domingo, 13 de setembro de 2026

Censo inédito identifica perfil da população em situação de rua e orienta ações da Prefeitura

Diagnóstico mostra predominância de homens, forte relação com dependência química, ruptura familiar e necessidade de ações integradas


A Prefeitura de Apucarana concluiu o primeiro Censo Municipal da População em Situação de Rua (Censo POP 2026), levantamento inédito que traçou um diagnóstico detalhado desse público e passou a orientar a atuação do Município. Apucarana foi o terceiro município de todo o Paraná a realizar esse tipo de levantamento. A consolidação dos dados permitiu identificar as principais vulnerabilidades e conhecer melhor a realidade local, criando uma base para a efetivação das políticas públicas municipais enquanto o Município aguarda a realização do Censo Nacional.

A partir dessa base de informações, a Secretaria Municipal de Assistência Social estruturou novas respostas para o enfrentamento das situações identificadas no levantamento. Entre os avanços estão o fortalecimento do acompanhamento das pessoas atendidas e da elaboração do Plano de Acompanhamento Familiar (PAF), além do aumento da concessão de passagens para deslocamentos intermunicipais e da expansão das vagas e da estrutura do Acolhimento de Inverno.

O Censo POP 2026 ouviu 123 pessoas. Cerca de 95% são do sexo masculino e aproximadamente metade declarou dormir diretamente nas ruas, enquanto outra parcela utiliza abrigos ou alterna entre o acolhimento institucional e a permanência nas vias públicas. Pessoas pardas e negras concentram a maior parcela do público entrevistado, indicando a necessidade de ações sensíveis às desigualdades sociais e raciais. O levantamento identificou um perfil marcado principalmente pela dependência química e pela ruptura de vínculos familiares. O uso de drogas ou álcool, isoladamente ou associado a outros fatores, aparece em mais de 40% dos casos. Já os conflitos e a ruptura dos vínculos familiares figuram como o segundo principal fator, ao lado de situações relacionadas a luto, desemprego, abandono, problemas de saúde e passagem pelo sistema prisional.

Ala ligada a Moraes deve apontar falhas processuais para pedir nulidade de relatório de Mendonça no STF

 Ministros devem discutir eventual nulidade do documento antes de avaliar investigação contra Alexandre de Moraes

Ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça durante sessão plenária - Crédito: Carlos Moura/SCO/ST

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) próximos à posição de Alexandre de Moraes deverão concentrar parte da sessão de terça-feira (15) em possíveis falhas processuais na elaboração do relatório que reúne mensagens de Daniel Vorcaro e informações relacionadas ao magistrado. A discussão poderá determinar se o plenário chegará a avaliar a abertura de uma investigação contra Moraes.

Segundo o G1, um dos principais argumentos que poderão ser apresentados é uma eventual nulidade do relatório produzido no âmbito das investigações conduzidas pelo ministro André Mendonça. A falta de acesso à íntegra do conteúdo extraído pela Polícia Federal do celular de Vorcaro também poderá entrar no debate.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a elaboração do relatório teria sido determinada por Mendonça dentro das investigações do caso Master sem comunicação prévia à Presidência do STF, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento.

Se o Supremo reconhecer um vício na origem do documento, os ministros poderão nem chegar à discussão sobre se as mensagens reunidas pela PF são suficientes para justificar uma investigação contra Moraes. Nesse cenário, também poderá ser adiada ou afastada a análise sobre a necessidade de acesso às eventuais respostas do ministro às mensagens de Vorcaro.

Flávio Dino derruba sigilo de apuração sobre Dark Horse vinda de SP

 Ministro determina publicidade de material remetido pela Justiça paulista e manda transferir celulares e documentos à PF

Flávio Dino  - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todo o material recebido da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo, passe a tramitar com publicidade na Petição 16.669, ligada a investigações sobre o caso do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro.

De acordo com a decisão do STF, a petição deriva de apurações sobre transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas localizadas em São Paulo. Dino também determinou que celulares, computadores e demais documentos apreendidos pela Polícia Civil paulista sejam transferidos à custódia da Polícia Federal.

No despacho, Dino afirma que a Petição 16.669 foi distribuída em 1º de setembro de 2026 e se originou da Petição 16.070, aberta em 15 de maio de 2026. O caso envolve controvérsias sobre o uso de recursos públicos federais por meio de emendas parlamentares direcionadas a empresas em São Paulo.

Aliados de Moraes no STF avaliam pedir suspeição de Nunes Marques e Fux

 Relações atribuídas aos filhos dos ministros com o Banco Master podem provocar questão de ordem no plenário

    Kassio Nunes Marques e André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF | Rosinei Coutinho/STF

A disputa interna no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ganhar uma nova frente na sessão plenária de terça-feira (15), quando ministros alinhados a Alexandre de Moraes avaliam levantar uma questão de ordem para discutir a eventual suspeição de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O argumento em estudo envolve relações atribuídas aos filhos dos dois magistrados com pessoas ou negócios ligados ao Banco Master.

Segundo a Folha de São Paulo, integrantes do grupo de Moraes estudam levar a discussão ao plenário antes de a Corte avançar sobre o mérito das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Moraes é apoiado por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin nessa disputa interna.

A iniciativa integra a reação do grupo à decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de separar os julgamentos relacionados às suspeitas envolvendo Moraes e André Mendonça. A sessão sobre Moraes está marcada para terça-feira, enquanto as alegações contra Mendonça serão examinadas posteriormente.

⦾ Suspeição de Kassio e Fux entra no radar

No caso de Nunes Marques, a questão de ordem deverá mencionar que uma consultoria ligada ao advogado Kevin Marques, filho do ministro, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master.

Em relação a Fux, o argumento envolve Rodrigo Fux, também advogado e filho do ministro, que esteve entre os convidados de Vorcaro em um camarote VIP na Sapucaí em 2025.

Moraes e seus aliados avaliam, segundo a reportagem, que os dois episódios podem suscitar dúvidas sobre eventual conflito de interesse e defendem que o plenário examine a questão antes de avançar para o mérito das mensagens de Vorcaro.

Datafolha: 37% defendem afastar Mendonça e 34%, Moraes

 Caso Master expõe fissuras no STF e já contamina o ambiente da campanha presidencial 

                André Mendonça e Alexandre de Moraes - Crédito: Antonio Augusto/STF

A crise aberta no Supremo Tribunal Federal em torno do caso Banco Master já produz desgaste público para os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que passaram a ocupar lados opostos no embate envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a condução de investigações relacionadas ao caso.

Pesquisa Datafolha aponta que 34% dos brasileiros defendem o afastamento temporário de Moraes, enquanto 28% afirmam que o ministro deveria responder a um processo de impeachment. Em relação a Mendonça, 37% apoiam o afastamento temporário e 12% defendem o impeachment. As informações são da Folha de São Paulo

Flávio Bolsonaro se encontrou secretamente com Queiroz, o pivô do escândalo das rachadinhas


       Flávio Bolsonaro ao lado de Fabrício Queiroz. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro teria pedido a Fabrício Queiroz que não o procurasse mais durante um encontro reservado em Brasília, realizado no fim do primeiro trimestre de 2026. A conversa ocorreu após o ex-assessor insistir em falar com o antigo chefe, a quem serviu por 11 anos. Com informações de O Globo.

Segundo relatos de Queiroz, Flávio Bolsonaro inicialmente recusou o pedido de reunião. O ex-motorista e ex-segurança do senador continuou a procurar o político até que os dois acertaram o encontro na capital federal.

Flávio Bolsonaro teria imposto uma condição para a viagem: Queiroz precisaria ir de carro do Rio de Janeiro a Brasília, sem usar avião. A orientação buscava evitar registros de embarque e desembarque em aeroportos, que poderiam expor a reunião.

Queiroz percorreu de carro o trajeto entre o Rio e Brasília, numa viagem estimada em 15 horas. A conversa ocorreu em um local discreto da capital, onde Flávio teria dito ao ex-assessor: “Não me procure mais”.


 

Fachin assume relatoria do caso Moraes

 Presidente do STF assume processo que estava sob relatoria de André Mendonça

                         Edson Fachin - Crédito: Victor Piemonte/STF


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assumiu a relatoria de processos relacionados ao caso Moraes-Master, e determinou a remessa a seu gabinete do caso do INSS e da discussão sobre uma suposta relação entre autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A mudança foi determinada em despacho assinado por Fachin neste sábado (12).

Fachin retirou de André Mendonça a condução da Petição 16.662, que trata de uma Informação de Polícia Judiciária na qual foi identificada uma pessoa com direito a foro por prerrogativa de função.

A decisão ocorreu após Mendonça remeter, no mesmo dia, a Petição 16.662 à Presidência do STF. Segundo o ministro, a medida atende a uma determinação anterior de Fachin, assinada em 9 de setembro, que suspendeu procedimentos relacionados a uma possível investigação envolvendo integrantes da Corte e estabeleceu que esses casos fossem inicialmente encaminhados à Presidência.

Polícia prende e espanca suplente de candidata de Lula ao Senado em SC

 

Fernanda Klitzke em vídeo após abordagem policial
Fernanda Klitzke fala sobre a abordagem policial. Foto: Reprodução

A advogada Fernanda Klitzke, que integra a chapa do candidato ao Senado Décio Lima (PT) em Santa Catarina, relatou ter sofrido violência policial em Jaraguá do Sul, no norte do estado, na noite de sábado (12). Ela afirmou que uma policial militar aplicou um mata-leão e que outro agente disparou balas de borracha enquanto ela tentava mediar uma discussão.

Vídeos feitos por testemunhas registraram parte da ocorrência e mostram a imobilização da advogada. A abordagem ocorreu nas proximidades de uma festa que reunia militantes do PT, depois que Fernanda deixou o local para intervir em uma discussão entre um convidado e um vizinho na rua.

Segundo os relatos, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e a situação escalou durante a abordagem. Uma PM imobilizou Fernanda, enquanto outro policial apontou a arma e efetuou disparos de munição de borracha.

A advogada foi levada a uma delegacia após a ação policial. Ela registrou boletim de ocorrência contra os agentes e testemunhas classificaram a violência como política.