domingo, 27 de setembro de 2026

MPT recebe 614 denúncias de assédio eleitoral; maioria é de SP

Homem votando na cabine eleitoral. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 614 denúncias de assédio eleitoral em 2026 a uma semana do primeiro turno. O total é sete vezes maior que o número registrado até o fim de setembro na eleição de 2022, quando chegaram 85 relatos. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo .

As denúncias cresceram ao longo dos últimos meses: foram 46 em julho, 135 em agosto e 350 em setembro. Só os registros de setembro representam mais da metade das ocorrências contabilizadas pelo órgão neste ano.

O assédio eleitoral envolve pressões, constrangimentos ou ameaças contra trabalhadores em razão de suas posições políticas ou eleitorais. Os relatos podem partir dos empregados ou de outras pessoas que tenham conhecimento das situações.

Em 2022, o número de denúncias aumentou depois da votação. O MPT recebeu 2.639 registros em outubro, outros 499 em novembro e 148 em dezembro, encerrando aquele ano com 3.371 casos.

Sudeste concentra maior número de relatos


Ministério Público do Trabalho. Gráfico: Reproduição/Repórter Brasil
Levantamento do Ministério Público do Trabalho. Gráfico: Reproduição/Repórter Brasil
O Sudeste lidera as denúncias de assédio eleitoral em 2026, com 216 ocorrências. O Nordeste aparece em seguida, com 153, à frente do Centro-Oeste, que soma 100; do Sul, com 81; e do Norte, com 64.

São Paulo concentra o maior número de denúncias entre os estados, com 77 casos. Rio de Janeiro registra 68, Minas Gerais tem 61 e Paraná, 37; Goiás soma 35 e o Distrito Federal, 34.

Os relatos podem surgir após o pleito porque trabalhadores ou testemunhas decidem denunciar as pressões somente depois da votação. Há também casos em que empregadores demitem funcionários que manifestaram posição política contrária à defendida no local de trabalho.

O MPT mantém as investigações mesmo após o encerramento da eleição e pode atuar para interromper práticas irregulares quando confirma o assédio. Entre os casos de 2026 está uma ação contra o influenciador Rico Melquíades, acusado de sugerir a empregadas domésticas que “não quer petista”.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

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