domingo, 7 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro é “muito ligado à turma do Vorcaro", diz Haddad

Pré-candidato ao governo de São Paulo afirma que o senador não tem condições de concorrer a cargos eletivos

           Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad (Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Diogo Zacarias/MF)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fez duras críticas neste sábado (6) à possível candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, transmitido pelo YouTube, Haddad afirmou que o parlamentar é “muito ligado à turma do Vorcaro” e questionou sua capacidade de disputar qualquer cargo eletivo.

Durante a entrevista, Haddad classificou como “muito estranho” imaginar Flávio Bolsonaro na Presidência da República. Segundo ele, o senador não possui as credenciais necessárias para comandar o país. “É muito estranho imaginar uma pessoa da qualidade dele [como] presidente de um país de tanta importância como o Brasil”, afirmou o ex-ministro.

O petista relacionou sua crítica às recentes informações que vieram a público envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens e detalhes ligados à produção do filme Dark Horse, projeto que teve aportes financeiros associados ao fundador do Banco Master.

Na avaliação de Haddad, os episódios enfraquecem qualquer pretensão eleitoral do senador. Ao comentar o conteúdo divulgado, ele fez uma crítica contundente à conduta de Flávio Bolsonaro, que chamou Vorcaro de “irmãozinho”. “O cara falar naqueles termos com o Vorcaro, você acha que uma candidatura progressista se sustenta, depois de um áudio daquele? O cara não tem condição de concorrer a nada, nem a síndico de prédio”, declarou.

● Aportes milionários para o projeto
Segundo documentos obtidos pelo The Intercept Brasil, o planejamento financeiro previa quase US$ 24 milhões em aportes para o projeto de Dark Horse, valor que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época.

A investigação revelou ainda que, até maio de 2025, pelo menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos ao fundo Havengate, responsável pela produção do filme. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

● Contexto financeiro do Banco Master
As mensagens ganham relevância diante do cenário enfrentado pelo Banco Master naquele período. Na época, o Banco Central já havia intensificado cobranças relacionadas à liquidez e à capitalização da instituição desde o fim de 2024. Paralelamente, o grupo buscava novas fontes de recursos para sustentar suas operações. Mesmo nesse contexto, as conversas indicam que os aportes destinados ao filme da família Bolsonaro receberam tratamento prioritário dentro da estrutura financeira comandada por Daniel Vorcaro.

Fonte: Brasil 247

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