Augusto Lima é considerado peça-chave sobre fraudes com o BRB. Jaques Wagner depõe na sexta-feira
A Polícia Federal (PF) prevê para esta segunda-feira (3) o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, no âmbito do inquérito que apura fraudes bilionárias da instituição financeira ocorridas antes de sua liquidação, informa Elijonas Maia, da CNN Brasil.
Esta é a terceira vez que a equipe de investigadores marca o interrogatório do investigado. As oitivas anteriores, agendadas para janeiro e junho, acabaram sendo adiadas — com um dos depoimentos cancelado — após a defesa de Lima avisar que ele permaneceria em silêncio caso não obtivesse acesso integral aos autos e a todas as provas já colhidas no processo.
O depoimento do empresário é tratado pelos investigadores como peça-chave para o esclarecimento das fraudes investigadas no principal inquérito da PF sobre o Master, envolvendo a atuação das empresas Tirreno e Cartus, além das operações com o Banco de Brasília (BRB).
No entanto, outra frente de investigação que estará no centro do interrogatório de Lima é a sua proximidade com o senador Jaques Wagner (PT-BA). A Polícia Federal suspeita que o parlamentar tenha recebido “vantagens econômicas indevidas” do Banco Master por intermédio de Augusto Lima, a quem o senador chama pelo apelido de “Guga Lima”.
Entre as vantagens supostamente concedidas estaria o custeio de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, localizado em Salvador (BA). De acordo com os autos, em uma conversa interceptada pela PF, o parlamentar encaminhou o contato do gerente da construtora a Augusto Lima junto com uma mensagem detalhando o imóvel: “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi.”
A apuração da Polícia Federal indica ainda que Jaques Wagner e Augusto Lima mantiveram intenso contato telefônico, registrando 74 chamadas ao longo de um ano e meio, o que somou cerca de 5 horas de conversas telefônicas.
Depoimento de Jaques Wagner
Na sexta-feira (7), a Polícia Federal em Brasília deve colher o depoimento do próprio senador Jaques Wagner. O parlamentar, que nega categoricamente a prática de qualquer ilegalidade, prestará esclarecimentos aos investigadores sobre a natureza de suas relações com o Banco Master.
Wagner será o primeiro político a depor formalmente no âmbito da Operação Compliance Zero. Embora não tenha sido o primeiro político a figurar como alvo das apurações — posto ocupado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) —, o parlamentar baiano foi o primeiro a ser intimado porque a PF trabalha para concluir ainda este mês o seu primeiro relatório da investigação, no qual Wagner é citado.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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