Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro, foi eleito o segundo deputado estadual mais votado do estado, com 197.178 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O político havia sido preso em flagrante em julho, depois que a Polícia Federal encontrou um fuzil de uso restrito em seu veículo.
Belford Roxo, na Baixada Fluminense, concentrou 133.956 votos recebidos por Canella, o equivalente a quase 68% de sua votação. Ex-prefeito do município, ele conquistou o quarto mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Na época da prisão, Canella era pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio Bolsonaro (PL). A detenção ocorreu durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, quando agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra ele.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liberdade a Canella após a prisão. O ex-prefeito afirmou que o fuzil encontrado pela PF não pertencia a ele. A operação investiga suspeitas de ligação entre agentes públicos e organizações criminosas.
A Procuradoria Regional Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura, citando a prisão e apurações sobre possíveis vínculos com o crime organizado. O Tribunal Regional Eleitoral liberou o registro, considerando insuficientes os elementos apresentados para impedir sua participação na eleição.
Segundo a PF e o Ministério Público, Canella nomeou secretários municipais e abrigou em gabinetes chefes de organizações paramilitares e parentes de lideranças de milícias que atuam na Baixada Fluminense. Ele nega as acusações. A autorização para concorrer permitiu sua eleição à Alerj; as suspeitas citadas pelos investigadores permanecem atribuídas às autoridades responsáveis pelas apurações.
Fonte: DCM
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