Um candidato bolsonarista invadiu um prédio da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) para intimidar estudantes e professores nesta segunda (8). “Hagara do Pão de Queijo”, que vai disputar vaga de deputado federal por São Paulo, foi o responsável pelo ataque.
Ele, que tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, costuma invadir escolas e intimidar alunos e professores para ganhar likes nas redes. Vídeos divulgados após a invasão da UFSCar mostram que ele entrou em moradias, vandalizou placas e partiu para cima de estudantes.
Em conteúdos divulgados pelo próprio bolsonarista, ele aparece chamando os estudantes de “vândalos”, “maconheiros” e “marginais”, atacando professores e pedindo a prisão em flagrante de um aluno.
Em outros vídeos, o bolsonarista aparece reclamando que eles não deveriam ter “o direito de protestar”. Veja:
Em nota, a ADUFSCar (Sindicato dos Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos campi da UFSCar e do Instituto Federal de São Paulo) chamou a invasão de “antidemocrática e intimidatória” e disse que o bolsonarista “depredou o patrimônio público”.
“Tudo isso filmado e transmitido como espetáculo para as redes sociais, em uma encenação calculada para produzir engajamento digital à custa da integridade, da honra e da segurança da comunidade acadêmica. Tais condutas configuram, além de grave violação dos princípios democráticos, atos de natureza criminal”, disse o sindicato.
A nova invasão bolsonarista segue o modus operandi de políticos de extrema direita, como o bolsonarista Douglas Garcia, ex-deputado estadual e pré-candidato ao cargo em São Paulo, e o vereador Lucas Pavanato (PL).
Leia a nota da ADUFSCar na íntegra:
ADUFSCar repudia ataques de grupo de extrema direita à UFSCar e à democracia
A ADUFSCar repudia com veemência a ação liderada por um grupo ligado a extrema direita no campus São Carlos da UFSCar, ocorrida em 08 de junho de 2026. Em atitude antidemocrática e intimidatória, o grupo invadiu os espaços da Universidade, ameaçou, ofendeu e agrediu verbalmente estudantes, docentes e a própria instituição, destruiu faixas de manifestação da comunidade universitária e depredou o patrimônio público. Tudo isso filmado e transmitido como espetáculo para as redes sociais, em uma encenação calculada para produzir engajamento digital à custa da integridade, da honra e da segurança da comunidade acadêmica. Tais condutas configuram, além de grave violação dos princípios democráticos, atos de natureza criminal.
Registramos que esta não é a primeira vez que o campus São Carlos da UFSCar é alvo de ações dessa natureza. A reincidência revela um padrão deliberado de assédio e intimidação às universidades públicas por grupos da extrema direita, que buscam instalar o medo, sufocar o debate e cercear a liberdade de expressão nos espaços de produção do conhecimento. Tais ações não são episódios espontâneos, mas sim parte de um projeto político de intimidação que exige resposta firme e organizada.
A Diretoria da ADUFSCar já disponibilizou sua assessoria jurídica, que adotou todas as medidas cabíveis em resposta aos atos praticados, incluindo o registro das ocorrências e o acompanhamento das providências legais necessárias para responsabilizar os envolvidos. A entidade não permitirá que ações de intimidação fiquem sem resposta e seguirá firme na defesa de quem foi atingido por essas condutas.
A ADUFSCar seguirá vigilante e firme na defesa da democracia, da universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. A universidade pública é espaço de pluralidade, de debate e de construção crítica do conhecimento, e assim deve permanecer, livre de toda forma de violência, perseguição ou intimidação.
Fascistas, não passarão!
Fonte: DCM
Nenhum comentário:
Postar um comentário