segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Pix de R$ 563 mil liga Paulo Guedes a empresa acusada de fraude
Cristina Kirchner prevê derrota de Trump nos EUA e nova onda progressista na América Latina
Ex-presidente argentina acredita que eleições legislativas americanas podem marcar o início de uma reação da esquerda e admite voltar a disputar a Presidência em 2027
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner avalia que as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), poderão representar um revés para o presidente Donald Trump e abrir caminho para o fortalecimento de movimentos progressistas em diferentes países, especialmente na América Latina. A dirigente peronista acredita que uma derrota dos aliados do republicano poderá sinalizar uma mudança no cenário político internacional, com possíveis reflexos na Argentina.
As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao jornal americano The Washington Post, publicada nesta segunda-feira (2). Kirchner afirmou que o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que definirão a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado, poderá indicar o início de uma reação política contra governos de direita.
“A história não se escreve em linha reta. Há avanços e retrocessos, mas o povo sempre volta”, declarou a ex-presidente, ao comentar as perspectivas de recuperação das forças progressistas que marcaram sua trajetória política.
Kirchner também apontou uma contradição na atuação internacional de Trump, que tem apoiado lideranças conservadoras e governos de direita na América Latina. Na avaliação da dirigente argentina, o presidente americano poderá enfrentar uma derrota eleitoral justamente em seu próprio país.
“Paradoxalmente, o homem que fez de tudo para ajudar governos de direita a vencerem na América Latina vai perder as eleições em seu próprio país”, afirmou.
A previsão da ex-presidente se refere ao desempenho eleitoral dos candidatos ligados a Trump, uma vez que o próprio presidente americano não disputa as eleições legislativas de meio de mandato. O pleito será decisivo para determinar o equilíbrio de forças no Congresso dos Estados Unidos e a capacidade do governo republicano de avançar com sua agenda política.
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Lindbergh acusa mercado financeiro de sabotar economia após vitória de Lula
Deputado questiona mudança nas projeções para a Selic, critica a autonomia do Banco Central e cobra posicionamento de Gabriel Galípolo
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o mercado financeiro de interferir politicamente nas expectativas para a taxa básica de juros após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Em publicação na rede social X, o parlamentar questionou a mudança nas projeções para a Selic entre a sexta-feira anterior ao segundo turno e o período posterior à votação, apontando uma diferença de tratamento entre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e a reeleição de Lula.
Segundo Lindbergh, as expectativas do mercado indicavam a possibilidade de redução dos juros em 0,5 ponto percentual ainda neste ano caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido a disputa. Com a vitória de Lula, porém, a projeção teria passado a indicar a manutenção da Selic em 13,75%. O deputado classificou a alteração como uma tentativa de pressionar a política monetária e prejudicar a economia brasileira.
“É sério que da sexta-feira antes do segundo turno até aqui o mercado alterou completamente suas projeções em relação à taxa básica de juros? Quer dizer que se Flávio Bolsonaro tivesse sido eleito a redução seria de 0,5% ainda este ano e com a eleição de Lula é ZERO, vão manter os atuais 13,75%? É escandaloso!”, escreveu.
Na avaliação do parlamentar, a mudança nas expectativas não estaria fundamentada exclusivamente em indicadores econômicos. Lindbergh afirmou que agentes do mercado financeiro estariam utilizando as projeções de juros como instrumento de pressão política sobre o governo eleito.
“Não há nada de técnico nisso. Estão fazendo política e sabotando a nossa economia. A Selic deve ser decidida pela economia brasileira, não pelo humor do mercado financeiro”, declarou.
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Centrão acelera articulação para aprovar voto distrital misto ainda em novembro
Com apoio de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, proposta enfrenta resistência do PT e do PL e amplia poder das cúpulas partidárias
Hugo Motta e Davi Alcolumbre - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil
Lideranças de partidos do Centrão trabalham para aprovar, ainda em novembro, uma reforma do sistema eleitoral brasileiro que substituiria o atual modelo proporcional pelo voto distrital misto. A iniciativa conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e enfrenta resistências de parlamentares do PT e do PL, diante das mudanças que poderá provocar na composição das bancadas e na distribuição de poder dentro das legendas.
Segundo a CNN Brasil, dirigentes de diferentes partidos participam das negociações para acelerar a tramitação da proposta. Além de Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria atuando para facilitar as discussões e viabilizar o avanço da reforma no Congresso Nacional.
A articulação tem como objetivo garantir a aprovação da mudança antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro, prevista para fevereiro de 2027. Integrantes do Centrão avaliam que a próxima legislatura poderá oferecer maior resistência à proposta, uma vez que contará com deputados beneficiados pelo atual sistema proporcional, especialmente os chamados puxadores de votos.
Embora reconheçam a oposição de setores do PL, lideranças envolvidas nas negociações consideram que eventuais votos contrários da legenda não seriam suficientes, por si só, para inviabilizar a reforma. A resistência também alcança parlamentares do PT, que demonstram preocupação com os efeitos do novo modelo sobre a representação política.
Gleisi critica mercado financeiro e acusa agentes de defenderem “estelionato eleitoral”
Deputada afirma que reação à possibilidade de Lula conversar com André Lara Resende revela resistência do setor aos compromissos assumidos pelo presidente na campanha
Gleisi Hoffmann - Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente o mercado financeiro, acusando integrantes do setor de terem apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e de pressionarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a abandonar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. A manifestação ocorreu em meio à repercussão da possibilidade de Lula receber o economista André Lara Resende para uma conversa sobre questões econômicas.
Em publicação na rede social X, Gleisi associou a reação de agentes financeiros à preferência política pelo bolsonarismo e questionou a resistência à possibilidade de o presidente dialogar com economistas que apresentam propostas diferentes das defendidas por setores do mercado. A parlamentar também afirmou que Lula não cometerá o que classificou como “estelionato eleitoral”, referindo-se à eventual adoção de medidas contrárias às promessas feitas aos eleitores.
“Esse mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo. Não causa estranheza que estiveram torcendo e apoiando Flávio Bolsonaro para presidente. Um de seus analistas chegou a garantir, alegremente, que o candidato ganharia e daria um estelionato eleitoral”, escreveu.
Partidos de esquerda ampliam votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu
Levantamento compara os resultados de 2022 e 2026 e mostra crescimento de quatro das seis legendas analisadas
Os partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais, segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PT registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de 11,8% em relação à eleição anterior.
O PSOL teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de 37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de aproximadamente 1,46 milhão de votos.
O resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.
O PSB também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5 milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.
Já o PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de votos, com ganho de 151.656.
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PL quer derrubar Moraes, mas teme entregar mais uma vaga no STF a Lula
Partido terá a maior bancada do Senado, mas afastar o ministro do STF permitiria ao presidente indicar mais um integrante da Corte
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um impasse para o Partido Liberal (PL), que fez do impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das principais bandeiras de seus candidatos ao Senado. Embora tenha ampliado significativamente sua representação parlamentar, a legenda enfrenta agora uma contradição: retirar Moraes do tribunal significaria abrir uma nova vaga para indicação do próprio Lula.
A avaliação é da cientista política Lara Mesquita, em artigo publicado na Folha de S.Paulo. Segundo a análise, o resultado da eleição presidencial alterou os cálculos da oposição, que precisará decidir se mantém a ofensiva contra Moraes mesmo diante da possibilidade de fortalecer a influência do presidente reeleito sobre a composição do Supremo.
A partir de fevereiro de 2027, o PL contará com 29 senadores, a maior bancada de um único partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O crescimento amplia seu peso nas negociações políticas, mas não garante os votos necessários para afastar integrantes do STF.
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Abertura econômica de Milei fecha 32 mil empresas e aprofunda rejeição ao governo argentino
Queda do consumo, avanço dos importados e retração industrial aprofundam crise na Argentina, onde desaprovação ao presidente chega a 56%
Argentina, protesto - Crédito: Sputnik
A política econômica do presidente argentino Javier Milei, marcada pela abertura comercial, austeridade fiscal e redução das restrições às importações, está provocando uma crise em setores importantes da indústria nacional. Desde dezembro de 2023, quando o ultraliberal assumiu o poder, aproximadamente 32,3 mil empresas encerraram suas atividades no país, o equivalente a 6% do total de companhias argentinas. O fechamento de negócios ocorre em meio à queda do consumo, à deterioração da atividade industrial e ao crescimento da rejeição ao governo.
As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo, com base em dados do centro de estudos Fundar, indicadores econômicos oficiais e entrevistas com empresários argentinos. O levantamento aponta que as empresas fecharam entre dezembro de 2023 e julho de 2026, enquanto a combinação de demanda enfraquecida e concorrência de produtos estrangeiros mais baratos compromete a sobrevivência de fabricantes locais.
A deterioração econômica também se reflete na popularidade presidencial. Pesquisa da consultoria Giacobbe y Asociados mostra que a desaprovação a Milei alcançou 56% em outubro, enquanto apenas 36% dos entrevistados aprovaram sua gestão. O desgaste ocorre a menos de um ano da eleição presidencial de outubro de 2027, quando o presidente deverá tentar a reeleição.
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PSOL exige negociação para liberar Erika Hilton, Boulos e outros parlamentares ao PT
Decisão do TSE sobre cláusula de barreira fortalece posição da direção partidária e pode dificultar saída de deputados ligados à Revolução Solidária
A direção do PSOL pretende condicionar a saída de parlamentares que planejam migrar para o PT a uma negociação formal sobre os termos da desfiliação. O movimento atinge integrantes da corrente Revolução Solidária, ligada ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e à deputada federal Erika Hilton, que se distanciaram da atual cúpula da legenda após divergências sobre a estratégia de alianças partidárias.
Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o partido não pretende conceder automaticamente cartas de anuência aos parlamentares interessados em deixar a sigla. A decisão pode afetar diretamente Erika Hilton (SP), Natalia Boulos (SP) e Rick Azevedo (RJ), os dois últimos eleitos deputados federais em outubro. Outros integrantes do grupo também avaliam acompanhar a mudança para o PT.
A movimentação inclui o próprio Guilherme Boulos, deputado federal licenciado que ocupa o Ministério da Secretaria-Geral da Presidência, além de deputados estaduais e vereadores vinculados à Revolução Solidária. A expectativa é de que a relação de políticos interessados na transferência possa crescer.













