quarta-feira, 4 de novembro de 2026

‘Vitória dos Democratas nos EUA e de Lula no Brasil representam a defesa da soberania’, afirma Lindbergh (vídeo)

 “Tem importância gigantesca para o mundo. É um enfraquecimento da extrema-direita”, afirmou o parlamentar do PT sobre as eleições para o Congresso estadunidense

Lindbergh Farias e a Câmara dos Representantes dos EUA - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados I Jonathan Ernst / Reuters

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quarta-feira (4) que a vitória dos Democratas nas eleições para o Congresso dos Estados Unidos e o resultado da reeleição do presidente Lula (PT) representam a defesa da soberania na América Latina. “Símbolo em relação à nossa soberania. Vitória da democracia. Tem importância gigantesca para o mundo. É um enfraquecimento da extrema-direita. Não é verdade que o fascismo vai dominar o mundo. Nós estamos mostrando o caminho contrário. E a vitória de Lula com essa vitória democrata é um símbolo muito forte”, disse o parlamentar em vídeo na rede social X.

De acordo com estatísticas atualizadas nesta quarta-feira (4), o Partido Democrata conseguiu 54 cadeiras no Senado e os republicanos, 44, com duas disputas ainda indefinidas. Na Câmara dos Representantes, os democratas ganharam 233 assentos e os adversários, 139, com 63 vagas ainda em disputa.

O parlamentar do PT criticou as articulações de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Você sabe que esses bolsonaristas ficam pedindo intervenção” estadunidense no Brasil, desabafou Lindbergh.

De acordo com a Ativaweb DataLab, bolsonaristas pediram apoio ao chefe da Casa Branca após a derrota do parlamentar da extrema direita em 25 de outubro, quando ocorreu o segundo turno da eleição presidencial brasileira: 82% de 3,28 milhões de mensagens no Instagram e no Facebook recorreram ao perfil do político estadunidense em busca de respaldo político.

O presidente Lula (PT) derrotou Flávio Bolsonaro por 51,79% dos votos (64,2 milhões) a 48,21% (59,8 milhões). Aliado do senador, Trump adotou uma tática golpista e sugeriu que a apuração teve fraudes.


Trump e Eduardo Bolsonaro

Ainda na gravação, Lindbergh destacou a baixa na aprovação do presidente estadunidense, Donald Trump. O chefe da Casa Branca chegou às eleições legislativas de meio de mandato com apenas 32% de aprovação, mostraram estatísticas divulgadas na pesquisa Reuters/Ipsos.

Em tom de crítica, Lindbergh também mencionou o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), que, em julho de 2026, teve o green card (visto de residência permanente) concedido pelo governo Trump.

Em junho deste ano, ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação judicial. O ex-parlamentar foi acusado de tentar interferir na investigação sobre a trama golpista. Conforme a denúncia, o filho de Jair Bolsonaro fez articulações com a extrema direita dos EUA para incentivar sanções contra o Brasil por causa do avanço das apurações contra o pai.

Magistrados do STF condenaram Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito. Outras 28 pessoas foram condenadas. Entre elas estavam alguns de seus ex-ministros.

Após a condenação de Jair Bolsonaro, em setembro de 2025, os EUA anunciaram sanções contra o Brasil em 2026: dois tarifaços, um de 25% e outro de 12,5%. O governo Trump também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As tarifas e a classificação das facções incentivam sanções direcionadas ao país sul-americano.

Fonte: Brasil 247

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