A ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), candidata ao Senado por São Paulo, discursa em ato de lançamento da campanha de Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/Divulgação
Um homem tentou agredir a candidata ao Senado Marina Silva (Rede) nesta segunda (17), durante uma caminhada da campanha de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, no centro da capital paulista. Assessores afastaram o agressor logo após ele avançar contra a ex-ministra do Meio Ambiente.
O homem encostou no ombro e na barriga de Marina e perguntou: “Quer voltar para a cena do crime?”. Ele não teve a identidade divulgada. A candidata relatou que o homem se colocou à sua frente de forma agressiva.
“Era um homem com gestual muito agressivo, mas sei que eles vão fazer isso. Hoje foi comigo. Eu espero e trabalharei muito para que esses sejam episódios isolados”, disse Marina.
Segundo a Folha de S.Paulo, a tentativa de ataque ocorreu enquanto a candidata passava mal e estava sendo retirada da aglomeração. O homem foi cercado por apoiadores e houve bate-boca até ele deixar o local.
Marina foi acolhida em uma loja e classificou o episódio como “ataque verbal”. Haddad atribuiu a tentativa de agressão à extrema-direita e disse que trata o caso como “intimidação”.
A ex-ministra falou sobre o episódio com jornalistas. Veja:
Haddad e candidatas criticam política de segurança de Tarcísio
A caminhada marcou a primeira agenda de campanha de Haddad. Ele esteve acompanhado da mulher, Ana Estela, de Marina Silva e da candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), além de militantes e apoiadores.
Durante o ato, Haddad criticou a política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O candidato disse que a gestão estadual não apresentou planejamento específico e defendeu estratégias e inteligência para prevenir agressões contra mulheres.
Simone Tebet mencionou o horário de funcionamento das delegacias especiais da mulher. Ela afirmou que grande parte desses equipamentos encerra o atendimento às 19h, apesar de muitos crimes ocorrerem no período noturno, e prometeu destinar recursos específicos ao combate à violência doméstica caso seja eleita.
A deputada federal Érika Hilton (PSOL), candidata à reeleição, também participou da atividade e defendeu que o governo paulista amplie o apoio financeiro a mulheres que sofreram violência e aumente o número de casas de acolhimento.
Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo
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