Prestes a completar 85 anos, em 8 de junho, e no ano em que celebra 60 anos de sacerdócio, Padre Zezinho, nome artístico de José Fernandes de Oliveira, segue como uma das figuras mais conhecidas do catolicismo brasileiro. Autor de mais de 1,8 mil músicas, ele acaba de ganhar sua primeira biografia autorizada, “Apenas Um Cidadão do Infinito: Vida e Missão de Pe. Zezinho”, escrita pela jornalista Gabi Bonvechio.
Mesmo com limitações de saúde, o sacerdote mantém presença ativa nas redes sociais, onde publica reflexões e artigos. Sua página oficial no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores. Também é nesse ambiente que ele se tornou alvo de ataques de setores ultraconservadores ligados à direita católica.
O caso mais recente ocorreu em maio, após Padre Zezinho republicar um artigo do filósofo e sociólogo Romero Venâncio, professor da Universidade Federal de Sergipe, sobre a “escalada delirante de extremistas católicos nas redes digitais”. A publicação gerou ataques, calúnias e vídeos falsos que associavam o padre ao comunismo.
“Todos os dias eu sou agredido. Mas essa gente é 2% [dos católicos]. Os outros 98% querem catequese, querem atualização. A maioria quer o Vaticano 2º, a maioria quer as encíclicas sociais”, afirmou o sacerdote em entrevista à BBC News Brasil.
