quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Congresso do Paraguai suspende votação sobre renúncia e Peña segue no poder

 Parlamentares do Partido Colorado esvaziaram o Senado e impediram a análise da renúncia do presidente, enquanto cresce a pressão por impeachment

       Santiago Peña, presidente do Paraguai - Crédito: Cesar Olmedo/REUTERS

 O presidente do Paraguai, Santiago Peña, permanece no cargo apesar de ter anunciado sua renúncia nesta quinta-feira (5). Segundo o jornal O Estado de São Paulo, com dados da AFP e da AP, a sessão do Senado que deveria analisar o pedido foi suspensa depois que parlamentares do Partido Colorado, legenda do próprio presidente, abandonaram o plenário e impediram a formação do quórum necessário para a votação.

A manobra parlamentar ocorreu em meio ao agravamento da crise política provocada pela intervenção do Banco Central do Paraguai (BCP) no Ueno Bank, instituição financeira com a qual Peña manteve vínculos como investidor. Como a legislação exige que a renúncia presidencial seja aceita pelas duas Casas do Congresso, a ausência de deliberação no Senado mantém o presidente no exercício do mandato.

O presidente do Senado, Basilio Núñez, realizou uma chamada nominal, mas não conseguiu reunir os 41 parlamentares necessários para dar continuidade à sessão. Senadores ouvidos pela emissora paraguaia ABC Color afirmaram que os trabalhos deverão ser retomados nesta sexta-feira (6), quando também poderá entrar em discussão o processo de impeachment.

Mendonça concede prisão domiciliar a Camisotti, investigado por fraudes no INSS


      André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a transferência de Maurício Camisotti para prisão domiciliar, segundo a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles. O empresário é investigado no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os advogados Pierpaolo Bottini e Daniel Bialski atribuíram a decisão ao tempo de prisão e ao que consideram o desaparecimento dos motivos para manter a custódia no presídio. A defesa afirmou que Camisotti não atrapalhou as investigações e que vai cumprir as restrições impostas pelo STF.

Camisotti foi preso preventivamente em setembro de 2025, na Operação Cambota, uma fase da investigação sobre descontos associativos sem autorização dos beneficiários. A Polícia Federal (PF) prendeu na mesma operação Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lula promete criar Ministério da Segurança Pública nesta sexta-feira

 Presidente afirmou que iniciará as discussões nesta sexta-feira (6) e pretende encaminhar medida provisória para instituir a nova pasta

Lula durante Live da Vitória - Crédito: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (5) que iniciará, na sexta-feira (6), as discussões para criar o Ministério da Segurança Pública e que pretende encaminhar uma medida provisória para instituir a nova pasta. O anúncio ocorreu durante a “Live da Vitória”, transmissão realizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG) para celebrar a reeleição do presidente.

Lula afirmou que a iniciativa será acompanhada de debates sobre os recursos destinados ao enfrentamento da criminalidade. O anúncio ocorre dois dias depois de o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional.

“Agora, amanhã, já vou fazer a primeira discussão”, declarou o presidente, acrescentando que pretende encaminhar o instrumento legislativo para instituir o ministério: “vou mandar a medida provisória”.

Lula manda recado aos propagadores de fake news: “o Exército vai atropelar vocês”

 Presidente acusa adversários de distorcer declarações sobre segurança pública e defende mobilização digital contra a desinformação

      Lula durante Live da Vitória -  Crédito: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou um recado aos propagadores de fake news nesta quinta-feira (5), afirmando que “a verdade vai atropelar vocês”, e defendeu a mobilização de seus apoiadores no combate à desinformação nas redes sociais. A declaração ocorreu durante a “Live da Vitória”, transmissão realizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG) para comemorar sua reeleição à Presidência da República.

Lula criticou adversários políticos que, segundo ele, estariam manipulando suas declarações sobre segurança pública para disseminar informações falsas. Ao comentar a atuação desses grupos, o presidente afirmou: “Esses menininhos que ficam contando mentira, vivendo de fake news, vão quebrar a cara. Porque a verdade vai atropelar vocês”.

O presidente também ressaltou o papel do chamado “Exército do Lula”, movimento de apoiadores organizado nas plataformas digitais durante a campanha eleitoral. Ele afirmou que a mobilização deve se concentrar na defesa da verdade, sem recorrer à disseminação de informações falsas ou à provocação de conflitos.

“O exército não dá mole. O exército nosso não quer encrenca, não quer bagunçar a vida de ninguém. Nesse país, ninguém vai ganhar com mentira. Ninguém”, declarou.

TSE admite ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder político

 Partido acusa governo de utilizar benefícios sociais para favorecer chapa presidencial e aponta impacto de R$ 73 bilhões em medidas editadas em 2026

    TSE - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a ação apresentada pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por suposto abuso de poder político, atende aos requisitos legais para tramitar. O ministro determinou que os integrantes da chapa sejam notificados e apresentem defesa no prazo de cinco dias.

Depois da manifestação dos advogados, Cueva decidirá se encerra o processo ou determina o início da fase de instrução, com coleta de provas e oitiva de testemunhas para apurar se houve abuso de poder político.

A ação do Novo sustenta que o governo federal editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026, com a criação ou ampliação de benefícios. Na avaliação do partido, as iniciativas foram utilizadas para favorecer eleitoralmente a chapa Lula-Alckmin.

Entre as medidas mencionadas pela legenda está o reajuste do Bolsa Família. O Novo estima que as ações tiveram impacto de R$ 73 bilhões, valor que, segundo o partido, corresponde à soma de medidas semelhantes adotadas nos três anos anteriores: 17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025.

Segundo o g1, a corregedoria do TSE já abriu outras 11 ações envolvendo a chapa formada por Lula e Alckmin.

Deputadas do Psol recebem ameaças de morte com referências neonazistas

 E-mail enviado a parlamentares negras do Rio e de São Paulo contém ameaças de violência sexual, referências nazistas e declarações de orientação integralista

Dani Monteiro e Renata Souza - Crédito: Divulgação

 Deputadas estaduais do Psol no Rio de Janeiro, Dani Monteiro e Renata Souza receberam ameaças de morte em uma mensagem com conteúdo neonazista enviada a seus endereços institucionais na madrugada de quarta-feira (4). O ataque também menciona outras parlamentares negras de esquerda do Rio e de São Paulo e inclui ameaças de violência sexual contra crianças, além de referências ao nazismo e ao integralismo.

“O racismo e o fascismo não vão nos silenciar”, afirmou Dani Monteiro. Segundo Renata Souza, “a violência política de gênero e raça precisa ser combatida de maneira efetiva”.

“Essas ameaças atentam contra a democracia, uma vez que tentam nos violentar diante da nossa atuação parlamentar. As ameaças que atentam contra a minha vida são encaminhadas diretamente à Polícia Federal. E eu não vou recuar um milímetro diante da defesa do povo”, declarou.

A deputada Dani Monteiro afirmou que já havia recebido ameaças anteriormente, mas destacou que o episódio atual apresenta referências explícitas à supremacia racial.

“Infelizmente, não é a primeira vez que sou alvo de ameaças, mas é a primeira vez que sofro um ataque explicitamente supremacista. Assim como Renata, sou uma mulher preta e favelada, eleita para o meu terceiro mandato. Exigimos investigação 1célere e responsabilização. Seguiremos enfrentando essas forças na defesa dos direitos e da democracia”, afirmou.

Além das duas deputadas fluminenses, a mensagem cita Dani Balbi (PCdoB-RJ), Ediane Maria do Nascimento (PSOL-SP), Paula da Bancada Feminista (Psol-SP) e o Movimento Pretas, iniciativa política liderada pela deputada estadual Mônica Seixas (PSOL-SP). O remetente afirma integrar um grupo de orientação integralista e terrorista.

Senadora do Paraguai pede condenação de Peña para não fugir “como Flávio Bolsonaro”


      A senadora Esperanza Martinez. Foto: Reprodução

A senadora paraguaia Esperanza Martínez citou Flávio Bolsonaro (PL) ao defender que as autoridades do país atuem rapidamente contra o presidente Santiago Peña, alvo de um pedido de julgamento político e de investigação sobre supostos crimes financeiros. A fala ocorreu durante uma reunião no Senado do Paraguai nesta quinta (5).

“Que ele seja formalmente acusado para que não saia do país e que seus bens sejam confiscados, afinal, existe o risco de acontecer o mesmo que ocorreu com [Flávio] Bolsonaro”, disse Martínez. Ela cobrou providências do Ministério Público e afirmou que o órgão já tinha em mãos um pedido de acusação contra o presidente.

Martínez declarou que o Ministério Público precisa “parar de enrolar” e agir de modo “rápido” e “certeiro”. A senadora tratou do risco de Peña deixar o país antes de uma eventual responsabilização judicial.

A referência da parlamentar foi associada a Flávio Bolsonaro (PL), que teria deixado o Brasil após perder a eleição presidencial para Lula (PT). Ele é investigado pela Polícia Federal em três processos, entre eles apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Após vitória democrata, Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA

 Ex-deputado cassado afirma que democratas podem agir contra sua família, mas sustenta que Congresso não pode revogar vistos

Ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Jessica Koscielniak

A possibilidade de parlamentares democratas adotarem medidas para questionar a permanência de integrantes do clã Bolsonaro nos Estados Unidos não preocupa Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal cassado afirmou que não teme ser obrigado a deixar o país, mesmo após a vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas estadunidenses.

As declarações foram dadas em entrevista ao influenciador conservador americano Joey Mannarino, segundo o UOL. Questionado sobre a possibilidade de os democratas tentarem expulsá-lo dos Estados Unidos, Eduardo respondeu: “Não estou com medo disso”.

A preocupação com a situação migratória da família Bolsonaro ganhou força depois que parlamentares eleitos para o Congresso estadunidense nesta semana manifestaram a intenção de rever as condições de permanência dos brasileiros no país.

Eduardo reconheceu que os democratas poderão tentar adotar medidas contra ele e seus familiares. “Acho que eles [parlamentares democratas] vão tentar [medidas contra nós]”, disse.

Apesar disso, o ex-parlamentar argumentou que o Congresso estadunidense não tem competência para determinar diretamente o cancelamento de documentos migratórios. “Mas não cabe ao Congresso, nos EUA, revogar vistos ou cidadanias”, afirmou.

Quem é Pedro Alliana, novo presidente do Paraguai após renúncia


     Pedro Alliana. FOto: Divulgação

Pedro Alliana, de 52 anos, é o vice-presidente do Paraguai e deve assumir o comando do país após a renúncia de Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5). Integrante do Partido Colorado, legenda que governa o país há décadas, ele construiu sua carreira política como governador, deputado e dirigente partidário. Sua chegada à Presidência ocorre em meio ao escândalo financeiro do Ueno Bank, no qual também foi citado em um pedido de impeachment apresentado pela oposição.

Nascido em 19 de fevereiro de 1974, na cidade de Pilar, capital do departamento de Ñeembucú, no sudoeste paraguaio, Alliana é casado e tem quatro filhos. Formado em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián, trabalhou no comércio antes de ingressar na vida pública.

O esporte também fez parte de sua juventude. Alliana integrou a seleção paraguaia de basquete e disputou torneios nacionais da modalidade. Posteriormente, passou a se dedicar à política, área em que ocuparia diferentes cargos ao longo das duas décadas seguintes.

Sua primeira experiência de destaque na administração pública ocorreu em 2008, quando foi eleito governador de Ñeembucú. Permaneceu no cargo até 2012 e, no ano seguinte, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados do Paraguai, onde exerceu mandato durante dez anos.

No Legislativo, Alliana ampliou sua influência dentro do Partido Colorado, oficialmente denominado Associação Nacional Republicana. Presidiu a Câmara em diferentes períodos e comandou a legenda entre 2016 e 2023. O partido é uma das principais forças políticas do Paraguai e mantém presença dominante na estrutura de poder do país há décadas.

Em 2023, Alliana foi escolhido para integrar a chapa presidencial de Santiago Peña. A dupla venceu as eleições daquele ano, e ele assumiu a Vice-Presidência em agosto. Durante o mandato, participou de compromissos oficiais e missões diplomáticas, incluindo um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em outubro de 2026.

Eleitores de Flávio Bolsonaro rejeitam contestação da eleição e cobram volta ao trabalho no Senado, aponta pesquisa

 Pesquisa com apoiadores do senador aponta desgaste após fuga aos EUA, críticas à tentativa de questionar a vitória de Lula e cobrança pelo exercício do mandato

Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), menos de 42 horas depois de afirmar que não pretendia deixar o Brasil  - Crédito: Reprodução/YouTube

Eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial demonstram resistência à tentativa do senador de contestar a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo entre os apoiadores mais radicalizados, prevalece a avaliação de que o resultado das urnas deve ser aceito e de que o parlamentar precisa retomar suas atividades no Senado, em vez de prolongar a disputa eleitoral a partir dos Estados Unidos.

As conclusões são de pesquisas qualitativas conduzidas pela cientista política Esther Solano, especializada no estudo da direita brasileira, e divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Os levantamentos foram realizados nos últimos dias, após a saída de Flávio do Brasil, e revelam um distanciamento entre a postura adotada pelo senador depois da derrota e as expectativas de parte de seu próprio eleitorado.

Os participantes demonstraram preocupação com o resultado da eleição e com as primeiras medidas do novo governo Lula, mas não manifestaram disposição generalizada para apoiar uma disputa judicial prolongada. O sentimento predominante é de expectativa em relação ao futuro político do país, acompanhado da percepção de que a eleição terminou e de que é necessário seguir adiante.

⦾ Eleitores defendem aceitação da derrota para Lula

Segundo Esther Solano, duas expressões sintetizaram o comportamento dos entrevistados, independentemente do grau de identificação com o bolsonarismo.

“Apareceram muito duas expressões nos grupos, que eram ‘vida que segue’ e ‘bola pra frente’. E que não faz nenhum sentido que Flávio tente modificar alguma coisa, que agora é esperar daqui a quatro anos”, diz Solano.

Câmara do Paraguai rejeita renúncia de Peña e avança com processo de impeachment

 Decisão busca impedir que o presidente preserve imunidade parlamentar após deixar o cargo em meio à crise bancária provada pela quebra do banco Ueno

    Presidente do Paraguai, Santiago Peña - Crédito: REUTERS/Mike Segar

O Congresso do Paraguai decidiu nesta quinta-feira (5) rejeitar a carta de renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña e dar prosseguimento ao processo de impeachment contra ele. A abertura do procedimento foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados, em meio a uma crise política desencadeada pela quebra do banco digital Ueno, instituição da qual o chefe de Estado foi acionista.

Segundo o G1, os parlamentares decidiram manter o processo de destituição para impedir que Peña preserve a imunidade parlamentar prevista na Constituição paraguaia para ex-presidentes. A oposição considera que a renúncia foi uma tentativa de evitar o impeachment e, consequentemente, manter a proteção jurídica associada ao cargo de senador vitalício.

O artigo 189 da Constituição estabelece que ex-presidentes podem ocupar uma cadeira vitalícia no Senado, sem direito a voto, mas com imunidade parlamentar. Essa prerrogativa, entretanto, não se aplica aos chefes de Estado destituídos por impeachment.

A própria Constituição atribui ao Congresso a competência para aceitar ou rejeitar a renúncia do presidente e do vice-presidente da República. Com a decisão desta quinta-feira, os deputados impediram que a saída voluntária de Peña encerrasse a discussão sobre sua destituição.

A votação do impeachment estava prevista para ocorrer ainda nesta quinta-feira, durante uma sessão extraordinária do Congresso.

‘Levarei para o túmulo como cheguei até aqui’, diz Flávio Bolsonaro sobre fuga para os EUA

 Em entrevista ao New York Times, senador nega ter recebido ajuda de governos e afirma que jamais revelará como deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro e jato usado na fuga para os Estados Unidos. - Crédito: Divulgação

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), continua cercada de mistério. Instalado na região de Miami, na Flórida, o senador afirmou que organizou sozinho a viagem de aproximadamente 8 mil quilômetros, embora autoridades estadunidenses tenham relatado a participação da Casa Branca na operação. Questionado sobre os detalhes do trajeto, recusou-se a esclarecer como deixou o Brasil.

Em entrevista de 75 minutos ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), Flávio afirmou que não recebeu auxílio de governos estrangeiros para escapar do país, apesar das informações obtidas pelo periódico sobre o envolvimento de integrantes da administração de Donald Trump.

“Foi tudo obra minha”, declarou o senador. “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou. 

Ao ser pressionado a explicar como conseguiu chegar aos Estados Unidos depois de receber uma ordem para entregar seus passaportes, respondeu: “Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo.”

Aliado de Trump e Bolsonaro: quem é Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou


Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou nesta quinta (5). Foto: Reprodução

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, do Partido Colorado, anunciou nesta quinta (5) que renunciará ao cargo, em meio à crise provocada pela intervenção no Ueno Bank, o maior banco privado do país. A medida do Banco Central paraguaio derrubou o presidente da instituição e levou o Congresso a iniciar uma sessão para debater seu impeachment.

O agora ex-presidente do Paraguai tem 47 anos, é economista e foi sócio do grupo proprietário do Ueno até março de 2025. Mestre em Administração Pública pela Columbia University, ele fez parte do Banco Central do país por 10 anos e atuou em conselhos de liderança da entidade.

Polícia apreende 5º adolescente por morte de engenheiro em ato pró-Lula


        Engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha. Foto: Reprodução

A Polícia Civil apreendeu, na quarta-feira (4), um adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral paulista. Com ele, chega a cinco o número de menores apreendidos no caso.

O jovem seguiu para a Fundação Casa, onde os outros quatro adolescentes já estão internados. A polícia ainda procura quatro suspeitos: dois adolescentes e dois adultos, de 18 e 19 anos.

Erika Hilton vê renúncia de Santiago Peña como revés para o bolsonarismo na América do Sul

 Deputada associa a queda do presidente paraguaio, pressionado por um escândalo bancário, ao enfraquecimento de aliados de Donald Trump

Erika Hilton - Crédito: ViniLoures / Agência Câmara

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) associou a renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, a uma derrota política para o bolsonarismo e seus aliados na América do Sul. A parlamentar se manifestou nesta quinta-feira (5), após Peña anunciar sua saída do cargo, pressionado pelo colapso do banco digital Ueno e pela perda de apoio no Congresso paraguaio. A crise financeira, que deixou milhões de clientes sem acesso às contas bancárias, também levou à abertura de um processo de impeachment contra o mandatário.

Em publicação na rede social X, Erika Hilton descreveu Peña como “o segundo maior aliado do bolsonarismo e de Donald Trump na América do Sul” e o comparou ao presidente argentino Javier Milei, a quem se referiu como “o fracassado Javier Milei”. A manifestação expressa a avaliação política da parlamentar sobre o impacto regional da saída do presidente paraguaio.

Jair Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber Marinho e Tereza Cristina

 Parlamentares articulam candidaturas à presidência do Senado em 2027, disputa que também terá Davi Alcolumbre

Alexandre de Moraes – Jair Bolsonaro - Crédito: Gustavo Moreno/STF / REUTERS/Adriano Machado

 A defesa do ex-mandatário Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) na residência onde cumpre pena por tentativa de golpe.

Os dois parlamentares integraram o governo Bolsonaro e estão envolvidos nas articulações para a eleição da presidência do Senado no biênio 2027-2028. No requerimento apresentado ao STF, os advogados pediram que as visitas sejam realizadas em datas definidas pelo gabinete de Moraes, “preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras”.

Segundo o g1, a solicitação ocorre em meio à movimentação de diferentes grupos políticos para a eleição da Mesa Diretora do Senado, prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027. Para vencer, o candidato precisará obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. A votação será secreta.

Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após escândalo bancário

 Saída do presidente ocorre após liquidação do Ueno Bank, que atingiu 3 milhões de clientes, provocou protestos e levou à abertura de processo de impeachment

Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia à Presidência do Paraguai, após a crise do Ueno Bank e a abertura de um processo de impeachment  - Crédito: Reuters

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que vai renunciar ao cargo, em meio à grave crise financeira e política provocada pela liquidação do Ueno Bank, instituição bancária da qual foi acionista até março de 2025. A decisão ocorre após a abertura de um processo de impeachment contra o chefe de Estado e o agravamento das pressões políticas sobre seu governo.

A renúncia ainda precisa ser aceita pelo Congresso paraguaio para produzir efeitos institucionais. A imprensa local informa que uma sessão parlamentar deverá ser convocada para analisar a decisão. A saída de Peña representa uma mudança no comando político do país, governado pelo economista conservador desde 2023.

O anúncio ocorre dois dias depois do fechamento do Ueno Bank, que possuía aproximadamente 3 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões, equivalentes a R$ 4,6 bilhões, em depósitos públicos. Entre os recursos mantidos na instituição estavam valores vinculados ao Instituto de Previdência Social do Paraguai.

Após derrota eleitoral e fuga para os EUA, Flávio Bolsonaro nomeia aliado de Eduardo para gabinete no Senado

 Ex-funcionário de Eduardo Bolsonaro havia sido exonerado da Câmara após a cassação do deputado

Flávio e Eduardo Bolsonaro - Crédito: Reprodução/Instagram/@bolsonarosp

Mesmo nos Estados Unidos desde 28 de outubro, após sua derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua realizando nomeações para seu gabinete no Senado Federal. Entre os novos integrantes da equipe está Fabiano Augusto Araújo, ex-assessor de Eduardo Bolsonaro, que perdeu o cargo na Câmara dos Deputados após a cassação do então parlamentar.

Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Fabiano foi nomeado para o cargo de auxiliar parlamentar pleno, com salário líquido de R$ 7,6 mil. A nomeação foi oficializada na quarta-feira (4), quando Flávio Bolsonaro já se encontrava nos Estados Unidos.

O novo assessor havia trabalhado no gabinete de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados até dezembro, quando foi exonerado após a cassação do mandato do então deputado federal por excesso de faltas.

A contratação representa uma das movimentações de Flávio Bolsonaro para reorganizar sua equipe parlamentar depois da derrota na disputa presidencial. De acordo com a reportagem, o senador nomeou ao menos dois assessores desde o resultado das urnas.

Lula convoca economistas e ministros para reunião extraordinária sobre política econômica

 Encontro em Brasília reúne Haddad, Durigan e outros nomes ligados à economia, com participação prevista de Galípolo, em meio ao debate sobre juros, câmbio e rumos do novo governo

                           Fernando Haddad e Lula - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou economistas e integrantes da equipe econômica para uma reunião em Brasília nesta quinta-feira (5), com o objetivo de discutir os rumos da política econômica brasileira. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o encontro reúne nomes que participaram de diferentes momentos da condução da economia nos governos petistas, além de autoridades responsáveis pelas políticas monetária, fiscal e de desenvolvimento.

Entre os convidados estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o atual titular da pasta, Dario Durigan. Também está prevista a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cuja instituição decidiu, na quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.

A lista de participantes previstos inclui ainda o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

Vitória de Lula inspirou voto em progressistas nos EUA, diz brasileiro eleito na Flórida


      Felipe Sousa-Lazaballet, brasileiro eleito para a Assembleia Legislativa da Flórida. Foto: Reprodução

O democrata Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, primeiro brasileiro eleito para a Assembleia Legislativa da Flórida, afirmou que a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 trouxe “nova esperança” a progressistas nos Estados Unidos.

Em entrevista à TV Globo, o deputado estadual eleito associou a mobilização dos brasileiros no segundo turno à importância do voto para promover mudanças políticas. “Os brasileiros mostraram para o mundo inteiro que é possível vencer contra a direita através de sair e votar. E essa nova esperança chegou nos corações de vários progressistas pelo mundo inteiro, inclusive aqui”, disse.

Lula venceu o segundo turno, realizado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral indicaram que a abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% na etapa final, a menor taxa desde 2006.

Felipe avaliou que o resultado brasileiro pode servir de referência para movimentos progressistas americanos que buscam ampliar sua participação política, inclusive no estado da Flórida.

BC apontou taxa de câmbio mais depreciada do que o esperado como um dos motivos para manter juro elevado

 Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e destacou a pressão cambial, a alta das expectativas de inflação e os efeitos dos conflitos internacionais sobre os preços

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em cerimônia na sede do banco em Brasília – 02/04/2025 - Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

O Banco Central apontou a depreciação da taxa de câmbio, em patamar mais elevado do que o anteriormente esperado, como um dos fatores de pressão sobre a inflação que contribuíram para a decisão de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou a elevação das expectativas inflacionárias, os choques de oferta e as incertezas relacionadas ao cenário internacional.

As justificativas constam do comunicado divulgado pelo Banco Central após a reunião do Copom. Segundo a autoridade monetária, a manutenção dos juros em nível considerado “substancialmente contracionista” busca assegurar a convergência da inflação para a meta, embora os indicadores mais recentes apontem para uma desaceleração da atividade econômica brasileira.

A avaliação sobre o câmbio ganha relevância em um contexto de maior volatilidade dos mercados financeiros. Uma moeda brasileira mais depreciada encarece produtos importados, insumos industriais e commodities cotadas em dólar, ampliando as pressões sobre os preços domésticos.

Lula obtém apoio da direita em três votações e desafia oposição no Congresso

 As aprovações, registradas em menos de um mês, colocam a oposição diante do desafio de estabelecer diferenças em relação ao governo

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu apoio de parlamentares da direita em três votações importantes no Congresso Nacional, envolvendo segurança pública, redução da jornada de trabalho e ampliação do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs). As aprovações, registradas em menos de um mês, colocam a oposição diante do desafio de estabelecer diferenças em relação ao governo em propostas que também encontram respaldo entre seus próprios integrantes. As informações são do Infomoney.

A aprovação unânime da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira (3), consolidou a sequência de resultados favoráveis ao Palácio do Planalto. Mesmo com divergências sobre o enfrentamento à criminalidade, parlamentares oposicionistas votaram a favor da iniciativa encaminhada pelo Executivo. O mesmo movimento ocorreu nas deliberações sobre o fim gradual da escala 6×1 e a atualização do teto de faturamento dos MEIs.

A convergência parlamentar representa um desafio especialmente para o Partido Liberal (PL), que terá as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de 2027. A legenda precisará conciliar sua atuação contrária ao governo com o apoio a medidas de impacto social e econômico que também integram as prioridades de parte de seu eleitorado.

Imposto do pecado começa em 2027 e deve arrecadar R$ 41,9 bilhões; saiba mais

 A medida estabelece os critérios de incidência sobre diferentes setores da economia

     Fumante  - Crédito: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (4) e encaminhou ao Congresso Nacional uma medida provisória que estabelece as regras de cobrança do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o tributo começará a entrar em vigor em 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A previsão do governo é arrecadar R$ 41,9 bilhões com a nova tributação no próximo ano, segundo informações divulgadas pelo g1.

A medida estabelece os critérios de incidência sobre diferentes setores da economia, incluindo fabricantes e comerciantes de bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, determinados veículos, extração mineral, loterias, apostas e fantasy sports. O objetivo da tributação é elevar o custo desses produtos e serviços, desestimulando o consumo e compensando parte dos impactos sociais e ambientais associados às atividades.

A proposta também prevê uma transição gradual. Em 2027, a intenção do governo é preservar a carga tributária atualmente aplicada aos produtos e atividades alcançados pelo imposto. A partir de 2028, a tributação deverá aumentar, conforme as regras estabelecidas para cada segmento.

Julgamento de Bolsonaro e militares golpistas no STM é adiado para 2027


Jair Bolsonaro em solenidade do Dia do Exército Brasileiro, em São Paulo, em 2019. Foto: Reprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) deve deixar para 2027 o julgamento dos pedidos de perda de posto e patente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto. Os cinco foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação da trama golpista.

O Ministério Público Militar apresentou ao STM, em fevereiro, as representações para Declaração de Indignidade para o Oficialato. Os processos avançaram pouco desde então, e a maior parte não registra movimentações públicas desde setembro.

O STM informou que cumpre diligências determinadas pelos gabinetes responsáveis pelos casos. Depois que o relator liberar seu voto, o processo seguirá para análise de um ministro-revisor antes de entrar na pauta de julgamento.

A Corte costuma levar de seis a 11 meses para julgar ações desse tipo, mas o calendário torna improvável uma decisão ainda neste ano. O tribunal entra em recesso em 20 de dezembro, e ministros já haviam indicado que os casos seriam analisados após as eleições de outubro, previsão que não se confirmou.

Vitória democrata nos EUA pode fragilizar presença de Eduardo e Flávio Bolsonaro no país

 A presença dos filhos de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos deverá entrar na agenda de fiscalização das comissões parlamentares

Eduardo Bolsonaro – Donald Trump – Flávio Bolsonaro - Crédito: Daniel Torok/Casa Branca / Geraldo Magela/Agência Senado / Saulo Cruz/Agência Senado

A conquista da maioria no Senado e na Câmara dos Estados Unidos pelo Partido Democrata poderá ampliar a pressão política sobre Eduardo e Flávio Bolsonaro em território norte-americano. A avaliação é do professor Lucas Souza Martins, especialista em história dos Estados Unidos e docente da Temple University, na Filadélfia. Em entrevista à coluna de Bela Megale, publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (5), ele afirmou que a nova composição do Congresso dará aos democratas mais instrumentos para questionar a atuação do governo de Donald Trump em relação aos dois brasileiros.

Segundo Martins, a presença dos filhos de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos deverá entrar na agenda de fiscalização das comissões parlamentares, especialmente daquelas responsáveis por assuntos internacionais. A articulação de setores da sociedade civil brasileira com parlamentares democratas também poderá contribuir para ampliar os questionamentos sobre o apoio oferecido pela administração republicana à família Bolsonaro.

— A presença do Flávio e do Eduardo se tornará parte deste processo de escrutínio pelos democratas. Isso vai ocorrer porque há uma sociedade civil brasileira relativamente organizada e em conexão com os democratas para pressionar o governo Trump desde antes da eleição brasileira sobre esse tema. Agora, com os democratas sendo maioria nas duas casas legislativas, eles terão muito mais possibilidades de exigir respostas, de constranger mais o governo. Isso vai colocar os Bolsonaros em uma situação muito delicada.