Divisão de votos entre Tereza Cristina e Rogério Marinho pode pavimentar a reeleição de Davi Alcolumbre para presidência do Senado
Tereza Cristina e Rogério Marinho - Crédito: Ton Molina/Agência Senado
A tentativa da oposição de construir um nome único para disputar o comando do Senado sofreu um duro golpe nesta quarta-feira (4). O senador Rogério Marinho (PL-RN) reuniu representantes do PL, Novo, Republicanos e PP para oficializar a sua postulação à presidência. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também pleiteia o posto, não compareceu ao encontro, esfriando as articulações em prol de uma chapa unificada.
A falta da senadora – confirmada ao Brasil 247 por sua assessoria – sinaliza um racha definitivo entre as correntes de oposição ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição. Ao insistir em sua candidatura própria e se ausentar da reunião articulada pelo PL, a parlamentar do PP pulveriza a votação dos blocos de direita.
A desarticulação da oposição beneficia diretamente o projeto político de Alcolumbre. O atual chefe do Senado atua nos bastidores para obter defecções entre os parlamentares alinhados à direita que integram partidos do centrão.
Para assegurar a vitória e deixar a oposição fora dos cargos de comando pelos próximos dois anos, Alcolumbre articula com o respaldo direto do governo do presidente Lula (PT). O foco principal da campanha do parlamentar amapaense nesta etapa é antecipar o anúncio do apoio formal das bancadas do MDB, PSD e PT.
Fonte: Brasil 247
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