quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Aprovação de Lula sobe a 46% e desaprovação cai a 47%, aponta Quaest

 Diferença entre aprovação e desaprovação do governo recua de três para um ponto percentual; avaliação negativa também diminui

Presidente Lula - Crédito: Ricardo Stuckert

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou, enquanto a desaprovação diminuiu, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento mostra que 46% dos brasileiros aprovam a gestão federal, ante 47% que a desaprovam. Os resultados representam uma aproximação entre os dois indicadores, que agora estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Em comparação com o levantamento anterior, a aprovação de Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%. Com isso, a distância entre os dois índices caiu de três para apenas um ponto percentual. As variações individuais de um ponto estão dentro da margem de erro.

O percentual de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder permaneceu estável em 7%.

⦾ Avaliação negativa do governo Lula recua dois pontos

Além da melhora nos indicadores de aprovação, a pesquisa Quaest identificou uma redução na parcela de brasileiros que classificam negativamente o governo federal.

O percentual dos que consideram a administração Lula ruim ou péssima passou de 40% para 38%, uma queda de dois pontos percentuais em relação à rodada anterior.

Já a avaliação positiva, que reúne os entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom, permaneceu estável em 34%. A proporção dos que classificam a gestão como regular aumentou de 24% para 26%.

Confira os resultados da avaliação do governo:

    ●    Negativa: 38% (eram 40%)

    ●    Positiva: 34% (eram 34%)

    ●    Regular: 26% (eram 24%)

    ●    Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2%)

Rejeição a Lula despenca 6 pontos e é menor que a de Flávio Bolsonaro, mostra Quaest

 Em uma semana, o índice de eleitores que declaram recusa ao nome de Lula despencou de 53% para 47%. Resistência a Flávio Bolsonaro é de 52%

       Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert-Divulgação

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu seis pontos percentuais em uma semana, passando de 53% para 47%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O resultado coloca o petista cinco pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nesse indicador, já que o senador registra 52% de rejeição entre os eleitores.

O levantamento mostra que a rejeição a Lula diminuiu de maneira mais acentuada que a de Flávio Bolsonaro na última semana. Enquanto o percentual de brasileiros que afirmam não votar no presidente de jeito nenhum recuou seis pontos, o índice do candidato do PL passou de 54% para 52%, uma redução de dois pontos percentuais.

A pesquisa também revela uma trajetória de queda na rejeição aos dois candidatos desde setembro, mas com intensidade diferente. Em 21 de setembro, Lula tinha 55% de rejeição, contra 56% de Flávio Bolsonaro. Um mês depois, o presidente acumula uma redução de oito pontos percentuais, enquanto o senador registra queda de quatro pontos.

Com isso, a diferença entre os dois candidatos nesse indicador passou de um ponto percentual, em 21 de setembro, para cinco pontos no levantamento mais recente.

Veja a evolução da rejeição dos candidatos

Data da pesquisaLula (PT)Flávio Bolsonaro (PL)
21 de outubro47%52%
14 de outubro53%54%
28 de setembro54%56%
21 de setembro55%56%

Quaest aponta empate técnico; Flávio cai e Lula se mantém estável

Rejeição ao presidente Lula recuou seis pontos percentuais

           Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Adriano Machado/Reuters

O cenário para o segundo turno da eleição presidencial apresenta um quadro de equilíbrio, no qual a desvantagem do presidente Lula (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) encolheu para apenas um ponto percentual.

A mais recente sondagem Quaest mostra o parlamentar do PL com 45% das intenções de voto, frente a 44% do atual chefe do Executivo. Como a margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes figuram em situação de empate técnico.

A retração do presidente aparece como o principal elemento de movimentação no levantamento. Em uma semana, o índice de eleitores que declaram recusa ao nome de Lula despencou de 53% para 47%, enquanto a resistência a Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 54% para 52%.

No tocante à preferência do eleitorado, a pontuação do senador registrou queda de um ponto em relação à medição anterior — quando registrava 46% —, ao passo que Lula manteve a preferência de 44% do eleitorado. A fatia de votos brancos, nulos ou de cidadãos que pretendem se abster das urnas permaneceu cristalizada em 9%, e o contingente de indecisos passou de 1% para 2%.

O levantamento encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo entrevistou 2.154 eleitores com idade a partir de 16 anos, no período de 17 a 20 de outubro. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e encontra-se devidamente cadastrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-08535/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Brasil 247

A pesquisa que coloca Lula em vantagem contra Flávio Bolsonaro no 2° turno


       O presidente Lula. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45,4% das intenções de voto contra 44,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. O levantamento do Instituto Data Ranking, em parceria com o portal Fonte83, aponta diferença de 0,8 ponto percentual entre os dois.

A distância está dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, o que configura empate técnico. A pesquisa ouviu eleitores entre 14 e 16 de outubro e divulgou os resultados nesta terça-feira (20).

Brancos, nulos e eleitores que disseram não escolher nenhum dos candidatos somam 6% das respostas. Outros 4% não souberam responder à pergunta sobre a eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Na contagem dos votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Lula alcança 50,4%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 49,6%. O recorte mantém os dois dentro da margem de erro.

Canal “Exército do Lula” bate 7 milhões de inscritos no WhatsApp

 Plataforma de apoio ao presidente Lula supera a “Tropa do Flávio”, que soma 2 milhões de inscritos

André Janones afirmou que Flávio Bolsonaro deve ser apresentado pela militância lulista como “bandido incompetente” e cobrou uma ofensiva digital contra o bolsonarismo - Crédito: Mario Agra/Agência Câmara

A comunidade de mensagens intitulada “Exército do Lula”, sob o comando do deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu o patamar de 7 milhões de membros nesta quarta-feira (21), a quatro dias da realização do segundo turno do pleito presidencial.

Simultaneamente, o grupo “Tropa do Flávio”, estruturado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), engaja cerca de 2 milhões de inscritos. As duas ferramentas virtuais operam como canais de articulação e engajamento dos eleitores dos postulantes à Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Ala do STF aposta em virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

 Magistrados próximos a Alexandre de Moraes veem chances de vitória de reeleição, enquanto grupo alinhado a André Mendonça prevê triunfo de Flávio

Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) próximos a Alexandre de Moraes avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem grandes chances de reverter a vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e vencer a disputa presidencial. A expectativa desses magistrados é de que a mobilização de setores favoráveis ao petista, combinada com medidas econômicas adotadas pelo governo, contribua para uma virada nas urnas.

As informações são da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, que conversou com integrantes da Corte sobre as perspectivas para o segundo turno. Segundo a coluna, os ministros identificam uma reação de grupos alinhados a Lula após o resultado da primeira votação, quando Flávio terminou à frente do presidente por uma diferença inferior a dois pontos percentuais.

Na avaliação desses magistrados, a mobilização política em favor da reeleição de Lula pode ganhar força na reta final da campanha. Outro fator considerado relevante é o impacto eleitoral das iniciativas econômicas implementadas pelo governo federal, que, segundo a leitura desse grupo, podem favorecer o presidente na votação decisiva.

MPSP exige R$ 100 mil de Eduarda Campopiano por ataque transfóbico a Erika Hilton

 Órgão aponta discurso de ódio e violência política de gênero contra deputada do PSOL após publicação em rede social

Eduarda Campopiano e Erika Hilton - Crédito: Reprodução Instagram @eduarda_campopiano / @hilton_erika

Uma Ação Civil Pública foi movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), na terça-feira (20), contra a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP). A medida judicial decorre de uma postagem na qual a parlamentar de extrema-direita referiu-se à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizando a expressão “homem biológico”, informa a CNN Brasil.

Ajuizada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, a peça requereu que a representante do PL seja condenada ao pagamento de R$ 100 mil a título de reparação por danos morais coletivos e sociais. Além da sanção pecuniária, o Ministério Público exige a emissão de uma retratação pública, a obrigatoriedade de frequência em treinamento voltado à inclusão social e ao enfrentamento da discriminação, bem como a expedição de ofício à plataforma X para que preserve os registros da postagem como prova da conduta ilícita.

VÍDEO – Eduardo Leite diz que não abrirá sigilo do voto no 2° turno: “Não ouso”


       Eduardo Leite, governador do RS. Foto: Valter Campanato/EBC

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), voltou a defender seu “não posicionamento” no segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O gaúcho afirmou que irá escolher um dos candidatos como eleitor, mas não tornará público o voto nem recomendará uma opção aos seus apoiadores.

“Eu não me omiti nunca na minha vida pública e, neste processo eleitoral, eu participei ativamente. Eu inclusive me dispus a ser candidato a presidente”, afirmou Leite. Segundo ele, nenhuma das candidaturas representa sua visão política.

“Eu vou dar meu voto como eleitor. Como liderança política, eu não ouso apontar para um ou para outro como melhor, porque considero dois caminhos ruins para o país”, declarou. A decisão ocorre após anos de aproximações e afastamentos em relação ao bolsonarismo e depois de uma intensa relação institucional com o governo Lula durante a reconstrução do estado após as enchentes de 2024.

Leite também citou o debate entre Lula e Flávio na Band para justificar sua posição. Classificou o confronto como “grotesco” e criticou os ataques pessoais, afirmando esperar discussões sobre crescimento econômico, situação fiscal e segurança pública.

A neutralidade repete uma postura adotada por Leite em 2022, quando também se recusou a escolher publicamente entre Lula e Jair Bolsonaro. A relação com o bolsonarismo, porém, teve outro capítulo quatro anos antes: em 2018, Leite declarou voto em Bolsonaro no segundo turno. O governador passou posteriormente a fazer uma distinção entre ter declarado voto e ter apoiado ou feito campanha pelo então candidato.

A relação política mudou durante o governo Bolsonaro, especialmente na pandemia, embora Leite tenha mantido canais com Brasília. Já durante o terceiro mandato de Lula, a convivência institucional ganhou peso diante da maior tragédia climática da história recente do Rio Grande do Sul.


Ajuda federal após as enchentes

Quando as enchentes de 2024 devastaram centenas de municípios gaúchos, o governo Lula adotou uma série de medidas emergenciais e de reconstrução. Em maio daquele ano, a União abriu crédito extraordinário de R$ 12,1 bilhões e informou que o conjunto de ações já disponibilizado para o estado superava R$ 60 bilhões. Entre as medidas estavam recursos para saúde, infraestrutura, assistência social, empresas e famílias atingidas.

O governo também criou o Auxílio Reconstrução, de R$ 5.100 por família desabrigada ou desalojada, e propôs a suspensão por três anos do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União. A medida, aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula, abriu espaço fiscal estimado pelo governo gaúcho em aproximadamente R$ 11,7 bilhões até abril de 2027, além da redução dos juros durante o período.

PF encontra 438 interações entre Vorcaro e Pablo Marçal, que coordena campanha de Flávio


      Pablo Marçal. Foto: Reprodução

A Polícia Federal identificou 438 interações via WhatsApp entre o coach Pablo Marçal (PRTB) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante a perícia nos dispositivos do empresário.

O levantamento apontou que cerca de 99% dos dados relacionados às conversas entre os dois estavam apagados ou inacessíveis. A perícia atribuiu a indisponibilidade a recursos de exclusão automática de mensagens e arquivos.

Os peritos encontraram o primeiro contato catalogado entre Marçal e Vorcaro em agosto de 2024. O período coincidiu com a campanha do então candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo.

Como o conteúdo inicial expirou pelos temporizadores configurados no aplicativo, a Polícia Federal não conseguiu recuperar os assuntos tratados no começo da comunicação entre os dois.

Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Foto: reprodução

Conversa recuperada tratou do julgamento de Bolsonaro

Entre as poucas mensagens recuperadas, há um diálogo de 2 de setembro de 2025, data em que o Supremo Tribunal Federal julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Marçal perguntou a Vorcaro: “E aí irmão. Bolsonaro vai puxar cadeia mesmo?”.

Vorcaro respondeu na sequência: “Acho que sim, dificilmente cenário diferente”. A troca integra o conjunto de dados preservados no telefone periciado.

Bolsonarista ameaça prender estudante após gesto de apoio a Lula em Brasília

 O suspeito exigiu que o estudante saísse do carro, ameaçou prendê-lo e proferiu ofensas que as vítimas consideraram racistas

Homem ameaça prender jovem por 'fazer o L' após ato pró-Lula em Brasília - Crédito: Reprodução

Um estudante de 24 anos denunciou à Polícia Civil do Distrito Federal ter sido ameaçado de prisão por um homem que afirmou ser policial após ouvir a expressão “faz o L”, associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu no domingo (18), em Brasília, depois de uma manifestação de apoiadores do presidente na Esplanada dos Ministérios. O suspeito ainda não foi identificado pelas autoridades.

Segundo reportagem do g1, o jovem, identificado como Diego Pereira dos Santos, estava acompanhado da namorada e de amigos quando foi abordado pelo homem, que teria batido na janela do veículo em que o grupo estava. O suspeito exigiu que o estudante saísse do carro, ameaçou prendê-lo e proferiu ofensas que as vítimas consideraram racistas.

Diego relatou que havia participado da manifestação em apoio à reeleição de Lula e, posteriormente, saiu para comer pizza com amigos. Durante o trajeto, enquanto o automóvel estava em movimento, repetiu a expressão “faz o L” para pessoas que encontrava na rua.

Filho de Daniela Mercury oferece pix de R$ 150 por alguém que indique alguma proposta de Flávio Bolsonaro em defesa do trabalhador (vídeo)

A iniciativa ocorreu na Estação da Lapa, um dos principais pontos de circulação de passageiros da capital baiana

Filho de Daniela Mercury oferece pix para quem apresentar proposta de Flávio Bolsonaro a favor do trabalhador - Crédito: Reprodução

O cantor e compositor Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, promoveu uma ação política em Salvador na qual ofereceu R$ 150, por meio de Pix, a quem conseguisse apresentar uma proposta do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em benefício dos trabalhadores. A iniciativa ocorreu na Estação da Lapa, um dos principais pontos de circulação de passageiros da capital baiana, e ganhou repercussão nas redes sociais.

O artista posicionou-se em uma das escadarias da estação com uma placa anunciando o desafio aos eleitores de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para domingo (25). A proposta fazia parte de uma mobilização política voltada à abordagem de eleitores nas ruas.

TSE dá 24 horas para MP Eleitoral se manifestar sobre alegações da Meta sobre favorecimento de Flávio Bolsonaro

 Empresa afirma que tratou igualmente as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, mas Justiça Eleitoral exige comprovação e transparência sobre uso de inteligência artificial

Inteligência artificial do WhatsApp continuou gerando imagens com referências a Flávio Bolsonaro e ao número 22, mesmo após a Meta anunciar medidas para bloquear conteúdos eleitorais, segundo testes realizados
Crédito: Reprodução | Agência Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu prazo de 24 horas para que o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresente manifestação sobre as explicações fornecidas pela Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, a respeito de possíveis tratamentos desiguais às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A empresa sustenta que não favoreceu nenhuma das candidaturas, mas foi obrigada pela Justiça Eleitoral a demonstrar que suas plataformas não restringem injustificadamente a circulação de conteúdos políticos.

A solicitação ao Ministério Público foi feita na terça-feira (20), após uma nova decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, proferida no domingo (18). O magistrado determinou que a companhia comprove o cumprimento das medidas anteriormente estabelecidas pelo tribunal para assegurar tratamento igualitário aos dois candidatos à Presidência da República.

A controvérsia teve início após reclamações apresentadas pelas duas campanhas sobre o funcionamento das plataformas digitais. A equipe de Lula acusa a Meta de prejudicar a distribuição de publicações favoráveis ao presidente e, simultaneamente, permitir a circulação de materiais produzidos por inteligência artificial contrários à sua candidatura.

Campanha de Lula pedirá ao TSE anulação da candidatura de Flávio

 Motivo é o favorecimento ao candidato do PL nas plataformas da Meta

Inteligência artificial do WhatsApp continuou gerando imagens com referências a Flávio Bolsonaro e ao número 22, mesmo após a Meta anunciar medidas para bloquear conteúdos eleitorais, segundo testes realizados
Crédito: Reprodução | Agência Senado

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a anulação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, devido ao favorecimento ao adversário por meio de manipulação algorítmica em suas plataformas.

A informação foi confirmada à agência AFP por uma fonte da equipe petista e publicada pelo jornal O Povo nesta terça-feira (20).

Segundo a reportagem, o pedido fará parte de uma medida judicial que questionará a atuação da empresa durante a disputa eleitoral. A Meta nega ter dado tratamento desigual aos candidatos, mas reconheceu problemas técnicos que provocaram, entre outros efeitos, a desativação de anúncios da campanha de Lula.

A iniciativa amplia a disputa judicial sobre o funcionamento das plataformas na reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro. As pesquisas mais recentes mencionadas na reportagem indicam empate técnico entre o presidente e o senador.

Pesquisa aponta empate com Lula no 2º turno, mas com vantagem a Flávio nos votos válidos


       Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Nos votos válidos, Flávio aparece com 51,1% das intenções, ante 48,9% de Lula.

A diferença entre os dois é de 2,2 pontos percentuais, abaixo da margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos. Por esse critério, o levantamento não permite apontar vantagem estatisticamente segura para nenhum dos candidatos no cenário testado.

O recorte de votos válidos exclui eleitores que disseram votar em branco, nulo ou que se declararam indecisos. Esse é o cálculo usado para definir os vencedores das eleições, pois considera apenas os votos destinados diretamente aos candidatos.

Pesquisa Meio/Ideia divulgada em 21 de outubro de 2026

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Flávio não aceitará desafio de Lula para abrir sigilos, diz campanha


      Flávio Bolsonaro discursa em ato de campanha. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, não aceitará o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, assim como os de familiares. Aliados que participam da campanha do senador confirmaram a decisão nesta terça-feira (20), a cinco dias do segundo turno.

Integrantes da campanha de Flávio classificam a proposta como uma “armadilha” eleitoral e afirmam que ela busca desgastar o candidato no fim da disputa. “Lula não vai ter esse gostinho”, disse um integrante da equipe do senador.

Na avaliação dos aliados, a divulgação dos dados não acrescentaria elementos ao debate eleitoral antes da votação de domingo (25). Eles argumentam que eventuais informações poderiam motivar pedidos de investigação ou novas ações, sem prazo para apurações aprofundadas antes do pleito.

Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para divulgar seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A iniciativa prevê a abertura dos dados somente se Flávio Bolsonaro e seus familiares concordarem com a mesma medida.


Flávio Bolsonaro chega a 50,8% e Lula registra 49,2% dos votos válidos, mostra pesquisa

 Veja também as votações dos presidenciáveis por regiões, sexo, renda e faixa etária

     Flávio Bolsonaro e Lula - Crédito: Vittor Sales/Divulgação e Ricardo Stuckert

A pesquisa do Instituto França, divulgada nesta terça-feira (20), mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 50,8% dos votos válidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 49,2%. A diferença de 1,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de 1,8 ponto, para mais ou para menos. O levantamento apontou empate técnico. 

Na pesquisa estimulada, que inclui votos brancos e nulos, o senador Flávio Bolsonaro registra 40,95% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula alcança 39,65%. Outros 10,56% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Já 8,84% ainda estão indecisos ou não souberam responder. 

Foram entrevistadas 3 mil pessoas por telefone entre os dias 16 e 20 de outubro, com abrangência das 27 unidades da Federação. O nível de confiança chegou a 95%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu o registro do levantamento sob o número BR-07896/2026.

Escritório de Flávio Bolsonaro faturou R$ 13,7 milhões e entrou na mira da PF

 Levantamento mostra pagamentos de advogados e empresas ao senador. Investigação apura suspeitas de conexão financeira com Willer Tomaz

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Reprodução I Charles Vieira

O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato parlamentar. Segundo investigação publicada pelo Uol, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para examinar as movimentações financeiras da empresa, após identificar indícios de uma possível ligação bancária entre o senador e o advogado Willer Tomaz.

Foram examinados 62 documentos fiscais e identificou que aproximadamente metade deles envolve pagamentos de outros advogados. A maior parte dos registros apresenta apenas a descrição “assessoria jurídica”, sem especificar os serviços executados. Em consultas a tribunais estaduais, federais e superiores, o veículo encontrou somente um processo relacionado aos clientes identificados nas notas.

A ausência de processos judiciais não significa, por si só, irregularidade. Advogados também podem prestar consultoria, elaborar pareceres e oferecer orientação jurídica sem atuar diretamente em ações judiciais. A reportagem procurou os contratantes para esclarecer a natureza dos serviços, mas não obteve informações detalhadas sobre a maior parte das atividades.

Mediadora da Band diz que precisou cobrar Flávio para respeitar Lula


       A jornalista Adriana Araújo, intermediadora no último debate da Band. Foto: Renato Pizzutto/Band

A jornalista Adriana Araújo afirmou que a plateia “prejudicou muito” o debate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), e que precisou cobrar respeito do filho do ex-presidente. Em entrevista ao UOL News, a mediadora contou que a equipe estava preparada para interromper a discussão até que os convidados fizessem silêncio, caso a situação saísse do controle.

“Beirou ali o momento em que a plateia parecia que tinha gente que queria entrar no estúdio para participar do debate, quando um debate é entre candidatos”, relatou. A jornalista afirmou que o comportamento de convidados dos dois lados atrapalhou o confronto.

Ela explicou que uma das medidas possíveis seria suspender a condução do programa e avisar ao público que só voltaria a falar quando houvesse silêncio. “O pior cenário é ter um descontrole geral”, afirmou. A providência estava prevista para uma eventual escalada: “Se precisasse disso, a gente faria”.

Adriana também abordou a tensão provocada pela circulação dos candidatos no palco. Embora as campanhas tivessem concordado com a movimentação livre, os gestos atrás do adversário geraram reclamações.

“Quando chegou à consideração final, houve uma tensão muito grande. Eu paralisei ali e considerei razoável pedir ao senador Flávio Bolsonaro que respeitasse os dois minutos e que o Lula faria o mesmo”, disse.

Abaixo-assinado cobra checagem ao vivo da Globo no debate


         Flávio Bolsonaro durante debate presidencial organizado pela Band. Foto: Reprodução

Um abaixo-assinado lançado na segunda-feira (19) ultrapassou 230 mil assinaturas cobrando que a Globo implemente um sistema de checagem de informações em tempo real durante o debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O confronto está marcado para sexta-feira (23), às 21h20, dois dias antes do segundo turno das eleições de 2026.

A iniciativa pede que a emissora verifique, durante a transmissão, dados e afirmações apresentados pelos candidatos. “Este procedimento garantiria que, ao assistir um debate, o público possa perceber imediatamente se um candidato está deturpando dados ou apresentando informações incorretas”, afirma o texto da petição.

A mobilização ganhou força após o debate presidencial realizado pela Band no último domingo (18). Nas redes sociais, espectadores criticaram a ausência de mecanismos de verificação imediata das declarações dos candidatos. O abaixo-assinado menciona a ocorrência de “momentos de desinformação e propagação de fake news, mesmo na presença de jornalistas experientes”.

Abaixo-assinado pede checagem de fake news de Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo. Foto: Reprodução

Com a proximidade da votação, marcada para domingo (25), internautas passaram a cobrar que a Globo adote procedimentos capazes de identificar informações falsas ou incorretas durante o confronto. A proposta prevê que as verificações sejam apresentadas ao público enquanto os candidatos ainda estiverem no ar.