segunda-feira, 19 de outubro de 2026

“Bolsonaro me ameaçou com meu filho”, revela Soraya Thronicke (vídeo)

 Senadora relata bastidores da campanha eleitoral e diz ter sido alertada por Lula sobre ameaças da campanha bolsonarista contra sua família

      Soraya Thronicke  - Crédito: Reprodução/YouTube/Podcast 3 Irmãos

 A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) revelou que Jair Bolsonaro (PL) teria feito ameaças direcionadas ao seu filho, pessoa trans, durante o período eleitoral de 2022, em entrevista concedida ao Podcast 3 Irmãos no domingo (18).

De acordo com o relato da parlamentar, a situação envolvia a circulação de arquivos com conteúdo pessoal de sua família. “Já havia um ano, mais ou menos, que eu e meu marido recebíamos PDFs com a transição, ‘o antes e o depois da filha da Soraya Thronicke, a conservadora’. E nos ameaçavam direto, mas nunca tiveram coragem. Rodava nos meios mas nunca foi para a imprensa, porque todo mundo sabe da responsabilidade de algo assim”, explicou Soraya.

A senadora detalhou o momento em que tomou conhecimento direto das intenções da campanha adversária por meio de um alerta feito pelo presidente Lula (PT). “Quando chega o Lula para mim e me chama uma certa data, de manhã, e ‘Soraya, preciso falar com você urgente. Você me passou todos os pontos fortes, pontos fracos e não sei o quê, mas você se esqueceu de um problema’. Eu falei: ‘o quê?’. ‘Seu filho’. E eu falei assim: ‘Lula, com todo respeito, essa questão já foi um problema para mim; hoje não mais. Meu filho não quer ser público. Não trato como um problema’”, disse.

Na sequência da conversa, Lula explicou o contexto da chantagem articulada pelo grupo político de Bolsonaro. “E ele falou: ‘Soraya, não é problema para você, mas como não tem como pegar você em canto nenhum, não tem telhado de vidro, não tem processo, não tem nenhuma denúncia de corrupção, não tem nada…’. O que aconteceu? Aqui em São Paulo era o nosso polo para a campanha nacional. E ele [Lula] falou para mim assim: ‘olha, todos os jornalistas das campanhas tiveram um jantar e o pessoal do Bolsonaro nos chamou falando que vai estourar ‘o antes e o depois do filho da Soraya Thronicke, a conservadora’. E me mostraram isso e isso e você tem que estar preparada. Seu filho está preparado? Seu marido está preparado?’”, relatou a senadora.

Lula fez 16 afirmações verdadeiras e Flávio Bolsonaro contou 10 mentiras no debate da Band

 Placar da agência Aos Fatos mostra apenas duas afirmações verdadeiras de Flávio Bolsonaro. Lula deu duas declarações consideradas falsas

      Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Reuters

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, fez 16 afirmações verdadeiras e teve apenas duas declarações consideradas falsas durante o debate promovido pela Band no domingo (18), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) contou 10 mentiras e teve apenas duas falas corretas ao longo do confronto. O levantamento com a checagem em tempo real das declarações prestadas pelos postulantes ao Palácio do Planalto foi realizado e divulgado pela agência Aos Fatos.

De acordo com o placar final divulgado pela checagem, Lula obteve 16 declarações classificadas como “Verdadeiro”, cinco como “Não é bem assim” e duas classificadas como “Falso”. Por outro lado, Flávio Bolsonaro registrou dez declarações classificadas como “Falso”, nove no selo “Não é bem assim” e obteve apenas dois acertos classificados como “Verdadeiro”.

VÍDEO: Deputado do PL é preso após atirar dentro de balada em SP


Deputado estadual Marcelo Aguiar sentado no chão e amparado por policiais. Foto: Reprodução

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo de arma de fogo em uma balada no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, durante a madrugada de segunda-feira (19). A Polícia Civil investiga se o tiro ocorreu de forma acidental. Ninguém sofreu ferimentos, conforme as informações iniciais da ocorrência. Policiais levaram o parlamentar ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde registraram o caso na manhã de segunda.

Segundo o Metrópoles, as informações preliminares apontam que Aguiar se envolveu em uma confusão com outras pessoas dentro da casa noturna. Ele teria caído, pegado a arma e efetuado disparos.

Imagens feitas na delegacia mostram o deputado em prantos. Policiais militares o ampararam para que ele levantasse as pernas e seguisse caminhando; em outro momento, ele se sentou no chão e recebeu apoio novamente.

Bastidores mostram como aliados de Flávio tumultuaram debate e Band se omitiu


Flávio Bolsonaro faz dancinha; ao lado de Marçal, Pavanato xinga aliados de Lula enquanto se filma para as redes sociais. Foto: reprodução

Gritos, insultos e provocações marcaram a participação de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18). Pablo Marçal, Lucas Pavanato (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) estiveram entre os envolvidos nos tumultos que acompanharam o confronto entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Expressões como “Expulsa o Sidônio!”, “Cala a boca, perdedor!” e “Sai daí!” foram proferidas livremente sem que ninguém da organização tomasse uma atitude firme.

Lucas Pavanato provocou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), chamando-o de “Taxad” e de “demitido”. Haddad reagiu dando tapinhas no rosto do parlamentar, que continuou com os insultos.


Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação do governo Lula, se envolveu em uma discussão com Fábio Portela, integrante da equipe de Flávio Bolsonaro. Os dois ficaram frente a frente no palco durante um intervalo, e Sidônio afirmou: “Não encosta em mim, que eu não quero falar com você”.

TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

 Decisão atende pedido da campanha de Lula após denúncias sobre restrições seletivas a conteúdos do presidente nas redes sociais da companhia

Meta - Crédito: REUTERS/Benoit Tessier

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove a adoção das medidas determinadas pela Justiça Eleitoral para assegurar tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Caso não demonstre o cumprimento integral das exigências, a companhia poderá ter sua multa diária elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

A determinação foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. O magistrado apontou que os prazos anteriormente estabelecidos pelo tribunal já haviam expirado e criticou a decisão da empresa de ampliar, por iniciativa própria, de 72 horas para cinco dias o período destinado ao cumprimento das obrigações judiciais.

“A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, escreveu Bellizze na decisão.

A nova determinação ocorre após o TSE acolher, na semana passada, um pedido da campanha de Lula, que denunciou supostas restrições seletivas à circulação de conteúdos políticos favoráveis ao presidente nas plataformas da Meta. A coligação também questionou dificuldades no impulsionamento de publicações eleitorais e possíveis diferenças no tratamento dispensado às duas candidaturas que disputam a Presidência.

VÍDEO – Colunista do UOL detona postura de Flávio Bolsonaro no debate: “Moleque”


Flávio Bolsonaro provocando Lula durante debate da Band. Foto: Jean Carniel/Reuters

O jornalista José Roberto de Toledo, colunista do UOL, detonou o comportamento de Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro debate do segundo turno contra o presidente Lula (PT), realizado pela Band neste domingo (18). Com quatro décadas de cobertura eleitoral, Toledo afirmou nunca ter presenciado uma postura semelhante de um candidato à Presidência e acusou o senador de adotar uma estratégia baseada em provocações para desestabilizar o adversário.

“Eu cubro esse negócio desde 1985. Eu nunca vi isso”, afirmou Toledo após o programa. Para ele, o problema central do confronto não foi simplesmente a troca de acusações entre os dois presidenciáveis, mas a forma como Flávio tentou conduzir o embate.

“Quem se comportou como moleque chama-se Flávio Bolsonaro, que seguiu o modelo de outro moleque, que se chama Pablo Marçal, para ver se provoca e tira do eixo um candidato a ponto de tomar uma cadeirada”, disse o colunista.

A referência é à estratégia adotada por Marçal durante a eleição municipal de São Paulo em 2024, quando confrontos pessoais marcaram os debates. Toledo comparou os métodos e avaliou que Flávio buscou provocar Lula reiteradamente em vez de transformar o encontro em uma discussão sobre projetos para o país.

Antes mesmo de entrar no estúdio, Flávio antecipou o tom que pretendia adotar. Segundo a própria Band, o candidato afirmou que seria “prazeroso esfregar verdades na cara” de Lula. Durante o programa, mencionou repetidamente o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e casos investigados envolvendo pessoas próximas ao petista. Lula reagiu trazendo suspeitas envolvendo Flávio, o Banco Master e a família Bolsonaro.

Toledo rejeitou, porém, uma equivalência entre as posturas. “Não dá para fazer uma falsa equivalência, né?”, afirmou. Segundo ele, o comportamento visto no palco deve ser analisado também como expressão da transformação da direita brasileira nos últimos anos.


“O Lula sempre foi o que sempre foi, não mudou. Quem mudou é a extrema-direita. Essa é a diferença”, declarou. Em outro momento, Toledo afirmou que Flávio “não estava com comportamento de presidente da República, mas de moleque”.

Lula sobe, Flávio cai e os dois empatam na pesquisa BTG/Nexus


      Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra uma disputa praticamente empatada entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Na intenção de voto estimulada, o senador registra 46,5%, contra 45,9% do petista, diferença de apenas 0,6 ponto percentual. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Brancos e nulos somam 4,7%, enquanto 2,9% dos entrevistados não souberam ou não responderam. O levantamento perguntou diretamente em qual dos dois candidatos o eleitor votaria se o segundo turno fosse realizado agora.

O dado mais relevante da série histórica é a reaproximação de Lula em relação a Flávio na última semana. Na rodada divulgada em 13 de outubro, o senador aparecia com 47,9%, enquanto o presidente tinha 45,1%, uma distância de 2,8 pontos percentuais.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada em 19 de outubro

Agora, Flávio recuou 1,4 ponto, para 46,5%, enquanto Lula avançou 0,8 ponto e chegou a 45,9%. Com os dois movimentos combinados, a vantagem numérica do candidato do PL encolheu de 2,8 para apenas 0,6 ponto percentual.