que investigou o caso das joias sauditas.

PGR pede que Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar


          O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: EFE/Andre Borges

A Procuradoria-Geral da República defendeu que Jair Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar no caso da pistola Glock 9mm apreendida em uma blitz no Distrito Federal. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, acompanha a conclusão da Polícia Civil do DF, que não indiciou o ex-presidente no episódio.

Segundo a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a apuração policial tem “bom suporte” ao afastar, no caso de Jair Bolsonaro, a configuração de falta grave. Para Gonet, o episódio da arma não deve levar à revogação da prisão domiciliar.

“Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”, afirmou o procurador-geral no documento. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no STF.

Apesar de defender a manutenção da domiciliar, a PGR pediu que a pistola apreendida não seja devolvida a Bolsonaro. “A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, escreveu Gonet.

Vorcaro mandou vasculhar vida de jornalista da Globo: “Vamos calar essa mulher”


     Daniel Vorcaro, e a jornalista Malu Gaspar. Fotomontagem

Diálogos obtidos pela Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, atuaram para tentar constranger o trabalho da jornalista Malu Gaspar, colunista do Globo. As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro e são de março e abril de 2025.

Segundo O Globo, a ofensiva começou após reportagens da jornalista sobre investigações envolvendo o Banco Master, suspeitas de operações fraudulentas e manipulação de preços. Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que precisava “frear a Malu Gaspar”, depois de uma entrevista que classificou como “bem ruim”.

Miranda, então, teria respondido que iria “revirar a vida” da jornalista. De acordo com a reportagem, ele repassou a Vorcaro informações sobre familiares, contas bancárias e endereço de Malu Gaspar. As mensagens foram divulgadas inicialmente pelo site Fatos Online e confirmadas pelo Globo com investigadores.
Ilustrativa
Foto: Reprodução/Feito com IA

Em outro trecho, Vorcaro diz: “Preciso calar essa mulher”. O material, segundo a reportagem, reforça a suspeita de que o grupo ligado ao ex-banqueiro adotava métodos de intimidação contra pessoas que representavam risco à sua imagem ou aos seus interesses.

PF investiga escritura suspeita ligada a R$ 470 mil de aliado de Sóstenes Cavalcanti

Investigação da PF aponta possível fraude em escritura após apreensão de dinheiro e mira aliados de deputado do PL em operação no DF

        Sóstenes Cavalcante -                               Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) investiga escritura suspeita ligada a R$ 470 mil de aliado de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) após operação que identificou indícios de irregularidades na formalização de compra e venda de imóvel. O caso envolve suspeita de uso de documento cartorial para justificar dinheiro apreendido em espécie. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (1) pelo Portal G1.

A investigação da PF aponta possível fraude em escritura após apreensão de dinheiro e mira aliados de deputado do PL em operação no DF, que tiveram acesso a trechos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e a relatórios da investigação.
Os dados indicam que a operação Galho Fraco II aprofunda apurações sobre movimentações financeiras e patrimoniais ligadas ao parlamentar.

A Polícia Federal apura se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) produziram uma escritura pública de compra e venda de imóvel com o objetivo de justificar a origem de R$ 470 mil apreendidos em espécie durante operação anterior. O documento teria surgido após a apreensão do dinheiro, o que levantou suspeitas entre os investigadores.

TSE decide manter limites de gastos de campanha de 2022 para as eleições deste ano

Corte rejeita reajuste dos limites de despesas e cita fundo eleitoral mantido em R$ 4,9 bilhões

      O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques - Crédito: Antonio Augusto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter, nas eleições gerais deste ano, os mesmos limites de gastos de campanha adotados em 2022. A decisão foi aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (1º), durante a última sessão do primeiro semestre forense da Corte. As informações são do jornal O Globo.

Relator da proposta, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que não há justificativa para atualizar os tetos de despesas, uma vez que não houve mudanças na legislação eleitoral nem aumento do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mantido em R$ 4,9 bilhões, o mesmo valor destinado às eleições de 2022.

Segundo o ministro, uma eventual correção dos limites não refletiria a situação financeira dos partidos. Kassio lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, o dispositivo aprovado pelo Congresso que previa reajuste do Fundo Partidário.

Sóstenes Cavalcante mentiu sobre origem dos R$ 460 mil, conclui investigação da PF


       Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. Foto: reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, mirando aliados do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. A ação investiga suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar e aprofunda as apurações sobre a origem dos R$ 460 mil apreendidos com o deputado em dezembro do ano passado.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Brasília e Goiás, a corporação apreendeu dinheiro escondido em um livro falso na casa de um advogado, além de itens como relógios de luxo.

Os investigadores apuram a possível prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Segundo a PF, o objetivo da nova fase é “aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa”.

Moraes pede que PGR faça novo parecer sobre o caso da arma de Bolsonaro

 

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um novo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro após a Polícia Civil do Distrito Federal afirmar que ele não cometeu crime ao ter uma arma em casa durante o regime de prisão domiciliar. A decisão também determina a manifestação da defesa do ex-presidente.

“Diante do exposto, DETERMINO a manifestação da Procuradoria Geral da República e da Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO, no prazo sucessivo de 48 (quarenta e oito) horas”, diz a decisão de Moraes.

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a apreensão da pistola Glock 9mm com um militar em uma blitz no dia 15 de junho e afirmou que Bolsonaro não cometeu crime. “Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado Thiago Boeing da Silva no relatório final.

Em discurso na Bahia, Lula alfineta ACM Neto: ‘chegou a se passar por negro’

Presidente diz em discurso na Bahia que adversário teria tentado se apresentar como negro na disputa eleitoral de 2022 e exalta o SUS em inauguração de hospital em Alagoinhas

30.06.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cerimônia de Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, no Palácio do Planalto, Brasília-DF.Crédito: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou, nesta quarta-feira (1º), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao comentar a disputa eleitoral estadual de 2022 na Bahia, durante discurso em Alagoinhas (BA).

Lula afirmou que o adversário do governador Jerônimo Rodrigues teria buscado se apresentar como negro no contexto da campanha. “Teu adversário é tão mentiroso que ele chegou a querer passar por negro”, afirmou o presidente.

Moraes ouve PGR e defesa de Bolsonaro após conclusão do inquérito sobre arma

Após manifestações, ministro do STF deve decidir sobre a manutenção, ou não, da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

    Alexandre de Moraes  Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem, em até 48 horas, sobre a conclusão do inquérito da arma de Bolsonaro, investigação que apurou o transporte de uma pistola registrada em nome do ex-presidente por um militar responsável por sua segurança, informa Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Moraes acionou novamente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir a apuração e sugerir o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. O ministro também abriu prazo para que os advogados de Bolsonaro apresentem nova manifestação antes de decidir os próximos passos do caso.

A expectativa é que Moraes avalie, depois das manifestações da PGR e da defesa, se Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar ou se deverá retornar ao regime fechado. Em manifestação anterior, a Procuradoria-Geral da República havia defendido a conclusão do inquérito para verificar se a conduta relacionada à arma poderia configurar falta grave atribuída ao ex-presidente.

Michelle é testada em eventual 2° turno contra Lula na pesquisa AtlasIntel; veja o desempenho


         Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) incluiu pela primeira vez a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026 e apontou vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula aparece com 48,7% das intenções de voto, contra 38,9% de Michelle.

A diferença entre os dois chega a 9,8 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 12,4% na simulação. O levantamento saiu após a divulgação de um vídeo em que Michelle fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro nome cotado no campo bolsonarista.

Nos cenários testados pelo instituto, Lula mantém a liderança nas simulações de confronto direto. A entrada de Michelle no levantamento oferece um parâmetro para medir o desempenho eleitoral da ex-primeira-dama em uma disputa nacional contra o petista.

Créditos na imagem

A previsão catastrófica de Michelle sobre a campanha de Flávio Bolsonaro

          Michelle e Flávio Bolsonaro em ato da extrema-direita. Foto: reprodução


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse a interlocutores que a campanha do enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será abalada em breve por novos escândalos, que nocautearão sua candidatura à Presidência. A previsão foi feita em meio à crise que explodiu entre os dois há exatamente uma semana, após Michelle renunciar à presidência do PL Mulher e afirmar, em conversa com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que não apoiará o senador sob nenhuma hipótese.

Apesar do veto à candidatura de Flávio, ela sinalizou que mantém a possibilidade de ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal na reunião que aconteceu na última terça-feira (30), de acordo com informações do Globo.

Alckmin e Haddad venceriam Flávio Bolsonaro em eventual 2° turno, diz AtlasIntel


       Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Foto: Bruno Santos/Folhapress

A pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (1°), indica que tanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) venceriam o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. O levantamento, que ouviu 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de 1 ponto percentual, também mostra que Flávio é o segundo político com maior rejeição entre os líderes testados.

No cenário de segundo turno sem o presidente Lula (PT), Haddad aparece com 47,4% das intenções de voto contra 41,7% de Flávio, enquanto 10,9% dos eleitores afirmam que votariam em branco, nulo ou não sabem. Alckmin também lideraria a disputa com o primogênito de Jair Bolsonaro: 46,4% contra 42,8% do senador, com 10,7% de indecisos ou votos inválidos.
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