segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Renan Santos descarta fraude na reeleição de Lula e diz que PT fez campanha “colossal”

 Ex-candidato do Missão afirma que o antibolsonarismo superou o antipetismo e critica acusações sem provas sobre o sistema eleitoral

Renan Santos - Crédito: Gilberto Cardoso/ Agência CNM

O antibolsonarismo se consolidou como uma força política superior ao antipetismo nas urnas brasileiras, ao mesmo tempo em que o processo eleitoral transcorreu de forma plenamente legítima. A análise foi feita pelo ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), em declarações publicadas em suas redes sociais após a confirmação da vitória de Lula (PT).

Ao abordar a vitória do presidente sobre Flávio Bolsonaro (PL), Santos rechaçou categoricamente qualquer suspeita sobre as urnas e ressaltou o empenho das duas maiores forças do país. “Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi”, afirmou.

Lula aposta em aliança com Alcolumbre e Motta para segurar oposição no Congresso

 Articulação busca garantir a recondução dos líderes para manter o canal de diálogo com o Legislativo

Lula entre Davi Alcolumbre e Hugo Motta - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foca na relação de proximidade com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), como principal estratégia para refrear a oposição no Parlamento e assegurar a votação dos projetos governistas no próximo mandato, informa o jornal O Globo.

A avaliação do Planalto ocorre após o avanço do PL nas duas Casas legislativas no pleito recente. Diante do cenário de minoria da esquerda, Lula abordou a composição do Congresso em seu discurso pós-eleição: “já tem gente falando ‘o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está mais conservador’. Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse.

Lula vence em 12 capitais e Flávio Bolsonaro em 14; veja os resultados

 Presidente conquista vitórias em São Paulo e no Rio de Janeiro e domina capitais do Nordeste

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato, venceu em 12 das 26 capitais estaduais brasileiras no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em 14 capitais. Lula conquistou vitórias importantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais municipais do país, além de ampliar sua vantagem em cidades do Nordeste.

A distribuição dos votos nas capitais mostrou diferenças regionais expressivas, com o presidente concentrando suas maiores vantagens no Nordeste, enquanto o senador obteve seus melhores desempenhos no Centro-Oeste e em parte do Norte e do Sul.

Um dos resultados mais significativos ocorreu no Rio de Janeiro, onde Lula conquistou 51,54% dos votos válidos no segundo turno. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia liderado a disputa na capital fluminense, com 47,88% dos votos, o que torna a vitória do presidente uma das mudanças mais relevantes entre as duas etapas da eleição.

Em São Paulo, Lula também ampliou sua votação. Depois de terminar o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro, com 46,58% contra 42,13%, o presidente alcançou 55,50% dos votos válidos no segundo turno, consolidando sua vantagem na maior cidade brasileira.

Outra mudança ocorreu em Macapá, no Amapá. A capital, localizada em uma região onde Flávio Bolsonaro havia demonstrado força no primeiro turno, deu 50,99% dos votos válidos a Lula na votação decisiva.

Urnas contabilizaram apenas 5 mil votos após as 17h, diz analista; vantagem de Lula sobre Flávio foi de mais de 4 milhões

 Levantamento do engenheiro Apolinário Passos prova que extensão do horário não alterou o resultado da eleição

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

A margem de vitória obtida pelo presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) superou expressivamente qualquer eventual impacto decorrente da extensão do prazo de votação no último domingo (25), segundo análise do engenheiro de aprendizado de máquina Apolinário Passos publicada em seu perfil no Instagram nesta segunda-feira (26).

O prolongamento do pleito por duas horas adicionais para o depósito dos sufrágios foi alvo de questionamentos por parte de setores bolsonaristas, que alegaram que a mudança teria determinado o resultado final das eleições. Contudo, Passos realizou um levantamento técnico detalhado a partir dos dados do pleito e descartou de forma peremptória essa hipótese.

O especialista demonstrou que o volume de votos registrados no intervalo estendido é matematicamente irrelevante diante da diferença total entre os candidatos. “Eu já fiz uma análise aqui e os votos computados entre 17h e 19h das urnas que foram estendidas foram só 5 mil. Não teve nenhuma chance de afetar o pleito eleitoral. O código está aberto no Github para qualquer pessoa poder reproduzir essa análise”, publicou Passos.

O choro de Flávio Bolsonaro que viralizou nas redes


       Flávio Bolsonaro chorando. Foto: reprodução

Após o resultado das eleições, que deu a vitória a Lula (PT), um vídeo de Flávio Bolsonaro (PL) chorando ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, viralizou nas redes sociais. Apesar de se encaixar no contexto, a gravação não foi feita no domingo (25).

Na gravação, é possível notar que Flávio reage a uma peça publicitária de sua campanha. Na única aparição pública do senador, ele se mostrou exaltado para anunciar que não aceitará o resultado das eleições.

O clima no quartel-general da campanha do senador minguou com a virada de Lula na apuração do segundo turno. Uma foto de dentro do QG, que também viralizou, registrou a expressão de desânimo do grupo da extrema-direita antes mesmo da confirmação da vitória do petista, que segue para um quarto mandato.


Entre as lideranças que acompanharam o senador durante a apuração estavam Guilherme Derrite (PL-SP), Pablo Marçal, Nikolas Ferreira (PL-MG), André Fernandes (PL-CE), Ricardo Nunes (MDB-SP) e outros bolsonaristas da linha de frente.

A imagem chegou a gerar comparações com a do QG de Aécio Neves (PSDB) em 2014, após a derrota para Dilma Rousseff (PT). Eleitores aproveitaram o registro para criar memes, com personagens de roupas de presidiários, em um presságio para 2027.

TSE rebate fake news de Flávio Bolsonaro e nega expulsão de fiscais do PL de sala-cofre

 Tribunal afirma que acusação do candidato derrotado é falsa e diz que registros de presença e filmagens comprovam o acesso dos representantes do partido às áreas autorizadas

Flávio Bolsonaro não reconhece sua derrota - Crédito: Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu uma acusação feita por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, de que fiscais de seu partido teriam sido expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Segundo o tribunal, a declaração não corresponde aos fatos e os representantes do PL tiveram acesso aos espaços destinados à fiscalização. As informações são do jornal O Globo.

Em nota oficial, o TSE contestou diretamente a versão apresentada por Flávio Bolsonaro após a divulgação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A afirmação é falsa”, declarou o tribunal.

Flávio havia levantado suspeitas sobre o processo de apuração ao afirmar que representantes de seu partido foram retirados da sala-cofre. “Outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”, disse o candidato derrotado.

Filho de Trump ameaça Lula e compartilha publicação que o chama de próximo Maduro

 Donald Trump Jr. compartilha acusações falsas sobre fraude eleitoral no Brasil

       Donald Trump Jr.  - Crédito: Reuters

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou uma publicação nas redes sociais que questiona a legitimidade da eleição presidencial brasileira e compara o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao líder venezuelano Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu no domingo (25), após a vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.

O filho do presidente americano repercutiu declarações de De Luca, que classificou o processo eleitoral brasileiro como uma suposta “manipulação descarada” e colocou em dúvida o reconhecimento internacional do resultado. As acusações foram feitas sem que fossem apresentadas provas de irregularidades na votação.

Na publicação compartilhada por Trump Jr., De Luca afirmou que a comunidade internacional não reconhecerá a eleição brasileira como livre e sugeriu que Lula estaria seguindo o caminho do dirigente venezuelano.

“A desesperança chegou a um ponto em que hoje é o dia em que a máscara cai completamente e Lula se torna o próximo Nicolás Maduro? Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja o caso”, escreveu De Luca.

Flávio Bolsonaro ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos e está na mira da PF

 Sem foro privilegiado a partir de 2027, senador do PL terá de responder a dois inquéritos do STF sobre repasses suspeitos e lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Brian Snyder

O desfecho da eleição presidencial vencida pelo presidente Lula (PT) reservou um cenário inédito na carreira política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A partir de fevereiro de 2027, quando a nova legislatura assume as cadeiras no Senado Federal, o parlamentar perderá o mandato e o foro privilegiado, ficando sem um cargo público pela primeira vez em 24 anos.

A trajetória do filho de Jair Bolsonaro (PL) na política fluminense começou em 2003, ocasião em que assumiu a função de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A perda da imunidade parlamentar, marcada para o dia 31 de janeiro de 2027, ocorre justamente em meio ao avanço de duas investigações conduzidas pela Polícia Federal e que tramitam sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, um dos inquéritos foca em um esquema de proporções bilionárias envolvendo lavagem de capitais, remessa ilegal de divisas e ocultação de patrimônio. A apuração concentra atenção no advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do senador. A PF desconfia de uma eventual sociedade dissimulada entre ambos — alegação rechaçada pelos dois —, além de apontar o parlamentar como “usuário master” de uma conta bancária mantida por uma das empresas de Tomaz.