Agressão militar resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças militares dos EUA
Os ataques realizados pelos Estados Unidos em Caracas resultaram na morte de dezenas de cubanos e militares venezuelanos, segundo informações oficiais divulgadas pelos governos de Cuba e da Venezuela. A ofensiva culminou no sequestro e deposição do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e provocou forte repercussão internacional. Segundo o jornal O Globo, comunicados oficiais confirmaram a morte de 23 militares venezuelanos e de 32 militares cubanos durante os ataques.
☉ Confirmação oficial de mortes após os ataques
O anúncio de Havana representou uma admissão pública de que agentes cubanos atuavam diretamente na Venezuela. A revelação ocorreu em meio ao aumento das tensões após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos, que incluiu bombardeios e ações coordenadas na capital venezuelana e em outros estados do país.
☉ Declarações do presidente dos Estados Unidos
Durante entrevista coletiva no Centro Trump-Kennedy, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que houve um elevado número de vítimas fatais. Segundo ele, “muitas, muitas” pessoas morreram durante o ataque realizado no último sábado (3), incluindo cubanos que integravam a segurança de Maduro. Trump afirmou ainda que as forças estadunidenses “os pegaram um pouco de surpresa” após uma ofensiva cibernética apoiada por aviões de “guerra eletrônica”, que provocou um apagão em Caracas para permitir a entrada de helicópteros militares.
☉ Lista de cubanos mortos e reação de Havana
A mídia estatal cubana publicou a relação dos 32 militares mortos. De acordo com o governo de Havana, 21 pertenciam ao Ministério do Interior, incluindo dois coronéis e um tenente-coronel. Os outros 11 integravam as Forças Armadas Revolucionárias. Em pronunciamento oficial, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que “nossos compatriotas cumpriram seu dever com dignidade e heroísmo e tombaram, após forte resistência, em combate direto contra os atacantes ou em decorrência dos bombardeios”. O governo cubano decretou dois dias de luto nacional.
☉ Baixas militares venezuelanas confirmadas
Do lado venezuelano, o Exército publicou obituários em sua conta oficial no Instagram para 23 militares mortos, entre eles almirantes, 16 sargentos de diferentes patentes e dois soldados. No domingo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que a equipe de segurança de Maduro foi assassinada “a sangue frio” durante os ataques americanos, que atingiram Caracas e outros três estados do país.
☉ Cooperação entre Cuba e Venezuela em foco
A presença de cubanos na Venezuela é resultado de uma cooperação de longa data entre os dois países, marcada pelo envio de profissionais em troca de petróleo. Além de médicos e professores, há agentes de inteligência e segurança. Em dezembro, diante do aumento da pressão militar dos Estados Unidos, Maduro havia ampliado o papel dos guarda-costas cubanos em sua segurança pessoal e reforçado a atuação de agentes de contraespionagem nas Forças Armadas venezuelanas, numa tentativa de se proteger de um golpe de Estado.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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