quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Gilmar acusa Mendonça de agir como “pixuleco eleitoral” e compara método à Lava Jato


           Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), detonou André Mendonça nesta quinta-feira (17) e acusou o colega de usar a exposição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para obter dividendos políticos. Em texto publicado no X, Gilmar comparou a atuação do relator do caso Master às práticas adotadas durante a Lava Jato e chamou Mendonça de “pixuleco eleitoral”.

O ponto central da manifestação é a divulgação de conversas envolvendo Gonet. Para Gilmar, o procurador-geral teve sua reputação atingida mesmo sem haver, segundo ele, qualquer indício de ilegalidade em sua conduta. “Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário”, escreveu.

A crítica se refere à sessão de terça-feira (15), quando Gonet se manifestou no plenário e Mendonça afirmou não haver acusação de prática criminosa contra o chefe da Procuradoria-Geral da República. Gilmar questiona justamente por que as mensagens foram expostas se, posteriormente, o próprio relator reconheceu a inexistência de ilícito atribuído ao procurador-geral.

“Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”, escreveu nesta quinta, ressaltando as críticas de terça.

Mistério no Paraná: Vigilante desaparecido é achado morto em chaminé de churrascaria

 A princípio, funcionários acreditaram que o cheiro pudesse ser provocado por algum animal morto

pela Polícia Civil, que identificou indícios de morte por asfixia O corpo do vigilante Paulo Rogério Lopes Farezin Júnior, de 27 anos, que estava desaparecido desde 1º de setembro, foi encontrado dentro da chaminé
Crédito: Reprodução

O corpo do vigilante Paulo Rogério Lopes Farezin Júnior, de 27 anos, que estava desaparecido desde 1º de setembro, foi encontrado dentro da chaminé de uma churrasqueira em uma residência de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil do Paraná identificou indícios de morte por asfixia, mas aguarda os exames periciais para determinar a causa e esclarecer como o homem foi parar no local.

Segundo informações publicadas pelo UOL, o corpo foi localizado na segunda-feira (14), depois que uma funcionária do imóvel, situado no bairro Vila Brasília, percebeu um forte odor vindo da área da churrasqueira. A ocorrência mobilizou a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros.

A princípio, funcionários acreditaram que o cheiro pudesse ser provocado por algum animal morto. Um homem decidiu verificar a churrasqueira e avistou os pés de uma pessoa dentro da estrutura. O vigilante patrimonial da residência então comunicou o caso às autoridades.

Paulo estava em avançado estado de decomposição. Segundo relato do supervisor Gelenski ao Balanço Geral, da Ric Record, uma perita estimou que a vítima estivesse dentro da chaminé havia aproximadamente dez dias.

Lula lembra que Ibaneis Rocha quebrou o BRB, critica Celina Leão e reforça apoio a Leandro Grass no DF

 Presidente responsabilizou o ex-governador pela crise no banco público de Brasília, rejeitou socorro para cobrir o rombo e entrou em confronto com Celina Leão durante comício em Ceilândia

                   Lula durante comício em Ceilândia - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pela crise financeira do Banco de Brasília (BRB) e reforçou seu apoio à candidatura de Leandro Grass (PT) ao Palácio do Buriti. As declarações foram feitas durante comício realizado nesta quarta-feira (16), em Ceilândia. As informações são da jornalista Ana Maria Campos, em sua coluna no Correio Braziliense.

No discurso, Lula associou diretamente os problemas enfrentados pelo banco público às operações realizadas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Segundo o presidente, a responsabilidade pela situação do BRB está na administração anterior do Distrito Federal.

Quem quebrou o BRB foi a ligação do Ibaneis com Vorcaro, do Banco Master. O BRB comprou títulos que não existiam: R$ 12 bilhões”, afirmou Lula.

PF trava novas diligências dos casos Master e INSS diante da crise no STF

 Indefinição sobre a relatoria paralisa apurações e gera incertezas jurídicas sobre a condução dos processos na Corte

André Mendonça - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal passou a adotar uma postura de extrema cautela e desacelerou o ritmo das investigações relativas ao caso do Banco Master e ao esquema de irregularidades no INSS diante do impasse institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), desencadeado após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinar o envio de todos os processos à Presidência do tribunal, segundo reportagem do jornal O Globo.

Operação Overclean: PF investiga contratos de R$ 80 milhões na Educação em BH

 Ação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em seis estados para apurar crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa

    Viatura da Polícia Federal  - Crédito: Aquiles Lins

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), uma operação para investigar suspeitas de direcionamento na contratação de serviços e no fornecimento de materiais didáticos para a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, informa o Metrópoles.

A ação integra a 10ª fase da Operação Overclean. Ao todo, os agentes cumprem 24 mandados de busca e apreensão expedidos para endereços localizados em seis estados: Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

O foco central do inquérito apura irregularidades em ao menos três contratos celebrados entre os anos de 2024 e 2025, cujos valores somados ultrapassam a cifra de R$ 80 milhões. Além desses acordos já identificados, outros procedimentos de contratação conduzidos pela pasta municipal também estão sob análise minuciosa da corporação.

Senado registra 11 novos pedidos de impeachment contra Moraes em uma semana


                 Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

O Senado registrou 11 novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em apenas uma semana. A inclusão ocorreu entre 9 e 16 de setembro, durante a análise no Supremo de um pedido de investigação relacionado ao Caso Master. Com informações do Igor Gadelha, no Metrópoles.

Os requerimentos chegaram à Casa entre 31 de agosto e 10 de setembro, mas entraram no sistema do Senado somente no intervalo mais recente. Os pedidos se somam às representações já apresentadas contra o magistrado.

A maior parte das novas petições partiu de cidadãos sem vínculo político informado. Os autores pedem que o Senado examine a possibilidade de afastamento de Moraes do cargo.

Um dos requerimentos foi protocolado por Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República. Ele também apresentou um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF.

Ex-vereador bolsonarista de SP é alvo de operação por ligação com o PCC


       Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP. Foto: reprodução

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu quatro vezes a Câmara Municipal de São Paulo, é alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A investigação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

As autoridades cumprem 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na terceira fase do caso. A etapa atual mira o controle financeiro e operacional que a facção teria exercido sobre empresas de ônibus da cidade. Bolsonarista, Leite atuou como aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na capital e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Os investigadores apontam indícios de fraudes sistemáticas em licitações envolvendo 12 empresas de transporte. A apuração busca identificar como o grupo teria atuado para influenciar a operação dessas companhias.

Outra frente da operação investiga a chamada “sintonia dos gravatas”, descrita como um núcleo de advogados que atuaria diretamente em crimes e na legitimação de interesses da organização criminosa.

Lula tem 44,1% e Flávio Bolsonaro 41,7% no 1º turno, aponta AtlasIntel


      Reprodução de transmissão da TV Globo. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44,1% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcança 41,7%, aponta pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17). A diferença entre os dois é de 2,4 pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro cresceu cinco pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Lula avançou um ponto percentual no mesmo período.

A pesquisa ouviu 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026. No cenário de primeiro turno, Renan Santos (Missão) soma 5,1% e Augusto Cury (Avante), 3,5%.