sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Ex-bolsonarista, Andressa Urach declara voto em Lula no segundo turno
Nunes Marques diz que impeachment de ministros do STF é “pauta política” e que “não há data” para revisão criminal de Bolsonaro
Presidente do TSE avalia processo de impeachment como pauta exclusiva do Senado e adia análise do pedido de Jair Bolsonaro
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma questão política que deve ser discutida exclusivamente pelo Senado Federal. Em entrevista à revista Veja veiculada nesta sexta-feira (9), o magistrado evitou fazer projeções sobre o futuro da Corte diante da nova composição do Congresso Nacional, definida nas eleições do último domingo (4).
A declaração foi dada após o ministro ser questionado sobre o cenário para o STF diante da eleição de senadores que defendem o avanço de pedidos de impeachment de integrantes da Corte. Nunes Marques ressaltou que não é possível antecipar se essas iniciativas serão efetivamente levadas adiante.
“Esse é um processo que cabe ser debatido apenas pelo Senado. Não é uma decisão judicial, não é competência do Supremo e também não é competência do TSE. É uma pauta política”, afirmou.
“Cada poder tem suas competências, mas não sei se isso será exercido ou não, se isso é concretizável ou se, de fato, vai ser deflagrado algum processo de impeachment. Os partícipes nesse caso são apenas os senadores”, disse.
VÍDEO – Ana Paula Renault declara voto em Lula: “Nem é uma escolha tão difícil”
Campanha de Lula aciona TSE e pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por uso de perfil de Marçal e esquema de criptomoeda
Ação de investigação judicial eleitoral aponta propaganda irregular, abuso de poder econômico e disseminação de informações falsas via redes sociais
A campanha do presidente Lula (PT) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa do candidato Flávio Bolsonaro (PL) por suposto uso irregular dos perfis em redes sociais de Pablo Marçal para a disseminação de propaganda eleitoral e informações falsas, informa a Folha de São Paulo.
O pedido da campanha petista inclui a suspensão liminar do perfil de Marçal no Instagram, que conta com 14,1 milhões de seguidores. Além disso, a ação solicita o bloqueio do site “B22token”, plataforma que distribui criptomoedas para usuários que compartilham a mensagem B22 e materiais de incentivo ao voto em Flávio Bolsonaro. De acordo com a acusação, o mecanismo configura abuso de poder econômico.
Procuradas pela Folha de São Paulo, a campanha de Flávio Bolsonaro e a assessoria de Pablo Marçal não responderam aos questionamentos. Anteriormente, a campanha do candidato do PL negou qualquer ligação com o esquema de criptomoedas e afirmou que entraria com ação judicial para derrubar a página. Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Marçal havia anunciado publicamente sua entrada oficial na campanha de Flávio em 29 de setembro, durante evento ao lado do próprio candidato, que confirmou a aliança.
Segundo os advogados do PT, a campanha de Flávio Bolsonaro comete irregularidade ao não informar ao TSE que o perfil de Marçal passou a funcionar como uma conta oficial de campanha. Pela legislação eleitoral, contas oficiais de campanha estão submetidas a restrições, como a vedação a recomendações algorítmicas — limitação que não vem sendo aplicada ao perfil de Marçal, que permanece sendo recomendado pelas plataformas.
PF solicita cooperação dos EUA sobre destino de recursos do fundo de ‘Dark Horse’
Investigadores querem rastrear os recursos do fundo Havengate, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro; Flávio Bolsonaro negociou os repasses para financiar o filme
A Polícia Federal (PF) solicitou cooperação jurídica aos Estados Unidos para rastrear o dinheiro do fundo Havengate, supostamente utilizado no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (9) ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), vinculado ao Ministério da Justiça. As informações são do g1.
A investigação busca esclarecer o destino dos recursos recebidos pelo fundo, entre eles valores provenientes de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A solicitação foi formalizada por meio do Tratado de Assistência Jurídica Mútua, conhecido pela sigla em inglês MLAT, instrumento que permite a troca de informações e a cooperação entre os dois países em investigações e processos criminais.
Pagamentos aos produtores do filme
Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores de “Dark Horse” por meio do Havengate, nos Estados Unidos. Os investigadores brasileiros querem identificar o caminho percorrido pelo dinheiro e esclarecer a destinação dos valores envolvidos no financiamento da produção.
Campanha de Lula aciona PF contra fake news da Veja: “Farsa de Flávio”

TSE determina retirada de publicações de Flávio Bolsonaro que associam Lula a facções criminosas
Corte eleitoral ordenou a remoção de três postagens em 24 horas; candidato do PL também recebeu multa de R$ 5 mil em outro processo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, nesta quinta-feira (8), que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, retire das redes sociais três publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a organizações criminosas. A decisão estabelece prazo de 24 horas para a exclusão dos conteúdos, sob pena de multa diária.
A determinação foi tomada após uma representação apresentada pela coligação Federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT. O julgamento também consolidou o entendimento da Justiça Eleitoral de que associar candidatos a facções criminosas sem provas ultrapassa os limites da crítica política. Em outro processo envolvendo acusações semelhantes, Flávio Bolsonaro recebeu uma multa de R$ 5 mil.
A decisão desta quinta-feira foi relatada pelo ministro André Mendonça, que inicialmente havia rejeitado o pedido de retirada das publicações. Durante o julgamento no plenário, entretanto, o magistrado modificou seu posicionamento para acompanhar a jurisprudência estabelecida pela maioria da Corte.
“A associação de candidato a organização criminosa desprovida de substrato fático mínimo ultrapassa os limites da crítica política e caracteriza grave descontextualização”, afirmou Mendonça.
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Anitta declara voto em Lula e critica entreguismo bolsonarista: “meu voto é 13”
Cantora afirma que esperava vitória de Lula no primeiro turno, acusa bolsonarismo de estimular o ódio e defende legado social do presidente
A cantora Anitta declarou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao bolsonarismo, que acusou de estimular a intolerância, a radicalização política e a divisão entre brasileiros. A artista também afirmou que acreditava em uma vitória de Lula no primeiro turno das eleições de 2026, mas reconheceu ter subestimado a força eleitoral dos adversários do presidente.
As declarações foram feitas em um vídeo publicado pela própria cantora nas redes sociais. Na gravação, Anitta reafirmou seu voto no candidato petista, criticou a atuação política do bolsonarismo na internet e defendeu os resultados das políticas sociais implementadas durante os governos de Lula.
“O meu voto é 13, o meu voto é Lula. Porque não tem como ser diferente disso, diante de todas as circunstâncias que o Brasil tá vivendo agora”, afirmou a artista.
Anitta disse que seu posicionamento não representa uma mudança de orientação política, mas a continuidade de manifestações públicas feitas ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o apoio a Lula já havia sido demonstrado em campanhas, entrevistas, manifestações sobre projetos em discussão no Congresso Nacional e em sua produção artística.
A cantora também reconheceu que suas expectativas em relação ao resultado eleitoral estavam equivocadas.
“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu estava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu estava errada, né, é importante a gente reconhecer, descer do salto”, declarou.
Fã-clubes de Anitta e BTS fazem mobilização por Lula no 2° turno
Jovens eleitos vão rodar o país em ofensiva por Lula no 2º turno
Movimento deve ter nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR)
Deputados federais recém-eleitos da ala mais jovem da base governista organizam uma mobilização nacional em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa prevê viagens por diferentes regiões do país, atividades presenciais e maior atuação nas redes sociais para conquistar eleitores na reta final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, publicada nesta sexta-feira (9), a articulação ganhou força durante um almoço reservado realizado na quarta-feira (7), em Brasília, depois de uma reunião de Lula com parlamentares da atual legislatura e integrantes da base aliada eleitos para a Câmara dos Deputados. O movimento ocorre em meio à preocupação com os resultados das pesquisas eleitorais, que apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente.
Participaram da conversa nomes como Jones Manoel (PSOL-PE), Ana Elisa (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Renato Freitas (PT-PR). Os parlamentares discutiram a possibilidade de desenvolver ações regionais com maior autonomia em relação à coordenação nacional da campanha, aproveitando estratégias que contribuíram para suas próprias vitórias nas eleições legislativas.
Entre os temas considerados capazes de mobilizar o eleitorado estão a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta é aproximar a campanha presidencial de demandas concretas da população, especialmente dos jovens, e ampliar a presença dos aliados de Lula nas ruas e nas universidades federais.
Extremistas ameaçam Flávio Dino de morte
Também foram ameaçados de morte os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Além dos ministros, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues sofreram ameaças
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de ameaças de morte nas redes sociais. A rede social X (antigo Twitter) concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis.
De acordo com um relatório de segurança do STF, as publicações de maior gravidade reúnem menções a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Não apenas Dino foi alvo das ameaças, como também os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Ainda foram ameaçados de morte o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. As ameaças aos ministros do STF foram proferidas entre os dias 1º de outubro e 6 de outubro.
Nesta sexta-feira (9), nas redes sociais, Dino detalha que o relatório expõe milhares de ameaças de assassinato e agressões diversas, e afirma que elas derivam da repetição de fake news, que visam causar violência.
“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu Dino.
“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu Dino.
Fonte: Brasil 247
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