terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Desvios na saúde: PF faz buscas contra prefeito de Mossoró em condomínio de luxo


Jair Bolsonaro posa para foto ao lado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Foto: Reprodução

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil-RN), é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito de uma operação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em contratos da área da saúde. A ação foi deflagrada nesta terça-feira (27) e ocorre em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), com autorização da Justiça.

No curso da operação, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em um condomínio de alto padrão localizado em Mossoró, onde há imóvel vinculado ao prefeito. Viaturas da PF foram vistas entrando no local nas primeiras horas da manhã, como parte das diligências previstas na investigação.

Ao todo, segundo a PF, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do Rio Grande do Norte. A operação também inclui medidas cautelares e patrimoniais, voltadas à preservação de provas e à apuração da movimentação de recursos investigados.

Polícia durante operação. Foto: Reprodução

As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos firmados para o fornecimento de insumos à rede pública de saúde. Empresas sediadas no estado teriam atuado junto a administrações públicas de diversas regiões do país, com suspeitas relacionadas à execução dos contratos.

Auditorias e análises técnicas identificaram possíveis falhas recorrentes, como materiais não entregues, fornecimento de produtos fora das especificações previstas e preços acima dos valores de mercado. Relatórios e documentos fiscais embasam o aprofundamento das apurações.

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e fraudes em licitações, conforme o avanço da investigação. Até o momento, não há informação sobre prisões, e o caso segue sob apuração das autoridades competentes.

Fonte: DCM

Após pedir pastores, Bolsonaro solicita atendimento de padre na prisão

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. Foto: Reprodução
Após ter autorizadas visitas semanais de pastores evangélicos, Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) permissão para receber assistência religiosa de um padre enquanto cumpre pena. A solicitação foi apresentada nesta segunda-feira (26) pela defesa do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes.

O pedido busca incluir o padre Paulo M. Silva no programa de assistência religiosa já autorizado por Moraes. “Requerer a inclusão do padre Paulo M. Silva no âmbito da assistência religiosa já deferida nestes autos, a ser realizada nos mesmos dias e condições previamente autorizados”, afirmou a defesa de Bolsonaro no requerimento encaminhado ao STF.

Regras da assistência religiosa

No dia 15 de janeiro, a pedido de Bolsonaro, Moraes autorizou visitas semanais dos líderes evangélicos Robson Lemos Rodovalho e Thiago Macieira Manzoni. Na mesma decisão, o ministro estabeleceu que a assistência religiosa pode ocorrer uma vez por semana, com duração máxima de uma hora, às terças ou sextas-feiras, de forma individual.

Agora, a defesa pretende que o padre também seja incluído nesse mesmo regime, respeitando os dias, horários e condições já fixados pelo Supremo.

Bispo Rodovalho e Pastor Thiago Manzoni, autorizados por Moraes a darem apoio religioso a Bolsonaro na prisão — Foto: Reprodução/Instagram
Bispo Rodovalho e Pastor Thiago Manzoni, autorizados por Moraes a darem apoio religioso a Bolsonaro na prisão. Foto: Reprodução/Instagram
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está detido em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.

Antes de ser transferido para o local, o ex-capitão chegou a cumprir prisão domiciliar por decisão de Alexandre de Moraes, que avaliou risco de fuga. A cela onde Bolsonaro se encontra tem área total de 54,7 metros quadrados, além de uma área externa de 10 metros quadrados.

Fonte: DCM

Lewandowski confirma consultoria jurídica ao Banco Master

Segundo o ex-ministro, a atuação dele na prestação de serviços à instituição ocorreu antes de assumir a pasta da Justiça e terminou com sua ida ao governo

    Brasília (DF) - 22/05/2025 - Ricardo Lewandowski (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski afirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, quando retomou suas atividades na advocacia privada. Segundo o ex-titular da pasta, a atuação ocorreu antes de assumir o comando do Ministério da Justiça, em janeiro de 2024, e foi encerrada com sua entrada no governo federal.

Em nota, Lewandowski afirmou que, ao se desligar do STF, voltou a exercer a advocacia e atendeu diferentes clientes, entre eles o Banco Master. “O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz o comunicado divulgado por sua assessoria.

O ex-ministro também destacou que interrompeu integralmente a atuação profissional ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o governo.

“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, afirma a nota.

De acordo com o sistema do Cadastro Nacional dos Advogados, mantido pela OAB, o nome de Lewandowski não aparece vinculado a escritórios de advocacia no momento. A consulta reforça a informação de que o registro profissional foi suspenso quando ele passou a integrar o governo federal.

Em nota enviada ao Brasil 247, "a defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos".

Entenda

A manifestação pública ocorreu depois que o Metrópoles informou que o Banco Master, ainda sob o comando de Daniel Vorcaro, teria pago cerca de R$ 5 milhões ao escritório de Lewandowski no período em que ele chefiava a pasta da Justiça. O ex-ministro não comentou valores e reiterou que não manteve qualquer atividade profissional após assumir o cargo no Executivo.

O Banco Master é alvo de investigações por suspeitas de fraudes financeiras. Segundo a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, as irregularidades podem ter movimentado cerca de R$ 17 bilhões por meio da venda de títulos de crédito falsos.

No âmbito das apurações, o STF determinou a quebra de sigilos fiscal e bancário de 101 pessoas investigadas e o bloqueio de aproximadamente R$ 5,7 bilhões em bens pertencentes a 38 envolvidos no caso.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Prévia da inflação desacelera a 0,20% em janeiro, diz IBGE

A taxa é a segunda menor para o mês desde o Plano Real

Prévia da inflação desacelera a 0,20% em janeiro, diz IBGE (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

A prévia da inflação oficial registrou variação de 0,20% em janeiro, indicando desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação ao resultado de dezembro. A taxa é a segunda menor para o mês desde o Plano Real. O desempenho foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços no grupo Saúde e cuidados pessoais, que exerceu o maior impacto individual sobre o índice no início do ano.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o indicador soma alta de 0,20%, enquanto, em 12 meses, alcança 4,50%, superando os 4,41% registrados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a taxa havia sido de 0,11%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação, com avanço de 0,81%. O principal destaque foi o aumento de 1,38% nos artigos de higiene pessoal, após queda de 0,78% em dezembro. Os planos de saúde também contribuíram para o resultado, com variação positiva de 0,49%.

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio voltou a subir após sete meses consecutivos de queda, registrando alta de 0,21%. Entre os itens que mais pressionaram os preços estão o tomate, com aumento de 16,28%, a batata-inglesa, com 12,74%, as frutas, com 1,65%, e as carnes, com 1,32%. Em sentido oposto, apresentaram queda o leite longa vida (-7,93%), o arroz (-2,02%) e o café moído (-1,22%). Já a alimentação fora do domicílio teve variação de 0,56%, puxada pelos aumentos do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

O segundo maior avanço entre os grupos foi observado em Comunicação, com alta de 0,73%, influenciada principalmente pelo aumento de 2,57% nos preços dos aparelhos telefônicos. Artigos de residência também voltaram a subir, com variação de 0,43%, após queda em dezembro, refletindo a elevação de 1,79% nos itens de televisão, som e informática.

Por outro lado, os grupos Habitação e Transportes ajudaram a conter a inflação no mês. Habitação recuou 0,26%, impacto atribuído sobretudo à queda de 2,91% na energia elétrica residencial, que exerceu o maior efeito negativo sobre o índice geral. A redução está associada à mudança da bandeira tarifária amarela, vigente em dezembro, para a bandeira verde em janeiro, sem cobrança adicional. Mesmo com reajustes tarifários em algumas concessionárias, o efeito líquido foi de queda.

Transportes apresentou recuo de 0,13%, influenciado pela forte queda de 8,92% nas passagens aéreas e pela redução de 2,79% no ônibus urbano. O resultado reflete, entre outros fatores, a adoção de tarifa zero aos domingos e feriados em cidades como Belo Horizonte, além de políticas semelhantes em Brasília, Curitiba e Belém. Apesar disso, houve reajustes em sistemas de transporte público em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. No mesmo grupo, os combustíveis subiram 1,25%, com destaque para o etanol, que avançou 3,59%, e a gasolina, com alta de 1,01%.

Na análise regional, Recife registrou a maior variação do IPCA-15 em janeiro, com alta de 0,64%, pressionada pelos aumentos da gasolina e dos itens de higiene pessoal. Já São Paulo apresentou o menor resultado, com queda de 0,04%, influenciada principalmente pelos recuos no leite longa vida e na energia elétrica residencial.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026 e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025. O indicador abrange famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e contempla regiões metropolitanas de nove capitais, além de Brasília e Goiânia. A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 27 de fevereiro.

Fonte: Brasil 247

PGR aciona STF para retirar verbas do Ministério Público do teto do arcabouço fiscal

Paulo Gonet pede decisão urgente para liberar uso de receitas próprias do MPU fora do limite de gastos da União

       Paulo Gonet (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as verbas obtidas pelo Ministério Público da União (MPU) para custeio próprio sejam excluídas do limite de despesas imposto pelo novo arcabouço fiscal. O pedido, apresentado com caráter de urgência, busca permitir que esses recursos sejam utilizados já no início do atual exercício financeiro, informa a Folha de São Paulo.

A iniciativa da PGR ocorre após o STF ter autorizado, em decisão unânime concluída em abril de 2025, que receitas próprias do Poder Judiciário ficassem fora do teto do arcabouço fiscal. O julgamento, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, atendeu a uma ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e estabeleceu que valores provenientes de contratos, convênios, custas processuais e emolumentos não se submetem à limitação de gastos. Para Gonet, o Ministério Público deve receber tratamento isonômico ao concedido à Justiça.

O arcabouço fiscal foi instituído pelo governo Lula (PT) como um novo modelo de controle das contas públicas, substituindo o teto de gastos. A regra limita o crescimento das despesas dos três Poderes com base na variação das receitas da União e na inflação, com o objetivo de alcançar o equilíbrio fiscal e eliminar déficits primários no médio prazo.

De acordo com dados do Portal da Transparência, o Ministério Público Federal recebeu cerca de R$ 2 milhões em receitas próprias no ano passado, incluindo recursos de aluguéis, arrendamentos, multas, juros contratuais e inscrições em concursos e processos seletivos. O valor, porém, não contempla os demais ramos do Ministério Público.

O pedido da PGR foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes por conexão com a ação movida pela AMB. Gonet requer que a decisão seja concedida por meio de liminar, antes da análise do plenário, para evitar atrasos na execução orçamentária. Segundo ele, a demora pode comprometer o funcionamento do órgão. “A exclusão do limite de gastos das despesas do Ministério Público da União custeadas com receitas próprias seja implementada já no início do atual exercício financeiro”, afirmou o procurador-geral na ação.

Em outro trecho do pedido, Gonet alertou para os riscos de não liberação imediata dos recursos: “[A medida deve ser deferida] para viabilizar o emprego dos valores relativos às receitas próprias do Ministério Público da União ainda não despendidas no custeio de suas despesas já no início do atual exercício financeiro (com abertura de créditos adicionais), sob o risco de que recursos orçamentários imprescindíveis ao adequado funcionamento do Parquet deixem de ser entregues”.

A ação foi protocolada no STF na última quarta-feira (21), e até o momento não houve despacho do relator sobre os requerimentos apresentados. O Ministério Público da União é composto por quatro ramos: Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios. Procurada, a PGR informou que os fundamentos do pedido estão detalhados na petição inicial assinada por Paulo Gonet.

Antes de ingressar com a ação própria, o órgão já havia solicitado, em 16 de janeiro, a aplicação automática ao Ministério Público dos efeitos da decisão que beneficiou o Judiciário. Como não houve resposta, a PGR optou por apresentar um novo processo.

A decisão do STF que excluiu as verbas do Judiciário do arcabouço fiscal contrariou o entendimento do Congresso Nacional e do Poder Executivo. À época, ambos defenderam que a limitação das despesas do Judiciário era constitucional e necessária para a economia de recursos públicos. A Câmara dos Deputados afirmou que as normas seguiram os trâmites constitucionais, enquanto o Senado avaliou que a inclusão dessas verbas era essencial para garantir a divisão equilibrada do ônus fiscal entre os Poderes.

No voto que embasou a decisão favorável à AMB, Alexandre de Moraes destacou a importância da autonomia orçamentária. “A mudança paradigmática do novo regime fiscal veio a reforçar a autoridade jurídica da norma insculpida no art. 169 da Constituição Federal, no propósito legítimo de afastar dinâmicas de relacionamento predatório entre os Poderes de Estado, a partir de um compromisso fiscal baseado no crescimento sustentável da dívida pública, sem contudo alterar a autonomia do Poder Judiciário”, afirmou o ministro.

Moraes também esclareceu que os repasses da União ao Judiciário federal continuam submetidos ao arcabouço fiscal, com crescimento limitado a até 2,5% acima da inflação ao ano. Já as receitas próprias, segundo o entendimento do relator, não se enquadram nessa restrição. A União chegou a apresentar embargos de declaração contra a decisão, mas o pedido foi rejeitado, com o plenário do STF confirmando de forma unânime que essas verbas devem permanecer fora do limite fiscal.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Quatro estados acabam com teste em prova prática para tirar CNH

Com a nova regra, o teste de baliza — tradicional manobra de estacionamento entre estacas — deixa de ser obrigatório durante a avaliação prática

                  Quatro estados acabam com teste em prova prática para tirar CNH

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) deixou de exigir o teste de baliza na prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir desta segunda-feira (26). A medida também passou a valer nos estados do Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

A alteração segue a resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em dezembro de 2025, que atualiza as diretrizes para os exames práticos de direção. Outros estados podem adotar a mudança nas próximas semanas, já que cabe a cada Detran definir suas próprias normas operacionais.

Com a nova regra, o teste de baliza — tradicional manobra de estacionamento entre estacas — deixa de ser obrigatório durante a avaliação prática. O Detran-SP esclareceu que apenas a baliza foi retirada do exame, e não outras etapas.

Além do fim da baliza, São Paulo passou a permitir o uso de veículos com câmbio automático nos exames práticos, tanto para candidatos à primeira habilitação quanto para quem busca renovar a CNH. Antes da mudança, essa possibilidade era restrita a condutores que necessitavam de adaptação veicular por questões médicas.

Segundo o Detran-SP, a medida reflete a transformação da frota brasileira e busca ampliar as opções para os candidatos, mantendo os critérios técnicos de avaliação.

Fonte: Brasil 247

Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro emperra sem marqueteiro, aliados e com alta rejeição

Senador enfrenta rejeição elevada, dificuldade de montar palanques regionais e disputa interna no campo conservador

       Flávio Bolsonaro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a pré-campanha presidencial sob um conjunto de obstáculos políticos e estratégicos. Sem o respaldo explícito de lideranças expressivas da oposição, ele enfrenta dificuldades para reduzir índices de rejeição, ampliar apoios além do núcleo bolsonarista e se firmar como um nome competitivo para 2026. O cenário é agravado pela presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), visto por setores do campo conservador como uma alternativa eleitoralmente mais viável ao Palácio do Planalto, o que pressiona o senador a acelerar a organização de sua campanha, relata o jornal O Globo.

Interlocutores próximos avaliam que o principal desafio de Flávio é construir uma imagem que ultrapasse o chamado bolsonarismo raiz, mantendo a associação com o pai, Jair Bolsonaro (PL), mas com um perfil mais moderado e próprio. Esse diagnóstico impulsionou a busca por um marqueteiro capaz de estruturar a comunicação, integrar redes sociais, imprensa e agenda territorial, além de oferecer um roteiro estratégico para a disputa presidencial. A avaliação interna é de que a campanha precisará abandonar um discurso excessivamente reativo e centrado em pautas identitárias, avançando para temas como economia, institucionalidade e capacidade de diálogo político.

A rejeição ao nome do senador segue como um dos principais entraves. Levantamento mais recente da pesquisa Genial/Quaest aponta uma redução nesse índice, de 60% para 55%, ainda assim superior ao registrado por Tarcísio de Freitas, que aparece com 43%. No entorno de Flávio, há o entendimento de que apenas a mobilização orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional competitiva.

No esforço de reforçar a comunicação digital, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), passou a colaborar na produção de conteúdos para redes sociais durante a pré-campanha. Apesar disso, a avaliação predominante é que ele não assumirá o papel de estrategista principal. Outro nome cogitado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL, hipótese considerada improvável em razão do desgaste após a campanha municipal de 2024 em São Paulo.

A comparação com o alcance digital de Jair Bolsonaro também pesa. Mesmo sem publicações desde julho, o ex-presidente mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram. Flávio soma aproximadamente 8,3 milhões, número que corresponde a cerca de 30% da base do pai, ainda que tenha registrado crescimento desde que passou a ser tratado como presidenciável.

Além da comunicação, a construção de palanques regionais aparece como um desafio central. O foco está especialmente no Nordeste, região em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou sua maior vantagem eleitoral em 2022. Rogério Marinho surge como peça-chave nessas articulações, por sua proximidade com a família Bolsonaro e por sua atuação política na região. Segundo ele, o partido trabalha com estratégias diferenciadas por região. “Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância”, afirmou.

Em 2022, Lula venceu nos nove estados nordestinos, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região, contra 30,6% de Jair Bolsonaro, desempenho considerado decisivo para o resultado nacional. Apesar de Bolsonaro ter vencido no Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, a diferença construída no Nordeste foi determinante para a vitória do atual presidente.

No plano interno do PL, ainda há impasses em torno de palanques estaduais considerados estratégicos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Paralelamente, ganha relevância a movimentação de Michelle Bolsonaro. De acordo com aliados, ela atua para reabilitar o nome de Tarcísio de Freitas como opção presidencial, diante da possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir prisão domiciliar e permanecer inelegível. Dirigentes do partido reconhecem que Flávio ainda precisa consolidar apoios dentro do próprio campo político e demonstrar capacidade de liderar esse processo de transição.

Embora Tarcísio reafirme publicamente a intenção de disputar a reeleição em São Paulo, seu nome segue sendo tratado como alternativa preferencial por segmentos do empresariado e do centrão, o que mantém a disputa interna em aberto e amplia a pressão sobre a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Novo aciona PGR e PF por apuração contra Toffoli no caso Banco Master

Bancada do partido aponta possível interferência do ministro do STF e pede investigações penais e administrativas

      Dias Toffoli (Foto: Gustavo Moreno/STF)

A bancada do partido Novo no Congresso Nacional acionou, na segunda-feira (26), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para que sejam apurados fatos relacionados à atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que envolve o Banco Master. Os parlamentares protocolaram uma notícia-crime e uma comunicação de fatos, solicitando a investigação de possíveis irregularidades atribuídas ao magistrado.

Nos documentos encaminhados às autoridades, os congressistas mencionam uma suposta “interferência atípica” de Toffoli na condução do inquérito. As representações pedem a apuração de eventuais ilícitos penais e administrativos decorrentes da atuação do ministro no caso.

De acordo com a representação dirigida à Procuradoria-Geral da República, os integrantes do Novo sustentam que a conduta atribuída ao magistrado teria extrapolado os limites da função jurisdicional. Na avaliação dos parlamentares, os fatos descritos podem, em tese, configurar crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de possíveis violações aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

O líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), afirmou que os órgãos responsáveis precisam atuar de forma independente diante das suspeitas levantadas. “A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam agir com independência e cumprir seu dever constitucional. A sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser varrido para debaixo do tapete”, declarou o parlamentar.

Além da representação enviada à PGR, a bancada também solicitou, em documento separado, a instauração de procedimento investigatório no âmbito da Polícia Federal. No pedido, os deputados destacam a necessidade de uma análise técnica e independente sobre a sequência de atos praticados no caso e sobre os efeitos práticos dessas decisões.

As solicitações agora aguardam manifestação da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, que deverão avaliar a existência de elementos suficientes para a eventual abertura de investigações formais relacionadas ao caso.

Fonte: Brasil 247

Gleisi afirma que Olavo Noleto deve assumir seu lugar no governo

Ministra da Secretaria de Relações Institucionais afirma que transição no comando da pasta deve ocorrer até março

Brasília (DF) - 26/11/2025 - A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), Olavo Noleto, deve assumir o comando da pasta a partir de março. A declaração foi dada durante agenda internacional e ocorre no contexto de sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Paraná.

Em entrevista à CNN Brasil, Gleisi disse esperar uma passagem de comando sem sobressaltos na articulação política do governo. “Será uma substituição muito tranquila. Deve permanecer o nosso secretário atual do Conselhão, Olavo Noleto. Vamos realizar essa transição até março, junto com os líderes do Congresso Nacional”, afirmou a ministra. Segundo ela, o processo permitirá que deixe o cargo para se dedicar à disputa eleitoral. “Acredito que será muito tranquilo, e nós sairemos para cumprir uma missão na eleição, que será muito importante para o Brasil e para a defesa da democracia brasileira”, completou.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de posse de Rodrigo Mudrovitsch como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, realizada na Costa Rica. No evento, Gleisi confirmou a intenção de deixar a SRI dentro do prazo legal para concorrer ao Senado.

Na última quarta-feira (21), a ministra anunciou oficialmente sua pré-candidatura. A legislação eleitoral exige a desincompatibilização de determinados cargos públicos até seis meses antes do pleito, o que deve levar Gleisi a deixar a chefia da SRI até abril.

Antes de assumir a Secretaria de Relações Institucionais, em março de 2025, Gleisi Hoffmann exercia mandato de deputada federal pelo PT do Paraná. Ela também foi senadora entre 2011 e 2019, período em que teve atuação destacada no Congresso Nacional.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Haddad adia saída da Fazenda e viaja com Lula à Índia

Ministro da Fazenda integra comitiva presidencial em fevereiro e mantém indefinição sobre futuro político

Brasília (DF) - 12/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiou sua saída do comando da equipe econômica do governo federal para integrar a comitiva presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma viagem oficial à Índia, prevista para fevereiro. Com a agenda internacional, o afastamento do ministro, inicialmente anunciado para o fim de janeiro, deve ocorrer apenas ao final do próximo mês. Segundo o Metrópoles, os compromissos em Nova Delhi estão marcados para os dias 19 e 20 de fevereiro, logo após o Carnaval.

◎ Saída adiada e futuro político indefinido

Haddad havia confirmado que deixaria o governo até o fim de janeiro por “questões pessoais”. No entanto, a inclusão de seu nome na agenda internacional fez com que a decisão fosse postergada. Atualmente, o ministro é apontado como um dos principais quadros do PT para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo estado.

Apesar das especulações, Haddad tem demonstrado resistência em retornar à disputa eleitoral. O ministro tem afirmado que pretende se afastar da linha de frente da vida pública e atuar nos bastidores da campanha de Lula, embora tenha ressaltado, na semana passada, que ainda não há uma decisão tomada sobre seu futuro político.

As pressões internas do PT e do próprio presidente da República, que busca convencê-lo a disputar as eleições de outubro, podem levá-lo a rever seus planos. Haddad tem relatado que mantém conversas frequentes com Lula sobre o tema.

◎ Missão presidencial e agenda estratégica na Índia

Na capital indiana, a comitiva brasileira participará de um seminário sobre inteligência artificial, além dos compromissos oficiais da visita de Estado do presidente Lula. A viagem faz parte de uma estratégia do governo brasileiro para aprofundar os vínculos econômicos com a Índia e ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado local.

Nos últimos meses, o Planalto intensificou negociações com o país asiático como forma de diversificar parceiros comerciais e reduzir a dependência de mercados tradicionais. Esse movimento ocorre após a imposição de tarifas dos Estados Unidos ao Brasil, o que reforçou a necessidade de ampliar alternativas no comércio exterior.

Como parte dessa estratégia, o vice-presidente Geraldo Alckmin liderou, em outubro, uma missão a Nova Delhi voltada ao aumento do fluxo de comércio e investimentos entre os dois países. Após os compromissos na Índia, o presidente Lula seguirá para Seul, na Coreia do Sul, onde terá agenda bilateral focada na abertura de mercados, com destaque para a exportação de carne brasileira.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Amoêdo detona Nikolas e o gado bolsonarista

Fundador do Partido Novo acusa deputado bolsonarista de oportunismo político e uso religioso em ato da direita
     Nikolas Ferreira ao lado dos deputados André Fernandes e Gustavo Gayer (Foto: Reprodução)

O fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, fez duras críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após a manifestação “Acorda Brasil”, realizada no domingo (25), em Brasília. Em uma postagem na rede social X, antigo Twitter, Amoêdo questiona a coerência do discurso do parlamentar, aponta contradições e acusa o ato de servir a interesses eleitorais, sem produzir mudanças concretas para a população.

Segundo o ex-presidente do Novo, Nikolas “repetiu o padrão bolsonarista” ao longo do evento, defendeu “condenados pela Justiça por tentativa de golpe”, comentou o escândalo envolvendo o banco Master, mas “não mencionou o pastor da sua igreja envolvido com o caso”, além de pedir a saída do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF ) Alexandre de Moraes sem citar o também ministro Dias Toffoli.

Na publicação, Amoêdo também critica a retórica antissistema adotada por Nikolas Ferreira. Para ele, há uma contradição explícita no discurso do parlamentar ao afirmar que luta contra o “sistema” enquanto conta com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, descrito por ele como “o político que melhor representa o sistema”.

Outro ponto destacado é a condução do ato com forte apelo religioso. Amoêdo observa que, “apesar de ser um político, Nikolas conduziu o ato como alguém abençoado, um enviado de Deus”, sempre em nome da “liberdade”, que, segundo a narrativa apresentada, “não existe mais no Brasil”. Para o ex-presidente do Novo, a própria realização da passeata e os discursos feitos publicamente desmentem essa versão.

O texto descreve ainda o desfecho da manifestação, marcada por chuva intensa e até por incidentes graves, como participantes atingidos por raios. Mesmo assim, segundo Amoêdo, muitos deixaram o local com “a sensação de dever cumprido”, acreditando terem sido protagonistas na defesa da pátria. “Ledo engano”, afirma ele, ao sustentar que os manifestantes foram apenas “figurantes gratuitos para os vídeos de Nikolas e de uma dúzia de políticos”, que devem ser explorados nas campanhas eleitorais de 2026.

Na avaliação final, Amoêdo sustenta que “nada mudou”. Ele afirma que Nikolas Ferreira retorna às férias “com a reeleição garantida”, sem precisar apresentar projetos ou medidas que melhorem a vida dos brasileiros, enquanto Valdemar Costa Neto se beneficia da perspectiva de manutenção de mais de R$ 1 bilhão em recursos do Fundo Partidário e Eleitoral.

Para Amoêdo, os participantes do ato acordaram no dia seguinte com os mesmos problemas de antes, trabalhando para sustentar salários de parlamentares, assessores e as estruturas de poder. Ainda assim, segundo ele, permanecem fiéis a discursos que os enganam, atacando quem tenta alertá-los e permanecendo como “massa de manobra de políticos que não têm nenhuma preocupação com o País” e buscam apenas se perpetuar no poder.

Leia a íntegra da postagem de João Amoêdo:

"Na manifestação 'Acorda Brasil', realizada ontem, Nikolas Ferreira repetiu o padrão bolsonarista. Defendeu condenados pela Justiça por tentativa de golpe. Falou do escândalo do Master, mas não mencionou o pastor da sua igreja envolvido com o caso. Pediu a saída do ministro Alexandre de Moraes, mas “se esqueceu” de citar Toffoli.

Afirmou estar lá para lutar contra o “sistema”, com o apoio de Valdemar Costa Neto, o político que melhor representa o sistema. Apesar de ser um político, Nikolas conduziu o ato como alguém abençoado, um enviado de Deus. Tudo em nome da "liberdade" que, segundo a sua narrativa, não existe mais no Brasil, apesar de a passeata e os seus atos provarem exatamente o contrário.

Os participantes, ao final do evento, voltaram para casa encharcados pela chuva, alguns ainda no hospital por conta de um raio, mas com a sensação de dever cumprido. Se sentiram como protagonistas na defesa da nossa pátria.

Ledo engano.

Foram apenas figurantes gratuitos para os vídeos de Nikolas e de uma dúzia de políticos. Vídeos que serão utilizados nas campanhas de 2026.

Nada mudou.

Nikolas retorna hoje para as suas férias, com a reeleição garantida, sem que seja preciso apresentar nenhum projeto ou medida que melhore a vida do brasileiro. Bastou olhar para o alto e agradecer a Deus. Valdemar fica feliz com a garantia de que muitos deputados do PL serão reeleitos e, com isso, manterá mais de R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Eleitoral.

Os participantes, por sua vez, acordaram hoje com os mesmos problemas que tinham antes da caminhada. Iniciam a semana trabalhando para pagar os salários de Nikolas, dos seus assessores, os rombos do banco Master e todas as mordomias do Congresso, do Executivo e do Legislativo. Porém, continuam fiéis àqueles que os enganam e seguem atacando quem ousa alertá-los sobre o oportunista discurso bolsonarista. E assim permanecem como massa de manobra de políticos que não têm nenhuma preocupação com o País, se colocam como vítimas e criam narrativas com o único objetivo de se perpetuarem no poder.

Está realmente na hora de acordarem."

Foram apenas figurantes gratuitos para os vídeos de Nikolas e de uma dúzia de políticos. Vídeos que serão utilizados nas campanhas de 2026.

Nada mudou.

Nikolas retorna hoje para as suas férias, com a reeleição garantida, sem que seja preciso apresentar nenhum projeto ou medida que melhore a vida do brasileiro. Bastou olhar para o alto e agradecer a Deus. Valdemar fica feliz com a garantia de que muitos deputados do PL serão reeleitos e, com isso, manterá mais de R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Eleitoral.

Os participantes, por sua vez, acordaram hoje com os mesmos problemas que tinham antes da caminhada. Iniciam a semana trabalhando para pagar os salários de Nikolas, dos seus assessores, os rombos do banco Master e todas as mordomias do Congresso, do Executivo e do Legislativo. Porém, continuam fiéis àqueles que os enganam e seguem atacando quem ousa alertá-los sobre o oportunista discurso bolsonarista. E assim permanecem como massa de manobra de políticos que não têm nenhuma preocupação com o País, se colocam como vítimas e criam narrativas com o único objetivo de se perpetuarem no poder.

Está realmente na hora de acordarem."
Fonte: Brasil 247

VÍDEO – Anitta para show e detona ladrões de celular: “Estou amaldiçoando”


        Anitta em evento realizado no Riocentro, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Durante edição do projeto Anitta realizada neste domingo (25), no Riocentro, no Rio de Janeiro, a cantora se dirigiu diretamente a pessoas que teriam ido ao evento com a intenção de roubar celulares. No palco, afirmou: “Nesse momento, eu tô amaldiçoando a vida de cada um que veio aqui pegar telefone”, em fala que foi recebida com aplausos e gritos do público.

Em seguida, Anitta pediu silêncio à plateia e continuou: “Cada telefone que você roubar hoje vai ser uma notícia de merda na sua vida que você vai ouvir amanhã. Você vai se arrepender do dia que você saiu de casa para roubar um telefone. O tambor que foi feito para esse sol aparecer, ele vai ser feito para acabar com a tua raça”. A artista também declarou que não tem “medo nem pena” e afirmou que quem tem dinheiro para comprar ingresso “tem dinheiro para fazer alguma coisa que preste na vida”.

Ainda no palco, a cantora disse que reforçou a segurança do evento, mas pediu atenção do público aos pertences pessoais. “Eu coloquei o máximo de pessoas para tomarem conta de todo mundo. (…) Estou dando o meu melhor aqui, galera”, declarou. O “Ensaios da Anitta” é um projeto pré-carnavalesco que já passou por outras capitais em 2026 e segue com apresentações programadas em diferentes cidades do país.

Fonte: DCM