quinta-feira, 11 de junho de 2026

Fujimori volta a liderar eleição no Peru por 500 votos no 4º dia de apuração


A candidata de extrema-direita, Keiko Fujimori, e o candidato da esquerda, Roberto Sánchez. Foto; Ernesto Benavides/AFP

A eleição presidencial no Peru entrou no quarto dia de apuração em clima de indefinição total. Com cerca de 98% das urnas contabilizadas, a candidata de extrema direita Keiko Fujimori voltou à frente do deputado de esquerda Roberto Sánchez por uma margem de pouco mais de 600 votos.

A disputa teve sucessivas viradas desde o fechamento das urnas. Keiko começou a apuração com vantagem, impulsionada por regiões urbanas e pelo voto de peruanos no exterior. Sánchez, candidato do Juntos pelo Peru, ultrapassou a adversária na segunda-feira (8), mas viu a diferença diminuir novamente com o avanço da contagem.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela imprensa internacional com base na autoridade eleitoral peruana, Keiko aparece praticamente empatada com Sánchez, em uma diferença inferior a 0,01 ponto percentual. A apuração ainda depende de atas pendentes e de votos submetidos a revisão, o que pode adiar a confirmação do resultado final.

Keiko Fujimori, do Força Popular, é filha do ex-ditador Alberto Fujimori e concorre à Presidência pela quarta vez. Ela foi derrotada no segundo turno em 2011, 2016 e 2021 e voltou a chegar à etapa final em uma eleição marcada por forte polarização e desgaste das instituições peruanas.

Ilustrativa
Foto: Reprodução/DecidePerú
Roberto Sánchez, deputado e ex-ministro, é identificado com a esquerda e tem base eleitoral mais forte em áreas rurais e regiões afastadas dos grandes centros urbanos. O candidato chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos válidos na primeira rodada.

A demora na apuração tem relação com o sistema de votação em cédulas de papel, a contagem de votos do exterior e a revisão de atas contestadas. A autoridade eleitoral já informou que a divulgação do resultado final pode levar dias.

O cenário reflete a instabilidade política do Peru, que teve uma sucessão de presidentes na última década e altos índices de desconfiança no governo e no Congresso. O próximo vencedor assumirá um país dividido e sob forte pressão institucional.

Fonte: DCM

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