terça-feira, 6 de outubro de 2026

Moraes autoriza Débora do Batom a passar para o regime semiaberto

 Condenada a 14 anos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, cabeleireira ficou conhecida por pichar a estátua A Justiça com batom vermelho

Após pedido de Moraes, Secretaria de SP afirma ao STF que "Débora do Batom" não violou tornozeleira eletrônica - Crédito: Joedson Alves/Agência Brasil / Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Débora recebeu pena de 14 anos de prisão por crimes relacionados à invasão e à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A cabeleireira ganhou notoriedade após escrever “perdeu, mané” com um batom vermelho na estátua A Justiça, obra de Alfredo Ceschiatti instalada diante da sede do STF. O episódio ocorreu durante os ataques de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo.

Com a autorização de Moraes, Débora poderá passar do regime fechado para o semiaberto. Nessa modalidade, o condenado pode exercer trabalho externo durante o dia, mas deve retornar ao estabelecimento prisional para o recolhimento noturno e permanecer no local nos dias de folga.

A pena de 14 anos imposta a Débora foi dividida entre cinco crimes. Pelo delito de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ela foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão. A condenação por golpe de Estado corresponde a outros cinco anos.


Também foram estabelecidas penas de um ano e seis meses por dano qualificado, um ano e seis meses por deterioração de patrimônio tombado e mais um ano e seis meses por associação criminosa armada.

A condenação está relacionada à participação de Débora nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. A pichação da estátua A Justiça tornou-se uma das imagens associadas à destruição do patrimônio público durante os atos golpistas.

Fonte: Brasil 247

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