sábado, 31 de outubro de 2026

O cálculo de Lula para ter maioria no Congresso

 

Lula
O presidente Lula (PT). Foto: Adriano Machado/Reuters
O governo estima que a base de Lula na Câmara terá cerca de 200 deputados fiéis a partir de 2027 e vê pouco mais de 100 parlamentares em disputa para construir maiorias. Na avaliação do Planalto, a oposição mais resistente ao presidente terá tamanho semelhante ao da base fiel.

Entre os dois grupos, os pouco mais de 100 deputados considerados negociáveis pertencem sobretudo ao centrão e deverão definir seu posicionamento conforme o tema em votação. O cálculo da articulação política foi relatado neste sábado (31) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Esse grupo é visto como mais suscetível à pressão da opinião pública, aos interesses locais e à liberação de emendas parlamentares. A aposta do governo é conseguir ampliar o apoio apesar do crescimento da direita no Legislativo. Os números são uma projeção e não apresentam uma relação nominal dos integrantes de cada grupo.

O presidente Lula na Câmara dos Deputados. Foto: reprodução
Em uma Câmara de 513 cadeiras, leis complementares precisam de 257 votos favoráveis. Tomando como referência a estimativa de 200 aliados fiéis, seriam necessários cerca de 57 apoios adicionais. Para emendas à Constituição, o patamar sobe para 308 votos favoráveis em cada um dos dois turnos, o que exigiria aproximadamente 108 votos além dessa base estimada.

Rubio nega operação para tirar Flávio do Brasil, mas revela autorização de Trump

 

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA durante entrevista coletiva neste sábado (31). Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo estadunidense tenha participado diretamente da fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. “Não facilitamos nada”, declarou em uma entrevista coletiva em Atlanta, durante os encontros de chanceleres do G20. O senador tenta organizar a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos.

Questionado sobre a possível ajuda, Rubio afastou o governo dos preparativos para a saída do Brasil. “Pelo menos o governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido em nenhuma das movimentações realizadas”, afirmou.

A negativa veio acompanhada da confirmação de que Donald Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro no país. Rubio disse que o presidente determinou que o senador recebesse uma “parole”, mecanismo de permanência temporária, caso chegasse a um ponto de entrada americano. Segundo o secretário, a autorização foi concedida.

Saiba o que pode acontecer com Flávio Bolsonaro caso os democratas derrotem o governo Trump no Congresso

 No Brasil, usuários das redes sociais brasileiras cobraram de parlamentares democratas medidas para retirar o filho de Jair Bolsonaro dos EUA

Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Agustin Marcarian

A possível vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos marcadas para a próxima terça-feira (3) pode aumentar a pressão sobre o governo do presidente Donald Trump em relação à permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em território estadunidense. A mobilização ganhou força nas redes sociais brasileiras, onde usuários passaram a cobrar de parlamentares democratas medidas para retirar o filho de Jair Bolsonaro do país. As entrevistas desta matéria foram publicadas neste sábado (31) pelo G1. 

Na última terça-feira (27), Flávio Bolsonaro atravessou por terra a fronteira entre o Brasil e a Argentina e, em seguida, embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos. A aeronave evitou o espaço aéreo brasileiro e realizou uma escala no Equador antes de chegar ao destino.

Palmeiras x Estudiantes: final da Libertadores tem horário confirmado; saiba qual

 

Taça da Copa Libertadores
Taça da Copa Libertadores. Foto: Reprodução

A Conmebol confirmou que Palmeiras e Estudiantes disputarão a final da Libertadores de 2026 no sábado, 28 de novembro, às 17h (de Brasília). O Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, receberá a decisão em jogo único.

O Palmeiras tenta conquistar o quarto título continental de sua história. O clube venceu a competição em 1999, 2020 e 2021 e chega à final pelo segundo ano consecutivo, depois do vice-campeonato em 2025.

Alunos de Medicina no PR são expulsos após falas nazistas e ataques a bolsistas

 

Mensagens em grupo de estudantes de Medicina da UniCesumar
Mensagens trocadas em grupo de estudantes de Medicina da UniCesumar. Foto: Reprodução
A UniCesumar expulsou alunos do curso de Medicina em Maringá, no norte do Paraná, após identificar ataques a estudantes bolsistas e alusões ao nazismo em mensagens de grupos de turma. A instituição também aplicou suspensões e advertências, conforme a gravidade das condutas apuradas em sindicância interna. Com informações de g1.

A universidade informou neste sábado (31) que concluiu a apuração aberta sobre as conversas e que a reitoria decidiu pelas punições previstas no regimento interno. A UniCesumar não revelou quantos estudantes receberam cada uma das medidas disciplinares.

As mensagens circularam no domingo (25), depois do resultado das eleições de 2026, em que Lula foi reeleito presidente. Alunos fizeram comentários ofensivos contra colegas que entraram na faculdade por programas sociais, entre eles o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Em uma das mensagens, um estudante comparou quem paga a mensalidade com os bolsistas: “Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>>> Quem passou numa provinha”. Uma aluna reagiu e escreveu: “Todo mundo aqui vai sair com CRM [registro profissional para exercer a medicina]”.

Mensagem em grupo de alunos da UniCesumar, no PR. Reprodução

Polymarket dá 71% de chance de Trump perder Câmara e Senado

 

Donald Trump
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Foto: Elizabeth Frantz/Reuters
A Polymarket atribuía neste sábado (31) 71% de probabilidade de os democratas conquistarem simultaneamente a Câmara e o Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3). O resultado representaria a perda do controle das duas Casas pelo Partido Republicano, do presidente Donald Trump.

Na consulta à plataforma, o segundo cenário mais cotado, com 24%, era o de uma Câmara democrata e um Senado republicano. A manutenção da maioria republicana nas duas Casas aparecia com apenas 5%. Os percentuais refletem os preços dos contratos negociados pelos participantes e mudam conforme as operações no mercado.

Os republicanos ocupam atualmente 53 das 100 cadeiras do Senado. Segundo relatório do banco suíço Mirabaud, os democratas precisam de um ganho líquido de quatro assentos para assumir o comando da Casa. O cálculo considera a diferença entre as cadeiras conquistadas e as eventualmente perdidas.

O favoritismo nas apostas se soma à vantagem democrata nas pesquisas para a Câmara, mas os indicadores medem coisas diferentes. Na Polymarket, os percentuais expressam a probabilidade de um resultado segundo os preços negociados; não representam a parcela de eleitores que pretende votar em cada partido nem uma previsão da margem de vitória.

PT convoca ato em Brasília para celebrar reeleição de Lula neste domingo

 Manifestação no Eixão Norte começa às 10h e terá apresentações musicais e culturais para comemorar a vitória eleitoral do presidente

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 será comemorada neste domingo (1º) com uma manifestação organizada pelo diretório zonal do Partido dos Trabalhadores no Plano Piloto, em Brasília. Batizado de “Ocupa Eixão, a vitória do povo”, o evento está marcado para começar às 10h, na altura das quadras 205/206 Norte, na Asa Norte.

Segundo o Metrópoles, a mobilização foi anunciada nas redes sociais do partido e recebeu apoio de parlamentares petistas. O deputado distrital reeleito Gabriel Magno (PT) e o deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) compartilharam a convocação para o ato.

“A esperança venceu o medo! Neste domingo, vamos ocupar o Eixão para celebrar a vitória, a democracia e a força do povo!”, afirmou o diretório do PT na publicação que anuncia a manifestação.

PF e PGR são acionadas para investigar boicote a comerciantes que apoiaram Lula

 Cinco deputados do PT denunciam listas de boicote e pedem apuração da possível participação de Nikolas Ferreira

Polícia Federal - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 Um grupo de cinco deputados federais do PT encaminhou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre campanhas de boicote a comerciantes, empresários e profissionais identificados como eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os parlamentares também querem que sejam apuradas ameaças de demissão contra trabalhadores em razão de suas preferências políticas.

Segundo a Veja, a representação, de 22 páginas, foi apresentada pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e pelos deputados Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP). O documento aponta a circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores que teriam manifestado apoio a Lula nas eleições.

Flávio Bolsonaro vira munição eleitoral contra Trump a três dias das eleições nos EUA

 Democratas denunciam tratamento privilegiado ao senador brasileiro, cobram explicações sobre sua saída do país e ameaçam investigar a atuação da Casa Branca

Donald Trump e Flávio Bolsonaro: acolhimento do senador brasileiro nos Estados Unidos provoca críticas de democratas às vésperas das eleições legislativas - Crédito: Reuters | Reprodução

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acolher Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras abriu uma nova frente de críticas à Casa Branca a apenas três dias das eleições legislativas estadunidenses, marcadas para terça-feira (3). Parlamentares democratas passaram a explorar o episódio para questionar a política migratória do governo republicano e cobrar esclarecimentos sobre a possível participação de autoridades de Washington na saída do senador do Brasil.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31), a deputada democrata Pramila Jayapal afirmou que pretende investigar a atuação do governo Trump nas eleições brasileiras caso seu partido conquiste a maioria na Câmara dos Representantes. A parlamentar integra um grupo de 25 congressistas que enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, exigindo informações sobre a assistência eventualmente prestada a Flávio Bolsonaro.

O futuro de Flávio Bolsonaro se partido de Trump perder as eleições do Congresso

 

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não pode ser deportado por decisão do Congresso dos Estados Unidos caso os democratas conquistem maioria nas eleições de meio de mandato, mas parlamentares poderiam abrir investigações sobre sua entrada e a concessão de vistos à família. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao país a uma semana da votação que renovará toda a Câmara e parte do Senado.

A hashtag #DeportTheBolsonaros esteve entre os assuntos mais compartilhados no X no Brasil nesta sexta-feira (30), enquanto brasileiros pediam a candidatos democratas medidas contra o senador. Especialistas apontam que a permanência de estrangeiros no território americano depende de órgãos do Executivo, e não do Legislativo.

Roberto Uebel, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos e professor da ESPM, afirmou que o Congresso não tem competência para deportar uma pessoa. “Não se pode pensar que o Congresso tem o poder de deportar alguém. Isso não está na sua incumbência, não está na sua jurisdição”, disse em entrevista ao g1.

Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense, explicou que a concessão e a revogação de vistos cabem ao Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio. A revogação do visto não obriga automaticamente a saída do estrangeiro; uma deportação exige procedimento legal específico, enquanto a expulsão segue regras migratórias aplicáveis ao caso.

O VÍDEO em que Rafael Fonteles enquadra Pavanato: “Frouxo e boca aberta”

 

Rafael Fonteles e Lucas Pavanato. Foto: reprodução
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reeleito em primeiro turno com mais de 70% dos votos, detonou o deputado federal bolsonarista Lucas Pavanato (PL-SP), que atacou o estado nordestino após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições para presidente. As ofensas aconteceram após o petista comemorar que nenhum parlamentar do PL foi eleito no Piauí.

“Ele se irritou, se incomodou, assim como o deputado Nikolas, e começou a nos agredir, agredir a mim e ao povo piauiense. Logo ele, que é do estado de São Paulo, que tem patinado na educação pública”, explicou Fonteles, antes de exaltar o desenvolvimento sob seu governo, contando que os alunos alcançaram a segunda melhor pública do país, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“O Piauí está bem à frente do estado de São Paulo, que é o estado mais rico da federação. E o Piauí, com poucas receitas, consegue ter uma educação pública de melhor qualidade”, afirmou.

O petista ainda desafiou Pavanato a fazer o mesmo pelos paulistas: “Ele tem que cuidar de ajudar o povo de São Paulo a melhorar a educação pública, que é um estado muito importante do Brasil. Então merece ter a melhor educação pública do Brasil, porque é o estado mais rico economicamente, mas não é o que está acontecendo”.

Lula ganha votos no DF e bolsonarismo recua em relação a 2022

 

Flávio Bolsonaro e Lula – Foto: Renato Pizzutto/Band
Flávio Bolsonaro (PL) venceu o segundo turno presidencial no Distrito Federal com 979.542 votos, ou 54,28% dos válidos, contra 825.224 votos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), equivalente a 45,72%. Apesar da vitória, o desempenho do senador ficou abaixo do resultado de Jair Bolsonaro no DF em 2022. Com informações do Metrópoles.

No segundo turno anterior, Jair Bolsonaro recebeu 1.041.331 votos e alcançou 58,81% dos válidos na capital. A candidatura de Flávio teve 61.789 votos a menos e recuou 4,53 pontos percentuais. Lula, por sua vez, cresceu de 729.295 votos, ou 41,19%, para 825.224 votos, um ganho de 95.929 eleitores.

Piloto se recusou a transportar Flávio Bolsonaro em fuga

 

Flávio Bolsonaro desembarca de avião em aeroporto de Miami
Flávio Bolsonaro desembarca de avião no Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, na Flórida. Foto: Reprodução

A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil para os Estados Unidos contou com uma operação clandestina que teria envolvido agentes estadunidenses, integrantes do governo argentino e pelo menos quatro jatos particulares. Segundo informações do jornal argentino Clarín, representantes dos EUA chegaram a assumir temporariamente o controle de áreas do aeroporto de Puerto Iguazú, na província de Misiones, para garantir o embarque do candidato derrotado à Presidência e de sua família.

A operação teria sido organizada para evitar que Flávio, impedido pela Justiça brasileira de deixar o país, fosse localizado antes de embarcar para Miami, na Flórida. O planejamento incluiu veículos usados como distração, rotas aéreas alternativas, aeronaves posicionadas em diferentes aeroportos e a participação de agentes de inteligência. As informações foram obtidas pelo jornal argentino com fontes envolvidas na operação e testemunhas que solicitaram anonimato.

Advogados pedem bloqueio de salário de Flávio Bolsonaro por abandono do mandato após fuga do Brasil

 Advogados pedem suspensão imediata dos pagamentos ao senador, alegando abandono do mandato e risco de prejuízo aos cofres públicos

Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência, enfrenta ação judicial que pede a suspensão de seu salário e benefícios no Senado após deixar o Brasil - Crédito: Reprodução | ABr

Uma ação popular apresentada à Justiça do Rio de Janeiro pede a suspensão imediata do salário, dos auxílios e das verbas de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República que deixou o Brasil após as eleições. A iniciativa questiona a continuidade dos pagamentos diante de indícios, apontados pelos autores, de que o parlamentar pretende abandonar suas funções no Congresso Nacional.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a ação foi protocolada pelos advogados Leonardo Nicolau e Rodrigo Roma. Eles sustentam que a saída de Flávio do país, sua autoproclamação como “líder brasileiro” em uma carta considerada golpista pelos autores e sua ausência na primeira sessão ordinária do Senado após o pleito justificam uma intervenção judicial para proteger o patrimônio público.

Os advogados destacam que o senador não participou da sessão parlamentar mesmo tendo a possibilidade de acompanhar os trabalhos remotamente. Para os autores, esse comportamento, associado às manifestações públicas do filho mais velho de Jair Bolsonaro, reforça a suspeita de que ele não pretende continuar exercendo regularmente o mandato.

A petição solicita uma decisão liminar para interromper os pagamentos antes do julgamento definitivo da ação. O argumento central é que a manutenção dos repasses pode representar prejuízo aos cofres públicos caso se confirme o abandono das atividades parlamentares.

Segundo turno mobilizou 1,4 milhão de eleitores acima de 70 anos, aponta levantamento

 Participação de idosos cresceu 8% entre os dois turnos, mas foram os eleitores mais jovens que mais contribuíram para a virada de Lula

Eleitores idosos ampliaram participação no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contribuindo para a redução da abstenção - Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A eleição presidencial de 2026 registrou um aumento expressivo da participação de brasileiros com mais de 70 anos no segundo turno, realizado no último domingo (25). Aproximadamente 1,4 milhão de eleitores dessa faixa etária compareceram às urnas a mais do que na primeira etapa da votação, apesar de o voto ser facultativo para esse grupo. O crescimento do comparecimento entre os idosos chegou a 8%, evidenciando uma mobilização significativa na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.

Os números foram levantados pela Sólon, plataforma especializada em dados políticos, e divulgados pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Segundo a análise, quase 3 milhões de brasileiros a mais participaram do segundo turno em comparação com o primeiro. Desse contingente adicional, aproximadamente 1,4 milhão tinha mais de 70 anos, demonstrando o peso da mobilização dos eleitores mais velhos na redução da abstenção.

Embora o crescimento da participação dos idosos tenha chamado a atenção, os dados indicam que esse segmento não foi o principal responsável pela vitória de Lula. A distribuição dos votos entre os brasileiros acima de 70 anos ficou praticamente equilibrada entre o presidente e seu adversário, Flávio Bolsonaro. O avanço eleitoral mais expressivo do petista ocorreu nas seções com maior presença de eleitores jovens.

⊛ Eleitores jovens tiveram papel decisivo na virada de Lula

A análise da Sólon identificou que as seções eleitorais mais jovens foram aquelas que apresentaram os movimentos mais favoráveis a Lula entre os dois turnos. Esse comportamento foi observado em 25 das 27 unidades da Federação, indicando que o crescimento do apoio ao presidente entre os eleitores de menor idade teve abrangência nacional.

Simone Tebet entra no radar de Lula para ocupar cadeira no STF

 Mestre em Direito, a ex-ministra e ex-senadora ganha força como a mulher a ser indicada pelo presidente Lula para a Suprema Corte

      Simone Tebet e Lula - Crédito: ABR | Ricardo Stuckert / PR

Cotada para assumir um assento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) teve o nome levado diretamente ao presidente Lula (PT) por apoiadores da indicação, informa Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. A movimentação ganha tração em meio à decisão do chefe do Executivo de reservar ao menos uma das próximas três vagas do tribunal para uma figura feminina.

O calendário de escolhas de Lula se estende até o final de seu mandato. O presidente precisa preencher o posto vago desde outubro de 2025 com a saída de Luís Roberto Barroso, além das futuras cadeiras a serem abertas pelas aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e de Cármen Lúcia, prevista para abril de 2029. Embora a presença feminina esteja assegurada em uma das indicações, o Planalto ainda não definiu em qual dessas oportunidades ocorrerá a nomeação.

A trajetória jurídica e política de Simone Tebet sustenta a lembrança de seu nome: mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela lecionou em universidades e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Candidata à Presidência da República nas eleições de 2022 pelo MDB, aproximou-se de Lula ao declarar apoio no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, integrou o governo como ministra do Planejamento e disputou uma vaga ao Senado por São Paulo no último pleito, ocasião em que não foi eleita.

Com desemprego em mínima histórica, renda dos trabalhadores cresce 3,6% e impulsiona economia brasileira

 Massa de rendimentos atinge recorde de R$ 387,5 bilhões, enquanto número de pessoas ocupadas chega a 103,6 milhões, maior patamar da série histórica

           Presidente Lula com trabalhadores - Crédito: Ricardo Stuckert / PR

O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros alcançou R$ 3.790 no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A expansão da renda, acompanhada pelo aumento do número de pessoas empregadas, levou a massa de rendimentos do trabalho ao maior valor já registrado no país, reforçando as condições para o consumo das famílias e a movimentação da economia.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (30), conforme informações publicadas pela Agência Gov. O levantamento mostra que a massa de rendimentos reais habituais chegou a R$ 387,5 bilhões, com crescimento de 4,7% em 12 meses, equivalente a R$ 17,5 bilhões adicionais na renda total dos trabalhadores.

Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a massa de rendimentos avançou 1,5%, representando um acréscimo de R$ 5,6 bilhões. Já o rendimento médio individual permaneceu estatisticamente estável no período, embora tenha acumulado ganho real de R$ 131 em relação ao terceiro trimestre de 2025. Os resultados indicam que o aumento do contingente de trabalhadores ocupados, combinado à valorização da renda, ampliou o volume de recursos provenientes do trabalho na economia brasileira.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Justiça bloqueia R$ 10,8 bilhões de investigados na Operação Carbono Oculto

 Decisão atende a pedido da PGE-SP e alcança 32 alvos suspeitos de usar fundos e empresas para ocultar patrimônio e dificultar cobranças tributárias

Terceira fase da operação Carbono Oculto - Crédito: Receita Federal

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em bens e ativos de 32 pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A decisão atende a uma solicitação da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), que busca recuperar créditos tributários e combater estruturas financeiras utilizadas para dificultar a cobrança de dívidas com o poder público.

Segundo a PGE-SP, a decisão judicial saiu em 19 de outubro e alcança fundos de investimento, empresas do setor financeiro, sociedades empresariais e pessoas físicas. A Procuradoria afirma que as investigações identificaram mecanismos de movimentação e fragmentação de patrimônio destinados a dificultar a identificação dos responsáveis pelos ativos e impedir que credores tenham acesso aos recursos.

Senadores condicionam anistia a Bolsonaro proposta por Alcolumbre a decisão do STF sobre Lei da Dosimetria

 Parlamentares da oposição e do centrão rejeitam votar novo benefício antes de o Supremo analisar ações contra a Lei da Dosimetria; articulação de Alcolumbre enfrenta resistência

Davi Alcloumbre e Alexandre de Moraes - Crédito: Davi Alcolumbre/Jefferson Rudy/Agência Senado / Alexandre de Moraes/Gustavo Moreno/STF

 A tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de viabilizar uma anistia ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre parlamentares da oposição e do centrão. Senadores condicionam qualquer discussão sobre o benefício a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legislação que reduziu as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Jair Bolsonaro foi condenado 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado após perder a eleição para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a avaliação de integrantes desses grupos é que o Congresso Nacional já cumpriu sua parte ao aprovar a chamada Lei da Dosimetria. A aplicação da norma, entretanto, permanece suspensa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda a análise de duas ações judiciais que questionam a validade da legislação.

As ações estão sob a relatoria do próprio Moraes e permanecem sem andamento desde 8 de julho. Ao suspender a aplicação da lei, o ministro afirmou que a norma somente seria aplicada após o Supremo examinar os questionamentos apresentados contra o texto.

Diante desse cenário, parlamentares do centrão ouvidos reservadamente pela reportagem consideram que não há justificativa para o Legislativo aprovar uma nova medida de anistia antes de uma manifestação da Corte. O entendimento é que a responsabilidade pela próxima etapa da discussão está nas mãos do Judiciário.

A resistência também alcança setores da oposição, que rejeitam a proposta articulada por Alcolumbre. Embora a anistia a Bolsonaro seja uma demanda de integrantes do campo bolsonarista, senadores oposicionistas não consideram a iniciativa suficiente para garantir apoio político ao presidente do Senado.

107 países reconhecem reeleição de Lula; EUA e Argentina não se manifestam oficialmente

 Levantamento do TSE aponta reconhecimento internacional da vitória do presidente brasileiro, enquanto Trump critica eleição sem apresentar provas e Milei evita pronunciamento

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebra vitória nas eleições Lula celebra vitória nas eleições - 
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

 A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), recebeu o reconhecimento oficial de 107 países até esta sexta-feira (30). Outras 11 organizações internacionais e blocos regionais também cumprimentaram o petista pela conquista de um novo mandato. Estados Unidos e Argentina, no entanto, permanecem fora da lista de governos que se manifestaram oficialmente sobre o resultado.

As informações, segundo o jornal O Estado de São Paulo, constam no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para monitorar as reações internacionais às eleições brasileiras de 2026.

Entre os países que reconheceram a reeleição de Lula estão importantes parceiros comerciais e diplomáticos do Brasil, como Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Coreia do Sul. O resultado também recebeu manifestações favoráveis de integrantes do BRICS, incluindo China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita.

A Indonésia, que integra tanto o G20 quanto o BRICS, ainda não aparecia no levantamento do TSE até esta sexta-feira. Apesar disso, o líder indonésio já havia parabenizado Lula por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter.

Moraes ordena destruir armas ligadas a Torres e golpistas do 8/1


           Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a destruição das armas, munições e carregadores apreendidos com o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres e dois ex-coronéis da PMDF condenados pelos crimes ligados ao 8 de Janeiro.

A ordem alcança Torres, condenado por tentativa de golpe de Estado, e os ex-coronéis Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Fábio Augusto Vieira, punidos por omissão nos atos terroristas de 8 de Janeiro de 2023. Moraes decidiu após as condenações transitarem em julgado, sem possibilidade de novos recursos.

O ministro negou os pedidos das defesas para devolver os itens recolhidos. “Os documentos e instrumentos que serviram de prova para o processo não serão restituídos, permanecendo acautelados na forma da lei; os passaportes apreendidos igualmente não serão devolvidos”, escreveu.

Na mesma decisão, Moraes decretou o perdimento do arsenal. “Os armamentos, carregadores e munições relacionados terão seu perdimento decretado, com posterior destruição”, afirmou o ministro.