Ação apura irregularidades em contratos, saques em espécie e favorecimentos em pagamentos no órgão público
Polícia Federal - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Uma ofensiva deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29) apura suspeitas de desvios e fraudes em pagamentos a servidores e na administração de contratos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), tendo culminado na prisão preventiva do presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida.
Batizada de Operação Tomada de Contas, a mobilização reúne um contingente superior a 180 agentes federais encarregados de cumprir seis ordens de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. A ofensiva policial transcorre simultaneamente em três estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), as decisões judiciais englobam também a quebra de sigilos e o sequestro de bens dos envolvidos no esquema.
De acordo com as apurações da Polícia Federal, há indícios de que a interrupção proposital de contratos administrativos vinha sendo empregada para chantagear fornecedores, garantindo em contrapartida vantagens indevidas e liberação seletiva de verbas públicas.
Além do favorecimento contratual, a investigação sinaliza incoerências em repasses financeiros a companhias privadas, transações bancárias suspeitas por parte de agentes públicos e frequentes saques de dinheiro vivo. Os analistas da corporação buscam associar diretamente os depósitos em conta com os saques efetuados nas instalações do tribunal.
Conforme ressalta a Polícia Federal, os suspeitos estão sob apuração pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e infrações contra a Administração Pública.
Fonte: Brasil 247
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