Investigação da Polícia Civil apura possíveis irregularidades em contrato do Wi-Fi Livre SP; Prefeitura nega desvios e fala em perseguição política
Delegado vê fraude em contrato da Prefeitura de São Paulo com ONG ligada a Dark Horse (Foto: Brasil 247)
A investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) ganhou novos desdobramentos após declarações do presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), André Santos Pereira. Em entrevista ao UOL, ele afirmou que há “indícios de fraude” no acordo firmado durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo a reportagem original do UOL, a apuração está relacionada a suspeitas envolvendo o contrato do programa Wi-Fi Livre SP e possíveis conexões com a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação também analisa uma suposta confusão patrimonial entre o ICB e a produtora Go UP Entertainment, ambos ligados à empresária Karina Ferreira da Gama.
Ao comentar o caso, André Santos Pereira ressaltou que a atuação da Polícia Civil está baseada em elementos já identificados durante a investigação. “Há indícios de fraudes, houve investigação, manifestação do TCM (Tribunal de Contas do Município) indicando 20 irregularidades nos contratos, então, a Polícia Civil está realizando seu papel amparada por decisões judiciais”, declarou ao UOL.

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