sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TRE-MG concede liminar em ação que pode tornar Nikolas Ferreira inelegível

 Ação movida por Rogério Correia apura divulgação de suposto relatório da PF e pode levar deputado bolsonarista à inelegibilidade

Rogério Correia e Nikolas Ferreira  - Crédito: Agência Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) concedeu, nesta sexta-feira (11), liminar em uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão determina a preservação e o fornecimento de dados relacionados à divulgação de um suposto relatório da Polícia Federal, cuja autoria foi negada pela própria corporação.

Segundo a decisão, o processo poderá resultar na cassação do registro ou do diploma de Nikolas Ferreira e em sua inelegibilidade por oito anos. A ação questiona a publicação do material nos perfis oficiais do deputado no Instagram e no X.

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso atribuído à PF

Parlamentares afirmam que publicação atribuída indevidamente à PF foi usada nas redes sociais após revelações sobre conversas com Daniel Vorcaro

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana acionaram a PGE e pediram investigação que pode levar à inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos; representação cita divulgação de documento falso atribuído à Polícia Federal  -  Crédito: Agência Câmara | IA

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediram a abertura de uma investigação que poderá resultar na cassação do registro ou do diploma do parlamentar, candidato à reeleição, além de sua inelegibilidade por oito anos.

Segundo informações divulgadas pelos parlamentares nesta sexta-feira (11), a notícia de fato apresentada à PGE acusa Nikolas de compartilhar em suas contas oficiais e verificadas no Instagram e no X um documento falso atribuído à Polícia Federal. O material simulava uma conclusão da corporação segundo a qual não teriam sido encontrados indícios de crime em conversas entre o deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou publicamente ser autora do documento.

O episódio ocorreu após a divulgação de reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro que vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a representação, a publicação do documento foi feita poucas horas depois das revelações jornalísticas.

Zanin pede íntegra das mensagens de Vorcaro apreendidas pela PF


          André Mendonça e Cristiano Zanin no STF. Foto: Reprodução

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso aos dados apreendidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido ocorre antes da sessão extraordinária em que os ministros discutirão procedimentos relacionados ao Banco Master.

O plenário do STF começará a examinar o caso na próxima terça (15), às 10h. Fachin convocou a reunião extraordinária na quarta (9), diante da crise interna envolvendo documentos e conversas atribuídas a ministros da Corte.

Além de Zanin, Moraes também quer mais informações sobre o caso. Também nesta sexta, o ministro enviou um ofício a Fachin para pedir o levantamento integral do sigilo dos procedimentos ligados ao Banco Master. Ele argumentou que a liberação parcial dos dados não permite que os integrantes do STF conheçam todo o conjunto de provas antes da sessão.

Moraes vota para rejeitar recurso e manter condenação de Eduardo Bolsonaro a 4 anos de prisão

 Relator no STF negou embargos da defesa ao destacar que o ex-deputado usou redes sociais para coagir o Judiciário

Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF | Mario Agra/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (11) para rejeitar o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) e manter na íntegra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo.

A sanção fixada pela Primeira Turma do Supremo estabeleceu a pena de 4 anos e 2 meses de prisão para o ex-parlamentar. A análise dos embargos de declaração ocorre no plenário virtual da Corte e está pautada para se estender até 18 de setembro. A condenação original havia sido proferida pelo colegiado no dia 16 de junho, o que levou a DPU — responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro — a recorrer da decisão.

Fachin acolhe pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo do caso Master

 Presidente do Supremo também manda retirar sigilo dos procedimentos da Compliance Zero após PGR apontar que parte relevante das apurações não foi compartilhada

      Edson Fachin e André Mendonça  -  Crédito: STF I Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça encaminhe, no prazo de 24 horas, todos os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A investigação apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

Fachin também ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos vinculados à operação. A exceção alcança diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações. O conjunto do material deverá ser entregue aos ministros em um HD próprio.

A medida amplia o acesso dos integrantes do STF às investigações do caso Master às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar uma das frentes da crise que atingiu a Corte.

 PGR pediu abertura de todos os procedimentos

A decisão de Fachin acolheu uma solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Em manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ele afirmou que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Compliance Zero não constava da lista de processos cujo sigilo havia sido levantado por Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que todas as peças e procedimentos vinculados ao caso fossem abertos, “sem exceção”.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

Dino leva para o STF investigação sobre suspeitas de fraudes em contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo

 Decisão suspendeu pagamentos ao Instituto Conhecer Brasil e unificou apurações sobre esquema com emendas parlamentares

     Karina Ferreira Gama  -  Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de um inquérito exclusivo na Polícia Federal para investigar o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), voltado à prestação de serviços de conexão wi-fi na periferia da capital paulista. Na mesma decisão, que se encontra sob sigilo judicial, o magistrado determinou que a Polícia Civil do Estado de São Paulo transfira para a Suprema Corte as investigações estaduais que envolvem a organização não governamental vinculada à empresária Karina da Gama, além de ordenar a suspensão imediata de quaisquer repasses do Poder Público para a entidade.

PGR cobra abertura total de arquivos do caso Master e aponta procedimentos omitidos

 Vice-procurador-geral afirma que “grande parte” das apurações da Compliance Zero ficou fora da relação tornada pública por André Mendonça

Ministro André Mendonça, do STF, enfrenta críticas de integrantes da Polícia Federal após Daniel Vorcaro ser ouvido por seu gabinete sem a participação de investigadores da corporação - Crédito: IA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que todos os documentos e procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, tenham o sigilo retirado, sem exceções.

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou nesta sexta-feira (11) que “grande parte” dos procedimentos vinculados à investigação não aparece na relação de processos cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça.

A manifestação foi enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, que havia solicitado a Mendonça o compartilhamento dos procedimentos relacionados ao caso Master com os demais ministros da Corte e sugerido a retirada dos sigilos.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

Com isso, a PGR defendeu que a transparência alcance todas as frentes da investigação e não apenas os procedimentos já disponibilizados por Mendonça.

Lula registra a menor inflação acumulada às vésperas de uma eleição em mais de 30 anos

 Com IPCA de 17,9% entre 2023 e 2026, atual mandato tem o menor avanço de preços antes do pleito presidencial desde o início do Plano Real

Luiz Inácio Lula da Silva  -  Crédito: Ricardo Stuckert

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou uma taxa de inflação de 17,9% ao longo dos três primeiros anos e oito meses do terceiro mandato do presidente Lula (PT), abrangendo o período de janeiro de 2023 a agosto de 2026. O resultado representa a menor alta de preços registrada em um mandato presidencial até as vésperas do pleito eleitoral desde a implementação do Plano Real, em julho de 1994.

A análise histórica considera a variação acumulada do indicador oficial de inflação do país até o mês de agosto do quarto ano de cada gestão presidencial. Como o primeiro turno das eleições de 2026 está agendado para o dia 4 de outubro, o IPCA referente ao mês de setembro só será divulgado posteriormente, no dia 9 de outubro. Os dados do indicador até agosto foram oficializados e publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11).

Análise comparativa e percepção do consumidor

Antes da atual marca registrada no governo Lula 3, o patamar mais baixo de inflação acumulada antes de uma eleição pertencia ao segundo mandato do próprio presidente Lula (2007-2010), quando o IPCA registrou alta de 19% no período entre janeiro de 2007 e agosto de 2010. Na sequência do histórico recente, a gestão Jair Bolsonaro (2019-2022) acumulou uma inflação de 25,3% na janela comparável de janeiro de 2019 a agosto de 2022.

Abaixo estão os produtos alimentícios que apresentaram as variações mais expressivas no índice oficial referente ao mês de agosto de 2026:

Principais quedas registradas no mês:

        Batata-inglesa: -19,89%

        Cenoura: -11,22%

        Cebola: -11,07%

    ●    Tomate: -10,94%

        Ovo de galinha: -4,15%

        Café moído: -1,86%

Principais altas registradas no mês:

        Leite longa vida: 1,78%

        Frutas: 0,84%

        Carnes: 0,61%


Fonte: Brasil 247


Moraes pede a Fachin levantamento total do sigilo do caso Master

 Ministro Alexandre de Moraes diz que Mendonça, parte “diretamente interessada” no julgamento, suspendeu o sigilo apenas do que lhe é “conveniente”

Alexandre de Moraes e André Mendonça - Crédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no qual solicita o levantamento completo e irrestrito do sigilo das investigações do chamado caso Master. No documento entregue à Presidência do tribunal, Moraes contesta a postura do relator do processo, ministro André Mendonça, e argumenta que a divulgação seletiva realizada até agora compromete a transparência do julgamento.

A crítica do magistrado baseia-se no fato de que o relator liberou apenas uma fração do conteúdo dos autos, adotando um critério de divulgação fracionado. Segundo o trecho do ofício assinado por Moraes, a conduta de André Mendonça ao cumprir a ordem da Presidência do STF acabou por manter em segredo trechos cruciais das apurações.

“Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente”, registrou Alexandre de Moraes no pedido formal endereçado a Fachin. “Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde a totalidade dos procedimentos”, prosseguiu.

“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 procedimentos o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, destacou Moraes.

Fachin envia a ministros íntegra de petição que envolve Andrei Rodrigues e Alexandre de Moraes

 A petição será apreciada, conforme anunciado por Fachin, em sessão plenária do STF no dia 15 de setembro

Edson Fachin -  Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disponibilizou nesta quinta-feira (10) aos gabinetes dos demais ministros da Corte a cópia integral da Petição 16.662 (PET. 16.662). A petição será apreciada, conforme anunciado por Fachin, em sessão plenária do STF no dia 15 de setembro.

No âmbito da petição, o ministro André Mendonça ordenou mais cedo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que foi restaurado no cargo por uma decisão posterior do ministro Flávio Dino. Fachin então reverteu as decisões anteriores e a definição sobre a permanência de Rodrigues no comando da PF está em suas mãos.

Fachin determinou mais cedo o sobrestamento da PET 16.662. No âmbito da PET, o ministro Mendonça apontou, além do afastamento, revertido, de Andrei Rodrigues, supostas ilicitudes cometidas pelo ministro Alexandre de Moraes, ao publicizar relatórios de inteligência da PF.

A petição se fundamenta em mensagens obtidas do celular do banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-chefe do Banco Master.

Fonte: Brasil 247

“Vorcaro virou banqueiro com Bolsonaro e presidiário no meu governo”, diz Lula


                 Presidente Lula durante entrevista o SBT Brasil nesta quinta-feira (10)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou as investigações sobre o Banco Master à crise do Banco PanAmericano e afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro passou de “banqueiro” a “presidiário” durante seu governo. As declarações foram dadas em entrevista às jornalistas Marina Demori e Basília Rodrigues no SBT Brasil.

Lula relembrou uma conversa com o empresário e apresentador Silvio Santos durante a crise do PanAmericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos. O presidente disse que o empresário o procurou para tratar da situação do banco.

Segundo Lula, ele garantiu a Silvio Santos que não haveria perseguição e que as autoridades realizariam uma apuração regular. “Silvio Santos, você não será perseguido. Nós iremos fazer a investigação correta e, se você não tiver culpa, está livre”, relatou o presidente. “E foi o que aconteceu.”

Ao tratar do Banco Master, Lula disse que adotou a mesma orientação de deixar os órgãos responsáveis atuarem, mas afirmou que o caso teve outro desfecho. “Só que ele não estava livre. Ele efetivamente fez o maior rombo no sistema financeiro brasileiro, de R$ 60 bilhões”, declarou sobre Vorcaro. O valor e as responsabilidades citados pelo presidente são alvo de investigações.

‘Se Moraes e Mendonça forem culpados, eles têm que pagar’, diz Lula (vídeo)

 O presidente também afirmou que o STF não pode ser palco de “balbúrdia”, sendo necessário colocar “ordem na casa” 

      Presidente Lula  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (10) a independência das investigações sobre a relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Em entrevista ao SBT, Lula citou o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente também afirmou que não se pode deixar o STF virar uma “balbúrdia” e é necessário colocar “ordem na casa” para preservar as relações entre as instituições brasileiras nos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. 

“Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição”, disse Lula.


IPCA registra deflação de 0,32% em agosto, mais intensa do que o esperado

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, alta foi de 4,22%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses.

Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de Vestuário e 1,30% de Despesas pessoais.

PF registra ligação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro na data de pagamento para Dark Horse

 Contato telefônico coincide com envio de recursos para fundo nos EUA responsável pelo financiamento de ‘Dark Horse’

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução | Ton Molina/Agência Senado | Brasil247/DALL-E

A Polícia Federal registrou que uma ligação telefônica entre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro ocorreu exatamente no mesmo período da última remessa de dinheiro identificada para o fundo utilizado no financiamento de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL), informa Matheus Leitão, do Metrópoles.

De acordo com dados presentes em uma representação formal da corporação, Vorcaro e o parlamentar conversaram por telefone no dia 16 de setembro de 2025. A data do diálogo coincide com o último repasse financeiro realizado pela empresa Entre Investimentos para o Havengate Development Fund, estrutura sediada nos Estados Unidos e responsável pelos aportes na produção cinematográfica.

As investigações apontam que a interação entre ambos continuou logo após o telefonema. Segundo os relatórios da Polícia Federal, no dia seguinte à ligação, Flávio Bolsonaro e o banqueiro trocaram mensagens de texto com o objetivo de agendar um novo encontro presencial. O monitoramento dos investigadores identificou ainda outros contatos e chamadas telefônicas adicionais ao longo daquele mesmo mês.

PF aponta “assessoria paralela” a Vorcaro em reunião com o bolsonarista Campos Neto


             Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) apontou que Daniel Vorcaro recebeu orientações de um servidor do Banco Central (BC) sobre assuntos que deveriam ser abordados em reuniões com Roberto Campos Neto, então presidente da autoridade monetária. A informação consta de relatórios tornados públicos nesta sexta-feira (11), após a retirada do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master.

Segundo a PF, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores afastados do BC, atuaram de maneira reiterada como consultores informais de Vorcaro. Os investigadores afirmam que eles forneceram orientações, revisaram documentos e intervieram em assuntos ligados à supervisão bancária em benefício dos interesses do então controlador do Banco Master.

Paulo Sérgio chegou a enviar a Vorcaro a portaria de sua promoção para chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup). O setor é responsável por monitorar capital e liquidez dos bancos e acompanhar práticas de gestão e controles internos das instituições financeiras.

A PF afirma que, a partir desse período, a atuação do servidor “passa a assumir contornos de verdadeira assessoria paralela”. Uma das mensagens destacadas pelos investigadores foi enviada em 21 de dezembro de 2023.

Na conversa, Paulo Sérgio “toma a liberdade” de sugerir a Vorcaro pontos que poderiam ser apresentados em reuniões com o “Presi”. Ao analisar o diálogo, a PF registra: “infere-se tratar-se do presidente do BCB, à época, ROBERTO CAMPOS NETO”.

Entre as orientações, Paulo Sérgio recomendou que Vorcaro demonstrasse como o Banco Will poderia ampliar a oferta de serviços de pagamento e contas correntes para uma base de aproximadamente 4 milhões de clientes do Credcesta. O Banco Master, em conjunto com a Reag Investimentos, adquiriu o Will Bank em fevereiro de 2024.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Foto: reprodução
“Tal fato indica que as orientações, seguidas ou não, culminaram na efetiva aquisição do referido banco”, afirma a PF. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank em 21 de janeiro de 2026.

PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

 Ministro André Mendonça autoriza inquérito sigiloso para apurar financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro com recursos do Banco Master

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco Master - Crédito: Reprodução I Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.

A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF).

A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto da decisão transcrita no processo, o relator destacou a solicitação encaminhada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, registrou o ministro André Mendonça.

Diretor da PF diz que vai expor a Fachin “erros” da decisão de Mendonça


       Andrei Rodrigues durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende apresentar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, os pontos que considera “erros” na decisão do ministro André Mendonça que determinou seu afastamento do comando da corporação. A manifestação ocorre durante uma crise que envolveu decisões divergentes no STF sobre a permanência de Rodrigues no cargo. Com informações de Folha de S.Paulo.

Flávio Dino reintegrou Andrei Rodrigues à direção da PF nesta quarta-feira (9). Horas depois, Fachin anulou as decisões tomadas no caso, manteve o diretor-geral no posto e pediu esclarecimentos sobre os fatos em até 48 horas.

Na decisão que afastou Rodrigues, André Mendonça o acusou de participar da elaboração de um relatório de inteligência que mencionava o monitoramento do ministro. O chefe da Polícia Federal quer rebater essa interpretação diretamente ao presidente da Corte.

A Advocacia-Geral da União colocou sua equipe à disposição de Rodrigues para assessorá-lo, caso ele solicite o apoio. O presidente Lula (PT) disse a interlocutores que confia no diretor-geral da PF.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre Dark Horse

 Mendonça determina investigação que apura suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos” no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instauração de um inquérito sigiloso para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nas suspeitas da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

A determinação do magistrado ocorreu em julho deste ano, mas os desdobramentos sobre a participação direta de Flávio vieram a público recentemente após o STF retirar o sigilo do caso Master. O despacho de Mendonça integra o inquérito principal ligado ao Banco Master, contudo, o procedimento específico contra o parlamentar segue sob segredo de Justiça por conta de diligências em andamento conduzidas pela Polícia Federal (PF).

A abertura do inquérito foi solicitada pela Polícia Federal e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). No despacho transcrito pela autoridade judicial, lê-se a fundamentação apresentada pelos investigadores:

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, proferiu Mendonça.

MP do RJ investiga contrato de R$ 518 mil de instituto de Mendonça


       André Mendonça, ministro do STF, no Instituto Iter. Foto: reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu inquérito civil para investigar o contrato de R$ 518 mil firmado entre o governo estadual e o Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O acordo firmado ainda na gestão de Cláudio Castro (PL) prevê 120 vagas em cursos de segurança pública, ao custo de R$ 4.316,66 por inscrição.

A Secretaria de Segurança Pública ainda não efetuou pagamento porque o instituto não prestou o serviço. A primeira turma tem aulas previstas para 29 e 30 de setembro e 1º de outubro, no auditório do Instituto de Segurança Pública.

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital pediu à pasta documentos sobre a contratação até o início de outubro. O MP requisitou a justificativa para a inviabilidade de competição, termo de referência, proposta comercial, pesquisa de mercado ou justificativa de preços, parecer jurídico e comprovantes da realização dos cursos e da participação dos servidores.

Ao jornal Ururau, o governo do Rio afirmou que conduziu as contratações “rigorosamente dentro dos parâmetros legais” da Lei de Licitações, com comprovação da notória especialização da instituição e compatibilidade dos valores com o mercado. O Iter declarou desconhecer o inquérito e disse que suas contratações por órgãos públicos decorrem de decisões da administração pública.

O pastor bolsonarista alvo da PF no caso “Dark Horse”


      O pastor Ademar de Sena Sampaio. Foto: reprodução

O pastor evangélico e empresário Ademar de Sena Sampaio virou alvo da Polícia Federal na operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos ligados à produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também alcança o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação deflagrada na quinta-feira (10). A decisão impôs a Ademar a proibição de deixar o país sem autorização judicial, a entrega dos passaportes à PF e a vedação de contato direto ou indireto com os demais investigados.

Nos autos, o bolsonarista Ademar aparece como um elo entre Karina da Gama, ligada à produção do longa, e Mário Frias. A apuração cita sua proximidade política com o deputado, que também entrou na lista de alvos das medidas judiciais.

O pastor figura como sócio-dirigente da Upcon Serviços Especializados, empresa criada em 2016 e voltada à construção de edifícios, com capital social de R$ 800 mil. A PF investiga contratos da companhia para obras em Camacan, na Bahia, incluindo módulos sanitários e um galpão industrial.

“Uma bosta”: O recado de Anitta que deixou participantes do “Estrelas da Casa” em alerta


     Anitta durante participação no reality musical “Estrelas da Casa”. Foto: Reprodução

Anitta aconselhou os participantes do “Estrelas da Casa” após as apresentações do Festival desta quinta-feira (10). A cantora, que atua como conselheira na terceira temporada do reality, lembrou que o público passará a decidir o destino dos concorrentes e falou sobre a importância da relação com os fãs.

“No primeiro deslize, na primeira fala, palavra errada, no primeiro desafinado, roupa equivocada, desrespeito que não percebeu… você vai ser crucificado diariamente nas suas redes”, afirmou. Anitta também defendeu as críticas que faz aos artistas durante o programa e disse que a produção lhe dá liberdade para apontar questões nas performances.

A artista afirmou que vê potencial nos participantes e comparou o momento deles ao início de sua própria carreira. “Vocês estão aqui como aprendizes. É uma oficina que vocês estão tendo. Cantores vocês já são. O que estamos oferecendo é um saber que só o dia a dia e as porradas da vida nos dão”, declarou. No encerramento, brincou: “Ninguém mandou reclamar das minhas intervenções, vocês vão ficar sem saber”.

TCE-PR já havia alertado para risco de fundo exposto ao Banco Master

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) já havia alertado para os riscos de investimentos em letras financeiras do Banco Master feitos pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Imbituva, no Paraná. O órgão apontou problemas na operação antes da liquidação da instituição financeira.

Daniel Vorcaro  -  Crédito: Banco Master/Divulgação

Segundo a CNN Brasil, o relatório do TCE-PR destacou que os recursos aplicados no Banco Master não contavam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que, após a liquidação da instituição, “impôs consequências críticas aos investidores”.

O documento também registrou três pontos considerados centrais pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE), unidade técnica do tribunal: descumprimento da política de investimentos, risco de crédito considerado inadequado ao perfil do RPPS e expectativa de dano financeiro.

Entre as irregularidades apontadas estava a compra de um ativo com classificação de risco inferior ao mínimo exigido pela política de investimentos do fundo previdenciário.

O TCE-PR também avaliou que a Letra Financeira do Banco Master apresentava risco elevado para os parâmetros adotados pelo próprio regime de previdência de Imbituva.

Naquele momento, ainda não havia prejuízo consolidado, mas o tribunal já identificava possibilidade concreta de dano ao patrimônio do fundo.

Festa das “suíças”: Vorcaro e Fábio Faria promoveram evento para políticos com 120 “novinhas”

    Cenas da festa organizada por Vorcaro. Foto: reprodução


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria organizaram uma festa de Halloween em São Paulo que reuniu cerca de 120 mulheres e apenas 20 homens. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o banqueiro queria “Só menina nova” no evento e que os celulares dos convidados deveriam ficar retidos na entrada.

De acordo com informações da Pia, a festa ocorreu em 31 de outubro de 2023, no Madame Underground Club, conhecido como Madame Satã, na capital paulista. Segundo as conversas, Fábio Faria ficou responsável principalmente pelos convites aos homens, enquanto o promoter Tiago Polo buscava mulheres, incluindo integrantes ou pessoas ligadas ao casting de agências como Mega, Ford e Joy.

Nas mensagens, Vorcaro demonstrou preocupação com quem participaria da noite. “Cara, tem 120 mulheres e 20 homens. Tô tendo que tirar mulher porque não tá cabendo”, escreveu o banqueiro. Ele evitava revelar previamente o endereço exato da festa e dizia apenas que o local seria próximo ao hotel Rosewood.

Faria também conversou com Vorcaro sobre autoridades que poderiam comparecer. Em uma mensagem, escreveu: “Davi e Pacheco fechado para terça. Chamei Toffoli tb”, em referência aos senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco e ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Depois acrescentou: “Davi tá louco perguntando se as suíças vão vir. Se der vms trazer”. Vorcaro respondeu: “Virão, sim”.