terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Flávio Bolsonaro diz ser alvo de ameaças e aciona Justiça

Senador afirma que casos estão registrados e sob análise das autoridades competentes

                  Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (6) que foi alvo de supostas ameaças de morte e que já acionou sua equipe jurídica para tratar do caso. Segundo o parlamentar, os episódios foram formalmente registrados e comunicados às autoridades, que acompanham a situação. As informações são do Metrópoles.

● Declaração nas redes sociais

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Flávio Bolsonaro não detalhou os episódios nem citou possíveis autores das ameaças, mas ressaltou que o caso está sendo tratado com atenção. “Minha equipe jurídica já acompanha a situação e todas as medidas legais cabíveis serão adotadas”, escreveu o senador. Ele também afirmou que todas as informações estão “devidamente registradas” e sendo encaminhadas às autoridades competentes, destacando que o assunto exige seriedade.

● Investigação sobre postagens violentas

A manifestação do senador ocorre no contexto de investigações envolvendo declarações feitas nas redes sociais. Mais cedo, a Polícia Legislativa passou a investigar o humorista Tiago Santinelli após uma postagem em que ele pediu para “desligarem” o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) “igual desligaram Charlie Kirk”, em referência ao ativista de extrema direita estadunidense morto durante um comício.

Em dezembro, Santinelli também respondeu a uma publicação de Filipe Sabará, ex-estrategista de Pablo Marçal, que incluía Flávio Bolsonaro, com a frase: “Seguindo a tradição, ele vai tomar uma facada quando?”. O comentário fez referência direta ao atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018.

● Outras denúncias envolvendo parlamentares

O episódio se soma a outras controvérsias recentes. Conforme já noticiado, pelo menos quatro deputados governistas apresentaram denúncias à Justiça contra Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro por declarações que sugeriam uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, encaminhou um pedido à Polícia Federal solicitando a abertura de inquérito para investigar os parlamentares por supostos crimes de associação criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaro passou por “traumatismo leve” na cabeça, diz médico

Ex-presidente passou mal durante a madrugada, sofreu queda e será submetido a exames para avaliação clínica em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro em casa, em Brasília, durante prisão domiciliar determinada pelo STF 14/08/2025 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Reuters)

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve após passar mal durante a madrugada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo médico Cláudio Birolini, que acompanha o caso e afirmou que o quadro exige monitoramento e exames complementares. As informações são do jornal O Globo.

Segundo o médico, a situação clínica de Bolsonaro demanda atenção especial devido ao risco associado a quedas. “Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, afirmou Birolini, ao confirmar o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve.

O episódio veio a público após relato feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que informou, por meio de redes sociais, que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. De acordo com ela, como Bolsonaro está detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só ocorreu no momento em que ele foi chamado para receber visita.

Michelle esteve na unidade da Polícia Federal na manhã desta terça-feira e disse aguardar a chegada de um delegado para esclarecer de que forma foram prestados os primeiros socorros após a queda. Integrantes da Polícia Federal, ouvidos sob reserva, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do ocorrido.

Além de Cláudio Birolini, o cardiologista Brasil Ramos Caiado também foi acionado e compareceu à Superintendência da Polícia Federal para realizar uma avaliação clínica do ex-presidente.

O incidente acontece poucos dias depois de Bolsonaro apresentar melhora no estado de saúde. Na semana passada, ele recebeu alta do hospital DF Star, onde permaneceu internado por nove dias após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, iniciada em 24 de dezembro e encerrada no dia 1º de janeiro, Bolsonaro também foi submetido a um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, aliados e interlocutores relataram evolução clínica considerada positiva, com redução das crises de soluço. Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmaram que o ex-presidente vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo e ao ruído do sistema de ar-condicionado da unidade.

A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados alegaram que o barulho compromete o repouso de Bolsonaro e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequações no espaço. Na segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições descritas.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Queda gera repercussão repentina online

Dados do Google Trends mostram um aumento repentino por pesquisas relacionadas a Jair Bolsonaro no início da tarde desta terça-feira (6).
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Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Ataque dos EUA contra Venezuela matou 23 militares venezuelanos e 32 cubanos

Agressão militar resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças militares dos EUA

               Explosões em Caracas - 3/1/2026 (Foto: VIDEO OBTAINED BY REUTERS)

Os ataques realizados pelos Estados Unidos em Caracas resultaram na morte de dezenas de cubanos e militares venezuelanos, segundo informações oficiais divulgadas pelos governos de Cuba e da Venezuela. A ofensiva culminou no sequestro e deposição do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e provocou forte repercussão internacional. Segundo o jornal O Globo, comunicados oficiais confirmaram a morte de 23 militares venezuelanos e de 32 militares cubanos durante os ataques.

☉ Confirmação oficial de mortes após os ataques

O anúncio de Havana representou uma admissão pública de que agentes cubanos atuavam diretamente na Venezuela. A revelação ocorreu em meio ao aumento das tensões após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos, que incluiu bombardeios e ações coordenadas na capital venezuelana e em outros estados do país.

☉ Declarações do presidente dos Estados Unidos

Durante entrevista coletiva no Centro Trump-Kennedy, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que houve um elevado número de vítimas fatais. Segundo ele, “muitas, muitas” pessoas morreram durante o ataque realizado no último sábado (3), incluindo cubanos que integravam a segurança de Maduro. Trump afirmou ainda que as forças estadunidenses “os pegaram um pouco de surpresa” após uma ofensiva cibernética apoiada por aviões de “guerra eletrônica”, que provocou um apagão em Caracas para permitir a entrada de helicópteros militares.

☉ Lista de cubanos mortos e reação de Havana

A mídia estatal cubana publicou a relação dos 32 militares mortos. De acordo com o governo de Havana, 21 pertenciam ao Ministério do Interior, incluindo dois coronéis e um tenente-coronel. Os outros 11 integravam as Forças Armadas Revolucionárias. Em pronunciamento oficial, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que “nossos compatriotas cumpriram seu dever com dignidade e heroísmo e tombaram, após forte resistência, em combate direto contra os atacantes ou em decorrência dos bombardeios”. O governo cubano decretou dois dias de luto nacional.

☉ Baixas militares venezuelanas confirmadas

Do lado venezuelano, o Exército publicou obituários em sua conta oficial no Instagram para 23 militares mortos, entre eles almirantes, 16 sargentos de diferentes patentes e dois soldados. No domingo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que a equipe de segurança de Maduro foi assassinada “a sangue frio” durante os ataques americanos, que atingiram Caracas e outros três estados do país.

☉ Cooperação entre Cuba e Venezuela em foco

A presença de cubanos na Venezuela é resultado de uma cooperação de longa data entre os dois países, marcada pelo envio de profissionais em troca de petróleo. Além de médicos e professores, há agentes de inteligência e segurança. Em dezembro, diante do aumento da pressão militar dos Estados Unidos, Maduro havia ampliado o papel dos guarda-costas cubanos em sua segurança pessoal e reforçado a atuação de agentes de contraespionagem nas Forças Armadas venezuelanas, numa tentativa de se proteger de um golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

“Não há necessidade”: Moraes nega transferência de Bolsonaro a hospital e exige laudo


            O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça (6) a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital, apesar de ele ter relatado uma queda na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde está preso.

Segundo Moraes, “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”, como indicado em nota da Polícia Federal. O ministro determinou que a defesa de Bolsonaro apresente ao STF o laudo médico do atendimento realizado pela corporação e indique quais exames são necessários para avaliar se podem ser feitos dentro do sistema penitenciário.

Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para dizer que o marido sofreu a queda enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela. Ela disse estar preocupada e afirmou que o ex-presidente só recebeu atendimento pela manhã, quando foram chamá-lo para a visita.

A Polícia Federal confirmou que Bolsonaro recebeu atendimento imediato após relatar a queda e, de acordo com o médico da corporação, ele apresentava ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: AFP
O médico particular de Bolsonaro, o cirurgião Cláudio Birolini, foi consultado após o episódio e disse que o ex-presidente teve um “traumatismo craniano leve”. Apesar do diagnóstico, o profissional afirmou que ele precisaria ser submetido a exames de imagem para avaliar melhor a situação.

O pedido da defesa de Bolsonaro foi para que ele fosse transferido para um hospital, alegando que o impacto da queda e o histórico médico do ex-presidente criavam risco imediato à sua saúde.

O ex-presidente Bolsonaro está cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de impedir a posse de Lula. Ele já havia sido internado anteriormente no hospital DF Star para tratar de hérnias e soluços persistentes, retornando depois para o regime fechado na prisão.

A ida ao hospital foi anunciada pela ex-primeira-dama na tarde desta terça. Poucas horas depois, ela disse que estava no estacionamento da instituição de saúde aguardando a liberação de Moraes. Por volta das 16h30, ela fez um novo post dizendo que ainda esperava a decisão do magistrado.

Veja a publicação:

Michelle Bolsonaro diz que está no estacionamento de
 hospital com o marido. Foto: Reprodução
Fonte: DCM

Governo Trump recua e altera acusações contra Maduro após sequestro


                  Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Nova York. Foto: Reprodução

Após o sequestro de Nicolás Maduro, o governo Trump recuou de algumas das acusações que havia feito contra o presidente da Venezuela. Em uma versão revisada da acusação judicial apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ele deixou de ser descrito como líder do Cartel de Los Soles, grupo que seria vinculado ao governo do país.

A acusação também foi modificada para retirar a menção de Maduro como chefe dessa organização criminosa, com o governo agora alegando que ele “participa, protege e perpetua uma cultura de corrupção relacionada ao tráfico de drogas”.

Essa mudança na linguagem reflete um recuo significativo da postura anterior dos Estados Unidos, que em 2020 havia acusado Maduro de liderar uma organização terrorista narcotraficante. A reescrita das acusações ocorre após a operação militar em Caracas, que resultou no sequestro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3).

Maduro não é mais descrito como chefe de um cartel de drogas, mas como alguém que se beneficiou das atividades ilícitas relacionadas ao narcotráfico. A acusação agora afirma que ele ajudou a “perpetuar uma cultura de corrupção” que permite que as elites da Venezuela se enriqueçam com o tráfico de drogas, enquanto protege os traficantes e lucra com essa atividade.

Donald Trump e Nicolás Maduro. Foto: Reprodução
Em relação ao Cartel de Los Soles, anteriormente descrito como uma organização terrorista internacional, o novo documento agora o apresenta de forma mais genérica, como um termo guarda-chuva que engloba o narcotráfico vinculado à elite venezuelana.

O Cartel de Los Soles, que antes foi acusado de ser uma organização estruturada sob a liderança de Maduro, é agora caracterizado como uma “rede de redes”, sem uma hierarquia definida, composta por membros das mais altas patentes militares e do governo venezuelano.

Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo em uma audiência em Nova York nesta segunda (5). Durante a audiência, ele se declarou inocente e se autodenominou um “prisioneiro de guerra”.

Além das acusações de narcoterrorismo, ele enfrentará quatro crimes específicos nos Estados Unidos, incluindo conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras para uso no narcotráfico.

O assunto foi abordado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em uma postagem na rede social X:

“Como eu disse, não há nenhuma evidência de um “Cartel dos Sóis” no tráfico de drogas. Isso indica que eles sequestraram Maduro para se apoderarem do petróleo da Venezuela, seguindo a Doutrina Monroe, à qual o megagrupo oligárquico de fabricantes de mísseis e inteligência artificial é leal”, escreveu o mandatário.

https://twitter.com/petrogustavo/status/2008588597914370206

Fonte: DCM

Descartada por Trump, Maria Corina quer lhe dar seu Nobel em troca da Venezuela

Maria Corina em entrevista à Fox News. Foto: reprodução

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na segunda-feira que pretende dividir seu Prêmio Nobel da Paz com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e agradecê-lo pessoalmente após a intervenção militar de seu governo na Venezuela.

Em entrevista à Fox News, Machado elogiou Trump pelo sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado e classificou a ação de Washington como “um enorme passo para a humanidade, para a liberdade e para a dignidade humana”.

Segundo Machado, ela não fala com o presidente dos EUA desde 10 de outubro, data em que foi anunciada como co-vencedora do Prêmio Nobel da Paz. A premiação foi concedida à dirigente opositora, de 58 anos, após ela liderar o mais forte desafio pacífico ao governo Maduro em muitos anos. Na ocasião, Machado dedicou parte do prêmio a Trump, que há tempos demonstrava interesse na honraria, e disse que ele merecia o reconhecimento.

Na entrevista exibida na segunda-feira, Machado afirmou que pretende dividir o prêmio com Trump. “Eu certamente gostaria muito de poder dizer a ele pessoalmente que nós acreditamos, o povo venezuelano — porque este é um prêmio do povo venezuelano — que queremos dá-lo a ele e compartilhá-lo com ele”, declarou ao apresentador Sean Hannity.



Embora Trump tenha ligado para Machado em outubro para parabenizá-la pelo Nobel, a imprensa norte-americana informou que ele ficou irritado pelo fato de ela ter aceitado o prêmio, em vez de recusá-lo e transferi-lo a ele.

A entrevista ocorreu poucos dias depois de Trump descartar a possibilidade de trabalhar com Machado. “Acho que seria muito difícil para ela ser líder”, disse Trump sobre a opositora. “Ela não tem o apoio nem o respeito do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem respeito.”

Delcy Rodríguez — ex-vice-presidente e ex-ministra do Petróleo da Venezuela, que prometeu cooperar com o governo Trump — tomou posse como presidente interina na segunda-feira, enquanto Maduro comparecia a um tribunal em Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas.

Machado afirmou ainda que pretende retornar à Venezuela “o mais rápido possível”. Ela apareceu brevemente em público em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo. Estava escondida desde 9 de janeiro, quando foi detida por curto período após participar de um protesto contra o governo em Caracas.

Fonte: DCM

EUA violaram princípio fundamental do direito internacional na Venezuela, diz ONU


Momento em que Nicolás Maduro é levado a tribunal em Nova York por policiais dos EUA. Foto: Reuters

A Organização das Nações Unidas elevou o tom contra a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em declaração feita nesta terça-feira (6), a ONU afirmou que a ação violou de forma clara um dos princípios centrais do direito internacional, marcando até agora o posicionamento mais duro da instituição sobre o episódio.

“Os Estados não devem ameaçar nem usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”, afirmou Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU.

A declaração ocorre três dias após a operação militar dos Estados Unidos na capital venezuelana, realizada na madrugada de sábado (3), quando explosões foram registradas em Caracas durante o sequestro de Maduro.

Até então, representantes da ONU haviam se limitado a expressar preocupação e a pedir desescalada do conflito. A nova manifestação explicita que, na avaliação do organismo multilateral responsável por zelar pelo direito internacional, a ação dos Estados Unidos ultrapassou limites jurídicos estabelecidos pela Carta das Nações Unidas. A fala reforça críticas que já vinham sendo feitas por governos e especialistas desde o anúncio da prisão do presidente venezuelano.

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução
A operação foi alvo de forte condenação internacional. Rússia e China, principais aliados de Maduro, foram os países mais contundentes nas críticas e reiteraram o repúdio durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU realizada na segunda-feira (5).

A China classificou a ação como “bullying”, enquanto a Rússia acusou o governo de Donald Trump de agir de forma “hipócrita e cínica”.

A Casa Branca, por sua vez, defendeu a legalidade da incursão, descrevendo-a como uma “operação para o cumprimento da lei”.

Segundo Washington, a presença de tropas estadunidenses na Venezuela teria sido necessária para apoiar o Departamento de Justiça dos EUA no cumprimento de um mandado de prisão contra Maduro, acusado de narcoterrorismo. O governo americano sustenta que a prisão respeitou a Constituição dos Estados Unidos.

Fonte: DCM

Vários deputados pedem a prisão de Nikolas Ferreira por traição à pátria

Deputados como Rogério Correia, Erika Hilton, Lindbergh Farias e Reimont Otoni apresentaram peças

          Nikolas Ferreira (Foto: Reprodução/X/@nikolas_dm)

Uma série de deputados de esquerda ingressou nesta segunda-feira (5) com pedidos de prisão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por ter defendido uma intervenção militar dos Estados Unidos para remover o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do poder.

Deputados como Rogério Correia, Erika Hilton, Lindbergh Farias e Reimont Otoni apresentaram peças. "No centro de Belo Horizonte, anunciei que o Partido dos Trabalhadores entrará com ação contra o deputado Nikolas Ferreira, na Polícia Federal e no Ministério Público, por defender intervenção externa no Brasil, afinal ingerência estrangeira é atacar a soberania nacional e a democracia, algo grave que precisa ser responsabilizado. Não vamos aceitar que a democracia seja atacada outra vez e lugar de golpista e traidor da pátria é na prisão!", disse Correia.

No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque maciço contra a Venezuela, capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores enfrentarão julgamento por suposto envolvimento com “narcoterrorismo” e por representarem uma ameaça, inclusive aos EUA.

Fonte: Brasil 247

Protesto em SP pede soltura de Maduro e autonomia da Venezuela

Ato foi realizado em frente ao Consulado dos Estados Unidos

     Protesto pró-Maduro em São Paulo - 05 de janeiro de 2025 (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)


Sindicatos e movimentos sociais fizeram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (5), na capital paulista, em que pediram a libertação de Nicolás Maduro. O ato ocorreu em frente ao Consulado dos Estados Unidos.

Os participantes defenderam a autonomia do país vizinho, a busca pela paz e o respeito e solidariedade ao governo e povo venezuelanos.

“A gente veio para esse ato hoje não só para demonstrar nossa solidariedade ao povo venezuelano, mas para conseguir colocar a posição dos estudantes da classe trabalhadora em relação aos ataques imperialistas, em especial dos Estados Unidos. O imperialismo, independente de qual país que seja, se coloca numa posição de dominação dos países, em especial os da periferia do capitalismo”, disse a estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP Bianca Mondeja, integrante da direção da União Nacional dos Estudantes (UNE).

A organização estudantil considera ser "inegociável" a "capacidade de autodeterminação” de um povo.

Para a professora Luana Bife, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela é "uma ingerência que desestabiliza social e economicamente um país". "Um dia depois da invasão na Venezuela, Trump já reafirma a possibilidade de avançar militarmente contra outros países. A nossa posição central é pela autodeterminação dos povos", reafirma.

O membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, defendeu a soltura imediata do presidente Maduro. "Estamos aqui solidários ao povo venezuelano em defesa da soberania e exigindo a soltura imediata do presidente Maduro. Porque na verdade é o continente, são as democracias no mundo que estão ameaçadas. E nós, muito particularmente, em função daquilo que o próprio Trump, sem meias palavras, diferente inclusive de outros, disse diretamente", destacou.

Segundo Mauro, há cerca de 60 membros do MST na Venezuela hoje. De acordo com ele, a percepção dos integrantes do movimento é de um processo de retomada das mobilizações populares na Venezuela.

"Para muitas pessoas que não vão estar conosco nas ruas gerou uma indignação e esse sentimento patriota, que efetivamente aflora nesse momento. Isso está acontecendo inclusive dentro da Venezuela, mesmo com os setores de direita venezuelana. E a gente está assistindo isso dentro dos Estados Unidos também", afirmou.

Ataque

Os Estados Unidos (EUA) lançaram no sábado (3) “um ataque de grande escala contra a Venezuela”, que sequestrou Maduro e sua mulher. Horas depois, em uma coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump anunciou que os EUA vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Nicolás Maduro, refutou, nesta segunda-feira (5), as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Durante audiência de custódia, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro disse ser inocente, qualificando a si mesmo como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”.
ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se para discutir a ação militar dos Estados Unidos. Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar e pediram a libertação imediata de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Os Estados Unidos negaram estar em guerra ou ocupar a Venezuela. O representante dos EUA na ONU, o embaixador Michael Waltz, disse que a ação em território venezuelano teve caráter jurídico e não militar.

Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5), o embaixador brasileiro Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.
Presidente interina

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela nesta segunda-feira (5). Ela é a primeira mulher na história do país a liderar o Executivo, já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

Ela era a vice-presidente do país antes do sequestro de Maduro. O Supremo Tribunal venezuelano indicou Delcy Rodríguez como chefe de Estado por um mandato renovável de 90 dias.

Tanto o Exército como a Assembleia Nacional reconheceram Delcy Rodríguez como presidente em substituição a Nicolás Maduro.

Fonte: Brasil 247

Moraes barra visita de general a ex-ministro condenado

Ministro cita possível incitação a crime e envia autos à PGR

    Paulo Sérgio Nogueira (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta segunda-feira (5) a autorização para que o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva visitasse o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira. O ex-ministro foi condenado a 19 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado e cumpre pena no Comando Militar do Planalto, em Brasília. A visita estava prevista para a manhã de terça-feira (6). As informações são do jornal O Globo.

Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército e ministro da Defesa no governo Jair Bolsonaro, foi condenado pelo STF por envolvimento na articulação que buscava impedir a posse do presidente eleito em 2022.

⊛ Decisão do STF revoga autorização de visita

Na mesma decisão, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de eventual crime cometido pelo general da reserva em razão de declarações públicas atribuídas a ele.

“Em virtude de declarações de Luiz Eduardo Rocha Paiva que podem constituir o crime do artigo 286 do Código Penal, revogo a autorização de visita que ocorreria amanhã e determino o envio dos autos para a Procuradoria-Geral da República para análise de eventual ocorrência de crime”, escreveu o ministro no despacho.

⊛ Moraes cita possível incitação a crime

O artigo 286 do Código Penal prevê pena de detenção de três a seis meses ou multa para quem incitar publicamente a prática de crime. A legislação também estabelece punição para quem estimula animosidade entre as Forças Armadas ou delas contra os Poderes constitucionais, instituições civis ou a sociedade.

A decisão não especifica quais declarações motivaram a revogação da autorização, mas menciona a possibilidade de enquadramento penal.

⊛ Declarações com teor golpista são mencionadas

Em 2021, Luiz Eduardo Rocha Paiva publicou manifestações de teor golpista após o ministro Edson Fachin anular condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato. À época, o general da reserva integrava a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

Em um texto intitulado “Aproxima-se o ponto de ruptura”, divulgado nas redes sociais e no site do Clube Militar, Rocha Paiva afirmou que a decisão do STF foi “uma bofetada na cara” do país e declarou que “o STF feriu de morte o equilíbrio dos Poderes, um dos pilares do regime democrático e da paz política e social”.

“A continuar esse rumo, chegaremos ao ponto de ruptura institucional e, nessa hora, as Forças Armadas (FA) serão chamadas pelos próprios Poderes da União, como reza a Constituição”, escreveu.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

STF terá programação especial para lembrar o 8 de janeiro

Atividades integram a campanha “Democracia Inabalada” e destacam a resiliência e a força das instituições brasileiras



O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, na próxima quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do edifício-sede da Corte, bem como para celebrar o fortalecimento da democracia simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde.

A iniciativa integra a campanha “Democracia Inabalada”, criada em resposta aos atos golpistas que resultaram na depredação do edifício. O objetivo é preservar a memória do episódio para que ele não se repita, reconhecer o trabalho de quem contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Programação

A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.

Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e irão relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, que receberá os convidados Weslley Galzo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Marina Dias, repórter do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.

Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, a ser realizada no Salão Nobre do STF. Participam do encontro o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, mestre em Religião e Sociedade pela Columbia University, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER), colunista do UOL e autor de obras voltadas à intersecção entre raça, política, religião e democracia; o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e referência nos estudos sobre a ditadura militar e a historiografia brasileira, com ampla atuação acadêmica e institucional, incluindo a coordenação da área de História da Capes; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga, com experiência em pesquisas e iniciativas voltadas à justiça racial, gênero e políticas públicas; e o jornalista Felipe Recondo Freire, graduado pela Universidade de Brasília, pesquisador associado do CPDOC/FGV, cofundador do JOTA e autor de livros que analisam a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ditadura militar e da democracia contemporânea.

8 de janeiro

Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.

Fonte: STF

Lindbergh pede à PF investigação contra Flávio, Eduardo e Nikolas

Representação aponta discursos que incentivariam intervenção estrangeira e ataque à democracia

                  Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), apresentou um pedido formal à Polícia Federal para a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A iniciativa sustenta que os três atuaram de maneira articulada em ações e discursos considerados ofensivos à soberania nacional e ao Estado Democrático de Direito.

Na representação, Lindbergh argumenta que as condutas atribuídas aos parlamentares e ao ex-deputado podem configurar crimes como associação criminosa e atentados contra a ordem democrática. O documento afirma que haveria uma campanha sistemática para estimular, justificar e normalizar a ideia de uma intervenção militar estrangeira no Brasil com o objetivo de depor um governo legitimamente constituído.

De acordo com a petição, Flávio Bolsonaro teria questionado a legitimidade das eleições de 2026 e feito comparações com os ataques nucleares de Hiroshima e Nagasaki, sugerindo que o país deveria se submeter a interferência externa no processo eleitoral. O senador também teria defendido a aprovação de uma anistia e mencionado a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira na Baía de Guanabara, sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Ainda segundo o pedido encaminhado à Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro reforçou essa retórica ao especular sobre a chegada de “porta-aviões no Lago Paranoá”, em alusão a uma eventual ação militar externa em território brasileiro. Já Nikolas Ferreira, conforme descrito na representação, divulgou montagens visuais e publicações que retratariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo preso por forças estrangeiras.

Para Lindbergh Farias, o conjunto dessas manifestações ultrapassa os limites da crítica política e se aproxima da incitação a atos incompatíveis com o regime democrático. “O que se observa é uma escalada discursiva que ultrapassa o campo da crítica política e passa a flertar com a incitação explícita à intervenção estrangeira, algo absolutamente incompatível com o regime democrático e com a soberania do Estado brasileiro”, afirma o deputado no documento.

A iniciativa do líder do PT soma-se a outra representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) à Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Na peça, a parlamentar acusa os dois de apologia ao crime de golpe de Estado, ao defenderem a submissão do Brasil à jurisdição penal estrangeira e a deposição do governo por meio de intervenção externa.

Erika Hilton sustenta que o uso recorrente de postagens, memes e associações visuais envolvendo autoridades estrangeiras e o presidente da República banaliza a ideia de interferência externa e pode induzir a população a aceitar a atuação de forças estrangeiras sobre instituições brasileiras, em afronta direta à Constituição.

Fonte: Brasil 247

Manifestantes no mundo exigem libertação de Maduro e rejeitam intervenção dos EUA

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais

Manifestantes repudiaram a ingerência dos Estados Unidos e exigiram respeito à soberania nacional (Foto: @LemusteleSUR)


Milhares de pessoas organizaram manifestações em diversas cidades ao redor do mundo para exigir a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, após a sua captura pelos Estados Unidos no início de janeiro de 2026. A mobilização global foi registrada por TeleSUR, que compilou imagens e relatos de atos em diferentes continentes mostrando repúdio à intervenção militar e às ações do governo norte-americano.

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais. Em frente a consulados e em praças públicas, participantes levantaram cartazes com slogans contrários à “agressão imperialista” e clamaram pelo retorno imediato de Maduro e Cilia Flores ao poder em Caracas.

No Brasil, movimentos populares e coletivos de esquerda disseram que a detenção do presidente venezuelano representa uma violação dos princípios de soberania e autodeterminação dos povos. Em São Paulo, manifestantes concentraram-se em frente ao Consulado dos Estados Unidos, enquanto em outras cidades brasileiras faixas e bandeiras reforçavam a exigência de respeito à ordem democrática na Venezuela.

Em Londres, membros da seção britânica da Internacional Antifascista (AFI) reuniram mais de mil pessoas em frente à Downing Street. No ato, participantes destacaram a importância da solidariedade internacional e criticaram o que definiram como apoio do governo britânico à agressão estadunidense, bem como o papel de potências estrangeiras no contexto regional.

Os manifestantes também pediram a devolução de ativos venezuelanos, como ouro mantido em instituições financeiras estrangeiras, e exigiram que governos respeitem o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Para os organizadores das mobilizações, as ações dos Estados Unidos constituem uma afronta direta à soberania da Venezuela e um ataque aos princípios de autodeterminação. As mobilizações foram parte de uma onda de protestos que também incluiu atos em outros países da Europa, América Latina e Estados Unidos.

Em Nova York, apoiadores de Maduro se concentraram em frente a tribunais federais, denunciando o processo judicial e a intervenção militar, enquanto opositores ao governo venezuelano organizaram protestos paralelos com posições divergentes sobre o futuro político da Venezuela.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur