Em carta aberta, Cristina acusa Justiça argentina de machismo e busca revogar sua proscrição
Atualmente em prisão domiciliar, a ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner anunciou a apresentação de uma reclamação formal ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para contestar a condenação de seis anos de prisão e a inabilitação perpétua para exercer cargos públicos imposta contra ela por supostas irregularidades na concessão de contratos de obras públicas.
Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais e em veículos internacionais, a ex-presidente afirmou recorrer à instância internacional por considerar que, durante o processo judicial na Argentina, foram violadas as garantias do devido processo legal asseguradas pelo Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
No texto, Fernández de Kirchner classificou a condenação como uma forma de “proscrição” política e acusou a existência de uma perseguição política coordenada, além de um “machismo estrutural” no Poder Judiciário argentino. O procedimento perante o órgão sediado em Genebra terá início com uma análise de admissibilidade para verificar se a petição atende aos requisitos formais exigidos.






