sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Justiça bloqueia R$ 10,8 bilhões de investigados na Operação Carbono Oculto

 Decisão atende a pedido da PGE-SP e alcança 32 alvos suspeitos de usar fundos e empresas para ocultar patrimônio e dificultar cobranças tributárias

Terceira fase da operação Carbono Oculto - Crédito: Receita Federal

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em bens e ativos de 32 pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A decisão atende a uma solicitação da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), que busca recuperar créditos tributários e combater estruturas financeiras utilizadas para dificultar a cobrança de dívidas com o poder público.

Segundo a PGE-SP, a decisão judicial saiu em 19 de outubro e alcança fundos de investimento, empresas do setor financeiro, sociedades empresariais e pessoas físicas. A Procuradoria afirma que as investigações identificaram mecanismos de movimentação e fragmentação de patrimônio destinados a dificultar a identificação dos responsáveis pelos ativos e impedir que credores tenham acesso aos recursos.

Senadores condicionam anistia a Bolsonaro proposta por Alcolumbre a decisão do STF sobre Lei da Dosimetria

 Parlamentares da oposição e do centrão rejeitam votar novo benefício antes de o Supremo analisar ações contra a Lei da Dosimetria; articulação de Alcolumbre enfrenta resistência

Davi Alcloumbre e Alexandre de Moraes - Crédito: Davi Alcolumbre/Jefferson Rudy/Agência Senado / Alexandre de Moraes/Gustavo Moreno/STF

 A tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de viabilizar uma anistia ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre parlamentares da oposição e do centrão. Senadores condicionam qualquer discussão sobre o benefício a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legislação que reduziu as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Jair Bolsonaro foi condenado 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado após perder a eleição para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a avaliação de integrantes desses grupos é que o Congresso Nacional já cumpriu sua parte ao aprovar a chamada Lei da Dosimetria. A aplicação da norma, entretanto, permanece suspensa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda a análise de duas ações judiciais que questionam a validade da legislação.

As ações estão sob a relatoria do próprio Moraes e permanecem sem andamento desde 8 de julho. Ao suspender a aplicação da lei, o ministro afirmou que a norma somente seria aplicada após o Supremo examinar os questionamentos apresentados contra o texto.

Diante desse cenário, parlamentares do centrão ouvidos reservadamente pela reportagem consideram que não há justificativa para o Legislativo aprovar uma nova medida de anistia antes de uma manifestação da Corte. O entendimento é que a responsabilidade pela próxima etapa da discussão está nas mãos do Judiciário.

A resistência também alcança setores da oposição, que rejeitam a proposta articulada por Alcolumbre. Embora a anistia a Bolsonaro seja uma demanda de integrantes do campo bolsonarista, senadores oposicionistas não consideram a iniciativa suficiente para garantir apoio político ao presidente do Senado.

107 países reconhecem reeleição de Lula; EUA e Argentina não se manifestam oficialmente

 Levantamento do TSE aponta reconhecimento internacional da vitória do presidente brasileiro, enquanto Trump critica eleição sem apresentar provas e Milei evita pronunciamento

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebra vitória nas eleições Lula celebra vitória nas eleições - 
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

 A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), recebeu o reconhecimento oficial de 107 países até esta sexta-feira (30). Outras 11 organizações internacionais e blocos regionais também cumprimentaram o petista pela conquista de um novo mandato. Estados Unidos e Argentina, no entanto, permanecem fora da lista de governos que se manifestaram oficialmente sobre o resultado.

As informações, segundo o jornal O Estado de São Paulo, constam no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para monitorar as reações internacionais às eleições brasileiras de 2026.

Entre os países que reconheceram a reeleição de Lula estão importantes parceiros comerciais e diplomáticos do Brasil, como Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Coreia do Sul. O resultado também recebeu manifestações favoráveis de integrantes do BRICS, incluindo China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita.

A Indonésia, que integra tanto o G20 quanto o BRICS, ainda não aparecia no levantamento do TSE até esta sexta-feira. Apesar disso, o líder indonésio já havia parabenizado Lula por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter.

Moraes ordena destruir armas ligadas a Torres e golpistas do 8/1


           Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a destruição das armas, munições e carregadores apreendidos com o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres e dois ex-coronéis da PMDF condenados pelos crimes ligados ao 8 de Janeiro.

A ordem alcança Torres, condenado por tentativa de golpe de Estado, e os ex-coronéis Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Fábio Augusto Vieira, punidos por omissão nos atos terroristas de 8 de Janeiro de 2023. Moraes decidiu após as condenações transitarem em julgado, sem possibilidade de novos recursos.

O ministro negou os pedidos das defesas para devolver os itens recolhidos. “Os documentos e instrumentos que serviram de prova para o processo não serão restituídos, permanecendo acautelados na forma da lei; os passaportes apreendidos igualmente não serão devolvidos”, escreveu.

Na mesma decisão, Moraes decretou o perdimento do arsenal. “Os armamentos, carregadores e munições relacionados terão seu perdimento decretado, com posterior destruição”, afirmou o ministro.

Vereadora bolsonarista defende demissão de petistas e é obrigada a se retratar


Vereadora Patrícia Queiroz em publicação nas redes sociais. Foto: Reprodução

A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA), publicou uma retratação pública nas redes sociais em 29 de outubro, após a Justiça do Trabalho determinar que ela não pratique nem incentive discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores.

A decisão veio depois de mensagens divulgadas pela parlamentar logo após o segundo turno das eleições. Nas publicações, ela sugeriu que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT e demitissem os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na retratação, Patrícia afirmou: “Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política”.

Ela também escreveu que empregadores não podem adotar medidas retaliatórias contra trabalhadores por suas posições eleitorais, incluindo constrangimento, ameaça ou perda do emprego.

Retratação da vereadora bolsonarista. Foto: Reprodução

Policial ignora credencial, invade transmissão ao vivo e intimida jornalista no Congresso Nacional (vídeo)

 Câmara apura conduta de policial que hostilizou e impediu repórter de trabalhar

    Crédito: Captura de tela/Vídeo - 

Nesta sexta-feira (30), a jornalista Deborah Sena, do canal AuriVerde, foi impedida de relatar informações do Congresso Nacional após ser abordada por policiais legislativos durante uma transmissão ao vivo. A ação ocorreu do lado de fora do Anexo IV da Câmara dos Deputados, quando um dos agentes interferiu diretamente na gravação, entrando no enquadramento da câmera e iniciando uma discussão com a jornalista.

O policial alegava que a repórter não possuía a credencial de imprensa e cobrava que ela usasse o documento enquanto gravava — uma exigência que não é prática comum no local. A afirmação do agente não correspondia à verdade, uma vez que a jornalista já possuía os documentos necessários para o exercício da profissão no Congresso.

O incidente começou quando uma mulher chamou a repórter durante a transmissão. Por estar ao vivo, Deborah não pôde responder, o que levou a mulher a acionar a polícia. “Em momento nenhum antes da gravação funcionário terceirizado da Câmara ou policial legislativo me abordou quando eu estava lá”, relatou a jornalista em vídeo.

Deborah explicou que, ao ver o policial se aproximar, fechou o microfone e sinalizou que falaria com ele em instantes. O agente, no entanto, ignorou o aviso e realizou uma abordagem antecipada, passando a averiguar o equipamento da repórter em plena transmissão. Ele encontrou os crachás e, mesmo assim, fez novas exigências. Durante a abordagem, a jornalista relatou que as mulheres que acionaram os agentes debochavam de seu rosto.

Moraes mantém ‘minuta do golpe’ como prova e determina destruição de armas de Anderson Torres

 Ministro do STF negou a devolução do documento apreendido na casa do ex-ministro e ordenou a destruição de armamentos de três condenados pela trama golpista

   Alexandre de Moraes e Anderson Torres - Crédito: ABR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada “minuta do golpe”, encontrada na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, permaneça sob custódia da Polícia Federal. O magistrado considerou que o documento constitui prova relevante para a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

Segundo a CNN Brasil, a decisão foi tomada nesta sexta-feira (30). No despacho, Moraes classificou o material como “elemento de prova relevante para a persecução penal” e rejeitou o pedido da defesa para que fosse devolvido.

O documento foi apreendido em janeiro de 2023, durante buscas na casa de Torres. O texto previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a finalidade de alterar o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A minuta passou a integrar as investigações sobre a articulação para impedir a posse do presidente eleito.

Justiça manda governo Milei manter imagens da fuga de Flávio Bolsonaro


                            Flávio Bolsonaro ao desembarcar nos EUA. Foto: Reprodução

A juíza federal argentina María Eugenia Capuchetti ordenou a preservação das imagens de câmeras de segurança que registraram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina. A decisão busca resguardar possíveis provas sobre o deslocamento do parlamentar e de seus familiares pelo país.

Flávio viajou acompanhado da esposa e de duas filhas. O trajeto relatado inclui a passagem pela Argentina, uma escala no Equador e a chegada a Miami, nos Estados Unidos, na quarta (28).

Capuchetti pediu o resguardo das gravações à Direção Nacional de Migrações, à Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro, à Polícia de Segurança Aeroportuária e à Gendarmeria Nacional. Os órgãos atuam no controle de fronteiras, da alfândega e do aeroporto de Puerto Iguazú.

A medida também alcança imagens da ponte internacional Tancredo Neves, ligação entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú. A magistrada solicitou ainda que a área de Migrações entregue todos os registros de entrada de Flávio Bolsonaro em território argentino.

Trump não pretende reconhecer Flávio Bolsonaro como ‘líder legítimo’ do Brasil, diz agência

 Apesar de ter autorizado a entrada do senador nos Estados Unidos após sua fuga, governo estadunidense evita endossar sua contestação à reeleição de Lula

Donald Trump e Flávio Bolsonaro - Crédito: Donald Trump/ REUTERS/Evan Vucci / Flávio Bolsonaro/ Reprodução/Ag. Senado/IA

 O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem planos de reconhecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líder legítimo do Brasil, apesar de ter participado das articulações que permitiram a chegada do senador à Flórida após sua derrota na eleição presidencial. A posição indica que a Casa Branca pretende evitar uma nova deterioração das relações diplomáticas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30) pela agência Reuters, com base nos relatos de um funcionário estadunidense e de outra pessoa familiarizada com as discussões internas do governo Trump. Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato, o presidente Donald Trump não pretende, neste momento, apoiar as reivindicações políticas de Flávio Bolsonaro, embora essa posição possa ser revista.

A decisão representa um contraste com a assistência prestada ao senador para deixar a América do Sul. Integrantes do governo americano ajudaram a viabilizar sua entrada nos Estados Unidos, enquanto aliados próximos de Trump participaram da organização da viagem que levou o candidato derrotado de território argentino a Miami.

Trump chegou a questionar a legitimidade da eleição brasileira de domingo (25), afirmando que o resultado parecia “fraudado”. Entretanto, ressaltou que não havia declarado apoio a nenhum dos candidatos e evitou atacar diretamente Lula, reeleito com uma vantagem de 3,5 pontos percentuais.

Na segunda-feira (26), o presidente estadunidense declarou a jornalistas: “gosto do Lula, me dou muito bem com ele”. Em seguida, acrescentou que “só acho que a eleição teve uma imagem muito ruim.”

“Lula faz história”: The Guardian exalta virada nas eleições em capa de revista semanal


     Lula na capa da revista semanal do Guardian. Foto: reprodução

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou a capa da edição desta sexta-feira (30) do Guardian Weekly, publicação semanal internacional do jornal britânico The Guardian. A manchete escolhida foi “Lula faz história”, em referência à virada inédita do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

Na apresentação da edição, a editora Isobel Montgomery descreve a vitória de Lula como um “triunfo espetacular” e destaca o fato de o brasileiro ter vencido a disputa após terminar o primeiro turno atrás do adversário de extrema-direita. O resultado foi realmente inédito: Lula saiu de 45,16% no primeiro turno para 51,79% no segundo, com 64.256.232 votos, contra 48,21% de Flávio.

A publicação associa o resultado brasileiro a uma reação eleitoral contra forças de direita e líderes autoritários em diferentes partes do mundo. Na mesma edição, o Guardian Weekly também destaca a vitória de uma campanha liderada por estudantes contra Aleksandar Vučić, na Sérvia. Segundo Montgomery, “em uma era em que a direita parece estar em alta no mundo”, reações populares desse tipo são acontecimentos a serem celebrados.

Taxa de desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre, a menor para o período desde 2012

 Brasil alcança recorde de 103,6 milhões de trabalhadores ocupados, enquanto massa de rendimentos chega ao maior valor da série histórica

Governo Lula colhe mais uma vitória em benefício de milhões de trabalhadores - Crédito: Ricardo Stuckert

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma nova queda do desemprego no terceiro trimestre de 2026. A taxa de desocupação recuou para 5,2%, o menor patamar para o período de julho a setembro desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma redução em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre deste ano e aos 5,6% observados no mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O levantamento também revelou um recorde no número de brasileiros empregados, que chegou a 103,6 milhões, além de um crescimento da massa de rendimentos do trabalho, que atingiu o maior valor da série histórica.

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, uma redução de 4% em comparação com o trimestre anterior, equivalente a 234 mil brasileiros a menos procurando emprego. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, representando uma diminuição de 417 mil pessoas nessa condição.

Ao mesmo tempo, o contingente de trabalhadores ocupados cresceu 0,6% entre o segundo e o terceiro trimestres, com a incorporação de 581 mil pessoas ao mercado de trabalho. Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,2%, equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores adicionais.

Governo Lula notifica empresas por discriminação contra clientes de esquerda

 Ministério da Justiça investiga estabelecimentos que anunciaram restrições a petistas e aponta possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor

Frigorífico diz que "petista não é bem-vindo" em Goiás - Crédito: Reprodução / Redes sociais

O Ministério da Justiça notificou pelo menos quatro empresas suspeitas de discriminar consumidores por suas posições políticas, após estabelecimentos divulgarem mensagens contrárias a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As notificações foram expedidas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que considera que a divulgação de restrições ao atendimento de clientes de esquerda pode representar uma prática abusiva, mesmo quando não há comprovação de que algum consumidor tenha sido efetivamente impedido de receber o serviço.

Segundo informações da Folha de São Paulo, que teve acesso aos documentos, as notificações foram assinadas na quarta-feira (28). As empresas terão cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos sobre as manifestações divulgadas, explicar as circunstâncias em que ocorreram e informar quais providências adotaram para garantir atendimento sem discriminação política.

A iniciativa do governo federal ocorre após a circulação de publicações nas redes sociais e de fotografias de placas instaladas em estabelecimentos comerciais com mensagens de rejeição a eleitores petistas. Para a Senacon, a simples comunicação de que determinados consumidores não seriam bem-vindos pode caracterizar uma violação da legislação, independentemente da existência de registros de recusa efetiva de atendimento.

A secretaria fundamenta sua atuação no Código de Defesa do Consumidor, que proíbe práticas abusivas e publicidade discriminatória. O órgão também menciona as garantias constitucionais de igualdade, a proteção contra discriminação por convicções políticas e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em matéria de direitos humanos.

Ministros do STF defendem que Moraes paute redução de pena para Bolsonaro

 Redução da pena poderia permitir que o ex-presidente deixasse o regime fechado no fim de 2027; magistrados buscam reduzir tensão com Senado bolsonarista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – 09 de setembro de 2025 - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

Uma articulação entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) busca acelerar o julgamento da ação que discute a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, legislação que pode reduzir significativamente o período de prisão de Jair Bolsonaro (PL). A proposta defendida por ministros da Corte é que Alexandre de Moraes, relator do caso, encaminhe o processo para análise do plenário o mais rapidamente possível, abrindo caminho para uma eventual antecipação da saída do ex-presidente do regime fechado.

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, publicadas nesta sexta-feira (30) pela Folha de São Paulo, a aplicação da legislação poderia diminuir o tempo de cumprimento da pena de Bolsonaro em regime fechado de sete anos para aproximadamente dois anos e três meses. Como o ex-presidente já cumpriu quase um ano de prisão, a mudança permitiria sua libertação desse regime no fim de 2027, conforme estimativas de juízes e advogados consultados.

A movimentação tem também um componente político. Três magistrados ouvidos pela jornalista avaliam que uma decisão definitiva sobre a redução das penas poderia contribuir para diminuir o confronto entre o Supremo e o Senado que assumirá em 2027, no qual haverá uma ampla maioria de parlamentares alinhados ao bolsonarismo.

Pelo menos 49 senadores da nova composição defendem abertamente o impeachment de ministros do STF, cenário que amplia a preocupação de integrantes do Judiciário com possíveis iniciativas de enfrentamento institucional.

Nesse contexto, a definição de um prazo mais curto para a permanência de Bolsonaro no regime fechado é vista por magistrados como uma maneira de reduzir as tensões políticas. A medida estabeleceria uma perspectiva concreta para o encerramento dessa etapa da prisão do ex-presidente, sem a necessidade de aprovação de uma anistia.

Fonteles propõe equilíbrio fiscal com cortes de privilégios e desperdícios – e não de programas sociais

 Governador reeleito do Piauí defende equilíbrio das contas públicas sem prejuízos à população e afirma que Lula poderá conciliar responsabilidade fiscal, investimentos e proteção social

Rafael Fonteles - Crédito: Gabriel Paulino/GOV PI

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busque o equilíbrio das contas públicas por meio do combate a privilégios e desperdícios, sem promover cortes em programas sociais. Segundo ele, a responsabilidade fiscal deve caminhar ao lado da preservação dos compromissos assumidos pelo presidente durante a campanha eleitoral.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Fonteles, que teve papel importante na campanha de reeleição de Lula e é citado por aliados como possível ministro da Fazenda, afirmou que o debate econômico não deve ficar restrito à redução de despesas, mas considerar diferentes instrumentos para assegurar a sustentabilidade das contas públicas.

“Eu não costumo nem usar a palavra ajuste. Eu uso a palavra equilíbrio fiscal, justamente para demonstrar que são múltiplas as possibilidades de buscar esse equilíbrio”, afirmou.

Caso Porsche: Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo

 Sastre foi condenado por homicídio qualificado, com reconhecimento de dolo eventual, e lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha

  Crédito: Reprodução/TV Bandeirantes

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelas lesões graves provocadas em um passageiro durante um acidente de trânsito na zona leste de São Paulo. A decisão foi anunciada na madrugada desta sexta-feira (30), após dois dias de julgamento pelo Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda.

Segundo informações da CNN Brasil, a sentença foi lida por volta de 1h20. Os sete integrantes do conselho de sentença, formado por quatro mulheres e três homens, reconheceram a responsabilidade criminal do empresário pelos crimes apresentados pelo Ministério Público.

Sastre foi condenado por homicídio qualificado, com reconhecimento de dolo eventual, e lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão. A modalidade de homicídio reconhecida pelos jurados considera que o acusado assumiu o risco de provocar a morte ao adotar sua conduta.

Presentão! Prefeitura de Florianópolis dá milho de pipoca cru em pacotinhos como homenagem ao Dia do Servidor

 Segundo a prefeitura, a proposta tinha como elemento central a mensagem de agradecimento que acompanhava o brinde

Prefeitura de Florianópolis dá milho de pipoca cru como homenagem ao Dia do Servidor - Crédito: Reprodução

Uma iniciativa da Secretaria de Assistência Social de Florianópolis para marcar o Dia do Servidor Público provocou críticas e repercussão nas redes sociais. Funcionários da pasta receberam um cartão de agradecimento acompanhado de um pequeno pacote de milho de pipoca cru. A lembrança foi questionada por trabalhadores e internautas, que ironizaram o presente oferecido pela administração municipal.

A situação foi divulgada pelo g1 nesta quinta-feira (29), após o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) publicar uma fotografia do brinde. A entidade criticou a iniciativa e relacionou a distribuição dos pacotes às dificuldades enfrentadas pelos servidores no desempenho de suas funções.

Em publicação nas redes sociais, o sindicato questionou a escolha da lembrança diante dos problemas estruturais apontados na Secretaria de Assistência Social, incluindo a falta de investimentos, equipes incompletas e condições consideradas precárias de trabalho.

Torcida do Corinthians é suspensa após cercar carros, chutar veículos e intimidar jogadores


Torcedores acompanham partida entre Corinthians e Estudiantes na Neo Química Arena. Foto: Jean Carniel/Reuters

A Federação Paulista de Futebol suspendeu administrativamente a torcida organizada Camisa 12, do Corinthians, até o fim de 2026, após acatar recomendação do Ministério Público de São Paulo. A medida foi motivada por atos de intimidação a jogadores registrados em setembro.

Segundo a Promotoria, torcedores abordaram veículos perto da Neo Química Arena para tentar identificar jogadores. Um relatório policial relata cercamento de carros, chutes e arremesso de objetos, além de um possível disparo para o alto. O MP afirma que a direção da organizada colaborou com a apuração, mas não informou punições internas aos envolvidos, apesar de um compromisso firmado em 2025 contra práticas violentas.

Esposa de ex-prefeito pede desculpas após usar boné “Make Janja Quenga Again”


                     Mirna Noia usa boné com frase ofensiva a Janja. Foto: Reprodução

A médica Mirna Noia pediu desculpas na quarta-feira (28) após publicar uma foto usando um boné com a frase “Make Janja Quenga Again”, ofensiva a Janja. Ela afirmou que se arrependeu do acessório e da imagem divulgada nas redes sociais.

Mirna é esposa do ex-prefeito de Patos, na Paraíba, Dinaldo Wanderley Filho, conhecido como Dinaldinho. A expressão no boné fazia referência ao slogan “Make America Great Again”, associado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em vídeo publicado nos stories do Instagram, a médica se dirigiu a Janja e às mulheres que afirmaram ter se sentido ofendidas. “Eu vim me desculpar por ter usado aquele boné, vim me desculpar por ter tirado aquela foto, vim me desculpar porque eu me expressei de uma forma que não era para eu ter me expressado”, disse.

Ela classificou a publicação como uma “brincadeira” de “muito mau gosto” e declarou que não calculou a reação provocada pela postagem. “De fato, me arrependo. Não achei que teria essa dimensão”, afirmou.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Quem é Jason Miller, assessor de Trump que ajudou Flávio Bolsonaro na fuga aos EUA


           Jason Miller e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Jason Miller, lobista, funcionário de comunicações da Casa Branca e estrategista ligado ao presidente dos EUA, Donald Trump, organizou o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial, segundo o jornal americano New York Times.

Miller integra o círculo político de Trump e se tornou um dos nomes mais conhecidos da comunicação digital do trumpismo. Ele também mantém relação com lideranças bolsonaristas e já participou de agendas políticas no Brasil ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O assessor americano é aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e já atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por decisões relacionadas a Bolsonaro. Durante a campanha, Miller pediu voto ao candidato do PL depois de uma visita do parlamentar a Trump em Washington.

Ele também é lobista e atua como principal elo político dos bolsonaristas na Casa Branca.

Flávio Bolsonaro é alvo de pedido de cassação no Senado


Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Conselho de Ética do Senado recebeu um pedido para abrir processo disciplinar e cassar o mandato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentado após sua saída do Brasil. A petição, protocolada na quinta-feira (29), ainda aguarda a designação de membros do colegiado para a análise inicial.

O advogado paraibano Olímpio Rocha assinou o pedido e afirmou que a saída de Flávio, após ele tomar conhecimento de uma proibição judicial, configuraria quebra de decoro parlamentar. O documento sustenta que a conduta comprometeria a confiança nas instituições e o exercício regular do mandato.

Na petição, Rocha escreveu que a “evasão deliberada após ciência de proibição judicial e o não cumprimento da ordem revelam incompatibilidade com a dignidade exigida do titular de mandato e comprometem a confiança institucional e o regular desempenho das funções parlamentares”.

O advogado pediu que o Conselho de Ética receba a denúncia e se manifeste pela perda do mandato. Ele também defendeu tramitação prioritária, ao citar a proximidade do término da legislatura.

Vitória de Lula é reconhecida por 25 partidos, incluindo o PL de Flávio Bolsonaro

 Levantamento mostra que cinco legendas não comentaram o resultado das eleições de 2026, enquanto o Novo questionou o processo eleitoral

      Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o reconhecimento público de 25 partidos políticos no Brasil, incluindo o PL, do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo petista por 51,79% a 48,21% no último domingo (25), quando ocorreu o segundo turno. Cinco deles não apresentaram manifestações sobre o resultado, enquanto o Novo questionou as instituições e anunciou ações contra a chapa vencedora. Os números foram divulgados após uma ação golpista do parlamentar, que, por meio de carta, se autodeclarou presidente do Brasil. Os dados sobre a posição das legendas sobre o resultado as urnas foram publicados nesta quinta-feira (29) no G1.

O levantamento considera o universo de 30 legendas com registro no Tribunal Superior Eleitoral. Na pesquisa não foi considerado o Partido dos Trabalhadores, porque já é a sigla do candidato reeleito. Foram analisadas 29 partidos.

As 25 legendas foram PL, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, Psol, Podemos, Cidadania, PV, Rede Sustentabilidade, Avante, Unidade Popular (UP), PSTU, PCB, PCO, PRTB, Missão, Democrata, Democracia Cristã (DC), PP e PRD.

Três partidos não haviam divulgado posicionamentos públicos sobre a reeleição de Lula: Agir, Mobiliza e Solidariedade.

EUA mandaram Flávio trocar “presidente eleito” por “líder” em carta golpista


Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Reprodução

Emissários ligados ao Departamento de Estado dos Estados Unidos pediram que Flávio Bolsonaro retirasse a expressão “presidente eleito do Brasil” de uma carta divulgada em Washington e adotasse “líder do Brasil”, segundo a coluna de Mariana Sanches no UOL. A mudança ocorreu cerca de 40 minutos após a primeira versão circular nas redes sociais.

A avaliação entre diplomatas americanos era que tratar Flávio como presidente eleito poderia comprometer os interesses diplomáticos de Washington e afetar as relações com o governo brasileiro. Três fontes ligadas à diplomacia dos EUA e um interlocutor estrangeiro confirmaram a atuação de representantes americanos.

Questionado sobre a declaração de Flávio, o presidente Donald Trump evitou comentar diretamente a carta. “Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse.

Um embaixador americano afirmou que a concessão de entrada no país por razões de asilo ou segurança não equivale ao reconhecimento de Flávio como chefe de Estado. “Muito diferente é passar a tratar como presidente eleito, porque isso forçaria a não ter relações com o governo do Brasil”, declarou.

Antes e depois da carta golpista de Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução