quinta-feira, 23 de julho de 2026

Michelle faltará à convenção nacional do PL que oficializará candidatura de Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama é esperada na convenção da legenda no Distrito Federal, onde poderá anunciar candidatura ao Senado

Michelle Bolsonaro e senador Flávio Bolsonaro
Crédito: Michelle Bolsonaro/Reprodução/Redes Sociais Flávio Bolsonaro/Mateus Bonomi/Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participará da convenção nacional do PL marcada para 25 de julho, em São Paulo, quando o partido deverá oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação é do Valor Econômico.

A ausência indica que os esforços do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, para promover uma reconciliação entre Michelle e Flávio não produziram resultado até o momento.

Michelle, no entanto, é esperada na convenção do PL no Distrito Federal, prevista para 5 de agosto. No partido, permanece a expectativa de que ela aproveite o evento para anunciar uma candidatura ao Senado.

⦾ Cuidados com Jair Bolsonaro

Um aliado de Michelle afirmou que a ex-primeira-dama não viajará a São Paulo porque tem se dedicado quase integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde.

Por ser realizado em Brasília, o encontro do PL no Distrito Federal seria de participação mais fácil. O aliado, porém, não confirmou se Michelle já tomou uma decisão definitiva sobre disputar uma vaga no Senado.

 Valdemar tentou aproximar Michelle e Flávio

Em 8 de julho, Valdemar Costa Neto declarou que trabalhava para aproximar Flávio e Michelle antes da convenção nacional.

“Não podemos sair brigando dentro de casa, temos que acertar isso aí em 20 dias, porque a nossa convenção nacional vai ser dia 25”, afirmou o dirigente.

O objetivo era que os dois aparecessem juntos no evento de oficialização da candidatura presidencial, demonstrando unidade interna. A sinalização de ausência de Michelle frustra essa estratégia.

⦾ Indefinição afeta chapa no Distrito Federal

A decisão de Michelle também interfere na montagem da chapa do PL no Distrito Federal. O partido deve apoiar a reeleição da governadora Celina Leão, do PP, apontada como uma das amigas mais próximas da ex-primeira-dama.

O PL poderá indicar um ou dois candidatos para as duas vagas ao Senado. Caso Michelle não concorra, permanecem entre os possíveis nomes o senador Izalci Lucas, que pode buscar a reeleição, e a deputada federal Bia Kicis, que já está em pré-campanha.

Izalci também considera disputar o governo do Distrito Federal, mas essa possibilidade perderia força caso o apoio do PL a Celina Leão seja confirmado.

⦾ Rompimento veio a público em junho

O afastamento entre Michelle e Flávio tornou-se público em junho, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo nas redes sociais acusando o enteado de destratá-la e humilhá-la.

Segundo Michelle, Flávio teria afirmado que ela não entendia de política. A divergência surgiu em meio a disputas internas sobre a formação de palanques estaduais e a escolha de candidatos ao Senado.

Um dos principais focos de insatisfação foi o Ceará. Michelle discordou de uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes e não conseguiu assegurar uma candidatura ao Senado para sua aliada, a deputada Priscila Costa.

⦾ Flávio pediu desculpas

Após o episódio, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo desculpas a Michelle. Posteriormente, durante encontro com mulheres conservadoras, afirmou respeitar a ex-primeira-dama e o trabalho desenvolvido por ela à frente do PL Mulher.

“Ela vai caminhar junto com a gente porque sabe que o Brasil não suporta mais quatro anos de PT”, declarou o senador.

Os gestos, entretanto, não foram suficientes para restabelecer publicamente a relação entre os dois.

⦾ Disputa divide militância do PL

O conflito provocou divisões entre apoiadores do partido. Parte da militância acusou Michelle de se afastar do projeto político de Jair Bolsonaro, que escolheu o filho como seu representante na disputa presidencial.

Outro grupo saiu em defesa da ex-primeira-dama, que preserva influência significativa entre mulheres conservadoras e setores evangélicos.

A possível candidatura de Michelle ao Senado mantém seu nome no centro das articulações do PL, mesmo com sua ausência na convenção que oficializará Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.

Fonte: Brasil 247 com informação do Valor Econômico.

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