O Paraná já implementou mais de 300 escolas no formato cívico-militar e planeja ampliar a rede em 2026. Foto: Divulgação
Um grupo de pelo menos nove meninas, com idades entre 11 e 13 anos, relatou à polícia que sofreu toques indevidos atribuídos a um monitor militar em uma escola cívico-militar localizada em Cornélio Procópio, no norte do Paraná. Os episódios teriam ocorrido ao longo de 2023, em momentos distintos, sempre dentro do ambiente escolar. Com informações da BBC Brasil.
As denúncias deram origem a um inquérito policial para apuração de estupro de vulnerável. O caso foi encaminhado à Justiça e passou a tramitar sob sigilo, condição que permanece até hoje. Por estar em fase recursal, o processo ainda não resultou em condenação, e as investigações seguem formalmente em andamento.
Em depoimentos prestados às autoridades, as estudantes afirmaram que os contatos físicos aconteciam durante conversas. Segundo os relatos, o monitor tocava partes do corpo das alunas quando “ia chamar a atenção ou conversar”. Uma das meninas declarou que ele “chegou a tocar em seu seio durante uma conversa, mas não consegue explicar se ele tocou ou olhou para ela de jeito sexual”.