Relatório da ONU mostra que, sob Lula, Brasil atingiu redução histórica da fome
O presidente Lula (PT) voltou a destacar, neste sábado (25), o compromisso central do seu governo com a erradicação da fome e a garantia da segurança alimentar para toda a população brasileira. Em publicação realizada em sua conta na rede social X, o chefe do Executivo resgatou o compromisso assumido no discurso de posse, em janeiro de 2023, e reforçou que os novos dados internacionais confirmam o sucesso das políticas públicas adotadas pelo país.
No meu discurso de posse em janeiro de 2023 resgatei, porque foi necessário, um compromisso que já havia assumido e honrado nos primeiros dois mandatos: garantir os preceitos constitucionais do direito a uma vida digna, sem fome. Os dados revelados pelo Mapa da Fome da ONU nesta semana reforçam que estamos cumprindo esta missão”, afirmou o presidente Lula.
De acordo com o presidente, o país obteve avanços extraordinários no combate à miséria nos últimos anos. “Entre 2023 e 2025, o Brasil reduziu em mais de 90% o número de pessoas em insegurança alimentar grave, para 0,6%. O índice chegou a 8,5% nos tempos em que o país retornou ao Mapa da Fome”, ressaltou o mandatário.
☉ Queda histórica e dados do relatório da ONU
O posicionamento do presidente ocorre na esteira da divulgação do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026” (SOFI, na sigla em inglês), publicado pela FAO-ONU na terça-feira (21). O levantamento oficial confirma que o Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registrou uma redução histórica na taxa de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025, atingindo o menor patamar de toda a série histórica.
Conforme o levantamento da FAO-ONU, o Brasil manteve a Prevalência de Subnutrição (PoU) — indicador que mede a proporção de pessoas sem renda suficiente para adquirir a quantidade mínima de calorias necessárias para uma vida saudável — abaixo do limite crítico de 2,5%. Este parâmetro é o principal critério utilizado pela agência das Nações Unidas para retirar um país do Mapa da Fome.
O relatório detalha a trajetória consistente de queda da insegurança alimentar severa no país. O indicador recuou de 6,6% no triênio 2021-2023 para 3,4% no período 2022-2024, atingindo a marca mínima de 0,6% entre 2023 e 2025.
Na comparação direta com o triênio 2020-2022 — período em que a insegurança alimentar grave atingiu o pico histórico no país, afetando 8,5% dos brasileiros (cerca de 17,9 milhões de pessoas) —, os novos dados revelam que aproximadamente 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de fome extrema durante o triênio 2023-2025.
Além disso, o documento apontou progresso no poder de compra da população para o acesso a refeições de qualidade. A proporção de brasileiros sem condições financeiras de arcar com uma dieta saudável caiu de 24,1% no triênio encerrado em 2023 para 21,1% no triênio finalizado em 2025.
Para aferir esses índices, a FAO-ONU avalia dados macroeconômicos e demográficos, considerando o tamanho da população, a distribuição de renda e o custo médio da cesta de alimentos saudáveis. No Brasil, o custo diário de uma alimentação saudável foi estimado em US$ PPC 4,89 (dólares em Paridade do Poder de Compra) por pessoa, valor inferior à média da América do Sul (US$ 4,94) e ao índice geral da América Latina e Caribe (US$ 4,91).
☉ Articulação de programas e ambiente macroeconômico
Ao explicar as razões dos números positivos, o presidente Lula enfatizou a articulação transversal promovida pelo governo federal no âmbito do Plano Brasil sem Fome. “O resultado é retrato de uma articulação de 80 ações e programas de vários ministérios, com foco no acesso à renda, proteção social e apoio à produção e ao consumo de alimentos adequados, tudo em torno do Plano Brasil sem Fome”, destacou.
Lula enumerou diversas iniciativas que compõem o pilar social do governo: “Fazem parte dessa equação tanto iniciativas mais conhecidas, como Bolsa Família e Gás do Povo, quanto o Programa de Aquisição de Alimentos, o reajuste e a qualificação da merenda escolar, a volta do financiamento à agricultura familiar, as cozinhas solidárias, o fomento rural, o programa Cisternas, o BPC e o Luz do Povo, para citar alguns.”
Por fim, o chefe do Executivo salientou a interligação direta entre as políticas de transferência de renda e os avanços nos indicadores econômicos do país. “Não à toa, os resultados do Mapa da Fome se conectam com indicadores macroeconômicos que permitem essa melhora da condição de vida de milhões de brasileiros. O PIB acumulou altas nos três últimos anos, a taxa de desemprego registra os menores dados da série histórica, o rendimento médio mensal real domiciliar alcançou o maior valor já registrado pelo IBGE e o salário mínimo voltou a ter ganho real”, avaliou.
Lula concluiu sua mensagem reafirmando o compromisso de sua gestão com o bem-estar social e a democracia: “Como disse naquele discurso de posse, os direitos e interesses da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional são pilares de nosso governo.”
Fonte: Brasil 247
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