segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Sheinbaum alerta para tentativas de ingerência da direita internacional na eleição do Brasil

 Presidenta mexicana também afirma que seu principal aliado é o povo do México e critica a direita por autoritarismo e racismo

A presidente do México, Claudia Sheinbaum  -  (Crédito: REUTERS/Raquel Cunha)

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (5) que é preciso aguardar o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil antes de avaliar o resultado da disputa. Ao comentar os relatos de uma possível interferência dos Estados Unidos em favor do candidato da ultradireita, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mandatária declarou que “a direita internacional, sim, quer intervir”.

A declaração foi dada durante a tradicional entrevista coletiva matinal, conhecida como Mañanera. Questionada sobre a eleição brasileira, Sheinbaum afirmou que prefere esperar a conclusão do processo antes de fazer novos comentários. “É preciso esperar o segundo turno, vamos esperar e, uma vez que todo o processo termine, já poderemos dar mais opinião”, disse.

A presidenta mexicana também foi questionada sobre a possibilidade de o México perder aliados na América Latina caso a ultradireita conquiste a Presidência do Brasil. Sheinbaum respondeu que o principal aliado de seu governo é o povo mexicano e afirmou que não haveria problema para sua administração caso a direita vencesse a eleição brasileira.

“Nosso principal aliado é o povo do México. Enquanto estivermos próximos do povo, representando o povo e governando pelo povo e para o povo, não haverá nenhum problema no México”, afirmou.


Na sequência, a mandatária mexicana declarou que não poderia opinar sobre os cenários políticos do Brasil, da Bolívia e da Argentina.

Ao falar sobre a direita, Sheinbaum afirmou que a corrente política é contrária ao povo e defende interesses econômicos, a supremacia de uns sobre outros e o racismo.

“É uma ideologia que fomenta a violência, o autoritarismo, que é contra a democracia. É um movimento que, no México, se assemelha aos conservadores do século XIX, ao porfiriato”, acrescentou.

A presidenta mexicana disse ainda que seu governo não se define apenas pela esquerda, mas como humanista. “Nosso pensamento se sustenta em nossa própria história”, declarou.

Fonte: Brasil 247

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