quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Oito assessores de Moro doaram R$ 65 mil para a campanha no mesmo dia

 Campanha diz que não houve repasse em dinheiro e que valores se referem a trabalho voluntário de servidores em horários livres

Sergio Moro - Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que oito dos nove assessores do escritório político do senador Sergio Moro (PL) em Curitiba aparecem como doadores de sua campanha ao governo do Paraná, com contribuições que somam R$ 65 mil. Os registros chamam a atenção porque foram feitos na mesma data, 17 de outubro, e com valores próximos entre si. As informações foram publicadas pelo jornal Plural.

As doações são legais, mas a concentração dos repasses no mesmo dia levou a campanha de Moro a se manifestar. Em nota, a assessoria afirmou que os servidores não fizeram doações em dinheiro e que os valores registrados são estimados, relativos à disposição dos assessores para atuar voluntariamente na campanha em períodos livres.

“Os servidores se disponibilizaram, por vontade própria, a colaborar com a campanha nos períodos que tinham disponibilidade – de acordo com a legislação vigente. Registre-se, por oportuno, que se trata de trabalho voluntário na forma de doações estimadas e que nenhum servidor fez doações em dinheiro à campanha”, disse a equipe de Moro.

Viva Galípolo, ofendido por Vorcaro: “esse cara é um merda”

 Presidente do Banco Central recebe um troféu com revelações de nos grampos; ao resistir à ofensiva do fraudador, Gabriel Galípolo foi insultado

Gabriel Galípolo e Daniel Vorcaro - Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado | Reprodução

 Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram que o banqueiro reagiu com irritação à resistência do Banco Central em aprovar a venda do Banco Master ao BRB e discutiu com seu advogado, Walfrido Warde, uma ofensiva judicial contra a autoridade monetária. As conversas foram reveladas pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.

Vorcaro tentava pressionar o BC a dar aval ao negócio de R$ 12 bilhões com o banco estatal de Brasília, operação que acabou vetada definitivamente em 3 de setembro. Em 17 de julho de 2025, às 22h13, Vorcaro escreveu a Warde: “Vamos precisar entrar na Justiça contra Bacen entre amanhã e segunda”. Na sequência, afirmou: “Galípolo acabou reunião agora. Inventou nova desculpa. Que agora tem erros contábeis. Falou pro Hugo [possível referência ao presidente da Câmara, Hugo Motta]. Não dá mais. Eles não vão fazer”.

Bomba do celular de Vorcaro que deve atingir Flávio e STF sai na quinta (24); veja o que vem aí


Nesta 5ª serão conhecidos mais detalhes sobre a atuação de Flávio Bolsonaro no financiamento de Dark Horse

Um novo lote de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, é esperado para esta quinta-feira (24) com informações que devem atingir a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Virão à tona informações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, movimentações financeiras, empresários e possíveis referências a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O material faz parte do conteúdo do aparelho de Vorcaro apreendido pela Polícia Federal. A expectativa nos bastidores de Brasília é que a nova leva amplie o alcance das informações já conhecidas sobre as relações mantidas pelo ex-banqueiro com integrantes dos meios político, empresarial e jurídico.

Um dos principais focos é “Dark Horse”. Há expectativa de novos dados sobre a participação de Vorcaro no financiamento do filme, os valores envolvidos e o caminho percorrido pelo dinheiro destinado ao projeto. Também circulam informações sobre empresários que teriam participado da operação.

Flávio Bolsonaro já se antecipou a parte do conteúdo. O candidato negou que Luciano Hang, dono da Havan, tenha financiado “Dark Horse” e afirmou que o orçamento da produção não chegou a R$ 400 milhões. Ele também rejeitou a informação de que recursos tenham transitado por paraíso fiscal.

Lula marca 41% e Flávio Bolsonaro 37% no 1º turno; 2º turno tem empate, diz Real Time Big Data

 Lula e Flávio Bolsonaro também empatam em rejeição

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares

A nova rodada nacional da pesquisa Real Time Big Data mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial, à frente do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 37%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24). A diferença entre Lula e Flávio é de quatro pontos percentuais, no limite da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Flávio Bolsonaro aciona União-PP por aliança no 2º turno em troca de sustentação no Senado

 Federação avalia adesão ao projeto bolsonarista, mas exige contrapartidas como a manutenção de Davi Alcolumbre no comando do Senado

       Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro -  Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Isac Nóbrega/PR

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) procurou, nesta semana, os presidentes do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, com o objetivo de articular o apoio formal de ambos os partidos em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, informa reportagem da Folha de São Paulo. As duas legendas, que atuam integradas por meio de uma federação partidária, analisam a composição do acordo, mas condicionam a aliança à garantia de espaço de destaque em um possível governo bolsonarista e à preservação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado Federal.

No primeiro turno, a articulação para formalizar a coligação entre o PL, o PP e o União Brasil esteve próxima de um desfecho positivo, mas acabou frustrada por falhas na negociação política, pelos desdobramentos do chamado caso “Dark Horse” e pela ofensiva do governo do presidente Lula (PT) em defesa da neutralidade dos partidos. Por estarem unificados em federação, União Brasil e PP possuem a obrigação legal e regimental de adotar uma deliberação conjunta quanto ao posicionamento nacional no pleito.

Flávio Bolsonaro enviou R$ 200 mil em emendas a ONG ligada a miliciano condenado pelo assassinato de Marielle

 Segundo a Polícia Federal, o envio dos recursos foi intermediado pelo miliciano Robson Calixto

Flávio Bolsonaro - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou R$ 200 mil em emendas parlamentares ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, o Ifop, ONG suspeita de ligação com Robson Calixto, o Peixe, miliciano condenado no caso Marielle Franco.

Segundo revelou a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o Ifop também recebeu R$ 300 mil da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) e R$ 1,5 milhão de Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ao todo, a entidade recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares.

TRE-PR mantém candidatura de Deltan ao Senado, mas campanha segue suspensa


     Deltan Dallagnol. Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu nesta quarta-feira (23) manter o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a campanha do ex-procurador no sábado (19).

O TRE-PR julgou improcedente a impugnação contra Dallagnol e deferiu o pedido de registro de candidatura. A corte também acolheu parcialmente embargos apresentados pela defesa do candidato.

Os desembargadores mantiveram a multa de R$ 100 mil aplicada a Dallagnol pela divulgação de dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A suspensão determinada pelo TSE continua impedindo o candidato de usar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. A medida também veta propaganda gratuita em rádio e televisão, participação em debates e outros atos de campanha.

Campanha do PT convoca mutirão de comparação de preços nos governos Lula e Bolsonaro

 Estratégia busca neutralizar a investida de Flávio Bolsonaro sobre o custo de vida nas redes sociais e mobilizar eleitores indecisos

Lula e Geraldo Alckmin  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

 A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) passou a orientar e incentivar sua militância digital a ir aos supermercados gravar vídeos comparando os valores atuais dos produtos de primeira necessidade com os preços praticados durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). A medida visa conter o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário na disputa presencial, que vem transformando o custo de vida em seu central argumento de ataque nas redes sociais, relata reportagem do jornal O Globo.

A movimentação representa uma guinada no direcionamento comunicacional da candidatura governista, que até então não havia colocado a inflação e a carestia no centro das postagens. A readequação ocorre em um cenário de acirramento eleitoral apontado por pesquisas de intenção de voto. Diante da percepção de que o debate sobre a renda e o endividamento familiar mobiliza fortemente a população, a cúpula da campanha definiu o custo de vida como tema prioritário na reta final.