terça-feira, 20 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro chega a 50,8% e Lula registra 49,2% dos votos válidos, mostra pesquisa

 Veja também as votações dos presidenciáveis por regiões, sexo, renda e faixa etária

     Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Vittor Sales/Divulgação e Ricardo Stuckert

A pesquisa do Instituto França, divulgada nesta terça-feira (20), mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 50,8% dos votos válidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 49,2%. A diferença de 1,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de 1,8 ponto, para mais ou para menos. O levantamento apontou empate técnico. 

Na pesquisa estimulada, que inclui votos brancos e nulos, o senador Flávio Bolsonaro registra 40,95% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula alcança 39,65%. Outros 10,56% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Já 8,84% ainda estão indecisos ou não souberam responder. 

Foram entrevistadas 3 mil pessoas por telefone entre os dias 16 e 20 de outubro, com abrangência das 27 unidades da Federação. O nível de confiança chegou a 95%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu o registro do levantamento sob o número BR-07896/2026.

Escritório de Flávio Bolsonaro faturou R$ 13,7 milhões e entrou na mira da PF

 Levantamento mostra pagamentos de advogados e empresas ao senador. Investigação apura suspeitas de conexão financeira com Willer Tomaz

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Reprodução I Charles Vieira

O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar. Segundo investigação publicada pelo Uol, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para examinar as movimentações financeiras da empresa, após identificar indícios de uma possível ligação bancária entre o senador e o advogado Willer Tomaz.

Foram examinados 62 documentos fiscais e identificou que aproximadamente metade deles envolve pagamentos de outros advogados. A maior parte dos registros apresenta apenas a descrição “assessoria jurídica”, sem especificar os serviços executados. Em consultas a tribunais estaduais, federais e superiores, o veículo encontrou somente um processo relacionado aos clientes identificados nas notas.

A ausência de processos judiciais não significa, por si só, irregularidade. Advogados também podem prestar consultoria, elaborar pareceres e oferecer orientação jurídica sem atuar diretamente em ações judiciais. A reportagem procurou os contratantes para esclarecer a natureza dos serviços, mas não obteve informações detalhadas sobre a maior parte das atividades.

Mediadora da Band diz que precisou cobrar Flávio para respeitar Lula


       A jornalista Adriana Araújo, intermediadora no último debate da Band. Foto: Renato Pizzutto/Band

A jornalista Adriana Araújo afirmou que a plateia “prejudicou muito” o debate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), e que precisou cobrar respeito do filho do ex-presidente. Em entrevista ao UOL News, a mediadora contou que a equipe estava preparada para interromper a discussão até que os convidados fizessem silêncio, caso a situação saísse do controle.

“Beirou ali o momento em que a plateia parecia que tinha gente que queria entrar no estúdio para participar do debate, quando um debate é entre candidatos”, relatou. A jornalista afirmou que o comportamento de convidados dos dois lados atrapalhou o confronto.

Ela explicou que uma das medidas possíveis seria suspender a condução do programa e avisar ao público que só voltaria a falar quando houvesse silêncio. “O pior cenário é ter um descontrole geral”, afirmou. A providência estava prevista para uma eventual escalada: “Se precisasse disso, a gente faria”.

Adriana também abordou a tensão provocada pela circulação dos candidatos no palco. Embora as campanhas tivessem concordado com a movimentação livre, os gestos atrás do adversário geraram reclamações.

“Quando chegou à consideração final, houve uma tensão muito grande. Eu paralisei ali e considerei razoável pedir ao senador Flávio Bolsonaro que respeitasse os dois minutos e que o Lula faria o mesmo”, disse.

Abaixo-assinado cobra checagem ao vivo da Globo no debate


         Flávio Bolsonaro durante debate presidencial organizado pela Band. Foto: Reprodução

Um abaixo-assinado lançado na segunda-feira (19) ultrapassou 230 mil assinaturas cobrando que a Globo implemente um sistema de checagem de informações em tempo real durante o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O confronto está marcado para sexta-feira (23), às 21h20, dois dias antes do segundo turno das eleições de 2026.

A iniciativa pede que a emissora verifique, durante a transmissão, dados e afirmações apresentados pelos candidatos. “Este procedimento garantiria que, ao assistir um debate, o público possa perceber imediatamente se um candidato está deturpando dados ou apresentando informações incorretas”, afirma o texto da petição.

A mobilização ganhou força após o debate presidencial realizado pela Band no último domingo (18). Nas redes sociais, espectadores criticaram a ausência de mecanismos de verificação imediata das declarações dos candidatos. O abaixo-assinado menciona a ocorrência de “momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes”.

Abaixo-assinado pede checagem de fake news de Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo. Foto: Reprodução

Com a proximidade da votação, marcada para domingo (25), internautas passaram a cobrar que a Globo adote procedimentos capazes de identificar informações falsas ou incorretas durante o confronto. A proposta prevê que as verificações sejam apresentadas ao público enquanto os candidatos ainda estiverem no ar.

Flávio Bolsonaro quer continuar aparecendo atrás de Lula no debate na Globo




A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu reduzir provocações e ampliar a apresentação de propostas no debate da TV Globo, marcado para sexta (23), após pesquisas qualitativas apontarem rejeição de eleitores indecisos à conduta do senador no confronto com o presidente Lula (PT) na Band. A informação é do jornal O Globo.

A orientação também prevê que Flávio responda de forma direta às perguntas de Lula. Participantes dos levantamentos classificaram a postura do candidato como agressiva, arrogante e prepotente, além de criticarem a falta de respostas concretas durante o primeiro encontro.

Aliados avaliam que o senador demonstrou segurança e pressionou Lula no debate anterior, mas exagerou nas ironias, interrupções e gestos de reprovação. A campanha entende que esse comportamento mobilizou a base bolsonarista, mas dificultou a busca por votos entre quem ainda não definiu o candidato.

Mesmo com a mudança de tom, Flávio pretende conservar a estratégia de circular pelo estúdio e aparecer atrás de Lula enquanto o presidente fala. O marqueteiro Duda Lima treinou esse recurso antes do debate da Band e deve retomá-lo nos próximos preparativos.

Flávio Bolsonaro chamou benefícios sociais de “bolsa-farelo” e acusou PT de perpetuar pobreza em posts apagados

 Candidato do PL à Presidência atacava benefícios sociais e associava programas de transferência de renda ao clientelismo eleitoral, mas agora promete manter o Bolsa Família

Flávio Bolsonaro - Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Publicações antigas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, revelam críticas a programas de transferência de renda e acusações de que o PT utilizaria benefícios sociais para preservar seu apoio eleitoral. Em uma das mensagens, posteriormente apagada, o parlamentar afirmou que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”. Atualmente, porém, o candidato afirma que manterá o Bolsa Família caso seja eleito presidente.

Segundo o G1, as postagens foram feitas entre 2011 e 2013, período em que Flávio Bolsonaro exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro. Os registros mostram que o político associava iniciativas de assistência social ao clientelismo, à dependência econômica dos beneficiários e a estratégias eleitorais do Partido dos Trabalhadores.

Uma das manifestações mais contundentes foi publicada em 24 de junho de 2013. Ao responder a um usuário do então Twitter, atual X, Flávio Bolsonaro escreveu que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”. A declaração integra um conjunto de mensagens excluídas de sua conta, mas preservadas em uma base histórica de publicações da rede social.

PL já movimentou R$ 1,56 bilhão nas eleições, quase o dobro do PT


       Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Foto: Reprodução

O PL movimentou R$ 1,558 bilhão em despesas pagas e transferências a candidatos e partidos aliados nestas eleições, valor 73% superior aos R$ 890 milhões movimentados pelo PT no mesmo período. Os números constam de dados do Tribunal Superior Eleitoral.

O Partido Liberal é presidido por Valdemar Costa Neto e reúne nomes da família Bolsonaro. A quantia considera recursos que já saíram dos cofres da sigla desde o início do período eleitoral.

A diferença entre PL e PT chega a R$ 661 milhões. O partido de oposição ocupa a liderança no levantamento de movimentação financeira entre as legendas.

O montante do PT, de R$ 897 milhões, coloca a sigla à frente de partidos como União Brasil, Republicanos e PSD, mas abaixo do total registrado pelo PL.

‘Barão do agro’ denunciado por compra de sentenças doa R$ 1,1 milhão à campanha de Flávio Bolsonaro

 Nelson José Vigolo, investigado na Operação Faroeste, é o segundo maior financiador da campanha do senador no segundo turno das eleições

Flávio Bolsonaro - Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

O empresário Nelson José Vigolo, proprietário do Grupo Bom Jesus Agropecuária e denunciado por suspeita de envolvimento em um esquema de compra de decisões judiciais, destinou R$ 1,1 milhão à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O valor coloca o empresário entre os principais financiadores privados do candidato no segundo turno das eleições de 2026. As informações foram divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo.

Flávio Bolsonaro arrecadou R$ 20,3 milhões em doações privadas para a disputa do segundo turno. Desse montante, aproximadamente 5,4% vieram de Vigolo, que aparece como o segundo maior doador individual da campanha.

Conhecido como “barão do agro”, o empresário atua no setor agropecuário em Rondonópolis, no Mato Grosso, e figura entre os denunciados no âmbito da Operação Faroeste, investigação que revelou suspeitas de corrupção e comercialização de decisões judiciais envolvendo disputas fundiárias na Bahia.

Em 2021, Vigolo foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia sob a acusação de integrar um esquema de venda de sentenças relacionadas à grilagem de terras. As investigações apontaram suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em uma estrutura que teria sido organizada para proteger interesses econômicos de grupos envolvidos em disputas pela propriedade de terras.

PM´s em SP presenciam bolsonarista socar mulher em metrô e liberam homem sem ao menos pegar identificação

 Empresário bolsonarista Diogo Freire desferiu três socos contra uma mulher que usava uma camiseta vermelha

Bolsonarista Diogo Freire deu três socos em mulher que usava camisa vermelha, policiais viram e o liberaram sem nem perguntar o nome deleCrédito: Bolsonarista Diogo Freire deu três socos em mulher que usava camisa vermelha, policiais viram e o liberaram sem nem
perguntar o nome dele

Dois policiais militares presenciaram uma agressão contra uma mulher na entrada da estação Butantã do Metrô, na zona oeste de São Paulo, mas liberaram o suspeito sem sequer identificá-lo ou encaminhá-lo à delegacia. O episódio ocorreu no domingo (18), quando o empresário bolsonarista Diogo Freire desferiu três socos contra uma mulher que usava uma camiseta vermelha. Apesar da presença dos agentes, o agressor deixou o local sem ser detido.

Segundo informações publicadas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, os policiais estavam próximos ao local da violência e chegaram a intervir para separar os envolvidos. As imagens registradas por uma testemunha mostram a atuação dos agentes, que não conduziram o agressor à delegacia nem colheram seus dados pessoais. A identificação de Freire só foi possível posteriormente, depois que o vídeo circulou nas redes sociais e uma fonte da coluna reconheceu o empresário.

O caso levanta questionamentos sobre a conduta dos policiais militares diante de uma agressão física presenciada pelos próprios agentes. Mesmo após os três socos, a vítima não recebeu, naquele momento, o encaminhamento necessário para o registro da ocorrência, segundo seus representantes legais.

Os advogados Leandro Raca e Miguel Fragelli, responsáveis pela defesa da mulher, criticaram a atuação policial e afirmaram que os agentes deixaram de adotar providências fundamentais para proteger a vítima e responsabilizar o agressor.

“A atuação do policial militar na estação Butantã deveria ter sido mais efetiva na proteção e no acolhimento da vítima, agredida com três socos sem reagir. O policial não prestou o suporte necessário para o registro da ocorrência nem realizou uma intervenção que resultasse na prisão em flagrante do agressor. Confiamos no trabalho das forças de segurança para que, agora, o caso seja devidamente apurado e as medidas cabíveis sejam adotadas”, afirmaram os advogados em nota.

Ato de Lula em Porto Alegre reuniu cerca de 200 mil pessoas, dizem organizadores

 Manifestação no Centro Histórico pode ter sido uma das maiores da história da capital gaúcha e marcou a reta final da campanha presidencial

Lula em Porto Alegre, 19 de outubro de 2026 - Crédito: Ricardo Stuckert

A caminhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas ruas de Porto Alegre, realizada na segunda-feira (19), reuniu cerca de 200 mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores, em uma das maiores mobilizações políticas recentes da capital gaúcha. O ato ocorreu a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e transformou o Centro Histórico em um grande espaço de manifestação de apoio à reeleição.

O próprio presidente afirmou durante a caminhada que aquela estava entre as maiores manifestações da história da cidade. “Essa possivelmente seja a maior manifestação já feita na história de Porto Alegre”, disse Lula.

Acusada de favorecer Flávio Bolsonaro, Meta diz ao TSE que trata candidatos de forma igual nas plataformas

 Empresa nega tratamento desigual entre as campanhas após acusações do PT sobre restrições a publicações e falhas em ferramenta de inteligência artificial

Inteligência artificial do WhatsApp continuou gerando imagens com referências a Flávio Bolsonaro e ao número 22, mesmo após a Meta anunciar medidas para bloquear conteúdos eleitorais, segundo testes realizados - Crédito: Reprodução | Agência Senado

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não privilegiou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em relação à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorre após a Justiça Eleitoral determinar que a companhia comprove a aplicação de critérios iguais às duas candidaturas na distribuição de conteúdos políticos e no funcionamento de suas ferramentas de inteligência artificial.

A resposta foi apresentada em meio a uma disputa judicial iniciada pela campanha de Lula, que acusa a empresa de prejudicar a circulação de publicações favoráveis ao presidente e permitir a divulgação de conteúdos produzidos por inteligência artificial contra sua candidatura. A Meta rejeita as acusações de favorecimento e sustenta que seus sistemas seguem regras aplicáveis aos dois candidatos.

Na semana passada, o TSE confirmou por unanimidade uma decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze que impede a plataforma de adotar medidas discriminatórias contra qualquer uma das campanhas presidenciais. A determinação estabelece limites para alterações na distribuição, recomendação e visibilidade de publicações relacionadas à disputa eleitoral.

Em nova decisão, proferida no domingo (18), Bellizze exigiu que a Meta demonstrasse o cumprimento das determinações anteriores. O magistrado também rejeitou a possibilidade de a empresa utilizar sua manifestação sobre a execução da ordem judicial para questionar novamente as obrigações estabelecidas.

“As determinações nela contidas são plenamente exigíveis, e a manifestação de cumprimento não constitui via adequada para a rediscussão de seu conteúdo”, afirmou o ministro.

Projeto defendido por Flávio Bolsonaro contraria ONU e facilita o tráfico de armas

 Proposta elimina a rastreabilidade de munições das forças de segurança, prejudicando investigações policiais

Flávio Bolsonaro -  Crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

Uma proposta legislativa endossada no Senado pelo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que busca eliminar a obrigatoriedade de gravação de códigos de identificação nas munições adquiridas pelas forças de segurança pública do país, entra em confronto direto com as diretrizes internacionais fixadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), informa a Folha de São Paulo.

A iniciativa visa abrandar as exigências vigentes no mercado de armamentos e suprimir a capacidade de rastreamento dos equipamentos bélicos pertencentes às corporações estatais. Durante sua tramitação no Senado Federal, a medida contou com o suporte do parlamentar do PL.

Em 2023, as Nações Unidas ratificaram um parâmetro global orientando que os Estados-membros implementem sistemas rígidos de marcação e monitoramento de materiais bélicos, ferramenta considerada indispensável para conter o contrabando, os desvios institucionais e o abastecimento de facções criminosas.

Conforme ressalta Bruno Langeani, consultor especialista do Instituto Sou da Paz, o modelo brasileiro vinha sendo tratado internacionalmente como uma referência positiva. “O Brasil, inclusive, é citado como uma boa prática nesse quesito, justamente porque não só tem as marcações nas embalagens de munição, mas também avança no sentido de gravar no próprio cartucho um código de rastreabilidade que permite identificar para qual cliente foi vendido”, pontuou o especialista.

Renan Santos associa Flávio ao CV e afirma “desprezar” seus eleitores


Renan Santos, líder do MBL e do Missão. Foto: reprodução

Uma fala de Renan Santos (Missão) durante um encontro com empresários promovido pela Amcham Brasil, em setembro, voltou a viralizar nas redes sociais. No vídeo, o então candidato à Presidência faz ataques a Flávio Bolsonaro (PL) e chega a dizer que despreza quem pretende votar no senador. A declaração reaparece enquanto Renan mantém distância tanto de Flávio quanto de Lula (PT) e afirma que não declarará voto nesta etapa da eleição.

“Eu sou brasileiro, só que país que a gente virou? Isso aqui virou uma desgraça”, afirmou Renan durante o evento. Na sequência, o dirigente do Missão acusou Flávio de envolvimento com o Comando Vermelho e direcionou a crítica também aos eleitores do candidato do PL.

“O Flávio Bolsonaro é envolvido com o Comando Vermelho. Vou avisar aqui, se tem alguém aqui que vai votar neste cara, não conte com o meu respeito. Conte com o meu mais absoluto desprezo”, declarou. Renan prosseguiu: “Uma pessoa que vota em um cara envolvido com o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, quer ter opinião política? Sua opinião política e lixo é a mesma coisa”.

A associação feita por Renan é uma acusação política e não corresponde a uma conclusão judicial ou policial de que Flávio integre ou tenha relação direta com a facção.

Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a retirada de publicações que relacionavam o senador ao Comando Vermelho, afirmando não haver, nos conteúdos analisados, “qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica” que sustentasse esse vínculo.

TSE barra propaganda de Flávio Bolsonaro que esconde vice

 Justiça eleitoral exige adequação do material para destacar o nome de Alfredo Gaspar conforme exige a legislação

Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução/X/@Alfredogaspar_

A veiculação na televisão da peça publicitária da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que apresenta o programa “Smart Brasil” precisa ser interrompida imediatamente por determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informa Manoela Alcântara, do Metrópoles.

O posicionamento atende parcialmente a um requerimento de tutela de urgência submetido pela aliança partidária do presidente Lula (PT). A acusação aponta que os conteúdos transmitidos no dia 14 de outubro divulgavam a plataforma do postulante do PL à Presidência da República sem exibir a devida identificação de seu companheiro de chapa, Alfredo Gaspar, que concorre à Vice-Presidência.

Flávio Bolsonaro nega perseguição a homossexuais: “pode dar à vontade” (vídeo)

 Em conversa com o influenciador Rico Melquiades, candidato afirmou que obrigação é garantir que “você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho”

Rico Melquiades e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução/Instagram/@ricoof

Durante uma gravação divulgada no Instagram nesta segunda-feira (19), o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) negou a possibilidade de promover qualquer tipo de caça ou restrição às pessoas homossexuais caso seja eleito para o Palácio do Planalto.

Ao ser questionado pelo influenciador digital Rico Melquiades sobre se haveria algum plano de perseguição ou retirada de conquistas da população LGBT em um eventual mandato presidencial, o parlamentar assegurou que a vida privada das pessoas não cabe ao Estado. “O que a pessoa faz na sua intimidade ninguém tem nada a ver com isso”, declarou o candidato.

Na sequência do diálogo, Melquiades usou de termos informais ao indagar se os cidadãos teriam que deixar de vivenciar sua sexualidade sob sua gestão: “então no seu governo ninguém vai ter que ficar sem dar o ‘caneco’?”. Diante da pergunta, Flávio respondeu: “pode dar à vontade. (…) Qual a minha obrigação como homem público? Tenho que garantir que você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho, até você chegar onde você quer ser feliz”, disparou o senador.

Entenda a acusação de ‘manipulação algorítmica’ movida pela campanha de Lula contra a Meta no TSE

 Campanha à reeleição do presidente aponta direcionamento ilegal e falhas recorrentes em ferramentas de inteligência artificial em favor de Flávio Bolsonaro

   Meta - Crédito: REUTERS/Benoit Tessier

A equipe jurídica responsável pela campanha do presidente Lula (PT) acionou novamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a punição da multinacional de tecnologia Meta por descumprir ordens da Justiça Eleitoral e favorecer o candidato oposicionista no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com a acusação protocolada na corte, o conglomerado controlador do Instagram, Facebook e WhatsApp estaria empregando mecanismos de inteligência artificial generativa e inteligência algorítmica para amplificar e impulsionar indevidamente a candidatura do parlamentar do PL, informa o jornal O Globo.

Janones anuncia alta do hospital e convoca Exército do Lula para encontro

Ele volta nesta terça-feira e afirma que irá anunciar ações nas redes para a reta final da campanha presidencial de segundo turno

        André Janones - Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou que receberá alta do Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (20), às 13h13. O parlamentar estava internado desde a madrugada de segunda-feira (19), quando apresentou um quadro de arritmia cardíaca grave e falta de ar após acompanhar o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), transmitido pela TV Bandeirantes.

De acordo com o último boletim médico, Janones apresentou evolução favorável e permanecia clinicamente estável, sob monitoramento contínuo. A equipe médica liderada pela cardiologista Ludhmila Hajjar acompanhou o quadro do deputado durante a internação.

Faltam 5 dias: eleitores não podem ser presos a partir de hoje (20)

Restrição vale até 48 horas após o encerramento do 2º turno



A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do 2º turno das Eleições 2026, eleitoras e eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em três situações previstas em lei: flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral. A restrição vale até 48 horas após o encerramento da votação, que ocorre neste domingo (25).

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e busca evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitoras e eleitores no pleito. De acordo com a legislação, caso ocorra uma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou. A regra também foi aplicada no 1º turno das eleições, realizado em 4 de outubro.

Candidatas e candidatos 

A proteção prevista no Código Eleitoral também se aplica às candidatas e aos candidatos que disputam o 2º turno. Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, eles não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito, conforme estabelece o artigo 236, § 1º, do Código Eleitoral. A mesma garantia se estende a mesárias, mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.

Fonte: TSE

Bolsonarista faz ofensa racista a estudante em São Paulo (vídeo)

 Jovem tentou apartar discussão no metrô e virou alvo de injúrias de cunho racial

Mulher envolvida em briga no metrô de São Paulo - Crédito: Reprodução/X/@demetriovec

 Um estudante foi alvo de ataques e injúrias racistas na estação Vila Sônia Profª Elisabeth Tenreiro, na Linha 4-Amarela do metrô paulistano, na noite de domingo (18), após tentar intervir em uma briga para conter os ânimos, informa a CNN Brasil.

Ao retornar de um ato político de esquerda na região da Barra Funda, Marcio Ferreira presenciou um bate-boca entre uma mulher e outros três passageiros. Ao perceber o risco de agressão física, o jovem pediu que a mulher se acalmasse e deixasse o local. No entanto, após ele mencionar que a agressora era apoiadora de Jair Bolsonaro (PL), a mulher passou a direcionar os ataques diretamente contra ele.

Ao perceber o tom hostil, o estudante começou a filmar a situação com o celular e tentou se afastar, mas acabou seguido pela agressora pela escada rolante do metrô. Durante a perseguição captada em vídeo, a mulher disparou ofensas racistas e o xingou de “preto do caralho” e “preto de bosta”.


“Direita contra Flávio”: site reúne ex-bolsonaristas que votarão em Lula


      Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Às vésperas do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), passou a circular nas redes o site “A direita contra Flávio”, que reúne declarações públicas de políticos, empresários, ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro e outras personalidades identificadas com a direita que romperam com o bolsonarismo ou fazem críticas ao candidato do PL.

A página contabiliza atualmente 22 nomes e organiza as falas por temas como corrupção, risco à democracia, falta de projeto e suspeitas de ligações com milícias. A autoria do site, porém, não está identificada publicamente.

O grupo conta com ex-integrantes da gestão Bolsonaro, nomes que participaram das campanhas do ex-presidente, lideranças do movimento pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) e outras figuras da direita. Entre os citados estão os ex-ministros Santos Cruz e Abraham Weintraub, além de Joice Hasselmann, Julian Lemos, Alexandre Frota, Renan Santos, Kim Kataguiri, Arthur do Val, João Amoêdo, Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior.

Cada declaração é acompanhada de um link para sua origem. “Não é fake news: cada fala tem link para a fonte”, afirma o site, que tenta usar antigos aliados e adversários de direita como contraponto à campanha de Flávio.

Um dos depoimentos destacados é o do general Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro. Ao tratar da aproximação do bolsonarismo com o governo dos Estados Unidos, ele afirmou: “A busca de interferência é traição”. Em outro momento, acrescentou: “Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice”.

Esquema de fraudes contra aposentados em São Paulo é alvo de operação do Ministério Público e da PM

 Justiça decreta bloqueio de R$ 3,1 milhões de investigados que faturaram mais de R$ 10 milhões em ações indevidas no interior paulista

Sede do Ministério Público do Estado de São Paulo - Crédito: Divulgação/MP-SP

 Uma ofensiva promovida em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar (PM) deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Garateia para desmantelar um complexo esquema de fraudes processuais voltado ao prejuízo de aposentados e pensionistas. A apuração culminou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão no município de Franca, no interior do estado, onde materiais foram recolhidos para fundamentar desdobramentos futuros. Além disso, o Judiciário acolheu o pedido das autoridades e determinou o congelamento de até R$ 3,1 milhões em patrimônio dos envolvidos, informa o Metrópoles.

Míriam Leitão: Flávio Bolsonaro tenta enganar eleitores e Faria Lima ao mesmo tempo

 Senador copia propostas de Lula para atrair endividados enquanto promete corte bilionário ao mercado, aponta a jornalista

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O cenário econômico da disputa eleitoral transformou-se em uma arena de populismo fiscal, impulsionado por um movimento em que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) reproduz e amplia as bandeiras sociais do presidente Lula (PT) sem respaldo em levantamentos técnicos, aponta a jornalista Míriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo. A postura do parlamentar constitui um leilão de ofertas demagógicas voltadas a capturar a simpatia do eleitorado, ao mesmo tempo em que acena em conversas reservadas com a Faria Lima garantindo a execução de um arrocho severo nas contas públicas.