quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Receita Federal desmascara Nikolas Ferreira e expõe fake news sobre Pix

Nikolas Ferreira no vídeo que espalhou fake news sobre o Pix. Foto: reprodução

A Receita Federal divulgou nota oficial nesta quarta-feira (14) para rebater um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais. Na gravação, o parlamentar afirma que o governo federal estaria monitorando transações via Pix com o objetivo de criar uma nova forma de tributação.

A Receita Federal afirmou que a informação divulgada no vídeo é falsa. O órgão disse que não existe qualquer imposto incidente sobre operações realizadas por meio do Pix e que não há previsão legal para a criação de tributação sobre transferências feitas pelo sistema.


A Receita explicou que a norma mencionada pelo deputado trata apenas do envio de informações por instituições financeiras, fintechs e plataformas de pagamento, nos mesmos moldes já exigidos de bancos tradicionais. De acordo com o órgão, a medida não cria monitoramento individualizado de cidadãos.

Em comunicado, a Receita ressaltou que “a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras” e que “não existe tributação do Pix nem monitoramento de transações para fins tributários”. O órgão afirmou que os dados recebidos seguem critérios técnicos e legais já existentes.


O órgão também alertou que informações falsas sobre o Pix costumam ser exploradas por criminosos. “Fake news geram pânico financeiro e facilitam golpes por redes sociais, telefone e WhatsApp”, informou a Receita.


Por fim, a Receita reforçou que não envia cobranças por Pix nem solicita pagamentos por mensagens. O órgão orientou que a população busque informações apenas em canais oficiais e evite compartilhar conteúdos não verificados sobre o funcionamento do sistema de pagamentos.

Fonte: DCM

Ana Castela posta vídeo de biquini, é elogiada por coreano e Zé Felipe faz VÍDEO enciumado


Ana Castela em vídeo publicado no Instagram. Foto: reprodução

A cantora Ana Castela, de 22 anos, recebeu uma cantada do influenciador coreano Sunghoon Jang, conhecido como Hooni, após postar uma foto de biquíni. “Issoooo! Que linda solteira, Ana”, comentou Jang, com emoji de olhos esbugalhados. A atitude chamou a atenção do ex-namorado de Ana, o sertanejo Zé Felipe, que reagiu com ciúmes em suas redes.

Indignado, Zé disparou: “É o coreano dando em cima, o coreano dando o bote. Vai para lá, coreano safado, vagabundo”. Ele ainda brincou sobre a situação: “E eu na convicção de que o Jack era tudo cantor. Aí tem Jack coreano… Eu nunca tinha visto, não”. O termo “jack” é uma gíria sertaneja para “atacante” ou paquera.

Hooni respondeu ao sertanejo de forma descontraída: “Desculpa, Zé mas eu ainda sou seu fã! Na verdade, virei ainda mais fã”. Internautas se divertiram com a troca, com alguns barrando a investida do coreano. A cantora Ana Castela, que terminou o relacionamento com Zé Felipe recentemente, não se manifestou publicamente sobre o episódio.

Fonte: DCM

Questionamento sobre pesquisas com viés à direita irrita CEO da Quaest e gera treta no X

     Felipe Nunes, CEO da Quaest


Dawisson Belém Lopes, professor de Política Internacional e Comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), incomodou Felipe Nunes, da Quaest, com um questionamento quase inocente do X.

“O divertido dessas pesquisas de intenção de voto que vivem testando novos nomes: só pode ‘terceira via’ pela direita. O pollster veste uma viseira que tapa o olho esquerdo”, escreveu. “Pollster” é instituto de pesquisas em português.

“Não é verdade esse tweet… esses nomes testados tem partido e já enviaram cartas formais ao instituto avisando que serão candidatos. Segundo a regra do TSE, eles precisam estar nas pesquisas quando formalizam assim suas candidaturas. Nunca chegou nenhuma formalização, nem especulação, de nomes à esquerda. Quando acontecer, seguiremos a regra como manda o script”, rebateu Nunes.

“Perdão, Felipe, mas o que é inverídico no meu tweet? Que, à exceção do incumbente, pollsters não testam rotineiramente outros nomes à esquerda? Pois eu discordo de você de maneira frontal – e tenho toda a empiria do ciclo eleitoral ao meu lado. Basta recuperar todas as pesquisas desde janeiro de 2023 (as da Quaest inclusive). Em quantas ocasiões houve alguma preocupação com a testagem de diferentes nomes de esquerda ao pleito presidencial de 2026? Acho que você, sim, precisa se acautelar com o tipo de afirmação que acaba de fazer. É facilmente falseável”, devolveu Dawisson.




Felipe ficou mais destemperado: “Eu sou muito sensível e sempre serei à mentira digital, porque ela tem consequências. Espalhar Fake News é, inclusive, crime! Colocar em dúvida a idoneidade do meu trabalho a partir de uma mentira vai sempre gerar sensibilidade e reação. Ainda mais quando isso acontece a partir de uma pessoa que eu sempre respeitei, como é o seu caso. Estranho é achar que tudo pode só porque é no X…”

Dawisson resumiu a coisa: “Sobre o hábito (pouco ou nada problematizado) de só haver candidato de direita nas pesquisas de intenção de voto, contava o Marcos Coimbra que a candidatura de Fernando Collor de Mello, em 1989, nasceu como subproduto de testes despretensiosos conduzidos por seu instituto, o Vox Populi. Na busca do presidenciável ideal para a direita naquele momento histórico, tentou-se incluir nas pesquisas todo tipo de perfil. Até que se encontrou a opção promissora. Seguiu-se ao ato de criação do monstro de proveta uma intensa operação mediático-empresarial para sustentar o ‘caçador de marajás’. Moral da história: não há lugar para ingenuidade nesse terreno.”

Fonte: DCM

Banco Central determina liquidação extrajudicial de corretora de câmbio

Medida atinge instituição de pequeno porte após constatação de graves irregularidades e deterioração financeira

Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Reuters/Adriano Machado)

O Banco Central decidiu decretar a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora de Câmbio Ltda., instituição com sede na cidade de São Paulo, em decisão anunciada nesta quinta-feira (15). A medida foi adotada após a constatação de problemas relevantes na situação econômico-financeira da empresa, além do descumprimento de normas que regulam o funcionamento das instituições do Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com nota oficial divulgada pelo Banco Central, a corretora estava enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, destinado a instituições de menor porte e baixo impacto sistêmico. Em 2025, a Advanced ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio da autoridade monetária, com participação de 0,081% no volume financeiro total e 0,14% na quantidade de operações de câmbio registradas no período.

A decisão de liquidação extrajudicial, segundo o Banco Central, foi motivada pelo comprometimento da saúde financeira da corretora e por violações consideradas graves às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Esse tipo de intervenção tem como objetivo preservar a estabilidade do sistema e proteger os interesses de clientes e credores.

Ainda conforme a autoridade monetária, o processo de apuração das responsabilidades seguirá em andamento. O Banco Central informou que continuará adotando todas as medidas cabíveis dentro de suas competências legais, o que pode resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações às autoridades competentes, conforme previsto na legislação vigente.

Nos termos da lei que regula a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Advanced Corretora de Câmbio ficam indisponíveis a partir da decretação da medida, como forma de resguardar eventuais responsabilidades decorrentes das irregularidades identificadas.

Fonte: Brasil 247

Entenda o papel da Reag no caso do Banco Master

Banco Central determinou nesta quinta-feira a liquidação da corretora

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da gestora de recursos Reag, medida que marca um novo capítulo nas investigações sobre o esquema financeiro que envolve o Banco Master. A decisão da autoridade monetária amplia o cerco a estruturas de fundos que, segundo apurações, teriam sido usadas para simular rentabilidade e sustentar operações de crédito sem lastro real, explica o jornal O Globo.

A Reag aparece como peça central no caso a partir de documentos do Ministério Público Federal (MPF), do Banco Central e de investigações da Polícia Federal. As apurações indicam que o Banco Master concedia empréstimos a empresas que não efetuavam o pagamento das parcelas, criando receitas apenas no papel. Em poucos minutos, quase a totalidade desses valores era transferida para fundos administrados pela Reag, que registravam ganhos considerados irreais pelas autoridades.

Segundo a investigação, ao final do circuito financeiro, os recursos retornavam ao próprio Banco Master na forma de aplicações, fechando um fluxo que levantou suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais. Esse mecanismo está no centro da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que tem como um de seus alvos João Carlos Mansur, fundador da Reag.

Documentos do MPF apontam que os contratos de crédito tinham prazos de carência prorrogados às vésperas do início dos pagamentos. Na prática, conforme o inquérito, “não houve efetivo pagamento de juros nem amortizações”. O mapeamento desse fluxo de recursos foi feito pelo Banco Central, que passou a questionar a solidez dos fundos envolvidos e a forma como as operações eram acompanhadas.

Em julho de 2024, a área de supervisão do BC solicitou ao Banco Master a comprovação de que um dos fundos que recebeu recursos dos empréstimos teria saldo suficiente para suportar eventuais resgates. Também foram exigidos controles para monitorar a evolução dos projetos financiados e o acompanhamento dos valores já liberados. Em resposta, o banco afirmou que esses esclarecimentos deveriam ser prestados pela Reag, administradora dos fundos.

Esse posicionamento chamou a atenção dos técnicos do Banco Central por evidenciar a “falta de adequado acompanhamento das operações estruturadas”. Em correspondência enviada à autoridade monetária, a Reag informou que os ativos dos fundos abastecidos com recursos do Master eram, em sua maior parte, papéis do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), considerados de baixo valor pelo mercado. A gestora afirmou ainda garantir liquidez de até R$ 1 bilhão por mês para resgates, se necessário, por meio de outro fundo, o Gold Style.

A análise do Banco Central, contudo, apontou inconsistências adicionais. Além da baixa qualidade dos papéis do Besc, foi identificado que não havia ativos líquidos suficientes na carteira do fundo Gold Style para sustentar os resgates prometidos. Para o BC, essas constatações evidenciam “o não atendimento de preceitos para o gerenciamento do risco de crédito das operações estruturadas”, com descumprimento da legislação, contexto que antecede a decretação da liquidação extrajudicial da Reag.

Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contestou as conclusões das investigações. Em nota, afirmou que as acusações “não correspondem aos fatos” e declarou que “o Banco Master era submetido a auditorias independentes, supervisão permanente e a rotinas de fiscalização contínua”. Segundo a defesa, a instituição segue colaborando com as autoridades e confia que o avanço das apurações afastará “premissas que não possuem sustentação técnica ou documental”. A Reag não se manifestou.

Um documento do Banco Central enviado ao MPF reforça que as operações entre o Master e a Reag envolveram uma “reavaliação indevida de ativos, que permitiu aos fundos de investimento auferir rentabilidade extraordinária”. O caso considerado mais ilustrativo é o empréstimo de R$ 459 milhões concedido pelo banco à Brain Realty Consultoria e Participações Imobiliárias, dirigida por uma ex-funcionária da Reag.

Logo após o recebimento dos recursos, cerca de R$ 450 milhões foram transferidos para o Fundo Brain Cash, criado pela Reag apenas 20 dias antes, com patrimônio inicial de R$ 15 mil. Em uma hora e meia, o montante foi repassado ao Fundo D Mais, também ligado à gestora e detentor de papéis do Besc. Três minutos depois, o Fundo D Mais transferiu R$ 450 milhões ao FIDC High Tower para liquidar parte da aquisição desses ativos.

Segundo a investigação, o FIDC High Tower reavaliou os papéis de baixa liquidez para R$ 10,8 bilhões, registrando uma rentabilidade de 10.502.205% em 2024. No mesmo período, para efeito de comparação, a maior criptomoeda do mundo teve retorno aproximado de 120% em dólar, enquanto o ouro se valorizou 61,6% em reais.

A Polícia Federal também apura a suspeita de que, após circularem por fundos administrados pela Reag, os recursos tenham retornado ao próprio Banco Master por meio da compra de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), principal instrumento de captação da instituição. Diante desses indícios, investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro e a João Carlos Mansur.

Além da Operação Compliance Zero, a Reag também entrou na mira da Operação Carbono Oculto, deflagrada em setembro do ano passado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao menos três fundos administrados pela gestora — Hans 95, Reag Growth e Anna FIC — constam na lista de investigados por realizarem repasses financeiros em curto espaço de tempo. A gestora nega irregularidades e afirma que a suposta associação “não consta de nenhum documento oficial, de nenhuma denúncia, relatório de análise ou manifestação das autoridades competentes”.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Criticada por "inércia", PF solicitou autorização para operação em outubro de 2025

Cronologia da Operação Compliance Zero indica que medidas cautelares foram solicitadas meses antes da crítica de Dias Toffoli

        Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), trouxe novos elementos sobre a investigação que envolve o Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro. As medidas cautelares cumpridas pela Polícia Federal contra o banqueiro, familiares e outros suspeitos já haviam sido solicitadas à Justiça em outubro de 2025, semanas antes da primeira fase da operação e da posterior liquidação da instituição pelo Banco Central, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A sequência dos fatos contrasta com críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que apontou “inércia” e “falta de empenho” da Polícia Federal no cumprimento das decisões judiciais relacionadas ao caso.

Segundo a apuração, os investigadores haviam requerido as cautelares ainda quando o inquérito tramitava na Justiça Federal de São Paulo. À época, a Polícia Federal atuava a pedido do Ministério Público Federal (MPF) para apurar se o empresário Nelson Tanure exercia controle oculto sobre o Banco Master. O pedido, no entanto, não foi analisado de imediato. Fontes relataram que o juiz responsável solicitou esclarecimentos adicionais antes de decidir, em razão da complexidade do caso.

Enquanto isso, outra frente da investigação avançava em Brasília, dando origem à primeira fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro. Nessa etapa, Daniel Vorcaro e quatro diretores do banco foram presos, e o Banco Central decretou a liquidação da instituição. O cenário mudou no início de dezembro, quando Dias Toffoli acolheu pedido da defesa de Vorcaro para que o processo fosse remetido ao STF, em razão da citação do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que possui foro por prerrogativa de função.

Na decisão que autorizou novas diligências, Toffoli afirmou que as medidas cautelares haviam sido solicitadas ao Supremo no dia 6 e autorizadas no dia seguinte, com prazo de 24 horas para cumprimento. O ministro justificou a determinação “diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”.

Em tom crítico, o magistrado escreveu: “Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”.

As declarações provocaram reação entre investigadores. De acordo com relatos feitos sob reserva, parte dos atrasos se deu porque um dos endereços dos alvos só foi confirmado na noite anterior à operação. Além disso, após o envio do inquérito ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República passou a se manifestar favoravelmente às cautelares já solicitadas meses antes.

Um dos investigadores explicou: “Depois que o ministro determinou que o inquérito subisse para o Supremo, a PGR se manifestou favorável às cautelares. Toffoli determinou que a operação fosse executada no dia 12, mas tínhamos levantamentos pendentes e ontem solicitamos uma retificação e uma nova busca contra o principal alvo. Com a decisão e os endereços confirmados, cumprimos a ordem do STF hoje”.

Toffoli também destacou o horário em que a Polícia Federal solicitou a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e mandados de busca e apreensão contra ele e Nelson Tanure. Segundo o ministro, o pedido foi protocolado às 19h13 da terça-feira (13), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República às 20h49.

Na petição enviada ao STF, a PF informou que Zettel viajaria para Dubai em um jato particular a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, apontando o embarque como uma “oportunidade única” para a “obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação” nos fatos investigados. Após a prisão preventiva, celulares e outros materiais foram apreendidos, e o empresário acabou liberado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Banco Central decreta liquidação da Reag em meio a suspeitas de fraudes

A medida foi adotada após a constatação de um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição

       Reag Investimentos (Foto: Divulgação)

O Banco Central decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da Reag, instituição financeira suspeita de envolvimento em irregularidades e possíveis fraudes em operações relacionadas ao Banco Master. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com o Banco Central, a medida foi adotada após a constatação de um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além do descumprimento de normas essenciais que regem o funcionamento das empresas integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em nota oficial, o Banco Central afirmou que “a decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”. Segundo o órgão, a permanência da Reag em funcionamento representava risco à regularidade do sistema e aos interesses de credores e clientes.

A Reag atuava no segmento S5 da regulação prudencial, que abrange instituições de pequeno porte e de baixa relevância sistêmica. Apesar disso, mantinha operações ativas no mercado de câmbio. Em 2025, a corretora ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% do volume financeiro total movimentado no país e 0,14% do número de operações realizadas.

O Banco Central informou ainda que as investigações seguem em andamento e que “todas as medidas cabíveis” continuarão sendo adotadas para apurar responsabilidades. Esse processo pode resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outras autoridades competentes, conforme prevê a legislação.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Reag tornam-se indisponíveis. A medida tem como objetivo preservar o patrimônio da instituição e garantir recursos para eventual ressarcimento de credores, dentro dos procedimentos legais aplicáveis.

A liquidação extrajudicial é um dos instrumentos mais severos à disposição do Banco Central e costuma ser aplicada quando há inviabilidade de recuperação da instituição ou indícios consistentes de irregularidades. O caso da Reag se soma a outros episódios recentes que reforçam a atuação do regulador no combate a práticas financeiras irregulares no país.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Hacker Walter Delgatti volta ao presídio de Tremembé para cumprir pena em regime semiaberto

Transferência ocorre após o STF autorizar a progressão do regime de cumprimento da condenação por invasão dos sistemas do CNJ

      Walter Delgatti (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, onde passará a cumprir sua pena em regime semiaberto. A mudança ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a progressão do regime de cumprimento da condenação. Segundo o G1, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou que Delgatti deu entrada na unidade prisional ainda nesta quarta-feira (14).

☆ Transferência confirmada pela SAP

Segundo a SAP, Delgatti retornou à Penitenciária II "Dr. José Augusto Salgado", conhecida nacionalmente como o presídio de Tremembé. O local é frequentemente associado à custódia de presos de grande repercussão pública. O hacker está preso há quase três anos. Ele havia sido transferido para a mesma unidade em fevereiro do ano passado, mas, em dezembro, ainda sob regime fechado, foi encaminhado para a Penitenciária 2 de Potim, também localizada no Vale do Paraíba.

☆ Decisão do STF autoriza progressão de regime

A autorização para o cumprimento da pena em regime semiaberto foi concedida na última segunda-feira (12) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Com a decisão, Delgatti passou a ter direito à transferência para uma unidade compatível com o novo regime.

☆ Condenação por invasão ao sistema do CNJ

Walter Delgatti Neto foi condenado pelo STF a oito anos e três meses de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a ação ocorreu em janeiro de 2023.

Segundo a PGR, a invasão teve como objetivo comprometer a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos sobre o resultado das eleições de 2022. Entre os documentos inseridos ilegalmente no sistema estava uma falsa ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, com assinatura forjada.

☆ Outras condenações e processos judiciais

Antes da condenação relacionada ao CNJ, Delgatti já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas ligadas à antiga Operação Lava Jato. O caso foi investigado no âmbito da Operação Spoofing.

Nesse processo, o hacker responde em liberdade, já que ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília. A defesa de Delgatti foi procurada para comentar a nova transferência para Tremembé, mas não se manifestou até o momento.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Treta na direita: Michelle parte para cima de Allan dos Santos e o chama de Lúcifer

A ex-primeira-dama foi criticada pelo influenciador após compartilhar nas redes um vídeo com o governador Tarcísio de Freitas

Michelle Bolsonaro e Allan dos Santos (Foto: Isac Nóbrega/PR | Reprodução)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quarta-feira (14), na rede social X, um duro texto contra o influenciador bolsonarista Allan dos Santos.

A esposa de Jair Bolsonaro (PL) compartilhou, nos stories do Instagram, um vídeo em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), critica a política econômica do governo do presidente Lula (PT).

Após receber críticas do influenciador, a ex-primeira-dama associou Allan dos Santos a “Lúcifer”, palavra que em latim significa “portador da luz” ou "aquele que traz a luz", mas que ganhou uma conotação religiosa negativa ao ser associada ao “diabo” ou“satanás”.

O influenciador demonstrou insatisfação com a curtida da ex-primeira-dama no Instagram. “A mulher de Tarcísio deixou escapar, ‘sem querer’, que o plano dela e do marido é a faixa presidencial. Sabe quem curtiu o comentário? A mesma pessoa que publicou o vídeo nos Stories do Instagram”, escreveu Allan dos Santos.

A ex-primeira-dama rebateu. "Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais", afirmou.

"Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer 'levar a luz' para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz", acrescentou Michelle.


 


Veja a íntegra do post publicado pela ex-primeira-dama:

Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais.

Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer "levar a luz" para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz.

Esse tal de Allan não sabe o que eu e o meu marido conversamos, ignora os nossos planos de vida e tampouco me conhece, mas se apressa em me julgar e a outras pessoas como se seus achismos fossem verdade.

Eu estou no PL Mulher e viajo a pedido do meu marido para manter o legado dele vivo por onde passo; para denunciar o que fazem contra ele e para manter o povo com esperança. Tudo à pedido dele!

Mas, pessoas amargas como esse ser, apressam-se em julgar, em apontar (como ele diz) o que ele ACHA que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco de ventríloquo.

Exerço a liberdade que ele diz defender, mas que - na prática - ele só quer que valha pra ele.

Ontem, assim como faço com várias pessoas que postam conteúdos relevantes, repostei um vídeo contendo uma mensagem sobre economia com a qual eu concordo totalmente e que foi publicada pelo governador Tarcísio. O vídeo trata de assunto relevante para o povo e não há como discordar daquilo que é falado.

Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!

Novamente: esse tal de Allan não sabe o que eu e meu marido conversamos, não vive a nossa intimidade, não imagina o que estamos passando e, portanto, tudo o que ele fala sobre nós, não passa de bravata, achismos e maledicências (na maioria das vezes, servindo como boneco de ventríloquo de canalhas) e, portanto, não merece a credibilidade das pessoas de direita.

Esse tal de Allan, em sua contumaz maledicência e, novamente, servindo de ventríloquo, buscou logo usar esse fato para tentar "se limpar" dos ataques injustos que fez contra mim. Repito, ataques injustos contra uma esposa que está ao lado de seu marido e, quando precisa (fisicamente) se afastar, o faz porque está atendendo aos pedidos dele!

Por último, esse homem descarrega o seu achismo a respeito de uma curtida que fiz no comentário de minha amiga pessoal, a esposa do governador Tarcísio. Não interpretei o seu comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se ela estivesse dizendo ao marido que o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante... e todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro.

Continuo orando por ele e por sua família, porque a esposa e os filhos dele não merecem o que tiveram que passar devido à perseguição implacável de um sistema injusto. Mas isso não dá o direito a ele de fazer comigo essas injustiças, porque eu também sou uma esposa que ama o marido e, junto com ele estamos enfrentando uma perseguição implacável.

Fonte: Brasil 247

Após críticas de Malafaia, Damares divulga lista de igrejas citadas na CPMI do INSS

Em nota, senadora rebate Silas Malafaia e diz que pedidos aprovados na comissão se baseiam em documentos oficiais

       Damares Alves (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação ou de transferência de sigilo aprovados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A manifestação ocorreu após o pastor Silas Malafaia anunciar que faria um desafio público à parlamentar, cobrando explicações sobre declarações que associaram grandes igrejas e pastores a fraudes contra aposentados.

Em nota publicada em seu perfil no Instagram, Damares afirmou ser a autora do requerimento que levou à criação da CPMI do INSS, instalada em 2025, e disse atuar como membro titular da comissão desde o início dos trabalhos. Segundo a senadora, as informações citadas por ela em entrevista ao SBT News, no último domingo, são públicas e constam em documentos oficiais analisados e aprovados pelos integrantes da comissão.

"As informações mencionadas são públicas e constam em requerimentos apresentados e aprovados pela Comissão, amplamente divulgados e acessíveis à sociedade", escreveu a parlamentar.

⊛ Lista de igrejas

Na publicação, Damares listou requerimentos apresentados ao longo das investigações, que, segundo ela, se baseiam em indícios identificados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira e dados da Receita Federal. Entre os pedidos citados estão transferências de sigilo envolvendo a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church, conhecido como SeteChurch, e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.

A senadora também mencionou requerimentos de convocação ou convite para depoimento de líderes religiosos, como André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes, além de pedidos de quebra de sigilo relacionados a Valadão.

Damares afirmou ainda que a possível participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa "profundo desconforto e tristeza", mas ressaltou que a CPMI tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental.



⊛ Reação aos ataques de Malafaia

A manifestação da senadora ocorreu após Malafaia anunciar que publicaria um vídeo para confrontá-la. O pastor reagiu às declarações em que Damares afirmou que a comissão identificou grandes igrejas e grandes pastores envolvidos em fraudes no sistema previdenciário, além de relatar pressões para que as investigações não avançassem.

A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de descontos e empréstimos consignados irregulares aplicados contra aposentados e pensionistas. De acordo com a comissão, milhares de documentos já foram analisados, e há pedidos em andamento para a suspensão de milhões de contratos considerados suspeitos. O encerramento dos trabalhos está previsto para março, com possibilidade de prorrogação.

⊛ Pastor critica nota de Damares

Após a divulgação da nota de esclarecimento, Malafaia voltou a se manifestar nas redes sociais e acusou a senadora de generalizar acusações. Em nova postagem, afirmou que Damares teria feito acusações infundadas ao utilizar expressões como "grandes igrejas" e "líderes renomados" sem citar nomes específicos na entrevista que motivou a reação.

Segundo o pastor, a lista divulgada inclui apenas um líder de maior projeção nacional, já citado anteriormente pela imprensa, e igrejas que, em sua avaliação, não se enquadram como grandes denominações. "A acusação foi leviana e denigre de maneira geral a Igreja Evangélica", escreveu. Malafaia também publicou um vídeo sobre o caso, mantendo o tom crítico em relação à senadora.

Fonte: Brasil 247

Quaest: 58% dos brasileiros temem que Trump faça no Brasil o que fez na Venezuela

Operação militar dos EUA no início do ano bombardeou e invadiu o país sul-americano para sequestrar Nicolás Maduro

      Nicolás Maduro (Foto: Reuters/Adam Gray)

A maioria dos brasileiros demonstra apreensão diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem medidas contra o Brasil semelhantes às aplicadas recentemente na Venezuela. O temor ganhou força após a ofensiva militar determinada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país sul-americano, episódio que reacendeu o debate sobre soberania, direito internacional e o papel do governo brasileiro no cenário global.

Segundo levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado pela Folha de São Paulo, 58% dos entrevistados afirmaram temer que Washington possa agir de forma parecida em relação ao Brasil. A pesquisa analisou a percepção da população sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e também sobre a resposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao episódio.

O ataque ordenado por Donald Trump resultou em bombardeios sobre Caracas e no sequestro de Nicolás Maduro, fato que gerou forte repercussão internacional. Diante do cenário, a pesquisa também buscou identificar qual deveria ser a postura brasileira frente ao embate entre Washington e Caracas. Para 66% dos entrevistados, o Brasil deve manter neutralidade. Outros 18% defendem apoio à ação norte-americana, enquanto 10% avaliam que o país deveria se opor diretamente.

Horas após os ataques, o presidente Lula se manifestou publicamente contra a operação militar. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a incursão ultrapassou uma “linha inaceitável” e alertou para os riscos da violação do direito internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, representa o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, em que a lei do mais forte prevalece”, escreveu o presidente. Em outra mensagem, reforçou: “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”.

Dias depois, o governo brasileiro endureceu o discurso. Durante reunião do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o representante do Brasil, Benoni Belli, afirmou que Nicolás Maduro havia sido “sequestrado”, termo que elevou o tom crítico da diplomacia brasileira em relação à ação dos Estados Unidos.

A pesquisa, realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, após as manifestações do governo brasileiro, também avaliou a opinião da população sobre a postura adotada por Lula. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi considerada errada. Já 37% avaliaram a atitude como correta, enquanto 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os dados revelam forte diferença de percepção conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como de esquerda não alinhada ao lulismo, 72% consideraram correta a postura do presidente, contra 23% que a classificaram como errada. Já no grupo que se declara de direita não bolsonarista, 82% avaliaram negativamente a reação do governo, enquanto apenas 11% a aprovaram.

O impacto eleitoral do episódio também foi medido. Para 24% dos entrevistados, a posição de Lula diante da crise pode influenciar o voto nas eleições deste ano. Desses, 17% afirmaram que o episódio aumenta a preferência pela oposição, enquanto 7% disseram que fortalece o apoio ao presidente. A maioria, 71%, declarou que o tema não interfere em sua decisão eleitoral.

O levantamento mostrou ainda que 24% da amostra disseram não ter conhecimento da notícia sobre a prisão de Nicolás Maduro. Entre os que opinaram, 46% afirmaram apoiar a ação militar norte-americana, enquanto 39% disseram desaprová-la. Ao serem questionados sobre a legitimidade de interferir em outro país para prender um líder acusado de autoritarismo, 50% consideraram a prática aceitável, contra 41% que a julgaram inaceitável.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo