quinta-feira, 29 de outubro de 2026

As surpresas da nova convocação de Ancelotti para a Seleção Brasileira


      Carlo Ancelotti. Foto: Reprodução

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta quinta-feira (29), na sede da CBF, no Rio de Janeiro, os 26 convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra Japão, em 14 de novembro, às 7h15, e Singapura, no dia 17, às 7h. Ambos os jogos serão disputados em Singapura.

A lista tem cinco estreantes: Jonathan Jesus, André Luiz, Allan, Marlon Gomes e Alisson Santana. Ao comentar os jovens, Ancelotti afirmou: “Para nós é muito importante conhecer cada um melhor”.

Por decisão da CBF, Flamengo e Palmeiras ficaram fora da convocação devido à disputa pelo título do Brasileirão. Outros seis clubes brasileiros tiveram um atleta chamado cada. Os amistosos encerram o calendário da Seleção em 2026.

Confira a convocação:

Goleiros

  • Bento (Al-Nassr)
  • Lucas Perri (Torino)
  • Pedro Morisco (Coritiba)

Defensores

        •    Arthur Dias (Athletico-PR)
        •    Carlos Augusto (Inter de Milão)
        •    Douglas Santos (Zenit)
        •    Gabriel Magalhães (Arsenal)
        •    Jair Cunha (Nottingham Forest)
        •    Jonathan Jesus (Cruzeiro)
        •    Vanderson (Monaco)
        •    Vitor Reis (Manchester City)
        •    Wesley (Roma)

Meias

        •    André Luiz (Corinthians)
        •    Andrey Santos (Manchester United)
        •    Bruno Guimarães (Arsenal)
        •    Danilo (Botafogo)
        •    Gabriel Bontempo (Santos)
        •    João Gomes (Aston Villa)
        •    Marlon Gomes (Shakhtar Donetsk)

Atacantes

        •    Alisson Santana (Shakhtar Donetsk)
        •    Allan (Manchester City)
        •    Endrick (Real Madrid)
        •    Estêvão (Chelsea)
        •    Raphinha (Barcelona)
        •    Rayan (Bournemouth)
        •    Vini Jr. (Real Madrid)

Fonte: DCM

TSE revela que eleições de 2022 tiveram mais votos após as 17h do que em 2026

 Levantamento mostra que 34,3 mil eleitores votaram após o horário regular neste ano, contra 41 mil em 2022, apesar da prorrogação determinada por Zanin

Urna eletrônica de votação - Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

 A decisão de estender o horário de votação até as 19h no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 teve impacto reduzido sobre o número de votos registrados após as 17h. Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que 34,3 mil votos foram computados depois do horário regular neste ano, quantidade inferior aos 41 mil registrados no mesmo período em 2022, quando não houve a mesma medida excepcional.

Os dados constam de um estudo elaborado pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TSE, obtido pelo jornal O Globo e divulgado nesta quinta-feira (29). A análise indica que a prorrogação determinada pelo ministro Cristiano Zanin teve efeito limitado sobre o resultado da eleição, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL).

Lula recebeu 64.256.232 votos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59.826.041. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos. Nesse cenário, os 34,3 mil votos registrados após as 17h representam aproximadamente 0,8% da vantagem obtida pelo presidente reeleito.

O impacto diretamente associado à extensão do funcionamento das seções eleitorais foi ainda menor. Segundo o levantamento, 6,7 mil urnas permaneceram abertas até as 19h, conforme a determinação de Zanin, mas registraram apenas 4.773 votos nesse período.

A distinção é importante porque a legislação eleitoral já assegura o direito de votar aos eleitores que estejam na fila até as 17h, mesmo quando o atendimento ultrapassa o horário previsto para o encerramento da votação. Portanto, nem todos os votos computados depois desse horário podem ser atribuídos à prorrogação excepcional.

Lula adia pronunciamento à nação para recuperar a voz e anuncia discurso na próxima semana

 Presidente afirma que está reduzindo suas atividades devido à rouquidão e agradece mobilização popular que garantiu sua reeleição

             Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (29) que pretende fazer um pronunciamento à nação na próxima semana, após se recuperar de um quadro de rouquidão que o levou a diminuir temporariamente sua agenda de atividades. A declaração foi divulgada em uma mensagem de áudio enviada a apoiadores pelo WhatsApp.

Segundo informações do UOL, o presidente explicou que está preservando a voz antes de voltar a intensificar seus compromissos públicos. O anúncio ocorre em meio ao cenário político posterior à eleição presidencial, marcada pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL), que não reconheceu a vitória de Lula e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.

“Vocês estão percebendo que eu estou com minha voz muito rouca. Eu estou tendo pouca atividade nesta semana até recuperar minha voz”, afirmou Lula em mensagem publicada no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Vice-presidente da OAB-GO xinga eleitores do Lula e pede desculpas após críticas


Thales Jayme, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO). Foto: reprodução

O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Thales José Jayme, pediu desculpas após repercutir nas redes sociais um comentário contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, ele afirmou: “Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais”.

Jayme escreveu a frase em uma publicação sobre a “Caminhada da Virada – Bora Lula”, ato realizado na Praça Universitária, em Goiânia. “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”, comentou o advogado.

A mensagem provocou críticas por seu teor hostil contra pessoas identificadas com o PT. A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO), presidente estadual do partido, reagiu em vídeo e dirigiu-se ao dirigente da Ordem.

“Eu sei muito bem o que você falou, vice-presidente da OAB de Goiás, que tem que pôr o povo do PT no saco e jogar no rio. Eu tô te esperando. Vem aqui, vem me jogar no rio”, disse Accorsi.

Thales José Jayme, vice-presidente da OAB-GO
Publicações de Thales José Jayme. Foto: reprodução

PT avalia medidas e OAB-GO rejeita intolerância

A deputada afirmou que acionou o setor jurídico do PT em Goiás para avaliar medidas de responsabilização pelas declarações. A análise envolve manifestações consideradas discriminatórias ou ameaçadoras contra militantes e apoiadores da legenda.

Bancada governista na Câmara pede apuração sobre listas de boicote a trabalhadores e comerciantes

 Notícia de fato apresentada à PGR, Polícia Federal e MPT denuncia retaliações políticas em oito estados após a eleição presidencial

                     Paulo Pimenta - Crédito: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Lula (PT) na Câmara dos Deputados, protocolou uma notícia de fato junto à Procuradoria-Geral da República, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho solicitando a abertura de uma investigação de âmbito nacional sobre o mapeamento e perseguição a apoiadores do presidente reeleito. A peça também conta com a subscrição dos deputados federais Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP).

A representação cobra a apuração da origem, eventual coordenação centralizada e financiamento de cadastros que expõem trabalhadores, profissionais liberais e estabelecimentos comerciais para incentivar o boicote econômico, demissões e o rompimento de contratos. Segundo o documento, as ações ganharam força logo após a divulgação do resultado do segundo turno eleitoral e cobrem ao menos oito unidades da Federação.

VÍDEO: Senador mexicano “faz o L” e diz que vitória de Lula é “freio ao fascismo”


                          Gerardo Fernández Noroña, senador do México. Foto: reprodução

O senador mexicano Gerardo Fernández Noroña, do Morena, partido da presidente Claudia Sheinbaum, comemorou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o resultado brasileiro tem importância para toda a América Latina. Em discurso no México, o parlamentar classificou a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) como um freio ao avanço da extrema-direita na região. Fernández Noroña integra atualmente o Senado mexicano pelo Morena.

“Quero começar felicitando o povo do Brasil e o grande dirigente brasileiro Lula da Silva, que colocou um freio no neofascismo”, afirmou o senador, em tradução da declaração feita originalmente em espanhol.

Noroña também relacionou o resultado brasileiro ao cenário político mexicano e à expansão de governos de direita alinhados aos Estados Unidos. “Já estavam esfregando as mãos, lambendo os beiços, porque iam isolar o nosso país diante do avanço do neofascismo. Tomem essa para aprender”, declarou.

Fuga de Flávio Bolsonaro pode gerar pedido de prisão? Saiba o que dizem juristas


                               Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil pode fundamentar um pedido de prisão preventiva do senador, na avaliação de especialistas em direito penal consultados pela Folha. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cancelamento de passaportes emitidos em seu nome e proibir que deixasse o país.

Flávio é alvo de duas investigações no STF: uma apura suspeitas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”; a outra envolve sua ligação com o advogado e empresário de apostas Willer Tomaz, investigado no escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A restrição de viagens partiu do inquérito sob sigilo que apura suspeita de lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal apontou “risco concreto de evasão do território nacional” ao pedir a apreensão do passaporte do senador. A representação chegou a Moraes no domingo (25) e citou a saída de Willer Tomaz do Brasil como precedente, além da estrutura que Eduardo Bolsonaro manteria nos Estados Unidos.

Para o professor de direito penal da USP Mauricio Stegemann Dieter, Flávio violou a mesma proibição que justificou a medida contra seu passaporte: deixar o país. Dieter afirmou à Folha que uma eventual prisão preventiva pode abrir caminho para pedido de extradição antes mesmo de uma condenação definitiva.

Ancelotti convoca Seleção Brasileira nesta quinta (29); saiba onde acompanhar


                Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira. Foto: Reprodução

O técnico Carlo Ancelotti anunciará nesta quinta-feira (29), às 15h, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, os convocados da Seleção Brasileira para os últimos amistosos de 2026, contra Japão e Singapura. As duas partidas serão disputadas no Estádio Nacional de Singapura.

O Brasil enfrentará o Japão em 14 de novembro, às 7h15, e os anfitriões no dia 17, às 7h, ambos no horário de Brasília. A convocação será transmitida ao vivo pela CBF TV, no YouTube.

Casa Branca demonstra incômodo após Flávio Bolsonaro se declarar presidente eleito do Brasil

 Governo Trump considera inadequada a declaração do senador, que alterou carta após se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil’

Donald Trump e Flávio Bolsonaro -  Crédito: Donald Trump/ REUTERS/Evan Vucci / Flávio Bolsonaro/ Reprodução/Ag. Senado/IA

 A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se apresentar como o verdadeiro presidente eleito do Brasil provocou desconforto nos bastidores do governo dos Estados Unidos. A declaração, incluída em uma carta divulgada pelo senador após sua chegada ao território norte-americano, foi considerada inadequada por integrantes da administração de Donald Trump, apesar da autorização concedida para sua entrada no país.

Segundo informações da jornalista Patrícia Vasconcellos, em sua coluna no SBT News, publicada nesta quinta-feira (29), a Casa Branca não deseja que Flávio reivindique a condição de presidente brasileiro. O episódio ampliou as preocupações de Washington sobre os impactos políticos da presença da família Bolsonaro nos Estados Unidos e seus possíveis reflexos nas relações diplomáticas com o Brasil.

O impasse começou após o cancelamento de uma entrevista coletiva que seria concedida pelo senador. Em seguida, sua equipe distribuiu à imprensa brasileira e internacional uma declaração de três páginas, disponibilizada em diferentes idiomas.

Na primeira versão do documento, Flávio afirmava dirigir-se à população brasileira e à comunidade internacional como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Poucos minutos depois, uma nova versão foi encaminhada aos jornalistas, substituindo a expressão por “o líder do Brasil”.

A mudança ocorreu em meio a questionamentos sobre a legitimidade da reivindicação feita pelo parlamentar, que disputou a Presidência pelo PL. Não há confirmação de que a alteração tenha sido motivada por divergências internas entre seus aliados.

Valdemar critica carta golpista de Flávio Bolsonaro e expõe racha no PL: “Não gostei”

 Presidente do partido rejeitou declarações do senador, que questionou o resultado das eleições após fugir para os Estados Unidos

Valdemar Costa Neto reúne lideranças do PL em Brasília em meio à incerteza sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro após decisão do STF sobre seus passaportes - Crédito: Divulgação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, manifestou nesta quinta-feira (29) seu descontentamento com a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual o parlamentar se apresenta como “líder do Brasil” e contesta, sem apresentar provas, o resultado das eleições presidenciais. A declaração evidencia o desconforto dentro da própria legenda diante da repercussão política da viagem do senador aos Estados Unidos e de suas manifestações contra o processo eleitoral brasileiro.

Valdemar foi questionado sobre o documento ao chegar ao condomínio do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde realizaria uma visita autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dirigente partidário respondeu de maneira enfática: “Não gostei. Não gostei”.

A manifestação representa uma crítica pública do principal dirigente do PL à postura de Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil acompanhado da família e divulgou uma carta contestando a legitimidade do resultado eleitoral. O episódio provocou reações de partidos políticos, autoridades eleitorais e integrantes do próprio campo político do senador.

PF prende presidente do TCE-MT em operação contra desvios de recursos

Ação apura irregularidades em contratos, saques em espécie e favorecimentos em pagamentos no órgão público

    Polícia Federal  - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma ofensiva deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29) apura suspeitas de desvios e fraudes em pagamentos a servidores e na administração de contratos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), tendo culminado na prisão preventiva do presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida.

Batizada de Operação Tomada de Contas, a mobilização reúne um contingente superior a 180 agentes federais encarregados de cumprir seis ordens de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. A ofensiva policial transcorre simultaneamente em três estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), as decisões judiciais englobam também a quebra de sigilos e o sequestro de bens dos envolvidos no esquema.

De acordo com as apurações da Polícia Federal, há indícios de que a interrupção proposital de contratos administrativos vinha sendo empregada para chantagear fornecedores, garantindo em contrapartida vantagens indevidas e liberação seletiva de verbas públicas.

Além do favorecimento contratual, a investigação sinaliza incoerências em repasses financeiros a companhias privadas, transações bancárias suspeitas por parte de agentes públicos e frequentes saques de dinheiro vivo. Os analistas da corporação buscam associar diretamente os depósitos em conta com os saques efetuados nas instalações do tribunal.

Conforme ressalta a Polícia Federal, os suspeitos estão sob apuração pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e infrações contra a Administração Pública.

Fonte: Brasil 247

Projeto de Janones cria 14º salário para aposentados do INSS

Proposta acrescenta uma segunda parcela de igual valor ao abono anual e prevê início do pagamento no exercício financeiro seguinte à publicação.

André Janones quer dobrar abono anual pago a aposentados do INSS.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) apresentou o projeto de lei 5.592/2026, que propõe o pagamento em dobro do abono anual aos aposentados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Chamado pelo autor de "14º salário", o benefício seria criado por meio de alteração na Lei 8.213/1991.

Pelo texto, o abono anual pago aos aposentados passaria a ter uma segunda parcela de igual valor. A proposta abrange todas as modalidades de aposentadoria mantidas pelo RGPS e preserva a forma atual de cálculo, que considera como referência a renda mensal do benefício em dezembro.

O projeto não exige inscrição ou comprovação adicional para receber o valor. Segundo Janones, a condição de aposentado e o valor do benefício já estão registrados nos sistemas de pagamento do RGPS.

Justificativa

Na justificativa, Janones afirma que a parcela adicional ajudaria aposentados a custear despesas como medicamentos, tratamentos de saúde, alimentação, moradia, energia e transporte.

PT pede ação nacional da Polícia Federal contra violência política nas eleições de 2026

 Bancada cobra investigação de agressões, mortes e ameaças a apoiadores de Lula e parlamentares, além de medidas de proteção às vítimas

          Polícia Federal - Crédito: Divulgação/Arquivo/PF

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a criação de uma ação nacional coordenada para investigar episódios de violência política registrados durante as eleições de 2026. A iniciativa busca ampliar a atuação da Polícia Federal (PF) na apuração de agressões, ameaças e mortes ocorridas em diferentes estados, especialmente na reta final da campanha e após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido foi formalizado pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), em ofício encaminhado nesta quarta-feira (28) ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com cópia ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O documento reúne ocorrências relatadas em diversas regiões do país e reivindica providências para identificar os responsáveis, proteger as vítimas e investigar possíveis motivações políticas, racistas, misóginas e homotransfóbicas.

A bancada defende que o governo federal formalize e amplie o grupo de trabalho já constituído no Ministério da Justiça, garantindo abrangência nacional e acompanhamento contínuo dos casos relacionados ao processo eleitoral, inclusive daqueles registrados depois da votação.

Entre as principais reivindicações está a abertura de inquéritos pela Polícia Federal em episódios com repercussão interestadual ou internacional, além da investigação de ameaças articuladas nas redes sociais contra parlamentares, candidatos e lideranças políticas.

O documento também solicita que as autoridades estaduais examinem expressamente eventuais motivações discriminatórias nas investigações, evitando que essas hipóteses sejam descartadas sem diligências suficientes.

Justiça dá 15 dias para Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano se manifestarem sobre caso de transfobia

 Associação Nacional de Travestis e Transexuais os deputados do PL de discriminação em vídeo eleitoral e pede indenização de R$ 500 mil

Lucas Pavanato - Crédito: Mozart Gomes/Câmara São Paulo

A Justiça de São Paulo estabeleceu um prazo de 15 dias para que o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) apresentem suas defesas em uma ação civil pública por suposta prática de “transfobia recreativa”. O processo foi movido pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) após a divulgação de um vídeo de campanha eleitoral que, segundo a entidade, ridiculariza mulheres trans.

A determinação foi assinada pela juíza Maiara Leite, da 38ª Vara Cível de São Paulo, e publicada na quarta-feira (28). As informações foram divulgadas pela coluna Grande Angular, do Metrópoles. Além de determinar a manifestação dos parlamentares eleitos, a magistrada ordenou que a Meta preserve os dados relacionados à circulação e ao engajamento da publicação nas redes sociais.

Na ação, a Antra solicita a retirada do vídeo, uma retratação pública dos envolvidos, a proibição de novas publicações com conteúdo semelhante e o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Caso a indenização seja concedida, os recursos deverão ser destinados a um fundo público voltado à reparação de direitos coletivos.

A associação também apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a investigação de possíveis responsabilidades nas esferas cível e criminal.

PF investiga Paulo Guedes por suspeita de crime contra o sistema financeiro

 Ex-ministro prestou consultoria à OnilX, empresa de criptomoedas que prometia rendimentos de até 2,8% ao mês e é alvo de ações de investidores que não conseguiram resgatar recursos

Paulo Guedes - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O ex-ministro da Economia Paulo Guedes, integrante do governo Jair Bolsonaro, é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O inquérito, instaurado em fevereiro deste ano, também tem como investigado o empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da OnilX, plataforma de investimentos em criptomoedas que enfrenta uma série de processos judiciais movidos por clientes que alegam dificuldades para recuperar recursos aplicados. As informações foram divulgadas pelo jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

A investigação tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, e conta com a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). O procedimento foi autuado em 10 de fevereiro e tem como assunto principal a apuração de possíveis crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional. Os documentos identificam Guedes e Fábio Lino como investigados, mas não detalham publicamente as condutas específicas atribuídas a cada um.

A relação do ex-ministro com a OnilX já havia sido revelada pelo Metrópoles em 24 de setembro. Segundo a reportagem, Guedes desempenhou atividades de consultoria para a empresa, participou de reuniões estratégicas, manteve encontros com potenciais investidores e teve sua imagem associada à divulgação dos negócios da plataforma.

PF deflagra nova fase da Operação Unha e Carne contra lavagem bilionária

 Investigação mira organização criminosa que movimentou R$ 7,6 bilhões por meio de postos de combustíveis no Rio de Janeiro

       Polícia Federal - Crédito: Divulgação/Arquivo/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a 9ª etapa da Operação Unha e Carne, ação focada em desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro operado a partir de postos de combustíveis, informa Mirelle Pinheiro no Metrópoles.

As diligências ocorrem no estado do Rio de Janeiro, onde agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no bairro da Barra da Tijuca, situado na zona sudoeste da capital fluminense. Todas as ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Passaporte italiano usado na fuga pode barrar asilo de Flávio nos EUA; entenda


      Desembarque de Flávio Bolsonaro nos EUA, onde entrou com passaporte italiano. Foto: Reprodução

A cidadania italiana do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cria um obstáculo jurídico para uma eventual concessão de asilo político pelos Estados Unidos. Decisões recentes da área migratória americana estabeleceram que cidadãos da União Europeia são presumivelmente inelegíveis ao benefício porque podem viver legalmente, por tempo indeterminado, em países do bloco.

Em decisão divulgada em 9 de outubro, a Junta de Apelações de Imigração dos EUA afirmou que “cidadãos da União Europeia são, presumivelmente, inelegíveis para a concessão de asilo nos EUA, uma vez que têm o direito de residir legalmente, por tempo indeterminado, em qualquer Estado-membro da União Europeia”.

O entendimento envolveu uma estudante com passaportes do Gabão e da França. Ela entrou nos Estados Unidos como estudante em 2016 e pediu asilo dois anos depois, alegando risco de perseguição por sua ligação familiar com opositores de Ali Bongo, presidente gabonês entre 2009 e 2023.

As autoridades americanas negaram o pedido porque não identificaram “um temor fundamentado de perseguição na França”, considerada um país seguro. A decisão também apontou que a estudante poderia morar com segurança em outro país da União Europeia.

Denúncia vinda da Itália

O deputado italiano Angelo Bonelli, da Aliança dos Verdes e da Esquerda (AVS), apresentou nesta quarta-feira (28) um pedido formal de esclarecimentos ao governo de Giorgia Meloni sobre a concessão da cidadania italiana a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

O parlamentar suspeita de tratamento privilegiado na tramitação dos documentos e questiona a rapidez do processo, concluído para Flávio e Eduardo em 2023, enquanto outros requerentes aguardam anos na fila. Flávio utilizou o passaporte italiano para entrar na Argentina antes de seguir para os Estados Unidos, onde apresentou seu passaporte diplomático brasileiro, já cancelado pela Polícia Federal. “O passaporte italiano não pode ser utilizado para fugir da Justiça”, declarou Bonelli, que cobrou uma investigação sobre possíveis irregularidades na concessão da cidadania.


quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Moraes diz que impedir saída de Flávio do país era medida “lógica e natural”


Flávio Bolsonaro deixa a Superintendência da Polícia Federal em Brasília após visitar o pai. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a proibição de o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixar o Brasil era uma consequência “lógica e natural” do cancelamento e da entrega de seus passaportes. O magistrado citou risco concreto de evasão do território nacional.

Moraes assinou a decisão na segunda-feira (26), após acolher pedido da Polícia Federal para determinar o cancelamento dos documentos e a entrega dos passaportes do senador. As restrições integram uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Flávio Bolsonaro criticou a ordem no mesmo dia e declarou que não deixaria o país um dia depois de perder as eleições presidenciais. Ele não entregou os passaportes dentro do prazo de 24 horas fixado na noite de domingo (25) e deixou o Brasil; a Polícia Federal apura as circunstâncias da saída.

No despacho, Moraes avaliou que as medidas cautelares eram necessárias para a fase atual da investigação. “As medidas cautelares revelam-se necessárias e adequadas, bem como proporcionais em sentido estrito”, escreveu o ministro.

Lula prepara pronunciamento na TV sobre quarto mandato

 Presidente pretende falar sobre eleições e planos para o novo governo antes do feriado de Finados, após “descansar” a voz

     Lula - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende fazer um pronunciamento em rede nacional de televisão nos próximos dias para tratar do resultado das eleições e dos planos para seu quarto mandato. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

A data da manifestação ainda não foi definida, mas a intenção é que o discurso ocorra antes do feriado de Finados, na segunda-feira (2). Lula pretende abordar os compromissos que deseja cumprir durante o novo mandato.

Lula se recupera após campanha eleitoral

O presidente está descansando a voz, afetada pelo esforço da reta final da campanha eleitoral e pelos discursos feitos depois da confirmação de sua vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no domingo (25).

Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente dos “Estados Unidos do Brazil”



O senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou nesta quarta-feira presidente eleito do “Estados Unidos do Brazil”, apesar de ter perdido a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma declaração divulgada nos Estados Unidos, ele alegou sem apresentar provas que houve “fraude eleitoral” no processo brasileiro.

Flávio afirmou dirigir-se “ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O texto substituiu uma entrevista coletiva que ele concederia na manhã de quinta-feira, em Miami.

O candidato derrotado recebeu mais de 59 milhões de votos no último domingo. Depois do resultado, deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos, onde divulgou a manifestação.

Na declaração, o senador agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei. Flávio disse que os dois colaboraram com a operação que permitiu sua saída do país incógnito.
Versão antiga do Brasão de Armas do Brasil. Foto: Divulgação