quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro fugiu em jato de empresa investigada por lavar dinheiro a aliado de Milei na Argentina

 Baires Fly, ligada a escândalo de corrupção envolvendo aliados de Javier Milei, operou aeronave utilizada pelo senador após sua saída do Brasil

Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Diego Herculano

O avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para deixar a Argentina em direção aos Estados Unidos pertence à Baires Fly, empresa investigada pela Justiça argentina por suspeitas de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção envolvendo integrantes do governo de Javier Milei. A companhia, controlada pelo empresário Luis Grande, é apontada como uma das peças centrais de uma investigação sobre desvio de recursos públicos destinados à área da saúde. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (28)

A revelação acrescenta um novo elemento à saída do Brasil do candidato derrotado à Presidência da República, que cruzou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), após ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal. O senador seguiu para Guayaquil, no Equador, antes de embarcar em direção a Miami, nos Estados Unidos.

A Baires Fly está sob investigação da Justiça Federal de Buenos Aires por supostamente ter sido utilizada para movimentar recursos provenientes de contratos públicos irregulares na Agência Nacional de Deficiência (ANDIS), órgão do governo argentino que esteve sob o comando de Diego Spagnuolo, ex-advogado pessoal de Milei.

Empresas beneficiadas por contratos superfaturados com o governo argentino teriam transferido valores milionários à Baires Fly. Para justificar o recebimento do dinheiro e ocultar sua origem, a companhia teria emitido documentos referentes a voos particulares que nunca foram realizados.

As suspeitas levaram a Justiça argentina a determinar o bloqueio de bens de executivos da empresa e o confisco de aeronaves como garantia para eventuais penalidades financeiras. Spagnuolo, por sua vez, é investigado por suspeita de comandar um esquema de desvio de recursos públicos mediante irregularidades em licitações na área da saúde.

PF monitorou durante todo o dia jato que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

 Aeronave permaneceu em aeroporto argentino antes da viagem; Polícia Federal acompanhou movimentação, mas não pôde impedir decolagem

Imagem gerada por IA de jato Gulfstream G400 bimotor, de matrícula LV-JQW, fabricado pela Gulfstream Aerospace - Crédito: Brasil 247/DALL-E

 A Polícia Federal (PF) acompanhou durante toda a terça-feira (27) a movimentação do jato particular utilizado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar a Argentina com destino aos Estados Unidos, após uma passagem pelo Equador. A aeronave permaneceu estacionada por horas no Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú, em Puerto Iguazú, enquanto investigadores brasileiros monitoravam a situação sem poder intervir em território argentino. As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, nesta quarta-feira (28).

A PF já tinha conhecimento de que o senador e candidato derrotado à Presidência da República pretendia deixar o Brasil pela fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná, e seguir viagem a partir do país vizinho.

O avião utilizado na operação é um Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, que permaneceu na pista do aeroporto argentino ao longo da terça-feira. Uma fotografia obtida pela coluna mostra a aeronave estacionada durante a tarde, depois do cancelamento de um plano de voo direto para os Estados Unidos.

De acordo com investigadores ouvidos pelo jornal, o voo inicialmente previsto tinha como objetivo transportar Flávio Bolsonaro. A programação, entretanto, foi alterada, e o senador seguiu uma rota que incluía uma escala no Equador antes de chegar aos Estados Unidos.

A Polícia Federal não conseguiu impedir a partida porque não possui jurisdição para realizar operações em território argentino. Embora os investigadores acompanhassem a movimentação da aeronave e tivessem informações sobre o deslocamento do parlamentar, a decolagem ocorreu fora do alcance direto das autoridades brasileiras.

Empresários denunciam ameaças e perseguição em listas de boicote bolsonarista

 Comerciantes relatam intimidações, risco de prejuízos e mobilização para responsabilizar autores das listas

Vendas do comércio em Brasília -  (Crédito: Matheus Souza / Agência Brasília)

Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25), passaram a divulgar listas de empresas e comerciantes que deveriam ser boicotados por supostamente terem apoiado a reeleição do petista. A campanha, disseminada em redes sociais e grupos de mensagens, provocou denúncias de ameaças, constrangimentos e receio de prejuízos financeiros, inclusive entre empresários que afirmam nunca ter declarado publicamente suas preferências políticas.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, publicada nesta quarta-feira (28), as listas circulam em cidades como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, além de municípios do interior paulista e mineiro. Empresários atingidos relatam episódios de hostilidade e estudam medidas judiciais contra os responsáveis. Em alguns estabelecimentos, porém, a exposição também desencadeou manifestações de solidariedade e atraiu novos consumidores.

Um dos casos ocorreu em Ourinhos, no interior de São Paulo, onde a empresária Paula Ramos, de 38 anos, proprietária de um negócio no setor de beleza, descobriu por meio de uma cliente que seu estabelecimento havia sido incluído em uma relação de empresas a serem evitadas.

Paula afirma que nunca divulgou seu posicionamento eleitoral justamente para preservar o respeito aos clientes de diferentes orientações políticas. Apesar disso, passou a ser identificada como eleitora de Lula.

“As pessoas estão deduzindo que sou de esquerda, que votei no PT [Partido dos Trabalhadores], simplesmente por eu não ter me manifestado. E, mesmo que eu tivesse me manifestado, não poderia ser assim”, declarou.

Flávio Bolsonaro organizou fuga antes de derrota para Lula; entenda


      Flávio Bolsonaro fala com jornalistas. Foto: Reprodução

O plano para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixasse o Brasil teria sido organizado semanas antes de sua derrota eleitoral, segundo o jornal O Globo. A possibilidade envolvia a ida do político e de sua família para os Estados Unidos.

Na segunda-feira (26), após receber o pedido de apreensão do passaporte, Flávio negou em vídeo que tivesse planos de deixar o país, mas pessoas próximas à família relataram que a alternativa já era considerada caso o candidato do PL perdesse a eleição.

A hipótese chegou a perder força depois que Flávio ficou à frente de Lula no primeiro turno. Ele, aliados e familiares passaram a tratar o cenário como praticamente descartado naquele momento.

Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, teria articulado a recepção do irmão. Ele e o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo mantiveram conversas com autoridades do governo Donald Trump sobre a possibilidade de acolher Flávio em caso de derrota.

Após fuga, PF deve pedir bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro

 Medida visa asfixia financeira e STF pode decretar prisão preventiva após o descumprimento de ordens judiciais

Flávio Bolsonaro - Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil | Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal avalia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores pertencentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL), como forma de impor uma “asfixia financeira” e forçar seu retorno ao Brasil. A medida cautelar ganhou força nas investigações após ser confirmada a viagem do candidato derrotado na eleição presidencial para os Estados Unidos, contrariando restrições fixadas no inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, informa o jornal O Globo.

A movimentação do parlamentar ocorreu logo após o pleito. A Polícia Federal havia peticionado ao STF no próprio domingo (25) de votação, alertando expressamente para o “risco concreto de evasão do território nacional”. Naquele momento, em vez de requerer a custódia cautelar, os agentes sugeriram o recolhimento dos passaportes de Flávio e o descadastramento de contatos com outros alvos. Diante da saída do país, a decretação da prisão preventiva voltou à mesa de análises da corporação.

Flávio Bolsonaro e família decolam de Guayaquil, no Equador, rumo aos Estados Unidos

 Sem autorização da Justiça para deixar o país, o senador e ex-candidato cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina antes de seguir para o Equador

Mapa de voo - Crédito: Reprodução/flightradar24

O avião com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família pousou na cidade de Guayaquil, no Equador, na manhã desta quarta-feira (28), após realizar uma escala estratégica em solo argentino, e já decolou para os Estados Unidos, onde ele pretende obter asilo político do governo de Donald Trump.

A aeronave de modelo Gulfstream G400, pertencente à empresa Baires Fly SA, decolou do aeroporto de Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta das 23h30 de terça-feira (27). A operação aérea e a movimentação terrestre até o local do embarque ocorreram logo depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar autorização para que o parlamentar viajasse ao exterior e determinar o recolhimento imediato de seu passaporte.

As autoridades de controle migratório do país vizinho confirmaram que Flávio, acompanhado da esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das duas filhas do casal, cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50. Em nota divulgada de madrugada, a Direção Nacional de Migração da Argentina garantiu que os passageiros portavam documentos válidos e que não constava no sistema nenhum mandado de prisão ou restrição que impedisse o trânsito do grupo.

Registros em vídeo captados pelo canal C5N flagraram o deslocamento da família em uma van da empresa “Dallas Travel Turismo LTDA”, que chegou ao aeroporto sob escolta policial. A rápida passagem por Misiones alimentou suspeitas de facilitação política, especialmente devido à presença do estrategista do governo argentino, Santiago Caputo, na mesma região durante o transcorrer do embarque. Apesar disso, integrantes da Casa Rosada e auxiliares diretos do presidente Javier Milei sustentam que o governo não participou da operação.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tebet prevê ‘Lula 4’ com frente ampla e mais espaço para aliados além do PT

 Simone Tebet afirma que o presidente entendeu o recado das ruas e defende nova articulação com o Congresso

     Simone Tebet  - Crédito: Divulgação

 Simone Tebet (PSB) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compreendeu o “recado das ruas” após a mobilização popular no segundo turno das eleições e deverá conduzir um governo mais aberto a aliados de outras legendas. Em entrevista à GloboNews, nesta terça-feira (27), ela avaliou que o quarto mandato de Lula exigirá uma frente ampla, com espaço para siglas além do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Eu acredito que vai ser um governo diferente em todos os aspectos. Difícil, nós não teremos maioria, com todas as dificuldades, dificuldades econômicas, mas acho que virá um Lula 4 com uma frente ampla valorizando os companheiros, independentemente de serem do Partido dos Trabalhadores ou não”, afirmou.

Tebet relatou que acompanhou Lula na reta final da campanha e que o presidente ficou surpreso com a dimensão da mobilização popular. Segundo ela, a reação do petista ficou evidente no dia da votação.

“O presidente estava absolutamente impactado. Ele estava tão impactado que, no dia seguinte, quando nós fomos votar, eu fui votar com ele, ele chegou e disse exatamente isso: ‘As ruas falaram’”, contou.

Flávio Bolsonaro fugiu do País sem avisar seus seguranças e descumpriu ordem do STF

 Policiais legislativos afirmam que senador não informou sua agenda e deixou de responder às tentativas de contato; equipe de escolta permanece em Brasília

Flávio Bolsonaro deixou de informar sua agenda aos policiais legislativos responsáveis por sua segurança antes de sair do Brasil - Crédito: Pedro França/Senado Federal

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de manter contato com os policiais legislativos responsáveis por sua segurança e não informou a agenda desta terça-feira (27), dia em que sua saída do Brasil, após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), veio a público. Os agentes relataram a superiores que não conseguiram localizar o senador e que o último contato presencial ocorreu na noite de segunda-feira (26), quando o deixaram em sua residência, em Brasília.

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que ouviu duas pessoas com conhecimento dos relatos apresentados pelos integrantes da escolta. Segundo a reportagem, os policiais tentaram falar com Flávio na manhã desta terça-feira, mas não obtiveram resposta. Aliados do senador afirmam que ele está a caminho dos Estados Unidos, onde deverá receber asilo do governo de Donald Trump.

O desaparecimento do senador do acompanhamento de sua própria equipe de segurança ocorreu no momento em que ele deveria cumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava proibido de deixar o território nacional e tinha ordem para entregar seu passaporte à Polícia Federal na manhã desta terça-feira. Segundo a PF, a determinação judicial não foi cumprida.

Aliados de Flávio Bolsonaro alegam surpresa com fuga e tentam se afastar do senador

 Integrantes da campanha e advogados afirmam desconhecer o plano de saída do país; Tarcísio evita comentar episódio e aliados apontam possível asilo nos EUA

Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas afirmam que desconheciam os planos de fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e tentam se distanciar do episódio  - Crédito: Divulgação

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos provocou perplexidade entre integrantes de sua campanha presidencial e desencadeou uma tentativa de afastamento político por parte de aliados próximos. Após a derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dirigentes que participaram da campanha afirmam desconhecer os planos do senador e negam qualquer envolvimento na decisão de deixar o Brasil.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (27), cinco pessoas próximas a Flávio disseram que nunca imaginaram que o parlamentar deixaria o país, sobretudo depois de ele divulgar um vídeo no qual afirmava que “nunca pensou em sair do país” e prometia “organizar a oposição” ao governo Lula no Congresso Nacional.

A saída ocorreu menos de 24 horas depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cancelamento dos passaportes brasileiro e italiano do senador, que também possui cidadania italiana. Flávio é investigado em duas ações criminais relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e outros delitos envolvendo o Banco Master e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Não há registro da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina, diz Controle de Imigração

 A Direção Nacional de Migrações da Argentina negou que seus sistemas tenham identificado a chegada do senador ao território argentino

Senador Flávio Bolsonaro (PL) durante discurso após derrota na eleição presidencial, em Brasília 25 de outubro de 2026 - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O governo da Argentina informou nesta terça-feira (27) que não encontrou registros de entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país, enquanto a Polícia Federal brasileira investiga se o parlamentar cruzou a fronteira após a Justiça proibi-lo de deixar o Brasil. A manifestação das autoridades argentinas ocorre em meio à repercussão de informações sobre uma possível viagem do filho de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, por meio de um avião particular, e após o descumprimento do prazo para entrega de seus passaportes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo reportagem do G1, a Direção Nacional de Migrações da Argentina negou que seus sistemas tenham identificado a chegada de Flávio Bolsonaro ao território argentino. O órgão, subordinado ao Ministério da Segurança Nacional do governo de Javier Milei, também informou que iniciou procedimentos para verificar a situação da aeronave mencionada nas notícias sobre a suposta viagem.

“Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”, afirmou a Direção Nacional de Imigrações do governo argentino.

Em comunicado, as autoridades argentinas acrescentaram que passaram a examinar informações sobre o avião e os tripulantes. Segundo o órgão, “não foi apresentado nenhum plano de voo que incluísse membros da família Bolsonaro”.

Flávio Bolsonaro chegou aos EUA “em segurança”, afirma advogado aliado de Trump

 Simón Levy confirmou a chegada do senador ao território estadunidense e acusou o secretário de Estado Marco Rubio de organizar sua saída após a derrota para Lula

Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Agustin Marcarian

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou em segurança aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), dois dias depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi divulgada pelo advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente estadunidense Donald Trump. Levy também atribuiu ao secretário de Estado Marco Rubio a organização da saída do parlamentar do Brasil.

Segundo o Metrópoles, o advogado confirmou a chegada de Flávio ao território estadunidense em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, afirmou Levy.

Em outra manifestação, o advogado apontou diretamente para a participação de uma das principais autoridades do governo Trump na articulação da viagem. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, declarou.

A acusação envolve o chefe da diplomacia estadunidense, responsável pela condução da política externa do governo Trump. Levy, entretanto, não apresentou documentos que comprovem a participação de Rubio nem esclareceu como a suposta operação teria sido organizada.

Valdemar convoca reunião de emergência no PL diante de fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA

 Dirigentes tentam esclarecer paradeiro do senador após relatos de viagem a Miami e descumprimento do prazo para entrega de passaportes ao STF

Valdemar Costa Neto reúne lideranças do PL em Brasília em meio à incerteza sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro após decisão do STF sobre seus passaportes - Crédito: Divulgação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com parlamentares da legenda nesta terça-feira (27), em Brasília, diante das informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. A movimentação ocorre em meio à possibilidade de o parlamentar solicitar asilo político ao governo de Donald Trump.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o encontro foi organizado após integrantes do partido receberem relatos sobre uma possível viagem de Flávio a Miami. A situação provocou apreensão entre dirigentes e parlamentares, que buscam esclarecer o paradeiro do senador e avaliar as consequências políticas e jurídicas de sua eventual saída do território brasileiro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, compareceu à sede nacional do PL para participar das discussões. A reunião ocorre em um momento particularmente delicado para a legenda, que tenta reorganizar sua atuação após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Deputados pedem cassação de Flávio Bolsonaro e suspensão de salário após fuga para os EUA

 Parlamentares acionaram Davi Alcolumbre para investigar possível abandono do mandato pelo senador, que não entregou passaportes à PF após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes

    Flávio Bolsonaro - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

Um grupo de parlamentares apresentou nesta terça-feira (27) um pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que seja investigado um possível abandono das funções parlamentares pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após sua fuga do Brasil com destino aos Estados Unidos. Os autores do documento solicitam a suspensão do salário e dos benefícios do senador e defendem a perda do mandato, caso sejam identificados fundamentos legais ou regimentais para a medida.

Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo, a iniciativa é liderada pela deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) e ocorre após a divulgação de notícias sobre a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. A saída do país foi confirmada pela agência Reuters e por aliados do senador, conforme a reportagem.

O ofício encaminhado a Alcolumbre pede que a presidência do Senado examine a situação funcional de Flávio Bolsonaro e avalie a adoção de providências diante de sua ausência do país. Entre as medidas solicitadas estão a interrupção do pagamento de sua remuneração e dos benefícios associados ao exercício do mandato.

Os parlamentares também defendem que seja analisada a possibilidade de perda do mandato, condicionada à existência de previsão legal ou regimental. O pedido, portanto, não representa uma decisão de cassação, mas uma solicitação para que o Senado investigue os fatos e examine eventuais consequências administrativas e parlamentares.

Louvor religioso é ouvido na mansão de Flávio Bolsonaro em meio a fuga para EUA

 Música gospel foi reproduzida na residência do senador, em Brasília, enquanto crescem as suspeitas sobre seu paradeiro

Flávio Bolsonaro (PL) teve sua residência em Brasília procurada por jornalistas em meio a suspeitas de fuga  (Crédito: Divulgação)


Uma música religiosa foi ouvida na mansão do senador Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, no início da tarde desta terça-feira (27), em meio a suspeitas de que o parlamentar estaria tentando fugir. A movimentação ocorreu enquanto persistem dúvidas sobre sua localização.

Segundo informações da coluna Brasília Hoje, da Folha de S.Paulo, uma equipe de reportagem esteve no condomínio fechado onde fica a residência do senador e tentou contato pelo interfone, mas não obteve resposta. Durante a permanência no local, os jornalistas ouviram repetidamente uma canção gospel vinda do interior do imóvel.

A música identificada foi “Bondade de Deus”, interpretada pelo cantor evangélico Isaías Saad. A composição, conhecida no meio religioso, aborda temas como fé, gratidão e confiança na proteção divina.

⦾ Música religiosa chama atenção durante tentativa de contato

A reportagem registrou que a canção foi reproduzida mais de uma vez enquanto os profissionais tentavam estabelecer contato com os ocupantes da mansão. Apesar das tentativas pelo interfone, ninguém respondeu.

O episódio ocorreu em um momento de suspeitas sobre uma possível fuga de Flávio Bolsonaro. Entretanto, as informações divulgadas não esclarecem se o senador estava dentro da residência quando a música foi ouvida.

Também não há, no relato publicado, confirmação sobre quem estava no imóvel ou quem teria colocado a canção para tocar.

Fuga deve levar Alexandre de Moraes a decretar prisão de Flávio Bolsonaro

 Senador e ex-candidato à Presidência descumpriu ordem judicial de entregar passaportes à PF. Suspeita é de que esteja na Argentina prestes a embarcar rumo aos Estados Unidos

Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF I Agência Senado

A decretação iminente da prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser vista como um desfecho inevitável por aliados e advogados do ex-candidato à Presidência da República, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

O temor de que a custódia cautelar seja ordenada ganhou força com o encerramento do prazo de 24 horas fixado pela Suprema Corte para que o parlamentar entregasse seus passaportes diplomático e comum. A determinação judicial venceu no final da manhã desta terça-feira (27) sem que os documentos fossem apresentados às autoridades federais.

Flávio Bolsonaro fugiu com a família e vai pedir asilo político a Trump


      Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve pedir asilo político ao governo de Donald Trump assim que entrar nos Estados Unidos, segundo aliados ouvidos pela coluna de Igor Gadelha no Metrópoles. O parlamentar fugiu junto da esposa, Fernanda, e as duas filhas.

Aliados afirmaram que Flávio Bolsonaro planejava chegar à Flórida ainda na tarde desta terça (27). O governo Trump já foi avisado sobre a entrada do senador no país e está “ciente” da fuga.

O pedido de asilo deve formalizar a tentativa de permanência de Flávio em território americano. Esse tipo de solicitação depende de análise das autoridades dos Estados Unidos e não assegura, por si só, a concessão do benefício.

A viagem foi organizada de última hora por um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, com o objetivo de evitar vazamentos. Pessoas próximas ao senador atuaram tanto na saída do país quanto nos procedimentos para sua chegada aos EUA.

Flávio Bolsonaro e a mulher, Fernanda. Foto: Rodrigo Arangua/AFP

Eduardo Bolsonaro deve encontrar o irmão na Flórida

Bolsonaristas que vivem nos Estados Unidos devem receber Flávio após sua chegada. A previsão dos aliados é que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) encontre o irmão na Flórida na quarta (28).

Justiça italiana adia decisão sobre extradição de Zambelli


     Carla Zambelli. Foto: Reprodução

A Corte de Apelação de Roma adiou a audiência que analisaria nesta terça-feira (27) o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. O tribunal remarcou o procedimento para 24 de novembro após a defesa alegar que não teve acesso aos documentos enviados pelo governo brasileiro à Justiça italiana.

Os juízes discutem as condições carcerárias no Brasil e pediram garantias de assistência médica para Zambelli, que afirma ter fibromialgia e sofrer desmaios. A Justiça italiana, porém, descartou a alegação da defesa de que a ex-deputada sofre perseguição política no país.

Regina Duarte questiona reeleição de Lula em post que insinua suposta fraude

 Ex-secretária de Jair Bolsonaro compartilha publicação sem provas e questiona desfecho das urnas

Postagem de Regina Duarte - Crédito: Reprodução/Redes sociais

A ex-secretária especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL), a atriz Regina Duarte, voltou a usar suas redes sociais para colocar sob suspeita o resultado do pleito presidencial. Em postagem no Instagram, a artista divulgou uma imagem associada à página Portugal Puro, conhecida por veicular conteúdo de extrema direita, contestando a virada do presidente Lula (PT) no segundo turno.

A publicação compartilhada por Regina Duarte não apresenta qualquer evidência ou dado que comprove qualquer tipo de irregularidade no processo de votação, tampouco a imagem replicada traz elementos que sustentem a contestação eleitoral. A despeito da ausência de provas, a apoiadora do ex-mandatário declarou-se “abismada” com o desfecho das urnas.

Ao encerrar o conteúdo difundido em seu perfil, a atriz dirigiu uma provocação direta ao público sobre a consolidação do resultado eleitoral: “a pergunta que se impõe agora é: vai ficar por isso mesmo, Brasil?”.

Fonte: Brasil 247

Sumiu: aliados e advogados não conseguem falar com Flávio após suposta fuga


     Flávio Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters

Aliados e advogados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disseram não ter conseguido falar com ele na manhã desta terça (27), após a publicação de uma notícia de que ele teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina. A informação é da coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.

O site argentino “Infobae” informou durante a madrugada que Flávio teria cruzado a fronteira brasileira rumo ao país vizinho. Até as 9h30, pessoas próximas ao senador e integrantes de sua equipe jurídica afirmaram que também não tinham conseguido contato.

Os últimos contatos bem-sucedidos com Flávio ocorreram na segunda (26). O senador não atendeu chamadas nem respondeu às mensagens enviadas diretamente a ele pela manhã.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou por volta das 7h30 que o aliado tivesse saído do Brasil. Ele não voltou a falar sobre o assunto.

Rota do jatinho de Buenos Aires a Puerto Iguazú. Foto: Reprodução

Notícia cita passagem pela fronteira e jato particular

A informação publicada na Argentina aponta que Flávio teria entrado no país com o documento nacional de identidade. De Puerto Iguazú, ele embarcaria em um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A.

A empresa pediu procedimentos aduaneiros e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes. Fabricado em 2004, o avião tem 14 assentos, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros.

Governo concede reparação financeira mensal de R$ 17 mil a Dilma Rousseff

 Medida do Ministério dos Direitos Humanos repara demissão por motivação política durante a ditadura militar

Dilma Rousseff - Crédito: Brasil 247

Com base nas regras de reparação a perseguidos pela ditadura militar (1964-1985), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou o pagamento de uma prestação mensal de R$ 17.562,80 à ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão atesta sua condição de anistiada política, que sofreu prisão, tortura e perseguição promovidas pelo Estado brasileiro durante o regime de exceção.

A portaria oficializando o benefício foi assinada pela ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27). A compensação financeira decorre do desligamento compulsório de Dilma do quadro de funcionários da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, ocorrido em 1977. Na ocasião, o então ministro do Exército, Sílvio Frota, incluiu o nome da ex-mandatária em uma listagem de supostos comunistas infiltrados na máquina pública, culminando em sua exoneração por razões estritamente ideológicas.

As 211 cidades que tiveram virada de Lula no 2º turno


                   Marcos Pereira fala sentado em escritório, com as mãos abertas. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou o resultado do primeiro turno em 211 cidades no segundo turno. Em Altamira do Paraná, São João do Pau d’Alho, em São Paulo, e Apiacá, no Espírito Santo, a vitória ocorreu por apenas um voto de diferença. Ao todo, 212 municípios registraram mudança de vencedor entre os dois turnos, em todas as regiões do país, sendo que Flávio Bolsonaro reverteu o placar em Uirapuru, em Goiás.

Os municípios tiveram perfis e tamanhos distintos, com diferenças que variaram de um voto a mais de 100 mil votos. As viradas ocorreram tanto em cidades pequenas do interior quanto em grandes centros urbanos.

O cientista político Miguel Lago atribuiu o movimento à mobilização fora das estruturas tradicionais de campanha. “Se deve, sobretudo, ao caráter descentralizado dessa campanha de segundo turno, em que você vê, na realidade, que forças vivas da sociedade se mobilizaram em todos os cantos do Brasil”, afirmou em entrevista à Globo.