segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Venezuela: ALBA Movimentos exige libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores

 O manifesto aponta a falta de sustentação probatória no sequestro de Maduro e Cilia Flores, e alerta para o perigoso precedente estabelecido pelo processo ao pretender instituir os tribunais dos EUA como jurisdição extraterritorial ilimitada sobre Estados soberanos

Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas, Venezuela - Crédito: REUTERS/Carlos Jasso

teleSUR – O movimento social ALBA Movimentos e a Assembleia Internacional dos Povos divulgaram um manifesto internacional para exigir a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores. A declaração sustenta que eles foram sequestrados ilegalmente por tropas dos Estados Unidos sem terem cometido nenhum crime e sem que existisse uma declaração formal de guerra.

A denúncia afirma que a operação militar executada em 3 de janeiro de 2026 em território venezuelano violou diretamente o artigo 2.4 da Carta das Nações Unidas. A incursão armada também ignorou os procedimentos formais de extradição e a imunidade diplomática que protege constitucionalmente um chefe de Estado em exercício.

Os signatários sustentam que as acusações judiciais de Washington carecem de sustentação probatória e se apoiam na narrativa inconsistente do chamado Cartel de los Soles.

O texto destaca que a verdadeira motivação por trás da captura militar é forçar a submissão do governo bolivariano para controlar os recursos petrolíferos do país.


O manifesto alerta para o perigoso precedente estabelecido por esse processo, ao pretender instituir os tribunais norte-americanos como uma jurisdição extraterritorial ilimitada sobre Estados soberanos. Denuncia ainda que o tratamento dado a Cilia Flores constitui um claro ato de violência de gênero por motivos políticos.

A iniciativa internacional conta com o apoio de relevantes figuras públicas, como o músico Roger Waters, o jornalista Ignacio Ramonet e o dirigente social brasileiro João Pedro Stédile.

As organizações responsáveis pela convocação fizeram um apelo a Parlamentos, universidades e movimentos populares de todo o mundo para articular ações e rejeitar as agressões contra a Venezuela.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur



Nenhum comentário:

Postar um comentário