quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nikolas Ferreira volta a espalhar desinformação sobre suposto monitoramento do Pix

Deputado do PL diz que Receita irá vigiar movimentações, apesar de órgão negar fiscalização individual e reiterar combate apenas a crimes financeiros

                Nikolas Ferreira (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a provocar controvérsia ao afirmar, em vídeo divulgado nas redes sociais, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá monitorar movimentações financeiras realizadas por meio do Pix. A declaração reacende um debate já enfrentado pelo Executivo e pela Receita Federal, que negam qualquer tipo de fiscalização individual sobre pagamentos feitos pelo sistema.

A publicação ocorre exatamente um ano após um vídeo semelhante do parlamentar provocar uma onda de desinformação nas redes sociais, incluindo boatos sobre uma suposta taxação do Pix, posteriormente desmentida por autoridades fiscais. As informações são do jornal O Globo.

⊛ Vídeo retoma discurso já contestado

No conteúdo publicado na noite desta terça-feira (13), Nikolas associa uma instrução normativa da Receita Federal à possibilidade de trabalhadores informais e autônomos serem penalizados caso suas movimentações financeiras não coincidam com os valores declarados no Imposto de Renda.

“Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina, ser chamado, ter que explicar e pagar imposto que você nunca imaginou pagar”, afirmou o deputado.

Em outro trecho, ele sustenta que a medida representaria uma ameaça gradual às liberdades individuais. “Quando milhões de brasileiros reagiram, eles recuaram. Agora, com o povo distraído, fizeram de novo. A liberdade não acaba de uma vez, ela vai sendo tirada aos poucos por portaria, instrução normativa, ‘ajuste técnico’”, disse.

⊛ O que diz a norma da Receita Federal

A instrução normativa citada por Nikolas foi retomada em agosto do ano passado e equipara fintechs e instituições de pagamento aos bancos tradicionais no envio de informações agregadas à Receita. A regra estabelece que, quando a soma das movimentações ultrapassar R$ 5 mil por mês, os dados consolidados sejam repassados semestralmente ao órgão, mecanismo já previsto desde 2015 para instituições financeiras convencionais. Segundo a Receita Federal, o objetivo da norma é reforçar o combate a crimes contra a ordem tributária, especialmente lavagem de dinheiro e fraudes ligadas ao crime organizado.

⊛ Receita nega monitoramento de transações

Em nota divulgada em outubro, a Receita afirmou que “não monitora transações feitas por Pix ou por qualquer outro meio de pagamento”. O órgão destacou que não recebe informações individualizadas, não tem acesso à origem ou à natureza das despesas e não acompanha valores específicos de cada operação. A Receita também esclareceu que os dados recebidos não permitem identificar hábitos financeiros de contribuintes, o que descaracteriza qualquer forma de vigilância direta.

⊛ Pix e o embate político na economia

A retomada do discurso ocorre em meio a investigações que apontaram o uso de fintechs por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), para lavagem de dinheiro. Após uma série de operações policiais, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que desinformações anteriores sobre o Pix dificultaram a fiscalização de empresas investigadas.

As declarações foram repercutidas politicamente e geraram acusações de que campanhas de desinformação teriam beneficiado o crime organizado, episódio que levou Nikolas a processar o presidente Lula após declarações públicas sobre o tema.

Mesmo após novos desmentidos oficiais no fim de dezembro, quando voltou a circular uma falsa informação sobre taxação de 27,5% para quem movimentasse mais de R$ 5 mil mensais, o tema voltou a ganhar força nas redes sociais. Dados do Google Trends indicaram alta nas buscas por termos ligados à Receita Federal e impostos no dia da publicação.

O novo vídeo de Nikolas, gravado com estética semelhante às postagens anteriores, já alcançou cerca de 44 milhões de visualizações. Entre os comentários de apoio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escreveu: “Parabéns por expor esse absurdo. Já pagamos o imposto mais alto do mundo para bancar a farra e os privilégios da ‘companheirada’. Isso precisa ter um fim. Conte comigo”.

A chamada “crise do Pix” integra uma estratégia recorrente da oposição para pressionar o governo na área econômica, em meio a debates sobre tributação, IOF e políticas fiscais adotadas ao longo dos últimos anos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Defesa de Bolsonaro cita risco à saúde e volta a pedir domiciliar humanitária

Defesa afirma que laudos médicos indicam risco iminente e pede revisão de decisão que manteve regime fechado

           Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando que o estado de saúde do réu apresenta riscos concretos e imediatos. Segundo os advogados, os relatórios médicos afastam qualquer caráter hipotético e indicam a possibilidade de novos eventos graves a qualquer momento.

Segundo o UOL, a petição foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a defesa, os médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico teriam sido categóricos ao apontar o risco de agravamento do quadro de saúde, argumento central para a solicitação de mudança no regime de cumprimento da pena.

⊛ Laudos médicos fundamentam novo pedido da defesa

No documento encaminhado ao STF, os advogados afirmam que a deterioração do estado clínico de Bolsonaro exige reavaliação urgente da decisão judicial. A defesa sustenta que a manutenção do regime fechado desconsidera os alertas médicos apresentados nos autos.

⊛ Pedido cita precedente e propõe monitoramento eletrônico

Os advogados também recorreram a precedentes judiciais para embasar a solicitação, mencionando o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização para cumprir pena em prisão domiciliar por motivos de saúde. A defesa argumenta que situações semelhantes devem receber tratamento equivalente.

No pedido, os advogados solicitam expressamente a reconsideração da decisão anterior. “Requer-se a Vossa Excelência seja reconsiderada a decisão anteriormente proferida, para que se conceda a prisão domiciliar humanitária ao Peticionário, como forma de cumprimento da pena, mediante monitoramento eletrônico e demais condições que se repute adequadas”, afirmam no texto.

⊛ STF já negou solicitações anteriores

Esta é a quarta vez que a defesa de Bolsonaro pede a concessão de prisão domiciliar. O pedido anterior foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 1º de janeiro. Na decisão, o magistrado manteve o regime fechado ao avaliar que persistiam fatores que impediam a flexibilização da pena.

Na resposta, Moraes destacou o que classificou como risco de fuga. O ministro mencionou “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.

⊛ Condenação e crimes atribuídos a Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Cresce o número de brasileiros que espera melhora da economia, diz Quaest

Levantamento mostra aumento expressivo do otimismo com o desempenho econômico nos próximos 12 meses

Brasília (DF) - 12/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A percepção da população sobre o futuro da economia brasileira registrou uma mudança significativa e favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados da Quaest indicam que cresceu de forma consistente o número de brasileiros que acreditam em uma melhora do cenário econômico ao longo dos próximos 12 meses, um fator considerado estratégico diante do debate político e eleitoral que se avizinha.

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam esperar uma melhora da economia brasileira no próximo ano. Em sentido oposto, 28% avaliam que o quadro econômico deve piorar, enquanto 21% acreditam que a situação permanecerá como está. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

O avanço do otimismo chama atenção quando comparado aos levantamentos anteriores. Em dezembro, a diferença entre os que acreditavam na melhora e os que previam piora era de 11 pontos percentuais, com 44% otimistas contra 33% pessimistas. Agora, essa distância praticamente dobrou, alcançando 20 pontos. O dado sinaliza uma inflexão relevante na avaliação da conjuntura econômica.

O histórico recente da pesquisa evidencia a dimensão dessa mudança. Em agosto, havia um empate técnico nas expectativas: 40% acreditavam em melhora e o mesmo percentual previa piora. Um mês antes, em julho, o pessimismo predominava, com 43% dos entrevistados apostando em uma deterioração da economia, contra apenas 35% que demonstravam confiança em um cenário mais favorável.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de dezembro, com 2.004 entrevistas em todo o país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança compatível com os padrões metodológicos adotados pelo instituto. 

Fonte: Brasil 247

Lula será reeleito com ou sem o clã Bolsonaro nas urnas, indica Quaest

Presidente Lula lidera todos os cenários de 1º e 2º turno, e brasileiros acreditam na reeleição independentemente do adversário

      Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Lula (PT) aparece como favorito absoluto na disputa presidencial de 2026, liderando todos os cenários testados de primeiro e segundo turno, independentemente de quem seja o adversário. É o que aponta a mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), que também revela uma percepção consolidada entre os brasileiros de que o atual chefe do Executivo caminha para a reeleição, com ou sem a presença do clã Bolsonaro nas urnas.

O levantamento do instituto Quaest em parceria com a Genial Investimentos mostra que Lula vence todos os cenários estimulados de primeiro turno, superando nomes da direita tradicional e da família Bolsonaro. Segundo a pesquisa, o presidente também aparece à frente em todas as simulações de segundo turno, reforçando a leitura de que sua posição eleitoral é sólida no cenário atual .

A pesquisa também investigou a percepção do eleitorado sobre quem vencerá a eleição presidencial. A maioria dos entrevistados afirmou acreditar que Lula será reeleito, independentemente do adversário apresentado. Para 56% dos eleitores, Lula será reeleito se o adversário for algum membro da família Bolsonaro. Mesmo se o adversário não tiver o sobrenome 'Bolsonaro', para 45% o presidente sairá vencedor. Neste último caso, os que acreditam na derrota de Lula somam 43%.

A pesquisa foi realizada entre 8 e 11 de janeiro e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026.

Fonte: Brasil 247

Aprovação de Lula registra 47%, enquanto desaprovação fica em 49%, aponta pesquisa

Dados estão dentro da margem de erro da pesquisa Genial/Quaest

Brasília (DF) - 17/11/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A aprovação do presidente Lula registra 47%, com queda de um ponto percentual, enquanto a desaprovação permanece em 49%. Outros 4% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam, índice que subiu um ponto percentual. A margem de erro é de 2 p.p.. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) em pesquisa Genial/Quaest.
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De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados avaliam o governo Lula de forma negativa, enquanto 32% consideram a gestão positiva e 27% a classificam como regular.
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O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a partir de 2.004 entrevistas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026

Fonte: Brasil 247

Lula vence todos os cenários de primeiro e segundo turno, aponta Quaest

No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio Bolsonaro com 23% e Tarcísio de Freitas com 9%

     Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria o segundo turno das eleições presidenciais com 45% dos votos, contra 38% de Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14).

Lula também venceria o segundo turno das eleições presidenciais com 44% dos votos, contra 39% de Tarcísio de Freitas, segundo a pesquisa.

No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio Bolsonaro com 23% e Freitas com 9%, segundo a pesquisa.

No cenário espontâneo, 68% dos entrevistados se dizem indecisos. Ainda assim, o presidente Lula aparece na liderança, com 19%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 7%. O ex-presidente preso Jair Bolsonaro registra 2%.

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a partir de 2.004 entrevistas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026

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Fonte: Brasil 247

Beto Preto destina R$ 2,23 milhões em emendas para fortalecer a assistência social em Apucarana

Beto Preto: “Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa." (Foto: Albari Rosa/SESA)


O deputado federal Beto Preto destinou R$ 2.230.000,00 em emendas federais para nove entidades de assistência social de Apucarana. Os recursos reforçam o atendimento a públicos vulneráveis e ampliam a capacidade de ação de instituições que prestam serviços essenciais no município.

As emendas contemplam organizações com atuação reconhecida nas áreas de acolhimento, inclusão, proteção social e defesa de direitos. Segundo o parlamentar, o objetivo é fortalecer quem está na ponta, garantindo estrutura, continuidade dos serviços e mais qualidade no atendimento à população.

“Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa. Destinar emendas para a assistência social é investir em dignidade, cuidado e cidadania”, afirmou Beto Preto.

Entidades beneficiadas:

    • Centro para o Resgate à Vida
    • Lar Vicente de Paulo
    • Associação dos Deficientes Físicos
    • Lar Sagrada Família
    • Escola de Desenvolvimento Humano Casa do Caminho
    • Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
    • Comando Anderson de Defesa do Cidadão
    • Casa do Dodô
    • Centro de Apoio Social ao Adolescente

O deputado destacou que a destinação dos recursos é resultado de diálogo permanente com lideranças locais e representantes das entidades, além do compromisso de manter Apucarana entre as prioridades do mandato.

“Nosso trabalho em Brasília tem um propósito claro: fazer com que os recursos federais cheguem onde a vida acontece. Essas entidades cumprem um papel fundamental na rede de proteção social, e o nosso dever é apoiar, abrir caminhos e garantir que tenham condições de seguir transformando realidades”, completou.

Fonte: Assessoria

FGV: Lei Rouanet rende R$ 7,59 à economia por cada R$ 1 investido


A ministra da Cultura, Margaret Menezes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira (13), aponta que, a cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia brasileira. A pesquisa foi encomendada pelo Ministério da Cultura e analisou dados recentes do mecanismo de incentivo fiscal à cultura.

De acordo com o levantamento, entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela Lei Rouanet passou de cerca de 2.600 para mais de 14 mil por ano. O estudo avaliou indicadores como equipamentos locados, pessoas contratadas, materiais utilizados e fornecedores pagos ao longo da execução dos projetos.

Em 2024, segundo a pesquisa, aproximadamente 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, a um custo médio de R$ 12,3 mil por vaga. O relatório também aponta que, desde a criação da lei, em 1993, mais de R$ 60 bilhões foram investidos, em valores não corrigidos.

A ministra da Cultura, Margaret Menezes, afirmou que o objetivo do estudo foi reunir informações consistentes sobre o funcionamento do mecanismo. “Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização”, declarou.

Fundação Getulio Vargas (FGV). Foto: Divulgação
O levantamento indica ainda que, em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, sendo a maioria proposta por empresas, que responderam por 86,7% das iniciativas. Ao todo, os projetos geraram 567 mil pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço, distribuídos em cerca de 1.800 tipos diferentes.

Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos realizados via Rouanet foram inferiores a R$ 25 mil. Em relação à distribuição regional, dos R$ 25,7 bilhões movimentados em 2024, a maior parte foi destinada a projetos no Sudeste, seguido pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Fonte: DCM

Compliance Zero: ação da PF tem familiares de Vorcaro e empresários como alvos

Segunda fase da operação amplia investigações e determina bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens

Compliance Zero: ação da PF tem familiares de Vorcaro e empresários como alvos (Foto: Divulgação/Arquivo/PF)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, aprofundando as investigações sobre um amplo esquema de irregularidades financeiras que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. A nova etapa da operação ampliou o rol de investigados e passou a atingir tanto familiares próximos do banqueiro quanto empresários com atuação relevante no mercado financeiro, entre eles Nelson Tanure e o ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur.

Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Parte das diligências ocorreu em endereços localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do país.

Entre os novos alvos estão a irmã, o cunhado e um primo de Daniel Vorcaro, suspeitos de participação em estruturas paralelas de movimentação financeira. Segundo os investigadores, esses familiares teriam auxiliado na circulação e na ocultação de recursos oriundos de operações consideradas fraudulentas, relacionadas ao Banco Master.

Durante as buscas, agentes da Polícia Federal apreenderam carros de luxo, incluindo modelos da BMW e da Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor. Todo o material recolhido será analisado no âmbito da investigação patrimonial, que busca mapear a origem dos bens e identificar eventuais incompatibilidades com a renda declarada dos investigados.

Além das apreensões, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A operação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. As autoridades estimam que o montante total das fraudes sob investigação possa alcançar R$ 12 bilhões.

Nesta fase, a operação também passou a incluir o empresário Nelson Tanure entre os alvos. Conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, Tanure já havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo no fim do ano passado. De acordo com a acusação, ele teria feito uso de informações privilegiadas para obter vantagens no mercado de capitais, em operações envolvendo ações da construtora Gafisa, da qual é acionista. Esse caso integra um conjunto mais amplo de apurações sobre práticas irregulares no sistema bancário e corporativo.

João Carlos Mansur, fundador da Reag, também é um dos alvos da operação. Ele tem passagens por grandes empresas e fundou a gestora de fundos em 2012, atingindo um crescimento em ritmo acelerado através da aquisição de mandatos de fundos exclusivos – usados, por exemplo, para administração de patrimônio e geralmente com apenas um cotista.

O foco central da Compliance Zero segue sendo o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, sendo cinco de forma preventiva e duas temporariamente. Segundo a Polícia Federal, o banco teria comercializado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rendimentos até 40% superiores à taxa média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.

Paralelamente às ações policiais, o caso ganhou novos desdobramentos no campo institucional. Na noite de segunda-feira (12), o Banco Central decidiu retirar os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) que questionavam a determinação do relator, ministro Jhonatan de Jesus, para a realização de uma inspeção no órgão regulador. A inspeção tem como foco os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master.

A retirada do recurso ocorreu após uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com a desistência, o tema deixou de ser apreciado pelo plenário da Corte, cuja análise estava prevista para o próximo dia 21.

Segundo Vital do Rêgo, o Tribunal de Contas não pretende interferir em eventual decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, mas busca acesso à documentação do processo para verificar a regularidade dos procedimentos adotados. De acordo com o presidente do TCU, o Banco Central concordou em fornecer as informações solicitadas. A desistência dos embargos foi formalizada oficialmente na manhã de terça-feira (13) pela AudBancos, área técnica do tribunal responsável pela fiscalização do sistema financeiro nacional.

Fonte: Brasil 247

PF bloqueia mais de R$ 5,7 bilhões e apreende quase R$ 100 mil em espécie na Operação Compliance Zero

Operação investiga esquema de desvio de recursos ligados ao sistema financeiro

      Agente da Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou no bloqueio e sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A ofensiva inclui o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e a apreensão de dinheiro em espécie, aprofundando investigações sobre supostos desvios financeiros e uso irregular de recursos aplicados em fundos de investimento, informa o G1. Segundo a investigação, durante o cumprimento das ordens judiciais foram apreendidos R$ 97,3 mil em espécie nos endereços dos alvos.

Ao todo, os policiais federais cumprem 42 mandados judiciais, incluindo buscas em imóveis ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a familiares próximos, como o pai, a irmã e o cunhado. As diligências se concentram principalmente em São Paulo, com alvos localizados inclusive na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país, além de ações nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A operação também tem como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos. De acordo com a apuração, a Polícia Federal identificou um esquema que envolveria captação de recursos, aplicação em fundos e posterior desvio de parte desses valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus parentes.

Durante a segunda fase da Compliance Zero, os agentes apreenderam veículos e diversos itens considerados relevantes para a investigação, além do dinheiro em espécie. As imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram carros, documentos e outros bens recolhidos nos endereços vistoriados.

Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que tomou conhecimento das medidas judiciais e reforçou a postura de colaboração do empresário com as autoridades. Segundo o comunicado, “a defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.

A nota acrescenta que a defesa ainda não teve acesso aos autos e que Vorcaro segue à disposição para prestar esclarecimentos. “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz outro trecho do texto.

Por fim, os advogados destacaram confiança no andamento do processo. “A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, conclui a nota. A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Operação da PF atinge irmã, cunhado e primo de Vorcaro, do Master

Segunda fase da operação resulta em prisão e apreensões, além de bloqueio bilionário autorizado pelo STF

Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação (Banco Master))

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que ampliou o escopo das investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta nova etapa, a apuração passou a alcançar familiares próximos do empresário, incluindo sua irmã, o cunhado e um primo, todos alvos de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação em esquemas financeiros fraudulentos ligados ao Banco Master, informa o Metrópoles. Cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e resultou no cumprimento de 42 mandados em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Parte das diligências ocorreu em endereços situados na Avenida Faria Lima, considerada um dos principais polos financeiros do país.

Durante as buscas, agentes federais apreenderam veículos de luxo, entre eles modelos das marcas BMW e Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor. Todo o material recolhido passará por análise no âmbito da investigação patrimonial, que busca rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados.

Além das apreensões, o STF determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A operação apura a prática de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, os familiares de Vorcaro teriam atuado em estruturas paralelas de movimentação financeira, colaborando para a circulação e ocultação de recursos provenientes das operações sob suspeita.

O foco central da investigação continua sendo o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, sendo cinco em caráter preventivo e duas temporariamente. De acordo com a Polícia Federal, o banco teria ofertado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rentabilidade de até 40% acima da média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.

As autoridades estimam que o volume total das fraudes investigadas possa chegar a R$ 12 bilhões. Paralelamente, a liquidação do Banco Master segue sob questionamento institucional. O procedimento passou a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União após solicitação do ministro Jonathan de Jesus, que pediu esclarecimentos ao Banco Central sobre possíveis indícios de que a liquidação teria ocorrido de forma precipitada. O processo tramita sob sigilo.

Fonte:> Brasil 247 com informações do Metrópoles

Justiça de MG fixa prazo para Nikolas Ferreira indenizar Duda Salabert

Deputado do PL tem 15 dias para pagar mais de R$ 65 mil após condenação por danos morais em ação relacionada a transfobia

Nikolas Ferreira e Duda Salabert (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Reprodução/Facebook)

A Justiça de Minas Gerais determinou um prazo de 15 dias para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) efetue o pagamento de uma indenização por danos morais à também deputada Duda Salabert (PDT-MG). A decisão foi proferida pela 33ª Vara Cível de Belo Horizonte e estabelece o valor de R$ 65.522,29 a ser pago pelo parlamentar, informa Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A medida atende a um pedido apresentado por Duda Salabert em novembro, quando solicitou a conversão da ação cível em cumprimento de sentença após o esgotamento das possibilidades de recurso em diferentes instâncias do Judiciário.

O processo teve origem em declarações públicas feitas por Nikolas Ferreira, em entrevistas e postagens nas redes sociais, nas quais ele se recusou a reconhecer a identidade de gênero de Duda Salabert. As manifestações foram consideradas transfóbicas pela Justiça, resultando na condenação do deputado do PL ao pagamento de indenização.

A defesa de Nikolas Ferreira tentou reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso não foi admitido. Em junho de 2025, a Quarta Turma do STJ rejeitou o agravo apresentado pelo parlamentar e ainda determinou o aumento de 10% nos honorários advocatícios devidos à deputada.

Com a nova decisão da Vara Cível, passa a correr o prazo para o cumprimento da sentença. Caso o valor não seja pago dentro do período estipulado, o processo pode avançar para outras medidas de execução previstas na legislação civil.

Fonte: Brasil 247 com informações dojornal O Globo

Cunhado de Vorcaro e maior doador de Tarcísio é alvo da PF

O pastor Fabiano Zettel foi preso na manhã desa quarta-dfeira na segunda fase Operação Compliance Zero

         Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PR. Fabiano Zettel)

O pastor evangélico Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quarta-feira (14) pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas de irregularidades no Banco Master. Zettel foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022.

Segundo os registros da Justiça Eleitoral, Fabiano Zettel destinou R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro, então presidente da República, e outros R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, totalizando R$ 5 milhões em doações eleitorais no mesmo pleito.

Os valores colocam o pastor no topo da lista de doadores individuais das duas campanhas, ficando atrás apenas dos repasses realizados diretamente pelos partidos por meio do fundo eleitoral, que alcançaram cifras significativamente superiores. A expressiva contribuição chamou atenção por ocorrer em meio à crescente exposição de Daniel Vorcaro no noticiário político, econômico e judicial.

O Governo de São Paulo afirmou que a campanha de Tarcísio de Freitas contou com mais de 600 doadores e que todas as doações respeitaram a legislação eleitoral. O comunicado também buscou afastar qualquer vínculo pessoal entre o governador e o doador. “O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha. Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral”, informou o governo paulista.

As doações feitas por Fabiano Zettel se somam a outros elementos que indicam a proximidade do entorno de Daniel Vorcaro com o meio político. Proprietário do banco Master, o banqueiro tornou-se personagem central de uma série de controvérsias que envolvem o sistema financeiro, o Banco Central, o Judiciário e agentes públicos. Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro, e ambos já atuaram conjuntamente em diferentes empreendimentos.

O pastor já ocupou cargo de direção na Super Empreendimentos, empresa citada no processo de liquidação do banco Master e em investigações que apuram o uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. Além disso, ele é fundador e CEO da Moriah Asset, fundo voltado à negociação de participações em empresas fora da bolsa de valores, conciliando a atuação no mercado financeiro com atividades religiosas ligadas à Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 247

PF prende cunhado de Daniel Vorcaro na segunda fase da operação Compliance Zero

Ação da Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master e atinge Fabiano Zettel

      Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura a existência de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ofensiva inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao proprietário da instituição, o empresário Daniel Vorcaro, além de ações contra parentes próximos.

Entre os alvos está o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, que foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que se preparava para embarcar em um voo com destino ao exterior, segundo a CBN.

Fabiano Zettel já era alvo de um mandado de busca e apreensão. No entanto, durante a execução das ordens judiciais, os agentes decidiram pela detenção do investigado no aeroporto. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou oficialmente o motivo específico que levou à prisão.

A segunda fase da Compliance Zero amplia o alcance das investigações, que miram não apenas o empresário Daniel Vorcaro, mas também pessoas de seu círculo familiar. Policiais federais também cumprem mandados de busca e apreensão em endereços localizados na região da Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista.

Na etapa inicial da operação, Daniel Vorcaro chegou a ser detido igualmente no Aeroporto de Guarulhos, em circunstâncias semelhantes às registradas agora com seu cunhado. A Polícia Federal segue analisando documentos e materiais apreendidos para aprofundar as apurações sobre as suspeitas de irregularidades financeiras no Banco Master.

Fonte: Brasil 247 com informações da CBN

Ministério Público e Polícia apuram uso de traje nazista por adolescente em formatura de medicina em Mossoró (vídeo)

Jovem participou de festa em Mossoró, fez saudação nazista e caso é tratado como ato infracional análogo a crime previsto em lei desde 1989

Jovem participou de festa em Mossoró, fez saudação nazista e caso é tratado como ato infracional análogo a crime previsto em lei desde 1989 (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil investigam a participação de um adolescente que utilizou um traje com referências ao regime nazista durante uma festa de formatura realizada no último sábado (10), em Mossoró, no Oeste potiguar. O caso ganhou grande repercussão após imagens circularem nas redes sociais mostrando o jovem com o uniforme e fazendo a saudação nazista, gesto historicamente associado à exaltação de Adolf Hitler. As informações são do G1.

O episódio passou a ser apurado oficialmente após denúncias encaminhadas às autoridades e manifestações públicas de repúdio por parte de instituições e organizadores do evento.De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar os fatos. O delegado Rafael Arraes informou que, como o adolescente e sua família residem no estado do Ceará, serão expedidas cartas precatórias para a realização das oitivas. Os depoimentos deverão ocorrer por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente Infrator (DEA) de Mossoró.

A legislação brasileira considera crime a apologia ao nazismo desde 1989, prevendo pena de reclusão de dois a cinco anos e multa. No caso de adolescentes, a conduta é classificada como ato infracional análogo ao crime, o que implica a adoção de medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Ministério Público informou que a 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró instaurou um procedimento extrajudicial para coletar informações preliminares sobre o episódio. Segundo a instituição, diversas manifestações recebidas por meio do canal de denúncias foram reunidas em um único processo, com o objetivo de otimizar a apuração.

"O procedimento busca coletar informações preliminares sobre os fatos e a identificação dos envolvidos. A Promotoria de Justiça analisará detalhadamente as provas juntadas aos autos para determinar as medidas legais e diligências adequadas à elucidação do ocorrido. Após as diligências estabelecidas pelo MPRN, será feita a análise sobre a responsabilização seja do próprio suposto adolescente e/ou de seus responsáveis", informou a corporação.Após a repercussão negativa, o adolescente publicou um vídeo nas redes sociais no qual se identificou e pediu desculpas pelo ocorrido. Ele classificou o uso do uniforme como uma “fantasia inadequada”, reconheceu que errou e afirmou não ter dimensionado a gravidade do ato. Segundo o jovem, ele tem o hábito de usar fantasias de personagens e figuras históricas e adquiriu a roupa em uma feira na cidade de Fortaleza.

A organização da formatura informou que o adolescente compareceu ao evento como convidado de duas irmãs, que eram formandas. Em nota, a faculdade Facene, à qual pertenciam os estudantes que se formavam, esclareceu que não participou da organização da festa, que ficou a cargo de um cerimonial privado, mas destacou que repudia veementemente o ocorrido.
"Tal manifestação é repugnante, afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das vítimas do nazismo, sendo totalmente incompatível com os princípios éticos, humanísticos e acadêmicos que orientam nossa instituição", afirmou a instituição.

A faculdade também declarou que adotará medidas para reforçar a comunicação com a comunidade acadêmica e evitar a repetição de episódios semelhantes, incluindo a revisão de orientações sobre o uso de espaços e parcerias externas, além da cooperação com os organizadores do baile para apuração dos fatos.

Já a empresa responsável pela festa, Master Produções e Eventos, informou que o adolescente entrou no local acompanhado dos pais e sem qualquer vestimenta inadequada. Segundo a organização, a troca de roupa ocorreu após o cerimonial, sem o conhecimento da equipe, apenas para registros fotográficos de cunho pessoal.

Em nota, a empresa reforçou sua posição contrária ao ocorrido.
"A Master Produções e Eventos repudia de forma veemente qualquer ato, símbolo ou manifestação relacionada ao nazismo ou a ideologias de ódio. A apologia ao nazismo é crime no Brasil, e não compactuamos, não toleramos e não aceitaremos esse tipo de conduta em eventos sob nossa responsabilidade", informou.O Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró também se manifestou, afirmando que, por se tratar de notícia de um suposto ato infracional, a responsabilidade pela investigação cabe à autoridade policial. Ainda assim, o órgão destacou seu posicionamento contrário a práticas discriminatórias.

Em nota, o conselho reiterou que repudia "quaisquer tipos de prática racista, discriminatória, alusiva a intolerância religiosa e a quaisquer práticas que seja contraria à nossa legislação e que coloquem nossas crianças e adolescentes em situações vexatórias, de vulnerabilidade e risco eminente".

Veja uma reportagem do jornalista jornalista Habyner Lima sobre o envolvimento da família nas ações supremacistas:
Fonte: Brasil 247 com informações do G1

PT avalia chapa com Haddad e Marina Silva ao Senado por São Paulo

Plano do partido prevê candidatura dupla para as duas vagas ao Senado em 2026 e inclui possível retorno de Marina Silva ao PT

     Haddad, Lula e Marina (Foto: RICARDO STUCKERT)

O PT trabalha nos bastidores com a estratégia de lançar uma chapa formada exclusivamente por filiados para disputar as duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A ideia, tratada internamente como cenário ideal, envolve dois ministros do governo federal: Fernando Haddad, da Fazenda, e Marina Silva, do Meio Ambiente, segundo a Folha de São Paulo. O plano pressupõe o retorno de Marina Silva ao PT, legenda que ela deixou em 2009 após quase três décadas de filiação.

Nesse arranjo, a candidatura ao governo paulista ficaria a cargo do ministro Márcio França, atualmente filiado ao PSB, consolidando uma aliança entre petistas e socialistas no estado mais populoso do país. A composição buscaria fortalecer o campo governista em São Paulo, historicamente dominado por forças políticas adversárias ao PT.

Apesar das articulações, Marina Silva ainda não definiu seu futuro partidário. A ministra avalia que não há mais espaço político para ela na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, e mantém conversas com outras siglas, entre elas o PSB e o Psol. A possibilidade de permanecer no comando do Ministério do Meio Ambiente também segue em aberto.

A definição sobre os próximos passos de Marina depende, segundo o relato, de uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para ocorrer nos próximos meses. O diálogo será decisivo para esclarecer tanto o papel da ministra no governo quanto sua eventual participação na disputa eleitoral de 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo