sexta-feira, 31 de julho de 2026

Bastidores da investigação sobre o INSS ampliam crise entre Mendonça e PF

 

Ministro André Mendonça
Ministro do STF André Mendonça. Foto: Reprodução
Um pedido da Polícia Federal para abrir investigação sobre Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, intensificou o conflito entre a corporação e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do inquérito principal sobre o INSS no Supremo Tribunal Federal. A nova frente apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

A solicitação da PF chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Moraes enviou o caso à Procuradoria-Geral da República, que deu parecer favorável à instauração da investigação, e o processo acabou distribuído a Mendonça.

Segundo o g1, o atrito entre investigadores e o gabinete do ministro, porém, já vinha de meses. Integrantes da equipe de Mendonça cobravam informações sobre o andamento do inquérito, questionavam a demora de diligências e demonstravam preocupação com alterações na equipe responsável pela apuração.

A Polícia Federal rejeita a avaliação de que existam problemas na condução do caso. A corporação sustenta que seguiu critérios técnicos e não cometeu irregularidades durante as investigações.

A nova sede da PF em Brasília. Foto: reprodução

PF questionou restrições impostas pelo relator

O mal-estar também envolve limites estabelecidos por Mendonça para a comunicação de informações da investigação com superiores de delegados da PF. A corporação procurou a Advocacia-Geral da União para avaliar medidas contra as restrições.

Interlocutores do gabinete do ministro afirmam haver indícios de que a condução das apurações não funcionaria de forma regular. Fontes da PF contestam essa interpretação e dizem que decisões judiciais não podem interferir nas competências da corporação.

Desde janeiro, a PF buscava a AGU para questionar medidas que considerava interferência em suas atribuições. Naquele momento, Dias Toffoli ainda relatava o caso no Supremo, e a manifestação inicial ocorreu verbalmente; em maio e junho, os pedidos passaram a ser formalizados.

A PF afirma que as iniciativas junto à AGU antecedem o pedido de investigação sobre Lulinha e não têm relação com esse desdobramento. Documentos que tiveram o sigilo parcialmente retirado também levantaram suspeita de vazamento de informações no capítulo que envolve o senador Jaques Wagner, hipótese incluída nas petições do processo.

Fonte: DCM com informações do G1

‘Extrema direita está desesperada’, diz Pastor Henrique Vieira, que cita Interpol e Dark Horse

Deputado afirma que possível cooperação internacional para rastrear recursos do filme aumenta a pressão sobre a família Bolsonaro

Henrique Vieira
Crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) destacou nesta sexta-feira (31) o prejuízo político para a família Bolsonaro com os escândalos envolvendo o filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

“Depois das notícias de que a Interpol deve investigar o dinheiro ligado ao caso Dark Horse, Eduardo Bolsonaro apareceu chorando, dizendo que teme ser preso. A extrema direita está desesperada!”, escreveu o parlamentar na rede social X.

Investigadores da Polícia Federal estudam pedir a inclusão do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na difusão prateada da Interpol. O objetivo é rastrear o dinheiro investido no longa.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, um financiamento de R$ 134 milhões para investir no longa. Do valor total, ao menos R$ 61 milhões foram repassados para o filme.

Irmão de Flávio Bolsonaro, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discutiu o financiamento do longa com Vorcaro, por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. O ex-parlamentar pediu o envio do “máximo” de recursos aos Estados Unidos, apontaram mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil em 27 de maio.

Podemos adia definição, sinaliza neutralidade e amplia impasse na chapa de Flávio Bolsonaro

 Partido transfere à executiva nacional a definição sobre candidatura própria, aliança ou neutralidade na eleição presidencial

Renata Abreu, presidente nacional do Podemos
Crédito: Reprodução/Facebook

A convenção nacional do Podemos terminou sem uma posição final sobre o papel do partido na disputa pela Presidência da República em 2026. A legenda, cortejada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), decidiu deixar a definição sobre alianças nas mãos da executiva nacional, que terá até quarta-feira (5) para deliberar sobre o tema.

A informação foi publicada pelo Metrópoles. A tendência interna, segundo dirigentes citados pela reportagem, é que o Podemos opte pela neutralidade e não declare apoio formal a nenhum presidenciável.

Com a decisão tomada na quinta-feira (30), a direção nacional, presidida por Renata Abreu, recebeu autonomia para definir se a sigla lançará candidatura própria, apoiará outro nome ou ficará fora das coligações presidenciais. O prazo coincide com o último dia permitido para a realização de convenções partidárias.

PP veta Tereza Cristina na chapa de Flávio Bolsonaro e reforça neutralidade

 

Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro no Senado
Senadores Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução
O Progressistas (PP) decidiu manter neutralidade na eleição presidencial e retirou da sigla a possibilidade de apoio formal à chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, divulgada nesta sexta-feira (31), foi acatada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do partido no Senado e convidada pelo PL para disputar a Vice-Presidência.

Em nota, o PP afirmou que consultou seus diretórios estaduais antes de definir a posição. “O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional”, declarou a legenda.

O partido acrescentou que comunicou a decisão à senadora. “A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, diz o texto.

Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro discutiram a composição de uma chapa em reunião na quinta-feira (30). O senador afirmou à imprensa que ela havia aceitado o convite, mas dependia da deliberação partidária para avançar.


Justiça condena Nikolas a pagar R$ 20 mil ao PT por post sobre tráfico

 

Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados
Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução
A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a pagar R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores (PT), após ele chamar a sigla de “PT – Partido dos Traficantes” em uma publicação no X. A sentença, assinada na quinta-feira (30), também prevê a remoção da postagem após o fim das possibilidades de recurso.

O juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5ª Vara Cível de Brasília, concluiu que a mensagem ultrapassou os limites da crítica política ao relacionar diretamente o partido ao tráfico de drogas sem apresentar base factual. “A crítica política pode ser dura, ácida, irônica e injusta, mas não pode, sem suporte mínimo de veracidade, creditar associação direta da pessoa jurídica a crimes”, escreveu.

O PT entrou com a ação pedindo a exclusão da publicação e uma indenização de R$ 40 mil. O partido sustentou que a frase atingiu sua honra e sua imagem institucional ao vinculá-lo a uma atividade criminosa.

Na decisão, o magistrado afirmou que partidos políticos aceitam críticas mais severas no debate público, mas apontou que Nikolas publicou a acusação em seu perfil pessoal sem citar investigação, processo, dado oficial ou outro elemento concreto que sustentasse a associação.
Publicação difamatória de Nikolas no X. Foto: reprodução

PP avalia que Tereza Cristina aceitou convite de Flávio Bolsonaro par fazer gesto ao agro: “ela não queria”

Cúpula do partido avalia que senadora aceitou conversa sobre vice para responder à pressão do agronegócio; Legenda mantém neutralidade

Tereza Cristina
Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

A cúpula do Progressistas avalia que o convite feito por Flávio Bolsonaro (PL) à senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa presidencial chegou tarde demais e sem condições políticas ou formais de prosperar dentro do partido. Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, dirigentes do PP interpretam que Tereza Cristina aceitou abrir a conversa com Flávio porque já sabia que a legenda barraria a aliança. 

Nos bastidores, a leitura é que a senadora fez um gesto ao setor produtivo, especialmente ao agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vinha pressionando por uma aproximação com o candidato do PL.

Um deputado do PP resumiu a avaliação feita internamente sobre o movimento da senadora: “No fundo, se avalia que ela também não queria. Ela voltou atrás (em aceitar a vice) apenas para fazer um gesto ao agro, principalmente de Mato Grosso do Sul, que estava cobrando isso dela”.

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina ocorreu na quarta-feira (29). A conversa foi comunicada pela senadora na quinta-feira (30), quando ela divulgou nota afirmando que “falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido”.

Aliados de Tereza Cristina afirmaram que uma segunda reunião só seria realizada caso houvesse aval formal do PP. Esse aval, no entanto, não veio. A direção da legenda já havia se manifestado contra a entrada na coligação e decidiu manter a posição de neutralidade no processo eleitoral.

Além da resistência política, o PP identificou um obstáculo burocrático para viabilizar a aliança. Depois de anunciar sua independência, o partido não convocou convenção nacional, formalidade necessária para lançar candidatos ou integrar coligações.

PT oficializa candidatura de Pedro Rousseff à Câmara dos Deputados por Minas Gerais

Vereador mais votado da história do PT mineiro afirma que pretende reforçar a defesa do governo Lula e fazer contraponto ao bolsonarismo

Crédito: Cristina Medeiros/CMBH

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta sexta-feira (31), a candidatura do vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff à Câmara dos Deputados por Minas Gerais durante a Convenção Estadual da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.

Sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, Pedro foi eleito vereador da capital mineira em 2024 com 17.595 votos, tornando-se o candidato mais votado da história do PT em Minas Gerais para o cargo. Em 2025, assumiu a vice-presidência estadual da sigla, consolidando sua posição entre as principais lideranças emergentes do partido no estado.

Segundo dirigentes petistas ouvidos pela reportagem original, a candidatura de Pedro Rousseff integra a estratégia eleitoral da legenda para fortalecer sua bancada na Câmara dos Deputados e ampliar sua presença entre o eleitorado jovem. Internamente, o vereador é apontado como um dos principais representantes da nova geração do PT e sua candidatura foi estruturada para fazer contraponto ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo em Minas Gerais.

Atlas/Bloomberg: maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro responsabilidade por tarifaço de Trump

 Pesquisa mede a percepção sobre as responsabilidades pelo tarifaço e a expectativa para as negociações entre Brasil e Estados Unidos

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
Crédito: Reprodução

A maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro a principal responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31). As informações são do Metrópoles.

De acordo com o levantamento, 45,4% dos entrevistados afirmam que o grupo político ligado ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) é o principal responsável pelo impasse comercial. Outros 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa também mostra que 8,5% consideram que ambos têm igual responsabilidade pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos. Já 2,5% disseram que nenhum dos dois é responsável, enquanto 2,1% não souberam responder.

VÍDEO: Eduardo chora por medo de prisão em evento de Allan dos Santos

 

Eduardo Bolsonaro na inauguração da TLTV. Foto: reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou ao falar sobre o temor de ser preso durante o lançamento da TLTV, na Flórida, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (30). Ele vive no país desde fevereiro do ano passado e afirmou sofrer uma perseguição contra sua família.

Filho de Jair Bolsonaro (PL), preso por participação na trama golpista, Eduardo disse que o pai está “incomunicável” e questionou “aonde vai parar essa loucura”. Com a voz embargada, citou a situação do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, fundador do canal, antes de receber um abraço dele.

“Vi o Allan ficar três anos sem ver os filhos. Eu não consigo imaginar ficar tanto tempo assim”, disse Eduardo. Ele afirmou que toma precauções em viagens por receio de medidas de organismos internacionais, como a Interpol, e mencionou os custos com advogados.

O ex-deputado também criticou a apuração de irregularidades na divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial durante a convenção do PL. No discurso, ele comparou a situação brasileira a regimes autocráticos de outros países.

Jovem inventa marido e amante para dar “invertida” em desconhecido no WhatsApp

 

Capturas de tela da conversa entre Vitória Cioli e um homem desconhecido no WhatsApp
Capturas de tela de mensagens trocadas por Vitória Cioli com um homem no WhatsApp. Foto: Reprodução

Uma conversa no WhatsApp publicada nas redes sociais fez a mineira Vitória Cioli, de 23 anos, viralizar. Ela trocou mensagens com um homem desconhecido enquanto estava em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e a repercussão chegou a personalidades como a atriz Maísa Silva e a apresentadora Ana Clara.

O homem iniciou a conversa com a mensagem “como está seu domingo amor”. Vitória decidiu entrar na brincadeira, retribuiu o apelido, inventou um marido fictício e sugeriu que o desconhecido poderia ser seu amante. Ao fim da troca, ele respondeu: “Você é muito perigosa”.

Franco Baresi, ídolo histórico do Milan, morre aos 66 anos

 

Franco Baresi e Roberto Baggio com medalhas de prata da Copa do Mundo de 1994
Franco Baresi e Roberto Baggio com medalhas de prata após a final da Copa do Mundo de 1994. Foto: Reprodução
O Milan anunciou nesta sexta-feira a morte de Franco Baresi, aos 66 anos. Um dos maiores ídolos da história do clube, o ex-zagueiro defendeu a equipe italiana durante toda a carreira profissional e teve a camisa 6 aposentada após se aposentar, em 1997.

“A história do Milan está em lágrimas pela morte de Franco Baresi. Seu exemplo e sua profundidade serão, para sempre como sua camisa número 6, parte integrante e fundamental do DNA e do caminho de todo o clube”, declarou o Milan. O clube também prestou solidariedade aos familiares do ex-jogador.

Lula abre 9 pontos para Flávio Bolsonaro e vence todos no 2° turno, diz Vox Brasil

 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40,5% das intenções de voto para a Presidência em 2026, contra 31,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (31). A diferença entre os dois no cenário de primeiro turno é de 9,3 pontos percentuais.

No eventual segundo turno, Lula soma 47,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,1%. A vantagem do presidente chega a 6,4 pontos e supera a margem de erro de 2,15 pontos percentuais do levantamento.

A rodada anterior, divulgada em 27 de junho, apontava Lula com 38,3% e Flávio com 32,2% no primeiro turno. Desde então, o presidente avançou 2,2 pontos, e o senador recuou um ponto, ampliando a distância que era de 6,1 pontos.

A disputa concentra 71,7% das intenções de voto nos dois nomes. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece em terceiro lugar, com 5,5%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,2%, e Renan Santos (Missão), com 3%.

Pesquisa Vox Brasl divulgada em 31 de julho

Confronto direto mudou desde maio

A série do Vox Brasil mostra que Flávio Bolsonaro liderava numericamente o confronto direto em 14 de maio, com 43,8%, diante de 40,2% de Lula. Em menos de três meses, o cenário se inverteu: Lula ganhou 7,3 pontos percentuais, e Flávio perdeu 2,7 pontos.

Em 5 de junho, Lula passou à frente com 47,8%, contra 41,3% do senador. No levantamento de 27 de junho, o presidente tinha 45,3%, e Flávio Bolsonaro, 42,8%; agora, os percentuais são de 47,5% e 41,1%, respectivamente.

O instituto também testou Lula contra outros possíveis candidatos. Diante de Zema, o presidente marca 48,7%, ante 40,5% do governador mineiro, uma diferença de 8,2 pontos percentuais.

Contra Caiado, Lula aparece com 46,8%, enquanto o governador de Goiás tem 42,5%. Como a diferença é de 4,3 pontos e a margem de erro é de 2,15 pontos para mais ou para menos, o cenário fica no limite do empate técnico.

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores com 16 anos ou mais, entre 26 e 28 de julho, em todo o país. O levantamento tem nível de confiança de 95%, foi financiado pelo próprio instituto e recebeu registro BR-01084/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: DCM

PL faz investida final sobre União Progressista e aposta em Tereza Cristina para destravar vice de Flávio Bolsonaro

 Avanço nas conversas com a senadora busca convencer PP e União Brasil a abandonar a neutralidade e entrar na chapa até 5 de agosto

       Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina  - Crédito: Agência Senado

O PL aposta na mudança de posição da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para tentar destravar o apoio da União Progressista — federação partidária formada pelo PP e pelo União Brasil — à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A parlamentar, que antes resistia aos apelos para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente, deu indicações a interlocutores e aliados de que aceita avançar na composição, embora o acerto formal ainda dependa da chancela das duas legendas que integram a federação, informa o Metrópoles.

PF identificou 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master

 Investigação aponta contatos frequentes entre o senador e Augusto Lima; André Mendonça retirou sigilo do caso e autorizou monitoramento para aprofundar apurações

     André Mendonça            -                  Crédito: Gustavo Moreno/STF

A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, no período entre novembro de 2023 e maio de 2025. As informações constam das investigações cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram divulgadas pelo Valor Econômico.

Segundo a reportagem, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos ao longo de 555 dias, dado que, na avaliação da Polícia Federal, demonstra uma relação frequente entre os dois investigados.

Governo Lula tem 63% de aprovação em Pernambuco e Flávio Bolsonaro lidera rejeição no estado, aponta Real Time Big Data


Levantamento mostra que 43% consideram a gestão federal ótima ou boa, enquanto o filho de Bolsonaro acumula 54% de veto entre eleitores pernambucanos

                Luiz Inácio Lula da Silva  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Lula (PT) é aprovado por 63% dos eleitores de Pernambuco, consolidando uma ampla margem de aprovação popular em sua base histórica no Nordeste. De acordo com os dados apresentados no levantamento do instituto RealTime Big Data divulgado nesta sexta-feira (31), a taxa de desaprovação da gestão federal no estado é de 35%, ao passo que 2% dos entrevistados preferiram não responder ou declararam não saber avaliar.

No detalhamento qualitativo da percepção dos pernambucanos sobre a administração federal, 43% dos entrevistados classificam o trabalho de Lula como “ótimo ou bom”. A parcela de eleitores que avalia a administração como “regular” soma 29%, compondo o grupo intermediário da amostragem no estado. Por outro lado, 26% dos ouvidos avaliam o desempenho do governo Lula como “ruim ou péssimo”. O contingente de eleitores que não soube ou optou por não responder a esse recorte também ficou em 2%.

Raquel Lyra e João Campos empatam tecnicamente no 1º turno em Pernambuco, aponta Real Time Big Data

 Pesquisa mostra a atual governadora com 44% e o ex-prefeito do Recife com 42% na corrida estadual. Marília Arraes lidera disputa ao Senado e gestão estadual atinge 61% de aprovação

     Raquel Lyra e João Campos

     Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil I Edson Holanda / PCR

A corrida eleitoral pelo governo de Pernambuco apresenta um cenário de afunilamento e empate técnico no primeiro turno entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), informa o levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (31). A pesquisa avaliou as intenções de voto para o comando do Executivo estadual, a aprovação do governo e a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.

Na simulação estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra aparece ligeiramente à frente, com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos contabiliza 42%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais nomes da disputa pernambucana encontram-se em situação de igualdade estatística

Distanciados do bloco principal, os demais concorrentes figuram na margem das intenções de voto. Ivan Moraes (PSOL) registra 3%, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1%. O candidato Guilherme Fonseca (PSTU) não obteve pontuação na amostragem. O eleitorado que declara voto nulo ou em branco representa 6%, e a parcela dos indecisos ou que preferiram não responder soma 4%.

Com 48,6%, Eduardo Paes se aproxima da vitória no primeiro turno no Rio, diz Paraná Pesquisas

Levantamento mostra ampla vantagem do ex-prefeito sobre Douglas Ruas e Anthony Garotinho; Paes também venceria com folga em cenários de segundo turno

      Eduardo Paes   (Crédito: Tomaz Silva / Agência Brasil)


Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança isolada da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, com 48,6% das intenções de voto, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31). Os dados indicam que o ex-prefeito da capital fluminense mantém uma vantagem de 37,5 pontos percentuais sobre os adversários mais próximos.

No cenário estimulado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), registra 11,1% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 11%. O levantamento aponta ainda que 10,4% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Embora permaneça com ampla dianteira, Paes oscilou negativamente em relação ao levantamento realizado no início do mês, quando tinha 50,7% das intenções de voto. A queda foi de 2,1 pontos percentuais. No mesmo período, Douglas Ruas passou de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%.

⦾ Paes amplia vantagem no segundo turno

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno e mostra que Eduardo Paes manteria ampla vantagem sobre os principais adversários.

Em um eventual confronto contra Douglas Ruas, o ex-prefeito alcança 60,1% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 24,3%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10,8%, e 4,8% dos entrevistados não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior, Paes recuou dois pontos percentuais, enquanto Ruas avançou 0,4 ponto.

Já em uma disputa contra Anthony Garotinho, o candidato do PSD aparece com 61,1% das intenções de voto, diante de 20,5% do ex-governador. Nesse cenário, 14,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4,3% não responderam.

⦾ Garotinho lidera rejeição

O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos ao governo fluminense. Anthony Garotinho é o nome com maior índice de rejeição entre os entrevistados, com 37,1%.

Na sequência aparecem o ex-governador Wilson Witzel (Democrata), com 24,2%, e Eduardo Paes, que registra 20,6% de rejeição.

⦾ Metodologia da pesquisa

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre terça-feira (28) e quinta-feira (30). O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-09303/2026.

Fonte: Brasil 247

Benedita e Crivella lideram corrida para o Senado no Rio de Janeiro, aponta Paraná Pesquisas

 Levantamento mostra petista com 29,8% e republicano com 25,4% na disputa senatorial, além de liderança folgada de Eduardo Paes na corrida ao governo estadual

      Benedita da Silva  (Crédito: Reprodução/PT)


A deputada federal e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT) aparece na liderança da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, registrando 29,8% das intenções de voto no cenário estimulado, informa o levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31).

Logo atrás da parlamentar petista está o deputado federal e ex-prefeito da capital fluminense Marcelo Crivella (Republicanos), que contabiliza 25,4% na preferência do eleitorado fluminense. Os dois políticos abrem margem na liderança do cenário testado pela pesquisa.

Na sequência das intenções de voto para o Senado, o deputado federal Pedro Paulo (PSD) marca 17,2%, seguido pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que soma 14,2%. O senador Carlos Portinho (PL) e o ex-deputado Waguinho (Republicanos) aparecem empatados com 9,2% das menções cada um.

Ala do TSE critica decisão do Itamaraty que protegeu as urnas de ataques dos EUA

 Integrantes da Corte Eleitoral veem falha diplomática em veto a emissários de Trump, enquanto diplomacia agiu para barrar ofensiva contra a democracia brasileira

Samuel Samson e Riley Barnes (Crédito: Divulgação/Departamento de Estado dos Estados Unidos)

Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que o governo do presidente Lula (PT) cometeu um equívoco diplomático ao negar vistos de entrada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, em uma decisão do Itamaraty que visou proteger a integridade do sistema eleitoral brasileiro contra tentativas externas de desestabilização, relata Malu Gaspar no jornal O Globo.

Ministros da Corte Eleitoral passaram a criticar reservadamente a medida da diplomacia brasileira. Três magistrados sustentam que a administração federal adotou uma solução “muito ruim diplomaticamente”, alegando que a decisão teria elevado a tensão nas relações entre Brasília e Washington a menos de três meses das eleições.

No entanto, a ação preventiva do governo federal ocorreu após a revelação feita pelo jornal The Washington Post de que os enviados vetados pelo Itamaraty — Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA — foram destacados pelo governo de Donald Trump com a missão de questionar publicamente a integridade das urnas eletrônicas brasileiras. Oficialmente, a comitiva norte-americana tentava se credenciar sob o pretexto de discutir “liberdade de expressão”.

“Eu não vou para debate para ouvir bobagem”: Lula faz balanço histórico, projeta futuro e rechaça qualquer privilégio ao filho

Em conversa de mais de duas horas com o apresentador Rogério Vilela, Lula criticou a perseguição da Lava Jato, rechaçou o extremismo e antecipou suas diretrizes para o próximo governo

Lula e Rogério Vilela   (Crédito: Ricardo Stuckert)


Em uma das entrevistas mais amplas e reveladoras dos últimos tempos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do podcast Inteligência Ltda. (#1894), comandado por Rogério Vilela. Durante mais de duas horas de bate-papo sem vetos ou pautas pré-combinadas, o chefe do Executivo percorreu toda a sua trajetória: da infância miserável no agreste pernambucano à liderança do maior partido de esquerda da América Latina, passando pela prisão em Curitiba, os triunfos econômicos e os desafios do governo.

Sem desviar de temas espinhosos, Lula entregou declarações de forte impacto político e eleitoral, impondo limites sobre sua participação em debates, tratando de investigações sobre familiares e analisando a disputa narrativa contra a extrema-direita e as interferências externas.

“Não vou para debate para ouvir bobagem”: A estratégia eleitoral e a crítica à baixaria

Um dos pontos mais expressivos da entrevista ocorreu quando o apresentador questionou a presença de Lula nos debates das próximas campanhas presidenciais. O presidente foi enfático ao declarar que não aceitará se submeter a espetáculos de agressão ou baixaria política destinados apenas a gerar engajamento em redes sociais.

Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou. Depois que já estiver tudo organizado, eu quero saber qual é o nível do debate. Se for para um debate que não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou? Para responder sacanagem? Fazer debate com cara que não tem compromisso com ninguém?”, declarou Lula.