quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Após vitória democrata, Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA

 Ex-deputado cassado afirma que democratas podem agir contra sua família, mas sustenta que Congresso não pode revogar vistos

Ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Jessica Koscielniak

A possibilidade de parlamentares democratas adotarem medidas para questionar a permanência de integrantes do clã Bolsonaro nos Estados Unidos não preocupa Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal cassado afirmou que não teme ser obrigado a deixar o país, mesmo após a vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas estadunidenses.

As declarações foram dadas em entrevista ao influenciador conservador americano Joey Mannarino, segundo o UOL. Questionado sobre a possibilidade de os democratas tentarem expulsá-lo dos Estados Unidos, Eduardo respondeu: “Não estou com medo disso”.

A preocupação com a situação migratória da família Bolsonaro ganhou força depois que parlamentares eleitos para o Congresso estadunidense nesta semana manifestaram a intenção de rever as condições de permanência dos brasileiros no país.

Eduardo reconheceu que os democratas poderão tentar adotar medidas contra ele e seus familiares. “Acho que eles [parlamentares democratas] vão tentar [medidas contra nós]”, disse.

Apesar disso, o ex-parlamentar argumentou que o Congresso estadunidense não tem competência para determinar diretamente o cancelamento de documentos migratórios. “Mas não cabe ao Congresso, nos EUA, revogar vistos ou cidadanias”, afirmou.

Quem é Pedro Alliana, novo presidente do Paraguai após renúncia


     Pedro Alliana. FOto: Divulgação

Pedro Alliana, de 52 anos, é o vice-presidente do Paraguai e deve assumir o comando do país após a renúncia de Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5). Integrante do Partido Colorado, legenda que governa o país há décadas, ele construiu sua carreira política como governador, deputado e dirigente partidário. Sua chegada à Presidência ocorre em meio ao escândalo financeiro do Ueno Bank, no qual também foi citado em um pedido de impeachment apresentado pela oposição.

Nascido em 19 de fevereiro de 1974, na cidade de Pilar, capital do departamento de Ñeembucú, no sudoeste paraguaio, Alliana é casado e tem quatro filhos. Formado em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián, trabalhou no comércio antes de ingressar na vida pública.

O esporte também fez parte de sua juventude. Alliana integrou a seleção paraguaia de basquete e disputou torneios nacionais da modalidade. Posteriormente, passou a se dedicar à política, área em que ocuparia diferentes cargos ao longo das duas décadas seguintes.

Sua primeira experiência de destaque na administração pública ocorreu em 2008, quando foi eleito governador de Ñeembucú. Permaneceu no cargo até 2012 e, no ano seguinte, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados do Paraguai, onde exerceu mandato durante dez anos.

No Legislativo, Alliana ampliou sua influência dentro do Partido Colorado, oficialmente denominado Associação Nacional Republicana. Presidiu a Câmara em diferentes períodos e comandou a legenda entre 2016 e 2023. O partido é uma das principais forças políticas do Paraguai e mantém presença dominante na estrutura de poder do país há décadas.

Em 2023, Alliana foi escolhido para integrar a chapa presidencial de Santiago Peña. A dupla venceu as eleições daquele ano, e ele assumiu a Vice-Presidência em agosto. Durante o mandato, participou de compromissos oficiais e missões diplomáticas, incluindo um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em outubro de 2026.

Eleitores de Flávio Bolsonaro rejeitam contestação da eleição e cobram volta ao trabalho no Senado, aponta pesquisa

 Pesquisa com apoiadores do senador aponta desgaste após fuga aos EUA, críticas à tentativa de questionar a vitória de Lula e cobrança pelo exercício do mandato

Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), menos de 42 horas depois de afirmar que não pretendia deixar o Brasil  - Crédito: Reprodução/YouTube

Eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial demonstram resistência à tentativa do senador de contestar a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo entre os apoiadores mais radicalizados, prevalece a avaliação de que o resultado das urnas deve ser aceito e de que o parlamentar precisa retomar suas atividades no Senado, em vez de prolongar a disputa eleitoral a partir dos Estados Unidos.

As conclusões são de pesquisas qualitativas conduzidas pela cientista política Esther Solano, especializada no estudo da direita brasileira, e divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Os levantamentos foram realizados nos últimos dias, após a saída de Flávio do Brasil, e revelam um distanciamento entre a postura adotada pelo senador depois da derrota e as expectativas de parte de seu próprio eleitorado.

Os participantes demonstraram preocupação com o resultado da eleição e com as primeiras medidas do novo governo Lula, mas não manifestaram disposição generalizada para apoiar uma disputa judicial prolongada. O sentimento predominante é de expectativa em relação ao futuro político do país, acompanhado da percepção de que a eleição terminou e de que é necessário seguir adiante.

⦾ Eleitores defendem aceitação da derrota para Lula

Segundo Esther Solano, duas expressões sintetizaram o comportamento dos entrevistados, independentemente do grau de identificação com o bolsonarismo.

“Apareceram muito duas expressões nos grupos, que eram ‘vida que segue’ e ‘bola pra frente’. E que não faz nenhum sentido que Flávio tente modificar alguma coisa, que agora é esperar daqui a quatro anos”, diz Solano.

Câmara do Paraguai rejeita renúncia de Peña e avança com processo de impeachment

 Decisão busca impedir que o presidente preserve imunidade parlamentar após deixar o cargo em meio à crise bancária provada pela quebra do banco Ueno

    Presidente do Paraguai, Santiago Peña - Crédito: REUTERS/Mike Segar

O Congresso do Paraguai decidiu nesta quinta-feira (5) rejeitar a carta de renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña e dar prosseguimento ao processo de impeachment contra ele. A abertura do procedimento foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados, em meio a uma crise política desencadeada pela quebra do banco digital Ueno, instituição da qual o chefe de Estado foi acionista.

Segundo o G1, os parlamentares decidiram manter o processo de destituição para impedir que Peña preserve a imunidade parlamentar prevista na Constituição paraguaia para ex-presidentes. A oposição considera que a renúncia foi uma tentativa de evitar o impeachment e, consequentemente, manter a proteção jurídica associada ao cargo de senador vitalício.

O artigo 189 da Constituição estabelece que ex-presidentes podem ocupar uma cadeira vitalícia no Senado, sem direito a voto, mas com imunidade parlamentar. Essa prerrogativa, entretanto, não se aplica aos chefes de Estado destituídos por impeachment.

A própria Constituição atribui ao Congresso a competência para aceitar ou rejeitar a renúncia do presidente e do vice-presidente da República. Com a decisão desta quinta-feira, os deputados impediram que a saída voluntária de Peña encerrasse a discussão sobre sua destituição.

A votação do impeachment estava prevista para ocorrer ainda nesta quinta-feira, durante uma sessão extraordinária do Congresso.

‘Levarei para o túmulo como cheguei até aqui’, diz Flávio Bolsonaro sobre fuga para os EUA

 Em entrevista ao New York Times, senador nega ter recebido ajuda de governos e afirma que jamais revelará como deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro e jato usado na fuga para os Estados Unidos. - Crédito: Divulgação

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), continua cercada de mistério. Instalado na região de Miami, na Flórida, o senador afirmou que organizou sozinho a viagem de aproximadamente 8 mil quilômetros, embora autoridades estadunidenses tenham relatado a participação da Casa Branca na operação. Questionado sobre os detalhes do trajeto, recusou-se a esclarecer como deixou o Brasil.

Em entrevista de 75 minutos ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), Flávio afirmou que não recebeu auxílio de governos estrangeiros para escapar do país, apesar das informações obtidas pelo periódico sobre o envolvimento de integrantes da administração de Donald Trump.

“Foi tudo obra minha”, declarou o senador. “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou. 

Ao ser pressionado a explicar como conseguiu chegar aos Estados Unidos depois de receber uma ordem para entregar seus passaportes, respondeu: “Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo.”

Aliado de Trump e Bolsonaro: quem é Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou


Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou nesta quinta (5). Foto: Reprodução

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, do Partido Colorado, anunciou nesta quinta (5) que renunciará ao cargo, em meio à crise provocada pela intervenção no Ueno Bank, o maior banco privado do país. A medida do Banco Central paraguaio derrubou o presidente da instituição e levou o Congresso a iniciar uma sessão para debater seu impeachment.

O agora ex-presidente do Paraguai tem 47 anos, é economista e foi sócio do grupo proprietário do Ueno até março de 2025. Mestre em Administração Pública pela Columbia University, ele fez parte do Banco Central do país por 10 anos e atuou em conselhos de liderança da entidade.

Polícia apreende 5º adolescente por morte de engenheiro em ato pró-Lula


        Engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha. Foto: Reprodução

A Polícia Civil apreendeu, na quarta-feira (4), um adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral paulista. Com ele, chega a cinco o número de menores apreendidos no caso.

O jovem seguiu para a Fundação Casa, onde os outros quatro adolescentes já estão internados. A polícia ainda procura quatro suspeitos: dois adolescentes e dois adultos, de 18 e 19 anos.

Erika Hilton vê renúncia de Santiago Peña como revés para o bolsonarismo na América do Sul

 Deputada associa a queda do presidente paraguaio, pressionado por um escândalo bancário, ao enfraquecimento de aliados de Donald Trump

Erika Hilton - Crédito: ViniLoures / Agência Câmara

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) associou a renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, a uma derrota política para o bolsonarismo e seus aliados na América do Sul. A parlamentar se manifestou nesta quinta-feira (5), após Peña anunciar sua saída do cargo, pressionado pelo colapso do banco digital Ueno e pela perda de apoio no Congresso paraguaio. A crise financeira, que deixou milhões de clientes sem acesso às contas bancárias, também levou à abertura de um processo de impeachment contra o mandatário.

Em publicação na rede social X, Erika Hilton descreveu Peña como “o segundo maior aliado do bolsonarismo e de Donald Trump na América do Sul” e o comparou ao presidente argentino Javier Milei, a quem se referiu como “o fracassado Javier Milei”. A manifestação expressa a avaliação política da parlamentar sobre o impacto regional da saída do presidente paraguaio.

Jair Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber Marinho e Tereza Cristina

 Parlamentares articulam candidaturas à presidência do Senado em 2027, disputa que também terá Davi Alcolumbre

Alexandre de Moraes – Jair Bolsonaro - Crédito: Gustavo Moreno/STF / REUTERS/Adriano Machado

 A defesa do ex-mandatário Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) na residência onde cumpre pena por tentativa de golpe.

Os dois parlamentares integraram o governo Bolsonaro e estão envolvidos nas articulações para a eleição da presidência do Senado no biênio 2027-2028. No requerimento apresentado ao STF, os advogados pediram que as visitas sejam realizadas em datas definidas pelo gabinete de Moraes, “preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras”.

Segundo o g1, a solicitação ocorre em meio à movimentação de diferentes grupos políticos para a eleição da Mesa Diretora do Senado, prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027. Para vencer, o candidato precisará obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. A votação será secreta.

Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após escândalo bancário

 Saída do presidente ocorre após liquidação do Ueno Bank, que atingiu 3 milhões de clientes, provocou protestos e levou à abertura de processo de impeachment

Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia à Presidência do Paraguai, após a crise do Ueno Bank e a abertura de um processo de impeachment  - Crédito: Reuters

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que vai renunciar ao cargo, em meio à grave crise financeira e política provocada pela liquidação do Ueno Bank, instituição bancária da qual foi acionista até março de 2025. A decisão ocorre após a abertura de um processo de impeachment contra o chefe de Estado e o agravamento das pressões políticas sobre seu governo.

A renúncia ainda precisa ser aceita pelo Congresso paraguaio para produzir efeitos institucionais. A imprensa local informa que uma sessão parlamentar deverá ser convocada para analisar a decisão. A saída de Peña representa uma mudança no comando político do país, governado pelo economista conservador desde 2023.

O anúncio ocorre dois dias depois do fechamento do Ueno Bank, que possuía aproximadamente 3 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões, equivalentes a R$ 4,6 bilhões, em depósitos públicos. Entre os recursos mantidos na instituição estavam valores vinculados ao Instituto de Previdência Social do Paraguai.

Após derrota eleitoral e fuga para os EUA, Flávio Bolsonaro nomeia aliado de Eduardo para gabinete no Senado

 Ex-funcionário de Eduardo Bolsonaro havia sido exonerado da Câmara após a cassação do deputado

Flávio e Eduardo Bolsonaro - Crédito: Reprodução/Instagram/@bolsonarosp

Mesmo nos Estados Unidos desde 28 de outubro, após sua derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua realizando nomeações para seu gabinete no Senado Federal. Entre os novos integrantes da equipe está Fabiano Augusto Araújo, ex-assessor de Eduardo Bolsonaro, que perdeu o cargo na Câmara dos Deputados após a cassação do então parlamentar.

Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Fabiano foi nomeado para o cargo de auxiliar parlamentar pleno, com salário líquido de R$ 7,6 mil. A nomeação foi oficializada na quarta-feira (4), quando Flávio Bolsonaro já se encontrava nos Estados Unidos.

O novo assessor havia trabalhado no gabinete de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados até dezembro, quando foi exonerado após a cassação do mandato do então deputado federal por excesso de faltas.

A contratação representa uma das movimentações de Flávio Bolsonaro para reorganizar sua equipe parlamentar depois da derrota na disputa presidencial. De acordo com a reportagem, o senador nomeou ao menos dois assessores desde o resultado das urnas.

Lula convoca economistas e ministros para reunião extraordinária sobre política econômica

 Encontro em Brasília reúne Haddad, Durigan e outros nomes ligados à economia, com participação prevista de Galípolo, em meio ao debate sobre juros, câmbio e rumos do novo governo

                           Fernando Haddad e Lula - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou economistas e integrantes da equipe econômica para uma reunião em Brasília nesta quinta-feira (5), com o objetivo de discutir os rumos da política econômica brasileira. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o encontro reúne nomes que participaram de diferentes momentos da condução da economia nos governos petistas, além de autoridades responsáveis pelas políticas monetária, fiscal e de desenvolvimento.

Entre os convidados estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o atual titular da pasta, Dario Durigan. Também está prevista a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cuja instituição decidiu, na quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.

A lista de participantes previstos inclui ainda o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

Vitória de Lula inspirou voto em progressistas nos EUA, diz brasileiro eleito na Flórida


      Felipe Sousa-Lazaballet, brasileiro eleito para a Assembleia Legislativa da Flórida. Foto: Reprodução

O democrata Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, primeiro brasileiro eleito para a Assembleia Legislativa da Flórida, afirmou que a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 trouxe “nova esperança” a progressistas nos Estados Unidos.

Em entrevista à TV Globo, o deputado estadual eleito associou a mobilização dos brasileiros no segundo turno à importância do voto para promover mudanças políticas. “Os brasileiros mostraram para o mundo inteiro que é possível vencer contra a direita através de sair e votar. E essa nova esperança chegou nos corações de vários progressistas pelo mundo inteiro, inclusive aqui”, disse.

Lula venceu o segundo turno, realizado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral indicaram que a abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% na etapa final, a menor taxa desde 2006.

Felipe avaliou que o resultado brasileiro pode servir de referência para movimentos progressistas americanos que buscam ampliar sua participação política, inclusive no estado da Flórida.

BC apontou taxa de câmbio mais depreciada do que o esperado como um dos motivos para manter juro elevado

 Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e destacou a pressão cambial, a alta das expectativas de inflação e os efeitos dos conflitos internacionais sobre os preços

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em cerimônia na sede do banco em Brasília – 02/04/2025 - Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

O Banco Central apontou a depreciação da taxa de câmbio, em patamar mais elevado do que o anteriormente esperado, como um dos fatores de pressão sobre a inflação que contribuíram para a decisão de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou a elevação das expectativas inflacionárias, os choques de oferta e as incertezas relacionadas ao cenário internacional.

As justificativas constam do comunicado divulgado pelo Banco Central após a reunião do Copom. Segundo a autoridade monetária, a manutenção dos juros em nível considerado “substancialmente contracionista” busca assegurar a convergência da inflação para a meta, embora os indicadores mais recentes apontem para uma desaceleração da atividade econômica brasileira.

A avaliação sobre o câmbio ganha relevância em um contexto de maior volatilidade dos mercados financeiros. Uma moeda brasileira mais depreciada encarece produtos importados, insumos industriais e commodities cotadas em dólar, ampliando as pressões sobre os preços domésticos.

Lula obtém apoio da direita em três votações e desafia oposição no Congresso

 As aprovações, registradas em menos de um mês, colocam a oposição diante do desafio de estabelecer diferenças em relação ao governo

Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu apoio de parlamentares da direita em três votações importantes no Congresso Nacional, envolvendo segurança pública, redução da jornada de trabalho e ampliação do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs). As aprovações, registradas em menos de um mês, colocam a oposição diante do desafio de estabelecer diferenças em relação ao governo em propostas que também encontram respaldo entre seus próprios integrantes. As informações são do Infomoney.

A aprovação unânime da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira (3), consolidou a sequência de resultados favoráveis ao Palácio do Planalto. Mesmo com divergências sobre o enfrentamento à criminalidade, parlamentares oposicionistas votaram a favor da iniciativa encaminhada pelo Executivo. O mesmo movimento ocorreu nas deliberações sobre o fim gradual da escala 6×1 e a atualização do teto de faturamento dos MEIs.

A convergência parlamentar representa um desafio especialmente para o Partido Liberal (PL), que terá as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de 2027. A legenda precisará conciliar sua atuação contrária ao governo com o apoio a medidas de impacto social e econômico que também integram as prioridades de parte de seu eleitorado.

Imposto do pecado começa em 2027 e deve arrecadar R$ 41,9 bilhões; saiba mais

 A medida estabelece os critérios de incidência sobre diferentes setores da economia

     Fumante  - Crédito: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (4) e encaminhou ao Congresso Nacional uma medida provisória que estabelece as regras de cobrança do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o tributo começará a entrar em vigor em 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A previsão do governo é arrecadar R$ 41,9 bilhões com a nova tributação no próximo ano, segundo informações divulgadas pelo g1.

A medida estabelece os critérios de incidência sobre diferentes setores da economia, incluindo fabricantes e comerciantes de bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, determinados veículos, extração mineral, loterias, apostas e fantasy sports. O objetivo da tributação é elevar o custo desses produtos e serviços, desestimulando o consumo e compensando parte dos impactos sociais e ambientais associados às atividades.

A proposta também prevê uma transição gradual. Em 2027, a intenção do governo é preservar a carga tributária atualmente aplicada aos produtos e atividades alcançados pelo imposto. A partir de 2028, a tributação deverá aumentar, conforme as regras estabelecidas para cada segmento.

Julgamento de Bolsonaro e militares golpistas no STM é adiado para 2027


Jair Bolsonaro em solenidade do Dia do Exército Brasileiro, em São Paulo, em 2019. Foto: Reprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) deve deixar para 2027 o julgamento dos pedidos de perda de posto e patente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto. Os cinco foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação da trama golpista.

O Ministério Público Militar apresentou ao STM, em fevereiro, as representações para Declaração de Indignidade para o Oficialato. Os processos avançaram pouco desde então, e a maior parte não registra movimentações públicas desde setembro.

O STM informou que cumpre diligências determinadas pelos gabinetes responsáveis pelos casos. Depois que o relator liberar seu voto, o processo seguirá para análise de um ministro-revisor antes de entrar na pauta de julgamento.

A Corte costuma levar de seis a 11 meses para julgar ações desse tipo, mas o calendário torna improvável uma decisão ainda neste ano. O tribunal entra em recesso em 20 de dezembro, e ministros já haviam indicado que os casos seriam analisados após as eleições de outubro, previsão que não se confirmou.

Vitória democrata nos EUA pode fragilizar presença de Eduardo e Flávio Bolsonaro no país

 A presença dos filhos de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos deverá entrar na agenda de fiscalização das comissões parlamentares

Eduardo Bolsonaro – Donald Trump – Flávio Bolsonaro - Crédito: Daniel Torok/Casa Branca / Geraldo Magela/Agência Senado / Saulo Cruz/Agência Senado

A conquista da maioria no Senado e na Câmara dos Estados Unidos pelo Partido Democrata poderá ampliar a pressão política sobre Eduardo e Flávio Bolsonaro em território norte-americano. A avaliação é do professor Lucas Souza Martins, especialista em história dos Estados Unidos e docente da Temple University, na Filadélfia. Em entrevista à coluna de Bela Megale, publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (5), ele afirmou que a nova composição do Congresso dará aos democratas mais instrumentos para questionar a atuação do governo de Donald Trump em relação aos dois brasileiros.

Segundo Martins, a presença dos filhos de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos deverá entrar na agenda de fiscalização das comissões parlamentares, especialmente daquelas responsáveis por assuntos internacionais. A articulação de setores da sociedade civil brasileira com parlamentares democratas também poderá contribuir para ampliar os questionamentos sobre o apoio oferecido pela administração republicana à família Bolsonaro.

— A presença do Flávio e do Eduardo se tornará parte deste processo de escrutínio pelos democratas. Isso vai ocorrer porque há uma sociedade civil brasileira relativamente organizada e em conexão com os democratas para pressionar o governo Trump desde antes da eleição brasileira sobre esse tema. Agora, com os democratas sendo maioria nas duas casas legislativas, eles terão muito mais possibilidades de exigir respostas, de constranger mais o governo. Isso vai colocar os Bolsonaros em uma situação muito delicada.

Republicano deixa presidência da Câmara dos EUA após vitória democrata


           Mike Johnson discursa durante convenção republicana em Dallas. Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, deixará o comando da Casa após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato. Um porta-voz confirmou a decisão à agência AFP na última quarta-feira (4).

Johnson comunicou a saída a integrantes de sua equipe pela manhã, um dia depois de os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado. O porta-voz respondeu “Correto” ao ser questionado pela AFP sobre a informação.

O deputado republicano pela Louisiana ocupa a terceira posição na linha de sucessão presidencial dos Estados Unidos, atrás do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance.

Trump elogiou Johnson nesta quarta-feira e afirmou que ele foi “fantástico” no comando da Câmara. O presidente também disse que não pretende interferir na escolha do próximo líder republicano.

Loja muda vitrine após denúncia de racismo por colocar manequins negros como serviçais


      A vitrine da Arthur Caliman. Foto: Reprodução

A loja de vestidos de festa Arthur Caliman, na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, alterou sua vitrine após uma denúncia de racismo. A composição mostrava manequins negros de avental em posições que simulavam atender manequins brancos vestidos para festas, sem figuras negras usando os vestidos ou figuras brancas na função de servir.

Uma representação contra a empresa chegou ao Ministério Público de São Paulo na terça-feira (3) e está sob análise da Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos – Inclusão Social. A loja incluiu dois manequins brancos de avental na cena, simulando o atendimento a uma mulher branca com vestido de festa.

Flávio Bolsonaro é convidado para palestrar em evento conservador de Trump ao lado de ator de “Dark Horse”


                         Flávio Bolsonaro discursa durante conferência CPAC. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursará nesta quinta-feira (05) em um jantar do CPAC, conferência conservadora que ocorre em Mar-a-Lago, clube de Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. Ele dividirá a programação com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”.

Os organizadores marcaram a cerimônia para ocorrer entre 18h e 22h no horário local, das 20h à meia-noite em Brasília, no salão Donald J. Trump. A programação não detalha o horário de cada discurso.

Caviezel ficou conhecido mundialmente por viver Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”. O ator agora integra a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, projeto que passou a constar nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master.

A PF identificou mensagens nas quais Flávio tratava com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre recursos para “Dark Horse”. Em uma das conversas, o senador cobrou pagamentos ligados ao ator e ao diretor Cyrus Nowrasteh.

VÍDEO – Alcolumbre detona parlamentares do PL: “Se elegem ofendendo e agredindo”


                     Davi Alcolumbre na presidência do Senado Federal. Foto: Reprodução

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu na quarta-feira (4) críticas do PL e afirmou que políticos obtiveram votos ao ofender e agredir adversários. A fala ocorreu no plenário após o líder da legenda, Carlos Portinho (PL-RJ), cobrar a votação de uma proposta para reduzir a maioridade penal.

Alcolumbre disse que alguns parlamentares deixam o debate e partem para ataques contra a presidência da Casa. “Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, afirmou.

O senador associou esse comportamento à busca por apoio de um “radicalismo horrível” e disse que agressões, ameaças e mentiras passaram a prevalecer no ambiente político. Para ele, parte dos vencedores explorou críticas ao Judiciário, ao Executivo e ao próprio comando do Senado porque essa estratégia “dava voto na eleição”.

Alcolumbre também criticou os questionamentos às urnas eletrônicas após o segundo turno. Sem citar Flávio Bolsonaro pelo nome nesse trecho, afirmou que os equipamentos foram aceitos quando elegeram “120 deputados federais” e mais de 20 senadores de um partido, mas passaram a ser contestados após a derrota de seu candidato à Presidência.

“Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou […] ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores, ela serviu para comemorar uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula […] e quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, disse o presidente do Senado.


Frente fria chega com força nesta quinta-feira; veja quais as regiões atingidas


        Céu nublado e ventania em diferentes regiões. Foto: Reprodução

Uma frente fria avança pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (5), com previsão de temporais, ventos intensos e grandes volumes de chuva. O sistema, associado às tempestades e à queda de granizo registradas no Sul na quarta-feira (4), encontra uma atmosfera muito quente, o que favorece áreas de instabilidade.

Os temporais podem atingir desde a manhã as capitais paulista e fluminense, a faixa leste de São Paulo e grande parte do Rio. Há risco de alagamentos, enquanto as rajadas podem chegar a 70 km/h, com possibilidade de queda de árvores e destelhamentos. Também há previsão de granizo nos dois estados.

Brasil cria 1,24 milhão de empregos formais no acumulado de 2026

 O setor de serviços respondeu pela maior parcela das contratações em setembro, com saldo de 81.241 empregos formais

Carteira de Trabalho - Crédito: Marcello Casal Jr/ABr

O Brasil acumulou a criação de 1,24 milhão de empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 2,65% no estoque de vínculos formais. Apenas em setembro, foram abertas 121.305 vagas, resultado de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos. Com isso, o país alcançou 48,3 milhões de empregos formais. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, conforme informações da Agência Gov.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o mercado de trabalho registrou a abertura de 787.073 postos, uma expansão de 1,65%. O resultado de setembro também foi positivo em quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas, com predominância do setor de serviços na geração de novas oportunidades.

PGR prepara recomendação para STF negar revisão criminal de Bolsonaro


        Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve recomendar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição dos pedidos de revisão criminal apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação por tentativa de golpe de Estado. O parecer, esperado para esta semana, defenderá a manutenção da sentença.

A defesa alegou ao STF supostas “quebras na cadeia de custódia das provas digitais”, especialmente em relação ao celular de Bolsonaro. Segundo o Globo, os advogados sustentam que não tiveram acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho durante a ação penal da trama golpista.

Os advogados também citaram o caso envolvendo o Banco Master para argumentar que o Supremo reconheceu, em outra situação, a necessidade de acesso integral às provas e de prazo para examinar um grande volume de informações. A defesa afirma que essas garantias não foram asseguradas no processo de Bolsonaro.

Integrantes da PGR consideram frágil a tentativa de aproximar os dois casos e avaliam que os argumentos não têm relação capaz de alterar a conclusão sobre a validade do julgamento. O órgão já havia se manifestado contra o primeiro pedido de revisão criminal.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

“Mau presságio”: por que vitória democrata pode atrapalhar Flávio e Eduardo nos EUA


Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. Foto: Reprodução

A vitória dos democratas no Congresso dos Estados Unidos deve aumentar a pressão sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, que contam com o abrigo do governo de Donald Trump no país. Diplomatas brasileiros avaliam que a nova maioria parlamentar abrirá espaço para pressão direta contra a presença dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em território americano, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo.

Integrantes do Itamaraty consideram o resultado eleitoral especialmente negativo para os Bolsonaros. “Haverá pouca paciência dos parlamentares com Trump e seus intentos de interferir nos processos democráticos na América do Sul e no Brasil, em particular”, afirmou uma fonte diplomática.

Os democratas passarão a comandar comissões voltadas a temas internacionais na Câmara e no Senado. Esses colegiados poderão usar audiências, requerimentos e investigações para questionar a política externa de Trump e o acolhimento dado a aliados brasileiros do presidente americano.

Diplomatas também preveem cobranças sobre a postura de Trump diante de condenados pela Justiça brasileira e de defensores de golpe de Estado, além das sanções comerciais impostas por meio de tarifas. Uma das fontes classificou a mudança no Congresso como “um mau presságio para os Bolsonaros”.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Reprodução