Investigação sobre acessos irregulares a dados de ministros e autoridades passa a nível 4 de sigilo na Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sigilo máximo — nível 4 — para o processo que apura o vazamento ilegal de dados fiscais de ministros, autoridades e pessoas públicas. A informação é do jornal Folha de São Paulo, que revelou detalhes do caso envolvendo o contador Washington Travassos de Azevedo, mantido preso sob suspeita de ser um dos responsáveis pelo vazamento.
Segundo o STF, o nível 4 de sigilo, em uma escala que vai de 0 a 4, se aplica por envolver "informações sensíveis da Receita Federal e Coaf". A classificação impede a identificação oficial do relator do caso no sistema do tribunal, embora se saiba que os autos estão sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Especialistas apontam que, embora o sigilo possa ser justificável, ele não deveria impedir a defesa de ter acesso às decisões de medidas cautelares.
