sexta-feira, 24 de julho de 2026

Condomínio vota nesta sexta expulsão de jovem que se masturbou em academia

A votação começou na quinta-feira (23) e ocorre remotamente

Uma mulher de 35 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual em uma academia de condomínio em Feira de Santana, na Bahia.Crédito: Reprodução

Os moradores de um condomínio de Feira de Santana votam nesta sexta-feira (24) a possível expulsão de um suspeito de importunação sexual na Bahia, após uma vizinha registrar o homem se masturbando enquanto a observava na academia do residencial. A assembleia também decidirá se o condomínio deverá abrir um processo contra o investigado.

Segundo o g1, a votação começou na quinta-feira (23) e ocorre remotamente, por meio de um aplicativo de celular. O prazo para a manifestação dos condôminos termina no final da manhã desta sexta-feira.

O episódio ocorreu no último domingo (19), na academia de um condomínio localizado no bairro SIM. A vítima se exercitava em uma esteira quando Pedro Henrique Sales, de 21 anos, estudante de educação física apontado como autor da importunação, teria se masturbado enquanto a observava.

O jovem não havia sido localizado até a última atualização do caso. Ele é considerado foragido e alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Bahia.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Feira de Santana e tramita em segredo de Justiça. A vítima já prestou depoimento às autoridades.

A moradora relatou que costuma produzir conteúdo para as redes sociais e, antes de iniciar o exercício, posicionou o celular com a câmera traseira voltada para a esteira. Ela permaneceu no equipamento por cerca de quatro minutos, enquanto a gravação durou aproximadamente dois minutos.

A mulher afirmou que somente percebeu o que havia acontecido quando começou a editar as imagens, ainda dentro da academia. No vídeo, o investigado aparecia ao fundo se masturbando enquanto olhava em sua direção.

“Quando vi a cena, prontamente desliguei a esteira, saí da academia e liguei imediatamente para a Polícia Militar. Fiquei aguardando a chegada da polícia para poder sair”, contou.

Depois de notar que havia sido registrado pela câmera, o suspeito deixou o condomínio. Segundo a vítima, ele demonstrou inquietação e não retornou ao apartamento onde morava.

“Depois do ocorrido, ele ficou muito inquieto. Eu acho que ele percebeu, porque eu não fiquei muito tempo na academia. Ele saiu pela porta da frente do condomínio e não foi para casa. Saiu fugindo.”

Desde o episódio, a moradora afirma que passou a viver com medo e precisou alterar sua rotina diante da possibilidade de reencontrar o investigado. O caso também provocou forte repercussão entre os demais residentes do condomínio.

Além de decidir sobre a permanência do suspeito no local, os moradores avaliam a possibilidade de autorizar uma ação judicial do condomínio contra ele. As medidas administrativas serão definidas depois da apuração do resultado da votação.

Em nota, a administração do residencial informou que a decisão está sendo tomada coletivamente e pediu que a privacidade dos moradores seja preservada durante o processo.

“Esclarecemos que essa questão está sendo deliberada em conjunto com os moradores, que são os principais interessados no assunto. Confirmamos que a votação está em andamento e ainda não foi finalizada. O prazo para encerramento é amanhã.

Entendemos que o tema ganhou grande repercussão e despertou o interesse de muitas pessoas. No entanto, neste momento, é importante que todos zelem pela privacidade dos moradores e respeitem o processo democrático que está em curso, permitindo que os condôminos manifestem livremente sua decisão.

Assim que a votação for encerrada e o resultado oficialmente apurado, as providências administrativas cabíveis serão adotadas de acordo com a deliberação dos condôminos.

Ressaltamos ainda que as eventuais questões de natureza civil e criminal relacionadas ao caso já estão sendo acompanhadas pelos órgãos competentes, a quem cabe a devida apuração dos fatos”.

A eventual retirada do investigado do condomínio depende das regras internas do residencial e das medidas jurídicas que poderão ser adotadas após a votação. Paralelamente, as autoridades continuam as buscas para cumprir o mandado de prisão preventiva.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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