quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Flávio Bolsonaro divulga diploma correto após UFRJ negar registro de pós-graduação

 

 Flávio Bolsonaro. Foto: Evaristo Sa/AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou seus diplomas de graduação e especializações após a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) negar que ele tenha cursado uma pós-graduação na instituição, informação que constava em perfis oficiais e redes sociais do parlamentar.

Na publicação feita na noite de 13 de agosto, Flávio escreveu: “Para que não restem dúvidas sobre minha formação acadêmica, conquistada à base de vários anos de muito estudo e dedicação”. Ele listou os cursos e anexou os documentos.

O senador afirmou ser bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes e disse que se inscreveu na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2006. Também declarou ter concluído uma especialização em políticas públicas pelo Iuperj-Ucam e pela Escola de Políticas Públicas e Governo, em 2012.

Flávio ainda apresentou um diploma de MBA em empreendedorismo e desenvolvimento de novos negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV), concluído em 2015. A relação divulgada por ele não inclui curso de pós-graduação em ciências políticas pela UFRJ.



UFRJ não encontrou registro de Flávio Bolsonaro como aluno

A universidade informou que consultou o Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA) e não localizou matrícula do senador. “Não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente na Universidade Federal do Rio de Janeiro”, declarou a instituição.

Antes da negativa da UFRJ, perfis ligados a Flávio indicavam que ele havia feito uma pós-graduação em ciências políticas na universidade. A descrição aparecia em sua página na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em perfil no Senado Federal, no LinkedIn e na Wikipedia.

A assessoria do parlamentar atribuiu a inserção da informação a um “equívoco” e afirmou que os dados podem ter sido “possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”. A explicação não apontou qual área ou pessoa incluiu a referência à UFRJ nos perfis.

As menções à suposta pós-graduação na UFRJ saíram do ar em 12 de agosto. A universidade não atribuiu ao senador nenhuma matrícula ou vínculo acadêmico em sua resposta sobre o caso.

Fonte: DCM

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