quinta-feira, 16 de julho de 2026

Os produtos brasileiros que escaparam da tarifa de 25% de Trump


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim Watson/AFP/Getty Images

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros terá 864 exceções, incluindo alguns dos principais itens vendidos pelo Brasil ao mercado estadunidense. Café, carne bovina, suco de laranja, componentes de aeronaves, petróleo, ferro-gusa e minerais estratégicos ficarão fora da nova cobrança.

A medida entrará em vigor em 22 de julho e alcançará a maior parte das mercadorias brasileiras que não aparecem na lista de isenções. Mais de 4 mil categorias de produtos poderão ser atingidas, entre elas açúcar, roupas, máquinas, papel, produtos químicos e determinados itens de aço.

As exceções incluem ainda laranjas, açaí, água de coco, medicamentos, insumos farmacêuticos e produtos ligados ao setor de energia. Terras raras e outros minerais considerados essenciais para cadeias industriais e tecnológicas dos Estados Unidos também foram preservados.

Um representante do governo estadunidense afirmou que a isenção da carne bovina busca evitar problemas de abastecimento e novas pressões sobre os preços. O rebanho dos Estados Unidos está no menor nível em 75 anos, enquanto produtores locais tentam recuperar a oferta.

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Trabalhador em cultivo de café, no Espirito Santo (ES). Foto: Alexandre Meneghini/Reuters

O café também foi retirado da lista depois de entidades do setor nos Estados Unidos alertarem que a taxação aumentaria os custos para empresas e consumidores. O país depende fortemente de grãos importados, e o Brasil está entre seus maiores fornecedores.

Mercadorias que já estiverem em trânsito antes do início da nova cobrança também ficarão livres da sobretaxa. A exclusão evita que cargas embarcadas sob as regras atuais sejam atingidas durante o trajeto.

O governo de Donald Trump, porém, ameaçou endurecer as medidas caso o Brasil responda com retaliações. O governo Lula classificou o tarifaço como injustificado e afirmou que poderá recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica e à Organização Mundial do Comércio.

Fonte: DCM

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