terça-feira, 4 de agosto de 2026

Mendonça nega pedido para remover vídeo em que Flávio Bolsonaro que associa o PT a facções criminosas

Ministro do TSE entende que publicação tem caráter satírico e protege a liberdade de expressão

André Mendonça  -  Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido de liminar apresentado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para retirar das redes sociais um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que associa o Partido dos Trabalhadores (PT) às facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Na decisão, proferida em 23 de julho, o relator concluiu, em análise preliminar, que a publicação está inserida no campo da crítica política e que não há elementos suficientes para justificar sua remoção imediata. Segundo o jornal O Globo, o mérito da ação será examinado posteriormente pelo plenário do TSE, após a apresentação da defesa de Flávio Bolsonaro e do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).

⦾ Vídeo produzido com IA motivou a ação

A ação foi ajuizada após a divulgação, em 16 de junho, de um vídeo produzido com recursos de inteligência artificial. Na peça, Flávio Bolsonaro aparece pilotando uma aeronave militar contra embarcações identificadas pelas siglas “CV” e “PCC”. Em seguida, surge uma terceira embarcação com a sigla “PT”, acompanhada da mensagem: “Na próxima quinta-feira eu vou dar uma péssima notícia para o CV, PCC e o PT. Me aguardem”, destaca o parlamentar no vídeo. 

Segundo a Federação Brasil da Esperança, a publicação promove uma associação falsa entre o partido e organizações criminosas e configura propaganda eleitoral antecipada negativa.

União Brasil anuncia neutralidade e amplia isolamento de Flávio Bolsonaro

 Decisão da federação União Progressista se soma à de PP e Republicanos e dificulta alianças do PL

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A decisão do União Brasil de permanecer neutro na disputa pela Presidência da República impôs um novo revés à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Oficializada nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional da legenda, a medida amplia o isolamento político do senador, que buscava formar uma ampla aliança de centro para fortalecer sua campanha ao Palácio do Planalto.

A posição do União Brasil acompanha decisões semelhantes do PP e do Republicanos, partidos que estiveram ao lado de Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022, mas que optaram por não apoiar nenhum candidato na disputa de 2026.

☉ União Brasil libera apoios estaduais

O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, que participou da convenção de forma remota. Em nota, o dirigente afirmou que a decisão reflete a estratégia política da federação União Progressista.

“Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política”, afirmou.

Zema oficializa Eduardo Girão como vice e consolida chapa presidencial do Novo

 Escolha ocorre após fracasso das negociações do Novo para formar uma coligação nacional 

Eduardo Girão e Romeu Zema
Crédito: Pedro França/Agência Senado / Dirceu Aurélio / Imprensa MG

A candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo) ganhou definição nesta terça-feira (4) com a confirmação do senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente. A decisão encerra a busca da legenda por um companheiro de chapa e consolida uma composição formada exclusivamente por integrantes do partido para a disputa eleitoral de 2026. A escolha foi oficializada durante a convenção nacional do Novo, realizada nesta terça-feira (4). O evento havia sido adiado em relação à data inicialmente prevista.

CNJ forma maioria para afastar Gabriela Hardt por atuação na Lava Jato

Placar parcial aponta maioria pela pena de disponibilidade – segunda sanção mais severa prevista na Loman – após investigação sobre acordo para administrar fundo com recursos de R$ 2 bilhões em multas

Julgamento do CNJ e Gabriela Hardt - Crédito: Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou maioria nesta terça-feira (4) para aplicar a pena de disponibilidade à juíza federal Gabriela Hardt, em processo disciplinar que investiga sua atuação durante a Operação Lava Jato. 

O julgamento examina a homologação, em 2019, de um acordo que previa a criação de uma fundação privada abastecida com recursos provenientes de multas pagas por empresas condenadas na Lava Jato. A iniciativa poderia administrar cerca de R$ 2 bilhões. A apuração foi instaurada pelo CNJ em 2024 após uma fiscalização da Corregedoria Nacional de Justiça identificar supostas irregularidades na condução do caso.

● Maioria do CNJ acompanha voto do relator

Até o momento, quatro conselheiros votaram pela aplicação da pena de disponibilidade por dois anos, conforme proposto pelo relator do processo, Marcello Terto e Silva Badaró. A posição foi acompanhada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além das conselheiras Kátia Arruda e Andréa Cunha Esmeraldo.

Outros três integrantes do conselho defenderam uma punição menor. O conselheiro Jaceguara Dantas da Silva votou pelo afastamento por um ano, sendo acompanhado por Paulo Regis Machado Botelho e Fabio Francisco Esteves.

A pena de disponibilidade é a segunda sanção mais severa prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Nessa modalidade, o magistrado permanece afastado das funções, recebe vencimentos proporcionais ao tempo de serviço e fica impedido de exercer outras atividades, como advocacia ou ocupar cargo público.

Gabriela Hardt atualmente atua na 23ª Vara Federal de Curitiba. Em 2019, quando homologou o acordo questionado pelo CNJ, era responsável pela 13ª Vara Federal de Curitiba, que concentrava os processos da Operação Lava Jato.

“Nordestino é tudo petista filho da p*”: bolsonarista tenta agredir trabalhadores em praia de PE

 

Bolsonarista durante confusão com trabalhadores na Praia de Muro Alto, em Pernambuco. Foto: Reprodução

Um turista bolsonarista tentou agredir um trabalhador que aluga caiaques na Praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Vídeo gravado nesta segunda (3) mostra o homem correndo em direção ao trabalhador e gritando: “Nordestino é tudo petista”.

A discussão começou por causa do horário de devolução de um caiaque alugado. Nas imagens, o homem também ameaça o trabalhador com uma garrafa de vidro e dirige palavrões a outras pessoas que estavam na praia.

A advogada da Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas, Sueyde Rocha, afirmou ao Diário de Pernambuco que o cliente se recusou a devolver o equipamento no horário combinado. Uma funcionária do estabelecimento onde o locador trabalha disse que o aluguel previa 30 minutos de uso.

O turista retirou o caiaque por volta das 11h36 e deveria devolvê-lo às 12h06, conforme o relato da funcionária. O responsável pela locação ainda concedeu alguns minutos de tolerância antes de avisar que o prazo havia terminado.

Moraes dá cinco dias para PGR analisar recursos de Bolsonaro contra restrições políticas

 Defesa contesta limitações impostas pelo STF e pede retomada das visitas de Flávio ao ex-presidente

Modelo de inteligência artificial de Jair Bolsonaro
Crédito: Reprodução/YouTube/Flavio Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre dois recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. As petições contestam decisões que restringiram sua atuação política durante o processo eleitoral de 2026 e suspenderam, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

Os recursos questionam medidas impostas por Moraes após a divulgação de uma carta manuscrita de Bolsonaro, posteriormente lida em um ato político e difundida nas redes sociais. Para o ministro, a utilização de terceiros para transmitir mensagens de conteúdo político-eleitoral representou descumprimento das cautelares impostas ao ex-presidente.

CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima

Mudança adequa resolução do conselho a decisões do STF e estabelece novo fluxo administrativo para punir magistrados por faltas graves

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin
Crédito: Paulo Vitor/PGE-RJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira (4), uma importante alteração em suas normas disciplinares ao extinguir a aposentadoria compulsória como a sanção administrativa máxima para magistrados que cometerem infrações graves. A medida cria formalmente a penalidade de disponibilidade com proposta de perda do cargo, instituindo um novo fluxo que pode culminar no afastamento definitivo de juízes por meio de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança atualiza e adequa a Resolução CNJ n.º 135/2011 ao entendimento consolidado pelo STF, segundo o qual a perda definitiva do cargo de magistrados vitalícios depende de uma decisão judicial. Com relatoria do conselheiro Ulisses Rabaneda, o texto aprovado altera quatro dispositivos da norma original, mas preserva as demais sanções disciplinares já previstas na legislação: advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade e demissão (esta última restrita a magistrados que ainda não atingiram a vitaliciedade).

O presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, avaliou o novo ato normativo como o fruto de um denso processo de construção institucional. “É importante reconhecer que estamos diante de uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão, considerando o cenário atual e o nível de desenvolvimento que observamos hoje. Por isso, estamos tratando o tema com atenção, levando em conta os desafios e as complexidades que ele apresenta”, destacou Fachin.

PF aponta que advogado comprou mansão de R$ 6 milhões usada por Weverton Rocha

 Relatório da Polícia Federal aponta que Willer Tomaz atuava como hub financeiro em investigação sobre fraudes em descontos do INSS

Senador Weverton Rocha (PDT-MA) - Crédito: Evandro Macedo/LIDE

A investigação da Polícia Federal (PF) que culminou na operação deflagrada nesta terça-feira (4) contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) revelou que a residência utilizada pelo parlamentar no Lago Sul, bairro de alto padrão em Brasília (DF), foi adquirida pelo advogado Willer Tomaz pelo valor de R$ 6 milhões, informa Tácio Lorran, do Metrópoles.

De acordo com os investigadores da corporação, o caso expõe uma tentativa de ocultação de patrimônio. “A dissociação entre a titularidade registral e o alegado domínio econômico constitui um dos pontos centrais da apuração”, pontuou a PF. O caso se insere no âmbito das apurações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro decorrente de fraudes em descontos de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Polícia Federal aponta que o advogado “funcionaria como verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” colocado à disposição dos beneficiários dos recursos ilícitos, grupo no qual estaria inserido o senador maranhense. As informações detalhadas constam em relatório oficial enviado pela PF ao relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

Grupo que planejava atentado em Brasília tinha seminarista de Pernambuco

 Alvo da Operação Rede Interrompida, investigado integrava rede que discutia invasão de prédios públicos e fabricação de explosivos para as eleições de 2026

Materiais apreendidos pela polícia na Operação Rede Interrompida
Crédito: Divulgação

Um seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco é um dos oito alvos da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo suspeito de planejar ações violentas em Brasília durante o período eleitoral de 2026, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Durante a ação policial, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no alojamento onde o investigado residia, dentro das dependências do mosteiro. Apontado pelas investigações como um participante ativo nas discussões sobre a estruturação nacional do grupo extremista, o seminarista teve seus dispositivos e materiais apreendidos. A PCDF agora analisa o conteúdo para determinar com precisão a conduta e o nível de responsabilidade individual de cada envolvido.

Palácio do Planalto era principal alvo de plano de atentado, diz Polícia Civil do DF

 Operação Rede Interrompida levou à busca e apreensão contra os envolvidos, que divulgavam propaganda nazista

Palácio do Planalto - Crédito: Antônio Cruz/Agência Brasil

O principal alvo dos investigados na Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4) em vários estados, era o Palácio do Planalto, afirmou o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Maurílio Coelho.

“Eles compartilharam principalmente os prédios da área central de Brasília. A título de exemplo, eles marcaram quais ministérios eram de quais pastas, em busca de uma definição do que eles chamaram de alvos primários”, disse Coelho em coletiva de imprensa na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

PF: esposa de Weverton Rocha recebeu R$ 11 milhões de empresas ligadas a advogado alvo de operação sobre INSS

Operação Sem Desconto atingiu familiares do senador e o advogado Willer Tomaz

Samya e Weverton Rocha - Crédito: Reprodução/Instagram/@wevertonrochasenador

A investigação da Polícia Federal (PF) que deu origem a uma nova fase da Operação Sem Desconto aponta que Samya Rocha, esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA), recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz. Nesta terça-feira (4), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do parlamentar e contra o próprio advogado, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informa o jornal O Globo.

O questionamento de professora da FGV sobre ação de Mendonça contra Lulinha

 

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Foto: Reprodução

A professora de Direito Penal da FGV Luisa Moraes Abreu Ferreira questionou a permanência no Supremo Tribunal Federal de um novo pedido de investigação relacionado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista ao programa “WW”, da CNN Brasil, na segunda-feira (3), ela afirmou que ainda faltam elementos públicos para explicar a competência da Corte no caso.

Ferreira disse que o embate entre a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, causa estranhamento. “A gente fica sem saber quem está protegendo quem e quando”, afirmou.

A professora classificou como “muito curiosa, para dizer o mínimo” a decisão de concentrar a apuração no Supremo. Ela ponderou que uma eventual conexão com autoridade detentora de foro por prerrogativa de função poderia justificar a tramitação, mas disse que essa relação não está clara até agora.

As informações divulgadas apontam Lulinha como suposto sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Para Ferreira, ainda é necessário esclarecer a ligação entre os dois e algum agente com foro que explique a atuação do STF.

Veja o momento da fala de Luisa Ferreira:

Com greve contra Tarcísio e mais de 1.000 km de congestionamento, São Paulo vive novo dia de caos

 Paralisação por tempo indeterminado nas linhas 11, 12 e 13 afeta milhares de passageiros na capital paulista

Metrô e Tarcísio de Freitas  -Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil | Rogério Cassimiro/Governo do Estado de SP

A cidade de São Paulo registrou mais de 1.000 quilômetros de congestionamento ao longo da manhã desta terça-feira (4), em decorrência da greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A paralisação dos ferroviários motivou a suspensão do rodízio municipal de veículos na tentativa de amenizar os impactos no trânsito da capital, segundo informações do monitoramento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) reportadas pela Folha de São Paulo.

De acordo com os dados da CET, às 9h a capital paulista contabilizava 1.143 km de filas de trânsito. Para efeito de comparação, na primeira terça-feira de junho (2), a lentidão havia atingido 501 km no mesmo horário. A zona sul foi a mais afetada do município, somando 348 km de lentidão, seguida pela zona leste, com 323 km. A zona norte registrou 226 km, a zona oeste teve 199 km e o centro contabilizou 47 km de engarrafamento.

Bandeira de grupo que planejava atentado no DF é defendida por Eduardo e deputado bolsonarista

Eduardo Bolsonaro posa com bandeira de supremacistas brancos

A bandeira dos Estados Confederados, encontrada entre os materiais apreendidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante a Operação Rede Interrompida, já foi defendida publicamente por um deputado aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e exibida pelo fugitivo licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A operação, deflagrada nesta terça-feira (4), investiga um plano para atacar prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, são alvo da investigação, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev)

PT aciona PGR contra Nikolas Ferreira por propaganda eleitoral antecipada e ofensas a Lula

 Deputado Rogério Correia pede remoção de vídeo, apuração de uso de verba pública e investigação sobre impulsionamento pago

Nikolas Ferreira  - Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou uma notícia de fato junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando o parlamentar de praticar propaganda eleitoral antecipada negativa contra o presidente Lula (PT), segundo o jornal O Globo.

O centro da ação judicial é um vídeo publicado em um perfil apontado como secundário de Nikolas Ferreira na rede social Instagram. Na publicação, descrita pelo próprio parlamentar bolsonarista como o “jingle da campanha”, são proferidas diversas ofensas diretas à honra e à imagem do presidente Lula, pré-candidato à reeleição.

De acordo com a peça formulada por Rogério Correia, o material audiovisual já acumula aproximadamente 2,6 milhões de visualizações na plataforma. A peça jurídica argumenta que o conteúdo associa de forma falsa o presidente da República à criminalidade, à corrupção e ao suposto desvio de patrimônio das famílias brasileiras, valendo-se de uma combinação de música e imagens de alto impacto visual e emocional para fixar e reforçar a mensagem negativa perante o eleitorado.

Lula quer participação de Alckmin e Haddad na elaboração do plano econômico do 4º mandato

Aliados são vistos pelo presidente como nomes capazes de reduzir resistências no mercado e no setor produtivo

Vice-presidente Geraldo Alckmin; ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 25/08/2025 REUTERS/Adriano Machado
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer envolver o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, na formulação das propostas econômicas de um eventual quarto mandato. A avaliação no entorno do presidente é que os dois aliados têm credibilidade junto ao mercado financeiro e poderiam ajudar a diminuir resistências no setor produtivo. As informações foram publicadas pelo blog do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil

Lula pretende incluir no programa uma sinalização de ajuste das contas públicas, a redução de gastos de empresas estatais e a defesa de um arcabouço fiscal mais restritivo.

Escanteado e sem opções, Flávio deve escolher bolsonarista para ser vice

 

Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro durante agenda política. Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta dificuldades para fechar uma aliança para sua chapa presidencial e pode acabar com um vice do próprio partido após recusas de legendas que buscava atrair. A indefinição ocorre a pouco mais de 24 horas do prazo final das convenções partidárias.

O Republicanos decidiu não compor a chapa, depois de 18 diretórios estaduais rejeitarem uma aliança com o PL. A decisão eliminou a possibilidade de indicação da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, nome visto como ponte com o mercado financeiro.

O PP também vetou, na semana anterior, a indicação da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina. Ela era cogitada por seu trânsito junto ao agronegócio, setor que a campanha buscava aproximar do projeto eleitoral de Flávio.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, declarou apoio ao senador em São Paulo, mas o partido não aderiu à coligação em nível nacional. Sem a legenda e sem o PP, o PL passou a trabalhar com alternativas mais restritas para preencher a vaga de vice, de acordo com informações do Estadão.

Extrema-direita usa campanhas estaduais para atacar STF e sustentar perseguição a Bolsonaro

 

Flávio Bolsonaro
O presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL) emocionado ao ver reprodução de seu pai feita com IA durante a convenção do PL. Foto: Allison Sales/Folhapress

Temas nacionais estão ocupando mais espaço do que os problemas regionais na comunicação dos candidatos aos governos estaduais e ao Senado. O primeiro relatório do Hubs Regionais 2026, divulgado na coluna da Mônica Bergamo, pela Folha de S. Paulo, mostra que a direita utiliza as disputas locais para promover segurança pública, ataques ao Judiciário e a narrativa de perseguição política a Jair Bolsonaro.

O projeto acompanha os perfis dos candidatos no Instagram e é coordenado pelo Instituto Democracia em Xeque e pela PUC-Rio, com a participação de universidades federais. O levantamento identifica diferenças entre as regiões e estratégias relacionadas à desinformação e à manipulação de dados.

No Sudeste, a segurança pública aparece como a principal pauta dos candidatos de direita. As publicações destacam operações policiais, endurecimento de penas e discursos punitivistas. A região também concentra o maior uso da alegação de que Jair Bolsonaro seria vítima de perseguição política.

Candidaturas de esquerda e centro-esquerda adotam outro enfoque ao tratar da segurança. Os conteúdos dão mais espaço à violência contra as mulheres, às desigualdades sociais e às críticas às gestões estaduais, especialmente em São Paulo e Minas Gerais.

Fila do INSS cai pela metade; indeferimentos de benefícios têm alta

 Redução no volume de pedidos em espera ocorre após avanço nas análises e salto nas recusas de concessões no período

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O volume de pedidos em espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma queda drástica e caiu para menos da metade em julho de 2026, impulsionado pelo aumento no ritmo de análises e por uma alta expressiva nas taxas de indeferimento de benefícios previdenciários, informa o jornal O Globo. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a média mensal de requerimentos rejeitados atingiu 668,6 mil entre janeiro e maio de 2026. O número representa uma elevação de aproximadamente 70% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando eram registrados 395 mil indeferimentos mensais, atingindo o patamar mais elevado registrado desde 2021.

Com esse movimento, o contingente total da fila do INSS, que havia alcançado um pico histórico de 3,1 milhões de processos em fevereiro, recuou para 1,5 milhão em julho. A meta estabelecida pela gestão do governo do presidente Lula (PT) é reduzir esse volume para 1,3 milhão até setembro. O compromisso de zerar a fila do órgão foi uma das promessas de campanha feitas pelo presidente em 2022.

Ministro da Justiça envia pedido de Fábio Luís à Corregedoria da PF para apurar vazamentos no inquérito do INSS

Defesa de Fábio Luís Lula da Silva acionou a pasta após notícias sobre posse de áudios sigilosos pela campanha de Flávio Bolsonaro

O ministro da Justiça, Wellington César Lima  - Crédito: Tom Costa/MJSP/ Flickr

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, despachou formalmente o pedido protocolado pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva que solicita a apuração do suposto vazamento de informações sigilosas vinculadas ao inquérito sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

A iniciativa da defesa ocorreu após interlocutores revelarem que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria acesso a áudios de conversas entre Fábio Luís e a empresária Roberta Luchsinger, que também é investigada no mesmo inquérito. A notícia sobre a posse do material sigiloso motivou uma reação imediata dos advogados do filho mais velho do presidente Lula (PT).

Ex-chefe de gabinete de Lula confirma que recebeu empréstimo – já quitado – de Roberta Luchsinger

Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, afirmou à Polícia Federal que a operação teve caráter pessoal, foi integralmente quitada e nega qualquer irregularidade

Marco Aurélio Ribeiro Santana, ex-chefe de gabinete de Lula - Crédito: Divulgação

O ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, confirmou à Polícia Federal que recebeu um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger, amiga da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a operação teve caráter estritamente pessoal, foi integralmente quitada e não envolveu qualquer irregularidade. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, disse ele, em nota.

A informação surgiu no âmbito das investigações que apuram transferências financeiras realizadas por Roberta Luchsinger. Em depoimento, Marcola afirmou que os recursos foram recebidos como um empréstimo privado e posteriormente devolvidos, sem revelar o valor da operação. Ele negou qualquer prática ilícita e sustentou que a transação não teve relação com sua atuação no governo.

CNJ deve começar a analisar processos contra juízes da Lava Jato nesta terça

Procedimentos miram suspeitas sobre tentativa de criar fundação com recursos da Petrobras e decisões tomadas após ordens do STF

Julgamento do CNJ e Gabriela Hardt -  Crédito: Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça deve iniciar, nesta terça-feira (4), a análise de processos administrativos disciplinares contra quatro magistrados que atuaram em casos ligados à Operação Lava Jato. Entre os alvos está a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba em parte da operação.

Um dos procedimentos em pauta apura suspeitas relacionadas à tentativa de destinar cerca de R$ 2,5 bilhões do Estado brasileiro para a criação de uma fundação que, conforme as investigações preliminares, seria voltada ao atendimento de interesses privados.

O caso envolvendo Gabriela Hardt tem como ponto central a homologação do chamado “acordo de assunção de compromissos”, que abriria caminho para a criação da fundação. A estrutura seria financiada com valores provenientes de acordos de leniência e de colaboração premiada relacionados à Petrobras.

Nunes Marques acata pedido do PL e derruba postagens da Secom

Ministro do TSE dá 24 horas para governo apagar conteúdos e proíbe novas publicações institucionais com destaque a Lula

Kássio Nunes Marques  -  Crédito: Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou em decisão sigilosa que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) retire do ar, no prazo de 24 horas, postagens em canais oficiais do governo federal que exaltam a figura do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O magistrado também estabeleceu que a Secom se abstenha de efetuar novas publicações com esse mesmo perfil até a conclusão do processo eleitoral, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A deliberação atende parcialmente a um pedido formalizado pela equipe jurídica do PL. A sigla acionou a Corte eleitoral alegando que o perfil “Canal Gov” estaria sendo utilizado para promover programas da administração federal nas redes sociais. Ao todo, cerca de mil postagens veiculadas na página, tanto no Instagram quanto no X (antigo Twitter), foram listadas pelo partido do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, como evidências de suposto uso da máquina pública para beneficiar a candidatura de Lula.

Ao analisar o caso em caráter liminar, Nunes Marques apontou que os conteúdos indicados pelo PL “conferem especial destaque à atuação pessoal do Presidente da República, mediante imagens, vídeos, pronunciamentos e registros audiovisuais de sua participação em atos, programas e entregas da administração pública”. De acordo com o presidente do TSE, essa configuração “em princípio, desborda da finalidade estritamente jornalística alegada pelos representados e evidencia plausibilidade quanto ao seu enquadramento como publicidade institucional”.

Flávio Dino será relator de pedido da PF para abertura de terceiro inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva

Polícia Federal solicita nova investigação por suspeita de tráfico de influência e corrupção; ministro do STF foi sorteado para analisar o pedido

Ministro Flávio Dino, 11 de junho de 2026  - Crédito: Victor Piemonte/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para relatar o pedido da Polícia Federal que solicita a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a reportagem, a PF pretende ampliar as investigações sobre uma suposta atuação de Fábio Luís em favor de empresas que buscavam negócios junto ao governo federal. Caberá agora ao ministro analisar o pedido e decidir se autoriza ou não a abertura da nova investigação.

Alvo da PF por fraudes no INSS, Willer Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro

 Senador já se referiu ao advogado como “meu amigo”; Em 2025, os dois viajaram juntos para a Flórida

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Reprodução / Redes sociais

 O advogado Willer Tomaz, apontado como amigo pessoal do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi alvo nesta terça-feira (4) de uma nova fase da Operação Sem Desconto, investigação da Polícia Federal sobre a chamada Farra do INSS. A informação foi publicada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles

Willer está entre os alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração mira suspeitas relacionadas ao esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

O vínculo entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro já havia sido exposto publicamente em 2021, durante as sessões da extinta CPI da Covid no Senado. Na ocasião, o próprio senador se referiu ao advogado como “meu amigo”.

Em 2025, Flávio viajou para a Flórida, nos Estados Unidos, acompanhado de Willer Tomaz, em um jatinho pertencente aos donos do laboratório União Química.