quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

VÍDEO: Paolla Oliveira samba e é ovacionada em retorno à Grande Rio

Paolla Oliveira sambando na Grande Rio. Foto: reprodução

A atriz Paolla Oliveira foi ovacinada no ensaio da Acadêmicos do Grande Rio, na noite de terça-feira (27), em Duque de Caxias. Ex-rainha de bateria da escola por sete carnavais, ela foi cumprimentada pelo público e por integrantes. “A Grande Rio é a minha casa, meu amor”, disse Paolla à imprensa, destacando seu vínculo afetivo com a comunidade.

Durante a apresentação oficial, a atriz voltou a ser aplaudida ao se aproximar da plateia. “Sei tudo o que acontece aqui, não perco nada. Hoje vim aqui para sambar com vocês, para vibrar com vocês. Bora brilhar”, afirmou, sob aplausos intensos. Sua presença reforçou o simbolismo do momento para a escola.

Sobre sua vida pessoal, Paolla manteve discurso sereno. “Nem melhor, nem pior, é só um momento diferente. As pessoas é que criam emoções”, comentou ao gshow. A atriz circulou pela quadra com leveza, sorrindo e interagindo, reafirmando a forte ligação construída ao longo dos anos com a agremiação.

Fonte: DCM

Pesquisa que põe Flávio à frente de Lula é de consultoria mexicana sem registro no TSE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

Uma pesquisa que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno foi divulgada nas redes sociais por uma empresa mexicana sem registro prévio no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigência prevista na legislação eleitoral brasileira. O caso foi revelado pelo portal Jota.

O levantamento foi produzido pela consultoria Áltica Research e divulgado na segunda-feira nas redes sociais da própria empresa. Os dados indicam Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 47% de Lula, diferença que está dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

A sondagem teria sido realizada entre os dias 23 e 25 de janeiro, com 1.200 entrevistados maiores de 18 anos, em todos os estados do país. Segundo o relatório, a coleta foi feita por meio de painel online e recrutamento via internet, utilizando a metodologia conhecida como river sampling. A empresa afirma que o estudo foi executado e financiado de forma independente.

Falta de registro no TSE

De acordo com a legislação eleitoral, toda pesquisa divulgada em ano de eleição precisa ser previamente registrada na Justiça Eleitoral. A divulgação sem esse procedimento pode resultar em multa que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410.

Procurado, o TSE não informou quais providências serão adotadas especificamente neste caso, limitando-se a citar as punições previstas em lei. A Corte também informou que realizará, no próximo mês, audiências públicas para receber sugestões da sociedade sobre as resoluções que vão orientar as eleições de 2026.

TSE recebe lista de 9,7 mil pessoas com contas irregulares | Agência Brasil

Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Reprodução

Avaliação de especialistas

Professor de direito eleitoral da FGV-SP, Fernando Neisser afirmou que a exigência de registro existe porque pesquisas divulgadas em ano eleitoral têm impacto direto no ambiente político.

“Outros países adotam um sistema semelhante, que permite a fiscalização das pesquisas. Isso ocorre para evitar que eventuais relatórios fraudulentos possam influenciar de forma indevida a corrida eleitoral. No caso em discussão, vemos uma empresa estrangeira veiculando a pesquisa sem o registro. O fato de ela ser mexicana não a isenta de sofrer um processo no âmbito da Justiça brasileira e ser apenada”, disse ao Globo.

A metodologia utilizada também foi alvo de críticas. O estatístico Raphael Nishimura, diretor de amostragem na Universidade de Michigan (EUA), afirmou que estudos baseados nesse tipo de painel enfrentam problemas recorrentes.

“Há problemas relacionados a vieses de seleção, decorrentes do fato de que, em geral, pessoas mais engajadas politicamente tendem a responder a anúncios desse tipo de pesquisa online. Também há inúmeras questões com a qualidade dos dados, desde respondentes que não prestam muita atenção às perguntas até, mais recentemente, a atuação de robôs respondendo essas pesquisas, que estão cada vez mais difíceis de serem detectados”, disse Nishimura.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Adélio tem delírios na cadeia e precisa de hospital psiquiátrico, aponta laudo


Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. Foto: Reprodução

Um novo laudo médico concluiu que Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, apresentou piora significativa do quadro de saúde mental no sistema prisional, com delírios persistentes, comprometimento da realidade e necessidade de internação em hospital psiquiátrico de custódia, conforme informações da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.

O documento aponta diagnóstico de esquizofrenia paranoide e classifica a situação como de “risco contínuo”, destacando que Adélio não tem perspectiva de melhora em ambiente prisional e não pode conviver sem medidas de segurança.

A recomendação médica é de “internação em hospital psiquiátrico de custódia”, sem qualquer indicação de concessão de liberdade.

Encaminhado em caráter sigiloso à 5ª Vara Criminal de Campo Grande, o laudo indica mudança em relação à perícia de 2019, quando Adélio foi considerado inimputável por transtorno delirante permanente paranoide. Sete anos depois, os peritos apontam deterioração do quadro, com alucinações frequentes e prejuízo funcional significativo.

Recusa terapêutica e agravamento no cárcere

Segundo os peritos, Adélio não reconhece que está doente, não compreende a necessidade de tratamento e recusa medicação, afirmando que “não é doido”. O laudo descreve isolamento social, baixa integração institucional e episódios de instabilidade emocional ao longo do acompanhamento.

“A análise clínica longitudinal do Sr. Adélio Bispo de Oliveira demonstra um quadro de transtorno mental crônico, com características compatíveis com transtorno esquizofrênico, manifestado por sintomas positivos persistentes, prejuízo afetivo, ausência de insight e recusa terapêutica decorrente da própria psicose. Trata-se de condição clínica que, pela natureza e gravidade, exige cuidado especializado, contínuo e estruturado, conforme a literatura psiquiátrica consolidada”, diz trecho do laudo.

Os peritos também consideram o ambiente prisional um fator agravante, apontando que a vigilância intensa contribui para a manutenção e o agravamento do quadro, apesar de não haver registro recente de agressividade.

Perícia, recomendações e situação atual

A perícia foi elaborada a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e buscou avaliar se Adélio teria condições de deixar o sistema prisional. O exame foi realizado no início de novembro do ano passado.

Os especialistas sugerem encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Montes Claros (MG), cidade natal do detento, mas destacam que a permanência em presídio federal não é indicada.

Ainda assim, Adélio tem permanência garantida no sistema prisional até, pelo menos, 2038, quando completará 60 anos, conforme decisão judicial. Atualmente, ocupa uma cela de cerca de seis metros quadrados e, desde que ingressou no sistema, não mantém convívio com outros detentos.

De acordo com os peritos, todas as avaliações do processo indicam que o ataque ocorreu durante um “surto psicótico, com evidente incapacidade de autocrítica”. Os laudos mencionam delírios autorreferenciais e persecutórios e perda do juízo de realidade, interpretação compartilhada por peritos oficiais e assistentes técnicos.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Flamengo confirma retorno de Lucas Paquetá como maior reforço da história

Meia volta à Gávea após oito anos em negociação recorde com o West Ham e assina contrato de cinco temporadas

      Lucas Paquetá (Foto: Ag. Brasil)

O Flamengo acertou a contratação de Lucas Paquetá e confirmou o retorno de um de seus jogadores mais emblemáticos dos últimos anos. Revelado pelas categorias de base do clube, o meia volta à Gávea após oito temporadas no futebol europeu, em uma operação que se torna a mais cara da história do rubro-negro e também do futebol brasileiro. O acordo foi fechado depois de semanas de negociações com o West Ham, da Inglaterra, segundo informações publicadas pelo ge.

O clube carioca elevou a proposta final para 42 milhões de euros, valor que corresponde a cerca de R$ 260 milhões, para destravar o negócio. O West Ham havia sinalizado positivamente a uma oferta ligeiramente menor, de 41,25 milhões de euros, mas divergências sobre o modelo de parcelamento impediram o fechamento inicial. Com o ajuste financeiro, o Flamengo concordou em realizar os pagamentos de forma escalonada até 2028, garantindo o desfecho da negociação.

Paquetá retorna ao clube onde iniciou a carreira profissional com um contrato válido por cinco anos. Formado no Ninho do Urubu, o meia estreou no time principal em 2016 e ganhou espaço definitivo na temporada seguinte, tornando-se peça-chave antes de ser negociado com o Milan, da Itália, no início de 2019. Na Europa, o jogador também defendeu o Lyon, da França, até ser contratado pelo West Ham em 2022.

A transação estabelece um novo patamar no mercado nacional. O valor supera a até então maior compra envolvendo um clube brasileiro, que havia sido a transferência de Gerson para o Cruzeiro. Internamente, o retorno de Paquetá é tratado como um movimento estratégico para elevar o nível técnico da equipe e reforçar o protagonismo do Flamengo no cenário sul-americano.

Nesta janela de transferências de janeiro, o clube já havia anunciado outros dois reforços: o zagueiro Vitão, que atuava no Internacional, e o goleiro Andrew, vindo do Gil Vicente, de Portugal. Com a chegada de Lucas Paquetá, o Flamengo fecha a principal negociação do período e adiciona ao elenco um atleta com forte identificação com o clube e ampla experiência internacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do GE

Síndico confessa que matou corretora, guia polícia até mata e revela motivação do crime

A investigação apura o grau de envolvimento de cada pessoa no caso

Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio (Foto: TV Globo/ Reprodução)

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à Polícia Civil o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo a investigação, foi o próprio investigado quem conduziu os policiais até uma área de mata onde o corpo da vítima foi localizado, já em avançado estado de decomposição. As informações foram divulgadas originalmente pelo Metrópoles.

Cléber está detido sob suspeita de homicídio e passou a colaborar com as autoridades durante o interrogatório. De acordo com o depoimento, ele afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no subsolo do prédio onde ambos estavam, na noite de 17 de dezembro, data em que a corretora foi vista pela última vez.

Ele declarou que agiu sozinho e que, depois do crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio. A versão apresentada pelo síndico contradiz o primeiro depoimento prestado à polícia. Inicialmente, Cléber havia afirmado que não saiu do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram o síndico deixando o condomínio por volta das 20h, dirigindo o veículo citado na confissão.

Segundo a Polícia Civil, o filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. O porteiro do condomínio onde Daiane morava e trabalhava administrando apartamentos da família do síndico foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos.

A investigação apura o grau de envolvimento de cada pessoa no caso. Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não existem imagens que mostrem a vítima deixando o prédio ou retornando ao apartamento.

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é que Daiane tinha o hábito de filmar seus deslocamentos com o celular e enviar os vídeos a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo do prédio, nunca foi localizado ou entregue às autoridades.

No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou objetos pessoais. Ela tinha uma viagem programada para Uberlândia, em Minas Gerais, durante o período do Natal, mas não embarcou e também não manteve contato com familiares após aquela manhã, o que reforçou as suspeitas desde o início do caso.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime, analisando provas técnicas, imagens e depoimentos para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e a eventual participação de outras pessoas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Motta define com líderes prioridades da Câmara para 2026, sob pressão da oposição e do Planalto

Presidente da Câmara terá que conciliar as pautas governistas e oposicionistas com o calendário legislativo mais curto, em razão das eleições

     Hugo Motta (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), promove nesta quarta-feira (28) a primeira reunião de 2026 com líderes partidários para estabelecer a agenda de votações do ano legislativo. O encontro ocorre às vésperas da retomada oficial dos trabalhos no Congresso e expõe o desafio do novo comando da Casa: conciliar interesses antagônicos de governo e oposição em um calendário encurtado pelas eleições de outubro. A expectativa dos parlamentares é concentrar as principais deliberações até junho, evitando o esvaziamento do plenário no segundo semestre, segundo a Folha de São Paulo.

De acordo com relatos de líderes, a oposição chega à mesa de negociações com uma pauta de confronto. Um dos principais objetivos é pressionar Motta a autorizar a criação da CPI do Abuso de Autoridade, iniciativa que ganhou impulso após reportagens sobre vínculos dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o caso Banco Master. O grupo também pretende cobrar esclarecimentos sobre as cassações dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por excesso de faltas, e Alexandre Ramagem (PL-RJ), em razão de condenação por tentativa de golpe de Estado, ambas efetivadas durante o recesso parlamentar.

Além disso, parlamentares oposicionistas devem solicitar que o presidente da Câmara atue junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para destravar duas frentes consideradas estratégicas. A primeira é a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao projeto da Dosimetria, que reduziria as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros envolvidos na trama golpista. A segunda é a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

O governo Lula, por sua vez, chega à reunião com uma agenda oposta. Integrantes da articulação política avaliam que a base aliada trabalhará para manter o veto presidencial ao projeto da Dosimetria e para barrar novas CPIs, vistas como instrumentos de desgaste político e entraves ao andamento das votações em um ano de tempo legislativo reduzido. A prioridade do Planalto é assegurar a apreciação da Medida Provisória do Gás do Povo já na próxima terça-feira (3), antes do Carnaval, prazo-limite para evitar a perda de validade do texto. O programa prevê gratuidade ou subsídio parcial na compra do gás de cozinha para famílias de baixa renda.

Outra aposta do governo para o início do ano legislativo é a votação, ainda em fevereiro, da Medida Provisória que trata do Piso dos Professores, considerada essencial pela base governista. Paralelamente, Motta terá de arbitrar disputas em torno do Projeto de Lei Antifacção e da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, classificados por deputados como temas sensíveis e de difícil consenso.

No caso da PEC da Segurança, o Planalto já mapeou trechos do relatório do deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) que pretende modificar ou suprimir. Já no PL Antifacção, o governo defende a manutenção do texto aprovado no Senado em dezembro, relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A oposição, em contrapartida, quer preservar a maior parte do parecer elaborado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas em São Paulo. Como o Senado alterou o conteúdo aprovado pela Câmara em novembro, o projeto terá de passar por nova análise do plenário.

A regulação da inteligência artificial também deve entrar na pauta da reunião, segundo um líder parlamentar. Ele aponta que a Câmara vem sendo pressionada pelo STF a avançar no tema, que igualmente está em debate no Tribunal Superior Eleitoral. O projeto, aprovado pelo Senado no fim de 2024 após compromisso do então presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tramita atualmente na Comissão Especial sobre Inteligência Artificial, presidida pela deputada Luísa Canziani (PSD-PR).

Por fim, o governo pretende submeter aos líderes discussões sobre a implementação da tarifa zero no transporte público e sobre o fim da escala de trabalho 6x1. A redução da jornada máxima, incorporada às prioridades do PT no ano passado, teve origem em uma PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). O Planalto, no entanto, optou por apoiar uma alternativa com tramitação mais rápida: o projeto de lei relatado pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que passou a concentrar os esforços do Executivo no Congresso.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Jovem atingido por raio em ato de Nikolas Ferreira sofre hemorragia nos ouvidos e queimaduras graves

Adolescente de 17 anos ficou inconsciente, perdeu os movimentos temporariamente e recebeu alta após três dias internado

Jovem atingido por raio em ato de Nikolas Ferreira sofre hemorragia nos ouvidos e queimaduras graves (Foto: Reprodução redes sociais)

O adolescente Eduardo Linhares, de 17 anos, sofreu hemorragias nos dois ouvidos e queimaduras médias e graves por quase todo o corpo após ser atingido por um raio durante uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), realizada na Praça do Cruzeiro, em Brasília, no último domingo (25). Apesar da gravidade dos ferimentos, ele recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (27).

As informações são do Metrópoles. Em relato à reportagem, Eduardo descreveu momentos de intenso desespero logo após a descarga elétrica, que o deixou inconsciente e com dificuldades motoras e auditivas.

Segundo o adolescente, ao recobrar a consciência, ainda no local do ato, ele percebeu que não conseguia sentir o próprio corpo do pescoço para baixo. “Senti que ia viver por mais uma hora, não conseguia sentir nada”, afirmou. A sensação de paralisia temporária fez com que ele temesse ter sofrido lesões internas graves.

Eduardo também relatou que a força do raio destruiu os objetos que ele carregava no momento do acidente. A capa de chuva que usava derreteu e a bandeira que segurava chegou a pegar fogo. Além disso, suas costas foram rasgadas pela descarga elétrica, segundo avaliação médica, e ele apresentou queimaduras extensas.

Em outro trecho do depoimento, o jovem descreveu o instante em que foi atingido. “Estava chovendo muito e, de repente, no espaço de um segundo, olhei uma explosão em cima de mim e, depois, senti como se meu corpo tivesse sido jogado para trás. Parecia que a minha alma tinha se descolado. Depois, não me lembro de mais nada”, relatou.

Após o choque, Eduardo ficou inconsciente e só retomou parcialmente os sentidos ao perceber a movimentação da família. Ele contou que viu a mãe tentando ajudar o pai, que estava com a mão no peito, o que o fez acreditar que o homem estaria sofrendo um infarto. “Nessa hora, eu me espantei e comecei a raciocinar o que tinha ocorrido”, comentou.

O temor aumentou quando o adolescente tentou se levantar e percebeu que não conseguia se mexer. “Naquela hora, algumas pessoas vieram me socorrer e me levar a uma das ambulâncias. Fiquei com medo de ter atingido alguma coisa internamente”, disse. Ele foi levado inicialmente para uma unidade de saúde particular na Asa Sul e, em seguida, transferido para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde começou a recuperar os movimentos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), ao menos 89 pessoas receberam atendimento médico na Praça do Cruzeiro durante o evento, a maioria com quadros de hipotermia. Ao todo, 47 pessoas foram transportadas para unidades de saúde do DF, sendo 11 com necessidade de cuidados mais complexos em razão da descarga elétrica provocada pelo raio.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Belluzzo alerta para “luta entre civilização e barbárie” e diz que vitória de Lula é crucial

Economista relaciona sequestro de Maduro, ofensiva das bigtechs e declínio da hegemonia dos EUA ao risco de regressão democrática no Brasil e no mundo

Belluzzo alerta para “luta entre civilização e barbárie” e diz que vitória de Lula é crucial (Foto: Brasil247)

O economista e professor Luís Gonzaga Belluzzo avaliou que o mundo vive uma escalada de tensões geopolíticas e democráticas marcada pela perda de hegemonia dos Estados Unidos e pelo avanço de práticas autoritárias, com impactos diretos na América Latina e no Brasil. Para ele, o segundo mandato de Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — expõe de forma mais explícita uma lógica histórica de imposição de poder nas Américas, agora acompanhada por uma retórica “agressiva” até em relação a aliados tradicionais de Washington.


A análise foi feita em entrevista gravada concedida ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247 (publicada no YouTube), na qual Belluzzo discutiu desde a Doutrina Monroe e a Operação Condor até a disputa estratégica com a China, o papel das bigtechs e as condições políticas para a reeleição do presidente Lula em 2026. Ao final, sintetizou a disputa política brasileira com uma formulação contundente: “Nós estamos diante de um conflito entre a civilização e a barbárie”.

☉ Trump, a lógica do “hemisfério ocidental” e o declínio da hegemonia

Belluzzo afirmou que as ações recentes dos Estados Unidos precisam ser lidas à luz de uma tradição histórica que atravessa a política externa norte-americana. Segundo ele, o que se vê hoje é uma “exacerbação” de um padrão antigo, acomodado em uma liderança que ele descreve como “egótica”, mas que não se explica apenas por traços pessoais.

Ao lembrar golpes e intervenções no continente, ele citou explicitamente a Operação Condor e ditaduras apoiadas pela CIA: Argentina, Chile e outros episódios que, em sua leitura, decorreram da ideia de “submeter” a região ao poder norte-americano. Para Belluzzo, a diferença atual é o grau de explicitação desse projeto, o que se combinaria com uma sensação de perda de hegemonia que atravessa a política norte-americana contemporânea.

Nessa interpretação, o slogan “Make America Great Again” seria menos um programa econômico consistente e mais um sintoma político do declínio relativo dos EUA diante do avanço chinês. Belluzzo associou esse processo a decisões do passado, citando o choque de juros do Federal Reserve no fim dos anos 1970 e seus efeitos: dólar valorizado, perda de competitividade e deslocamento de empresas para a China, num movimento que teria ajudado a impulsionar o salto industrial chinês.

☉ Venezuela, petróleo e China: o sequestro como recado regional

Questionado sobre o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Belluzzo o inseriu diretamente na disputa entre Estados Unidos e China. Ele afirmou que a ofensiva começou por um objetivo claro: bloquear o fluxo de petróleo venezuelano que abastecia o mercado chinês.

Em sua formulação, a sequência dos fatos é reveladora: “Ele atacou, em primeiro lugar os navios petroleiros que conduziam petróleo da Venezuela para a China… [e] começou a atacar antes de intervir diretamente na Venezuela e prender o Maduro.” Na leitura do economista, trata-se de uma forma “aguda” de imperialismo, associada ao objetivo maior de conter a China na América do Sul e em outras frentes globais.

Belluzzo ampliou o argumento para além da Venezuela e citou a Groenlândia como exemplo de como a rivalidade com Pequim e Moscou atravessaria decisões estratégicas. Ao mencionar as “terras raras”, sugeriu que a disputa por insumos e cadeias produtivas também impulsiona a escalada.

☉ Lula, negociação e multilateralismo: BRICS como eixo de reconfiguração

Ao falar sobre o Brasil, Belluzzo avaliou que Lula reúne experiência política e capacidade de negociação para lidar com Trump sem “trombada”, tentando construir um campo de diálogo preservando os interesses nacionais. Ele recordou a trajetória de Lula na construção do PT e afirmou que o presidente tende a agir com prudência e inteligência em cenários de alta pressão.

Na mesma linha, Belluzzo apontou que a reorganização do sistema internacional passa pela consolidação dos BRICS, que ele tratou como peça central de uma “reconfiguração” das relações globais. Para ele, não é casual que China e Brasil defendam o multilateralismo como contraponto à lógica de unilateralismo que ele atribuiu ao trumpismo.

Em um trecho em que tratou diretamente dessa disputa, ele observou que a mudança já ocorre de modo pouco percebido e enfatizou: “Vamos relembrar a criação dos bricks… Os bricks incomodam muito os Estados Unidos.” Na entrevista, ele relacionou esse incômodo ao crescimento do grupo e à capacidade de agregar novos membros, alterando o eixo de poder e as possibilidades de articulação do Sul Global.

Belluzzo também avaliou que, embora Trump tenha tentado um confronto direto com a China, haveria limites internos nos EUA, já que empresas norte-americanas dependem de importações chinesas baratas e de cadeias produtivas já consolidadas.

☉ China é imperialista? “Não tem incorporação de território”, diz Belluzzo

Ao responder a uma crítica recorrente — a ideia de que o mundo estaria apenas trocando um imperialismo por outro — Belluzzo rejeitou a equivalência entre a China e o padrão imperial norte-americano. Para ele, a China amplia influência, atrai países para sua órbita e busca hegemonia econômica e tecnológica, mas sem a lógica de anexação territorial que caracterizou impérios clássicos.

Ele foi taxativo: “Eu acho muito difícil que a China se transforme numa potência imperial, porque isso não faz parte das regras sociais e políticas chinesas.” E completou: “Você não tem uma incorporação de território feito pela China. Não tem nenhum exemplo.” Na entrevista, usou ainda o caso histórico do Texas — “território mexicano” incorporado pelos EUA — para contrastar comportamentos.

Belluzzo também descreveu o modelo chinês como “muito peculiar”, com um nexo incomparável entre Estado e setor privado. Segundo ele, essa estrutura impede que o capital privado “domine” a política, como ocorre em sistemas em que grandes conglomerados capturam o Estado.

☉ Economia, juros e eleição: do “cupom cambial” à disputa “civilização e barbárie”

Ao tratar do cenário doméstico, Belluzzo avaliou que a reeleição de Lula em 2026 tende a ser uma disputa “difícil”, marcada por polarização e por transformações na sociedade de massas, potencializadas por estruturas de comunicação e mobilização. Ele comparou o autoritarismo contemporâneo a experiências históricas e afirmou não ver diferença substantiva entre métodos de intimidação e culto à força.

No debate econômico, ele comentou o desempenho do ministro Fernando Haddad e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, situando a discussão de juros e câmbio numa economia aberta ao fluxo de capitais. Ao justificar decisões monetárias, associou a elevação de juros à valorização do real e ao combate inflacionário, ressaltando a relação entre “dois preços fundamentais” — câmbio e juros — em países com moeda não conversível.

Belluzzo também criticou leituras simplistas sobre dívida pública, diferenciando-a da dívida privada e defendendo que, na relação entre Tesouro e Banco Central, é possível estabelecer condições de estabilidade mesmo com endividamento elevado, desde que se compreenda o papel estrutural dos títulos públicos como base do sistema financeiro.

No fecho político, ele sintetizou a gravidade do momento e a centralidade de Lula na contenção do avanço autoritário. Em uma passagem forte, afirmou: “Nós estamos diante de um conflito entre a civilização e a barbárie.” E definiu o campo que combate Lula como expressão dessa barbárie, vinculando o fenômeno a crises típicas de sociedades de massas e ao efeito de mobilizações irracionais na vida pública.

A entrevista, conduzida em tom de alerta, também apontou a dimensão internacional do impasse, com Belluzzo sugerindo que o mundo entra em um período de maior instabilidade, no qual a disputa entre unilateralismo e multilateralismo, entre coerção e negociação, deve moldar a política global — e, por extensão, o futuro da democracia brasileira.

Fonte: Brasil 247

Apartamento de falecido tio de Suzane von Richthofen é arrombado e itens são furtados

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo

     Polícia investiga como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, relata o furto de diversos bens da casa onde vivia o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, encontrado morto no imóvel no início de janeiro. O crime teria ocorrido dias após a morte e em meio a uma disputa judicial envolvendo a herança deixada por ele .As informações constam em reportagem publicada originalmente pelo jornal O Globo, assinada por Ullisses Campbell.

Segundo o registro policial, o imóvel estava fechado e desabitado desde o dia 9 de janeiro, data em que o corpo do médico foi localizado, quando uma movimentação considerada suspeita chamou a atenção de um vizinho, que alertou familiares.

O boletim foi registrado por Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho de Miguel Abdalla Netto. Ele relatou à polícia que, ao ir até a residência após o aviso, encontrou a porta blindada da sala arrombada, indicando invasão recente ao local.

De acordo com o documento, foram levados da casa uma máquina de lavar roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa que continha documentos pessoais e dinheiro. O registro policial não especifica quais documentos desapareceram nem o valor em dinheiro subtraído. A ocorrência foi classificada como furto, com autoria desconhecida, e a polícia requisitou perícia no imóvel.

Em depoimento formal, Ricardo afirmou que o tio havia morrido no início do mês e que ninguém frequentava a casa desde então. Ele disse ainda que só se dirigiu ao local após ser avisado pelo vizinho sobre a movimentação atípica. Até o momento, não há suspeitos identificados.

Miguel Abdalla Netto é tio de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, e sua morte passou a ser investigada como suspeita pela Polícia Civil. Paralelamente, abriu-se uma disputa judicial pela herança, estimada em milhões de reais, envolvendo Suzane e a prima Silvia Magnani.

Silvia Magnani tenta ser reconhecida judicialmente como companheira do médico para ter direito a parte dos bens. Diante desse conflito familiar, coube a Ricardo Abdala de Freitas a responsabilidade de registrar o boletim de ocorrência sobre o furto no imóvel.Antes mesmo da invasão, o prédio onde Miguel morava já havia sido alvo de pichações com frases como “Suzane é assassina” e “foi a Suzane?”. As manifestações aumentaram a tensão entre familiares e vizinhos e reforçaram o clima de desconfiança em torno da morte e do destino do patrimônio do médico.

Nesse contexto, a invasão e o esvaziamento parcial da residência passaram a ser interpretados por pessoas próximas como uma tentativa de dificultar o acesso aos bens deixados por Miguel Abdalla Netto. Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando tanto as circunstâncias da morte quanto a autoria do furto registrado no imóvel.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

STF retira receitas do Ministério Público do limite do arcabouço fiscal

Decisão de Alexandre de Moraes reconhece autonomia financeira do Ministério Público da União e afasta aplicação do teto de gastos a recursos próprios
    Moraes e Gonet - 02/09/2025 (Foto: Antonio Augusto/STF)

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em caráter liminar, que as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) não estão sujeitas ao teto de gastos estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7922 e reconhece que esses recursos, vinculados ao custeio de atividades específicas do órgão, devem ser excluídos dos limites previstos na Lei Complementar 200/2023, que instituiu o novo regime fiscal.

A ação foi proposta pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, chefe do MPU, que sustentou que o próprio STF já havia firmado entendimento semelhante ao excluir as receitas próprias do Poder Judiciário do teto de gastos, no julgamento da ADI 7641. Segundo ele, a aplicação do mesmo critério ao Ministério Público é necessária para garantir a autonomia financeira da instituição e preservar a simetria constitucional entre o MPU e o Judiciário.

Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes destacou que o novo regime fiscal foi concebido para “afastar dinâmicas de relacionamento predatório entre os Poderes de Estado”, ao mesmo tempo em que busca assegurar o controle da dívida pública sem comprometer a independência institucional. Para o ministro, a própria legislação prevê exceções ao teto quando se trata de receitas próprias destinadas às finalidades institucionais dos órgãos públicos.

O relator lembrou que o Ministério Público da União arrecada recursos provenientes, entre outros fatores, de aluguéis, arrendamentos, multas, juros contratuais, indenizações por danos ao patrimônio público e taxas de inscrição em concursos e processos seletivos. De acordo com Moraes, embora o MPU esteja submetido às regras de responsabilidade fiscal, é preciso considerar os impactos negativos que o bloqueio desses recursos pode gerar para o funcionamento regular da instituição.

Na decisão, o ministro ressaltou ainda que o STF já enfrentou situação “absolutamente análoga” ao julgar a ADI 7641, quando afastou as receitas próprias do Judiciário federal do teto de gastos previsto na LC 200/2023. Para ele, “a mesma compreensão firmada quanto à fiscalidade do Poder Judiciário federal deve prevalecer para o Ministério Público da União”.

Além de excluir as receitas próprias do limite fiscal, a liminar também retira do teto os recursos oriundos de convênios ou contratos firmados pelo MPU com entes federativos ou entidades privadas, desde que destinados ao custeio de suas atividades específicas. A decisão já produz efeitos imediatos, mas ainda será submetida à análise do Plenário do Supremo Tribunal Federal para referendo.

Fonte: Brasil 247

Morte de corretora: veja o momento em que síndico e filho são presos por suspeita de crime (vídeo)

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025

Corpo de corretora estava em área de mata na cidade de Caldas Novas, segundo a polícia (Foto: Reprodução)

A morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas, no sul de Goiás, ocorreu após um longo e documentado histórico de conflitos com o síndico do prédio onde ela morava e possuía outros imóveis. O síndico, que chegou a tentar expulsá-la do condomínio, foi preso pela Polícia Civil e é apontado como figura central nas investigações. O filho do síndico também foi detido.

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025, quase um ano antes do desaparecimento da corretora. Segundo a reportagem, o caso envolve disputas administrativas, acusações criminais e uma escalada de conflitos que terminou de forma trágica.

O primeiro embate formal ocorreu quando o condomínio notificou Daiane sob a alegação de que um de seus apartamentos estaria sendo utilizado como marcenaria, o que violaria as normas internas do edifício. A corretora negou a irregularidade e passou a questionar a conduta do síndico, afirmando ser alvo de perseguição.

Com o agravamento da situação, o síndico chegou a convocar uma reunião condominial com o objetivo de tentar expulsar Daiane do prédio. A iniciativa, no entanto, foi barrada por uma decisão judicial, que suspendeu a medida e impediu qualquer sanção administrativa contra a corretora naquele momento.

Além de residir no local, Daiane era proprietária de outros seis imóveis no mesmo condomínio, que estavam alugados. Segundo os relatos anexados às investigações, o síndico também passou a ameaçar os inquilinos da corretora, criando um ambiente de intimidação e pressão indireta para que ela deixasse o prédio.

Ao longo de 2025, Daiane registrou ao menos 12 boletins de ocorrência contra o síndico. Entre as denúncias constam acusações de perseguição reiterada, ameaças e agressões físicas. Parte desses registros deu origem a investigações formais e a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público antes mesmo do desaparecimento da corretora.

A tensão entre as partes se manteve até dezembro, quando Daiane desapareceu dentro do próprio condomínio. Câmeras de segurança registraram a corretora circulando pelas áreas comuns do prédio, mas ela não foi mais vista após descer ao subsolo.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil intensificou as apurações e passou a tratar o histórico de conflitos como um dos principais eixos da investigação. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime nem se outras pessoas podem ter participado da ação.

Veja o momento da prisão:


Fonte: Brasil 247

Michelle amplia racha com Eduardo Bolsonaro com apoio a deputada para o Senado

Eduardo Bolsonaro quer eleger um aliado ao Senado, mas a ex-primeira-dama articula outra candidatura

Tarcísio de Freitas, Rosana Valle e Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram/@rosanavalleoficial)

O movimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em favor da deputada federal Rosana Valle (PL) como pré-candidata ao Senado por São Paulo provocou um novo foco de atrito com Eduardo Bolsonaro (PL). O filho de Jair Bolsonaro (PL) que deixou o Brasil e passou a residir nos Estados Unidos vinha sendo tratado como nome natural da família para a disputa, mas agora tenta emplacar aliados próximos como alternativa à sua ausência, relata o Metrópoles.

A divergência ocorre porque Eduardo Bolsonaro passou a defender publicamente outros nomes do PL para ocupar o espaço que ele próprio pretendia disputar antes de se tornar alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de obstrução de Justiça ao articular sanções do governo norte-americano contra autoridades do Judiciário brasileiro. Entre os políticos citados pelo ex-deputado estão o deputado estadual Gil Diniz, além de Paulo Mansur, Marco Feliciano e Mario Frias, todos do PL e alinhados ao seu grupo político.

Michelle Bolsonaro, por outro lado, tem atuado para fortalecer o nome de Rosana Valle dentro do partido. A aproximação entre as duas se intensificou no último ano, a partir das atividades do PL Mulher, iniciativa comandada nacionalmente pela ex-primeira-dama e, em São Paulo, pela própria deputada. Integrantes da legenda relatam que foi Michelle quem solicitou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a inclusão do nome de Rosana em pesquisas internas sobre a corrida ao Senado.

Em dezembro, um levantamento da Paraná Pesquisas, contratado pelo partido, indicou Rosana Valle com 8% das intenções de voto. O resultado surpreendeu dirigentes do PL, que avaliavam que a parlamentar teria desempenho mais modesto por sua atuação concentrada na Baixada Santista. Em 2024, ela disputou a Prefeitura de Santos e ampliou sua projeção estadual.

Aliados da deputada argumentam que sua candidatura pode atrair eleitores por representar um perfil feminino, evangélico e próximo a Michelle Bolsonaro, além de adotar um discurso considerado mais moderado em comparação a nomes ligados diretamente a Eduardo. Também há relatos de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém boa relação com Rosana e veria sua candidatura com simpatia. Em 2022, ela chegou a ser cogitada como vice na chapa de Tarcísio ao governo estadual, e o governador participou do ato de sua filiação ao PL.

Do outro lado, aliados de Eduardo Bolsonaro questionam a lealdade política de Rosana Valle ao projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um vídeo publicado recentemente em seu canal no YouTube, Eduardo exibiu o perfil da deputada no Instagram para apontar a ausência de publicações em apoio ao irmão.

A disputa pelo Senado é considerada estratégica para a direita em todo o país. Em São Paulo, outros nomes já se movimentam, como o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública do governo estadual. Cada estado elegerá dois senadores neste ano, o que amplia o leque de possíveis candidaturas. Também circula entre aliados de Jair Bolsonaro o nome do vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), amigo do ex-presidente.

Segundo interlocutores do PL, após ouvir as lideranças partidárias, caberá a Jair Bolsonaro a decisão final sobre quem representará o grupo na disputa, mesmo estando preso na Papudinha. Fora do núcleo mais próximo de Tarcísio e Eduardo, outros nomes da direita tentam se viabilizar, como o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade).

No campo da esquerda, o cenário também é de indefinição. O PT avalia, de forma preliminar, os nomes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), embora aliados considerem remota a possibilidade de ambos entrarem na corrida. Outra alternativa é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pode deixar a Rede e disputar o Senado por PSB, PSol ou PT. Já Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, é defendida por aliados do presidente Lula como possível candidata, com setores do PT apostando que uma composição mais ao centro poderia ter maior apelo junto ao eleitorado paulista, historicamente inclinado a posições conservadoras.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Congresso inicia 2026 sob impacto do caso Master e do calendário eleitoral

Investigações, disputas políticas e projetos estratégicos dividem espaço com as eleições na agenda do Congresso

      Congresso Nacional (Foto: EBC)

O Congresso Nacional dá início a 2026 no próximo dia 2 de fevereiro com uma agenda marcada por investigações sensíveis, disputas políticas e a influência direta do calendário eleitoral. O caso Master tende a ocupar posição central nos debates, ao lado da organização das eleições que renovarão parte expressiva do Parlamento, especialmente no Senado. A combinação desses fatores deve moldar tanto o ritmo quanto as prioridades dos trabalhos legislativos ao longo do ano.

Nesta quarta-feira (28), líderes da Câmara dos Deputados se reúnem na residência oficial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um encontro que deve tratar do avanço do caso Master nas esferas judicial e legislativa, informa o G1.

No Legislativo, há diferentes iniciativas em análise para tratar do caso. Estão em debate a criação de uma comissão parlamentar mista, com deputados e senadores, além de colegiados específicos no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. A instalação dessas instâncias depende de decisão dos presidentes do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta. Apesar disso, parlamentares favoráveis às comissões admitem que existe resistência interna à instalação dos colegiados, o que pode retardar o processo.

Enquanto não há definição, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu se antecipar e criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master. A iniciativa partiu do presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que pretende instalar oficialmente o grupo no dia 4 de fevereiro. O colegiado poderá convocar autoridades e investigados, requisitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao tema, mas não terá poder para quebrar sigilos bancário, fiscal ou telefônico.

Ano eleitoral impõe cautela ao Congresso

A proximidade das eleições tende a afetar diretamente o ritmo das votações no Congresso. Tradicionalmente, anos eleitorais são marcados por maior cautela na tramitação de propostas, especialmente aquelas consideradas polêmicas. Projetos com impacto direto sobre o eleitorado, nas áreas social, econômica e de segurança pública, costumam ganhar prioridade, enquanto temas mais sensíveis ficam fora da pauta.

Além disso, parlamentares que disputarão cargos eletivos passam a se deslocar com maior frequência para seus estados de origem, o que pode reduzir o quórum em sessões deliberativas. O cenário é particularmente relevante no Senado, onde, neste ano, cada estado elegerá dois senadores. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços da Casa.

Para a oposição, o Senado tem papel estratégico por ser responsável pela sabatina e aprovação de autoridades indicadas ao Supremo Tribunal Federal, além de ter competência para abrir e analisar processos de impeachment contra magistrados. Já para o governo, ampliar ou manter uma base aliada robusta na Casa é visto como movimento estratégico. A avaliação é de que uma maioria governista pode reduzir “solavancos” em um eventual quarto mandato do petista.

Projetos prioritários e segurança pública

Apesar das limitações impostas pelo calendário eleitoral, a expectativa entre parlamentares e integrantes do governo é de que algumas matérias avancem ainda no primeiro semestre. Entre elas, destacam-se projetos ligados à segurança pública, como o projeto de lei Antifacção e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

A PEC, de iniciativa do governo, cria mecanismos para integrar as forças de segurança no combate ao crime organizado. O texto enfrenta resistência de governadores e da oposição e ainda precisa ser aprovado na comissão especial antes de seguir para o plenário da Câmara. Caso avance, será encaminhado ao Senado.

Já o projeto de lei Antifacção foi aprovado pela Câmara, mas, como sofreu alterações no Senado, terá de ser novamente analisado pelos deputados. O texto aprovado pelos senadores propõe atualizar a Lei das Organizações Criminosas, em vez de criar uma nova legislação. A mudança atendeu a um pleito do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, que viam risco de brechas jurídicas na versão anterior. O relator retomou a diferenciação entre organizações criminosas, facções e milícias, prevendo penas distintas, e incluiu o fim das visitas íntimas para presos provisórios ou condenados por envolvimento com esses grupos.

Acordo Mercosul–União Europeia e jornada de trabalho

Outro tema que deve ganhar espaço na agenda é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é de que o tratado comece a ser analisado pelo Congresso ainda no primeiro semestre. O presidente da Câmara afirmou acreditar em uma tramitação célere. “Vou tratar desse assunto na próxima reunião de líderes e estou certo de que o espírito na Casa é amplamente favorável à rápida aprovação do acordo, pelos impactos positivos que terá para o Brasil e para todos os demais participantes”, declarou à GloboNews.

O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas que incidem sobre mais de 90% do comércio entre os blocos, além de estabelecer regras comuns para setores como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para entrar em vigor, no entanto, o texto ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países signatários.

Também deve avançar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, considerada prioridade pelo governo. Há propostas tanto na Câmara quanto no Senado, e o tema deve chegar ao plenário. Atualmente, a jornada máxima é de 44 horas semanais. A mudança enfrenta resistências em diferentes campos políticos, com argumentos sobre possíveis impactos negativos na economia e para os empregadores. Embora já tenha sido discutida em outras ocasiões, a proposta nunca foi votada em definitivo pelas Casas legislativas.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1