Parlamentares do Partido Colorado esvaziaram o Senado e impediram a análise da renúncia do presidente, enquanto cresce a pressão por impeachment
Santiago Peña, presidente do Paraguai - Crédito: Cesar Olmedo/REUTERS
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, permanece no cargo apesar de ter anunciado sua renúncia nesta quinta-feira (5). Segundo o jornal O Estado de São Paulo, com dados da AFP e da AP, a sessão do Senado que deveria analisar o pedido foi suspensa depois que parlamentares do Partido Colorado, legenda do próprio presidente, abandonaram o plenário e impediram a formação do quórum necessário para a votação.
A manobra parlamentar ocorreu em meio ao agravamento da crise política provocada pela intervenção do Banco Central do Paraguai (BCP) no Ueno Bank, instituição financeira com a qual Peña manteve vínculos como investidor. Como a legislação exige que a renúncia presidencial seja aceita pelas duas Casas do Congresso, a ausência de deliberação no Senado mantém o presidente no exercício do mandato.
O presidente do Senado, Basilio Núñez, realizou uma chamada nominal, mas não conseguiu reunir os 41 parlamentares necessários para dar continuidade à sessão. Senadores ouvidos pela emissora paraguaia ABC Color afirmaram que os trabalhos deverão ser retomados nesta sexta-feira (6), quando também poderá entrar em discussão o processo de impeachment.






