segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lula entregará ao TSE nesta terça (20) autorização para quebra de sigilo dele e da família

 “Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa de que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, afirmou o presidente

       Lula em Porto Alegre (RS), 19 de outubro de 2026 - Crédito: Reprodução Youtube Lula

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que entregará ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (20), uma autorização para a quebra de seus sigilos e dos integrantes de sua família.

A iniciativa, segundo Lula, está condicionada à apresentação de uma autorização semelhante pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, para a abertura dos sigilos dele, de suas empresas e de seus familiares.

“Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa de que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, disse Lula.

O presidente afirmou que decidiu incluir os cinco filhos na autorização para impedir que acusações contra seus familiares sejam usadas durante a campanha eleitoral.

“Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto. Essa é minha última disputa eleitoral e não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Isso é em defesa da minha honra, da honra da minha família e, sobretudo, na defesa desse país, que não pode ter um ladrão governando esse país”, disse o petista.

Durante o debate presidencial realizado no domingo (18), Lula havia proposto que os dois candidatos abrissem suas contas bancárias e seus sigilos telefônicos para análise antes da eleição.

Fonte: Brasil 247

Lula x Flávio Bolsonaro: as primeiras pesquisas após debate na Band


Lula e Flávio Bolsonaro durante sabatina da Globo. Foto: Reprodução

Institutos de pesquisa devem divulgar novos levantamentos sobre o segundo turno presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) de segunda (19) a sábado (24), véspera da votação marcada para domingo (25).

Os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preveem publicações em quase todos os dias da semana final de campanha. A sequência começa nesta segunda com pesquisas de Paraná Pesquisas, Atlas, PoderData e Nexus.

A Vox Brasil abriu a rodada de levantamentos no domingo (18). O instituto apontou Lula com 51% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 49%, diferença de dois pontos percentuais.

Na quarta (21), Quaest, Palver e IDEA têm divulgações programadas. Não há pesquisa listada para terça (20) no calendário informado pelos registros eleitorais.

Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band. Foto: Reprodução

Datafolha e Quaest terão novas rodadas antes da votação

Datafolha, PoderData, Gerp e Indexa devem publicar pesquisas na quinta-feira (22). Na sexta (23), estão previstos números de Alfa, Real Time Big Data, Vox Brasil e Ipespe.

O sábado (24) concentrará divulgações de AtlasIntel, Quaest, Datafolha, Paraná Pesquisas, Nexus, Palver e MDA, no último dia antes do segundo turno.

Os levantamentos mais recentes indicaram uma disputa apertada, com resultados diferentes conforme o instituto e a metodologia. Em pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47% das intenções de voto, ante 45% de Lula.

A margem de erro do Datafolha é de dois pontos percentuais. A Quaest, em rodada publicada em 14 de outubro, registrou 46% para Flávio Bolsonaro e 44% para Lula, também com margem de erro de dois pontos.

Fonte: DCM

Zanin pede ao TSE informações em ação do PSD sobre eleição no Rio de Janeiro

Ministro do STF pede informações sobre ação da legenda que contesta a exclusão dos votos de Garotinho e cobra segundo turno no Rio

Cristiano Zanin - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresente informações sobre a ação do PSD que questiona o resultado da eleição para o governo do Rio de Janeiro. O partido pede a realização de um segundo turno entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), contestando a retirada dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) do cálculo dos percentuais dos candidatos.

Após a manifestação do TSE, o processo deverá ser encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que também terão de se pronunciar.

A disputa eleitoral fluminense voltou à Justiça pela segunda vez no ano. Depois de um impasse anterior envolvendo a possibilidade de uma eleição suplementar para o Executivo estadual, relacionado à renúncia e à inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro, a controvérsia agora gira em torno da definição sobre a necessidade de um segundo turno.

⦾ Votos de Garotinho mudaram o resultado

A discussão envolve a candidatura de Anthony Garotinho, condenado por improbidade administrativa. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia indeferido o registro do ex-governador, mas os recursos apresentados no caso não foram julgados pelo TSE antes do primeiro turno.

Garotinho disputou a eleição com a candidatura sub judice. Seus votos foram contabilizados na votação, e a apuração inicial levou à convocação de um segundo turno para o governo fluminense.

Na semana seguinte à realização da segunda etapa da disputa, porém, o TSE decidiu, por cinco votos a dois, anular os 274.411 votos recebidos pelo candidato. A medida alterou a base de cálculo dos votos válidos e permitiu que Douglas Ruas fosse declarado eleito no primeiro turno.

Na totalização original, Ruas havia alcançado 49,27% dos votos. Com a exclusão dos votos de Garotinho, o percentual subiu para 50,88%, acima da metade dos votos válidos.

Janones apresenta boa recuperação e deve receber alta da UTI em 48h

 Deputado federal foi internado após passar mal depois de debate da Band e segue sob cuidados médicos em São Paulo

André Janones - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (REDE-MG) apresenta boa recuperação após sofrer um episódio de arritmia cardíaca e ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Segundo a coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles, o parlamentar deve receber alta da UTI nas próximas 48 horas.

Janones passou mal após o debate promovido pela Rede Bandeirantes. O episódio de arritmia motivou a internação do deputado, que permanece sob acompanhamento médico.

Lindbergh cobra abertura de sigilos de Flávio Bolsonaro e questiona: “do que ele tem medo?”

 Deputado pressiona candidato da extrema direita a aceitar desafio de Lula sobre dados bancários e telefônicos

Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro - Crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados I Charles Vieira / Divulgação

 O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou do senador Flávio Bolsonaro (PL) a abertura de seus sigilos bancário e telefônico, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propor que os dois candidatos ao Palácio do Planalto apresentem à Justiça informações financeiras e telefônicas de suas famílias. “O Brasil inteiro faz apenas uma pergunta neste momento: o Flávio vai abrir ou não seu sigilo bancário e telefônico? Vai atender ou não ao desafio do Lula? Do que ele tem medo? Do Brasil descobrir quem é o verdadeiro ladrão!”, escreveu o parlamentar petista na rede social X. 

A manifestação de Lindbergh ocorre depois que Lula levou o tema da corrupção ao confronto entre os presidenciáveis. O deputado defendeu que o senador responda ao desafio apresentado pelo presidente, que propôs submeter os documentos das duas famílias à avaliação das autoridades antes do segundo turno das eleições.

O parlamentar também acusou o candidato do PL de evitar uma resposta direta à proposta do presidente. “Flávio Bolsonaro tem a chance de provar para o Brasil que não é ladrão, mas prefere fugir. Ele sabe que se quebram os sigilos bancário e telefônico dele a casa cai!”, afirmou.

Flávio Bolsonaro assusta indecisos com agressividade em debate; entenda


Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na Band. Foto: EPA

Flávio Bolsonaro (PL) assustou eleitores indecisos com uma postura considerada agressiva no debate da Band contra o presidente Lula (PT), segundo relatos de grupos focais acompanhados em tempo real, segundo a coluna de Thais Bilenky no UOL. Os participantes também avaliaram que o senador exibiu preparo para o confronto direto, embora o tom adotado tenha provocado rejeição.

Em outro grupo focal, a estratégia de deboche de Flávio foi vista como eficaz para dialogar com bolsonaristas, mas sem potencial para conquistar novos votos entre quem ainda não decidiu em quem votar no segundo turno.

O candidato do PL permaneceu atrás de Lula em diferentes momentos, fez gestos de reprovação e balançou a cabeça enquanto o adversário falava. A âncora do debate o repreendeu e afirmou que ele “não tinha o direito” de atrapalhar o oponente.

A movimentação de Flávio interferiu em uma fala de Lula sobre a gestão da saúde no governo Bolsonaro e as mais de 700 mil mortes na pandemia. Ao retomar a palavra, o presidente perdeu o fio da argumentação e não voltou ao tema.

Flávio Bolsonaro durante debate na Band. Foto: Reprodução

Segurança pública concentrou discurso ensaiado de Flávio

Flávio fez um mea-culpa sobre a condução da saúde durante a pandemia. “A saúde não foi uma área técnica que a gente teve o melhor resultado. Faço aqui um mea-culpa. Tivemos dois anos de pandemia, uma coisa nova”, disse.

Coordenadora de Flávio Bolsonaro propõe cortar Bolsa Família após dois anos


      Flávio Bolsonaro e Daniella Marques. Foto: Reprodução

A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda (19) que um eventual governo do candidato estabelecerá uma transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família antes do desligamento do programa. Flávio disputa a Presidência contra o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026.

Em entrevista à CBN Bahia, Marques disse que o período daria alternativas às famílias. “Vai ter regra de transição de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, afirmou.

A economista alegou que os beneficiários não podem ficar indefinidamente no programa. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, declarou.

Lula concede entrevista ao SBT Brasil nesta segunda (19)

Presidente convocou apoiadores nas redes sociais e afirmou que vai apresentar propostas e falar sobre o futuro do país

Lula em entrevista ao SBT Brasil, 10 de setembro de 2026 - Crédito: Ricardo Stuckert


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concederá entrevista ao SBT Brasil nesta segunda-feira (19), às 19h45. O compromisso foi anunciado pelo próprio presidente em uma publicação nas redes sociais, na qual convocou os brasileiros a acompanhar a entrevista.

“Hoje é dia de entrevista no SBT!”, escreveu Lula. Na mensagem, o presidente afirmou que pretende apresentar suas propostas e conversar com a população sobre os rumos do país.

“E vamos seguir assim: dialogando com o povo brasileiro, apresentando nossas propostas e falando do Brasil que queremos construir”, declarou.

Na publicação, Lula também convocou os apoiadores a manter a mobilização eleitoral até o dia 25 de outubro. “Sem parar, sem descansar, até o dia 25, dia de votar 13!”, escreveu o presidente.

Desafio de Lula a Flávio Bolsonaro sobre sigilos domina repercussão do debate da Band

 Vídeo do presidente ultrapassou 10 milhões de visualizações, enquanto discussão sobre transparência dos candidatos gerou mais de 12 milhões de interações nas redes


Lula e Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial da Band; desafio do presidente sobre abertura de sigilos liderou a repercussão nas redes sociais  - Crédito: Renato Pizzutto/Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou o momento de maior repercussão nas redes sociais após o debate presidencial da Band, ao desafiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a abrir os sigilos bancário e telefônico. O episódio ganhou destaque entre os eleitores e se tornou o principal assunto relacionado ao confronto entre os dois candidatos ao segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo informações publicadas pela coluna de Miriam Leitão, do jornal O Globo, nesta segunda-feira (19), um levantamento da Ativaweb DataLab identificou mais de 12 milhões de menções, comentários e interações nas plataformas digitais envolvendo o desafio feito por Lula. O resultado colocou a cobrança por transparência no centro das discussões sobre o debate.

O vídeo em que o presidente propõe a abertura dos sigilos dos dois candidatos também registrou o maior alcance entre os trechos do encontro divulgados nas redes sociais, acumulando 10,2 milhões de visualizações.

Samba perde Benito di Paula, compositor de “Retalhos de Cetim”, aos 84 anos


                  Símbolo do samba-joia, o músico Benito di Paula. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Autor de clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, ele estava internado no Hospital 9 de Julho. A assessoria confirmou a morte ao UOL e à Folha de S.Paulo, que informou que o artista tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano.

Nascido em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, começou a cantar ainda jovem. Na década de 1960, trabalhou como crooner em boates cariocas e depois passou a se apresentar em Santos e na capital paulista, onde consolidou sua carreira.

Benito ganhou projeção nacional nos anos 1970 com uma combinação de samba, piano e arranjos românticos que ficou conhecida como samba-joia. O instrumento ocupava posição central em suas apresentações, acompanhando canções que também se tornariam sucessos nas vozes de outros intérpretes.

TSE proíbe Nikolas Ferreira e Pablo Marçal de publicarem conteúdos já vetados pela Justiça Eleitoral

 Decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral também impede a divulgação de publicações substancialmente idênticas às já removidas por determinação do tribunal

       Nikolas Ferreira - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal estão proibidos de voltar a divulgar, nas redes sociais, conteúdos cuja retirada já tenha sido determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida, estabelecida nesta segunda-feira (19), prevê multa de R$ 50 mil por publicação em caso de descumprimento e também alcança materiais que reproduzam, com pequenas alterações, conteúdos anteriormente vetados pela Justiça Eleitoral.

A determinação foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O magistrado esclareceu que a proibição não se limita à republicação integral de postagens já retiradas das plataformas digitais, mas abrange também conteúdos considerados substancialmente idênticos aos que foram alvo de decisões anteriores do tribunal.

Entenda o caso de Ana Clara, citado por Lula em debate contra Flávio Bolsonaro


         A menina Ana Clara, assassinada com 5 anos, e Flávio Bolsonaro. Imagem: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou, no debate da Band neste domingo (18), a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como advogado de um policial militar acusado pela morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos. A menina foi atingida por disparos em fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Ao questionar o adversário presidencial, Lula retomou o caso que passou a integrar a campanha eleitoral após a divulgação de que Flávio assinou um recurso em favor de Bruno Dias Delaroli. O senador respondeu que a advocacia não deveria ser criminalizada.

A acusação do Ministério Público do Rio de Janeiro atribui ao então cabo da Polícia Militar os tiros que atingiram Ana Clara em 2 de fevereiro de 2021. A criança brincava na porta de casa com o irmão, que tinha 2 anos, quando foi baleada e morreu após ser socorrida.

A Polícia Civil apontou Delaroli como autor dos disparos. Ele foi preso em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva e depois passou a responder ao processo sob medidas cautelares. Delaroli é acusado e ainda não recebeu condenação pela morte da menina.

Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM que atirou criança
Flávio Bolsonaro. Imagem: reprodução


Recurso de Flávio Bolsonaro tentou evitar julgamento pelo júri

A Justiça decidiu submeter o policial ao Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida. Flávio Bolsonaro integrou a defesa de Delaroli e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça para contestar essa decisão.

O STJ não acolheu o recurso da defesa. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal registrou um recurso ordinário em habeas corpus apresentado em nome do ex-PM, e o processo continuava em tramitação até setembro de 2026, sem julgamento pelo júri popular.

Flávio Bolsonaro é “bandido da pior espécie”, diz Joice Hasselmann após debate


Joice Hasselmann e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann, que já foi uma das principais aliadas do bolsonarismo no Congresso, voltou a fazer duras acusações contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. Logo após o debate da Band contra Lula (PT), no domingo (18), ela afirmou nas redes sociais conhecer o senador desde antes da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e o classificou como criminoso.

“Gente, eu conheço Flavio Bolsonaro desde antes da campanha de 2018. Só quero avisar os senhores e senhoras: ele é bandido da pior espécie”, escreveu Joice no X.

A publicação ocorreu após o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio no segundo turno. O debate foi marcado por ataques pessoais e acusações relacionadas, entre outros temas, ao Banco Master, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a investigações envolvendo pessoas próximas aos dois candidatos.

Em outras postagens, Joice elevou o tom e fez insinuações de que Flávio poderia até ser chamado de “assassino”, ao questionar eleitores sobre o voto em alguém que ela descreve dessa maneira. As declarações são acusações da ex-deputada e não representam conclusões judiciais sobre o senador.


“Bolsonaro me ameaçou com meu filho”, revela Soraya Thronicke (vídeo)

 Senadora relata bastidores da campanha eleitoral e diz ter sido alertada por Lula sobre ameaças da campanha bolsonarista contra sua família

      Soraya Thronicke  - Crédito: Reprodução/YouTube/Podcast 3 Irmãos

 A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) revelou que Jair Bolsonaro (PL) teria feito ameaças direcionadas ao seu filho, pessoa trans, durante o período eleitoral de 2022, em entrevista concedida ao Podcast 3 Irmãos no domingo (18).

De acordo com o relato da parlamentar, a situação envolvia a circulação de arquivos com conteúdo pessoal de sua família. “Já havia um ano, mais ou menos, que eu e meu marido recebíamos PDFs com a transição, ‘o antes e o depois da filha da Soraya Thronicke, a conservadora’. E nos ameaçavam direto, mas nunca tiveram coragem. Rodava nos meios mas nunca foi para a imprensa, porque todo mundo sabe da responsabilidade de algo assim”, explicou Soraya.

A senadora detalhou o momento em que tomou conhecimento direto das intenções da campanha adversária por meio de um alerta feito pelo presidente Lula (PT). “Quando chega o Lula para mim e me chama uma certa data, de manhã, e ‘Soraya, preciso falar com você urgente. Você me passou todos os pontos fortes, pontos fracos e não sei o quê, mas você se esqueceu de um problema’. Eu falei: ‘o quê?’. ‘Seu filho’. E eu falei assim: ‘Lula, com todo respeito, essa questão já foi um problema para mim; hoje não mais. Meu filho não quer ser público. Não trato como um problema’”, disse.

Na sequência da conversa, Lula explicou o contexto da chantagem articulada pelo grupo político de Bolsonaro. “E ele falou: ‘Soraya, não é problema para você, mas como não tem como pegar você em canto nenhum, não tem telhado de vidro, não tem processo, não tem nenhuma denúncia de corrupção, não tem nada…’. O que aconteceu? Aqui em São Paulo era o nosso polo para a campanha nacional. E ele [Lula] falou para mim assim: ‘olha, todos os jornalistas das campanhas tiveram um jantar e o pessoal do Bolsonaro nos chamou falando que vai estourar ‘o antes e o depois do filho da Soraya Thronicke, a conservadora’. E me mostraram isso e isso e você tem que estar preparada. Seu filho está preparado? Seu marido está preparado?’”, relatou a senadora.

Lula fez 16 afirmações verdadeiras e Flávio Bolsonaro contou 10 mentiras no debate da Band

 Placar da agência Aos Fatos mostra apenas duas afirmações verdadeiras de Flávio Bolsonaro. Lula deu duas declarações consideradas falsas

      Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Reuters

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, fez 16 afirmações verdadeiras e teve apenas duas declarações consideradas falsas durante o debate promovido pela Band no domingo (18), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) contou 10 mentiras e teve apenas duas falas corretas ao longo do confronto. O levantamento com a checagem em tempo real das declarações prestadas pelos postulantes ao Palácio do Planalto foi realizado e divulgado pela agência Aos Fatos.

De acordo com o placar final divulgado pela checagem, Lula obteve 16 declarações classificadas como “Verdadeiro”, cinco como “Não é bem assim” e duas classificadas como “Falso”. Por outro lado, Flávio Bolsonaro registrou dez declarações classificadas como “Falso”, nove no selo “Não é bem assim” e obteve apenas dois acertos classificados como “Verdadeiro”.

VÍDEO: Deputado do PL é preso após atirar dentro de balada em SP


Deputado estadual Marcelo Aguiar sentado no chão e amparado por policiais. Foto: Reprodução

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo de arma de fogo em uma balada no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, durante a madrugada de segunda-feira (19). A Polícia Civil investiga se o tiro ocorreu de forma acidental. Ninguém sofreu ferimentos, conforme as informações iniciais da ocorrência. Policiais levaram o parlamentar ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde registraram o caso na manhã de segunda.

Segundo o Metrópoles, as informações preliminares apontam que Aguiar se envolveu em uma confusão com outras pessoas dentro da casa noturna. Ele teria caído, pegado a arma e efetuado disparos.

Imagens feitas na delegacia mostram o deputado em prantos. Policiais militares o ampararam para que ele levantasse as pernas e seguisse caminhando; em outro momento, ele se sentou no chão e recebeu apoio novamente.

Bastidores mostram como aliados de Flávio tumultuaram debate e Band se omitiu


Flávio Bolsonaro faz dancinha; ao lado de Marçal, Pavanato xinga aliados de Lula enquanto se filma para as redes sociais. Foto: reprodução

Gritos, insultos e provocações marcaram a participação de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18). Pablo Marçal, Lucas Pavanato (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) estiveram entre os envolvidos nos tumultos que acompanharam o confronto entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Expressões como “Expulsa o Sidônio!”, “Cala a boca, perdedor!” e “Sai daí!” foram proferidas livremente sem que ninguém da organização tomasse uma atitude firme.

Lucas Pavanato provocou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), chamando-o de “Taxad” e de “demitido”. Haddad reagiu dando tapinhas no rosto do parlamentar, que continuou com os insultos.


Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação do governo Lula, se envolveu em uma discussão com Fábio Portela, integrante da equipe de Flávio Bolsonaro. Os dois ficaram frente a frente no palco durante um intervalo, e Sidônio afirmou: “Não encosta em mim, que eu não quero falar com você”.

TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

 Decisão atende pedido da campanha de Lula após denúncias sobre restrições seletivas a conteúdos do presidente nas redes sociais da companhia

Meta - Crédito: REUTERS/Benoit Tessier

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove a adoção das medidas determinadas pela Justiça Eleitoral para assegurar tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Caso não demonstre o cumprimento integral das exigências, a companhia poderá ter sua multa diária elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

A determinação foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. O magistrado apontou que os prazos anteriormente estabelecidos pelo tribunal já haviam expirado e criticou a decisão da empresa de ampliar, por iniciativa própria, de 72 horas para cinco dias o período destinado ao cumprimento das obrigações judiciais.

“A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, escreveu Bellizze na decisão.

A nova determinação ocorre após o TSE acolher, na semana passada, um pedido da campanha de Lula, que denunciou supostas restrições seletivas à circulação de conteúdos políticos favoráveis ao presidente nas plataformas da Meta. A coligação também questionou dificuldades no impulsionamento de publicações eleitorais e possíveis diferenças no tratamento dispensado às duas candidaturas que disputam a Presidência.

VÍDEO – Colunista do UOL detona postura de Flávio Bolsonaro no debate: “Moleque”


Flávio Bolsonaro provocando Lula durante debate da Band. Foto: Jean Carniel/Reuters

O jornalista José Roberto de Toledo, colunista do UOL, detonou o comportamento de Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro debate do segundo turno contra o presidente Lula (PT), realizado pela Band neste domingo (18). Com quatro décadas de cobertura eleitoral, Toledo afirmou nunca ter presenciado uma postura semelhante de um candidato à Presidência e acusou o senador de adotar uma estratégia baseada em provocações para desestabilizar o adversário.

“Eu cubro esse negócio desde 1985. Eu nunca vi isso”, afirmou Toledo após o programa. Para ele, o problema central do confronto não foi simplesmente a troca de acusações entre os dois presidenciáveis, mas a forma como Flávio tentou conduzir o embate.

“Quem se comportou como moleque chama-se Flávio Bolsonaro, que seguiu o modelo de outro moleque, que se chama Pablo Marçal, para ver se provoca e tira do eixo um candidato a ponto de tomar uma cadeirada”, disse o colunista.

A referência é à estratégia adotada por Marçal durante a eleição municipal de São Paulo em 2024, quando confrontos pessoais marcaram os debates. Toledo comparou os métodos e avaliou que Flávio buscou provocar Lula reiteradamente em vez de transformar o encontro em uma discussão sobre projetos para o país.

Antes mesmo de entrar no estúdio, Flávio antecipou o tom que pretendia adotar. Segundo a própria Band, o candidato afirmou que seria “prazeroso esfregar verdades na cara” de Lula. Durante o programa, mencionou repetidamente o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e casos investigados envolvendo pessoas próximas ao petista. Lula reagiu trazendo suspeitas envolvendo Flávio, o Banco Master e a família Bolsonaro.

Toledo rejeitou, porém, uma equivalência entre as posturas. “Não dá para fazer uma falsa equivalência, né?”, afirmou. Segundo ele, o comportamento visto no palco deve ser analisado também como expressão da transformação da direita brasileira nos últimos anos.


“O Lula sempre foi o que sempre foi, não mudou. Quem mudou é a extrema-direita. Essa é a diferença”, declarou. Em outro momento, Toledo afirmou que Flávio “não estava com comportamento de presidente da República, mas de moleque”.