Prefeito de São Paulo questiona ação da Polícia Civil sobre contrato de Wi-Fi e relaciona investigação à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nesta segunda-feira (1º) a operação da Polícia Civil que teve como alvo repartições da administração municipal e a sede da produtora responsável pelo filme "Dark Horse", obra sobre o atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a investigação apura possíveis irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela gestão do programa de Wi-Fi gratuito da capital paulista.
A presidente do ICB, Karina Ferreira da Gama, também é proprietária da Go UP Entertainment, produtora do longa-metragem. Conforme a investigação, uma das suspeitas analisadas é a possibilidade de recursos desviados do programa municipal terem sido direcionados à empresa ligada à produção do filme. Karina não foi localizada para comentar a operação.
Ao ser questionado sobre a relação entre a investigação e o filme, Nunes afirmou: "Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme, então estou indo atrás de um contrato com a prefeitura de 2024 por causa do filme. Aí é grave. Aí é perseguição política". O prefeito acrescentou: "Se por acaso for uma questão política, eu acho que é um erro grave. Eu acho que é um desrespeito à democracia".