O Pix aparece 20 vezes no relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que propõe a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O documento conclui uma investigação aberta em julho de 2025 e classifica determinadas práticas comerciais do Brasil como “irracionais ou discriminatórias”.
Em um relatório de 107 páginas, o USTR dedica 16 páginas a ataques ao sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Segundo o órgão, o principal problema seria o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como regulador do setor e operador do Pix, o que criaria um conflito de interesses e vantagens para o sistema brasileiro.
O documento afirma que regras adotadas pelo Brasil favoreceriam o Pix em relação a empresas privadas estrangeiras. Entre os exemplos citados estão a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas, a exigência de destaque ao meio de pagamento nos aplicativos bancários e a gratuidade para pessoas físicas.
