Ministro afirma que governo apoiará Sistema Único de Segurança Pública para ampliar integração entre instituições e enfraquecer facções criminosas
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reafirmou o apoio do governo federal à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e defendeu a criação de um Sistema Único de Segurança Pública no Brasil. Segundo ele, a integração entre os diferentes órgãos e entes federativos será decisiva para ampliar a eficiência das ações de enfrentamento ao crime organizado.
Em publicação feita na rede social X, Haddad sustentou que a cooperação entre União, estados e instituições de fiscalização deve deixar de ser uma medida excepcional e passar a orientar permanentemente as políticas de segurança pública. “Nós vamos apoiar a PEC da Segurança Pública e criar um Sistema Único de Segurança Pública no país, fazendo da cooperação a regra, e não a exceção como é hoje”, afirmou. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em sua conta oficial na plataforma.
Para Haddad, experiências recentes demonstram que a atuação integrada dos órgãos públicos produz resultados mais efetivos contra organizações criminosas. “Toda vez que cooperamos de forma federativa, ganhamos do crime organizado”, declarou.
☉ Integração entre instituições
Haddad também afirmou que a postura do governo paulista em relação à cooperação institucional deverá mudar nos próximos períodos. Sem detalhar medidas específicas, ele indicou que a articulação entre os diferentes níveis de governo será ampliada.
“A postura do governo do estado de São Paulo vai mudar”, disse o ex-ministro ao abordar o tema da segurança pública e do combate às redes criminosas que atuam no estado.
Ao citar exemplos de ações bem-sucedidas, Haddad destacou a Operação Carbono Oculto e a liquidação dos fundos da Reag. Segundo ele, ambas as iniciativas demonstraram a importância do trabalho conjunto entre órgãos de investigação, fiscalização e segurança.
☉ Asfixia financeira das organizações criminosas
De acordo com o pré-candidato a governador, essas operações reuniram diferentes instituições em torno do objetivo de desarticular esquemas criminosos por meio do bloqueio de suas fontes de financiamento.
“A Operação Carbono Oculto e a liquidação dos fundos da Reag são exemplos disso: envolveram nossas instituições, como Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público, para fazer o certo e desmontar o crime organizado a partir da asfixia das suas finanças”, afirmou.
A declaração reforça a estratégia defendida pelo governo federal de concentrar esforços não apenas na repressão direta aos crimes, mas também na identificação e interrupção dos fluxos financeiros que sustentam as organizações criminosas.
☉ O que prevê a PEC da Segurança Pública
A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado Federal. O texto busca fortalecer a integração entre as forças de segurança de todo o país e transformar em norma constitucional mecanismos de cooperação já previstos na legislação. Entre os principais objetivos está a consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ampliando a atuação coordenada entre União, estados e municípios.
A proposta também estabelece competências compartilhadas entre os órgãos de segurança pública e prevê o uso de sistemas eletrônicos integrados para o encaminhamento de registros de infrações de menor potencial ofensivo ao Poder Judiciário. Além disso, a União passa a ter atribuições relacionadas à formulação da política nacional de segurança pública e à coordenação do sistema de integração entre os diferentes órgãos.
Outro ponto central da PEC é o fortalecimento institucional do combate ao crime organizado por meio da cooperação entre os entes federativos. O texto constitucionaliza o Susp e busca garantir maior interoperabilidade entre polícias, órgãos de inteligência e demais instituições responsáveis pela segurança pública, preservando a autonomia dos estados sobre suas corporações policiais.
☉ Fortalecimento das polícias
Ao concluir sua manifestação, Haddad defendeu investimentos e fortalecimento das forças policiais, destacando que o combate às organizações criminosas deve alcançar os níveis superiores das estruturas ilícitas. “Vamos fortalecer as polícias. O crime organizado está no andar de cima, e é lá que vamos combatê-lo”, afirmou.
Fonte: Brasil 247
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