Estudo do instituto Ipsos aponta desconhecimento como principal gargalo da senadora, mas destaca forte aceitação de seu perfil entre entrevistado
Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil
Um grupo de produtores rurais e empresários do setor do agronegócio financiou de forma independente uma pesquisa qualitativa para avaliar a viabilidade da candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à Presidência da República, informa a Folha de São Paulo.
De acordo com o levantamento, concluído há cerca de dez dias e conduzido pelo instituto Ipsos, a iniciativa partiu dos próprios empresários de maneira espontânea, sem qualquer pedido prévio por parte da parlamentar ou de sua legenda política. O estudo já foi apresentado à senadora.
O movimento dos empresários tem como objetivo central impulsionar uma alternativa eleitoral para contrapor os nomes do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na visão do grupo que encomendou o mapeamento, o atual governo apresenta uma gestão ruim, enquanto o filho de Jair Bolsonaro (PL) é visto como despreparado para assumir o comando do Palácio do Planalto.
Segundo o relato de um dos produtores rurais que participaram da ação, os resultados do levantamento qualitativo apontaram que o maior obstáculo enfrentado por Tereza Cristina no momento é o desconhecimento por parte de parcelas do eleitorado. No entanto, o estudo revelou que a reação do público muda significativamente quando apresentados à imagem, vídeos e ao currículo da parlamentar.
Nesses cenários de apresentação, a avaliação sobre a senadora foi considerada “bastante positiva”. Entre os atributos que mais se destacaram e foram associados à sua figura pelos participantes da pesquisa estão:
● Seriedade e confiança;
● Experiência e preparo técnico;
● Firmeza aliada à capacidade de diálogo;
● Competência e articulação política.
Apesar da receptividade ao seu nome no teste qualitativo, a construção de uma candidatura presidencial enfrenta barreiras internas relevantes. A maior dificuldade está na postura adotada pelo seu próprio partido, o PP, que já recusou formalmente apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro e demonstra tendência a se manter neutro na disputa presidencial.
Além do cenário partidário adverso, a própria Tereza Cristina tem sinalizado preferências distintas para o seu futuro político. A senadora tem manifestado a interlocutores que prefere priorizar sua permanência no Senado Federal, com o objetivo de disputar a presidência da Casa Alta a partir do próximo ano.
Fonte: Brasil 247
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